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A colisão entre dois caças F-15K em 2021 foi provocada por uma tentativa dos pilotos de registrar imagens durante o voo, concluiu uma investigação do Conselho de Auditoria e Inspeção da Coreia do Sul.
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De acordo com o documento, os pilotos tiravam fotos e gravavam vídeos enquanto retornavam de uma missão nas proximidades da cidade de Daegu. A prática, segundo o documento, era comum entre militares, especialmente em voos considerados simbólicos, como despedidas de unidades.
O relatório detalha que o piloto do caça que seguia na traseira usava um celular pessoal para registrar imagens de seu último voo com a unidade quando o piloto na dianteira pediu que um colega a bordo gravasse imagens do caça que vinha atrás.
Na tentativa de melhorar o enquadramento, o piloto que passou a ser filmado realizou uma manobra brusca: voou mais alto e girou a aeronave para aparecer melhor na gravação — manobra que reduziu drasticamente a distância de segurança entre os dois aviões.
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O piloto na dianteira ainda tentou evitar o impacto descendo rapidamente, mas não foi suficiente. Os aviões colidiram no ar, danificando a asa esquerda de um deles e o estabilizador de cauda do outro. Apesar da gravidade da situação, não houve mortes nem feridos.
Prejuízo milionário e punição reduzida
O acidente causou um prejuízo estimado em cerca de 880 milhões de won (aproximadamente R$ 3 milhões na cotação atual). Inicialmente, a Força Aérea tentou responsabilizar integralmente o piloto que realizou a manobra, exigindo o pagamento total pelos danos.
Caças F-15K da 11ª Ala de Caça da Força Aérea da República da Coreia
Força Aérea dos EUA
O militar recorreu da decisão, o que levou à abertura da investigação. No fim, o órgão concluiu que ele tinha responsabilidade direta, mas determinou que pagasse apenas um décimo do prejuízo pelo bom histórico dele como piloto, a ausência de vítimas e, principalmente, a constatação de que a prática de registrar imagens durante voos não era devidamente controlada.
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A investigação apontou que tirar fotos e vídeos durante voos não era um comportamento isolado, mas sim algo tolerado dentro da Força Aérea sul-coreana. Em alguns casos, a atividade era até comunicada previamente em briefings, sem que houvesse intervenção efetiva de superiores.
Para o órgão, essa permissividade contribuiu diretamente para o acidente. A falta de regras claras e fiscalização adequada foi considerada um fator relevante para o desfecho.
A jornalista libanesa Amal Khalil morreu após um ataque israelense contra uma casa em Al-Tiri, no sul do Líbano, informou nesta quarta-feira a Defesa Civil local. Khalil estava no imóvel ao lado da fotojornalista freelancer Zainab Faraj, que ficou ferida e foi resgatada. O bombardeio também deixou outros mortos e feridos, segundo autoridades libanesas.
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De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano, equipes do Exército, da Defesa Civil e da Cruz Vermelha atuaram na remoção dos escombros após o ataque. O Ministério da Saúde libanês informou que ao menos duas pessoas morreram e uma ficou ferida na ofensiva contra a cidade.
Zainab Faraj foi retirada do local com ferimentos graves na cabeça, segundo relatos da imprensa local. As operações de resgate, no entanto, teriam sido interrompidas por novos bombardeios e disparos na área, o que dificultou o acesso das equipes humanitárias, informou o The Guardian.
— Nossa colega Amal Khalil caiu como mártir enquanto cumpria seu dever jornalístico — publicou no Telegram o jornal em que ela trabalhava, Al-Akhbar.
“Nossa colega Amal Khalil caiu como mártir enquanto cumpria seu dever jornalístico”, publicou o jornal Al-Akhbar no Telegram
Reprodução | X @sahouraxo
O governo libanês acusou Israel de obstruir os trabalhos de socorro e de atacar uma ambulância da Cruz Vermelha durante a evacuação. Em nota, classificou a ação como grave violação do direito internacional e pediu intervenção internacional.
As duas jornalistas cobriam os recentes ataques à região de Bint Jbeil quando foram atingidas. Segundo relatos citados pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), elas se abrigavam no prédio após um veículo civil ser atacado na estrada principal de Al-Tiri. A última comunicação de Khalil ocorreu por volta das 16h10, quando ela telefonou para familiares e para as Forças Armadas libanesas, segundo o CPJ.
A organização afirmou estar indignada com o aparente ataque deliberado contra profissionais de imprensa e alertou que a obstrução continuada às equipes de resgate pode configurar crime de guerra.
— Os ataques repetidos no mesmo local, o direcionamento a uma área onde jornalistas estavam abrigados e a obstrução do acesso médico e humanitário constituem uma grave violação do direito internacional humanitário — disse Sara Qudah, diretora regional do CPJ.
A entidade também afirmou que Amal Khalil teria recebido, em setembro de 2024, uma ameaça de morte atribuída às Forças de Defesa de Israel (IDF), o que, segundo o comitê, amplia as suspeitas de ataque deliberado.
O CPJ cobrou cessar-fogo imediato na área, acesso irrestrito da Cruz Vermelha para operações de resgate e proteção aos jornalistas que atuam no sul do Líbano.
Reportagem em atualização.
A Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos, Julia Varvaro, foi afastada de suas funções nesta quarta-feira (22). Ela estaria sendo acusada por um ex-namorado, que afirmou ter gastado cerca de U$ 40 mil (cerca de R$ 200 mil) com ela em viagens pela América do Norte e Europa, chamando-a de “sugar baby”. O termo é usado para designar pessoas que se relacionam com alguém que banca os seus custos de vida, normalmente luxuosos.
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O caso foi incialmente publicado pelo site britânico Daily Mail, que afirmou que Varvaro classificou o a situação como “besteira” inventada por seu “ex-namorado louco”. Nas redes, ela posa ao lado do presidente Donald Trump, em sua foto principal no perfil do X.
Varvaro tem 29 anos e teria conhecido o homem, identificado apenas como Robert B, em um aplicativo de relacionamento, em dezembro. Por três meses, eles viveram um romance e viajaram por diferentes lugares, como Carolina do Sul, San Diego, Itália e Aruba. Depois do fim do relacionamento, o homem teria dito que se sentiu usado e apresentou uma queixa formal ao Gabinete do Inspetor-Geral do Departamento de Segurança Interna (DHS), que não confirmou nem negou a existência de uma investigação para apurar a conduta da funcionária.
Julia Varvaro foi afastada da função de Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do Departamento de Segurança Interna (DHS)
Reprodução/LinkedIn
Julia Varvaro foi uma apoiadora de Donald Trump durante as eleições presidenciais de 2024, vencida pelo republicano, quando ela ainda era professora adjunta da Universidade St. John’s. Em maio do ano passado, ela assumiu o cargo como Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do DHS.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos é o órgão federal central na supervisão de políticas de deportação em massa, controle de fronteiras e fiscalização de imigrantes. Frequentemente atua em operações conjuntas com o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos).

Em 1976, no auge da ditadura militar brasileira, um prédio construído com verba pública para ser uma escola da rede municipal de ensino – a Escola Politécnica de Foz do Iguaçu, no Paraná – foi entregue à iniciativa privada dias antes da inauguração. O beneficiário foi o Colégio Anglo-Americano, contratado pela Itaipu Binacional para educar os filhos dos funcionários da hidrelétrica. O episódio marcou o nascimento de uma rede nacional de ensino particular sustentada, em grande parte, por recursos federais.

O edifício da escola Politécnica tinha sido construído para ajudar a reduzir o déficit escolar em Foz do Iguaçu, que, na época, segundo relato do governo estadual à imprensa local, tinha 3 mil pessoas em idade escolar fora das salas de aula. 

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O professor aposentado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) José Kuiava era o inspetor de ensino do município na ocasião e recorda o momento em quem recebeu a ordem de entregar as chaves da recém-construída escola para o dono do Colégio Anglo Americano, Ney Suassuna. “A ordem veio de Curitiba, via telefone, do diretor-geral da SEC [Secretaria de Educação] professor Ernesto Penauer, determinando que eu entregasse as chaves do prédio ao senhor Ney Suassuna”, lembra Kuiava. 

Segundo ele, a situação gerou constrangimento: “eu já tinha dado na rádio, nas notícias dos jornais da inauguração do colégio, para que os alunos da região fossem atendidos lá. De repente tive que suspender tudo e dizer ‘olha, o colégio foi entregue nas mãos do Anglo-Americano, à disposição da Itaipu’”.

O contrato foi  assinado entre o Anglo-Americano, Itaipu e a Unicon, o consórcio de empreiteiras responsáveis pela construção da usina, em fevereiro de 1976. No acordo, as empreiteiras – remuneradas com recursos públicos de Itaipu – asseguravam o pagamento mínimo de 1.000 vagas. Mas no primeiro ano de funcionamento, o colégio tinha mais de 10 mil alunos matriculados. No auge das obras, chegou a ter mais de 14 mil estudantes. 

Esta reportagem faz parte do projeto Perdas e Danos, o podcast da Radioagência Nacional que investiga a ditadura militar e que está na segunda temporada.

Mais detalhes sobre a política da ditadura que beneficiou uma escola privada em detrimento da rede pública de ensino estão no episódio 3 da 2ª Temporada: Pedagogia do Privilégio.


FOTO DE ARQUIVO - Colégio Anglo-Americano, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Foto: Arquivo Nacional/Divulgação

Colégio Anglo-Americano, na zona sul do Rio de Janeiro – Foto: Arquivo Nacional/Divulgação

Galinha dos ovos de ouro

O contrato com o Anglo-Americano fixava os valores das mensalidades que variavam de CR$ 300 a CR$ 500 (cruzeiro, a moeda então adotada pelo Brasil) a serem pagas por Itaipu, além do reajuste anual das mensalidades. Como referência, em 1975, a creche Casa da Criança, para crianças de baixa renda no Rio de Janeiro, cobrava uma mensalidade de CR$ 70. Diferente de outras escolas privadas, o Anglo-Americano não corria o risco de inadimplência. 

Denise Sbardelotto, professora da Unioeste, estudou o projeto pedagógico de Itaipu e avaliou o contrato com o Anglo-Americano como desvantajoso para a administração pública.

“Itaipu e a Unicom constroem todos os prédios, toda a infraestrutura, desde carteiras, mobiliários, de coisas mais simples às mais complexas, como o material pedagógico, e entrega para o Anglo-Americano administrar, por muitos e muitos anos. E lucrar. Era uma galinha dos ovos de ouro”, conclui Denise.   

Crescimento de 2.800%

Até então, o Colégio Anglo-Americano era uma escola tradicional do Rio de Janeiro, com duas unidades na zona sul da capital fluminense. Depois de Itaipu, registrou um crescimento de 2.800%, considerado extraordinário pelo próprio dono da instituição, Ney Suassuna: “Eu fiquei pasmo de ver que era um mundo. O meu colégio no Rio tinha 500 alunos, o de lá tinha 14  mil”.

O Anglo-Americano foi comprado por Ney Suassuna cerca de um ano antes do contrato com Itaipu. Paraibano, o hoje suplente de senador e ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso, fincou raízes no Rio de Janeiro ao trabalhar no Ministério do Planejamento, um dos mais poderosos do período ditatorial. Ele era assessor de ministros da pasta, entre eles Roberto Campos, figura central do regime autoritário. 

Ação entre amigos

Segundo Ney Suassuna, o contrato foi firmado a partir de um encontro que ele solicitou com o então diretor-geral de Itaipu, general José Costa Cavalcanti. Os contatos políticos garantiram a reunião.

“Cheguei dizendo que era do Ministério do Planejamento, que tinha trabalhado com o ministro. Eu cheguei com o meu currículo na frente”, conta.

Além da confirmação do próprio Suassuna, não encontramos indícios de que houve um processo público para a contratação da empresa. Denise Sbardelotto também não achou nada que comprovasse um processo licitatório:

“Estive muitas vezes nos arquivos de Itaipu, busquei por todos os lugares, todas as fontes em Foz do Iguaçu, Câmara Municipal, e eu realmente não encontrei nenhum documento que garanta que foi licitação. Nós temos realmente um caso de escolha política arbitrária de um grupo educacional”, disse Sbardelotto.

Ramo lucrativo 

O contrato abriu as portas de outras estatais para Ney Suassuna, como o contrato com a hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, e com a Petrobras para atender famílias brasileiras no Iraque. O Anglo-Americano também ficou responsável por atender os filhos dos funcionários que trabalharam na construção de Itaipu no lado paraguaio. Os contratos turbinaram a empresa.

“De repente, eu tinha quase 50 mil alunos. Começou a crescer e eu comecei a fazer faculdades. Fiz nada mais, nada menos, do que faculdades desde o Rio Grande do Sul até a Paraíba. De tudo medicina, economia, direito, tudo”, lembra Suassuna.

Só seis anos depois do fim das obras de Itaipu, em 1988, o Anglo-Americano passou a receber alunos de fora da usina. Em 1990, repassou a escola mais simples para o Poder Municipal. E três anos depois começou a pagar o aluguel do prédio ocupado por quase 20 anos.

Chuta-barros

Reproduzindo uma lógica que permeou toda a obra de Itaipu, a estrutura educacional era diferente conforme a classe social. O Anglo-Americano era, na verdade, mais de um. Existiam duas unidades do colégio.

Existiam três vilas habitacionais para abrigar os funcionários de Itaipu e da Unicon, divididas conforme a posição dos trabalhadores na empresa. A vila A e B, onde viviam funcionários com melhores salários, eram atendidos por uma escola mais bem equipada. A unidade ficava em uma área arborizada da cidade e contava com biblioteca, laboratórios de química e física, hortas, fanfarra, área de exposições e auditório.

Já os filhos dos trabalhadores braçais moravam na Vila C e estudavam numa unidade feita de madeira pré-fabricada, 60 salas de aula, um ginásio e duas quadras descobertas.

Valdir Sessi estudou em ambas as escolas, pois a unidade melhor eventualmente recebia alunos da vila operária, e lembra que as desigualdades – e a diferença de tratamento – eram evidentes na sala de aula. 

“A violência simbólica já definia. A roupa, o cabelo, o tênis, já denunciavam a classe social dentro do colégio, então não precisava ser um vidente para dizer quem era rico e quem era pobre. A professora não tinha dificuldade na aula para dirigir a palavra dela, entendeu? Tinha colega que usava a botina que o pai dava para ele quando já não dava mais para usar no canteiro de obra”, disse. 

Em sua pesquisa, Denise Sbardelotto descobriu que havia um nome para os estudantes da escola mais simples, os chuta-barros. “Porque eles vinham com barro nas solas dos calçados”, explica. 

Diferente da Vila A, que foi asfaltada antes, a Vila C, onde moravam os trabalhadores braçais, não tinha asfalto e a lama marcava os estudantes. 

Denise conta que outra diferença mais profunda era o projeto pedagógico. Na ditadura, o ensino médio profissionalizante era obrigatório. No Anglo-Americano da Vila A, os cursos preparavam para o ensino superior. Já na Vila C, nem existia o segundo grau. 

“Aos filhos dos trabalhadores mais subalternos, era destinada uma educação de primeiro grau e na sequência eles eram encaminhados para cursos profissionalizantes, no Senai ou qualquer outro curso ofertado nos centros comunitários. Alguns poucos que queriam fazer o segundo grau tinham que ir para Vila A. Aceitava-se [como alunos], mas eram os famosos chuta-barros”, conta Denise.

Déficit educacional

Para os moradores de Foz de Iguaçu, os problemas educacionais aumentaram. Quando Itaipu começou a ser construída, o município tinha apenas duas unidades de ensino de segundo grau, sendo uma de educação agrícola. 

A partir da construção da hidrelétrica, a situação só se agravou. Para se ter uma ideia, em 10 anos, a população de  Foz de Iguaçu quadruplicou. Eram 34 mil habitantes em 1970, antes da construção da hidrelétrica. Saltou para 136 mil em 1980.

Para a construção da usina foram desapropriados 1,8 mil km², incluindo territórios indígenas, no Brasil e no Paraguai. Cerca de 40 mil pessoas foram retiradas de suas terras só no lado brasileiro. Nesse processo, Denise calcula que 95 escolas na região também foram por água abaixo.

Com o inchaço populacional, Foz do Iguaçu precisou reduzir a carga horária de todos os estudantes da rede pública para implantar um terceiro turno de aula no que seria o intervalo de almoço.

“Foi difícil, porque tinha um turno que era das 11h às 14h. Na hora do almoço”, lembra Kuiava.

Itaipu indenizou parte das escolas inundadas e investiu em projetos específicos para construir novas unidades, mas em número inferior às instituições fechadas. Denise Sbardelotto considera o investimento feito à época inexpressivo diante do montante direcionado ao Anglo-Americano.

“Algumas iniciativas pontuais de reforma de algumas escolas de periferia, rurais, algumas escolas em outros municípios nos arredores, mas eram reformas e ampliações muito ínfimas, muito inexpressivas, comparadas ao montante de recursos canalizados ao Anglo-Americano por muitos anos”.

Outro lado

Procuramos a Itaipu Binacional e perguntamos se o contrato com o Anglo-Americano era um acordo razoável, se seguiu boas práticas do setor público e se existiam registros do motivo que levou Itaipu a optar pela educação privada ao invés de estruturar a rede pública de ensino.

A empresa não respondeu diretamente as dúvidas, mas afirmou que a chegada de milhares de trabalhadores a Foz do Iguaçu exigiu a criação de infraestrutura inexistente, como moradias, hospital e o Anglo-Americano. E afirmou que havia qualidade de ensino.

“No Anglo-Americano, os filhos dos chamados barrageiros tinham acesso a uma educação integral, gratuita e inovadora para o período, que incluía, além das disciplinas tradicionais, atividades artísticas, culturais e de campo, apresentações de dança e teatro e sessões de cinema. Relatos de ex-alunos e professores indicam que esse modelo educacional contribuiu significativamente para a formação dos estudantes”, disse Itaipu em nota.

A nota também cita ações atuais para afirmar que o “apoio à educação permaneceu ao longo dos anos”.

“Como evidenciado pela atuação da Itaipu na mobilização para a instalação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em 2010″.

A íntegra da nota está na página do podcast.

Hoje, o Anglo-Americano de Foz do Iguaçu não pertence mais a Ney Suassuna. Entramos em contato com a instituição, mas não houve retorno. 

Questionado sobre a escolha de Itaipu em direcionar os recursos públicos de educação para sua empresa, Ney Suassuna disse que o poder público não teria condições de estruturar a rede pública de ensino. “A cidade de Itaipu tinha muito pouca gente e não tinha os prédios, não tinha nada, não tinha outra forma a não ser essa. Não tinha a menor chance. Nem no municipal e nem tampouco no estadual. Em nenhum lugar, não tinha nada. Nós éramos os desbravadores”.

Duas pessoas morreram e mais de 20 precisaram de atendimento médico após um vazamento químico ocorrido na quarta-feira em uma refinaria na Virgínia Ocidental, informaram as autoridades locais.
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Equipes de emergência foram acionadas para a refinaria Catalyst Refiners, em Nitro, por volta das 9h30, após um “vazamento químico”, disseram as autoridades do Condado de Kanawha, em um comunicado.
A Ames Goldsmith Corp., que opera a refinaria, informou que as mortes incluíram dois colegas e que uma terceira pessoa estava sendo tratada em um hospital.
Outros funcionários estavam sendo avaliados em um hospital por precaução, acrescentou a empresa.
A empresa afirmou que as vítimas foram resultado de um incidente industrial que “aparentemente resultou na criação de vapores químicos” na refinaria.
Os vapores ficaram contidos em um prédio, disse a empresa.
A Comissão do Condado de Kanawha informou que pelo menos 21 pessoas foram levadas ao hospital ou buscaram atendimento médico. Em um comunicado separado, a agência afirmou que “acredita-se que tenha ocorrido uma reação química, criando sulfeto de hidrogênio”.
O sulfeto de hidrogênio é um gás inflamável e incolor com cheiro de ovo podre. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental (EPA), apenas algumas respirações de ar com altos níveis de sulfeto de hidrogênio podem causar a morte. A exposição prolongada a níveis mais baixos pode causar irritação nos olhos, dor de cabeça e fadiga.
A emergência química levou as autoridades a fecharem estradas e a emitirem uma ordem de confinamento em um raio de 1,6 km ao redor da fábrica. A ordem foi posteriormente suspensa.
Os ministros das Relações Exteriores e de Defesa do Peru renunciaram nesta quarta-feira em meio a discordâncias com o presidente interino, José María Balcázar, sobre a compra, por US$ 3,5 bilhões (pouco mais de R$ 17 bilhões), de caças F-16 dos Estados Unidos. Enquanto ambos os ministros afirmam que o contrato foi assinado, o presidente anunciou na terça-feira que adiou a aquisição para deixar a responsabilidade ao seu sucessor, que será eleito em um segundo turno no início de junho.
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— O senhor Balcázar está colocando nosso país em risco, fazendo-o perder credibilidade e nos transformando em um parceiro em quem não se pode confiar em um processo de negociação — declarou o chanceler Hugo de Zela à rádio RPP, na qual anunciou sua renúncia.
O chefe da diplomacia afirmou que os “contratos foram assinados na segunda-feira” e que um primeiro pagamento deveria ser efetuado nesta quarta-feira. O ministro da Defesa, Carlos Díaz, indicou igualmente que sua renúncia se deve à sua total discordância com a suspensão da compra.
— Isso não responde a uma situação política, mas a uma necessidade estratégica de segurança e defesa da nação — declarou à rádio RPP.
Em outubro de 2024, o Peru anunciou que renovaria, após quase três décadas, sua frota de defesa aérea com a compra de 24 caças de última geração por 3,5 bilhões de dólares (R$ 17,61 bilhões). Entre as propostas recebidas pelo Ministério da Defesa para a operação estavam os modelos Rafale (França), Gripen (Suécia) e F-16 Block 70 (Estados Unidos).
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Em fevereiro passado, um comitê estatal de avaliação optou pela proposta dos F-16, alegando critérios técnicos e geopolíticos. O Peru possui uma frota de 12 aviões Mirage 2000, segundo publicações militares especializadas. A frota aérea de combate do Peru inclui, ainda, aviões russos MiG-29 e bielorrussos Sukhoi-27, adquiridos em 1997. A maioria deles está inoperante ou na reserva.
As renúncias ocorrem enquanto o país se dirige a um segundo turno na eleição presidencial em junho, em meio a uma crônica instabilidade política. O episódio desta quarta-feira ocorre um dia após a renúncia de outra figura importante do país.
O chefe do órgão eleitoral que organizou as recentes eleições gerais no Peru, Piero Corvetto, renunciou ontem, poucas horas antes de comparecer perante o Ministério Público para prestar depoimento sobre falhas no processo. Além da lenta apuração, que já dura mais de uma semana, o pleito de 12 de abril também enfrentou diversos problemas logísticos, o que provocou a desconfiança do eleitorado e reações públicas de candidatos.
Ele descreveu as irregularidades registradas na distribuição de material eleitoral em Lima durante o dia 12 de abril como “problemas técnicos e operacionais” causados por empresa terceirizada que não entregou as cédulas a tempo — mesma justificativa dada pela Junta Nacional Eleitoral (JNE), a mais alta autoridade eleitoral do país.
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Os entraves causaram atrasos na abertura das seções eleitorais na capital peruana e impediram que mais de 50 mil pessoas votassem, forçando uma prorrogação de 24 horas do horário de votação — medida sem precedentes. Além disso, cédulas encontradas em um contêiner de lixo, registros eleitorais contestados e acusações de fraude lançaram uma sombra sobre o dia da eleição, alimentando a desconfiança em instituições já fragilizadas.
A missão de observação eleitoral da União Europeia (UE) mencionou “sérias deficiências”, mas esclareceu que não encontrou “nenhuma evidência objetiva” de fraude, como alegado pelo candidato ultraconservador Rafael López Aliaga. A JNE estima que os resultados finais não serão conhecidos antes do dia 15 de maio devido aos atrasos na apuração dos votos realizada pelo ONPE.
Ex-jardineiro da residência de Rei Charles III, David Pearce revelou detalhes sobre as preferências alimentares do monarca durante o período em que trabalhou na horta real. Ele atuou por um ano nos jardins de Highgrove House, a residência prvada de campo do rei, e contou sobre gostos bastante específicos do rei, incluindo a proibição de alguns vegetais, em entrevista ao site The Farnham Herald.
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Segundo Pearce, Charles apreciava especialmente espinafre, couve-flor e cenouras usadas em crudités, que precisavam ser cultivadas em tamanho exato, que seria “de um dedo mindinho”. Também estavam entre as preferências do monarca vegetais como cebola, alho-poró e erva-doce de cabeça (ou funcho), além de um canteiro inteiro dedicado a saladas e dois exclusivamente para aspargos.
O ex-jardineiro explicou ainda que o trabalho da equipe era essencialmente atender às demandas diretas do rei, adaptando o cultivo às suas exigências pessoais.
— Passei cerca de um ano cultivando frutas, vegetais e outras coisas maravilhosas que compunham seus jantares e almoços — relatou ao jornal.
Apesar da variedade de alimentos cultivados, havia restrições claras. De acordo com Pearce, abóbora e abobrinha eram terminantemente proibidas na horta.
Durante sua experiência na propriedade, o jardineiro destacou também o perfil ambientalista do monarca, afirmando que suas práticas estavam “à frente do tempo”, na sua avaliação. Segundo ele, o rei priorizava o cultivo de prados de flores silvestres e evitava o uso de produtos químicos, optando por métodos mais sustentáveis no controle de pragas, sem especificar quais seriam elas.
Pearce relatou ainda que os jardineiros tinham contato direto com o agora rei, que ainda não havia assumido o trono naquela ocasião. O funcionário afirma que ele costumava caminhar pelos jardins indicando pessoalmente suas preferências e expectativas. Ele usava ainda uma tesoura de poda e passava um retorno sobre o trabalho da equipe.
O presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenaram nesta quarta-feira a morte de um segundo soldado francês da missão de paz da ONU no sul do Líbano, após um ataque contra uma patrulha atribuído por Paris ao grupo Hezbollah, que nega envolvimento.
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Macron informou que o cabo Anicet Girardin morreu após ser gravemente ferido no ataque ocorrido no sábado contra tropas da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). Em publicação na rede X, o líder francês afirmou que o militar foi repatriado na véspera e não resistiu aos ferimentos.
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“Morreu pela França. A Nação, que amanhã prestará homenagem ao primeiro-sargento Florian Montorio, mortalmente ferido durante a mesma emboscada, saúda com emoção o cabo Anicet Girardin e seu sacrifício”, acrescentou.
Em nota, Aoun condenou o episódio e reiterou condolências à França e à liderança da missão da ONU. Segundo o gabinete do presidente libanês, ele “renova sua condenação ao incidente” após a morte do segundo integrante francês da força de paz.
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O ataque ocorreu no sábado, quando uma patrulha da Unifil foi alvo de disparos no sul do Líbano. Um primeiro soldado francês morreu no local, e outros dois ficaram feridos. Macron atribuiu a ofensiva ao Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, que negou “qualquer ligação” com o incidente.
Mais cedo, o presidente francês afirmou apoiar “plenamente” o cessar-fogo entre o Hezbollah e Israel, mas alertou que o acordo pode já estar sendo comprometido pela continuidade das operações militares. Ele também pediu que o grupo libanês renuncie às armas e que Israel respeite a soberania do Líbano.
Escalada continua
Apesar da trégua em vigor, a violência continua no país. Três pessoas morreram nesta quarta-feira em novos ataques israelenses no Líbano, segundo a imprensa estatal.
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Ainda assim, autoridades libanesas afirmaram que pretendem pedir a prorrogação do cessar-fogo por um mês durante novas negociações com Israel, previstas para quinta-feira, em Washington.
Segundo uma fonte oficial, o Líbano solicitará também o respeito integral à trégua e o fim das operações militares israelenses em áreas do país. Aoun declarou que “estão sendo mantidos contatos para prolongar o cessar-fogo”.
As conversas entre os dois países ocorrem sob mediação dos Estados Unidos. Após uma primeira rodada em 16 de abril, que resultou em uma trégua de dez dias, novas reuniões devem ocorrer em nível de embaixadores.
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Israel, por sua vez, afirmou que não há “desacordos graves” com o Líbano, mas voltou a acusar o país de estar sob influência do Hezbollah.
A França integra a missão da ONU no país, que atua há décadas no sul do Líbano, próximo à fronteira com Israel, como força de interposição entre os dois lados. O Hezbollah intensificou ataques contra Israel nos últimos meses em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, apesar da trégua formal em vigor.
(Com AFP)
O anúncio feito pelo presidente Donald Trump de prorrogar indefinidamente o cessar-fogo, quando tinha dito antes que era muito improvável a extensão, mostra claramente como ele está perdido nesse jogo. A ampliação do cessar-fogo não deixou o ambiente menos tenso. O Irã já interceptou dois navios no estreito de Ormuz, a China disse que o Oriente Médio está vivendo uma encruzilhada crítica, Trump afirma que o Irã está colapsando financeiramente. O fato é que, além de em uma guerra ser sempre muito difícil calcular todos os cenários, tudo é muito imprevisível e somado a isso se tem um presidente que trabalha com a imprevisibilidade como parte do negócio, ele governa pelo “gogó”. Então ele vai falando, criando fatos com palavras em sua rede social e o mundo vai sendo governado dessa forma. Todos têm que olhar o que ele diz na rede social, sabendo que não há nenhum compromisso com a narrativa que adotará no dia seguinte. Tudo isso faz com que a única constante no momento seja a instabilidade, tanto na geopolítica quanto na economia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, rejeitou, nesta quarta-feira (22), novos pedidos no Parlamento para sua demissão por ter nomeado o ex-ministro Peter Mandelson como embaixador em Washington, nos Estados Unidos, apesar de seus vínculos com o falecido criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.
— Nada vai me desviar da minha missão a serviço do nosso país — declarou o líder trabalhista durante a sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro.
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Starmer teve que responder pela segunda vez esta semana no Parlamento sobre este tema, que o deixou em xeque nos últimos meses.
O líder trabalhista destituiu Mandelson em setembro passado, acusando-o de ter “mentido repetidamente” sobre o alcance de seus vínculos com Epstein, morto na prisão em 2019.
O caso voltou a ganhar força na última quinta-feira, quando o jornal The Guardian revelou que o Ministério das Relações Exteriores tinha habilitado Mandelson para este cargo no começo de 2025, apesar de um parecer desfavorável do organismo encarregado de verificar seus antecedentes.
Olly Robbins, ex-funcionário de alto nível do Foreign Office, destituído por Starmer na semana passada após as revelações do The Guardian, denunciou, na terça-feira, perante uma comissão parlamentar, “a pressão constante” por parte de Downing Street pela nomeação de Mandelson.
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O primeiro-ministro “tinha anunciado que Mandelson era seu candidato”, destacou Robbins.
As razões pelas quais um parecer desfavorável foi emitida sobre sua nomeação não foram publicadas.
Veículos de imprensa britânicos mencionaram esta semana que este parecer poderia estar relacionado aos vínculos de Mandelson com a China, através de sua empresa de consultoria.
A líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, falou, nesta quarta-feira, dos vínculos entre o ex-embaixador e a Rússia.
Um informe apontou que Peter Mandelson “permaneceu no conselho de administração da empresa de defesa Systema, vinculada ao Kremlin, muito depois da primeira invasão da Ucrânia por Putin, em 2014”, declarou Badenoch.
— Por que o primeiro-ministro quis nomear como embaixador em Washington um homem com vínculos com o Kremlin? — perguntou a líder do Partido Conservador.

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