Médico é diagnosticado: França detecta 1º caso de Ebola
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O ensaio será conduzido na província de Ituri, epicentro da epidemia, e poderá envolver entre 500 e 1.000 pessoas, dependendo da eficácia dos tratamentos, segundo a OMS.
A epidemia, que afeta Uganda em menor escala, foi causada por uma cepa rara do vírus, chamada Bundibugyo, contra a qual não existe vacina ou tratamento específico.
— Os preparativos estão completos para um ensaio clínico com dois tratamentos, que deverá começar na RDC na próxima semana — declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus em coletiva de imprensa. Ele especificou que os tratamentos são o anticorpo monoclonal MBP134 e o antiviral remdesivir.
Este ensaio clínico avaliará se esses dois tratamentos “podem contribuir para a redução da mortalidade em pacientes afetados pela doença causada pelo vírus Bundibugyo, quando administrados isoladamente ou combinados”, especificou.
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Adhanom Ghebreyesus esclareceu que o ensaio clínico está sendo conduzido por um consórcio que inclui o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica da RDC, a ONG Alima, a Universidade de Oxford e a OMS.
Muitos especialistas acreditam que a magnitude do surto provavelmente está subestimada, visto que a epidemia afeta regiões muito remotas e devastadas pela violência de grupos armados.
Surto de Ebola continua crescendo
Em meados de maio, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, decretou que o surto atual de Ebola na RDC e em Uganda representa uma emergência de saúde pública de importância internacional, o estágio mais alto de alerta da organização.
Segundo o último informe da RDC, de 22 de junho, já são 1.094 casos confirmados da doença e 277 mortos, uma taxa de letalidade de 25,3%. Destes, 46 casos foram confirmados apenas nas 24 horas anteriores. Em Uganda, de acordo com a OMS, até o dia 18, eram 19 casos confirmados e 2 óbitos, uma taxa de letalidade de 15%.
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Esse é o 17º surto de Ebola desde que o vírus foi identificado pela primeira vez, em 1976, e a terceira vez em que a OMS decreta emergência internacional pelo patógeno. Recentemente, porém, os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças alertaram que, se não for contido, esse pode se tornar o pior surto da história.
A organização classifica o risco na RDC e em Uganda como “muito alto” e “alto” para os países que compartilham fronteiras terrestres com eles. Já os riscos regional e global permanecem “baixos”. Ainda assim, a OMS alerta que diversos fatores continuam a dificultar a resposta ao surto.
“A crescente distribuição geográfica das zonas de saúde afetadas, a transmissão persistente em contextos urbanos e ligados à mineração, as taxas subótimas de acompanhamento de contatos em algumas províncias e a insegurança contínua nas áreas afetadas continuam a complicar as operações de resposta e a aumentar o risco de maior disseminação dentro da República Democrática do Congo e para os países vizinhos”, diz no último relatório de monitoramento.
Um diferencial é que a espécie do Ebola que causa o surto atual é a Bundibugyo, para a qual não há vacinas ou tratamentos aprovados. Essa cepa causou apenas outros dois surtos, registrados em 2007 e 2012.









