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Entre as reviravoltas no discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a guerra contra o Irã — que em menos de 24 horas passou de uma sinalização à iminência de um acordo de paz para uma ordem de ataque aéreo e ameaças de retomada de um conflito de alta intensidade —, uma série de declarações contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelou que as insatisfações do republicano sobre os desdobramentos no Oriente Médio também alcançam o aliado na empreitada bélica, em uma relação sob pressão que dá sinais de desgaste. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Hauly: “Lei ajudou a barrar quase 2 mil candidaturas sujas na eleição de 2024”

A Lei da Ficha Limpa, que nasceu de iniciativa popular em 1993 e entrou em vigor em junho de 2010, completa 16 anos com alterações significativas e contestações no Supremo Tribunal Federal (STF). O texto original prevê que políticos condenados à perda dos direitos políticos não podem concorrer novamente a cargos eletivos por até 16 anos. Esse é o caso de senadores que têm mandato de 8 anos.

Um dos deputados que assinaram o projeto que deu origem à lei, o deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) afirma que somente na eleição de 2024 a lei ajudou a barrar quase 2 mil candidatos que tinham ficha suja. O parlamentar considera a norma um marco no combate à corrupção no Brasil.

“Foi um reforço legislativo que fizemos para fortalecer a legislação de combate aos corruptos, àqueles que cometem crimes de improbidade, enfim, àqueles que realmente metem a mão no jarro do dinheiro público. E o Brasil aprovou uma legislação que veio de iniciativa popular, 1,5 milhão de assinaturas foram apresentadas. E esta é uma lei que pegou. Eu acredito que hoje, nesses anos todos, próximo de 10 mil candidaturas de ficha suja foram barradas pela legislação”, disse.

Pela lei de 2010, políticos condenados por crimes como lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito não podem concorrer novamente durante todo o período restante do mandato e nos oito anos seguintes. No entanto, outra lei que entrou em vigor em 2025 reduziu o prazo em que os políticos ficam inelegíveis para, no máximo, 12 anos.

Mudanças recentes
O texto mais recente determina que o prazo de inelegibilidade começa com a condenação por um colegiado e será de oito anos a partir de então, o que antecipa a contagem de prazo e reduz o tempo em que o político fica inelegível. Se houver condenações posteriores, a soma do período em que o candidato não pode concorrer a cargos eletivos deve ser limitado a 12 anos.

No entanto, a lei mais nova prevê exceções a essa regra mais branda. Se a condenação ocorrer por crimes de maior gravidade, como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, terrorismo ou outros crimes hediondos, continua a valer a regra antiga: inelegibilidade de 8 anos contados a partir do cumprimento integral da pena.

Kayo Magalhães / Câmara dos deputados
Votação de pareceres e instauração de processos. Dep. Chico Alencar (PSOL-RJ)
Chico Alencar defende a restauração do texto de 2010

A lei aprovada em 2025 foi contestada pelo partido Rede Sustentabilidade no Supremo Tribunal Federal. A legenda alega que o mérito do texto aprovado na Câmara foi alterado pelo Senado, mas não retornou para análise dos deputados, como determina a Constituição. O partido também sustenta, no processo, que o abrandamento das regras permite o retorno de políticos condenados por crimes graves à vida pública prematuramente.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que já estava na Câmara na época da aprovação da Lei da Ficha Limpa, defende que os ministros do Supremo decidam pela restauração do texto aprovado em 2010.

“A lei é boa, é eficaz relativamente, teria que retirar e derrubar esse facilitário, inclusive o tempo de inelegibilidade, que foi reduzido recentemente através do próprio Parlamento. Eu espero que o Supremo Tribunal Federal decida com o olho num preceito constitucional, que é a integridade, que é a ética pública, que é a qualidade da representação, a partir desse princípio constitucional da impessoalidade, da publicidade, da ética, da honestidade. Espero que o STF aja nessa direção”, afirmou.

Um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes em maio deste ano suspendeu o julgamento da ação, que não tem data para recomeçar. Antes da interrupção da análise, a relatora do processo, ministra Carmem Lúcia, já havia votado a favor da manutenção da Lei da Ficha Limpa de 2010 nos principais pontos contestados pela Rede. O único ministro a votar depois da relatora foi Luiz Fux, que concordou inteiramente com o voto de Carmem Lúcia.

Uma fuga digna de cinema chamou a atenção da mídia europeia há quase um ano. No dia 17 de junho de 2025, o jovem russo Daniil Moukhametov, hoje com 22 anos, saltou de um trem em movimento para fugir do seu país e não prestar serviço militar em meio à guerra contra Ucrânia. Agora, ele teme ser devolvido ao país governado por Vladimir Putin. Depois de pedir asilo para a Finlândia e para a França, o governo francês decidiu transferir o processo para as autoridades lituanas, segundo reportagem publicada pelo jornal francês Le Monde. Segundo uma regra da União Europeia, pedidos de asilo precisam ser analisados pelo primeiro país onde o requerente entrou.
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Com seu nome na lista de pessoas proibidas de deixar o território russo por ter ignorado uma ordem de mobilização, ele decidiu que deveria fugir.
— Eu sabia que precisava deixar o país imediatamente. Percebi que, se fosse capturado, iria direto para um centro de detenção e depois seria enviado de volta para a Rússia — disse ele ao Le Monde.
Moukhametov já havia trabalhado na ferrovia como atendente de trem e eletricista ferroviário. Por isso, entendia como funcionava a viagem que vai de Adler, no sul do país, ao enclave russo de Kaliningrado, passando pelo território da Lituânia. Por conta disso, o trem não para ao passar em terras do país vizinho e também é vigiado muitas vezes por helicópteros. Ele abriu a porta com uma chave que tinha da época em que trabalhou nos trens e pulou em um momento de menor velocidade.
— Eu sabia que normalmente havia um helicóptero, mas quando pulei do trem não havia nenhum. Era noite e os outros passageiros estavam dormindo. O trem estava a cerca de 40 km/h. Claro que caí quando pulei, mas não me machuquei. Tive sorte. Na manhã seguinte, vi meu rosto nas capas dos jornais lituanos — completou.
Depois do salto, ele caminhou por uma floresta até conseguir chegar à cidade lituana de Kaunas. Agora ele está preso em Estrasburgo, na França, e aguarda uma decisão sobre o seu caso, que ganhou atenção da mídia europeia.
O seu advogado, Martin Jouvin, argumenta que o maior risco para Moukhametov não seria uma deportação direta da França para a Rússia, mas sim uma transferência para a Lituânia, que posteriormente poderia devolvê-lo às autoridades russas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (15), de encontros bilaterais com os presidentes da Suíça, Guy Parmelin, em Genebra; e da França, Emmanuel Macron, ao chegar na cidade francesa de Évian, onde participa Cúpula do G7 – fórum que reúne as sete maiores economias do mundo.

Na reunião com Macron, que durou cerca de 40 minutos, os líderes destacaram a cooperação bilateral, especialmente na área de defesa, com ênfase no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

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Trataram também do fortalecimento da cooperação entre a Guiana Francesa e o Amapá, bem como do interesse francês em apoiar o Brasil na área de supercomputadores.

Lula ainda relembrou a criação da Unitaid, organização internacional voltada à saúde global, criada em 2006 com o objetivo de ampliar o acesso de países do Sul Global a medicamentos e tecnologias da saúde.

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Suíça

No encontro com Parmelin, quando Lula estava a caminho da França, o foco da reunião foi a ampliação do comércio bilateral e a diversificação das exportações.

Segundo o Planalto, os dois presidentes concordaram que o acordo Mercosul-EFTA representa uma “oportunidade para ampliar o comércio, em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo”.


15.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o Presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Lula em reunião com Guy Parmelin – Ricardo Stuckert / PR

O EFTA reúne países europeus que estão fora da União Europeia – Suíça, Noruega, Islância e Liechtenstein.

Entre as decisões tomadas por Lula e Parmelin durante o encontro está a de expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, energia, saúde e defesa.

O presidente suíço elogiou o Brasil pela realização da COP30 e pelos avanços no combate ao desmatamento.

G7

Lula participa como convidado da Cúpula do G7, entre os dias 15 e 17 de junho. O grupo é formado por EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

Durante o encontro, ele deve defender a ampliação da ajuda internacional a países em desenvolvimento e a reforma da governança global, com ênfase em instituições como a ONU e a OMC.

Lula também participará de debates sobre crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial, abordando oportunidades e riscos da tecnologia.

A cúpula discutirá ainda temas como proteção digital de crianças, combate ao narcotráfico, migração, câncer e minerais críticos.

O presidente busca reforçar o multilateralismo em meio a tensões comerciais globais, incluindo críticas recentes dos Estados Unidos ao Brasil.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, emitiu um decreto para que sejam organizadas eleições presidenciais no início de 2027 e eleições legislativas em novembro do mesmo ano, anunciou seu gabinete nesta segunda-feira (15), sem detalhar se ele será candidato.
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Abbas, de 90 anos, venceu a última eleição presidencial palestina em 2005, com um mandato de quatro anos, que deveria ter terminado em 2009. No entanto, seu mandato foi prorrogado e nenhuma eleição presidencial foi realizada desde então. Abbas governa por decretos presidenciais, o que provoca críticas internas e externas.
“O presidente Mahmoud Abbas anunciou que serão realizadas eleições no início de 2027”, informou o comunicado da Presidência.
O dirigente também publicou um decreto para modificar os processos eleitorais.
Em outro comunicado da Presidência, Abbas ressaltou que estava “plenamente preparado para organizar as eleições do Conselho Nacional Palestino previstas para novembro, que incluem as eleições legislativas gerais no território nacional e eleições no exterior”.
O Conselho Nacional Palestino (CNP) é o Parlamento da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que tem mais de 700 membros dos territórios palestinos e do exterior.
As últimas eleições legislativas nos territórios palestinos foram realizadas em 2006, quando o Hamas venceu o Fatah, partido de Abbas, que até então dominava a política palestina. Como resultado, o Conselho Legislativo Palestino, Parlamento da Autoridade Palestina de Abbas, não se reúne desde 2007.
A realização de eleições faz parte das reformas exigidas pela comunidade internacional, que apoia financeiramente a Autoridade Palestina. O pesquisador jurídico palestino Mahmoud Al-Afranji afirmou que há vontade política e pressão internacional sobre a Autoridade Palestina para realizar as eleições.
Mas ele disse à AFP que a falta de garantias de que a votação será realizada em Jerusalém Oriental ocupada e na Faixa de Gaza continua sendo “um obstáculo à realização das eleições legislativas”.
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Em 2021, Abbas anunciou eleições legislativas e presidenciais para maio e julho daquele ano, respectivamente. Em seguida, elas foram adiadas por tempo indeterminado devido à falta de garantias de que a votação poderia ocorrer em Jerusalém Oriental, ocupada por Israel desde 1967.
Em abril, palestinos foram às urnas para eleger chefes de conselhos municipais na Cisjordânia ocupada, na primeira votação desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (15) que convocou para a tarde de amanhã (16) uma reunião do colégio de líderes para tratar do projeto de lei (PL) 1838/26, do governo federal, que acaba com a escala de seis dias de trabalho para cada dia de folga, a escala 6X1.

O objetivo é ter pontos do texto esclarecidos pelo relator, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA).

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Encaminhado pelo governo em abril, o projeto define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e oito diárias, além de garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas.

Por ter sido encaminhada em regime de urgência, a proposta está trancando a pauta do plenário da Câmara, que só pode deliberar propostas de Emenda à Constituição (PECs), Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) e requerimentos de urgência até que o projeto seja votado.

“Convoquei Reunião de Líderes para amanhã (16), às 14h. Na ocasião, o deputado @leopratesba vai esclarecer pontos do seu parecer sobre o PL que acaba com a escala 6×1, apesar de já termos aprovado a PEC sobre a redução da jornada de trabalho. Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, escreveu Motta em uma rede social.

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Na quinta-feira (11), Motta designou o deputado Leo Prates, que também relatou o texto da PEC que acabou com a escala 6×1, como relator do projeto. O texto aprovado no final de maio reduziu a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga (5×2). A atualmente a PEC está em análise no Senado Federal.

Além do projeto de lei que acaba com escala 6X1, os líderes vão debater ainda o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível.

Na última quarta-feira (10), a coordenadora do grupo de trabalho que debate a proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), apresentou uma nova versão do texto, que já foi aprovado no Senado.

“Já a deputada @tabataamaralsp apresentará os resultados do GT da Misoginia. Devemos votar os dois projetos em plenário ainda nesta semana”, completou Motta.

A relatora alterou principalmente a definição de misoginia.

“A fim de preservar a uniformidade conceitual da legislação penal e processual penal sobre o tema, propomos a substituição dos termos ‘ódio’ e ‘aversão’, previstos no projeto para a caracterização da misoginia, pelas expressões ‘menosprezo ou discriminação’ em razão da ‘condição de mulher’.”

Pelo menos 40 pessoas, incluindo 18 manifestantes, foram executadas no Irã desde janeiro por “razões de segurança nacional”, afirmou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, nesta segunda-feira.
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— As autoridades intensificaram a brutal repressão, realizando milhares de prisões e impondo restrições ainda mais severas ao espaço cívico — declarou Türk ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra.
As autoridades iranianas “executaram pelo menos 40 pessoas por razões de segurança nacional desde o início do ano, 18 das quais eram manifestantes”, acrescentou Türk.
O país foi abalado por grandes manifestações contra o regime em diversas cidades entre o final de dezembro e janeiro. A repressão deixou milhares de mortos, segundo organizações de direitos humanos.
Em maio, um homem foi enforcado após ser considerado culpado de ter ligações com a agência de inteligência israelense Mossad, segundo o gabinete de imprensa do Judiciário. Esta foi a mais recente execução desde o início da guerra desencadeada no Oriente Médio pelo ataque conjunto dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica. Desde então, as prisões e execuções aumentaram no país.
“Ehsan Afreshteh, um espião treinado pelo Mossad no Nepal, que vendeu informações confidenciais a Israel, foi executado”, disse Mizan, o gabinete de imprensa do Judiciário. “Preso e julgado por espionagem e colaboração com o regime sionista, ele foi enforcado após a Suprema Corte confirmar o veredicto”.
De acordo com organizações de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, o Irã é o país que mais frequentemente aplica a pena de morte depois da China. Na segunda-feira, Teerã anunciou a execução de um estudante de engenharia aeroespacial suspeito de espionagem para os serviços de inteligência israelenses e americanos.
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Um levantamento publicado pelo jornal britânico Financial Times (FT) no mês passado indicava que pelo menos 28 homens foram executados na República Islâmica desde 18 de março. O número, resultado de relatos da mídia estatal iraniana levantados pelo FT, indica que a República Islâmica intensificou o enforcamento de acusados de se manifestarem contra o regime dos aiatolás ou de colaborarem com forças estrangeiras em meio à guerra com Estados Unidos e Israel.
Fontes ouvidas pelo FT afirmam que mudanças na legislação favoreceram as execuções de caráter político. Desde que chegaram ao poder em 1979, os líderes da República Islâmica têm usado execuções como ferramenta de controle e manutenção do poder. A Anistia Internacional afirma que o regime iraniano realizou mais de mil execuções entre o início do ano de 2025 e o final de setembro do mesmo ano, a maior taxa em pelo menos 15 anos.
(Com AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o Estreito de Ormuz estará totalmente reaberto até sexta-feira e que navios carregados de petróleo já “começam a sair” da principal rota energética do mundo após o anúncio de um acordo preliminar entre Washington e Teerã para encerrar a guerra. Especialistas em segurança marítima e representantes do setor de navegação, porém, alertam que a retomada completa do tráfego pode levar semanas ou até meses devido à ameaça de minas navais supostamente instaladas pelo Irã e à necessidade de operações de limpeza antes que seguradoras, empresas de navegação e companhias petrolíferas considerem a rota segura novamente, segundo informações do jornal Times of Israel.
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De acordo com avaliações de cinco fontes ocidentais de segurança marítima, a operação para garantir que o estreito esteja livre de explosivos pode durar entre 40 e 50 dias, mesmo com o uso de embarcações especializadas e drones submarinos de última geração. Até lá, empresas do setor tendem a evitar a rota ou operar com cautela.
“Os navios começam a sair, muitos carregados de petróleo, do Estreito de Ormuz”, escreveu Trump na rede Truth Social enquanto seguia para a cúpula do G7 na França.
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Mais tarde, antes de se reunir com o presidente francês, Emmanuel Macron, Trump afirmou que o estreito já havia sido “parcialmente reaberto”, mas reconheceu que as autoridades ainda estão “procurando algumas minas” na região.
O presidente americano também disse esperar que a passagem marítima esteja totalmente aberta até sexta-feira e afirmou que pretende pedir a líderes europeus apoio na operação de remoção de explosivos. Segundo Trump, embora os EUA não precisem de ajuda, não faria mal contar com “um ou dois navios de alguns países” participando da missão.
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As declarações também contrastam com mensagens divergentes emitidas por integrantes do próprio governo americano. Enquanto Trump afirmou que a hidrovia estará completamente aberta até sexta-feira, uma alta autoridade dos EUA disse a jornalistas que o tráfego marítimo não deve voltar ao normal por pelo menos duas semanas. Outro funcionário da administração, na mesma conversa com a imprensa, afirmou que a reabertura total ocorrerá ainda nesta semana.
Apesar do otimismo demonstrado pela Casa Branca, grupos do setor marítimo alertaram nesta segunda-feira que ainda é cedo para considerar a passagem segura. A associação internacional de transporte marítimo BIMCO afirmou que a ameaça representada pelas minas continua sendo uma preocupação imediata e que corredores livres de explosivos ainda precisam ser estabelecidos.
— Ainda consideramos muito arriscado que os navios retomem as travessias neste momento — diz Jakob Larsen, diretor de segurança da BIMCO. — A ameaça de minas na região continua sendo uma preocupação imediata e também de longo prazo, e rotas livres de minas precisam ser estabelecidas.
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Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos diariamente no mundo passavam pelo Estreito de Ormuz. Especialistas afirmam que atrasos na reabertura total da rota podem manter retidos dezenas de milhões de barris de petróleo, em um momento em que os estoques das principais economias globais estão próximos dos níveis mais baixos em mais de duas décadas.
Embora algumas embarcações tenham deixado a região nas últimas semanas com apoio de Washington e Teerã, o tráfego segue muito abaixo do normal. Dados do setor marítimo indicam que entre 12 e 15 navios atravessaram diariamente o estreito nas últimas semanas, contra uma média de 120 a 140 embarcações por dia antes do conflito.
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Negociações em andamento
A assinatura do acordo entre EUA e Irã está prevista para sexta-feira, em Genebra. Nesta segunda-feira, o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que Washington espera que o estreito permaneça aberto ao tráfego internacional “sem pedágios” cobrados por Teerã.
A declaração foi feita após a chancelaria iraniana anunciar que pretende cobrar taxas por serviços marítimos. Segundo Vance, a questão deverá ser discutida durante negociações técnicas previstas para durar dois meses.
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O vice-presidente afirmou ainda que o acordo está baseado em um processo de verificação em duas etapas e reiterou que o acesso da República Islâmica a uma economia livre de sanções dependerá do cumprimento dos compromissos assumidos por Teerã.
A incerteza, no entanto, permanece sobre diversos pontos do pacto, incluindo o acesso iraniano a recursos financeiros congelados no exterior e o eventual alívio das sanções internacionais e americanas.
A ameaça das minas
Não está claro quantas minas o Irã pode ter instalado no estreito. Durante o conflito, Teerã ameaçou empregar esse tipo de armamento para reforçar seu controle sobre a passagem marítima, mas não informou se efetivamente posicionou explosivos na região. Os EUA, por sua vez, afirmam que as minas representam um risco real e dizem ter atacado embarcações iranianas utilizadas para sua instalação.
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Em 2 de junho, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou durante uma audiência no Senado que o Irã havia “minado grandes áreas de Ormuz”, sem fornecer mais detalhes. Dias depois, a Marinha da Alemanha, citando informações das marinhas americana e britânica, informou que minas teriam sido identificadas em quatro pontos próximos ao estreito, embora não tenha conseguido verificar os relatos de forma independente.
Questionado sobre a localização e a quantidade de explosivos, um porta-voz do Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou recentemente que não poderia divulgar detalhes por razões de segurança operacional.
— Os esforços militares americanos para garantir que o Estreito de Ormuz esteja completamente livre das minas marítimas instaladas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã continuam em andamento — declarou.
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O Centro de Segurança Marítima de Omã também alertou navegadores em maio para que redobrassem a cautela ao trafegar pela região após relatar o avistamento de um objeto suspeito de ser uma mina flutuante.
Mesmo a simples possibilidade da existência de minas já é suficiente para afastar empresas da rota. Um superpetroleiro e sua carga de petróleo bruto podem valer cerca de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão), o que leva seguradoras especializadas em riscos de guerra, companhias petrolíferas e empresas de navegação a exigir garantias de segurança antes de autorizar novas travessias.
— Uma única mina marítima é suficiente para provocar mortes — afirma Rene Kofod-Olsen, diretor-presidente da empresa V.Group, uma das maiores do mundo em gestão técnica de embarcações e tripulações, que mantém 13 navios retidos no Golfo. — Isso representa, evidentemente, um enorme problema para o transporte marítimo global.
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Especialistas avaliam que, mesmo após os ataques americanos destinados a destruir embarcações e estoques iranianos utilizados na instalação de minas, Teerã ainda pode possuir até mil desses artefatos.
— Se um campo minado for detectado, a eliminação da ameaça pode levar semanas ou até meses — afirma Corey Ranslem, diretor-presidente da empresa de segurança marítima Dryad Global.
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), Arsenio Dominguez, saudou nesta segunda-feira o acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, classificando-o como “um passo importante” para restaurar a segurança da rota.
— No entanto, sua implementação exigirá tempo para garantir que todas as medidas necessárias de segurança e proteção estejam em vigor — ressalta.
(Com AFP e New York Times)
Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, chegava à França nesta segunda-feira, poucas horas depois de presenciar uma série de brigas em frente à Casa Branca, os aliados dos Estados Unidos observavam atentamente para ver se ele encararia a cúpula anual do G7 — encontro das lideranças dos sete países mais ricos do mundo —, na cidade francesa de Évian-les-Bains, como uma oportunidade de colaboração ou mais uma disputa. As posições de Trump sobre comércio, a guerra na Ucrânia e a Otan o colocaram em desacordo com os líderes europeus há anos. Mas foi a guerra de três meses entre EUA e Israel com o Irã que levou esses aliados a enxergarem o presidente americano mais como um oponente combativo do que como um parceiro confiável.
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Nas últimas semanas, ele criticou duramente os líderes europeus por não apoiarem a guerra, que já matou milhares de pessoas e abalou a economia global. Trump anunciou no domingo que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e continuar as negociações para pôr fim à guerra. Mas o conflito e o aumento dos preços da energia que ele causou provavelmente ainda dominariam as reuniões.
— Qual Trump vai se apresentar? Estará com espírito de luta? Ele pode querer aparecer para repreender os aliados por não se mobilizarem para lutar no Golfo — perguntou Heidi E. Crebo-Rediker, pesquisadora sênior do Conselho de Relações Exteriores.
Espera-se que Trump se encontre com o presidente francês, Emmanuel Macron, na noite de hoje, antes de realizar reuniões em grupo com outros líderes mundiais na terça e quarta-feira. Trump buscará o apoio desses países para a remoção das minas iranianas do Estreito de Ormuz, assim que este for reaberto, de acordo com altos funcionários do governo que falaram sob condição de anonimato para antecipar a cúpula. Ele também se reunirá com os líderes de Catar, Egito e Emirados Árabes Unidos.
O governo americano também espera fechar novos acordos de investimento com essas nações e discutir temas como minerais críticos, inteligência artificial e imigração ilegal, segundo os funcionários. Este último tema, a imigração, pode abrir caminho para que Trump entre em conflito com os líderes europeus que questionam seu governo.
Após o chanceler alemão, Friedrich Merz, ter afirmado, em abril, que os Estados Unidos estavam sendo “humilhados” pelos negociadores iranianos, Trump o acusou de “interferir” no conflito, escrevendo nas redes sociais que ele deveria dedicar mais tempo a “consertar seu país em crise, especialmente a imigração”. Apenas alguns dias depois, o Pentágono anunciou a retirada de 5.000 soldados da Alemanha.
E há pouco mais de uma semana, o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, usou um discurso sobre o Dia D na França para criticar a Europa por suas políticas migratórias, afirmando que “ideologias perigosas” estavam invadindo as costas do continente, em uma situação que ele comparou a uma “invasão”.
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Afastamento da Europa
Trump há muito tempo é o elemento destoante nas reuniões dos líderes do G7, que representam sete das maiores economias industrializadas do mundo: Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos. Em 2018, durante seu primeiro mandato, Trump abandonou abruptamente a cúpula realizada no Canadá, após impor tarifas ao país anfitrião, antagonizar aliados dos EUA e pedir que os países ocidentais se aproximassem da Rússia.
No ano passado, na primeira reunião do G7 de seu segundo mandato, ele protagonizou um espetáculo semelhante. Ele defendeu a readmissão da Rússia à aliança, que havia sido expulsa em 2014 após atacar a Ucrânia e “anexar” a Crimeia, um prelúdio para sua invasão em larga escala em 2022. Ele proclamou que, se a Rússia tivesse sido readmitida, a guerra na Ucrânia teria sido evitada. Em seguida, deixou a cúpula mais cedo para se juntar a Israel na realização de ataques no Irã. No ano que se seguiu, Trump tornou-se ainda mais isolado.
Em sua visita à Suíça, em janeiro, para participar do Fórum Econômico Mundial em Davos, o presidente americano ameaçou impor uma nova rodada de tarifas contra as nações europeias, a menos que estas cedessem às suas exigências de que os Estados Unidos anexassem a Groenlândia. Isso levou alguns líderes a alertarem que a era de tratar os Estados Unidos como um aliado confiável parecia ter chegado ao fim, substituída pelo que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, chamou de “ruptura”.
— Isso levou a uma verdadeira quebra de confiança e à sensação de que os Estados Unidos não são realmente um parceiro confiável — afirmou Max Bergmann, diretor do Programa Europa, Rússia e Eurásia do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.
Especialistas afirmam que a dinâmica das reuniões deste ano será notavelmente diferente. No ano passado, os líderes demonstraram deferência a Trump, na esperança de que os Estados Unidos continuassem a apoiar a Ucrânia e pudessem persuadir a Rússia a cessar sua agressão.
Os líderes europeus também buscavam fechar acordos comerciais, visto que o presidente ameaçava repetidamente e impunha tarifas para obter concessões de seus parceiros comerciais. Além disso, temiam uma guerra mais ampla no Oriente Médio, após o ataque surpresa de Israel ao Irã, e havia ainda uma preocupação generalizada com o aumento vertiginoso dos preços dos combustíveis, causado pela invasão russa da Ucrânia.
Este ano, distanciaram-se da guerra com o Irã, iniciada pelos Estados Unidos ao lado de Israel em fevereiro, ou até mesmo a criticaram abertamente. Pregam a autossuficiência e se afirmam como líderes da campanha para o fim da guerra na Ucrânia. E as preocupações com o aumento vertiginoso dos preços da energia são dominadas pela guerra com o Irã, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz e que Trump tem lutado para encerrar.
Mas o líder republicano sinalizou que retaliará contra seus críticos europeus. Além da retirada de tropas da Alemanha, ele também fez ameaças veladas aos aliados europeus na Otan, questionando se os EUA deveriam defendê-los em caso de ataque, visto que não apoiaram a guerra com o Irã.
— O que estamos vendo cada vez mais é que os europeus começam a pensar em uma vida com menos Estados Unidos — disse Bergmann. — Estamos vendo isso em relação à Ucrânia, em particular, onde a União Europeia se mobilizou e se tornou a principal financiadora do país.
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Ucrânia na pauta
O presidente Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, participará da cúpula, e ele e Trump participarão de uma sessão de trabalho na terça-feira. Mas um alto funcionário do governo americano disse que os dois líderes não tinham um encontro a sós agendado. No domingo, antes de viajar para a cúpula, Trump conversou por telefone com Zelensky e com o presidente Vladimir Putin, da Rússia, segundo um funcionário da Casa Branca que falou sob condição de anonimato para confirmar as conversas.
Zelensky propôs conversas presenciais com Putin para tentar pôr fim à guerra. Ele quer que os europeus desempenhem um papel mais proeminente no processo, preocupado com o fato de os EUA estarem distraídos pelo conflito no Irã.
Os membros europeus do G7 querem persuadir Trump de que a posição da Ucrânia se fortaleceu, que a Europa agora está arcando com o ônus financeiro, militar e político do esforço de guerra ucraniano e que o G7 deve chegar a um acordo sobre como abordar negociações significativas com Putin.
Trump ainda demonstra que pode ser influenciado pelos europeus, principalmente quando confrontado com bajulação ou pompa. O Rei Carlos III conseguiu apaziguar as tensões entre os Estados Unidos e o Reino Unido — pelo menos brevemente — durante sua visita de Estado a Washington, em maio. Macron agradou Trump durante sua visita a Paris, em 2017, quando o recebeu para jantar na Torre Eiffel.
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O presidente francês tentará impressionar Trump mais uma vez. Ele já adiou o início da cúpula para atender ao desejo de Trump de comparecer ao evento do Ultimate Fighting Championship (UFC) na Casa Branca, em seu aniversário de 80 anos. Além disso, Macron deverá jantar com Trump na quarta-feira à noite no Palácio de Versalhes, a luxuosa residência da realeza francesa.
Será a maneira que Macron encontrou de celebrar o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos, poucos dias depois de Trump ter marcado a data com lutas em gaiola na Casa Branca.]
Além das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, um dos temas centrais que serão debatidos no encontro é o avanço da inteligência artificial. A França convidou cerca de uma dúzia de executivos seniores do setor de tecnologia, incluindo Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, CEO da Anthropic, para discutir as mais recentes tecnologias de IA e as possíveis ameaças e oportunidades que elas oferecem. A proteção das crianças online e da infraestrutura digital também estará na agenda, mas não a tributação das gigantes digitais.
(Com New York Times)
Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Hugo Motta quer votar os dois projetos no Plenário ainda nesta semana

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) convocou reunião de líderes para esta terça-feira (16), às 14 horas, para discutir o Projeto de Lei 1838/26, que acaba com a escala de trabalho 6×1. Durante o encontro, o relator da proposta, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deverá esclarecer pontos de seu parecer.

O texto, que fixa a duração normal do trabalho em até 40 horas semanais, é o item único da pauta do Plenário.

O projeto foi enviado pelo Poder Executivo com regime de urgência e tranca a pauta de votações do Plenário. “Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, disse Motta em suas redes sociais.

Misoginia
Na mesma reunião, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) apresentará aos líderes partidários os resultados do grupo de trabalho que discutiu medidas de combate à misoginia.

Ela é coordenadora do grupo que analisa o projeto de criminalização da misoginia (PL 896/2023).

“Devemos votar os dois projetos em Plenário ainda nesta semana”, adiantou o presidente da Câmara.

Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 33 ficaram feridas após um ônibus despencar de um desfiladeiro de cerca de 100 metros de altura na Etiópia, de acordo com o portal britânico The Sun. O acidente aconteceu na manhã desta segunda-feira (15) em uma estrada montanhosa da região de Amhara, no norte do país.
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De acordo com a emissora estatal Amhara Media Corporation, o veículo fazia o trajeto entre a cidade de Dessie e a capital etíope, Adis Abeba, quando saiu da pista e caiu em um desfiladeiro. Entre os mortos está o motorista do ônibus.
Segundo o comandante do bombeiros Getachew Muhiye, os feridos sofreram lesões de diferentes gravidades e foram encaminhados para hospitais nas cidades de Dessie e Kombolcha.
As autoridades informaram que parte das vítimas não resistiu devido à demora no atendimento de emergência. A região onde ocorreu o acidente enfrenta carência de infraestrutura básica e de serviços de ambulância, o que obrigou moradores a utilizarem veículos particulares para transportar muitos dos sobreviventes, ainda segunda a publicação.
Ônibus que caiu de desfiladeiro na Etiópia
Reprodução / Serviço de Comunicação do Governo de Amhara
Imagens divulgadas pelo gabinete de comunicação do governo regional mostram o trecho onde ocorreu o desastre. A estrada faz uma curva acentuada em formato de “S” em uma área de relevo montanhoso considerada perigosa. O ônibus ficou completamente destruído após a queda.
As causas do acidente ainda não foram esclarecidas, e uma investigação foi aberta pelas autoridades locais.
Acidentes graves de trânsito são frequentes na Etiópia, onde problemas como estradas mal conservadas e falhas nos padrões de direção contribuem para o elevado número de vítimas.
Em dezembro de 2024, um dos acidentes mais letais da história recente do país matou 71 pessoas na região de Sidama, no sul da Etiópia. Na ocasião, um ônibus que transportava convidados de um casamento caiu em um rio. O desastre foi considerado o mais mortal registrado no país em 25 anos.
Poucos meses antes, em setembro daquele ano, outro ônibus caiu em um rio na região de Wolaita, também no sul etíope, deixando ao menos 28 mortos e 19 feridos graves.
Estrada onde ônibus caiu na Etiópia
Reprodução / Serviço de Comunicação do Governo de Amhara

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