Segurança em primeiro lugar: Canadá apresenta projeto de lei para proibir redes sociais para menores de 16 anos
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De acordo com pessoas envolvidas nas negociações, a estratégia do governo segue três frentes: dialogar diretamente com as plataformas digitais, informar previamente a administração Trump sobre os planos e combater o que considera informações falsas sobre a proposta. O objetivo, segundo fontes ouvidas pelo jornal, é deixar claro que a iniciativa busca proteger crianças e adolescentes, e não atingir empresas dos Estados Unidos.
O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que a preocupação com os efeitos das redes sociais sobre os jovens é compartilhada por líderes de diversos países. Ele revelou ter conversado com Trump sobre o assunto e disse que o tema voltaria à pauta em novos encontros. Os dois devem se encontrar na cúpula do G7 em Evian esta semana. Até a noite de segunda-feira (15), porém, o presidente americano ainda não havia se manifestado publicamente sobre a proposta.
Quem reagiu foi o empresário Elon Musk, dono da rede social X. Em uma publicação, ele classificou a legislação como “um lobo em pele de cordeiro” e afirmou que o verdadeiro objetivo seria permitir ao governo britânico monitorar a população.
As regras anunciadas pelo Reino Unido vão além das adotadas recentemente pela Austrália. Além de estabelecer idade mínima para o acesso a diversas plataformas, o pacote prevê a proibição de transmissões ao vivo feitas por menores de 16 anos, impede que adultos façam contato não solicitado com crianças em sites de jogos e veta que menores de 18 anos utilizem chatbots com finalidade romântica. Serviços voltados ao público infantil, como YouTube Kids, Lego Play e Google Classroom, ficarão de fora das restrições.
O governo britânico ainda prepara novas medidas para serem apresentadas nas próximas semanas, incluindo possíveis restrições ao uso noturno das redes sociais por adolescentes de 16 e 17 anos. Ao defender a proposta, Starmer afirmou que as plataformas digitais têm contribuído para o aumento do sofrimento emocional entre jovens.
— As redes sociais estão deixando as crianças infelizes, facilitando que agressores as assediem e abusem delas e podem até estar prejudicando sua saúde mental — declarou Starmer, em uma coletiva de imprensa em Downing Street.









