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O alcance completo das investigações ainda não está claro. No entanto, assessores de Newsom afirmam que parte da apuração federal parece estar focada em sua esposa. Ex-funcionários do governador e pessoas ligadas às organizações sem fins lucrativos comandadas por Jennifer foram interrogados por agentes federais, segundo o gabinete de Newsom.
Uma pessoa familiarizada com o caso, sob condição de anonimato, confirmou que existem várias investigações federais em andamento relacionadas ao governador, incluindo uma que examina as finanças de sua esposa. A fonte, porém, contestou a alegação de Newsom de que as apurações seriam motivadas politicamente e afirmou que elas foram iniciadas por autoridades federais na Califórnia, e não por integrantes do governo em Washington.
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Democrata, Newsom classificou a investigação como uma “expedição de pesca”, expressão usada nos EUA para descrever investigações amplas em busca de possíveis irregularidades. Segundo ele, agentes federais estariam examinando “anos e anos de documentos aleatórios” e visitando amigos da família e associados do casal na tentativa de encontrar provas de um crime não especificado.
— Donald Trump não está apenas atrás de mim por causa dos meus tweets agressivos — disse Newsom em um vídeo divulgado nas redes sociais. — Ele está atrás de mim porque estou considerando concorrer à Presidência. Para me atingir, está perseguindo minha esposa.
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De acordo com o gabinete do governador, diversas pessoas ligadas ao casal foram procuradas por agentes federais na última semana. Assessores de Newsom também acreditam que registros bancários tenham sido intimados, embora afirmem não ter visto documentação formal que comprove isso.
Um porta-voz do FBI e uma representante do Departamento de Justiça se recusaram a comentar o caso. Um funcionário da Casa Branca encaminhou todos os questionamentos ao Departamento de Justiça.
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Jennifer Siebel Newsom, que se apresenta como “primeira-dama da Califórnia”, é documentarista e concentra seu trabalho nos impactos sociais do sexismo. Ela fundou a organização sem fins lucrativos Representation Project, dedicada à promoção da igualdade de gênero por meio, entre outras iniciativas, de materiais educacionais baseados em seus documentários.
Jennifer também é proprietária da produtora Girls Club Entertainment, listada como prestadora de serviços da Representation Project nas declarações fiscais da organização. Os registros mostram que a entidade realiza pagamentos anuais à empresa. Em 2024, a organização desembolsou US$ 161.250 (aproximadamente R$ 816 mil) por serviços de produção audiovisual.
Ela também é cofundadora da California Partners Project, organização sem fins lucrativos que busca ampliar a participação feminina em conselhos corporativos, reduzir a diferença salarial entre homens e mulheres e promover maior segurança digital para crianças. Parte dos financiadores da entidade possui negócios ou interesses regulatórios junto ao governo estadual.
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Há anos, críticos levantam suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo organizações ligadas a Jennifer Siebel Newsom. No entanto, não surgiram evidências públicas de irregularidades, e continua incerto quais questões específicas estão sendo investigadas pelos agentes federais.
Segundo registros apresentados à agência de ética da Califórnia, Newsom informou ter solicitado US$ 4,3 milhões (cerca de R$ 21 milhões) em doações para a California Partners Project desde 2020. Desse total, US$ 1,8 milhão (R$ 9,1 milhões) vieram de uma tribo indígena americana que possui acordo com o estado para operar um cassino no condado de Sonoma.
O gabinete do governador afirmou que a investigação representa uma nova tentativa de desgastá-lo politicamente após o processo contra sua ex-chefe de gabinete, Dana Williamson, não ter encontrado irregularidades envolvendo Newsom. Williamson se declarou culpada no mês passado por mentir ao FBI e compartilhar informações confidenciais de uma ação judicial do estado.
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Quando foi indiciada, seu advogado afirmou que agentes federais a procuraram ainda durante o governo de Joe Biden para questioná-la sobre Newsom. Segundo ele, Williamson respondeu que nunca testemunhou qualquer conduta criminosa do governador.
As investigações mais recentes sobre pessoas ligadas a Newsom e sua esposa começaram aproximadamente na mesma época em que Trump anunciou a intenção de nomear Todd Blanche para o cargo de procurador-geral dos EUA, de acordo com o gabinete do governador.
Blanche havia atuado anteriormente como advogado de defesa de Trump em três dos quatro processos criminais enfrentados pelo presidente. Atualmente procurador-geral interino, ele tem conduzido ações contra pessoas vistas como adversárias políticas de Trump.
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Newsom tem sido um crítico frequente da indicação de Blanche ao comando do Departamento de Justiça. Recentemente, chamou-o de “o homem que encobriu os arquivos Epstein” e afirmou que ele concedeu a Trump e sua família “um passe vitalício para cometer crimes fiscais”.
Em seu vídeo, o governador lembrou que Trump chegou a defender sua prisão no ano passado e disse sentir orgulho de integrar a “lista de inimigos” daqueles que enfrentam o presidente. Também acusou Trump de “vender a presidência” em troca de aprovações para campos de golfe, negócios com criptomoedas e até um jato particular.
— Vocês podem intimar meus registros. Podem me investigar. Podem me assediar — afirmou Newsom. — Coloquem meu nome em qualquer lista de inimigos que quiserem, mas deixem minha esposa e minha família fora da sua vingança pessoal.









