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O diretor da CIA — agência de inteligência americana que participou do planejamento da operação que resultou na captura de Nicolás Maduro —, John Ratcliffe, reuniu-se com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, em Caracas, na quinta-feira. O encontro em solo venezuelano, no mesmo dia em que o presidente americano, Donald Trump, recebeu a líder da oposição María Corina Machado na Casa Branca, reforça a mensagem de Washington sobre considerar o governo interino o melhor caminho para a estabilidade do país a curto prazo.
Janaína Figueiredo: A era Delcy na Venezuela
Entenda: Como Trump escolheu a chavista Delcy Rodríguez como nova líder da Venezuela após captura de Maduro
Ratcliffe é o mais alto funcionário americano, e o primeiro membro do gabinete de Trump, a visitar a Venezuela desde que os militares americanos prenderam Maduro. O encontro ocorreu um dia depois de Trump ter falado com Rodríguez por telefone.
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A visita de alto nível de Ratcliffe, e a mensagem de cooperação, podem ser vistas como uma espécie de afronta à oposição, cujos apoiadores estão frustrados com o fato de o governo Trump não ter tentado colocar Edmundo González, aliado de María Corina, no poder desde a prisão de Maduro. González venceu as eleições de 2024, segundo especialistas internacionais em eleições, depois que a líder opositora foi impedida de concorrer, mas Maduro se recusou a deixar o poder.
Um funcionário americano afirmou que Ratcliffe se reuniu com Delcy a pedido de Trump. O objetivo seria “transmitir a mensagem de que os Estados Unidos esperam uma relação de trabalho melhor”. O funcionário, que falou sob condição de anonimato para descrever a reunião delicada, acrescentou que os dois discutiram cooperação em inteligência, estabilidade econômica e a necessidade de garantir que o país não seja mais um “refúgio seguro para os adversários dos EUA, especialmente narcotraficantes”.
Para os funcionários do governo Trump, a visita de Ratcliffe visa endossar o tipo de estabilidade que Delcy oferece e sinalizar a construção de confiança e colaboração entre os dois governos.
Altos funcionários americanos discutiam já no ano passado como manter a estabilidade na Venezuela. Na época, o governo Trump começava a elaborar uma campanha antidrogas que envolveria ataques a embarcações no mar, supostamente envolvidas no contrabando de drogas, e que eventualmente levaria à captura de Maduro.
Enquanto as autoridades planejavam a campanha de ataques a embarcações, o objetivo do presidente era remover Maduro, seja por meio de negociações ou pela força, disseram autoridades. Mas havia muita discussão sobre como evitar que o caos se espalhasse pelo país após a queda de Maduro.
Altos funcionários levantaram a possibilidade de que desmantelar o governo venezuelano após a remoção de Maduro — mesmo para abrir caminho para um líder da oposição — seria semelhante aos erros cometidos pelos EUA no Iraque, quando desmantelaram o exército iraquiano e criaram uma insurgência, disseram autoridades.
Em meio às discussões do ano passado, a CIA divulgou uma avaliação inicial de que a então vice-presidente da Venezuela era uma política pragmática, e não uma ideóloga, disposta a negociar e até mesmo a trabalhar com os EUA.
Um relatório de inteligência que circulou entre altos funcionários mencionou que ela usou um vestido de US$ 15 mil em sua posse, levando um oficial a comentar, em tom de brincadeira, que “ela é socialista, mas a mais capitalista que já vi”.
Delcy havia participado de negociações com Richard Grenell, enviado especial de Trump, bem como com outros funcionários, enquanto o governo buscava um acordo para que Maduro renunciasse voluntariamente ao poder. Nenhum acordo foi alcançado, mas pessoas informadas sobre as discussões disseram que ela se mostrou pragmática, alguém que buscava pontos de convergência.
Analistas da CIA avaliaram que manter a vice como líder interina era a melhor maneira de evitar que a Venezuela “mergulhasse em uma situação caótica”, disse um alto funcionário.
As lições aprendidas no Iraque pairaram fortemente sobre os debates nos altos escalões do governo Trump. Autoridades do governo afirmaram que a decisão da administração Bush de depor todo o governo iraquiano e desmantelar o Exército local deu início a uma longa era de instabilidade e insurgência, que custou vidas iraquianas e americanas e manteve os EUA atolados no país.
Trump e membros importantes de sua administração têm se apresentado como críticos da guerra dos EUA no Iraque. Mas suas críticas têm se concentrado menos no objetivo de remover o ditador Saddam Hussein do poder e mais na decisão de manter tropas no país para garantir a segurança das eleições e instalar um governo democrático.
Desde a operação para depor o Maduro, Trump pouco falou sobre a restauração da democracia na Venezuela, dedicando mais energia a discutir a expansão da participação de empresas americanas na indústria petrolífera do país.
O Secretário de Estado Marco Rubio também afirmou que deseja ver uma “transição para a democracia” na Venezuela, observando que trabalhou nessa questão por anos como senador. Ele sempre elogiou María Corina, mas observou que a realidade é que a oposição não está presente na Venezuela.
A alta autoridade previu que, quando a Venezuela realizasse eleições, María Corina teria a chance de se candidatar. Mas, a curto prazo, Delcy é vista como alguém capaz de manter o controle das forças de segurança, preservar a infraestrutura e “cooperar e coordenar com o governo dos EUA”.

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Um barco turístico com 12 pessoas a bordo virou na tarde deste sábado nas proximidades da Gruta de Benagil, em Lagoa, no Algarve, sul de Portugal. Segundo informações divulgadas pelas autoridades marítimas portuguesas, ao menos duas pessoas ficaram feridas.
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De acordo com fonte das operações de socorro, as vítimas começaram a ser retiradas do local por uma embarcação do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) e foram encaminhadas para Portimão, onde receberam assistência médica. A Marinha portuguesa informou que todos os ocupantes estavam a bordo de um salva-vidas com destino à cidade. Um centro de apoio também foi montado na Marina de Portimão, em ação coordenada com a Proteção Civil e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Até o momento, não foram divulgadas as causas do acidente nem o estado de saúde detalhado dos feridos. O alerta mobilizou equipes de resgate marítimo e autoridades locais durante a tarde.
Destino turístico famoso
A Gruta de Benagil, também conhecida como Algar de Benagil, é um dos pontos turísticos mais conhecidos do Algarve e recebe diariamente dezenas de embarcações, especialmente durante a alta temporada europeia. O monumento natural fica na Praia de Benagil, em Lagoa, e é conhecido pela formação rochosa com uma abertura circular no teto da caverna.
O acesso ao local é feito exclusivamente pelo mar, por meio de barcos turísticos, caiaques ou stand-up paddle. Embora seja possível chegar nadando, autoridades e operadores turísticos alertam para os riscos provocados pelas correntes marítimas da região.
A Rússia confirmou neste domingo (24) o lançamento de um míssil balístico hipersônico Oreshnik, com capacidade nuclear, contra a Ucrânia em ataques massivos realizados durante a noite.
“Em resposta aos ataques terroristas da Ucrânia contra infraestrutura civil em território russo, as Forças Armadas da Federação Russa realizaram um ataque massivo utilizando mísseis balísticos Oreshnik, mísseis balísticos lançados do ar Iskander, mísseis balísticos hipersônicos lançados do ar Kinzhal e mísseis de cruzeiro Tsirkon”, além de drones, afirmou o ministério em um comunicado.
A Rússia atacou a Ucrânia com 600 drones e 90 mísseis em uma grande ofensiva noturna, incluindo um míssil balístico de médio alcance, informou a Força Aérea Ucraniana neste domingo (24).
As defesas aéreas interceptaram 549 dos drones e 55 mísseis, segundo comunicado da Força Aérea no Telegram. Autoridades da capital Kiev e da região metropolitana relataram quatro mortos e mais de 60 feridos.
Pelo menos 24 pessoas morreram neste domingo (24) em uma explosão em um trem que transportava militares na província do Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, informou um alto funcionário à AFP.
Entre as vítimas do ataque, que ocorreu na capital provincial, Quetta, estavam soldados, disse a fonte, acrescentando que mais de 50 ficaram feridos.
A violência tem aumentado nos últimos meses nesta província que faz fronteira com o Irã, onde atuam grupos separatistas como o Exército de Libertação do Baluchistão, considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos.
Um homem morreu após um ataque de tubarão no norte de Queensland, no nordeste da Austrália, informou a polícia neste domingo (24).
O homem de 39 anos morreu em decorrência dos ferimentos em um píer, após ser retirado da água na sequência do ataque em Kennedy Shoal, informou a Polícia de Queensland em um comunicado.
De acordo com o comunicado, os serviços de emergência receberam um chamado para o píer de Hull River Heads pouco antes do meio-dia (horário local).
“Eles retiraram o homem da água”, mas ele “morreu devido aos ferimentos”, diz o comunicado.
O píer de Hull River Heads está localizado a 160 quilômetros ao sul da cidade turística de Cairns.
O incidente ocorreu uma semana após outro ataque de tubarão na Austrália Ocidental.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo que o atirador que abriu fogo contra agentes do Serviço Secreto em frente à Casa Branca tinha um “histórico de violência e uma possível obsessão” pelo prédio.
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Os crescentes casos de racismo de argentinos e chilenos contra brasileiros — o mais recente envolvendo um executivo chileno contra um comissário de bordo da Latam — reacenderam um debate incômodo no Cone Sul: como países que durante décadas cultivaram a imagem de sociedades brancas e europeizadas lidam com sua própria história negra, frequentemente apagada dos livros, dos censos e da memória oficial? Nos últimos anos, pesquisadores e movimentos sociais vêm mostrando que, por trás desse imaginário, Argentina e Chile têm um passado negro mais profundo do que se tentou transmitir por gerações, e que o racismo contemporâneo não pode ser dissociado desse processo histórico de invisibilização. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A historiadora e jornalista americana Anne Applebaum, de 61 anos, escreveu, nas últimas três décadas, obras centrais para entender tanto o totalitarismo soviético quanto o atual retrocesso democrático no mundo ocidental. Recebeu o Pulitzer em 2004 por “Gulag” e sublinhou um padrão no avanço autocrático, com a instrumentalização da Justiça para sufocar as oposições e facilitar o enriquecimento pessoal de autocratas e seus aliados. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A menos de três meses da celebração dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, e em meio ao conflito com o Irã, Donald Trump tenta colocar sua marca sobre alguns dos símbolos mais reconhecíveis do país. O presidente americano já terá sua imagem em passaportes comemorativos, sua assinatura em futuras cédulas de dólar e seu governo disputa, ao mesmo tempo, arquivos presidenciais, monumentos em Washington e a moldura política da festa nacional. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O principal porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, evocou o passado da nação persa em um primeiro comentário após a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que um acordo entre Washington e Teerã havia sido “em grande parte negociado” neste sábado. Em uma referência a disputas entre a Pérsia e o Império Romano, Baghaei afirmou que “o imperador teve que chegar a um acordo” — em uma possível mensagem indireta a Trump.
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“Na mente romana, Roma era o centro indiscutível do mundo. No entanto, os iranianos destruíram essa ilusão; quando Marcus Julius Philippus (Felipe, o Árabe) marchou para o leste contra a Pérsia, a campanha não resultou em vitória romana — terminou em uma paz estabelecida nos termos sassânidas: o imperador teve que chegar a um acordo!”, escreveu Baghaei em uma publicação na rede social X.
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O contexto narrado pelo porta-voz faz referência a uma guerra do século III entre o Império Romano e a Pérsia, na qual o imperador romano encerrou uma campanha militar com um acordo com os persas. A publicação parece ter sido a única declaração pública de um alto funcionário iraniano desde o anúncio de Trump.
Analistas pró-Irã e apoiadores do governo comemoraram o potencial acordo de paz com os EUA como uma vitória diplomática em publicações nas redes sociais, embora não haja confirmação de que tenha sido finalizado — e poucos detalhes tenham sido divulgados. Ainda assim, alguns iranianos elogiaram a liderança do país por sobreviver à guerra e evitar um conflito maior. Outros consideraram o acordo uma derrota para Trump.
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“Mantenham a cabeça erguida e orgulhem-se de fazer parte da nação Khamenei”, escreveu Eshan Salehi em uma publicação no X. “Aquele mesmo que disse que o Irã deveria se render esta noite, declarou com entusiasmo que está chegando a um acordo com a ‘República Islâmica do Irã’.”
Muitos iranianos comuns, incluindo críticos do governo, ficaram aliviados ao saber que uma nova guerra com os EUA e Israel pode ter sido evitada.
— Estávamos tentando decidir se deveríamos sair de Teerã caso as bombas caíssem novamente e comprando água e baterias — disse Nazanin, uma engenheira de 56 anos em Teerã. — Dei um grande suspiro de alívio. (Com NYT)

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