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Ex-jardineiro da residência de Rei Charles III, David Pearce revelou detalhes sobre as preferências alimentares do monarca durante o período em que trabalhou na horta real. Ele atuou por um ano nos jardins de Highgrove House, a residência prvada de campo do rei, e contou sobre gostos bastante específicos do rei, incluindo a proibição de alguns vegetais, em entrevista ao site The Farnham Herald.
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Segundo Pearce, Charles apreciava especialmente espinafre, couve-flor e cenouras usadas em crudités, que precisavam ser cultivadas em tamanho exato, que seria “de um dedo mindinho”. Também estavam entre as preferências do monarca vegetais como cebola, alho-poró e erva-doce de cabeça (ou funcho), além de um canteiro inteiro dedicado a saladas e dois exclusivamente para aspargos.
O ex-jardineiro explicou ainda que o trabalho da equipe era essencialmente atender às demandas diretas do rei, adaptando o cultivo às suas exigências pessoais.
— Passei cerca de um ano cultivando frutas, vegetais e outras coisas maravilhosas que compunham seus jantares e almoços — relatou ao jornal.
Apesar da variedade de alimentos cultivados, havia restrições claras. De acordo com Pearce, abóbora e abobrinha eram terminantemente proibidas na horta.
Durante sua experiência na propriedade, o jardineiro destacou também o perfil ambientalista do monarca, afirmando que suas práticas estavam “à frente do tempo”, na sua avaliação. Segundo ele, o rei priorizava o cultivo de prados de flores silvestres e evitava o uso de produtos químicos, optando por métodos mais sustentáveis no controle de pragas, sem especificar quais seriam elas.
Pearce relatou ainda que os jardineiros tinham contato direto com o agora rei, que ainda não havia assumido o trono naquela ocasião. O funcionário afirma que ele costumava caminhar pelos jardins indicando pessoalmente suas preferências e expectativas. Ele usava ainda uma tesoura de poda e passava um retorno sobre o trabalho da equipe.

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A Suprema Corte dos Estados Unidos restabeleceu temporariamente, nesta segunda-feira, o envio por correio da mifepristona, a pílula utilizada na maioria das interrupções voluntárias de gravidez no país, suspenso na semana passada por um tribunal de apelações ultraconservador. Com sua decisão histórica de junho de 2022, que anulou a garantia federal do direito ao aborto, a Suprema Corte, de maioria conservadora, devolveu aos estados plena liberdade para legislar nessa área. Desde então, cerca de 20 deles proibiram a interrupção voluntária da gravidez, seja por medicamentos ou por via cirúrgica, ou a submeteram a um marco muito restritivo.
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A decisão adotada em 1º de maio pelo Tribunal de Apelações do Quinto Circuito, de tendência ultraconservadora, se aplicava ao conjunto dos Estados Unidos. A decisão restringia ainda mais o acesso ao aborto, já que mais de um quarto das interrupções voluntárias da gravidez são realizadas por telemedicina, segundo estatísticas de organizações especializadas.
O laboratório Danco, fabricante da mifepristona, recorreu com urgência à Suprema Corte, alegando que esta decisão provocava “uma confusão imediata e um transtorno brutal para os fabricantes, distribuidores, provedores, farmácias e pacientes de todo o país”.
A Suprema Corte, em uma breve decisão sem argumentação, acolheu este pedido e suspendeu a decisão do tribunal de apelações pelo menos até 11 de maio, enquanto as partes apresentam seus argumentos legais.
O Tribunal de Apelações do Quinto Circuito interrompeu em 1º de maio o envio por correio de mifepristona no âmbito de uma ação apresentada pelo estado sulista da Louisiana, que tem uma das legislações mais restritivas do país em matéria de aborto.
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Este estado contesta a suspensão decidida em 2023 pela FDA, a agência americana reguladora de medicamentos, da obrigação de que as pacientes obtenham pessoalmente a mifepristona, alegando riscos potenciais que, no entanto, foram descartados pelo consenso científico. A mifepristona conta com a aprovação da FDA desde 2000 e também é usada rotineiramente para manejar abortos espontâneos precoces.
O Paquistão afirmou nesta segunda-feira que ajudou a transferir ao Irã 22 tripulantes do cargueiro MV Touska, apreendido pelos Estados Unidos em abril no Mar Arábico, em uma operação coordenada entre Washington e Teerã descrita como uma medida de “construção de confiança” em meio à escalada de tensões no Golfo. Segundo o Ministério das Relações Exteriores paquistanês, os tripulantes foram levados de avião ao país no domingo e devem ser entregues às autoridades iranianas ainda hoje.
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O Comando Central dos Estados Unidos confirmou a transferência dos 22 tripulantes e informou que outros seis, de uma nacionalidade não especificada, já haviam sido liberados na semana passada.
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A operação reforça o papel do Paquistão como mediador no conflito, após semanas atuando como canal de comunicação entre autoridades americanas e iranianas. O país também participou de esforços para negociar um cessar-fogo e sediou encontros de alto nível entre representantes dos dois lados. Na semana passada, Islamabad repassou a Washington uma nova proposta iraniana para encerrar o conflito, considerada insuficiente pelo presidente Donald Trump.
O MV Touska, navio de bandeira iraniana sancionado pelos Estados Unidos desde 2020, foi apreendido em 19 de abril. Segundo Washington, a embarcação teria tentado violar o bloqueio naval imposto aos portos iranianos dias antes. A Marinha americana afirmou ter disparado contra a casa de máquinas do navio após repetidos avisos para que parasse, deixando-o inoperante.
O Irã classificou a apreensão como “pirataria armada” e prometeu retaliar, mas indicou que aguardaria garantias de segurança para a tripulação e seus familiares. O governo paquistanês também afirmou que o navio deve ser levado a águas territoriais do país após reparos, antes de ser devolvido aos seus proprietários.
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A transferência ocorre em um momento de forte instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Nos últimos dias, ataques a embarcações aumentaram a tensão na região e provocaram uma resposta ampliada dos Estados Unidos.
Trump afirmou que os EUA iniciariam nesta segunda-feira uma operação para “orientar” navios retidos no estreito, sem detalhar o alcance da ação. O Comando Central indicou que a medida envolve coordenação de tráfego seguro, com apoio de destróieres, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares.
O presidente disse ainda que a operação se aplicará a países “neutros e inocentes” afetados pelo conflito, e advertiu que qualquer interferência será respondida com força. Autoridades iranianas reagiram com cautela inicial, mas passaram a ameaçar ataques a navios militares americanos e embarcações comerciais que cruzarem o estreito sem autorização de Teerã.
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Antes do anúncio da operação americana, ao menos duas embarcações relataram ataques na região. Um petroleiro foi atingido por projéteis não identificados próximo à costa dos Emirados Árabes Unidos, enquanto um cargueiro reportou investida de pequenas embarcações perto do litoral iraniano. Não houve feridos.
Tanto os Estados Unidos quanto o Irã mantêm restrições à navegação no estreito, ponto central das negociações em curso. Apesar das críticas à proposta iraniana mais recente, Trump afirmou que as conversas continuam e podem levar a um desfecho positivo.
O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), afirmou nesta segunda-feira que helicópteros militares americanos afundaram seis pequenas embarcações iranianas que tinham como alvo navios civis no Estreito de Ormuz. Este é o mais recente teste do cessar-fogo entre o Irã e os EUA.
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“É nisso que estamos focados”, disse Cooper. “O que vimos esta manhã foi o Irã iniciando comportamentos agressivos. Nós simplesmente vamos responder a isso”.
Em uma ligação com repórteres, Cooper se recusou a dizer se o cessar-fogo entre o Irã e os EUA havia acabado ou não, mas acusou o Irã de ter iniciado um “comportamento agressivo” no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira. Mais cedo, a Marinha iraniana disparou tiros de advertência contra navios americanos que entraram no Estreito de Ormuz como parte de uma operação para auxiliar o trânsito de embarcações retidas.
O almirante disse que os militares dos EUA estão servindo como uma força defensiva “para dar uma defesa muito clara ao transporte comercial, para permitir que eles saiam do Golfo Pérsico”.
A iniciativa foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no domingo como gesto “humanitário” e de “boa vontade” para escoltar navios de países “que não têm nada a ver com o conflito no Oriente Médio” e que estão presos no Golfo. A ação, que ele denominou “Projeto Liberdade”, tem como objetivo, segundo Trump, auxiliar marinheiros presos na área, que podem estar ficando sem comida e outros suprimentos essenciais.
De acordo com o Centcom, a operação envolveria destróieres equipados com lançadores de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e 15.000 militares. As Forças Armadas dos EUA declararam que seus destróieres de mísseis guiados “estão atualmente operando no Golfo Pérsico após atravessarem o Estreito de Ormuz em apoio ao Projeto Liberdade”, contribuindo para “os esforços de restabelecimento do tráfego marítimo comercial”.
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Dois navios mercantes com bandeira dos EUA “atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e continuam sua viagem”, informou o Comando Central americano. No entanto, a Guarda Revolucionária iraniana negou essa informação, afirmando que “nenhum navio comercial ou petroleiro cruzou o Estreito de Ormuz nas últimas horas”. “As alegações (…) de autoridades americanas são infundadas e completamente falsas”, acrescentaram as autoridades iranianas.
*Em atualização
Nos últimos meses, o governo da Rússia reforçou os protocolos de segurança do presidente Vladimir Putin, em meio a temores sobre tentativa de assassinato e golpe de Estado. O alerta começou após um ataque de drones da Ucrânia, segundo reportagem publicada, nesta segunda-feira, pelo Financial Times (FT). Em junho do ano passado, a Ucrânia realizou seu maior ataque contra bases aéreas dentro da Rússia desde o início da guerra, uma operação coordenada que atingiu pontos de leste a oeste do país, até a Sibéria, e deixou dezenas de aeronaves russas em chamas. Em dezembro, autoridades russas acusaram Kiev de ter tentado atacar uma residência de Putin na região de Novgorod, entre Moscou e São Petersburgo, com 91 drones de longo alcance, destruídos pelas defesas aéreas russas. Na ocasião, dirigentes ucranianos denunciaram o caso como uma acusação “inventada” para dificultar os esforços de paz, narrativa acompanhada por aliados na Europa.
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Segundo o FT e a CNN, que citam fontes próximas ao presidente russo e uma fonte ligada a serviços de inteligência europeus, o Serviço Federal de Proteção da Rússia (FSO), responsável pela segurança das principais autoridades do país, reforçou significativamente a segurança de Putin, que tem passado mais tempo em bunkers subterrâneos e se afastado dos assuntos civis.
Enquanto o líder russo trabalha há várias semanas em um dos bunkers na região de Krasnodar, no sul da o país — numa área costeira que faz fronteira com o Mar Negro e fica a horas de distância de Moscou — a mídia estatal usa imagens pré-gravadas para projetar normalidade.
Funcionários do círculo mais próximo do presidente — incluindo cozinheiros, fotógrafos e guarda-costas — também foram proibidos de usar transporte público e usar celulares ou dispositivos com acesso à internet perto dele, segundo a inteligência europeia. Além disso, sistemas de vigilância também foram instalados nas casas dos empregados.
O isolamento do presidente russo vem aumentando especialmente desde março, devido ao temor de que um golpe de Estado ou tentativa de assassinato pudesse ocorrer. O relatório mostra ainda que, desde o início de março, o “Kremlin e o próprio Vladimir Putin estão preocupados com possíveis vazamentos de informações confidenciais”. Segundo o documento, Putin é particularmente cauteloso com o uso de drones em uma “possível tentativa de assassinato por membros da elite política russa”.
Um relatório de uma agência de inteligência europeia ao qual a CNN teve acesso revela que Putin não visitou nenhuma instalação militar este ano até agora, apesar das viagens regulares em 2025. Segundo a rede americana, algumas das medidas foram implementadas nos últimos meses após o assassinato de um general de topo em dezembro. O episódio, diz o relatório, provocou uma disputa nas fileiras superiores dos órgãos de segurança do Kremlin.
Uma das razões para a crescente preocupação, segundo fontes ouvidas pelo FT, foi a chamada “Operação Teia de Aranha”, quando drones ucranianos atacaram em junho do ano passado bases aéreas russas além do Círculo Polar Ártico.
À CNN, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou que a ameaça e o recente sucesso de ataques ucranianos de maior alcance foram uma motivação.
— Contra o pano de fundo dessa ameaça terrorista, é claro, todas as medidas estão sendo tomadas para minimizar o perigo — declarou.
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Os temores de segurança também foram ampliados pela captura, em janeiro, do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA, segundo outra fonte próxima ao presidente. Em resposta, Putin reduziu suas viagens e endureceu ainda mais os controles de segurança para encontros presenciais, afirmou a fonte próxima à inteligência europeia. Ele e sua família também deixaram de frequentar residências na região de Moscou e em Valdai, no noroeste do país.
Na reportagem publicada pela CNN nesta segunda-feira, há ainda uma especulação sobre o motivo por trás da divulgação de tais informações citadas no relatório da inteligência europeia. A rede americana destaca que “é raro que as agências de inteligência ocidentais vazem relatos detalhados de deliberações confidenciais de atores hostis”, e supõe que o compartilhamento das informações pode refletir uma esperança ocidental na busca por derrotar a Rússia na guerra na Ucrânia: esperar por seu colapso interno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará aos Estados Unidos para se encontrar com o presidente americano Donald Trump. A reunião, que ocorrerá na Casa Branca, em Washington, está prevista para acontecer na quinta-feira e deve contemplar temas que geraram ruído na relação bilateral. Entre os pontos que devem ser debatidos estão tarifas sobre exportações brasileiras, a guerra travada pelos americanos contra o Irã, a atuação de facções criminosas na América Latina e a exploração de minerais críticos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (4) que o novo Desenrola Brasil pretende ajudar a população a “tirar a corda do pescoço” e recuperar acesso ao crédito.

Ele ponderou, durante a cerimônia de lançamento do programa em Brasília, que dívidas só podem trazer benefícios, quando ocorrem de forma responsável e compatível com a renda de cada pessoa.

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A iniciativa é voltada à população que ganha até cinco salários mínimos, hoje R$ 8.105. Será possível negociar débitos do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

“As pessoas não deveriam gastar mais do que podem pagar. Pode ser bom para a pessoa se endividar para comprar uma coisa para casa, ou para trocar de carro; comprar um terno novo ou um brinquedo para o filho. Mas é também importante que as pessoas façam suas dívidas sem perder de vista a sua condição de pagamento.”

Nome limpo na praça

Segundo o presidente, o governo pretende, com as medidas anunciadas, permitir às pessoas “tirar a corda do pescoço” e respirar com mais tranquilidade, ao voltar a ter o nome limpo na praça.

“Não é correto a pessoa estar com o nome sujo no Serasa por causa de uma dívida de R$ 100 ou R$ 200. Isso não tem lógica. Aí, o mercado transforma esse cidadão em um clandestino, porque ele não pode mais comprar nada a crédito, nem ter conta em banco.”

De acordo com o presidente, esse tipo de restrição acaba excluindo o cidadão do sistema financeiro formal, impedindo o acesso ao crédito e até a serviços bancários.

“Ou seja, ele vira um freguês da bandidagem, da agiotagem, pagando um juro ainda mais escorchante”, acrescentou ao explicar que um fundo garantidor ajudará as pessoas nas negociações das dívidas com instituições financeiras, mas que, para isso ocorrer, a população endividada não poderá fazer apostas online pelo prazo de um ano.

“A pessoa não pode continuar jogando em bets. Estamos proibindo que, durante um ano, as pessoas gastem seus recursos com jogos.

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) confirmou que vai apresentar nesta segunda-feira (4) o parecer sobre o Projeto de Lei nº 2.780 /2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A votação do projeto está pautada para esta terça-feira (5).

Relator do projeto na Câmara dos Deputados, o parlamentar assegurou que a proposição leva em conta sugestões apresentadas por entidades, órgãos e especialistas do setor de mineração, da indústria e do Poder Público.

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“O parecer que estou construindo não é um documento isolado. É resultado de escuta, diálogo e responsabilidade com o futuro do Brasil”, assegurou Jardim, nas redes sociais.

Em uma postagem, esta manhã, o deputado antecipou que vai manter a proposta de criação de um comitê ou conselho responsável por definir, por resolução, quais os minerais críticos e estratégicos do país. O grupo será vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral, órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.

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Além de priorizar projetos empresariais relacionados ao aproveitamento dos minerais críticos nacionais, acelerando licenciamentos, o projeto prevê incentivos fiscais e a concessão de linhas de crédito especiais – incluindo a aplicação do Regime Especial de Incentivos ao Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) – para fomentar a pesquisa, lavra e a transformação de minerais críticos e estratégicos de maneira sustentável.

Para Jardim, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos deve garantir que o país aproveite as vastas reservas para desenvolver uma cadeia industrial interna, de produtos com valor agregado.

“Não é apenas sobre extrair recursos. É sobre decidir qual papel o Brasil quer ocupar nessa nova economia: ser fornecedor de matéria-prima ou protagonista na geração de valor, tecnologia e desenvolvimento”, acrescentou o deputado.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, só cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido. Principalmente porque, conforme destacou Jardim, embora esteja “sentado sobre algumas das maiores reservas estratégicas do planeta”, o Brasil não possui uma política nacional que confira a estes minerais estratégicos a importância que merecem.

“Estamos falando de um setor estratégico, capaz de posicionar o país no centro da nova economia global. E o caminho é claro: agregar valor aqui dentro, gerar empregos qualificados e transformar nossos recursos em desenvolvimento real”, argumentou Jardim, que também relatou a proposta original na Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara.

Vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária na Câmara, Jardim foi designado relator do projeto final em setembro de 2025, depois que o plenário aprovou o regime de urgência para análise da proposta original, de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG).

Entenda

Conhecidos pelo potencial para impulsionar a transição energética, terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos vêm ganhando cada vez mais protagonismo global. Embora frequentemente tratados como sinônimos, os três conceitos cumprem papéis diferentes na geopolítica e na economia global.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), os minerais estratégicos são aqueles considerados essenciais para o desenvolvimento econômico dos países, importantes por serem imprescindíveis para produtos e processos de alta tecnologia, defesa e transição energética.

Os minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica, limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição.

Já os chamados elementos terras raras (ETR) são um grupo específico de 17 elementos químicos da tabela periódica: 15 lantanídeos (como lantânio, cério, neodímio e disprósio), escândio e ítrio. São essenciais para tecnologias de ponta, como turbinas eólicas, carros elétricos, baterias, eletrônicos e sistemas de defesa.

A definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos, descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. As terras raras, por sua vez, também podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, será recebido pelo papa Leão XIV nesta quinta-feira, no Vaticano, onde deve discutir a situação no Oriente Médio e temas relacionados à América Latina. O encontro ocorre em meio a tensões recentes entre o pontífice e o presidente americano, Donald Trump.
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Segundo o Departamento de Estado, Rubio estará em Roma entre quarta e sexta-feira. Em comunicado, a pasta informou que o secretário “se reunirá com líderes da Santa Sé para discutir a situação no Oriente Médio e os interesses mútuos no Hemisfério Ocidental (América Latina)”.
O Vaticano já havia confirmado a audiência privada com o papa para as 11h30 no horário local (6h30 em Brasília). De acordo com fontes ouvidas pela AFP, o encontro é visto como uma tentativa de “descongelar” as relações entre a Santa Sé e o governo dos Estados Unidos.
Durante a viagem, Rubio também deve se reunir com o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, e com autoridades italianas. Entre os encontros previstos estão o chanceler Antonio Tajani e, segundo fontes italianas, o ministro da Defesa Guido Crosetto. O chefe da diplomacia americana também solicitou uma reunião com a primeira-ministra Giorgia Meloni.
Papa Leão XIV durante visita à cidade de Malabo, na Guiné Equatorial, durante viagem de 11 dias por países na África
Alberto Pizzoli/ AFP
“As reuniões com seus homólogos italianos se concentrarão em interesses de segurança compartilhados e alinhamento estratégico”, acrescentou o Departamento de Estado.
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A visita ocorre após críticas públicas de Trump ao papa. O presidente americano reagiu a posicionamentos de Leão XIV — que tem defendido a paz em conflitos internacionais e criticado políticas migratórias — chamando-o de “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”.
O Vaticano, por sua vez, mantém historicamente um papel diplomático ativo, inclusive em países como Cuba — tema sensível para Rubio, que é cubano-americano e participou de iniciativas para aumentar a pressão dos Estados Unidos sobre o governo da ilha.
Antes mesmo da recente troca de críticas, pesquisas realizadas em março e abril já indicavam crescimento da desaprovação a Trump entre católicos americanos.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Conselho de Ética e Decoro Parlamentar durante reunião

Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados reúne-se nesta terça-feira (5) para analisar pareceres de representações contra parlamentares envolvidos na ocupação do Plenário Ulysses Guimarães, em agosto de 2025.

A reunião será às 12 horas, no plenário 11.

O colegiado deve analisar representações (Reps 24/25, 25/25 e 27/25) contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC).

Na semana passada, o relator, deputado Moses Rodrigues (União-CE), apresentou  parecer recomendando a suspensão, por dois meses, dos mandatos desses três deputados.

Eles são acusados pela Mesa Diretora de tentar impedir o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de assumir o controle do Plenário durante a ocupação do Plenário em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e pela votação da anistia aos atos do 8 de janeiro.

O colegiado também deve analisar o parecer do deputado Ricardo Maia (MDB-BA) sobre a Representação 26/25, contra Marcos Pollon. Maia recomendou a suspensão do mandato do parlamentar por 90 dias.

Na representação da Mesa Diretora, Marcos Pollon é acusado de fazer ofensas de caráter pessoal contra Hugo Motta, também durante a ocupação do Plenário.

“Ninguém se importa com os marinheiros. O cessar-fogo não é para nós. É para as pessoas comuns.” O desabafo de Istique Alam, um comandante que está a bordo de um petroleiro dos Emirados Árabes Unidos, próximo à costa de Omã, resume a situação de cerca de 20 mil trabalhadores do mar que continuam presos no Estreito de Ormuz desde o início da escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro. Apesar da trégua em vigor desde 8 de abril, eles seguem impedidos de deixar a região. Ao mesmo tempo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou uma operação, batizada de “Projeto Liberdade”, para guiar as embarcações presas para fora da região, mas sem explicar como.
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“Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos EUA, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis ​​restritas, para que possam continuar seus negócios livremente e com eficiência”, escreveu o presidente, no domingo, em sua plataforma Truth Social.
Segundo Trump, a medida tem caráter “humanitário” e busca ajudar embarcações bloqueadas que enfrentam escassez de alimentos e suprimentos essenciais. A operação prevê o uso de destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares, de acordo com o Comando Central dos EUA.
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O Irã reagiu com ameaças diretas. O general Ali Abdollahi afirmou que qualquer força estrangeira — “especialmente as forças militares americanas” — será alvo de ataques caso se aproxime ou entre no estreito. Autoridades iranianas também classificaram a iniciativa como uma violação do cessar-fogo.
Centenas de tripulações e embarcações estão retidas na região há mais de dois meses e seguem sem previsão de saída.
— Todo mundo quer voltar para casa. À noite, eu apago as luzes do meu navio porque não sabemos o que pode acontecer — relata Alam à CNN.
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Apesar da posição de comando, ele admite que sente medo.
— Sou um ser humano. Não sou um guerreiro. Sou um marinheiro — afirma.
Segundo estimativas da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), agência da ONU, cerca de 2 mil navios estão parados na região, impedidos de cruzar o estreito após o fechamento imposto pelo Irã em meio ao conflito. A via marítima é estratégica para o transporte global de petróleo, e a paralisação tem impactos tanto econômicos quanto humanitários.
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O capitão afirma ter presenciado ataques de perto.
— Vi um caça atacar um drone — diz. — Muitas pessoas estão assustadas, porque não confiamos nesses líderes.
Como apelo, ele pede a reabertura da rota.
— Se querem lutar, lutem entre vocês, mas, por favor, abram o Estreito de Ormuz. Assim, a vida normal pode recomeçar — ressalta.
Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e EUA
Relatos semelhantes se repetem entre os tripulantes. Em entrevista à rede britânica BBC, o capitão de petroleiro Ramoon Kapoor descreveu ter testemunhado “diversos ataques, vários mísseis e explosões”, classificando a situação como “bastante tensa”. Segundo ele, a tripulação enfrenta níveis elevados de estresse e ansiedade.
Embora o cessar-fogo tenha interrompido os ataques, a incerteza persiste.
— Todos estão contando os dias [para voltar para casa] — conta Kapoor, acrescentando que muitos já começaram a arrumar seus pertences para uma possível liberação repentina.
Outro marinheiro, que conseguiu deixar a região, descreveu “caos total” e “pânico” a bordo após o início da guerra. Em depoimento à IMO, ele relatou “mísseis sendo interceptados e fogos no céu” e afirmou que a maioria da tripulação não conseguia dormir.
A situação levou países membros da ONU a condenarem formalmente a interrupção do transporte marítimo global pelo Irã, durante uma reunião em Londres. Uma resolução aprovada pela IMO afirmou que as ações do país representam risco grave à vida humana e ao meio ambiente marinho.
Apesar disso, o secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, criticou o foco excessivo em debates diplomáticos, em detrimento de soluções concretas.
— Não vejo como essas discussões, procedimentos e votações ajudam os 20 mil marinheiros que estão há semanas retidos — afirma.
Enquanto impasses políticos persistem, trabalhadores do mar seguem à deriva, aguardando não apenas o fim do conflito, mas a possibilidade de, finalmente, voltar para casa.

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