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De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano, equipes do Exército, da Defesa Civil e da Cruz Vermelha atuaram na remoção dos escombros após o ataque. O Ministério da Saúde libanês informou que ao menos duas pessoas morreram e uma ficou ferida na ofensiva contra a cidade.
Zainab Faraj foi retirada do local com ferimentos graves na cabeça, segundo relatos da imprensa local. As operações de resgate, no entanto, teriam sido interrompidas por novos bombardeios e disparos na área, o que dificultou o acesso das equipes humanitárias, informou o The Guardian.
— Nossa colega Amal Khalil caiu como mártir enquanto cumpria seu dever jornalístico — publicou no Telegram o jornal em que ela trabalhava, Al-Akhbar.
“Nossa colega Amal Khalil caiu como mártir enquanto cumpria seu dever jornalístico”, publicou o jornal Al-Akhbar no Telegram
Reprodução | X @sahouraxo
O governo libanês acusou Israel de obstruir os trabalhos de socorro e de atacar uma ambulância da Cruz Vermelha durante a evacuação. Em nota, classificou a ação como grave violação do direito internacional e pediu intervenção internacional.
As duas jornalistas cobriam os recentes ataques à região de Bint Jbeil quando foram atingidas. Segundo relatos citados pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), elas se abrigavam no prédio após um veículo civil ser atacado na estrada principal de Al-Tiri. A última comunicação de Khalil ocorreu por volta das 16h10, quando ela telefonou para familiares e para as Forças Armadas libanesas, segundo o CPJ.
A organização afirmou estar indignada com o aparente ataque deliberado contra profissionais de imprensa e alertou que a obstrução continuada às equipes de resgate pode configurar crime de guerra.
— Os ataques repetidos no mesmo local, o direcionamento a uma área onde jornalistas estavam abrigados e a obstrução do acesso médico e humanitário constituem uma grave violação do direito internacional humanitário — disse Sara Qudah, diretora regional do CPJ.
A entidade também afirmou que Amal Khalil teria recebido, em setembro de 2024, uma ameaça de morte atribuída às Forças de Defesa de Israel (IDF), o que, segundo o comitê, amplia as suspeitas de ataque deliberado.
O CPJ cobrou cessar-fogo imediato na área, acesso irrestrito da Cruz Vermelha para operações de resgate e proteção aos jornalistas que atuam no sul do Líbano.
Reportagem em atualização.








