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Segundo o FT e a CNN, que citam fontes próximas ao presidente russo e uma fonte ligada a serviços de inteligência europeus, o Serviço Federal de Proteção da Rússia (FSO), responsável pela segurança das principais autoridades do país, reforçou significativamente a segurança de Putin, que tem passado mais tempo em bunkers subterrâneos e se afastado dos assuntos civis.
Enquanto o líder russo trabalha há várias semanas em um dos bunkers na região de Krasnodar, no sul da o país — numa área costeira que faz fronteira com o Mar Negro e fica a horas de distância de Moscou — a mídia estatal usa imagens pré-gravadas para projetar normalidade.
Funcionários do círculo mais próximo do presidente — incluindo cozinheiros, fotógrafos e guarda-costas — também foram proibidos de usar transporte público e usar celulares ou dispositivos com acesso à internet perto dele, segundo a inteligência europeia. Além disso, sistemas de vigilância também foram instalados nas casas dos empregados.
O isolamento do presidente russo vem aumentando especialmente desde março, devido ao temor de que um golpe de Estado ou tentativa de assassinato pudesse ocorrer. O relatório mostra ainda que, desde o início de março, o “Kremlin e o próprio Vladimir Putin estão preocupados com possíveis vazamentos de informações confidenciais”. Segundo o documento, Putin é particularmente cauteloso com o uso de drones em uma “possível tentativa de assassinato por membros da elite política russa”.
Um relatório de uma agência de inteligência europeia ao qual a CNN teve acesso revela que Putin não visitou nenhuma instalação militar este ano até agora, apesar das viagens regulares em 2025. Segundo a rede americana, algumas das medidas foram implementadas nos últimos meses após o assassinato de um general de topo em dezembro. O episódio, diz o relatório, provocou uma disputa nas fileiras superiores dos órgãos de segurança do Kremlin.
Uma das razões para a crescente preocupação, segundo fontes ouvidas pelo FT, foi a chamada “Operação Teia de Aranha”, quando drones ucranianos atacaram em junho do ano passado bases aéreas russas além do Círculo Polar Ártico.
À CNN, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou que a ameaça e o recente sucesso de ataques ucranianos de maior alcance foram uma motivação.
— Contra o pano de fundo dessa ameaça terrorista, é claro, todas as medidas estão sendo tomadas para minimizar o perigo — declarou.
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Os temores de segurança também foram ampliados pela captura, em janeiro, do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA, segundo outra fonte próxima ao presidente. Em resposta, Putin reduziu suas viagens e endureceu ainda mais os controles de segurança para encontros presenciais, afirmou a fonte próxima à inteligência europeia. Ele e sua família também deixaram de frequentar residências na região de Moscou e em Valdai, no noroeste do país.
Na reportagem publicada pela CNN nesta segunda-feira, há ainda uma especulação sobre o motivo por trás da divulgação de tais informações citadas no relatório da inteligência europeia. A rede americana destaca que “é raro que as agências de inteligência ocidentais vazem relatos detalhados de deliberações confidenciais de atores hostis”, e supõe que o compartilhamento das informações pode refletir uma esperança ocidental na busca por derrotar a Rússia na guerra na Ucrânia: esperar por seu colapso interno.







