Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
As escolas da capital ucraniana, Kiev, ficarão fechadas até o próximo mês, anunciou nesta sexta-feira o prefeito Vitali Klitschko, citando “condições difíceis” após ataques russos que atingiram o setor de energia em meio a temperaturas abaixo de zero.
Ataque maciço: Rússia bombardeia Kiev após rejeitar plano europeu de garantias de segurança
Temperaturas negativas: Ataques russos deixam 70% de Kiev e várias regiões da Ucrânia sem eletricidade em meio a inverno rigoroso
— A partir de 19 de janeiro, as escolas da capital estarão fechadas para recesso até 1º de fevereiro — afirmou Klitschko em publicação no Telegram.
As autoridades de Kiev também anunciaram que a intensidade da iluminação pública será reduzida para um quinto da capacidade, como medida de economia de energia.
Sem calefação no inverno
Nesta terça-feira, 70% da cidade de Kiev e ao menos sete regiões do país ficaram sem eletricidade, em meio a temperaturas que podem chegar a cerca de –15 °C no inverno europeu, após os ataques a usinas. Autoridades ucranianas anunciaram cortes de emergência na energia e esforços intensivos de reparo enquanto moradores enfrentam a falta de aquecimento e serviços básicos.
Segundo o presidente ucraniano Volodimir Zelensky, a Rússia lançou durante a noite mais de 300 drones de ataque contra a Ucrânia, além de 18 mísseis balísticos e sete mísseis de cruzeiro. Ao todo, oito regiões foram atingidas, incluindo a capital.
— A situação na região de Kiev não é fácil — disse Zelensky. — Neste momento, várias centenas de milhares de residências estão sem energia elétrica. Mais uma vez, o principal alvo do ataque foram nossas usinas de geração de energia e subestações.
Segundo o Ministério da Energia da Ucrânia, consumidores na capital e em regiões como Odesa, Kharkiv e Zaporíjia estão sem eletricidade após os ataques russos à rede elétrica. Notou-se também que condições climáticas adversas afetaram o fornecimento em localidades do norte e oeste do país.
Especialistas e autoridades ucranianas alertam que a repetição de ataques ao sistema energético, que já havia sofrido severos danos em meses anteriores, agrava a vulnerabilidade do país no inverno e expõe civis a riscos humanitários crescentes.
A ofensiva ocorre em um momento de intensificação das hostilidades na guerra entre Rússia e Ucrânia, agora no quarto ano, com frequentes ataques a infraestrutura crítica ucraniana que têm deixado milhões de pessoas sem energia ao longo do tempo e complicando a resposta de autoridades locais à crise.
Autoridades afirmam que os trabalhos de restauração continuarão “sempre que a situação de segurança permitir”, e apelam à população para o uso racional de energia nos períodos em que o fornecimento for restabelecido.
A etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino, programada para ocorrer entre 30 de janeiro a 1º de fevereiro na estação de esqui suíça de Crans-Montana, acontecerá, mas será realizada sem as tradicionais festividades após o incêndio em um bar na véspera de Ano Novo que matou 40 pessoas, anunciou a Federação Internacional de Esqui (FIS) nesta sexta-feira.
Leia também: vídeos mostram momento do incêndio em festa de Ano Novo em estação de esqui na Suíça, onde ao menos 40 pessoas morreram
Luto: Papa Leão XIV recebe familiares de vítimas do incêndio em bar suíço
“O programa da prova permanece o mesmo, com um formato adaptado para o entretenimento na área de chegada”, disse a federação em um comunicado. “No entanto, todos os eventos planejados na Praça Ycoor, no centro de Crans-Montana, foram cancelados”, acrescentou a FIS.
Os organizadores da Copa do Mundo de Esqui Alpino também anunciaram que “momentos de silêncio” e “reflexão” serão observados em memória das vítimas da tragédia. Um incêndio em um bar nesta estação de esqui alpina suíça, onde dezenas de pessoas comemoravam o Ano Novo, deixou 40 mortos e 116 feridos.
Galerias Relacionadas
A tragédia foi causada por faíscas de sinalizadores que incendiaram a espuma acústica colocada no teto do porão do estabelecimento, de acordo com as conclusões iniciais da investigação. O casal proprietário do estabelecimento, ambos franceses, está sendo investigado e enfrenta acusações de homicídio culposo, lesão corporal culposa e incêndio criminoso culposo.
O marido, Jacques Moretti, está em prisão preventiva desde a última segunda-feira, enquanto sua esposa, Jessica, foi liberada após prestar depoimento, embora com restrições.
Cerca de 3 mil pessoas foram detidas durante os recentes protestos no Irã, afirmam autoridades de segurança locais citadas nesta sexta-feira pela agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, braço das forças armadas do país. Este número incluiria “indivíduos armados e agitadores” e “membros de organizações terroristas”. No entanto, grupos defensores dos direitos humanos contabilizam cerca de 20 mil detenções. A repressão “brutal”, segundo afirmaram nesta sexta-feira organismos de monitoramento, fez com que os manifestantes contra o sistema teocrático que governa o país recuassem e as mobilizações nas ruas cessassem.
Entenda: Mobilização militar dos EUA no Caribe e impossibilidade de derrubar regime forçam recálculo de Trump sobre o Irã
EUA x Irã: Teerã nega que preso ligado a protestos será executado; Trump observa situação após ameaçar intervir
A ameaça de um ataque dos Estados Unidos ao Irã, vociferada na última semana pelo presidente americano, Donald Trump, também parece ter diminuído. De acordo com um funcionário saudita, os aliados do Golfo convenceram o presidente americano Donald Trump a dar uma “oportunidade” à administração totalitária, chefiada há muito pelo aiatolá Ali Khamenei.
Initial plugin text
Os protestos começaram em 28 de dezembro em Teerã para protestar contra o custo de vida, mas se espalhou para outras cidades para exigir a queda do sistema clerical que governa o Irã desde a revolução de 1979. As autoridades cortaram a internet para, segundo organizações de defesa dos direitos humanos, ocultar a amplitude da repressão.
Na noite de quinta-feira, no início de um feriado prolongado de três dias, as forças de segurança estavam muito presentes nas ruas de Teerã, constatou um jornalista da AFP.
A repressão “provavelmente sufocou o movimento de protesto por enquanto”, estima o Instituto para o Estudo da Guerra, com sede nos Estados Unidos, que monitorou as manifestações. “No entanto, a mobilização generalizada das forças de segurança (…) é insustentável, o que possibilita que os protestos sejam retomados”, acrescentou.
Mais sobre: Governos árabes veem desescalada de tensão entre EUA e Irã após esforços diplomáticos intensos para dissuadir Trump de ataque
O grupo de direitos humanos Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, contabiliza pelo menos 3.428 manifestantes mortos pelas forças de segurança. Na realidade, o número pode ser muito maior. De acordo com o seu diretor, Mahmood Amiry-Moghaddam, as autoridades iranianas “cometeram um dos crimes mais graves de nossa época”.
Ele citou “relatos horripilantes de testemunhas oculares” sobre “manifestantes mortos a tiros enquanto tentavam fugir, o uso de armas de guerra e a execução em plena rua de manifestantes feridos”.
Lama Fakih, da Human Rights Watch, confirmou “massacres sem precedentes no país”.
Os iranianos estão sem internet há mais de 180 horas, mais do que durante as manifestações multitudinárias de 2019, destaca a ONG de vigilância de cibersegurança Netblocks. Em novos vídeos gravados no auge das manifestações, é possível ver corpos alinhados no necrotério de Kahrizak, ao sul de Teerã, e familiares inconsoláveis à procura de seus entes queridos. A AFP verificou que eles foram filmados nesses locais.
EUA recuam após mediação de aliados
O Irã e os Estados Unidos parecem ter baixado o tom. O presidente russo, Vladimir Putin, conversou por telefone nesta sexta-feira com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e planeja fazer o mesmo com seu homólogo iraniano, Masud Pezeshkian, anunciou o Kremlin. O objetivo é reduzir a tensão em um país aliado de Moscou. A Casa Branca também confirmou que o presidente americano conversou com Netanyahu, que, segundo o New York Times, pediu que ele não interviesse militarmente.
Leia: EUA anunciam sanções contra autoridades do Irã, enquanto ativistas relatam temor de confissões forçadas entre presos
Um alto funcionário saudita declarou na quinta-feira à AFP que a Arábia Saudita, o Catar e Omã alertaram Trump sobre o risco de “graves repercussões para a região”. Os três países “fizeram intensos esforços diplomáticos de última hora para convencer o presidente Trump a dar ao Irã a oportunidade de demonstrar suas boas intenções”, disse o funcionário, que pediu anonimato.
“Todas as opções continuam em aberto”, especificou na quinta-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. E a administração republicana garantiu que o Irã renunciou a 800 execuções de manifestantes previstas na véspera, um número não mencionado pelas autoridades iranianas nem pelos ativistas de direitos humanos.
O governo americano também anunciou sanções econômicas contra funcionários acusados de coordenar a repressão, incluindo Ali Larijani, chefe do órgão máximo de segurança do Irã.
No Conselho de Segurança da ONU em Nova York, a jornalista iraniana-americana Masih Alinejad afirmou que “todos os iranianos estão unidos” contra o sistema clerical no Irã. O representante do Irã na reunião, Gholamhosein Darzi, acusou Washington de “explorar os protestos pacíficos para fins geopolíticos”. (Com AFP)
Imagens de satélite reveladas pela imprensa americana na quinta-feira indicam que os Estados Unidos deslocaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque do Mar da China Meridional em direção ao Oriente Médio, em meio à escalada de tensão entre Washington e Irã, marcada por ameaças reiteradas de ataque do presidente Donald Trump e por alertas de retaliação de Teerã. A movimentação ocorre dois dias depois de Trump encorajar os iranianos ao afirmar que a “ajuda está a caminho”, em referência à onda de protestos no país, que já dura mais de duas semanas e deixou centenas de mortos.
Entenda: Mobilização militar dos EUA no Caribe e impossibilidade de derrubar regime forçam recálculo de Trump sobre o Irã
Leia mais: EUA anunciam sanções contra autoridades do Irã, enquanto ativistas relatam temor de confissões forçadas entre presos
O deslocamento do grupo de ataque do porta-aviões, que inclui caças, destróieres de mísseis guiados e pelo menos um submarino, deve levar cerca de uma semana. Na última quarta-feira, Trump encorajou os manifestantes que participam da onda de protestos no Irã e afirmou que a “a ajuda está a caminho”.
Initial plugin text
No mesmo dia, EUA e Reino Unido ordenaram a retirada parcial das suas tropas da base aérea de Al Udeid, no Catar, a maior instalação militar americana no Oriente Médio, como medida de precaução.
Os protestos no Irã, iniciados em 28 de dezembro, já causaram a morte de mais de 600 pessoas, segundo as estimativas mais conservadoras. Trump, por sua vez, reiterou os alertas de que a continuidade da repressão por parte do regime poderia levar a uma intervenção dos EUA.
Quando o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) anunciou a morte do cubano Geraldo Lunas Campos no último dia 3, em um centro de detenção no Texas, a agência afirmou que “os funcionários o observaram em sofrimento”, mas não divulgou a causa da morte. Nesta semana, segundo o jornal americano Washington Post, um médico legista concluiu que a causa preliminar foi “asfixia por compressão do pescoço e do tórax”, o que deve levar as autoridades — dependendo dos resultados do exame toxicológico — classificarem a morte como homicídio. Família afirma que o FBI está investigando o caso.
Entenda: Aumento da violência em operações anti-imigrantes nos EUA põe táticas do ICE em xeque e expõe falhas em recrutamento
Veja: México exige esclarecimentos sobre morte de cidadão sob custódia do ICE nos EUA
Geraldo Lunas Campos, um imigrante cubano de 55 anos que foi preso pelo ICE em julho do ano passado, estava no Acampamento East Montana, um extenso terreno com tendas na base militar de Fort Bliss, em El Paso, alvo de críticas de grupos de direitos humanos devido a relatos de abusos e condições desumanas. O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), por exemplo, já classificou a prisão onde estava Lunas Campos como uma das “piores entre as piores”.
Inicialmente, em comunicado, o ICE alegou que Lunas Campos morreu após “sofrer um mal súbito” e que a causa da morte estava sendo investigada. Ele possui acusações de abuso sexual infantil, porte de arma de fogo e agressão qualificada.
Initial plugin text
Em entrevista ao Washington Post, Santos Jesus Flores, um homem que afirma ter sido detido na cela de isolamento no dia da morte de Lunas Campos, afirmou que o cubano morreu após uma luta com funcionários do centro de detenção. Flores disse ter visto cinco guardas estrangulando Lunas Campos enquanto ele resistia a entrar na cela de isolamento, reclamando que não tinha seus medicamentos. Durante a luta, ele disse ter ouvido o cubano repetir várias vezes que não conseguia respirar.
— Ele disse: “Não consigo respirar, não consigo respirar”. Depois disso, não ouvimos mais a voz dele e acabou — contou.
Ao Post, a porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin, afirmou que Lunas Campos morreu após uma tentativa de suicídio. “Campos resistiu violentamente à equipe de segurança e continuou tentando tirar a própria vida. Durante a luta, Campos parou de respirar e perdeu a consciência”, informou a porta-voz. “Após repetidas tentativas de reanimá-lo, os paramédicos o declararam morto no local”.
Lunas Campos foi um dos quatro detentos do ICE que morreram sob custódia nos primeiros 10 dias deste ano. O ano passado, por exemplo, foi o mais letal para a agência em mais de duas décadas. A morte do cubano ocorre em meio à comoção nacional causada pelo assassinato da americana Renee Nicole Good, baleada em seu carro no último dia 7, em Minneapolis, no estado de Minnesota, por um agente do ICE. O caso levantou questões sobre o treinamento do ICE, que ajuda a implementar a repressão à imigração promovida pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Número de mortos sob custódia do ICE por ano
Editoria de Arte / O Globo
Entre as mais de 280 mortes documentadas em centros de detenção do ICE desde 2004, houve apenas alguns casos confirmados de detentos mortos por terceiros, de acordo com Andrew Free, pesquisador e advogado que representou famílias de imigrantes que morreram sob custódia. No ano passado, dois detentos foram mortos por um atirador que disparou contra um escritório do ICE em Dallas; e em 2013, um imigrante detido em Porto Rico morreu após ser esfaqueado diversas vezes por outros detentos.
México exige esclarecimentos
Na quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do México pediu esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte de um de seus cidadãos, enquanto estava sob custódia do ICE. Segundo o governo mexicano, a morte ocorreu na última quarta-feira.
Leia também: Dados mostram que mais imigrantes estão morrendo sob custódia do ICE durante governo Trump
O consulado mexicano em Atlanta solicitou “que as circunstâncias do incidente sejam esclarecidas” e afirmou que “está cooperando nos esforços necessários para garantir que a investigação seja conduzida de forma rápida e transparente”.
O Ministério das Relações Exteriores do México não divulgou o nome da vítima, mas confirmou que o consulado “estabeleceu contato imediato” com sua família.
Centros de detenção fatais
As táticas de confronto do ICE durante o governo Trump estão sob os holofotes desde a morte de Renee Good. Dados publicados pela agência mostram, no entanto, que os centros de detenção de imigrantes também podem ser fatais para os reclusos.
Vídeo mostra momento em que agente do ICE atira em mulher em Minneapolis
Ao menos quatro pessoas morreram enquanto estavam detidas pelo ICE em 2026, segundo dados divulgados pela agência. Todas as mortes ocorreram nos primeiros dez dias do ano, e três delas foram anunciadas entre 9 e 10 de janeiro.
Os imigrantes, todos homens, tinham entre 42 e 68 anos. Dois deles eram cidadãos de Honduras, um terceiro era de Cuba, e o quarto, do Camboja. Duas mortes foram atribuídas a “problemas de saúde relacionados com o coração”, e a causa das outras duas não foi informada claramente. Um dos casos foi classificado como “sob investigação”.
Na última quarta, o ICE respondeu a um pedido de comentários da AFP. A agência informou que, “coerente com a informação da última década, a taxa de mortalidade sob custódia é de 0,00007%”. “No entanto, a mídia tenta deturpar os dados para difamar a aplicação da lei do ICE”, afirmou, em um comunicado, McLaughlin. “Não houve um aumento nas mortes”.
Com mais espaço para leitos nos centros de detenção do ICE, a agência tem mantido “um padrão maior de cuidado” que a maioria das prisões com cidadãos americanos reclusos, “incluindo acesso a um atendimento médico adequado”, disse. “Para muitos estrangeiros ilegais, este é o melhor serviço de saúde que receberam em todas as suas vidas”.
A Venezuela libertou vários cidadãos de países europeus, incluindo um cidadão tcheco detido em setembro de 2024 e acusado de participar de um suposto complô para assassinar o presidente deposto Nicolás Maduro, anunciou o Ministério das Relações Exteriores da República Tcheca nesta sexta-feira (16).
Diretor da CIA se reuniu com presidente interina da Venezuela em Caracas
Jan Darmovzal, de 35 anos, estava detido juntamente com quatro cidadãos americanos e dois espanhóis, José María Basoa e Andrés Martínez Adasme, segundo a ONG Foro Penal. Os dois espanhóis foram libertados esta semana, de acordo com o Foro Penal, e pelo menos dois dos americanos já haviam sido libertados anteriormente.
Além de Darmovzal, cidadãos de Albânia, Alemanha, Irlanda, Países Baixos, Romênia e Ucrânia também foram libertados, segundo o Ministério das Relações Exteriores da República Tcheca.
“Após várias semanas de intensas negociações, conseguimos a libertação de Darmovzal de uma prisão venezuelana”, declarou o ministro das Relações Exteriores da República Tcheca, Petr Macinka, a jornalistas.
“Enviamos um avião, que já está a caminho. Levaremos todos os prisioneiros libertados para casa”, acrescentou.
Quando Darmovzal e os outros foram presos após as eleições presidenciais de julho de 2024, o governo venezuelano alegou ter apreendido 400 fuzis.
Os governos da República Tcheca, dos Estados Unidos e da Espanha negaram qualquer envolvimento no complô.
O diretor da CIA — agência de inteligência americana que participou do planejamento da operação que resultou na captura de Nicolás Maduro —, John Ratcliffe, reuniu-se com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, em Caracas, na quinta-feira. O encontro em solo venezuelano, no mesmo dia em que o presidente americano, Donald Trump, recebeu a líder da oposição María Corina Machado na Casa Branca, reforça a mensagem de Washington sobre considerar o governo interino o melhor caminho para a estabilidade do país a curto prazo.
Janaína Figueiredo: A era Delcy na Venezuela
Entenda: Como Trump escolheu a chavista Delcy Rodríguez como nova líder da Venezuela após captura de Maduro
Ratcliffe é o mais alto funcionário americano, e o primeiro membro do gabinete de Trump, a visitar a Venezuela desde que os militares americanos prenderam Maduro. O encontro ocorreu um dia depois de Trump ter falado com Rodríguez por telefone.
Initial plugin text
A visita de alto nível de Ratcliffe, e a mensagem de cooperação, podem ser vistas como uma espécie de afronta à oposição, cujos apoiadores estão frustrados com o fato de o governo Trump não ter tentado colocar Edmundo González, aliado de María Corina, no poder desde a prisão de Maduro. González venceu as eleições de 2024, segundo especialistas internacionais em eleições, depois que a líder opositora foi impedida de concorrer, mas Maduro se recusou a deixar o poder.
Um funcionário americano afirmou que Ratcliffe se reuniu com Delcy a pedido de Trump. O objetivo seria “transmitir a mensagem de que os Estados Unidos esperam uma relação de trabalho melhor”. O funcionário, que falou sob condição de anonimato para descrever a reunião delicada, acrescentou que os dois discutiram cooperação em inteligência, estabilidade econômica e a necessidade de garantir que o país não seja mais um “refúgio seguro para os adversários dos EUA, especialmente narcotraficantes”.
Para os funcionários do governo Trump, a visita de Ratcliffe visa endossar o tipo de estabilidade que Delcy oferece e sinalizar a construção de confiança e colaboração entre os dois governos.
Altos funcionários americanos discutiam já no ano passado como manter a estabilidade na Venezuela. Na época, o governo Trump começava a elaborar uma campanha antidrogas que envolveria ataques a embarcações no mar, supostamente envolvidas no contrabando de drogas, e que eventualmente levaria à captura de Maduro.
Enquanto as autoridades planejavam a campanha de ataques a embarcações, o objetivo do presidente era remover Maduro, seja por meio de negociações ou pela força, disseram autoridades. Mas havia muita discussão sobre como evitar que o caos se espalhasse pelo país após a queda de Maduro.
Altos funcionários levantaram a possibilidade de que desmantelar o governo venezuelano após a remoção de Maduro — mesmo para abrir caminho para um líder da oposição — seria semelhante aos erros cometidos pelos EUA no Iraque, quando desmantelaram o exército iraquiano e criaram uma insurgência, disseram autoridades.
Em meio às discussões do ano passado, a CIA divulgou uma avaliação inicial de que a então vice-presidente da Venezuela era uma política pragmática, e não uma ideóloga, disposta a negociar e até mesmo a trabalhar com os EUA.
Um relatório de inteligência que circulou entre altos funcionários mencionou que ela usou um vestido de US$ 15 mil em sua posse, levando um oficial a comentar, em tom de brincadeira, que “ela é socialista, mas a mais capitalista que já vi”.
Delcy havia participado de negociações com Richard Grenell, enviado especial de Trump, bem como com outros funcionários, enquanto o governo buscava um acordo para que Maduro renunciasse voluntariamente ao poder. Nenhum acordo foi alcançado, mas pessoas informadas sobre as discussões disseram que ela se mostrou pragmática, alguém que buscava pontos de convergência.
Analistas da CIA avaliaram que manter a vice como líder interina era a melhor maneira de evitar que a Venezuela “mergulhasse em uma situação caótica”, disse um alto funcionário.
As lições aprendidas no Iraque pairaram fortemente sobre os debates nos altos escalões do governo Trump. Autoridades do governo afirmaram que a decisão da administração Bush de depor todo o governo iraquiano e desmantelar o Exército local deu início a uma longa era de instabilidade e insurgência, que custou vidas iraquianas e americanas e manteve os EUA atolados no país.
Trump e membros importantes de sua administração têm se apresentado como críticos da guerra dos EUA no Iraque. Mas suas críticas têm se concentrado menos no objetivo de remover o ditador Saddam Hussein do poder e mais na decisão de manter tropas no país para garantir a segurança das eleições e instalar um governo democrático.
Desde a operação para depor o Maduro, Trump pouco falou sobre a restauração da democracia na Venezuela, dedicando mais energia a discutir a expansão da participação de empresas americanas na indústria petrolífera do país.
O Secretário de Estado Marco Rubio também afirmou que deseja ver uma “transição para a democracia” na Venezuela, observando que trabalhou nessa questão por anos como senador. Ele sempre elogiou María Corina, mas observou que a realidade é que a oposição não está presente na Venezuela.
A alta autoridade previu que, quando a Venezuela realizasse eleições, María Corina teria a chance de se candidatar. Mas, a curto prazo, Delcy é vista como alguém capaz de manter o controle das forças de segurança, preservar a infraestrutura e “cooperar e coordenar com o governo dos EUA”.
Embora se sinta segura num mundo com cada vez mais riscos, a população chinesa apoia a instalação de bases militares do país no exterior, segundo uma pesquisa de opinião divulgada esta semana em Pequim. De acordo com a sondagem, 76,15% das pessoas consultadas se disseram favoráveis à ideia. Atualmente, a China só tem uma base militar fora do país, no Djibouti, enquanto os Estados Unidos mantêm cerca de 700 mundo afora. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz do ano passado, entregou na quinta-feira a medalha que recebeu como prêmio ao presidente americano, Donald Trump, durante uma esvaziada reunião na Casa Branca. Horas depois, Trump usou as redes sociais para agradecê-la pelo reconhecimento — apesar do Comitê do Nobel ter reiteradamente dito que a entrega do objeto não significava a transmissão da láurea.
‘Gesto maravilhoso’: Opositora Corina Machado entrega sua medalha do Nobel da Paz a Trump, que exalta
A era Delcy na Venezuela: Presidente interina mantém uma relação pragmática com Trump, mas dúvida é se ela constrói um governo de transição ou quer ficar no poder
“María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que eu realizei”, escreveu ele. “Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María!”.
A Casa Branca compartilhou nas redes sociais uma imagem de Trump segurando a moldura com a medalha Nobel. A inscrição diz que sua “ação decisiva e baseada em princípios para garantir uma Venezuela livre” foi reconhecida.
Initial plugin text
O reconhecimento, porém, não é oficial. As organizações envolvidas na premiação anual afirmaram reiteradamente que a comenda não é transferível após o processo de escolha oficial.
“Uma vez anunciado, o Prêmio Nobel não pode ser revogado, compartilhado ou transferido para terceiros”, escreveram os organizadores do Nobel em um comunicado à imprensa de 9 de janeiro. “A decisão é final e irrevogável”.
Na manhã de quinta-feira, horas antes da entrega da medalha por María Corina, os organizadores do Nobel publicaram no Facebook: “Uma medalha pode mudar de dono, mas o título de laureado com o Prêmio Nobel da Paz não pode”.
Initial plugin text
Falando com repórteres após o encontro com Trump, María Corina disse que fez a entrega do prêmio “como um reconhecimento por seu compromisso singular” com a liberdade da Venezuela.
O gesto incomum ocorreu após meses de insistência do presidente americano de que ele merecia o prêmio. María Corina dedicou repetidamente o prêmio a Trump e elogiou a operação militar americana que depôs Nicolás Maduro.
Além de comemorar a intervenção americana em seu país, María Corina manteve-se em silêncio sobre a campanha de bombardeios contra barcos que, segundo Trump, traficam drogas. Os ataques americanos mataram mais de 100 pessoas.
Não está claro o que a opositora venezuelana ganhou com seu encontro com Trump. Depois de depor Maduro, ele se recusou a apoiá-la para assumir o poder, dizendo que “ela é uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito” necessário para liderar o país.
Em discurso a apoiadores e jornalistas em Washington na quinta-feira, ela disse estar “impressionada” com a clareza de Trump sobre a situação de seu país e “com o quanto ele se importa”.
Seus esforços para se aproximar de Trump foram recebidos com desprezo do outro lado do Atlântico, na Noruega, onde o prêmio é considerado não apenas prestigioso e carregado de simbolismo, mas também a principal ferramenta de soft power do país — e onde Trump é profundamente impopular. O Instituto Nobel, que concede o prêmio, está empenhado em minimizar os danos causados ​​pela notícia. (Com NYT)
Um vídeo divulgado neste domingo (11) revelou a presença de dois filhotes de lince correndo pelo Parque Nacional Voyageurs, no estado americano de Minnesota, em um registro considerado excepcional por pesquisadores. O lince é um felino selvagem de médio porte, parente distante do gato doméstico, conhecido pelas orelhas com tufos de pelos, pernas longas e patas grandes — uma adaptação para se locomover na neve. A espécie é rara e ameaçada em parte dos Estados Unidos.
Vídeo: filhotes de leão branco nascem em zoológico venezuelano; espécie é considerada rara
Seis filhotes são resgatados por bombeiros após suspeita de envenenamento nos EUA
As imagens foram captadas em setembro de 2025, na Península de Kabetogama, e só vieram a público agora, após a análise de meses de gravações feitas por câmeras de trilha instaladas no parque. Os filhotes, de pelagem marrom e branca e barriga manchada de preto, aparecem seguindo o que parece ser um lince adulto, comportamento que sugere cuidado parental.
Veja o momento:
Indício inédito de reprodução no parque
Embora linces sejam avistados ocasionalmente no Voyageurs há décadas, nunca havia evidências da presença de filhotes, segundo o Voyageurs Wolf Project. Até então, os pesquisadores acreditavam que os animais registrados eram solitários e apenas de passagem pela região. “Não é algo comum”, afirmou Tom Gable, líder do projeto, em entrevista ao Star Tribune.
O Voyageurs Wolf Project, financiado pelo Fundo Fiduciário de Meio Ambiente e Recursos Naturais de Minnesota, estuda principalmente os lobos e seu papel no ecossistema, mas também monitora outras espécies raras. Para chegar ao registro, os pesquisadores analisaram imagens de cerca de 400 câmeras de trilha — uma tecnologia que não estava disponível em levantamentos anteriores
Os gatinhos marrons e brancos com barrigas manchadas de preto saltitavam atrás do que parecia ser um lince adulto
Captura de tela/Redes sociais/Voyageurs Wolf Project
De acordo com o Departamento de Recursos Naturais de Minnesota, estima-se que existam atualmente entre 100 e 300 linces em todo o estado. O último grande estudo sobre parques nacionais, realizado em 2015, concluiu que não havia indícios de linces residentes no Voyageurs, apenas indivíduos em trânsito.
Especialistas ressaltam que mudanças climáticas, como invernos mais quentes, tornam o habitat menos favorável à espécie e facilitam a presença de outros predadores, como explicou o biólogo John Erb à imprensa local. Ainda assim, o registro dos filhotes é visto como um sinal positivo, ao indicar que, apesar das adversidades, os linces continuam presentes — e podem estar começando a se estabelecer novamente na região.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress