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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (10), no Palácio do Planalto, em Brasília, um pacote de iniciativas para a preservação e proteção dos biomas brasileiros e enfrentamento dos impactos causados pelas mudanças climáticas. A cerimônia marca a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.

Entre as medidas, o presidente da República assinou decreto criando novas unidades de conservação e ampliando antigas áreas protegidas; sancionou a Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga; e o decreto que simplifica e agiliza os repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para estados e municípios, tendo em perspectiva a prevenção e combate a incêndios florestais.


Brasília (DF), 10/06/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anuncio do conjunto de ações para fortalecer a preservação e proteção dos biomas e o enfrentamento das mudanças climáticas e seus impactos, em alusão do Dia Mundial do Meio Ambiente (celebrado em 5 de junho), no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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“Pela primeira vez, a gente está saindo na frente, na luta para combater as possíveis queimadas que virão, porque a perspectiva é de que o El Niño vai ser muito violento, e de que a gente pode ter mais desastres climáticos. Pela primeira vez, nós estamos preparados antecipadamente para enfrentar essa situação”, frisou Lula.

Para o presidente, o evento no Palácio do Planalto mostra que “o Brasil passa a ser um país com mais credibilidade no mundo para cuidar da questão ambiental.”

O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, produzido pelo MapBiomas, registrou que, em 2025, o país conseguiu ficar abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados (984,7 mil hectares), fato também inédito.

Novas unidades de conservação poderão ajudar a conter o desmatamento. Lula assinou decretos para a criação de como o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará.

Além das novas unidades, foram ampliados os parques Nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí. As medidas ampliam a proteção de ecossistemas estratégicos e fortalecem o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Queda no desmatamento

De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a queda no desmatamento ocorreu em diferentes biomas. Segundo ele, “na Amazônia, a diminuição foi de 50% e segue caindo. No Cerrado, foi de 32%; e no Pantanal, 63%.”

O ministro avalia que, desde 2023, “o Brasil retomou a governança ambiental e colocou a questão climática e ambiental no centro das políticas públicas nacionais.”

“Saímos de um período de desestruturação institucional para reconstruir as capacidades do Estado, fortalecer os órgãos ambientais, recuperar instrumentos de planejamento e restabelecer a coordenação entre o Governo Federal, os estados, os municípios e a sociedade. Mas fizemos mais do que reconstruir a estrutura do Estado. Consolidamos a compreensão de que a política ambiental não pode ser tratada como tema do lado”, disse Capobianco.

Mais investimentos

Durante o evento, foram anunciados investimentos de R$ 2 bilhões para ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Também foram assinados atos que destinam o financiamento de R$ 834 milhões do Fundo Clima para empresas e organizações da sociedade civil que propuseram projetos de restauração da vegetação nativa. Os recursos reembolsáveis são administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, o financiamento é um marco.

“Além de enfrentar o desmatamento, nós estamos reconstruindo as nossas florestas. E isso é uma coisa que ninguém está fazendo no mundo como nós estamos fazendo. Esses R$ 834 milhões vão gerar R$ 3 bilhões, porque tem dinheiro das empresas que está entrando também para restaurar, para reconstruir nossas florestas”, assinalou a diretora.

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído em 1972 pela Organização das Nações Unidas durante a Conferência de Estocolmo (Suécia), considerado o primeiro grande evento da ONU sobre o meio ambiente.

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O Paquistão, país que atua como mediador no conflito entre EUA e Irã anunciou neste domingo que os dois países chegaram a um entendimento para um cessar-fogo no Oriente Médio, que inclui Líbano. A assinatura do memorando estaria marcada para 19 de junho na Suíça. O Irã ainda não se manifestou.
Também neste domingo, o presidente Donald Trump afirmou que um acordo de paz “agora está concluído” e que o Estreito de Ormuz está aberto e que os Estados Unidos suspenderão seu bloqueio naval.
“O acordo com a República Islâmica do Irã agora está concluído. Parabéns a todos!”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social, pouco depois de o Paquistão, que atuou como mediador, informar que as duas partes haviam chegado a um entendimento.
“Por meio desta, autorizo plenamente a abertura sem cobrança de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, deem partida em seus motores. Que o petróleo volte a fluir!” escreveu ele.
Um avião de pequeno porte utilizado para paraquedismo caiu neste domingo (14) no estado do Missouri, na região central dos Estados Unidos, deixando 12 mortos. O acidente ocorreu a cerca de 96 km ao sul de Kansas City, cidade que receberá na terça-feira (16) a estreia da Argentina, atual campeã do mundo, contra a Argélia pela Copa do Mundo. As informações foram passadas por Dennis Jacobs, diretor da agência de gestão de emergências do condado de Bates, à agência de notícias AFP.
Kansas City também é a base da seleção da Inglaterra, outra candidata ao título. A região também recebeu alerta de tornado, o que fez os jogadores serem orientados a ficarem nos quartos. A imprensa local não informou se as condições meteorológicas interferiram no acidente aéreo.
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Segundo os serviços de emergência locais, a aeronave transportava 11 paraquedistas e um piloto. O avião havia decolado do Aeroporto Memorial Butler, mas retornou por motivos ainda desconhecidos antes de cair nas proximidades de uma rodovia.
A queda mobilizou equipes de resgate e levou ao fechamento dos dois sentidos da estrada próxima ao local do acidente. Não houve sobreviventes.
De acordo com Dennis Jacobs, as autoridades foram acionadas logo após a queda da aeronave. Equipes da patrulha rodoviária do Missouri, da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) e do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) participaram do atendimento da ocorrência.
As causas do acidente ainda são desconhecidas. A emissora local FOX4 informou que uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias da tragédia.
O acidente acontece dois dias antes de Kansas City receber uma das partidas mais aguardadas da primeira rodada da Copa do Mundo. Na terça-feira, a Argentina fará sua estreia no torneio diante da Argélia, às 22h (horário de Brasília), em busca do bicampeonato consecutivo e do quarto título mundial de sua história.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a lei que institui o Marco Legal do Transporte Público Coletivo. O objetivo do texto é modernizar a política desse tipo de transporte no país, com a diversificação do financiamento e a melhoria da regulação e da operação dos transportes públicos urbanos.

Um dos avanços estruturais do novo marco é a ruptura com o modelo predominante no Brasil, no qual o financiamento do transporte coletivo recaía quase exclusivamente sobre a tarifa paga pelo usuário. A Lei nº 15.432/2026 foi publicada, neste domingo (14), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

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A medida abre caminho para a discussão da tarifa zero e autoriza o uso de novas fontes de custeio para subsidiar as tarifas, como publicidade, exploração comercial de espaços e recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide Combustíveis).

A Cide é um tributo federal cobrado na importação e comercialização de petróleo, gás natural, álcool combustível e seus derivados. Criada por uma lei de 2001, tem seus recursos destinados à infraestrutura de transportes, projetos ambientais e subsídios ao preço de combustíveis.

O texto foi aprovado em maio pelo Congresso Nacional e também trata do fortalecimento da integração física e tarifária dos sistemas de transporte, da ampliação da transparência na gestão pública, da transição para fontes renováveis de energia e da criação de mecanismos nacionais para compartilhamento de dados e monitoramento da qualidade dos serviços.

Outro ponto de destaque é a definição de parâmetros mínimos de qualidade para os sistemas de transporte público, incluindo critérios como regularidade, pontualidade, acessibilidade, segurança, conforto e satisfação dos passageiros. O texto também prevê que a remuneração das operadoras possa ser vinculada ao desempenho e à qualidade do serviço prestado.

Vetos

Em comunicado, a Presidência de República informou que os vetos presidenciais ao Marco Legal do Transporte Público Coletivo tiveram como objetivo preservar a sustentabilidade fiscal e evitar impactos sobre políticas de gratuidade já existentes.

Foram retirados trechos que obrigavam estados e municípios a custear integralmente gratuidades e descontos tarifários com recursos do orçamento público, além de dispositivos que vinculavam subsídios públicos à remuneração das operadoras.

“A avaliação foi de que essas exigências poderiam gerar despesas sem previsão de recursos e colocar em risco benefícios já concedidos à população”, diz o comunicado, ao acrescentar que os vetos não impedem a concessão de subsídios para financiar gratuidades e descontos tarifários.

“O que foi retirado foi a obrigatoriedade desse custeio e o prazo para adequação, medidas que poderiam inviabilizar o modelo atualmente adotado por diversos entes federativos e gerar instabilidade no sistema”, reforçou a Presidência.

Também foram vetados dispositivos relacionados às competências dos entes federativos, como a obrigatoriedade de isenção de pedágio para ônibus em rodovias estaduais e municipais e a previsão de subsídios federais para tarifas de transporte local. A justificativa foi preservar a autonomia de estados e municípios, evitar novas despesas obrigatórias para a União e garantir segurança jurídica na gestão dos sistemas de transporte.

Outros vetos se aplicam à criação de novas estruturas administrativas, regras de indenização a concessionárias e a vinculação obrigatória de 60% dos recursos da Cide Combustíveis para áreas urbanas. Segundo o governo, as medidas buscam evitar aumento de gastos permanentes, reduzir riscos fiscais para o poder público e preservar a flexibilidade do orçamento para atender às diferentes necessidades e prioridades do país.

Caroline von Rantzau era herdeira da multimilionária empresa alemã de navegação Deutsche Afrika-Linien/DAL. Aos 26 anos, a jovem foi assassinada com um tiro de rifle, na luxuosa propriedade da família em Leeuwfontein (província de Limpopo, África do Sul), um dia depois do gerente financeiro da família ter sido morto na mesma reserva.
De acordo com informações da polícia, fornecidas ao jornal alemão “Bild”, Caroline foi encontrada morta no seu quarto em 1º de junho. Antes de Caroline ser encontrada com um ferimento de bala, disparos foram ouvidos na propriedade, que oferece a visitantes a experiência de caça na “principal região de safári da África do Sul”.
A polícia acredita que a vítima tenha sido atingida por um rifle de caça calibre .357. Seu pai, Eberhart von Rantzau, diretor administrativo da DAL, com sede em Hamburgo (Alemanha), guardava uma arma do mesmo calibre em seu armário. A morte da jovem aconteceu menos de 24 horas após um sócio do negócio da família, o gerente financeiro Arno Koën, de 44 anos, ter sido morto por arma de fogo no mesmo local.
Informações iniciais divulgadas pela empresa do pai, a Deutsche Afrika-Linien (DAL), afirmavam que von Rantzau havia morrido em um acidente de carro, o que foi desmentido pela polícia local posteriormente.
De acordo com o jornal alemão Bild, relatos também sugerem que ela tinha uma relação particularmente próxima de Koën, como uma espécie de “pai adotivo” e “mentor”.
Segundo Malesela Ledwaba, porta-voz da polícia sul-africana, “os resultados da autópsia fornecerão aos investigadores informações sobre as causas reais da morte e determinarão se serão abertas investigações contra outras pessoas”.
“Vamos ter uma luta do UFC nos jardins da Casa Branca”, disse o presidente americano, Donald Trump, em julho passado. A ideia, inicialmente vista como uma brincadeira, vai acontecer neste domingo no gramado sul da residência presidencial. O local foi transformado em uma arena de artes marciais mistas para sediar um evento inédito do UFC neste 14 de junho, data que coincide com o Dia da Bandeira dos Estados Unidos e com o aniversário de 80 anos do líder republicano.
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O chamado “UFC Freedom 250”, promovido como parte das comemorações pelos 250 anos da independência americana, será realizado a partir das 21h deste domingo. Foi no fim de maio que começou a construção da imponente superestrutura em formato de garras que agora está concluída no Gramado Sul da Casa Branca, pronta para sediar lutas do Ultimate Fighting Championship (UFC) neste domingo, aniversário de 80 anos do presidente Trump.
O espetáculo tem um custo estimado de mais de US$ 60 milhões, segundo Mark Shapiro, presidente da TKO Group Holdings, empresa controladora do UFC. (Trump comprou entre US$ 15 mil e US$ 50 mil em ações da TKO algumas semanas antes deste evento na Casa Branca, que ele vem promovendo há meses.)
A estrutura é acompanhada por uma gigantesca grade de iluminação arqueada conhecida como “The Claw” (“A Garra”), que passou a dominar a paisagem ao redor da Casa Branca e pode ser vista a vários quarteirões de distância. Segundo o presidente do UFC, o americano Dana White, a estrutura foi fabricada por uma empresa na Bélgica, enviada para a Filadélfia para montagem e testes e, posteriormente, transportada para Washington.
— É uma grade de iluminação que parece quase uma nave espacial e fica sobre o Octógono — afirmou White em entrevista ao programa “The Jim Rome Show”, referindo-se à arena de oito lados utilizada pela organização. — Ela foi enviada da Bélgica para a Filadélfia. Foi montada e testada na Filadélfia. Depois foi desmontada novamente, colocada em caminhões e enviada para Washington.
The Claw pesa 600 toneladas e foi decorada com motivos patrióticos dos Estados Unidos, com enormes telas de televisão penduradas em todos os lados e se ergue acima da própria Casa Branca. Os espectadores sentados na seção mais alta da arquibancada na noite de domingo estarão na mesma altura da Varanda Truman.
Estruturas são montadas no Gramado Sul da Casa Branca para evento do UFC que integra as celebrações pelos 250 anos dos EUA
Doug Mills/The New York Times
Já o octógono, onde de fato acontecem as lutas é uma engenhosa estrutura de marketing com oito lados, cada um deles exibindo de forma destacada o nome de um patrocinador que pagou milhões para associar sua marca a esse cenário de enorme visibilidade.
A Garra comporta pouco mais de 4 mil pessoas, por isso foi montado um espaço para uma festa de transmissão com capacidade para receber mais de 70 mil pessoas na The Ellipse, o parque localizado logo ao sul dos portões da Casa Branca.
Brasileiro na programação e ingressos
O principal combate da noite colocará frente a frente o brasileiro Alex Pereira e o francês Ciryl Gane na luta pelo cinturão interino dos pesos pesados. O card ainda inclui o georgiano Ilia Topuria e o americano Justin Gaethje na disputa do cinturão dos pesos leves.
Todos os eventos são gratuitos, mas exigem ingresso. O prazo para solicitar entradas para o UFC Freedom terminou em 22 de maio, segundo a CNN americana. Um funcionário da Casa Branca disse ao veículo no mês passado que a procura por ingressos era intensa. Um terço dos bilhetes foi reservado para militares e seus familiares, outro terço para funcionários da residência presidencial e suas famílias, e o restante para convidados VIP.
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À Fox News, White afirmou que cerca de 4,3 mil pessoas estarão efetivamente no gramado sul durante as lutas, e que a maioria dos presentes será composta por militares. Líderes do Pentágono estão elaborando listas de integrantes das Forças Armadas que poderão receber ingressos. Segundo memorandos analisados pela CNN, os convites serão oferecidos apenas a militares que atendam aos padrões físicos exigidos pelas Forças Armadas.
Também foram disponibilizados cerca de 85 mil ingressos para o público geral, que acompanhará o evento na Ellipse. O UFC ainda reservou 200 ingressos adicionais para distribuição no Gramado Sul. Em entrevista recente à revista TIME, White afirmou ter convidado atletas e celebridades para o evento, incluindo Tom Brady, Dwayne “The Rock” Johnson, Jared Leto, Guy Ritchie, Adam Sandler, Mario Lopez e Jason Statham.
Quem paga a conta?
O custo da operação chamou atenção nas redes sociais, levando a Casa Branca a responder diretamente aos questionamentos sobre quem financiaria a iniciativa, indicando que as contas serão de responsabilidade do UFC. White afirmou anteriormente ao Sports Business Journal que a organização assumirá integralmente os custos do evento, acrescentando que a estrutura de iluminação representa uma das despesas mais elevadas da operação.
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Mark Shapiro, presidente da TKO Holdings Group, empresa proprietária do UFC, afirmou que, apesar do custo estimado em US$ 60 milhões, a realização do evento na Casa Branca representa uma oportunidade de exposição para a marca devido à repercussão gerada.
E se chover?
Como a luta ocorrerá ao ar livre, as condições meteorológicas estão sendo monitoradas de perto. Um funcionário da Casa Branca afirmou à CNN que o clima é um fator relevante para a organização, embora a expectativa seja de tempo estável. White disse que não gosta de realizar eventos ao ar livre por causa da imprevisibilidade das condições meteorológicas, mas destacou que a equipe está trabalhando em conjunto com os militares americanos para acompanhar as previsões meteorológicas em tempo real.
— Se chover, vamos realizar o evento. Se nevar, vamos realizar o evento. A única coisa que pode nos parar são os raios. Mas estamos trabalhando com os militares, então eles conseguem prever o tempo com dez dias de antecedência e vão nos atualizar a cada duas horas quando estivermos a dez dias do evento. A sete dias do evento, eles nos atualizarão a cada hora — afirmou White. — A única coisa que realmente nos impede é a ocorrência de raios. Nesse caso, poderíamos antecipar o evento em duas horas ou adiá-lo em duas horas.
White também observou que apenas um outro evento do UFC foi realizado ao ar livre, em Abu Dhabi, em 2010.
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‘Pesadelo de segurança’
A realização das lutas na Casa Branca provocou críticas de alguns democratas. O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, publicou nas redes sociais uma mensagem dirigida ao presidente afirmando que a população quer “preços mais baixos para a gasolina”.
O presidente Donald Trump exibe uma imagem do UFC Freedom 250 no Salão Oval da Casa Branca, em Washington
Tierney L. Cross/The New York Times
A senadora Elizabeth Warren também comentou a construção da arena, escrevendo no X em tom irônico: “Talvez seja difícil perceber por esta foto da Casa Branca, mas Donald Trump está muito focado em reduzir os custos”. O comentarista do UFC e apresentador de podcast Joe Rogan, por sua vez, classificou a iniciativa como “uma espécie de espetáculo” e um “pesadelo de segurança”, embora tenha confirmado presença no evento.
— Eu vou estar lá, mas não estou entusiasmado com isso. Simplesmente não me parece uma ideia muito sensata — disse.
Trump respondeu às críticas em entrevista à revista TIME:
— No começo pensei: “Isso não foi muito gentil”. Depois percebi que é mesmo um espetáculo. A vida é um espetáculo, se você pensar bem. Mas é um bom espetáculo. É algo que nunca mais vai acontecer.
Os suíços rejeitaram a iniciativa popular anti-imigração apresentada pela direita radical que pretendia limitar a população do país, segundo as projeções do instituto de pesquisas gsf.bern.
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A votação, que se anunciava muito acirrada, deve terminar com a vitória do “Não” com 55%, segundo a projeção do gsf.bern publicada 30 minutos após o fechamento das zonas eleitorais.
— Estamos muito aliviados e felizes. É um resultado importante para o nosso país e para as nossas relações com a UE — declarou a diretora da organização patronal Economiesuisse, Monika Rühl, ao canal público RTS.
O governo, o Parlamento, os principais partidos políticos, os sindicatos e entidades patronais eram contrários à medida.
Em caso de aprovação, a medida poderia comprometer as relações entre a Suíça e a União Europeia, sua principal parceira comercial, com a qual mantém laços econômicos estreitos apesar de não ser integrante do bloco.
O texto, apresentado pela União Democrática do Centro (UDC, direita radical), o principal partido do país, pretendia limitar a imigração para evitar que a população permanente supere 10 milhões de pessoas até 2050.
Na Suíça, os estrangeiros representam mais de 25% da população.
Acesso ao serviço civil
Segundo os promotores do texto, a iniciativa deveria evitar a escassez de moradias, o aumento dos aluguéis, a urbanização fora de controle, os engarrafamentos, os trens lotados, o aumento da criminalidade, o sistema de saúde no limite e a baixa qualidade do ensino.
Em outro referendo, os suíços aprovaram, segundo as primeiras estimativas, a proposta de lei para endurecer o acesso ao serviço civil, em um cenário em que a guerra na Ucrânia e as tensões geopolíticas levam diversos países a reforçar seus exércitos.
O Reino Unido interceptou neste domingo (14), no Canal da Mancha, um petroleiro sancionado que pertence à “frota fantasma” russa, informou o Ministério da Defesa britânico.
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“Na primeira operação do tipo liderada pelo Reino Unido, o navio SMYRTOS foi abordado por oficiais dos Royal Marines e por agentes especialmente treinados da Agência Nacional contra o Crime, apesar dos esforços da Rússia para evitar as sanções e continuar alimentando sua bárbara guerra contra a Ucrânia”, afirmou o ministério.
O navio será levado para a costa sul da Inglaterra e ficará sob vigilância, acrescentou a pasta.
A operação foi celebrada pelo ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, que chamou a interceptação de golpe contra a “máquina de guerra” do Kremlin.
Londres sancionou centenas de embarcações suspeitas de pertencer à “frota fantasma” russa, integrada principalmente por petroleiros antigos, com a qual Moscou evita as sanções ocidentais impostas em resposta à invasão da Ucrânia em 2022.
França, Bélgica, Finlândia e outros países europeus também interceptaram recentemente navios suspeitos de contornar as sanções e que integram, segundo as autoridades, a “frota fantasma” russa.
Os Estados Unidos e Israel entraram em guerra contra o Irã buscando uma mudança de regime. Quase quatro meses depois, houve de fato uma mudança de regime — mas não a que eles desejavam. A chamada por alguns de “República Islâmica 3.0” é agora menos uma teocracia e mais uma junta militar dominada pela poderosa Guarda Revolucionária. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O terremoto que sacudiu o sul das Filipinas na última segunda-feira e deixou dezenas de mortos também elevou o fundo do mar em algumas áreas costeiras e coloca em risco os recifes de coral, anunciou neste domingo o Ministério do Meio Ambiente local.
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O tremor de magnitude 7,8 deixou pelo menos 61 mortos e 40 desaparecidos, segundo o último balanço da agência nacional de gestão de desastres.
Dois dias depois, moradores da ilha de Mindanao, no sul do país, alertaram para um “soerguimento da costa” e, em alguns pontos, a linha costeira avançou até 200 metros de terra adentro, informou o Ministério.
Segundo o instituto filipino de vulcanologia e sismologia, o deslocamento da fossa de Cotabato, a cerca de cinquenta quilômetros de Mindanao, “empurrou para cima certas partes das costas de Sarangani e Davao Ocidental (…), fazendo emergir o fundo do mar que antes estava submerso”.
“O levantamento mapeado é de cerca de dois metros”, segundo a mesma fonte.
O escritório regional do Ministério do Meio Ambiente divulgou imagens que mostram corais expostos ao ar livre, cobertos por peixes mortos e flora marinha.
Donald Trump voltou a afirmar que o governo dos Estados Unidos assinará um acordo com o Irã neste domingo (14) para acabar com a guerra no Oriente Médio, e que o Estreito de Ormuz será reaberto imediatamente. Mas os iranianos parecem dispostos a colocar água no chope na festa de aniversário do presidente americano, que completa 80 anos hoje. A agência de notícias iraniana Fars informou neste domingo que Teerã ainda não tomou uma decisão final sobre a assinatura do memorando em discussão com os Estados Unidos para encerrar a guerra no Golfo.
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“A República Islâmica do Irã ainda não tomou nem anunciou sua decisão final em relação ao memorando de entendimento proposto durante as negociações”, informou a Fars, que é próxima de círculos conservadores iranianos, citando “uma fonte bem informada próxima à equipe negociadora iraniana”.
Um assessor do ministro das Relações Exteriores do Catar chegou à capital iraniana neste domingo, de acordo com a agência de notícias Tasnim para “analisar os últimos acontecimentos relacionados ao processo diplomático”.
Uma mulher passa por um painel exibindo a bandeira nacional do Irã na Praça Enghelab, em Teerã
AFP
Linha-dura não aprova texto
Após uma semana com novos ataques entre Irã Estados Unidos e Israel, que provocaram o temor de uma nova escalada regional, Washington e Teerã anunciaram avanços no texto do memorando e que um acordo estaria próximo.
Na sexta e no sábado, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador no conflito, afirmou que o memorando seria assinado por via eletrônica nas próximas 24 horas e que os detalhes seriam discutidos na próxima semana. Teerã afirmou que nada seria assinado até domingo, e no sábado foram postados vídeos em que dezenas de pessoas protestam contra o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, deixando claro que a linha-dura do governo ainda não estava contente com os termos do memorando.
O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos atacaram o Irã e mataram o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei. Teerã respondeu com bombardeios contra alvos americanos nos países do Golfo aliados de Washington e com o fechamento do Estreito de Ormuz. Em 2 de março, o Líbano entrou na guerra com os ataques do Hezbollah contra Israel, que respondeu com uma ofensiva militar que já provocou mais de 3.700 mortes, segundo o governo libanês.
Líbano e projeto nuclear nas negociações
Uma trégua em 8 de abril interrompeu a maior parte dos ataques diretos entre Irã e Estados Unidos, mas não incluiu Israel, nem paralisou a guerra no Líbano — o que seria uma das exigências de Teerã.
As negociações permanecem estagnadas em vários pontos: o programa nuclear iraniano, o controle do Estreito de Ormuz (crucial para o comércio mundial de combustíveis e fertilizantes agrícolas), o fim das sanções ao Irã e a inclusão do Líbano no acordo de paz.
Segundo o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, o texto que está sendo negociado prevê o fim do bloqueio americano aos portos iranianos e uma nova gestão do Estreito de Ormuz, controlado por Teerã desde o início da guerra.
Entrevista ao GLOBO: Deficiência conceitual de Trump fica evidente com ameaça de destruir civilização do Irã, avalia historiador
A agência iraniana Mehr publicou na sexta-feira um texto apresentado como um rascunho de protocolo em 14 pontos, que inclui o direito ao enriquecimento de urânio e o desbloqueio rápido de 24 bilhões de dólares de fundos iranianos congelados no exterior, uma demanda crucial do Irã, que tem sua economia asfixiada pelas sanções.
Sobre o urânio enriquecido, outro ponto das negociações, Trump afirma que os Estados Unidos vão recuperar o material “no momento oportuno”. Até agora, Washington afirmava que qualquer acordo deveria conduzir ao “desmantelamento” do programa nuclear iraniano e permitir recuperar o material para destruí-lo e retirá-lo do país.
Sobre o Líbano, um funcionário de alto escalão do governo americano indicou que o país está, sim, incluído no acordo em discussão, como exigia Teerã.

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