Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O Parlamento do Japão aprovounesta quarta-feira uma proposta com mudanças na Lei da Casa Imperial, que dispõe, dentre outros temas, sobre a sucessão ao Trono do Crisântemo, a mais antiga monarquia contínua do mundo. O texto traz brechas para a ampliação do número de homens aptos a assumir o trono nas próximas décadas, mas evita avançar sobre um tema espinhoso: a inclusão das mulheres na linha sucessória.
Visita em 2025: Passageiros registram princesa do Japão em voo doméstico no Brasil
Tentando atrair público mais jovem: Família imperial do Japão entra oficialmente para o Instagram
A Casa Imperial tem apenas 16 membros, entre eles o imperador Naruhito, de 66 anos, e as regras em vigor permitem que apenas homens da linha paterna possam ocupar o trono. Com isso, a sucessão conta com três nomes: os príncipes Akishino (irmão do imperador), Hisahito (filho de Akishino e o único da “nova geração”, com 19 anos) e Hitachi, de 90 anos, irmão mais novo do imperador Akihito, que abdicou em 2019. O projeto aprovado pelo Parlamento não altera essa disposição.
— Embora existam diversas opiniões sobre o assunto, conseguimos elaborar a melhor versão — disse o presidente da Câmara Baixa, Eisuke Mori, após a reunião do painel na quarta-feira, acrescentando que o plano deve ser adotado em definitivo até o mês que vem.
A proposta sugere que homens de antigos ramos da família imperial, desde que sejam da linha paterna, poderiam recuperar seu status real. Eles não terão direito de serem considerados à sucessão, mas os legisladores não bateram o martelo sobre os filhos deles, em uma questão que ainda passará por novas análises. Na prática, seria a reversão parcial da retirada do status de 51 homens de 11 ramos da família imperial, adotada em 1947, após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial.
— O governo levará isso a sério e começará a elaborar o projeto de lei o mais breve possível. Apresentaremos ao presidente e ao vice-presidente [do Parlamento] uma minuta o quanto antes — afirmou a premier Sanae Takaichi, citada pelo jornal Asahi Shimbun.
A primeira-dama Janja, o presidente Lula, o imperador Naruhito e a imperatriz Masako
Ricardo Stuckert / PR
Em um ponto polêmico, os parlamentares propuseram que as mulheres mantenham seus direitos imperiais caso se casem com “plebeus”, revertendo a legislação atual, apesar das críticas de setores conservadores. A medida afetaria as princesas Aiko, filha de Naruhito, e Kako, filha de Akishino, além de mulheres de outros ramos imperiais, mas deixou em aberto o status dos futuros filhos delas. A regra não é retroativa, e não se aplicaria à princesa Mako, que em 2021 se casou com seu antigo colega de faculdade Kei Komuro e perdeu seus direitos junto ao Trono do Crisântemo.
“Considerando que as princesas atuais viveram suas vidas sob o sistema atual, certas considerações devem ser feitas na fase de transição, incluindo o respeito aos seus desejos sobre se querem ou não permanecer na família imperial”, disse a comissão parlamentar que discutiu a reforma, em um comunicado divulgado na segunda-feira.
Fotos: Princesa japonesa Mako abre mão de título real e se casa com plebeu
A discussão sobre mudanças na Lei da Casa Imperial se arrasta há alguns anos, e envolveu uma opinião pública cada vez mais aberta à ideia de ter uma mulher no trono: a popular princesa Aiko, de 24 anos. Ela é formada em Literatura Japonesa na Universidade Gakushin, em Tóquio, e no ano passado foi ao Laos, em sua primeira viagem internacional representando o pai. Em maio, uma pesquisa do Asahi Shimbun mostrou que 72% dos entrevistados eram favoráveis a Aiko na linha sucessória.
— Se o Japão não mudar o sistema agora, precisará para sempre de um descendente do sexo masculino da linhagem paterna — disse Hideya Kawanishi, professor da Universidade de Nagoya, ao portal Japan Times. — Considerando a pressão que a então princesa herdeira Masako (mãe de Aiko) sofreu [para dar à luz um herdeiro homem], as gerações futuras passarão por algo semelhante, a menos que mudemos o sistema para permitir que herdeiros de ambos os sexos sucedam ao trono.
Mais de 20 mil assinaturas: Trump vira alvo de petição no Japão após publicar vídeo em que aparece como ‘Naruto’
No projeto enviado à premier Takaichi, os parlamentares fecharam a porta para a ampliação da linha sucessória às mulheres neste momento. Em março, durante uma sessão no Parlamento, ela disse que “é um fato histórico que houve imperatrizes no passado, e seria desrespeitoso negar esse passado”, mas acredita que uma mudança na regra patriarcal “tornaria a sucessão imperial instável”. Na milenar História japonesa, oito mulheres já ocuparam o trono.
— Há uma sobreposição de bases de apoio entre aqueles que se opõem a imperatrizes governantes e aqueles que se opõem a sobrenomes separados para casais — afirmou Kawanishi ao Japan Times, apontando para a mentalidade sexista local, especialmente entre os conservadores. — Se uma imperatriz fosse permitida, [os conservadores] sabem que isso acabaria levando à permissão de uma linha de sucessão feminina.
No ano passado, ao ser perguntada sobre o tema, a princesa Aiko desconversou.
— Nestas circunstâncias, espero cumprir sinceramente todos os meus deveres oficiais e ajudar o imperador e a imperatriz, bem como os demais membros da família imperial.
Os termômetros passavam dos 30 graus Celsius em Liège, no fim de maio, quando um grupo restrito de jornalistas atravessou os portões da unidade da Thales Belgium em Herstal, na região francófona da Valônia. Pela primeira vez em anos, a empresa abriu à imprensa suas instalações após uma expansão que transformou a fábrica em um dos símbolos mais visíveis do maior ciclo de rearmamento europeu desde a Guerra Fria. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em 10 de junho de 1926, Antoni Gaudí, o visionário arquiteto que projetou a espetacular e ainda inacabada Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, morreu após ser atropelado por um bonde. Um século depois, um dos arquitetos que tentam concluir sua construção teme ser atropelado pelos entregadores de bicicleta que circulam pela cidade. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Entre as reviravoltas no discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a guerra contra o Irã — que em menos de 24 horas passou de uma sinalização à iminência de um acordo de paz para uma ordem de ataque aéreo e ameaças de retomada de um conflito de alta intensidade —, uma série de declarações contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelou que as insatisfações do republicano sobre os desdobramentos no Oriente Médio também alcançam o aliado na empreitada bélica, em uma relação sob pressão que dá sinais de desgaste. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (10), no Palácio do Planalto, em Brasília, um pacote de iniciativas para a preservação e proteção dos biomas brasileiros e enfrentamento dos impactos causados pelas mudanças climáticas. A cerimônia marca a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.

Entre as medidas, o presidente da República assinou decreto criando novas unidades de conservação e ampliando antigas áreas protegidas; sancionou a Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga; e o decreto que simplifica e agiliza os repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para estados e municípios, tendo em perspectiva a prevenção e combate a incêndios florestais.


Brasília (DF), 10/06/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anuncio do conjunto de ações para fortalecer a preservação e proteção dos biomas e o enfrentamento das mudanças climáticas e seus impactos, em alusão do Dia Mundial do Meio Ambiente (celebrado em 5 de junho), no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Notícias relacionadas:

“Pela primeira vez, a gente está saindo na frente, na luta para combater as possíveis queimadas que virão, porque a perspectiva é de que o El Niño vai ser muito violento, e de que a gente pode ter mais desastres climáticos. Pela primeira vez, nós estamos preparados antecipadamente para enfrentar essa situação”, frisou Lula.

Para o presidente, o evento no Palácio do Planalto mostra que “o Brasil passa a ser um país com mais credibilidade no mundo para cuidar da questão ambiental.”

O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, produzido pelo MapBiomas, registrou que, em 2025, o país conseguiu ficar abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados (984,7 mil hectares), fato também inédito.

Novas unidades de conservação poderão ajudar a conter o desmatamento. Lula assinou decretos para a criação de como o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará.

Além das novas unidades, foram ampliados os parques Nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí. As medidas ampliam a proteção de ecossistemas estratégicos e fortalecem o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Queda no desmatamento

De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a queda no desmatamento ocorreu em diferentes biomas. Segundo ele, “na Amazônia, a diminuição foi de 50% e segue caindo. No Cerrado, foi de 32%; e no Pantanal, 63%.”

O ministro avalia que, desde 2023, “o Brasil retomou a governança ambiental e colocou a questão climática e ambiental no centro das políticas públicas nacionais.”

“Saímos de um período de desestruturação institucional para reconstruir as capacidades do Estado, fortalecer os órgãos ambientais, recuperar instrumentos de planejamento e restabelecer a coordenação entre o Governo Federal, os estados, os municípios e a sociedade. Mas fizemos mais do que reconstruir a estrutura do Estado. Consolidamos a compreensão de que a política ambiental não pode ser tratada como tema do lado”, disse Capobianco.

Mais investimentos

Durante o evento, foram anunciados investimentos de R$ 2 bilhões para ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Também foram assinados atos que destinam o financiamento de R$ 834 milhões do Fundo Clima para empresas e organizações da sociedade civil que propuseram projetos de restauração da vegetação nativa. Os recursos reembolsáveis são administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, o financiamento é um marco.

“Além de enfrentar o desmatamento, nós estamos reconstruindo as nossas florestas. E isso é uma coisa que ninguém está fazendo no mundo como nós estamos fazendo. Esses R$ 834 milhões vão gerar R$ 3 bilhões, porque tem dinheiro das empresas que está entrando também para restaurar, para reconstruir nossas florestas”, assinalou a diretora.

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído em 1972 pela Organização das Nações Unidas durante a Conferência de Estocolmo (Suécia), considerado o primeiro grande evento da ONU sobre o meio ambiente.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (10) o projeto de Lei (PL) 5122/23, que autoriza o uso do Fundo Social (FS) do Pré-Sal para financiar o pagamento de dívidas de produtores rurais ocasionadas por eventos climáticos adversos ou impactos econômicos negativos em razão dos conflitos geopolíticos internacionais, o chamado “Refis do Agro”.

O texto também trata do alongamento de dívidas originárias de crédito rural.

Notícias relacionadas:

O governo se manifestou contrário ao parecer do relator, argumentando que a medida pode ter um forte impacto fiscal de até R$ 140 bilhões

Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação na Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os senadores aprovaram o parecer do senador Renan Calheiros (MDB-AL), aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que prevê, entre outros pontos que o financiamento das dívidas terá prazo de até 10 anos, com três anos de carência, juros reduzidos e limites de até R$ 10 milhões por beneficiário e R$ 50 milhões por cooperativa, associação ou condomínio

Criado em 2010 para financiar políticas de caráter permanente com recursos do pré-sal, que é uma riqueza finita, o fundo vem sofrendo alterações ao longo dos anos, com a inclusão de novas atribuições.

Atualmente, 50% do Fundo do Pré-sal devem ir para a educação. A outra metade é dividida entre áreas como habitação social, saúde, ciência e tecnologia, cultura e esporte. 

Em 2025, uma medida provisória (MP) do governo federal, transformada em lei posteriormente pelo Parlamento, incluiu o financiamento de políticas de habitação social e de mitigação das mudanças climáticas, servindo também como fonte de recursos para a reconstrução do Rio Grande do Sul (RS) após as enchentes de maio de 2024

O texto aprovado no Senado beneficia produtores e cooperativas que comprovem perdas significativas em pelo menos duas safras, entre 2019 e 2025, decorrentes de eventos climáticos ou da queda dos preços agrícolas, em razão de conflitos geopolíticos, a exemplo do conflito no Oriente Médio.

O projeto autoriza a utilização como fonte de recursos para a disponibilização de linha especial de financiamento as receitas correntes de 2026 e de 2027 do FS; bem como do superávit financeiro do fundo apurado em 31 de dezembro dos anos de 2025 e de 2026; de fontes do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR); do superávit financeiro de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda, apurado em 31 de dezembro dos anos de 2025 e de 2026 e ainda de outras fontes definidas pelo Poder Executivo.

O projeto ainda prevê o uso de receitas de outros fundos, como os de Financiamento do Nordeste (FNE), do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO) e do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). O limite global da operação será definido pelo Executivo.

Pela proposta, a linha especial de financiamento terá o limite de R$ 10 milhões por beneficiário de programas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Para associação, cooperativa de produção, o limite será de R$ R$ 50 milhões. 

O prazo de pagamento será de 13 anos, incluídos ao menos dois anos de carência, de acordo com a capacidade de pagamento. A taxa efetiva de juros será de 3,5% ao ano para beneficiários do Pronaf e demais pequenos produtores.

Para os beneficiários do Pronamp e demais médios produtores, a taxa será de 5,5% ao ano. Para os demais produtores, a taxa aplicada será de 7,5% ao ano.

Poderão ser renegociadas operações de crédito rural, empréstimos utilizados para liquidar dívidas rurais e Cédulas de Produto Rural (CPRs), com operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, incluindo contratos firmados até 31 de dezembro de 2025. Além de dívidas com cerealistas, cooperativas e fornecedores e insumos.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) disse que colocaria a matéria em votação por ter feito um acordo com os senadores.

“Eu respeito integralmente a posição do governo, que têm apelado reiteradas vezes para que o Senado tenha cautela na deliberação das matérias relevantes e que podem impactar o orçamento do Brasil, mas eu fiz um acordo com os senadores e senadoras, com os deputados em várias ocasiões. Publicamente, eu vou informar que não há acordo com o governo em relação ao texto apresentado, mas eu vou deliberar hoje o relatório aprovado pela CAE” disse.

Os Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques aéreos contra o Irã na noite desta quarta-feira, informou o Exército americano. É o segundo dia consecutivo de ataques contra a República Islâmica, após a derrubada de um helicóptero dos Estados Unidos na segunda-feira por um drone iraniano. O Comando Central dos EUA (Centcom) justificou os ataques como uma resposta à “agressão injustificada e contínua do Irã”. O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos vão retomar os ataques contra o Irã, após acusar Teerã de brincar com Washington, enquanto o secretário-geral da ONU alertou para o risco de retorno a uma “guerra total” no Oriente Médio.
Entenda o caso: EUA atacam Irã em resposta à derrubada de helicóptero Apache no Estreito de Ormuz
Conheça o Corsair: Drone marítimo resgata americanos após queda de helicóptero em Ormuz
“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques adicionais de autodefesa hoje, às 17h15 no horário do leste dos EUA (18h15 em Brasília), contra múltiplos alvos no Irã, sob ordens do Comandante-em-Chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã”.
A mídia iraniana relatou explosões na manhã de quinta-feira (horário local) perto do Estreito de Ormuz. Explosões foram ouvidas na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do país, na ilha de Qeshm e nas cidades de Minab e Sirik, segundo relatos. A agência de notícias Tasnim, afiliada à Guarda Revolucionária, informou que os Estados Unidos atacaram uma planta petroquímica no campo de gás de South Pars, localizado em Asalouyeh. Mais cedo, a televisão estatal iraniana havia relatado a ativação das defesas aéreas ao redor da planta de energia em Asalouyeh. Atacar infraestrutura energética crítica representaria uma escalada significativa nos recentes ataques mútuos.
— Vamos atacá-los… atacá-los com muita força — disse Trump na Casa Branca, acrescentando que isso vai acontecer a partir de hoje. — Estávamos realmente perto de um acordo, mas eles continuam protelando, continuam nos fazendo de bobos.
Trump havia dito ontem que um acordo para encerrar os mais de três meses de guerra seria anunciado em até três dias, mas, na madrugada de hoje, houve fogo cruzado. O presidente americano indicou ao canal Fox News que pensa cada vez mais em lançar ataques contra centrais elétricas e pontes iranianas.
“A infraestrutura crítica é vital. As ameaças de atacá-la não são uma demonstração de força, e sim um sinal de desespero”, publicou no X o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quarta-feira que os EUA comprometeram os esforços diplomáticos para um cessar-fogo definitivo no Oriente Médio com os ataques lançados na noite de terça contra Teerã, em resposta ao abate de um helicóptero militar americano Apache pelas forças iranianas. A condenação diplomática ocorre em meio a uma campanha de retaliação que os militares da nação persa dizem ter alcançado instalações americanas em Bahrein, Jordânia e Kuwait — enquanto, internamente, autoridades tentam conter os danos provocados pela ofensiva americana.
— Infelizmente, os EUA estão prejudicando o processo diplomático com as mensagens contraditórias que estão enviando, com suas reiteradas mudanças de posição e de demandas e, o pior de tudo, com suas repetidas violações do cessar-fogo — afirmou em vídeo o principal porta-voz da chancelaria do Irã, Esmaeil Baghaei. — Qualquer processo diplomático é prejudicado pelo uso da força e pelo recurso a ações ilegais no terreno.
A condenação no campo diplomático ocorre em meio a uma campanha retaliatória que voltou a afetar toda a região do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã disse ter “atingido e destruído quatro grandes alvos” na Jordânia, segundo um comunicado transmitido pela na rede estatal IRNA. Um vídeo obtido pela rede americana CNN mostrou o que parece ser uma explosão nos arredores de uma base americana em Manama, capital do Bahrein.
Ao todo, o Corpo da Guarda Revolucionária disse ter lançado 21 ataques contra bases dos EUA na região, além de ter abatido um drone MQ-9 sobre a região iraniana de Jam. Uma fonte americana ouvida pelo New York Times afirmou que o relato iraniano é falso.
Initial plugin text
O Exército jordaniano informou que derrubou cinco mísseis iranianos, sem relatar vítimas ou danos materiais, enquanto as Forças Armadas do Kuwait afirmaram que suas defesas aéreas repeliram “alvos aéreos hostis”, sem mencionar inicialmente a origem do ataque. Militares do Bahrein afirmaram ter interceptado projéteis iranianos nesta quarta e acusaram Teerã de violar o direito internacional humanitário com os ataques.
A diplomacia iraniana afirmou nesta quarta-feira que países vizinhos do Golfo têm a “responsabilidade legal e moral” de impedir os ataques americanos e israelenses a partir de seus territórios. O regime dos aiatolás já afirmaram que qualquer meio militar americano na região será visto como alvo lícito.
(Com AFP e NYT)

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Foram registrados 44 votos favoráveis e 18 contrários à matéria.

No entanto, a medida ainda passará por um longo processo, até que possa de fato se tornar lei. O projeto não segue de forma imediata para votação em plenário da Casa. 

Notícias relacionadas:

O próximo passo é a criação de uma Comissão Especial temporária por ato da Mesa Diretora da Câmara, que analisará o mérito da proposta. Nessa comissão, os parlamentares poderão realizar audiências públicas, sugerir modificações adicionais ao texto e votar o relatório final.

Caso seja aprovado pela Comissão Especial, o texto será encaminhado para deliberação no Plenário da Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a aprovação exige o apoio mínimo de três quintos dos deputados (308 dos 513 parlamentares), em dois turnos de votação. Se aprovada nessas etapas, a matéria segue para o Senado Federal, onde passará por rito semelhante.

Histórico

Apresentada originalmente em maio de 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e outros parlamentares, a PEC 32/2015 visava estabelecer a “plena maioridade civil e penal aos 16 anos de idade”. Desde a sua apresentação, a proposta permaneceu sob análise na CCJ para a verificação de sua constitucionalidade.

A PEC teve, pelo menos, três relatores diferentes nestes 11 anos e chegou a ser arquivada pela mesa diretora em 2019. O debate do texto foi intensificado nos últimos meses. No final de maio, o relator atual da proposta na comissão, deputado Coronel Assis (PL-MT), concluiu a leitura de seu parecer favorável à admissibilidade jurídica da matéria. A votação final na CCJ ocorreu após a rejeição de requerimentos de adiamento apresentados por parlamentares da oposição.

Mudanças no texto

Embora o projeto original propusesse uma maioridade plena (civil e penal), o relator apresentou um substitutivo que preserva as regras cíveis atuais.

Com isso, os direitos políticos e a maioridade civil dos jovens não são afetados. O alistamento eleitoral e o exercício do voto continuam facultativos aos 16 anos e obrigatórios somente a partir dos 18 anos de idade.

Durante a tramitação na CCJ, deputados favoráveis ao projeto argumentaram que a medida atende a demandas sociais por segurança pública e responsabilização penal. Por outro lado, parlamentares contrários sustentaram que a redução da maioridade penal viola direitos fundamentais previstos na Constituição e defenderam o foco em políticas públicas educacionais.

 

Quatro pessoas morreram e outras 38 foram hospitalizadas após consumirem uma tequila supostamente adulterada em uma festa de 15 anos realizada no estado de Guanajuato, no México. Entre os mortos estão o pai e o tio da aniversariante. O caso ocorreu no último sábado a comunidade de Puerto de Valle, no município de Salamanca, e é investigado pelas autoridades locais.
Suspeita de feminicídio: Americana desaparecida desde fevereiro é encontrada morta no México; sete filhos são localizados em segurança
Causas desconhecidas: Incêndio destrói pequeno zoológico e mata todos os animais na Inglaterra
Logo após a festa, os convidados começaram a apresentar sintomas graves, incluindo vômitos, dores de cabeça e visão turva, enquanto outros chegaram a ficar inconscientes. Inicialmente, familiares acreditaram que se tratava apenas dos efeitos do consumo excessivo de álcool, mas a gravidade do quadro levou diversas pessoas a procurarem atendimento médico.
De acordo com os veículos locais Periódico Correo e AM, as vítimas fatais foram identificadas como Sanjuana González, de 36 anos, José Guadalupe Ramblás, de 33, José Antonio Cárdenas, de 39 — pai da aniversariante —, e Martín Robles, de 28 anos, tio da jovem.
Ramblás, que jogava futebol, foi homenageado pela Liga De Fútbol Valtierrilla em uma publicação no Facebook.
— Mais sinceras condolências à família Ramblas pelo falecimento de José Guadalupe Ramblas López. Que familiares e amigos encontrem em breve resignação e conforto diante dessa perda — diz a publicação.
Liga De Fútbol Valtierrilla homenageou jogador Jose Guadalupe Ramblas López, morto após consumir tequila supostamente adulterada no México
Reprodução | Facebook
Dos 38 intoxicados, 28 foram atendidos em um hospital de Salamanca, enquanto os demais foram encaminhados para outras unidades de saúde da região. Até o início desta semana, seis pessoas continuavam internadas. Entre os pacientes estavam dois adolescentes de 15 e 16 anos, segundo o jornal Reforma.
Familiares das vítimas cobram esclarecimentos sobre a origem da bebida e responsabilização dos envolvidos. O Ministério Público do estado de Guanajuato abriu uma investigação para determinar se a tequila consumida na festa era falsificada ou contaminada e identificar quem forneceu o produto. Até o momento, as autoridades não divulgaram conclusões sobre a causa exata das mortes.
O chefe da Nasa, Jared Isaacman, defendeu nesta quarta-feira a composição da tripulação da terceira missão do programa Artemis, que busca levar seres humanos de volta à Lua, formada exclusivamente por homens. O anúncio de uma tripulação 100% masculina gerou questionamentos e críticas sobre uma possível interferência política, já que, desde seu retorno à Casa Branca, o presidente Donald Trump ordenou que as agências federais eliminassem iniciativas relacionadas à diversidade e inclusão.
Após Artemis II: Quando vai haver um pouso na Lua novamente?
Artemis II: ‘Esse planeta é impossivelmente bonito de todas as altitudes em que o vi’, celebra astronauta após retornar à Terra
Isaacman, porém, ressaltou nas redes sociais que a seleção da tripulação “não está ligada a decisões políticas”. “O Escritório de Astronautas designa a tripulação que oferece à missão a melhor possibilidade de cumprir seus objetivos”, afirmou, acrescentando que fatores como perfil, experiência e disponibilidade dos astronautas são levados em consideração.
A terceira fase do programa Artemis III consistirá em testar a espaçonave Orion e realizar manobras de encontro e acoplamento com módulos de pouso lunar. Ela não incluirá uma viagem à Lua.
A tripulação anunciada na terça-feira inclui os astronautas americanos Randy Bresnik, Andre Douglas e Frank Rubio, além do italiano Luca Parmitano, o primeiro europeu a participar de uma missão Artemis.
Promessa de diversidade
A Nasa prometeu levar à Lua uma mulher e uma pessoa negra. No ano passado, porém, a Nasa retirou de algumas de suas páginas na internet referências a esse compromisso e, de forma mais ampla, à diversidade. Isso não significa necessariamente que a promessa tenha sido abandonada, mas ela deixou de ser explicitamente mencionada.
Isaacman afirmou que aqueles que levantam essa preocupação talvez não conheçam bem a forma como as tripulações são organizadas e lembrou que já há astronautas em treinamento específico para a Lua que se encaixariam melhor em futuras missões de alunissagem.
Galerias Relacionadas
Musk, Bezos e Isaacman: Entenda o papel dos bilionários no programa lunar dos EUA
‘Testemunha passiva’
Em fevereiro, a Nasa anunciou que, em vez de ir à Lua, como previsto originalmente para a Artemis III, a missão serviria como um voo de teste para demonstrar a capacidade de encontro e acoplamento com pelo menos um módulo de pouso lunar em órbita baixa da Terra. Essa mudança prepara o terreno para duas tentativas de pouso na Lua pela Nasa em 2028, durante as missões Artemis IV e V.
Apesar do otimismo, especialistas expressam ceticismo quanto à viabilidade de fazê-lo até 2028.
— Acho que eu e a maioria das pessoas diríamos que não é uma data realista — disse ao New York Times Casey Dreier, chefe de política espacial da Sociedade Planetária.
Missão Artemis II retorna à Terra
NASA / AFP
Segundo Dreier, o envolvimento de empresas privadas, como a Blue Origin e a SpaceX, permite que o plano de voltar à Lua seja realizado a um custo muito menor do que durante a era Apollo — mas também significa que as aspirações lunares da agência estão em grande parte à mercê dos caprichos de dois bilionários, Elon Musk e Jeff Bezos.
— É muita potência e muita esperança depositadas em apenas duas pessoas para fornecer uma capacidade que é realmente essencial para um objetivo nacional — disse ele. — A Nasa é uma testemunha passiva do seu próprio destino.
Nem a SpaceX nem a Blue Origin concluíram o desenvolvimento de um módulo de pouso lunar. Os foguetes que deveriam levar esses módulos à Lua também não estão prontos: a Starship da SpaceX sofreu repetidas falhas durante voos de teste, e o New Glenn da Blue Origin explodiu e danificou a única plataforma de lançamento da empresa em maio. Essas circunstâncias podem muito bem atrasar a meta da Nasa de pousar na Lua em 2028. Fatores externos, como mau tempo ou paralisações governamentais, também podem afetar esse cronograma.
“É irrealista”, escreveu Phil McAlister, ex-diretor da divisão espacial comercial da Nasa, em um e-mail. “Ao mesmo tempo, não vou dizer que é impossível.”
Pousar na Lua sempre foi difícil, mesmo para missões não tripuladas. Em 2023, a Rússia tentou seu primeiro pouso lunar desde a década de 1970, mas a espaçonave colidiu com a superfície. Uma espaçonave japonesa, transportando dois veículos exploradores, pousou de cabeça para baixo na Lua em 2024. A Intuitive Machines, uma empresa privada com sede em Houston, pousou um veículo que tombou de lado no ano passado.
A China, por outro lado, tem tido um sucesso notável com os pousos na Lua. Ela enviou veículos exploradores à superfície lunar em 2013 e 2019, e coletou amostras de poeira lunar do lado visível em 2020 e do lado oculto em 2024. O país planeja levar humanos à Lua até 2030.
Com AFP e New York Times.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress