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Três dias após o segundo turno mais apertado da história da Colômbia, o candidato de esquerda Iván Cepeda reconheceu a vitória do ultradireitista Abelardo de la Espriella. Em pronunciamento à nação, o senador do Pacto Histórico afirmou que aceitou o resultado da apuração oficial e declarou que o adversário é o novo presidente da República.
— Decidi aceitar o resultado que emerge desse processo e que indica que Abelardo de la Espriella é o novo presidente da República. Faço isso para contribuir para a convivência, a paz e o diálogo entre os colombianos — afirmou o senador, acrescentando que a esquerda exercerá uma “oposição democrática e construtiva” durante o próximo governo.
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Cepeda, aliado político do presidente Gustavo Petro, havia solicitado a revisão de dezenas de milhares de seções eleitorais por supostas irregularidades e afirmado que aguardaria o resultado da apuração oficial do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), autoridade responsável por declarar o vencedor da eleição. Esse processo ainda está em andamento.
— [Aceitar a derrota] não significa renunciar à verdade nem permanecer em silêncio diante de fatos que consideramos graves e que marcaram esta campanha presidencial. Durante esse processo denunciamos a aberta e indevida ingerência estrangeira (…) particularmente as intervenções realizadas pelo governo dos Estados Unidos e pelo presidente Donald Trump em favor da candidatura de Abelardo de la Espriella.
A contagem preliminar da Registradoria Nacional, órgão responsável pela logística das eleições no dia da votação, apontou Espriella com 49,66% dos votos e Cepeda com 48,70%. A diferença entre os dois ultrapassa 250,8 mil votos, mas, na disputa, representa menos de um ponto percentual. Trata-se da segunda menor margem registrada em um segundo turno presidencial na Colômbia nas últimas três décadas.
Os colombianos tinham de escolher entre a continuidade das políticas progressistas de Petro, representadas por Cepeda, ou uma guinada à direita e ao conservadorismo com Espriella. O resultado rejeitou a continuidade do atual governo, mas também revelou um país polarizado. Na entrevista, Cepeda afirmou que a oposição será “firme e inabalável quando se tratar de defender os direitos do povo”. Ele não informou se aceitará a cadeira no Senado reservada ao segundo colocado.
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Aliado de Cepeda, Petro denunciou supostas violações no software da autoridade eleitoral e levantou a possibilidade de anulação da votação devido ao que chamou de “intervenção direta” dos EUA, após Trump manifestar apoio a Espriella. A Registradoria Nacional, porém, afirmou que o avanço da apuração evidenciou similaridades de 99,9% com a pré-apuração divulgada no domingo. Além disso, a missão da União Europeia (UE), que mobilizou 150 observadores eleitorais para o segundo turno, descartou a existência de “irregularidades”.
Já na terça-feira, Petro moderou o discurso. Em mensagens no X, afirmou que o processo de transição de governo será iniciado e defendeu o diálogo entre os colombianos: “Estamos divididos ao meio e é hora de nos reconhecermos, nos respeitarmos e chegarmos a acordos”, escreveu.
Apesar disso, o presidente também comparou o apoio de Trump a Espriella aos “ataques híbridos russos” que levaram a Justiça da Romênia a anular as eleições presidenciais do país em 2024. A comparação foi mais um dos argumentos apresentados por Petro para questionar a legitimidade do resultado eleitoral.
Enquanto aguardava a conclusão da apuração, Cepeda havia destacado a força política do Pacto Histórico, afirmando que a coalizão representa “metade do país em termos políticos”. Embora sua campanha tenha apresentado mais de 50 mil contestações à contagem preliminar, o senador já havia declarado que aceitaria o resultado oficial.
Com 12,7 milhões de votos no segundo turno, Cepeda alcançou a maior votação já obtida pela esquerda na história da Colômbia. Apesar da derrota presidencial, o Pacto Histórico garantiu nas eleições legislativas de março 25 das 102 cadeiras do Senado e 42 das 182 vagas da Câmara dos Representantes. A expectativa é que Cepeda lidere a oposição ao novo governo a partir da cadeira no Senado reservada ao candidato derrotado no segundo turno presidencial. Já o Pacto Histórico terá a maior bancada do Congresso, embora sem maioria parlamentar.
Em atualização.

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Um asteroide de grande porte fará sua maior aproximação da Terra em mais de 400 anos neste sábado, 27 de junho. O objeto, identificado como 152637 (1997 NC1), chama a atenção pelo tamanho, estimado entre 900 metros e 1,5 km de diâmetro.
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O asteroide foi classificado pelo Minor Planet Center como “potencialmente perigoso”, mas não há risco de colisão com o planeta. A aproximação ocorrerá a cerca de 0,017 unidades astronômicas, o equivalente a aproximadamente 6,8 distâncias da Lua, ou cerca de 2,5 milhões de quilômetros da Terra.
Descoberto em 1997 pelo programa Neat, no Havaí, o objeto será monitorado de perto por redes internacionais de observação. A Nasa pretende aproveitar o evento para refinar medições sobre o tamanho, composição e comportamento orbital do asteroide, já que os dados atuais são considerados inconsistentes.
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A passagem de 2026 será usada também para observações por radar, com transmissão a partir da antena DSS-26 da rede de espaço profundo, e recepção pela DSS-13. A expectativa é obter sinais fortes o suficiente para reconstruções parciais da forma e rotação do asteroide.
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O objeto deve atingir magnitude 10 durante o pico de aproximação, o que o torna visível com pequenos telescópios e, em condições favoráveis, até com binóculos. A visibilidade, no entanto, pode ser afetada pela luminosidade da Lua no período.
Astrônomos destacam que encontros desse porte são raros. Aproximações de asteroides dessa escala ocorrem, em média, uma vez por década. O evento de 2026 será o mais próximo do objeto desde pelo menos o ano 1600, com nova passagem semelhante prevista apenas em 2133.
Mesmo com a aproximação considerada segura, a Nasa reforça o monitoramento contínuo de objetos próximos à órbita terrestre. Segundo a agência, não há atualmente nenhum asteroide conhecido com chance de impacto na Terra pelos próximos 100 anos.
.Os Museus Vaticanos apresentaram, nesta quarta-feira (24), um grande projeto de restauração com tecnologia a laser para os afrescos da Loggia de Raphael, um longo corredor localizado no coração do Palácio Apostólico. A previsão é de que os trabalhos durem cinco
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A limpeza a laser será utilizada para evitar danos a esta obra-prima renascentista localizada na ala oeste da Loggia, no segundo andar do palácio da Cidade do Vaticano. Essa área é fechada ao público, e apenas aqueles que visitam o papa — principalmente chefes de Estado, embaixadores e prelados de alto escalão — têm permissão para entrar.
Loggia de Raphael no corredor no Palácio Apostólico, no Vaticano
Reprodução / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0
Com 65 metros de comprimento e quatro metros de largura, a Loggia foi projetada por Raphael e decorada entre 1517 e 1519 por seu ateliê para o papa Leão X (1513-1521). Ela é dividida em 13 seções, cada uma decorada com cenas bíblicas pintadas nas abóbadas, do Antigo e do Novo Testamento, numa área com vista para o pátio de São Dâmaso do palácio.
No total, mais de 20 restauradores dos Museus Vaticanos trabalharão em aproximadamente 1.300 metros quadrados de superfícies decoradas. Sua última restauração parcial foi realizada há aproximadamente meio século.
Para esse trabalho serão usados lasers portáteis para limpar “a seco” e restaurar o estuque e as pinturas murais. Esse cuidado é essencial uma vez que as tintas são solúveis em água e sofreriam ainda mais danos se fossem limpas de maneira mais tradicional ou com solventes químicos, disse Paolo Violini, responsável pela restauração de pinturas nos Museus Vaticanos, à AP.
Além desta restauração, o Vaticano planeja também substituir as janelas em arco da galeria, uma medida para reduzir ou evitar os efeitos dos raios de sol sobre a pintura. Para isso, espera-se a instalação de vidros especiais que filtram os raios.
A iniciativa será financiada com 5,5 milhões de dólares (R$ 28,6 milhões) de doadores internacionais, incluindo o World Monuments Fund, uma ONG dedicada à preservação de patrimônios históricos de valor excepcional em todo o mundo.
O Palácio Apostólico voltou a ser a residência do Papa quando Leão XIV foi escolhido, após a morte de Francisco — o Pontífice argentino preferiu viver em comunidade na Casa Santa Marta. Leão XIV tem seus aposentos privados no andar superior, e vê o corredor tomado de arte quando se dirige às audiências com algumas figuras de autoridade.
Com informações da AFP e da AP.
As autoridades colombianas investigam a morte da modelo e influenciadora digital Natalia Villalba Angarita, de 36 anos, encontrada sem vida dentro de uma mala em um apartamento alugado por temporada em uma área nobre do norte de Bogotá. O corpo foi descoberto na segunda-feira por uma funcionária de limpeza que entrou no imóvel após o término da hospedagem e encontrou a mala dentro do banheiro, sob o chuveiro, que estava ligado.
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Segundo as investigações, Natalia estava hospedada no apartamento desde 3 de junho e deveria deixar o local em 21 de junho. Como não respondeu aos contatos da administração do prédio nem realizou o check-out, funcionários decidiram entrar no imóvel. A identidade da vítima foi confirmada por meio de documentos pessoais encontrados no apartamento.
As autoridades trabalham para reconstruir os últimos dias da modelo e identificar os responsáveis pelo crime. Registros do edifício mostram que um cidadão americano, oriundo do Texas, esteve hospedado com Natalia entre os dias 3 e 7 de junho. Posteriormente, um britânico entrou no imóvel em meados do mês e deixou o local após cerca de um dia. Nenhum dos dois foi formalmente acusado, mas ambos são considerados pessoas de interesse para a investigação.
Imagens das câmeras de segurança passaram a ser analisadas pelos investigadores. Um dos registros mostra o britânico carregando roupas de cama para uma área de lavanderia do prédio antes de deixar o edifício. O material é considerado uma das principais pistas para esclarecer o caso.
— Eram documentos diferentes, com outra identidade, embora tivessem o mesmo nome. Em um deles ela aparecia como Natalia Villalba Rubiano e, no outro, com seus sobrenomes de nascimento: Rubiano Angarita — afirmou um investigador ao jornal colombiano El Tiempo, que acrescentou que ainda não está claro por que havia dois documentos com identidades diferentes, qual era a finalidade deles e se chegaram a ser utilizados para viagens ao exterior.
Durante a perícia, os investigadores encontraram dois passaportes pertencentes à vítima, um válido e outro vencido. O documento mais recente continha registros de viagens para a Espanha.
Além dos passaportes, foram recolhidos vestígios biológicos, impressões digitais e outros materiais que serão submetidos a exames forenses. O corpo foi encontrado dentro da mala aberta sob o chuveiro ligado, o que dificultará as análises forenses.
— A água entrou na mala e afetou o estado do corpo da jovem, que já estava havia vários dias exposta ao líquido. Isso pode ter apagado certos vestígios e até provocado lesões na pele, o que dificultaria um pouco a determinação de como ela morreu — disse o investigador.
A família informou que Natalia deixou de responder mensagens e telefonemas dias antes da descoberta do corpo. O celular da modelo não foi localizado, embora outros pertences pessoais permanecessem no apartamento. Uma amiga próxima também presta depoimento às autoridades e é considerada peça-chave para a reconstituição dos fatos.
Com informações de El Tiempo
Um ensaio clínico sobre dois tratamentos contra o ebola será iniciado na próxima semana na República Democrática do Congo (RDC), anunciou nesta quarta-feira (24) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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O ensaio será conduzido na província de Ituri, epicentro da epidemia, e poderá envolver entre 500 e 1.000 pessoas, dependendo da eficácia dos tratamentos, segundo a OMS.
A epidemia, que afeta Uganda em menor escala, foi causada por uma cepa rara do vírus, chamada Bundibugyo, contra a qual não existe vacina ou tratamento específico.
— Os preparativos estão completos para um ensaio clínico com dois tratamentos, que deverá começar na RDC na próxima semana — declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus em coletiva de imprensa. Ele especificou que os tratamentos são o anticorpo monoclonal MBP134 e o antiviral remdesivir.
Este ensaio clínico avaliará se esses dois tratamentos “podem contribuir para a redução da mortalidade em pacientes afetados pela doença causada pelo vírus Bundibugyo, quando administrados isoladamente ou combinados”, especificou.
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Adhanom Ghebreyesus esclareceu que o ensaio clínico está sendo conduzido por um consórcio que inclui o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica da RDC, a ONG Alima, a Universidade de Oxford e a OMS.
Muitos especialistas acreditam que a magnitude do surto provavelmente está subestimada, visto que a epidemia afeta regiões muito remotas e devastadas pela violência de grupos armados.
Surto de Ebola continua crescendo
Em meados de maio, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, decretou que o surto atual de Ebola na RDC e em Uganda representa uma emergência de saúde pública de importância internacional, o estágio mais alto de alerta da organização.
Segundo o último informe da RDC, de 22 de junho, já são 1.094 casos confirmados da doença e 277 mortos, uma taxa de letalidade de 25,3%. Destes, 46 casos foram confirmados apenas nas 24 horas anteriores. Em Uganda, de acordo com a OMS, até o dia 18, eram 19 casos confirmados e 2 óbitos, uma taxa de letalidade de 15%.
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Esse é o 17º surto de Ebola desde que o vírus foi identificado pela primeira vez, em 1976, e a terceira vez em que a OMS decreta emergência internacional pelo patógeno. Recentemente, porém, os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças alertaram que, se não for contido, esse pode se tornar o pior surto da história.
A organização classifica o risco na RDC e em Uganda como “muito alto” e “alto” para os países que compartilham fronteiras terrestres com eles. Já os riscos regional e global permanecem “baixos”. Ainda assim, a OMS alerta que diversos fatores continuam a dificultar a resposta ao surto.
“A crescente distribuição geográfica das zonas de saúde afetadas, a transmissão persistente em contextos urbanos e ligados à mineração, as taxas subótimas de acompanhamento de contatos em algumas províncias e a insegurança contínua nas áreas afetadas continuam a complicar as operações de resposta e a aumentar o risco de maior disseminação dentro da República Democrática do Congo e para os países vizinhos”, diz no último relatório de monitoramento.
Um diferencial é que a espécie do Ebola que causa o surto atual é a Bundibugyo, para a qual não há vacinas ou tratamentos aprovados. Essa cepa causou apenas outros dois surtos, registrados em 2007 e 2012.
O presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou abruptamente nesta quarta-feira a assinatura de um projeto de lei destinado a melhorar o acesso à moradia, aprovado no Congresso com apoio dos dois partidos americanos, condicionando sua sanção à aprovação de um outro projeto, que tem o objetivo de endurecer a regra de registro de eleitores — incluindo restrições à identificação do eleitor no dia da votação e ao voto por correio.
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“A coletiva de imprensa e a assinatura do projeto de habitação de hoje estão canceladas até que aprovemos a tão desesperadamente necessária Lei para Salvar os Estados Unidos [Save America Act, em inglês], que considero uma emergência nacional”, publicou Trump nas redes sociais, apenas horas antes de uma cerimônia programada para comemorar a aprovação da proposta com parlamentares no Capitólio.
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O Save America Act é um projeto que exige que os estados americanos — que constitucionalmente detêm a prerrogativa sobre a organização das eleições —, obriguem os eleitores a apresentarem uma prova de cidadania ao se registrar para votar e um documento de identificação com foto para poder votar. A medida está parada no Senado, onde a forte oposição democrata tem impedido seu avanço, por considerar as exigências discriminatórias e denunciar o projeto como uma tentativa de prejudicar seu eleitorado.
A decisão contrariando interesses republicanos — incluindo do próprio governo, que prometeu entregar uma redução no custo de vida — oferece um novo vislumbre do interesse de Trump em ampliar o papel do Executivo federal no processo eleitoral. Em um ano crucial para a segunda metade do mandato de Trump, os EUA realizam as eleições midterms em outubro, enquanto o presidente passa por uma crise de popularidade.
O presidente estimulou estados vistos como chave a redesenharem mapas eleitorais favorecendo aos republicanos, ao passo que tenta interferir de outras formas. Uma das frentes foi bloqueada pela juíza federal Sparkle Sooknanan, de Washington, D.C., que bloqueou uma tentativa de Trump de utilizar uma versão reformulada de um banco de dados de imigração para verificar a precisão das listas estaduais de eleitores, afirmando que a reformulação do sistema tornou-o menos preciso e criou o risco de privar eleitores elegíveis de seu direito de voto.
Disputa com o Legislativo
A decisão de Trump em cancelar a assinatura da lei de habitação irritou democratas e republicanos, estes em particular, de exibirem uma conquista legislativa em um ano com poucas vitórias desse tipo. Mesmo enquanto Trump desqualificava o projeto habitacional, a liderança republicana da Câmara dos Representantes o defendia durante uma coletiva de imprensa semanal.
— Os republicanos da Câmara serão o partido que governa e entrega resultados — disse o deputado Tom Emmer, de Minnesota, o terceiro republicano mais influente da Câmara, aparentemente sem saber da publicação de Trump nas redes sociais.
O senador Chuck Schumer, democrata de Nova York e líder da minoria no Senado, acusou Trump na manhã de quarta-feira de “fugir de uma das poucas realizações que poderiam realmente ajudar o povo americano”.
A Casa Branca também havia promovido o projeto — a primeira grande legislação sobre habitação aprovada em mais de 30 anos — e divulgou, na noite de terça-feira, uma declaração igualmente favorável sobre seus componentes. Mas, na quarta-feira, Trump afirmou que o projeto era “de importância secundária” e que “empalidecia em comparação” com sua proposta de legislação eleitoral.
A proposta busca reduzir os custos da moradia tornando mais fácil e mais barato construir novas residências. Com cerca de 380 páginas, a chamada Lei Caminho para a Habitação do Século XXI (21st Century Road to Housing Act) reduz uma série de regulamentações federais e procura incentivar mais desenvolvimento habitacional em nível local, adotando uma abordagem que, em geral, recebeu amplo apoio de economistas e especialistas em habitação.
Ainda há muita incerteza sobre os planos exatos do presidente para o pacote habitacional. Trump não informou se pretendia cancelar apenas a cerimônia de assinatura ou se daria o passo adicional de vetar um projeto que seus assessores haviam dito anteriormente que ele sancionaria. Caso o presidente simplesmente deixe de assinar a medida, ela ainda poderá se tornar lei. Quando o Congresso está em sessão, um projeto geralmente pode virar lei dez dias após ser oficialmente encaminhado ao presidente. (Com AFP e NYT)
A cadeira de prefeito de Nova York aumentou de tamanho nesta terça-feira (23/6). Ou, como traduziu o Daily News em sua primeira página, testemunhou-se um “Choque da esquerda”. Desta vez, o tabloide não exagerou. Em manobra política arriscada, o prefeito Zohran Mamdani, há pouco mais de cinco meses no cargo, recrutou sete candidatos da ala progressista do Partido Democrata para enfrentar nas prévias internas candidatos moderados, entre eles deputados federais e estaduais em busca da reeleição. Venceu seis disputas, encerrou um punhado de carreiras longevas e ainda comprovou a falta de consenso em torno de uma estratégia nacional na oposição para o pleito que, em novembro, decidirá o controle do Congresso. Não é pouco. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
ATENÇÂO: Imagens fortes
Uma menina de 10 anos sofreu queimaduras graves no rosto após tentar reproduzir um desafio que circula nas redes sociais envolvendo brinquedos do tipo “squishy”. O caso aconteceu nas últimas semanas em Gold Coast, na Austrália, segundo informações da emissora australiana 7News. A menina se chama Violet Zerbst, que precisou ser internada depois que o brinquedo explodiu enquanto ela o apertava.
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A tendência compartilhada em plataformas como TikTok e Instagram incentiva crianças a colocarem brinquedos macios e maleáveis conhecidos como “squishies” no micro-ondas para deixá-los mais macios antes de brincar. Médicos australianos afirmaram à emissora que a prática pode provocar queimaduras graves, já que o conteúdo interno dos brinquedos pode superaquecer e fazê-lo explodir.
Segundo Violet, ela havia assistido a vídeos de pessoas aquecendo os brinquedos para torná-los menos rígidos. A menina colocou o objeto no micro-ondas por cerca de 30 segundos, aguardou alguns instantes e, em seguida, começou a apertá-lo. Nesse momento, o líquido aquecido acumulado no interior do brinquedo formou uma bolha e explodiu em seu rosto.
O material atingiu um dos lados do seu rosto, incluindo os lábios a boca da criança e o entorno dos olhos. Violet relatou ter sentido dores intensas e disse que conseguia sentir a pele se desprendendo, além de ter o líquido dentro da boca. O pai da menina, Jody Zerbst, afirmou que o brinquedo literalmente explodiu e que partes da pele do rosto da filha se soltaram devido à gravidade das queimaduras.
Menina de 10 anos sofreu queimadura depois de colocar brinquedo no micro-ondas
Reprodução / 7news
Logo após o acidente, Violet correu para o banheiro, onde a mãe manteve o rosto da menina sob água fria enquanto o pai acionava o serviço de emergência. Paramédicos prestaram os primeiros atendimentos no local antes de levá-la ao hospital.
A menina permaneceu internada durante uma semana em um hospital de Gold Coast para se recuperar dos ferimentos. De acordo com médicos do Hospital Infantil de Queensland, queimaduras provocadas por brinquedos aquecidos podem ser de segundo e terceiro graus. Os especialistas recomendam que a área atingida seja colocada sob água corrente fria por pelo menos 20 minutos e alertam que gelo não deve ser aplicado diretamente sobre a queimadura.
Atualmente em recuperação em casa, Violet e sua família decidiram divulgar a história para alertar outras crianças e pais sobre os riscos dessa tendência.
Menina de 10 anos sofreu queimadura depois de colocar brinquedo no micro-ondas
Reprodução / 7news

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem a responsabilidade de impedir o uso indevido do registro de microempreendedor individual (MEI) como forma de substituir contratos formais de trabalho, disse nesta quarta-feira (24) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

A declaração foi feita durante a apresentação da nova Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizada, em Brasília. Segundo Marinho, a contratação de profissionais como pessoa jurídica em situações que apresentam características de emprego formal pode configurar fraude trabalhista.

Limites do MEI

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Marinho defende que o MEI seja usado apenas por trabalhadores autônomos que exerçam atividades de empreendedorismo real, e não como alternativa para empresas evitarem obrigações trabalhistas.

Segundo o ministro, algumas funções não teriam perfil de atividade empresarial quando exercidas dentro da estrutura de uma empresa, como jornalistas, enfermeiros e cargos de gerência.

“Não se pode utilizar o MEI como forma de uma fraude trabalhista”, ressalta.

O Ministério do Trabalho considera irregular a contratação via MEI quando estão presentes elementos típicos de vínculo empregatício, como subordinação, pessoalidade, habitualidade e pagamento fixo.

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Debate no Supremo

A manifestação ocorre enquanto o STF analisa ações relacionadas à chamada “pejotização”, que envolve a contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas e a definição dos limites para reconhecimento de vínculo empregatício.

Para Marinho, permitir o uso indiscriminado de pessoas jurídicas em substituição a empregados formais poderia enfraquecer direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Horas extras

Durante o evento, o ministro também comentou sobre o pagamento de horas extras e afirmou esperar que empresas estejam cumprindo a legislação trabalhista.

Pelas regras atuais, a jornada regular é de até 44 horas semanais. Quando esse limite é ultrapassado, o trabalhador deve receber a remuneração adicional, salvo situações previstas em acordos de compensação ou banco de horas.

Marinho afirmou que empresas que deixarem de contabilizar ou pagar corretamente as horas extras poderão ser alvo de fiscalização e multas.

Jornada formal

Dados da Rais Mensalizada apresentados no evento mostram que grande parte dos trabalhadores formais tem jornadas superiores a 41 horas semanais. Atualmente, o limite no Brasil corresponde a 44 horas semanais, mas pode cair para 40 horas caso o Congresso aprove o fim da escala 6 por 1.

Principais números:

  • 37,11 milhões de trabalhadores têm jornada acima de 41 horas semanais;
  • 9,24 milhões de trabalhadores cumprem entre 31 e 40 horas por semana;

O ministro afirmou acreditar que a maior parte das empresas cumpre as regras, mas destacou que a fiscalização continuará atuando em casos de descumprimento.

Um auxiliar de enfermagem de 30 anos foi preso em Budapeste, na Hungria, na última quarta-feira (17) suspeito de furtar partes de corpos humanos de cemitérios e do hospital onde trabalhava, além de consumir alguns dos restos mortais, fato que ele confessou. A polícia húngara iniciou a investigação após receber denúncias do comportamento suspeito do homem, e ao periciar a residência, encontrou uma coleção macabra de restos mortais.
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O Departamento de Proteção à Vida do Gabinete Nacional de Investigação da Polícia de Emergência (KR NNI, na sigla original) à frente das investigações, divulgou detalhes sobre o caso nesta terça (23). Durante as buscas, os investigadores apreenderam crânios, uma perna completa, uma mão, ossos guardados em uma mala e um rosto humano preservado, supostamente reconstruído a partir de pele facial, além de um coração em um frasco, que a investigação ainda analisará para determinar a origem humana ou animal. Também foram recolhidos computadores, celulares, tablets e cartões SIM.
Polícia divulga imagens da prisão de “canibal de Budapeste”
Divulgação | Polícia da Hungria
De acordo com a polícia, durante o interrogatório o homem afirmou ter fascínio por partes do corpo humano e admitiu que preparou alimentos com alguns dos restos mortais, consumindo-os posteriormente. Ele comentava sobre sua “paixão” por dissecação com pessoas próximas – familiares e amigos – e também tirava fotos de sua coleção.
Investigadores acreditam que parte do material foi retirada do hospital onde ele atuava como funcionário responsável pelo transporte de pacientes, enquanto outros restos teriam sido exumados de cemitérios abandonados na Hungria e na vizinha Eslováquia.
Até o momento, o suspeito é investigado por uso ilegal de restos humanos e vilipêndio de cadáver, mas as acusações podem aumentar após a polícia encontrar a origem dos restos mortais. A identidade do suspeito não foi divulgada, e o processo segue sob supervisão judicial enquanto as perícias e diligências continuam.

Ao prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito aberto para apurar o caso de uma arma de fogo apreendida em blitz com um de seus seguranças, o ex-presidente Jair Bolsonaro disse que em momento algum houve intenção de descumprir a lei.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento realizado na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, o ex-presidente confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após constatar que ela não funcionava.

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Em uma postagem nas redes sociais, Bueno afirmou que “em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal” e que tratou o episódio como “criminalmente acromático”, ou seja, sem relevância penal.

A defesa de Bolsonaro disse ainda que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada.

O advogado reiterou que a arma é de propriedade de Bolsonaro, estava devidamente registrada e, como não houve determinação de cancelamento do registro da pistola, a arma “deveria, de fato, estar em seu endereço”.

“Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado”, conclui o post.

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Apreensão

A arma foi apreendida em 15 de junho, quando um automóvel foi parado em um ponto de bloqueio em Taguatinga, região administrativa do DF.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9mm. O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane.

Ao intimar a defesa a prestar esclarecimentos, o ministro Alexandre de Moraes questionou “por que às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedidos a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de um reparo no armamento”.

Moraes deve decidir nesta quinta-feira (25) se a prisão domiciliar será mantida.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista e cumpre prisão domiciliar temporária desde o dia 27 de março deste ano.

 

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