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Os Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques aéreos contra o Irã na noite desta quarta-feira, informou o Exército americano. É o segundo dia consecutivo de ataques contra a República Islâmica, após a derrubada de um helicóptero dos Estados Unidos na segunda-feira por um drone iraniano. O Comando Central dos EUA (Centcom) justificou os ataques como uma resposta à “agressão injustificada e contínua do Irã”. O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos vão retomar os ataques contra o Irã, após acusar Teerã de brincar com Washington, enquanto o secretário-geral da ONU alertou para o risco de retorno a uma “guerra total” no Oriente Médio.
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“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques adicionais de autodefesa hoje, às 17h15 no horário do leste dos EUA (18h15 em Brasília), contra múltiplos alvos no Irã, sob ordens do Comandante-em-Chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã”.
A mídia iraniana relatou explosões na manhã de quinta-feira (horário local) perto do Estreito de Ormuz. Explosões foram ouvidas na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do país, na ilha de Qeshm e nas cidades de Minab e Sirik, segundo relatos. A agência de notícias Tasnim, afiliada à Guarda Revolucionária, informou que os Estados Unidos atacaram uma planta petroquímica no campo de gás de South Pars, localizado em Asalouyeh. Mais cedo, a televisão estatal iraniana havia relatado a ativação das defesas aéreas ao redor da planta de energia em Asalouyeh. Atacar infraestrutura energética crítica representaria uma escalada significativa nos recentes ataques mútuos.
— Vamos atacá-los… atacá-los com muita força — disse Trump na Casa Branca, acrescentando que isso vai acontecer a partir de hoje. — Estávamos realmente perto de um acordo, mas eles continuam protelando, continuam nos fazendo de bobos.
Trump havia dito ontem que um acordo para encerrar os mais de três meses de guerra seria anunciado em até três dias, mas, na madrugada de hoje, houve fogo cruzado. O presidente americano indicou ao canal Fox News que pensa cada vez mais em lançar ataques contra centrais elétricas e pontes iranianas.
“A infraestrutura crítica é vital. As ameaças de atacá-la não são uma demonstração de força, e sim um sinal de desespero”, publicou no X o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quarta-feira que os EUA comprometeram os esforços diplomáticos para um cessar-fogo definitivo no Oriente Médio com os ataques lançados na noite de terça contra Teerã, em resposta ao abate de um helicóptero militar americano Apache pelas forças iranianas. A condenação diplomática ocorre em meio a uma campanha de retaliação que os militares da nação persa dizem ter alcançado instalações americanas em Bahrein, Jordânia e Kuwait — enquanto, internamente, autoridades tentam conter os danos provocados pela ofensiva americana.
— Infelizmente, os EUA estão prejudicando o processo diplomático com as mensagens contraditórias que estão enviando, com suas reiteradas mudanças de posição e de demandas e, o pior de tudo, com suas repetidas violações do cessar-fogo — afirmou em vídeo o principal porta-voz da chancelaria do Irã, Esmaeil Baghaei. — Qualquer processo diplomático é prejudicado pelo uso da força e pelo recurso a ações ilegais no terreno.
A condenação no campo diplomático ocorre em meio a uma campanha retaliatória que voltou a afetar toda a região do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã disse ter “atingido e destruído quatro grandes alvos” na Jordânia, segundo um comunicado transmitido pela na rede estatal IRNA. Um vídeo obtido pela rede americana CNN mostrou o que parece ser uma explosão nos arredores de uma base americana em Manama, capital do Bahrein.
Ao todo, o Corpo da Guarda Revolucionária disse ter lançado 21 ataques contra bases dos EUA na região, além de ter abatido um drone MQ-9 sobre a região iraniana de Jam. Uma fonte americana ouvida pelo New York Times afirmou que o relato iraniano é falso.
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O Exército jordaniano informou que derrubou cinco mísseis iranianos, sem relatar vítimas ou danos materiais, enquanto as Forças Armadas do Kuwait afirmaram que suas defesas aéreas repeliram “alvos aéreos hostis”, sem mencionar inicialmente a origem do ataque. Militares do Bahrein afirmaram ter interceptado projéteis iranianos nesta quarta e acusaram Teerã de violar o direito internacional humanitário com os ataques.
A diplomacia iraniana afirmou nesta quarta-feira que países vizinhos do Golfo têm a “responsabilidade legal e moral” de impedir os ataques americanos e israelenses a partir de seus territórios. O regime dos aiatolás já afirmaram que qualquer meio militar americano na região será visto como alvo lícito.
(Com AFP e NYT)

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Em atualização.
O governador do estado da Califórnia, Gavin Newsom, um dos principais nomes do Partido Democrata e apontado como possível candidato à presidência dos Estados Unidos em 2028, afirmou nesta segunda-feira que agentes federais estão investigando ele e sua esposa, Jennifer Siebel Newsom. O democrata acusa o presidente americano, Donald Trump, de usar o Departamento de Justiça para perseguir um adversário político.
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O alcance completo das investigações ainda não está claro. No entanto, assessores de Newsom afirmam que parte da apuração federal parece estar focada em sua esposa. Ex-funcionários do governador e pessoas ligadas às organizações sem fins lucrativos comandadas por Jennifer foram interrogados por agentes federais, segundo o gabinete de Newsom.
Uma pessoa familiarizada com o caso, sob condição de anonimato, confirmou que existem várias investigações federais em andamento relacionadas ao governador, incluindo uma que examina as finanças de sua esposa. A fonte, porém, contestou a alegação de Newsom de que as apurações seriam motivadas politicamente e afirmou que elas foram iniciadas por autoridades federais na Califórnia, e não por integrantes do governo em Washington.
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Democrata, Newsom classificou a investigação como uma “expedição de pesca”, expressão usada nos EUA para descrever investigações amplas em busca de possíveis irregularidades. Segundo ele, agentes federais estariam examinando “anos e anos de documentos aleatórios” e visitando amigos da família e associados do casal na tentativa de encontrar provas de um crime não especificado.
— Donald Trump não está apenas atrás de mim por causa dos meus tweets agressivos — disse Newsom em um vídeo divulgado nas redes sociais. — Ele está atrás de mim porque estou considerando concorrer à Presidência. Para me atingir, está perseguindo minha esposa.
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De acordo com o gabinete do governador, diversas pessoas ligadas ao casal foram procuradas por agentes federais na última semana. Assessores de Newsom também acreditam que registros bancários tenham sido intimados, embora afirmem não ter visto documentação formal que comprove isso.
Um porta-voz do FBI e uma representante do Departamento de Justiça se recusaram a comentar o caso. Um funcionário da Casa Branca encaminhou todos os questionamentos ao Departamento de Justiça.
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Jennifer Siebel Newsom, que se apresenta como “primeira-dama da Califórnia”, é documentarista e concentra seu trabalho nos impactos sociais do sexismo. Ela fundou a organização sem fins lucrativos Representation Project, dedicada à promoção da igualdade de gênero por meio, entre outras iniciativas, de materiais educacionais baseados em seus documentários.
Jennifer também é proprietária da produtora Girls Club Entertainment, listada como prestadora de serviços da Representation Project nas declarações fiscais da organização. Os registros mostram que a entidade realiza pagamentos anuais à empresa. Em 2024, a organização desembolsou US$ 161.250 (aproximadamente R$ 816 mil) por serviços de produção audiovisual.
Ela também é cofundadora da California Partners Project, organização sem fins lucrativos que busca ampliar a participação feminina em conselhos corporativos, reduzir a diferença salarial entre homens e mulheres e promover maior segurança digital para crianças. Parte dos financiadores da entidade possui negócios ou interesses regulatórios junto ao governo estadual.
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Há anos, críticos levantam suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo organizações ligadas a Jennifer Siebel Newsom. No entanto, não surgiram evidências públicas de irregularidades, e continua incerto quais questões específicas estão sendo investigadas pelos agentes federais.
Segundo registros apresentados à agência de ética da Califórnia, Newsom informou ter solicitado US$ 4,3 milhões (cerca de R$ 21 milhões) em doações para a California Partners Project desde 2020. Desse total, US$ 1,8 milhão (R$ 9,1 milhões) vieram de uma tribo indígena americana que possui acordo com o estado para operar um cassino no condado de Sonoma.
O gabinete do governador afirmou que a investigação representa uma nova tentativa de desgastá-lo politicamente após o processo contra sua ex-chefe de gabinete, Dana Williamson, não ter encontrado irregularidades envolvendo Newsom. Williamson se declarou culpada no mês passado por mentir ao FBI e compartilhar informações confidenciais de uma ação judicial do estado.
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Quando foi indiciada, seu advogado afirmou que agentes federais a procuraram ainda durante o governo de Joe Biden para questioná-la sobre Newsom. Segundo ele, Williamson respondeu que nunca testemunhou qualquer conduta criminosa do governador.
As investigações mais recentes sobre pessoas ligadas a Newsom e sua esposa começaram aproximadamente na mesma época em que Trump anunciou a intenção de nomear Todd Blanche para o cargo de procurador-geral dos EUA, de acordo com o gabinete do governador.
Blanche havia atuado anteriormente como advogado de defesa de Trump em três dos quatro processos criminais enfrentados pelo presidente. Atualmente procurador-geral interino, ele tem conduzido ações contra pessoas vistas como adversárias políticas de Trump.
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Newsom tem sido um crítico frequente da indicação de Blanche ao comando do Departamento de Justiça. Recentemente, chamou-o de “o homem que encobriu os arquivos Epstein” e afirmou que ele concedeu a Trump e sua família “um passe vitalício para cometer crimes fiscais”.
Em seu vídeo, o governador lembrou que Trump chegou a defender sua prisão no ano passado e disse sentir orgulho de integrar a “lista de inimigos” daqueles que enfrentam o presidente. Também acusou Trump de “vender a presidência” em troca de aprovações para campos de golfe, negócios com criptomoedas e até um jato particular.
— Vocês podem intimar meus registros. Podem me investigar. Podem me assediar — afirmou Newsom. — Coloquem meu nome em qualquer lista de inimigos que quiserem, mas deixem minha esposa e minha família fora da sua vingança pessoal.
Quase imediatamente após fechar um acordo com o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pareceu ansioso para comemorar a vitória. Ele anunciou com entusiasmo que o acordo abriria o Estreito de Ormuz, uma via navegável vital para o abastecimento energético mundial, cujo tráfego marítimo paralisado abalou a economia global. Em declaração ao jornal americano New York Times, afirmou que seus esforços salvaram Israel da extinção nuclear e tornaram o Oriente Médio mais seguro. Tudo isso lhe rendeu uma importante vitória em sua viagem à França para a cúpula do G7, onde se reunirá com líderes europeus que criticaram sua abordagem em relação à guerra. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Hauly: “Lei ajudou a barrar quase 2 mil candidaturas sujas na eleição de 2024”

A Lei da Ficha Limpa, que nasceu de iniciativa popular em 1993 e entrou em vigor em junho de 2010, completa 16 anos com alterações significativas e contestações no Supremo Tribunal Federal (STF). O texto original prevê que políticos condenados à perda dos direitos políticos não podem concorrer novamente a cargos eletivos por até 16 anos. Esse é o caso de senadores que têm mandato de 8 anos.

Um dos deputados que assinaram o projeto que deu origem à lei, o deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) afirma que somente na eleição de 2024 a lei ajudou a barrar quase 2 mil candidatos que tinham ficha suja. O parlamentar considera a norma um marco no combate à corrupção no Brasil.

“Foi um reforço legislativo que fizemos para fortalecer a legislação de combate aos corruptos, àqueles que cometem crimes de improbidade, enfim, àqueles que realmente metem a mão no jarro do dinheiro público. E o Brasil aprovou uma legislação que veio de iniciativa popular, 1,5 milhão de assinaturas foram apresentadas. E esta é uma lei que pegou. Eu acredito que hoje, nesses anos todos, próximo de 10 mil candidaturas de ficha suja foram barradas pela legislação”, disse.

Pela lei de 2010, políticos condenados por crimes como lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito não podem concorrer novamente durante todo o período restante do mandato e nos oito anos seguintes. No entanto, outra lei que entrou em vigor em 2025 reduziu o prazo em que os políticos ficam inelegíveis para, no máximo, 12 anos.

Mudanças recentes
O texto mais recente determina que o prazo de inelegibilidade começa com a condenação por um colegiado e será de oito anos a partir de então, o que antecipa a contagem de prazo e reduz o tempo em que o político fica inelegível. Se houver condenações posteriores, a soma do período em que o candidato não pode concorrer a cargos eletivos deve ser limitado a 12 anos.

No entanto, a lei mais nova prevê exceções a essa regra mais branda. Se a condenação ocorrer por crimes de maior gravidade, como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, terrorismo ou outros crimes hediondos, continua a valer a regra antiga: inelegibilidade de 8 anos contados a partir do cumprimento integral da pena.

Kayo Magalhães / Câmara dos deputados
Votação de pareceres e instauração de processos. Dep. Chico Alencar (PSOL-RJ)
Chico Alencar defende a restauração do texto de 2010

A lei aprovada em 2025 foi contestada pelo partido Rede Sustentabilidade no Supremo Tribunal Federal. A legenda alega que o mérito do texto aprovado na Câmara foi alterado pelo Senado, mas não retornou para análise dos deputados, como determina a Constituição. O partido também sustenta, no processo, que o abrandamento das regras permite o retorno de políticos condenados por crimes graves à vida pública prematuramente.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que já estava na Câmara na época da aprovação da Lei da Ficha Limpa, defende que os ministros do Supremo decidam pela restauração do texto aprovado em 2010.

“A lei é boa, é eficaz relativamente, teria que retirar e derrubar esse facilitário, inclusive o tempo de inelegibilidade, que foi reduzido recentemente através do próprio Parlamento. Eu espero que o Supremo Tribunal Federal decida com o olho num preceito constitucional, que é a integridade, que é a ética pública, que é a qualidade da representação, a partir desse princípio constitucional da impessoalidade, da publicidade, da ética, da honestidade. Espero que o STF aja nessa direção”, afirmou.

Um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes em maio deste ano suspendeu o julgamento da ação, que não tem data para recomeçar. Antes da interrupção da análise, a relatora do processo, ministra Carmem Lúcia, já havia votado a favor da manutenção da Lei da Ficha Limpa de 2010 nos principais pontos contestados pela Rede. O único ministro a votar depois da relatora foi Luiz Fux, que concordou inteiramente com o voto de Carmem Lúcia.

Uma fuga digna de cinema chamou a atenção da mídia europeia há quase um ano. No dia 17 de junho de 2025, o jovem russo Daniil Moukhametov, hoje com 22 anos, saltou de um trem em movimento para fugir do seu país e não prestar serviço militar em meio à guerra contra Ucrânia. Agora, ele teme ser devolvido ao país governado por Vladimir Putin. Depois de pedir asilo para a Finlândia e para a França, o governo francês decidiu transferir o processo para as autoridades lituanas, segundo reportagem publicada pelo jornal francês Le Monde. Segundo uma regra da União Europeia, pedidos de asilo precisam ser analisados pelo primeiro país onde o requerente entrou.
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Com seu nome na lista de pessoas proibidas de deixar o território russo por ter ignorado uma ordem de mobilização, ele decidiu que deveria fugir.
— Eu sabia que precisava deixar o país imediatamente. Percebi que, se fosse capturado, iria direto para um centro de detenção e depois seria enviado de volta para a Rússia — disse ele ao Le Monde.
Moukhametov já havia trabalhado na ferrovia como atendente de trem e eletricista ferroviário. Por isso, entendia como funcionava a viagem que vai de Adler, no sul do país, ao enclave russo de Kaliningrado, passando pelo território da Lituânia. Por conta disso, o trem não para ao passar em terras do país vizinho e também é vigiado muitas vezes por helicópteros. Ele abriu a porta com uma chave que tinha da época em que trabalhou nos trens e pulou em um momento de menor velocidade.
— Eu sabia que normalmente havia um helicóptero, mas quando pulei do trem não havia nenhum. Era noite e os outros passageiros estavam dormindo. O trem estava a cerca de 40 km/h. Claro que caí quando pulei, mas não me machuquei. Tive sorte. Na manhã seguinte, vi meu rosto nas capas dos jornais lituanos — completou.
Depois do salto, ele caminhou por uma floresta até conseguir chegar à cidade lituana de Kaunas. Agora ele está preso em Estrasburgo, na França, e aguarda uma decisão sobre o seu caso, que ganhou atenção da mídia europeia.
O seu advogado, Martin Jouvin, argumenta que o maior risco para Moukhametov não seria uma deportação direta da França para a Rússia, mas sim uma transferência para a Lituânia, que posteriormente poderia devolvê-lo às autoridades russas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (15), de encontros bilaterais com os presidentes da Suíça, Guy Parmelin, em Genebra; e da França, Emmanuel Macron, ao chegar na cidade francesa de Évian, onde participa Cúpula do G7 – fórum que reúne as sete maiores economias do mundo.

Na reunião com Macron, que durou cerca de 40 minutos, os líderes destacaram a cooperação bilateral, especialmente na área de defesa, com ênfase no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

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Trataram também do fortalecimento da cooperação entre a Guiana Francesa e o Amapá, bem como do interesse francês em apoiar o Brasil na área de supercomputadores.

Lula ainda relembrou a criação da Unitaid, organização internacional voltada à saúde global, criada em 2006 com o objetivo de ampliar o acesso de países do Sul Global a medicamentos e tecnologias da saúde.

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Suíça

No encontro com Parmelin, quando Lula estava a caminho da França, o foco da reunião foi a ampliação do comércio bilateral e a diversificação das exportações.

Segundo o Planalto, os dois presidentes concordaram que o acordo Mercosul-EFTA representa uma “oportunidade para ampliar o comércio, em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo”.


15.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o Presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Lula em reunião com Guy Parmelin – Ricardo Stuckert / PR

O EFTA reúne países europeus que estão fora da União Europeia – Suíça, Noruega, Islância e Liechtenstein.

Entre as decisões tomadas por Lula e Parmelin durante o encontro está a de expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, energia, saúde e defesa.

O presidente suíço elogiou o Brasil pela realização da COP30 e pelos avanços no combate ao desmatamento.

G7

Lula participa como convidado da Cúpula do G7, entre os dias 15 e 17 de junho. O grupo é formado por EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

Durante o encontro, ele deve defender a ampliação da ajuda internacional a países em desenvolvimento e a reforma da governança global, com ênfase em instituições como a ONU e a OMC.

Lula também participará de debates sobre crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial, abordando oportunidades e riscos da tecnologia.

A cúpula discutirá ainda temas como proteção digital de crianças, combate ao narcotráfico, migração, câncer e minerais críticos.

O presidente busca reforçar o multilateralismo em meio a tensões comerciais globais, incluindo críticas recentes dos Estados Unidos ao Brasil.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, emitiu um decreto para que sejam organizadas eleições presidenciais no início de 2027 e eleições legislativas em novembro do mesmo ano, anunciou seu gabinete nesta segunda-feira (15), sem detalhar se ele será candidato.
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Abbas, de 90 anos, venceu a última eleição presidencial palestina em 2005, com um mandato de quatro anos, que deveria ter terminado em 2009. No entanto, seu mandato foi prorrogado e nenhuma eleição presidencial foi realizada desde então. Abbas governa por decretos presidenciais, o que provoca críticas internas e externas.
“O presidente Mahmoud Abbas anunciou que serão realizadas eleições no início de 2027”, informou o comunicado da Presidência.
O dirigente também publicou um decreto para modificar os processos eleitorais.
Em outro comunicado da Presidência, Abbas ressaltou que estava “plenamente preparado para organizar as eleições do Conselho Nacional Palestino previstas para novembro, que incluem as eleições legislativas gerais no território nacional e eleições no exterior”.
O Conselho Nacional Palestino (CNP) é o Parlamento da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que tem mais de 700 membros dos territórios palestinos e do exterior.
As últimas eleições legislativas nos territórios palestinos foram realizadas em 2006, quando o Hamas venceu o Fatah, partido de Abbas, que até então dominava a política palestina. Como resultado, o Conselho Legislativo Palestino, Parlamento da Autoridade Palestina de Abbas, não se reúne desde 2007.
A realização de eleições faz parte das reformas exigidas pela comunidade internacional, que apoia financeiramente a Autoridade Palestina. O pesquisador jurídico palestino Mahmoud Al-Afranji afirmou que há vontade política e pressão internacional sobre a Autoridade Palestina para realizar as eleições.
Mas ele disse à AFP que a falta de garantias de que a votação será realizada em Jerusalém Oriental ocupada e na Faixa de Gaza continua sendo “um obstáculo à realização das eleições legislativas”.
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Em 2021, Abbas anunciou eleições legislativas e presidenciais para maio e julho daquele ano, respectivamente. Em seguida, elas foram adiadas por tempo indeterminado devido à falta de garantias de que a votação poderia ocorrer em Jerusalém Oriental, ocupada por Israel desde 1967.
Em abril, palestinos foram às urnas para eleger chefes de conselhos municipais na Cisjordânia ocupada, na primeira votação desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (15) que convocou para a tarde de amanhã (16) uma reunião do colégio de líderes para tratar do projeto de lei (PL) 1838/26, do governo federal, que acaba com a escala de seis dias de trabalho para cada dia de folga, a escala 6X1.

O objetivo é ter pontos do texto esclarecidos pelo relator, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA).

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Encaminhado pelo governo em abril, o projeto define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e oito diárias, além de garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas.

Por ter sido encaminhada em regime de urgência, a proposta está trancando a pauta do plenário da Câmara, que só pode deliberar propostas de Emenda à Constituição (PECs), Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) e requerimentos de urgência até que o projeto seja votado.

“Convoquei Reunião de Líderes para amanhã (16), às 14h. Na ocasião, o deputado @leopratesba vai esclarecer pontos do seu parecer sobre o PL que acaba com a escala 6×1, apesar de já termos aprovado a PEC sobre a redução da jornada de trabalho. Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, escreveu Motta em uma rede social.

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Na quinta-feira (11), Motta designou o deputado Leo Prates, que também relatou o texto da PEC que acabou com a escala 6×1, como relator do projeto. O texto aprovado no final de maio reduziu a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga (5×2). A atualmente a PEC está em análise no Senado Federal.

Além do projeto de lei que acaba com escala 6X1, os líderes vão debater ainda o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível.

Na última quarta-feira (10), a coordenadora do grupo de trabalho que debate a proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), apresentou uma nova versão do texto, que já foi aprovado no Senado.

“Já a deputada @tabataamaralsp apresentará os resultados do GT da Misoginia. Devemos votar os dois projetos em plenário ainda nesta semana”, completou Motta.

A relatora alterou principalmente a definição de misoginia.

“A fim de preservar a uniformidade conceitual da legislação penal e processual penal sobre o tema, propomos a substituição dos termos ‘ódio’ e ‘aversão’, previstos no projeto para a caracterização da misoginia, pelas expressões ‘menosprezo ou discriminação’ em razão da ‘condição de mulher’.”

Pelo menos 40 pessoas, incluindo 18 manifestantes, foram executadas no Irã desde janeiro por “razões de segurança nacional”, afirmou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, nesta segunda-feira.
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— As autoridades intensificaram a brutal repressão, realizando milhares de prisões e impondo restrições ainda mais severas ao espaço cívico — declarou Türk ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra.
As autoridades iranianas “executaram pelo menos 40 pessoas por razões de segurança nacional desde o início do ano, 18 das quais eram manifestantes”, acrescentou Türk.
O país foi abalado por grandes manifestações contra o regime em diversas cidades entre o final de dezembro e janeiro. A repressão deixou milhares de mortos, segundo organizações de direitos humanos.
Em maio, um homem foi enforcado após ser considerado culpado de ter ligações com a agência de inteligência israelense Mossad, segundo o gabinete de imprensa do Judiciário. Esta foi a mais recente execução desde o início da guerra desencadeada no Oriente Médio pelo ataque conjunto dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica. Desde então, as prisões e execuções aumentaram no país.
“Ehsan Afreshteh, um espião treinado pelo Mossad no Nepal, que vendeu informações confidenciais a Israel, foi executado”, disse Mizan, o gabinete de imprensa do Judiciário. “Preso e julgado por espionagem e colaboração com o regime sionista, ele foi enforcado após a Suprema Corte confirmar o veredicto”.
De acordo com organizações de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, o Irã é o país que mais frequentemente aplica a pena de morte depois da China. Na segunda-feira, Teerã anunciou a execução de um estudante de engenharia aeroespacial suspeito de espionagem para os serviços de inteligência israelenses e americanos.
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Um levantamento publicado pelo jornal britânico Financial Times (FT) no mês passado indicava que pelo menos 28 homens foram executados na República Islâmica desde 18 de março. O número, resultado de relatos da mídia estatal iraniana levantados pelo FT, indica que a República Islâmica intensificou o enforcamento de acusados de se manifestarem contra o regime dos aiatolás ou de colaborarem com forças estrangeiras em meio à guerra com Estados Unidos e Israel.
Fontes ouvidas pelo FT afirmam que mudanças na legislação favoreceram as execuções de caráter político. Desde que chegaram ao poder em 1979, os líderes da República Islâmica têm usado execuções como ferramenta de controle e manutenção do poder. A Anistia Internacional afirma que o regime iraniano realizou mais de mil execuções entre o início do ano de 2025 e o final de setembro do mesmo ano, a maior taxa em pelo menos 15 anos.
(Com AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o Estreito de Ormuz estará totalmente reaberto até sexta-feira e que navios carregados de petróleo já “começam a sair” da principal rota energética do mundo após o anúncio de um acordo preliminar entre Washington e Teerã para encerrar a guerra. Especialistas em segurança marítima e representantes do setor de navegação, porém, alertam que a retomada completa do tráfego pode levar semanas ou até meses devido à ameaça de minas navais supostamente instaladas pelo Irã e à necessidade de operações de limpeza antes que seguradoras, empresas de navegação e companhias petrolíferas considerem a rota segura novamente, segundo informações do jornal Times of Israel.
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De acordo com avaliações de cinco fontes ocidentais de segurança marítima, a operação para garantir que o estreito esteja livre de explosivos pode durar entre 40 e 50 dias, mesmo com o uso de embarcações especializadas e drones submarinos de última geração. Até lá, empresas do setor tendem a evitar a rota ou operar com cautela.
“Os navios começam a sair, muitos carregados de petróleo, do Estreito de Ormuz”, escreveu Trump na rede Truth Social enquanto seguia para a cúpula do G7 na França.
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Mais tarde, antes de se reunir com o presidente francês, Emmanuel Macron, Trump afirmou que o estreito já havia sido “parcialmente reaberto”, mas reconheceu que as autoridades ainda estão “procurando algumas minas” na região.
O presidente americano também disse esperar que a passagem marítima esteja totalmente aberta até sexta-feira e afirmou que pretende pedir a líderes europeus apoio na operação de remoção de explosivos. Segundo Trump, embora os EUA não precisem de ajuda, não faria mal contar com “um ou dois navios de alguns países” participando da missão.
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As declarações também contrastam com mensagens divergentes emitidas por integrantes do próprio governo americano. Enquanto Trump afirmou que a hidrovia estará completamente aberta até sexta-feira, uma alta autoridade dos EUA disse a jornalistas que o tráfego marítimo não deve voltar ao normal por pelo menos duas semanas. Outro funcionário da administração, na mesma conversa com a imprensa, afirmou que a reabertura total ocorrerá ainda nesta semana.
Apesar do otimismo demonstrado pela Casa Branca, grupos do setor marítimo alertaram nesta segunda-feira que ainda é cedo para considerar a passagem segura. A associação internacional de transporte marítimo BIMCO afirmou que a ameaça representada pelas minas continua sendo uma preocupação imediata e que corredores livres de explosivos ainda precisam ser estabelecidos.
— Ainda consideramos muito arriscado que os navios retomem as travessias neste momento — diz Jakob Larsen, diretor de segurança da BIMCO. — A ameaça de minas na região continua sendo uma preocupação imediata e também de longo prazo, e rotas livres de minas precisam ser estabelecidas.
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Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos diariamente no mundo passavam pelo Estreito de Ormuz. Especialistas afirmam que atrasos na reabertura total da rota podem manter retidos dezenas de milhões de barris de petróleo, em um momento em que os estoques das principais economias globais estão próximos dos níveis mais baixos em mais de duas décadas.
Embora algumas embarcações tenham deixado a região nas últimas semanas com apoio de Washington e Teerã, o tráfego segue muito abaixo do normal. Dados do setor marítimo indicam que entre 12 e 15 navios atravessaram diariamente o estreito nas últimas semanas, contra uma média de 120 a 140 embarcações por dia antes do conflito.
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Negociações em andamento
A assinatura do acordo entre EUA e Irã está prevista para sexta-feira, em Genebra. Nesta segunda-feira, o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que Washington espera que o estreito permaneça aberto ao tráfego internacional “sem pedágios” cobrados por Teerã.
A declaração foi feita após a chancelaria iraniana anunciar que pretende cobrar taxas por serviços marítimos. Segundo Vance, a questão deverá ser discutida durante negociações técnicas previstas para durar dois meses.
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O vice-presidente afirmou ainda que o acordo está baseado em um processo de verificação em duas etapas e reiterou que o acesso da República Islâmica a uma economia livre de sanções dependerá do cumprimento dos compromissos assumidos por Teerã.
A incerteza, no entanto, permanece sobre diversos pontos do pacto, incluindo o acesso iraniano a recursos financeiros congelados no exterior e o eventual alívio das sanções internacionais e americanas.
A ameaça das minas
Não está claro quantas minas o Irã pode ter instalado no estreito. Durante o conflito, Teerã ameaçou empregar esse tipo de armamento para reforçar seu controle sobre a passagem marítima, mas não informou se efetivamente posicionou explosivos na região. Os EUA, por sua vez, afirmam que as minas representam um risco real e dizem ter atacado embarcações iranianas utilizadas para sua instalação.
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Em 2 de junho, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou durante uma audiência no Senado que o Irã havia “minado grandes áreas de Ormuz”, sem fornecer mais detalhes. Dias depois, a Marinha da Alemanha, citando informações das marinhas americana e britânica, informou que minas teriam sido identificadas em quatro pontos próximos ao estreito, embora não tenha conseguido verificar os relatos de forma independente.
Questionado sobre a localização e a quantidade de explosivos, um porta-voz do Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou recentemente que não poderia divulgar detalhes por razões de segurança operacional.
— Os esforços militares americanos para garantir que o Estreito de Ormuz esteja completamente livre das minas marítimas instaladas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã continuam em andamento — declarou.
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O Centro de Segurança Marítima de Omã também alertou navegadores em maio para que redobrassem a cautela ao trafegar pela região após relatar o avistamento de um objeto suspeito de ser uma mina flutuante.
Mesmo a simples possibilidade da existência de minas já é suficiente para afastar empresas da rota. Um superpetroleiro e sua carga de petróleo bruto podem valer cerca de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão), o que leva seguradoras especializadas em riscos de guerra, companhias petrolíferas e empresas de navegação a exigir garantias de segurança antes de autorizar novas travessias.
— Uma única mina marítima é suficiente para provocar mortes — afirma Rene Kofod-Olsen, diretor-presidente da empresa V.Group, uma das maiores do mundo em gestão técnica de embarcações e tripulações, que mantém 13 navios retidos no Golfo. — Isso representa, evidentemente, um enorme problema para o transporte marítimo global.
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Especialistas avaliam que, mesmo após os ataques americanos destinados a destruir embarcações e estoques iranianos utilizados na instalação de minas, Teerã ainda pode possuir até mil desses artefatos.
— Se um campo minado for detectado, a eliminação da ameaça pode levar semanas ou até meses — afirma Corey Ranslem, diretor-presidente da empresa de segurança marítima Dryad Global.
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), Arsenio Dominguez, saudou nesta segunda-feira o acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, classificando-o como “um passo importante” para restaurar a segurança da rota.
— No entanto, sua implementação exigirá tempo para garantir que todas as medidas necessárias de segurança e proteção estejam em vigor — ressalta.
(Com AFP e New York Times)

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