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O maquinista que morreu na colisão entre dois trens no condado de Bedfordshire, no Reino Unido, avançou um sinal vermelho instantes antes do acidente que deixou 162 feridos na última sexta-feira. A informação consta em um relatório preliminar divulgado pela Rail Accident Investigation Branch (RAIB), órgão responsável por investigar acidentes ferroviários no país.
Segundo os investigadores, o trem conduzido por Shaun Burton, de 60 anos, seguia em direção a Londres quando passou por um sinal vermelho próximo ao local da colisão, em Elstow, nos arredores de Bedford, por volta das 17h15 (horário local). O relatório ressalta, porém, que ainda não é possível determinar qual alerta foi recebido pelo maquinista por meio do Sistema Automático de Aviso (AWS), equipamento de segurança instalado na composição.
A investigação também concluiu que o trem que estava parado na via interrompeu a viagem de forma inesperada devido a uma falha em seu próprio sistema AWS. Dados analisados pela RAIB indicam que o sinal localizado atrás da composição estacionada permanecia vermelho no momento do acidente.
O relatório aponta ainda quevo trem que partiu da cidade de Corby trafegava a cerca de 122 km/h quando ultrapassou o sinal vermelho. Os freios foram acionados aproximadamente nove segundos antes da colisão. No momento do impacto, a velocidade havia sido reduzida para cerca de 79 km/h.
A RAIB informou que a investigação completa analisará as ações dos profissionais envolvidos e eventuais fatores que possam ter influenciado o acidente. O secretário-geral do sindicato dos maquinistas ASLEF, Dave Calfe, afirmou que a colisão poderia ter sido evitada caso houvesse no trecho um Sistema de Proteção e Alerta de Trens (TPWS), tecnologia que aciona automaticamente os freios quando uma composição ultrapassa um sinal de parada.
Segundo a Polícia de Transportes Britânica, 53 pessoas permanecem hospitalizadas e oito delas estão em estado crítico. O ainda primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, lamentou a morte do maquinista e prestou solidariedade à família da vítima durante pronunciamento na Câmara dos Comuns. O Rei Charles III também prestou solidariedade.
— Seus pensamentos e condolências estão com a família do falecido e com todos os feridos ou afetados por um incidente tão trágico — afirmou o representante da Casa Real.

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A cadeira de prefeito de Nova York aumentou de tamanho nesta terça-feira (23/6). Ou, como traduziu o Daily News em sua primeira página, testemunhou-se um “Choque da esquerda”. Desta vez, o tabloide não exagerou. Em manobra política arriscada, o prefeito Zohran Mamdani, há pouco mais de cinco meses no cargo, recrutou sete candidatos da ala progressista do Partido Democrata para enfrentar nas prévias internas candidatos moderados, entre eles deputados federais e estaduais em busca da reeleição. Venceu seis disputas, encerrou um punhado de carreiras longevas e ainda comprovou a falta de consenso em torno de uma estratégia nacional na oposição para o pleito que, em novembro, decidirá o controle do Congresso. Não é pouco. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
ATENÇÂO: Imagens fortes
Uma menina de 10 anos sofreu queimaduras graves no rosto após tentar reproduzir um desafio que circula nas redes sociais envolvendo brinquedos do tipo “squishy”. O caso aconteceu nas últimas semanas em Gold Coast, na Austrália, segundo informações da emissora australiana 7News. A menina se chama Violet Zerbst, que precisou ser internada depois que o brinquedo explodiu enquanto ela o apertava.
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A tendência compartilhada em plataformas como TikTok e Instagram incentiva crianças a colocarem brinquedos macios e maleáveis conhecidos como “squishies” no micro-ondas para deixá-los mais macios antes de brincar. Médicos australianos afirmaram à emissora que a prática pode provocar queimaduras graves, já que o conteúdo interno dos brinquedos pode superaquecer e fazê-lo explodir.
Segundo Violet, ela havia assistido a vídeos de pessoas aquecendo os brinquedos para torná-los menos rígidos. A menina colocou o objeto no micro-ondas por cerca de 30 segundos, aguardou alguns instantes e, em seguida, começou a apertá-lo. Nesse momento, o líquido aquecido acumulado no interior do brinquedo formou uma bolha e explodiu em seu rosto.
O material atingiu um dos lados do seu rosto, incluindo os lábios a boca da criança e o entorno dos olhos. Violet relatou ter sentido dores intensas e disse que conseguia sentir a pele se desprendendo, além de ter o líquido dentro da boca. O pai da menina, Jody Zerbst, afirmou que o brinquedo literalmente explodiu e que partes da pele do rosto da filha se soltaram devido à gravidade das queimaduras.
Menina de 10 anos sofreu queimadura depois de colocar brinquedo no micro-ondas
Reprodução / 7news
Logo após o acidente, Violet correu para o banheiro, onde a mãe manteve o rosto da menina sob água fria enquanto o pai acionava o serviço de emergência. Paramédicos prestaram os primeiros atendimentos no local antes de levá-la ao hospital.
A menina permaneceu internada durante uma semana em um hospital de Gold Coast para se recuperar dos ferimentos. De acordo com médicos do Hospital Infantil de Queensland, queimaduras provocadas por brinquedos aquecidos podem ser de segundo e terceiro graus. Os especialistas recomendam que a área atingida seja colocada sob água corrente fria por pelo menos 20 minutos e alertam que gelo não deve ser aplicado diretamente sobre a queimadura.
Atualmente em recuperação em casa, Violet e sua família decidiram divulgar a história para alertar outras crianças e pais sobre os riscos dessa tendência.
Menina de 10 anos sofreu queimadura depois de colocar brinquedo no micro-ondas
Reprodução / 7news

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem a responsabilidade de impedir o uso indevido do registro de microempreendedor individual (MEI) como forma de substituir contratos formais de trabalho, disse nesta quarta-feira (24) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

A declaração foi feita durante a apresentação da nova Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizada, em Brasília. Segundo Marinho, a contratação de profissionais como pessoa jurídica em situações que apresentam características de emprego formal pode configurar fraude trabalhista.

Limites do MEI

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Marinho defende que o MEI seja usado apenas por trabalhadores autônomos que exerçam atividades de empreendedorismo real, e não como alternativa para empresas evitarem obrigações trabalhistas.

Segundo o ministro, algumas funções não teriam perfil de atividade empresarial quando exercidas dentro da estrutura de uma empresa, como jornalistas, enfermeiros e cargos de gerência.

“Não se pode utilizar o MEI como forma de uma fraude trabalhista”, ressalta.

O Ministério do Trabalho considera irregular a contratação via MEI quando estão presentes elementos típicos de vínculo empregatício, como subordinação, pessoalidade, habitualidade e pagamento fixo.

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Debate no Supremo

A manifestação ocorre enquanto o STF analisa ações relacionadas à chamada “pejotização”, que envolve a contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas e a definição dos limites para reconhecimento de vínculo empregatício.

Para Marinho, permitir o uso indiscriminado de pessoas jurídicas em substituição a empregados formais poderia enfraquecer direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Horas extras

Durante o evento, o ministro também comentou sobre o pagamento de horas extras e afirmou esperar que empresas estejam cumprindo a legislação trabalhista.

Pelas regras atuais, a jornada regular é de até 44 horas semanais. Quando esse limite é ultrapassado, o trabalhador deve receber a remuneração adicional, salvo situações previstas em acordos de compensação ou banco de horas.

Marinho afirmou que empresas que deixarem de contabilizar ou pagar corretamente as horas extras poderão ser alvo de fiscalização e multas.

Jornada formal

Dados da Rais Mensalizada apresentados no evento mostram que grande parte dos trabalhadores formais tem jornadas superiores a 41 horas semanais. Atualmente, o limite no Brasil corresponde a 44 horas semanais, mas pode cair para 40 horas caso o Congresso aprove o fim da escala 6 por 1.

Principais números:

  • 37,11 milhões de trabalhadores têm jornada acima de 41 horas semanais;
  • 9,24 milhões de trabalhadores cumprem entre 31 e 40 horas por semana;

O ministro afirmou acreditar que a maior parte das empresas cumpre as regras, mas destacou que a fiscalização continuará atuando em casos de descumprimento.

Um auxiliar de enfermagem de 30 anos foi preso em Budapeste, na Hungria, na última quarta-feira (17) suspeito de furtar partes de corpos humanos de cemitérios e do hospital onde trabalhava, além de consumir alguns dos restos mortais, fato que ele confessou. A polícia húngara iniciou a investigação após receber denúncias do comportamento suspeito do homem, e ao periciar a residência, encontrou uma coleção macabra de restos mortais.
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O Departamento de Proteção à Vida do Gabinete Nacional de Investigação da Polícia de Emergência (KR NNI, na sigla original) à frente das investigações, divulgou detalhes sobre o caso nesta terça (23). Durante as buscas, os investigadores apreenderam crânios, uma perna completa, uma mão, ossos guardados em uma mala e um rosto humano preservado, supostamente reconstruído a partir de pele facial, além de um coração em um frasco, que a investigação ainda analisará para determinar a origem humana ou animal. Também foram recolhidos computadores, celulares, tablets e cartões SIM.
Polícia divulga imagens da prisão de “canibal de Budapeste”
Divulgação | Polícia da Hungria
De acordo com a polícia, durante o interrogatório o homem afirmou ter fascínio por partes do corpo humano e admitiu que preparou alimentos com alguns dos restos mortais, consumindo-os posteriormente. Ele comentava sobre sua “paixão” por dissecação com pessoas próximas – familiares e amigos – e também tirava fotos de sua coleção.
Investigadores acreditam que parte do material foi retirada do hospital onde ele atuava como funcionário responsável pelo transporte de pacientes, enquanto outros restos teriam sido exumados de cemitérios abandonados na Hungria e na vizinha Eslováquia.
Até o momento, o suspeito é investigado por uso ilegal de restos humanos e vilipêndio de cadáver, mas as acusações podem aumentar após a polícia encontrar a origem dos restos mortais. A identidade do suspeito não foi divulgada, e o processo segue sob supervisão judicial enquanto as perícias e diligências continuam.

Ao prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito aberto para apurar o caso de uma arma de fogo apreendida em blitz com um de seus seguranças, o ex-presidente Jair Bolsonaro disse que em momento algum houve intenção de descumprir a lei.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento realizado na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, o ex-presidente confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após constatar que ela não funcionava.

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Em uma postagem nas redes sociais, Bueno afirmou que “em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal” e que tratou o episódio como “criminalmente acromático”, ou seja, sem relevância penal.

A defesa de Bolsonaro disse ainda que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada.

O advogado reiterou que a arma é de propriedade de Bolsonaro, estava devidamente registrada e, como não houve determinação de cancelamento do registro da pistola, a arma “deveria, de fato, estar em seu endereço”.

“Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado”, conclui o post.

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Apreensão

A arma foi apreendida em 15 de junho, quando um automóvel foi parado em um ponto de bloqueio em Taguatinga, região administrativa do DF.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9mm. O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane.

Ao intimar a defesa a prestar esclarecimentos, o ministro Alexandre de Moraes questionou “por que às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedidos a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de um reparo no armamento”.

Moraes deve decidir nesta quinta-feira (25) se a prisão domiciliar será mantida.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista e cumpre prisão domiciliar temporária desde o dia 27 de março deste ano.

 

O líder de um grupo de manifestantes acusados de integrar o movimento de extrema esquerda Antifa foi condenado, na terça-feira, a 100 anos de prisão por participar de um ataque armado, no ano passado, contra uma instalação do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) em Alvarado, no Texas. Benjamin Song é um dos nove réus considerados culpados no caso, que resultou em acusações de terrorismo e deixou um policial baleado no pescoço.
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A pena aplicada a Song foi a mais severa entre as definidas em audiências separadas realizadas no Tribunal Distrital Federal de Fort Worth. Durante o processo, dois juízes criticaram os réus por recorrerem à violência e tentarem impor suas reivindicações por meio da força durante o protesto.
Os nove jovens manifestantes, incluindo Song, foram considerados culpados em março por uma série de acusações relacionadas ao ataque contra a instalação do ICE. Seis dos réus condenados por acusações de terrorismo receberam penas entre 50 e 70 anos de prisão. Outro, considerado culpado por crimes menos graves e que sequer estava presente no protesto, foi condenado a 30 anos de prisão. Um último réu deverá ser sentenciado no próximo mês.
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As penas excepcionalmente severas, impostas pelos juízes Mark T. Pittman e Reed O’Connor, foram significativamente mais longas do que a maior sentença aplicada a qualquer um dos mais de 1.500 participantes da invasão ao Capitólio, em Washington, em 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores de Trump tentaram impedir a certificação da vitória eleitoral de Joe Biden. Na época, eles foram beneficiados por medidas de clemência posteriormente. A punição mais dura naquele caso foi a pena de 22 anos de prisão dada a Enrique Tarrio, líder do grupo de extrema direita Proud Boys.
As sentenças em Fort Worth parecem representar um sinal claro de que, ao menos no Texas, os tribunais tratarão com rigor os manifestantes contrários ao ICE — especialmente aqueles acusados de aderir à ideologia da Antifa, abreviação da palavra “antifascista”. Ativistas que protestam contra o órgão têm enfrentado uma repressão coordenada pelo governo americano. Na semana passada, por exemplo, 15 pessoas supostamente ligadas a dois grupos da Antifa em Minnesota foram indiciadas por conspiração para obstruir agentes federais durante operações de imigração realizadas no estado ao longo do inverno.
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Tanto Pittman, indicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, quanto O’Connor, nomeado pelo ex-presidente George W. Bush, são conhecidos por suas posições conservadoras. Pittman presidiu o julgamento de Song e dos demais acusados, o primeiro em que supostos integrantes da Antifa responderam por acusações de terrorismo. O’Connor foi chamado após os vereditos para auxiliar na fase de definição das penas.
Embora os jurados tenham aceitado a tese da acusação de que a maioria dos réus apoiou um ato terrorista ao participar do ataque à instalação do ICE, cinco testemunhas de cooperação da própria promotoria — integrantes do suposto núcleo da Antifa — negaram sob juramento que eles ou seus companheiros se considerassem membros do movimento. A Antifa não possui uma estrutura centralizada nem filiação formal.
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O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, comemorou as sentenças em uma publicação nas redes sociais, afirmando que “o extremismo violento não tem lugar em nosso país”.
“As sentenças proferidas hoje deixam claro que terroristas da Antifa que atacarem agentes da lei e instalações federais enfrentarão uma Justiça rápida e inflexível”, declarou Blanche.
Familiares de alguns dos réus, porém, classificaram as penas como excessivamente punitivas durante uma entrevista coletiva em frente ao tribunal.
— Diante dessa grotesca distorção de qualquer coisa que pudesse ser chamada de processo, estou indignada — afirmou Lydia Koza, esposa de uma das condenadas, Autumn Hill.
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Hope Song, mãe de Benjamin Song, disse que o filho jamais assumirá responsabilidade pelo que classificou como “uma mentira do governo criada para processar pessoas inocentes e promover perseguições políticas”.
Há um bom tempo, Trump defende medidas mais duras contra ativistas associados à Antifa e outros manifestantes de esquerda que protestam contra operações de imigração realizadas pelo governo em cidades por todo o país. Em setembro, ele assinou uma ordem executiva declarando a Antifa como uma “organização terrorista doméstica” — classificação que, na prática, não existe na legislação dos EUA.
Ele também publicou uma ampla diretriz conhecida como Memorando Presidencial de Segurança Nacional nº 7, determinando uma abordagem integrada de todo o governo para combater grupos antifascistas. O documento orientava órgãos federais a adotar uma definição mais ampla de terrorismo doméstico, incluindo uma lista de posições políticas tradicionalmente protegidas pela Primeira Emenda da Constituição americana, entre elas o “anticapitalismo”, o “extremismo em questões de migração, raça e gênero” e até mesmo a “hostilidade contra aqueles que defendem visões tradicionais americanas sobre família, religião e moralidade”.
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O episódio em Alvarado ocorreu após o anoitecer de 4 de julho do ano passado, o Dia da Independência dos EUA, quando um grupo de cerca de uma dúzia de pessoas chegou ao centro do ICE, conhecido como Prairieland Detention Center, vestindo roupas pretas. Segundo os promotores, alguns começaram a vandalizar o local, pichando uma guarita e um carro e danificando uma câmera de vigilância. Outros soltaram fogos de artifício em uma ação que mais tarde descreveram como uma “manifestação sonora”, na esperança de encorajar os imigrantes detidos na instalação.
Song, ex-reservista dos Fuzileiros Navais, permaneceu à distância portando um rifle do tipo AR-15. Segundo a acusação, quando o tenente Thomas Gross, do Departamento de Polícia de Alvarado, chegou ao local após um chamado de emergência, Song gritou “Peguem os rifles!” e abriu fogo. Gross foi atingido por um disparo acima da clavícula enquanto o restante do grupo fugia. Ele recebeu atendimento médico e posteriormente teve alta hospitalar.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reuniu-se nesta quarta-feira com o líder dos Emirados Árabes Unidos, xeique Mohamed bin Zayed al-Nahyan, na primeira parada de uma viagem ao Oriente Médio destinada a tranquilizar os aliados americanos no Golfo Pérsico sobre as negociações com o Irã — em um diálogo delicado, que envolve do descontentamento das monarquias regionais com a guerra lançada por Washington e Israel às concessões a serem feitas a Teerã, após uma campanha de retaliação que provocou danos extensos aos países e o bloqueio do Estreito de Ormuz.
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A viagem oficial de Rubio inclui ainda paradas no Kuwait e no Bahrein, e ocorre em um momento que Teerã e Washington continuam medindo forças e apresentando narrativas divergentes para reclamar vitórias dentro do processo diplomático iniciado no fim de semana na Suíça. O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, que Teerã assegurou que não estava buscando ou cobrando pedágios de navios que transitam em Ormuz, contrariando um anúncio iraniano na véspera, segundo o qual Irã e Omã estariam discutindo a criação de uma estrutura conjunta para administrar a rota.
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“O Irã informou aos EUA que, apesar de notícias falsas e maliciosas afirmarem o contrário, não há ‘cobrança de pedágios, custos de seguro ou quaisquer outras taxas sendo exigidas ou recebidas pelo Irã de navios que transitam pelo Estreito de Ormuz’. Se essa informação for falsa, as negociações serão encerradas imediatamente!”, escreveu Trump em uma publicação na Truth Social, enquanto a reunião de Rubio acontecia.
O status quo de Ormuz em um cenário de pós-guerra é provavelmente um dos principais temas nas pautas das reuniões de Rubio com os líderes da região. A guerra interrompeu completamente o fluxo de navios cargueiros responsáveis por transportar quase toda a produção de petróleo e gás natural da região, afetando a economia global. Ao desembarcar em Abu Dhabi na terça, Rubio disse que nenhum país tem direito de exigir pedágios em uma “via navegável internacional”, enquanto o Irã mantém o tom de desafio e parece insistir que, para os países do Golfo, seria mais vantajoso um alinhamento com a República Islâmica e não com o Ocidente.
— Não vemos o futuro da região no confronto, e sim na interação — disse o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador da nação persa, Mohammad Bagher Ghalibaf, nesta quarta-feira, quando afirmou que o acordo alcançado para acabar com a guerra no Oriente Médio é “uma declaração de derrota dos Estados Unidos” por ser resultado da “resistência e da determinação” do país.
Os países do Golfo Pérsico se opuseram ao início da guerra contra o Irã e não participaram ativamente da campanha militar contra a nação persa. Ainda assim, foram afetados pela campanha de retaliação do regime iraniano em grande medida — tanto diretamente, por drones e mísseis disparados de Teerã, quanto economicamente, pelo estrangulamento do estreito. Dependentes de garantias de segurança dos EUA, muitos ficaram frustrados pelo o acordo preliminar não abordar os programas iranianos de mísseis e drones, um dos fatores que têm impulsionado uma reavaliação mais ampla de relações.
— Queremos garantir que os pontos de vista deles sejam levados em consideração e entendemos suas preocupações de segurança e também suas preocupações econômicas regionais — disse Rubio após chegar a Abu Dhabi. — Por isso é natural que estejamos aqui conversando com eles, porque esta é uma questão muito importante para eles. Eles estão bem ao lado dela.
Acordo incerto
Os sinais confusos dos governos em Teerã e Washington não permitem avaliar com clareza o futuro exato das negociações. Em um processo diplomático impulsionado por certa medida de “caos” na retórica, os avanços são constantemente ofuscados por tentativas de sinalizações triunfalistas e apresentação de desacordos.
Dúvidas cruciais permanecem quanto à autorização ou não por parte do Irã da entrada de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no país — o que os EUA confirmam e o Irã nega. O diretor da AIEA, Rafael Grossi, disse nesta quarta que as inspeções nas instalações nucleares iranianas “vão acontecer”, mas não anunciou um calendário específico. Outro ponto é quanto a liberação de recursos ao Irã.
O Departamento de Tesouro dos EUA publicou nesta semana uma suspensão sobre sanções a ativos financeiros iranianos congelados no exterior. Nesta quarta-feira, Trump afirmou em sua publicação na Truth Social que os valores seriam usados apenas para comprar produtos agropecuários de empresas americanas. Não houve esclarecimento imediato por parte do Irã.
A nação persa também não oferece sinais de concessão no que diz respeito à disputa narrativa. Na terça-feira, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse durante uma viagem ao Paquistão que a capacidade de mísseis de seu país jamais faria parte de um acordo de paz com os EUA — algo que é de interesse não apenas dos parceiros americanos no Golfo, como de Israel.
— Se não tivéssemos nossos mísseis, que servem para nossa autodefesa, Israel e os Estados Unidos teriam passado por cima do Irã da mesma forma que fizeram em Gaza — afirmou. (Com NYT e AFP)
A segunda-feira (22) e a terça-feira (23) desta semana foram os dias mais quentes já registrados em um mês de junho na Espanha desde 1950, informou nesta quarta-feira (24) a agência estatal de meteorologia Aemet, em meio à onda de calor que atinge a Europa. Em algumas regiões, os termômetros ultrapassrm 40°C, o que é uma temperatura extrema.
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A temperatura média de segunda-feira foi de 28,08°C e a de terça-feira chegou a 28,17°C, superando o recorde anterior de 28,01°C registrado em junho de 2025, informou a Aemet em comunicado.
“Três dias estão entre os dez mais quentes da série histórica do mês de junho” desde o início da onda de calor, no fim de semana, acrescentou a agência.
Durante o episódio climático, a Aemet registrou recordes em várias regiões do país. Um dos casos ocorreu na Cantábria, região do norte da Espanha pouco acostumada a temperaturas extremas, onde os termômetros atingiram na terça-feira 43,7°C, o valor mais alto já registrado no território.
Na linha de frente do aquecimento global na Europa, a Espanha está habituada a temperaturas elevadas, mas enfrenta há alguns anos uma multiplicação e intensificação das ondas de calor.
Entre 1975 e 2025, o país registrou 78 ondas de calor que somaram 458 dias. Segundo a Aemet, a frequência desses eventos mais do que dobrou neste século.
“Até 2000 houve 129 dias sob onda de calor, enquanto entre 2001 e 2025 foram registrados 329 dias, mais do que o dobro”, detalhou o comunicado.
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Ainda nesta terça-feira, o país enfrenta o dia mais crítico da primeira onda de calor do verão europeu deste ano. As autoridades emitiram alertas máximos para áreas da Andaluzia, Cantábria e País Basco, enquanto praticamente todo o território espanhol permanece sob algum nível de aviso meteorológico. A onda de calor começou no último domingo e deve persistir até pelo menos quinta-feira (25). Segundo a Aemet, as temperaturas estão entre 5°C e 10°C acima da média histórica para esta época do ano, com algumas áreas registrando desvios ainda maiores.
O episódio afeta diretamente a saúde pública. De acordo com dados divulgados pelas autoridades espanholas, cerca de 85% dos municípios do país estão sob algum nível de alerta sanitário relacionado ao calor extremo, o que representa mais de 21 milhões de pessoas expostas a riscos elevados.
As altas temperaturas também provocaram mudanças nas tradicionais celebrações de São João, realizadas nesta semana em diversas cidades espanholas. Governos regionais e prefeituras adotaram medidas excepcionais para reduzir o risco de incêndios florestais, incluindo restrições ou proibições de fogueiras em praias e áreas abertas, além do reforço da vigilância por drones.
O secretário do Tesouro, Daniel Leal, entregará amanhã ao presidente do banco central chinês uma carta que conclui os trâmites burocráticos para que o Brasil possa emitir títulos em yuan, os chamados Panda Bonds. O movimento, além do aspecto financeiro — de diversificação de indexadores e investidores, o que melhora o perfil da dívida brasileira —, tem uma clara dimensão geopolítica, diz um integrante da comitiva. Ele explica que a emissão de títulos em yuan representa um reconhecimento da solidez e da credibilidade do mercado chinês. Questionado sobre uma eventual reação do governo de Donald Trump, em meio às tensas negociações em torno do tarifaço, a fonte ressaltou que as tratativas antecedem a crise provocada pelo tarifaço e pontua que a política externa brasileira não é pautada pelos “humores de Washington”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Três dias após o segundo turno mais apertado da história da Colômbia, o candidato de esquerda Iván Cepeda reconheceu a vitória do ultradireitista Abelardo de la Espriella. Em pronunciamento à nação, o senador do Pacto Histórico afirmou que aceitou o resultado da apuração oficial e declarou que o adversário é o novo presidente da República.
— Decidi aceitar o resultado que emerge desse processo e que indica que Abelardo de la Espriella é o novo presidente da República. Faço isso para contribuir para a convivência, a paz e o diálogo entre os colombianos — afirmou o senador, acrescentando que a esquerda exercerá uma “oposição democrática e construtiva” durante o próximo governo.
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Cepeda, aliado político do presidente Gustavo Petro, havia solicitado a revisão de dezenas de milhares de seções eleitorais por supostas irregularidades e afirmado que aguardaria o resultado da apuração oficial do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), autoridade responsável por declarar o vencedor da eleição. Esse processo ainda está em andamento.
— [Aceitar a derrota] não significa renunciar à verdade nem permanecer em silêncio diante de fatos que consideramos graves e que marcaram esta campanha presidencial. Durante esse processo denunciamos a aberta e indevida ingerência estrangeira (…) particularmente as intervenções realizadas pelo governo dos Estados Unidos e pelo presidente Donald Trump em favor da candidatura de Abelardo de la Espriella.
A contagem preliminar da Registradoria Nacional, órgão responsável pela logística das eleições no dia da votação, apontou Espriella com 49,66% dos votos e Cepeda com 48,70%. A diferença entre os dois ultrapassa 250,8 mil votos, mas, na disputa, representa menos de um ponto percentual. Trata-se da segunda menor margem registrada em um segundo turno presidencial na Colômbia nas últimas três décadas.
Os colombianos tinham de escolher entre a continuidade das políticas progressistas de Petro, representadas por Cepeda, ou uma guinada à direita e ao conservadorismo com Espriella. O resultado rejeitou a continuidade do atual governo, mas também revelou um país polarizado. Na entrevista, Cepeda afirmou que a oposição será “firme e inabalável quando se tratar de defender os direitos do povo”. Ele não informou se aceitará a cadeira no Senado reservada ao segundo colocado.
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Aliado de Cepeda, Petro denunciou supostas violações no software da autoridade eleitoral e levantou a possibilidade de anulação da votação devido ao que chamou de “intervenção direta” dos EUA, após Trump manifestar apoio a Espriella. A Registradoria Nacional, porém, afirmou que o avanço da apuração evidenciou similaridades de 99,9% com a pré-apuração divulgada no domingo. Além disso, a missão da União Europeia (UE), que mobilizou 150 observadores eleitorais para o segundo turno, descartou a existência de “irregularidades”.
Já na terça-feira, Petro moderou o discurso. Em mensagens no X, afirmou que o processo de transição de governo será iniciado e defendeu o diálogo entre os colombianos: “Estamos divididos ao meio e é hora de nos reconhecermos, nos respeitarmos e chegarmos a acordos”, escreveu.
Apesar disso, o presidente também comparou o apoio de Trump a Espriella aos “ataques híbridos russos” que levaram a Justiça da Romênia a anular as eleições presidenciais do país em 2024. A comparação foi mais um dos argumentos apresentados por Petro para questionar a legitimidade do resultado eleitoral.
Enquanto aguardava a conclusão da apuração, Cepeda havia destacado a força política do Pacto Histórico, afirmando que a coalizão representa “metade do país em termos políticos”. Embora sua campanha tenha apresentado mais de 50 mil contestações à contagem preliminar, o senador já havia declarado que aceitaria o resultado oficial.
Com 12,7 milhões de votos no segundo turno, Cepeda alcançou a maior votação já obtida pela esquerda na história da Colômbia. Apesar da derrota presidencial, o Pacto Histórico garantiu nas eleições legislativas de março 25 das 102 cadeiras do Senado e 42 das 182 vagas da Câmara dos Representantes. A expectativa é que Cepeda lidere a oposição ao novo governo a partir da cadeira no Senado reservada ao candidato derrotado no segundo turno presidencial. Já o Pacto Histórico terá a maior bancada do Congresso, embora sem maioria parlamentar.
Em atualização.

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