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Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Hugo Motta quer votar os dois projetos no Plenário ainda nesta semana

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) convocou reunião de líderes para esta terça-feira (16), às 14 horas, para discutir o Projeto de Lei 1838/26, que acaba com a escala de trabalho 6×1. Durante o encontro, o relator da proposta, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deverá esclarecer pontos de seu parecer.

O texto, que fixa a duração normal do trabalho em até 40 horas semanais, é o item único da pauta do Plenário.

O projeto foi enviado pelo Poder Executivo com regime de urgência e tranca a pauta de votações do Plenário. “Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, disse Motta em suas redes sociais.

Misoginia
Na mesma reunião, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) apresentará aos líderes partidários os resultados do grupo de trabalho que discutiu medidas de combate à misoginia.

Ela é coordenadora do grupo que analisa o projeto de criminalização da misoginia (PL 896/2023).

“Devemos votar os dois projetos em Plenário ainda nesta semana”, adiantou o presidente da Câmara.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (15) que convocou para a tarde de amanhã (16) uma reunião do colégio de líderes para tratar do projeto de lei (PL) 1838/26, do governo federal, que acaba com a escala de seis dias de trabalho para cada dia de folga, a escala 6X1.

O objetivo é ter pontos do texto esclarecidos pelo relator, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA).

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Encaminhado pelo governo em abril, o projeto define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e oito diárias, além de garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas.

Por ter sido encaminhada em regime de urgência, a proposta está trancando a pauta do plenário da Câmara, que só pode deliberar propostas de Emenda à Constituição (PECs), Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) e requerimentos de urgência até que o projeto seja votado.

“Convoquei Reunião de Líderes para amanhã (16), às 14h. Na ocasião, o deputado @leopratesba vai esclarecer pontos do seu parecer sobre o PL que acaba com a escala 6×1, apesar de já termos aprovado a PEC sobre a redução da jornada de trabalho. Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, escreveu Motta em uma rede social.

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Na quinta-feira (11), Motta designou o deputado Leo Prates, que também relatou o texto da PEC que acabou com a escala 6×1, como relator do projeto. O texto aprovado no final de maio reduziu a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga (5×2). A atualmente a PEC está em análise no Senado Federal.

Além do projeto de lei que acaba com escala 6X1, os líderes vão debater ainda o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível.

Na última quarta-feira (10), a coordenadora do grupo de trabalho que debate a proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), apresentou uma nova versão do texto, que já foi aprovado no Senado.

“Já a deputada @tabataamaralsp apresentará os resultados do GT da Misoginia. Devemos votar os dois projetos em plenário ainda nesta semana”, completou Motta.

A relatora alterou principalmente a definição de misoginia.

“A fim de preservar a uniformidade conceitual da legislação penal e processual penal sobre o tema, propomos a substituição dos termos ‘ódio’ e ‘aversão’, previstos no projeto para a caracterização da misoginia, pelas expressões ‘menosprezo ou discriminação’ em razão da ‘condição de mulher’.”

Pelo menos 40 pessoas, incluindo 18 manifestantes, foram executadas no Irã desde janeiro por “razões de segurança nacional”, afirmou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, nesta segunda-feira.
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— As autoridades intensificaram a brutal repressão, realizando milhares de prisões e impondo restrições ainda mais severas ao espaço cívico — declarou Türk ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra.
As autoridades iranianas “executaram pelo menos 40 pessoas por razões de segurança nacional desde o início do ano, 18 das quais eram manifestantes”, acrescentou Türk.
O país foi abalado por grandes manifestações contra o regime em diversas cidades entre o final de dezembro e janeiro. A repressão deixou milhares de mortos, segundo organizações de direitos humanos.
Em maio, um homem foi enforcado após ser considerado culpado de ter ligações com a agência de inteligência israelense Mossad, segundo o gabinete de imprensa do Judiciário. Esta foi a mais recente execução desde o início da guerra desencadeada no Oriente Médio pelo ataque conjunto dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica. Desde então, as prisões e execuções aumentaram no país.
“Ehsan Afreshteh, um espião treinado pelo Mossad no Nepal, que vendeu informações confidenciais a Israel, foi executado”, disse Mizan, o gabinete de imprensa do Judiciário. “Preso e julgado por espionagem e colaboração com o regime sionista, ele foi enforcado após a Suprema Corte confirmar o veredicto”.
De acordo com organizações de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, o Irã é o país que mais frequentemente aplica a pena de morte depois da China. Na segunda-feira, Teerã anunciou a execução de um estudante de engenharia aeroespacial suspeito de espionagem para os serviços de inteligência israelenses e americanos.
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Um levantamento publicado pelo jornal britânico Financial Times (FT) no mês passado indicava que pelo menos 28 homens foram executados na República Islâmica desde 18 de março. O número, resultado de relatos da mídia estatal iraniana levantados pelo FT, indica que a República Islâmica intensificou o enforcamento de acusados de se manifestarem contra o regime dos aiatolás ou de colaborarem com forças estrangeiras em meio à guerra com Estados Unidos e Israel.
Fontes ouvidas pelo FT afirmam que mudanças na legislação favoreceram as execuções de caráter político. Desde que chegaram ao poder em 1979, os líderes da República Islâmica têm usado execuções como ferramenta de controle e manutenção do poder. A Anistia Internacional afirma que o regime iraniano realizou mais de mil execuções entre o início do ano de 2025 e o final de setembro do mesmo ano, a maior taxa em pelo menos 15 anos.
(Com AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o Estreito de Ormuz estará totalmente reaberto até sexta-feira e que navios carregados de petróleo já “começam a sair” da principal rota energética do mundo após o anúncio de um acordo preliminar entre Washington e Teerã para encerrar a guerra. Especialistas em segurança marítima e representantes do setor de navegação, porém, alertam que a retomada completa do tráfego pode levar semanas ou até meses devido à ameaça de minas navais supostamente instaladas pelo Irã e à necessidade de operações de limpeza antes que seguradoras, empresas de navegação e companhias petrolíferas considerem a rota segura novamente, segundo informações do jornal Times of Israel.
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De acordo com avaliações de cinco fontes ocidentais de segurança marítima, a operação para garantir que o estreito esteja livre de explosivos pode durar entre 40 e 50 dias, mesmo com o uso de embarcações especializadas e drones submarinos de última geração. Até lá, empresas do setor tendem a evitar a rota ou operar com cautela.
“Os navios começam a sair, muitos carregados de petróleo, do Estreito de Ormuz”, escreveu Trump na rede Truth Social enquanto seguia para a cúpula do G7 na França.
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Mais tarde, antes de se reunir com o presidente francês, Emmanuel Macron, Trump afirmou que o estreito já havia sido “parcialmente reaberto”, mas reconheceu que as autoridades ainda estão “procurando algumas minas” na região.
O presidente americano também disse esperar que a passagem marítima esteja totalmente aberta até sexta-feira e afirmou que pretende pedir a líderes europeus apoio na operação de remoção de explosivos. Segundo Trump, embora os EUA não precisem de ajuda, não faria mal contar com “um ou dois navios de alguns países” participando da missão.
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As declarações também contrastam com mensagens divergentes emitidas por integrantes do próprio governo americano. Enquanto Trump afirmou que a hidrovia estará completamente aberta até sexta-feira, uma alta autoridade dos EUA disse a jornalistas que o tráfego marítimo não deve voltar ao normal por pelo menos duas semanas. Outro funcionário da administração, na mesma conversa com a imprensa, afirmou que a reabertura total ocorrerá ainda nesta semana.
Apesar do otimismo demonstrado pela Casa Branca, grupos do setor marítimo alertaram nesta segunda-feira que ainda é cedo para considerar a passagem segura. A associação internacional de transporte marítimo BIMCO afirmou que a ameaça representada pelas minas continua sendo uma preocupação imediata e que corredores livres de explosivos ainda precisam ser estabelecidos.
— Ainda consideramos muito arriscado que os navios retomem as travessias neste momento — diz Jakob Larsen, diretor de segurança da BIMCO. — A ameaça de minas na região continua sendo uma preocupação imediata e também de longo prazo, e rotas livres de minas precisam ser estabelecidas.
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Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos diariamente no mundo passavam pelo Estreito de Ormuz. Especialistas afirmam que atrasos na reabertura total da rota podem manter retidos dezenas de milhões de barris de petróleo, em um momento em que os estoques das principais economias globais estão próximos dos níveis mais baixos em mais de duas décadas.
Embora algumas embarcações tenham deixado a região nas últimas semanas com apoio de Washington e Teerã, o tráfego segue muito abaixo do normal. Dados do setor marítimo indicam que entre 12 e 15 navios atravessaram diariamente o estreito nas últimas semanas, contra uma média de 120 a 140 embarcações por dia antes do conflito.
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Negociações em andamento
A assinatura do acordo entre EUA e Irã está prevista para sexta-feira, em Genebra. Nesta segunda-feira, o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que Washington espera que o estreito permaneça aberto ao tráfego internacional “sem pedágios” cobrados por Teerã.
A declaração foi feita após a chancelaria iraniana anunciar que pretende cobrar taxas por serviços marítimos. Segundo Vance, a questão deverá ser discutida durante negociações técnicas previstas para durar dois meses.
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O vice-presidente afirmou ainda que o acordo está baseado em um processo de verificação em duas etapas e reiterou que o acesso da República Islâmica a uma economia livre de sanções dependerá do cumprimento dos compromissos assumidos por Teerã.
A incerteza, no entanto, permanece sobre diversos pontos do pacto, incluindo o acesso iraniano a recursos financeiros congelados no exterior e o eventual alívio das sanções internacionais e americanas.
A ameaça das minas
Não está claro quantas minas o Irã pode ter instalado no estreito. Durante o conflito, Teerã ameaçou empregar esse tipo de armamento para reforçar seu controle sobre a passagem marítima, mas não informou se efetivamente posicionou explosivos na região. Os EUA, por sua vez, afirmam que as minas representam um risco real e dizem ter atacado embarcações iranianas utilizadas para sua instalação.
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Em 2 de junho, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou durante uma audiência no Senado que o Irã havia “minado grandes áreas de Ormuz”, sem fornecer mais detalhes. Dias depois, a Marinha da Alemanha, citando informações das marinhas americana e britânica, informou que minas teriam sido identificadas em quatro pontos próximos ao estreito, embora não tenha conseguido verificar os relatos de forma independente.
Questionado sobre a localização e a quantidade de explosivos, um porta-voz do Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou recentemente que não poderia divulgar detalhes por razões de segurança operacional.
— Os esforços militares americanos para garantir que o Estreito de Ormuz esteja completamente livre das minas marítimas instaladas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã continuam em andamento — declarou.
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O Centro de Segurança Marítima de Omã também alertou navegadores em maio para que redobrassem a cautela ao trafegar pela região após relatar o avistamento de um objeto suspeito de ser uma mina flutuante.
Mesmo a simples possibilidade da existência de minas já é suficiente para afastar empresas da rota. Um superpetroleiro e sua carga de petróleo bruto podem valer cerca de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão), o que leva seguradoras especializadas em riscos de guerra, companhias petrolíferas e empresas de navegação a exigir garantias de segurança antes de autorizar novas travessias.
— Uma única mina marítima é suficiente para provocar mortes — afirma Rene Kofod-Olsen, diretor-presidente da empresa V.Group, uma das maiores do mundo em gestão técnica de embarcações e tripulações, que mantém 13 navios retidos no Golfo. — Isso representa, evidentemente, um enorme problema para o transporte marítimo global.
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Especialistas avaliam que, mesmo após os ataques americanos destinados a destruir embarcações e estoques iranianos utilizados na instalação de minas, Teerã ainda pode possuir até mil desses artefatos.
— Se um campo minado for detectado, a eliminação da ameaça pode levar semanas ou até meses — afirma Corey Ranslem, diretor-presidente da empresa de segurança marítima Dryad Global.
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), Arsenio Dominguez, saudou nesta segunda-feira o acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, classificando-o como “um passo importante” para restaurar a segurança da rota.
— No entanto, sua implementação exigirá tempo para garantir que todas as medidas necessárias de segurança e proteção estejam em vigor — ressalta.
(Com AFP e New York Times)
Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, chegava à França nesta segunda-feira, poucas horas depois de presenciar uma série de brigas em frente à Casa Branca, os aliados dos Estados Unidos observavam atentamente para ver se ele encararia a cúpula anual do G7 — encontro das lideranças dos sete países mais ricos do mundo —, na cidade francesa de Évian-les-Bains, como uma oportunidade de colaboração ou mais uma disputa. As posições de Trump sobre comércio, a guerra na Ucrânia e a Otan o colocaram em desacordo com os líderes europeus há anos. Mas foi a guerra de três meses entre EUA e Israel com o Irã que levou esses aliados a enxergarem o presidente americano mais como um oponente combativo do que como um parceiro confiável.
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Nas últimas semanas, ele criticou duramente os líderes europeus por não apoiarem a guerra, que já matou milhares de pessoas e abalou a economia global. Trump anunciou no domingo que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e continuar as negociações para pôr fim à guerra. Mas o conflito e o aumento dos preços da energia que ele causou provavelmente ainda dominariam as reuniões.
— Qual Trump vai se apresentar? Estará com espírito de luta? Ele pode querer aparecer para repreender os aliados por não se mobilizarem para lutar no Golfo — perguntou Heidi E. Crebo-Rediker, pesquisadora sênior do Conselho de Relações Exteriores.
Espera-se que Trump se encontre com o presidente francês, Emmanuel Macron, na noite de hoje, antes de realizar reuniões em grupo com outros líderes mundiais na terça e quarta-feira. Trump buscará o apoio desses países para a remoção das minas iranianas do Estreito de Ormuz, assim que este for reaberto, de acordo com altos funcionários do governo que falaram sob condição de anonimato para antecipar a cúpula. Ele também se reunirá com os líderes de Catar, Egito e Emirados Árabes Unidos.
O governo americano também espera fechar novos acordos de investimento com essas nações e discutir temas como minerais críticos, inteligência artificial e imigração ilegal, segundo os funcionários. Este último tema, a imigração, pode abrir caminho para que Trump entre em conflito com os líderes europeus que questionam seu governo.
Após o chanceler alemão, Friedrich Merz, ter afirmado, em abril, que os Estados Unidos estavam sendo “humilhados” pelos negociadores iranianos, Trump o acusou de “interferir” no conflito, escrevendo nas redes sociais que ele deveria dedicar mais tempo a “consertar seu país em crise, especialmente a imigração”. Apenas alguns dias depois, o Pentágono anunciou a retirada de 5.000 soldados da Alemanha.
E há pouco mais de uma semana, o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, usou um discurso sobre o Dia D na França para criticar a Europa por suas políticas migratórias, afirmando que “ideologias perigosas” estavam invadindo as costas do continente, em uma situação que ele comparou a uma “invasão”.
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Afastamento da Europa
Trump há muito tempo é o elemento destoante nas reuniões dos líderes do G7, que representam sete das maiores economias industrializadas do mundo: Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos. Em 2018, durante seu primeiro mandato, Trump abandonou abruptamente a cúpula realizada no Canadá, após impor tarifas ao país anfitrião, antagonizar aliados dos EUA e pedir que os países ocidentais se aproximassem da Rússia.
No ano passado, na primeira reunião do G7 de seu segundo mandato, ele protagonizou um espetáculo semelhante. Ele defendeu a readmissão da Rússia à aliança, que havia sido expulsa em 2014 após atacar a Ucrânia e “anexar” a Crimeia, um prelúdio para sua invasão em larga escala em 2022. Ele proclamou que, se a Rússia tivesse sido readmitida, a guerra na Ucrânia teria sido evitada. Em seguida, deixou a cúpula mais cedo para se juntar a Israel na realização de ataques no Irã. No ano que se seguiu, Trump tornou-se ainda mais isolado.
Em sua visita à Suíça, em janeiro, para participar do Fórum Econômico Mundial em Davos, o presidente americano ameaçou impor uma nova rodada de tarifas contra as nações europeias, a menos que estas cedessem às suas exigências de que os Estados Unidos anexassem a Groenlândia. Isso levou alguns líderes a alertarem que a era de tratar os Estados Unidos como um aliado confiável parecia ter chegado ao fim, substituída pelo que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, chamou de “ruptura”.
— Isso levou a uma verdadeira quebra de confiança e à sensação de que os Estados Unidos não são realmente um parceiro confiável — afirmou Max Bergmann, diretor do Programa Europa, Rússia e Eurásia do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.
Especialistas afirmam que a dinâmica das reuniões deste ano será notavelmente diferente. No ano passado, os líderes demonstraram deferência a Trump, na esperança de que os Estados Unidos continuassem a apoiar a Ucrânia e pudessem persuadir a Rússia a cessar sua agressão.
Os líderes europeus também buscavam fechar acordos comerciais, visto que o presidente ameaçava repetidamente e impunha tarifas para obter concessões de seus parceiros comerciais. Além disso, temiam uma guerra mais ampla no Oriente Médio, após o ataque surpresa de Israel ao Irã, e havia ainda uma preocupação generalizada com o aumento vertiginoso dos preços dos combustíveis, causado pela invasão russa da Ucrânia.
Este ano, distanciaram-se da guerra com o Irã, iniciada pelos Estados Unidos ao lado de Israel em fevereiro, ou até mesmo a criticaram abertamente. Pregam a autossuficiência e se afirmam como líderes da campanha para o fim da guerra na Ucrânia. E as preocupações com o aumento vertiginoso dos preços da energia são dominadas pela guerra com o Irã, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz e que Trump tem lutado para encerrar.
Mas o líder republicano sinalizou que retaliará contra seus críticos europeus. Além da retirada de tropas da Alemanha, ele também fez ameaças veladas aos aliados europeus na Otan, questionando se os EUA deveriam defendê-los em caso de ataque, visto que não apoiaram a guerra com o Irã.
— O que estamos vendo cada vez mais é que os europeus começam a pensar em uma vida com menos Estados Unidos — disse Bergmann. — Estamos vendo isso em relação à Ucrânia, em particular, onde a União Europeia se mobilizou e se tornou a principal financiadora do país.
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Ucrânia na pauta
O presidente Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, participará da cúpula, e ele e Trump participarão de uma sessão de trabalho na terça-feira. Mas um alto funcionário do governo americano disse que os dois líderes não tinham um encontro a sós agendado. No domingo, antes de viajar para a cúpula, Trump conversou por telefone com Zelensky e com o presidente Vladimir Putin, da Rússia, segundo um funcionário da Casa Branca que falou sob condição de anonimato para confirmar as conversas.
Zelensky propôs conversas presenciais com Putin para tentar pôr fim à guerra. Ele quer que os europeus desempenhem um papel mais proeminente no processo, preocupado com o fato de os EUA estarem distraídos pelo conflito no Irã.
Os membros europeus do G7 querem persuadir Trump de que a posição da Ucrânia se fortaleceu, que a Europa agora está arcando com o ônus financeiro, militar e político do esforço de guerra ucraniano e que o G7 deve chegar a um acordo sobre como abordar negociações significativas com Putin.
Trump ainda demonstra que pode ser influenciado pelos europeus, principalmente quando confrontado com bajulação ou pompa. O Rei Carlos III conseguiu apaziguar as tensões entre os Estados Unidos e o Reino Unido — pelo menos brevemente — durante sua visita de Estado a Washington, em maio. Macron agradou Trump durante sua visita a Paris, em 2017, quando o recebeu para jantar na Torre Eiffel.
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O presidente francês tentará impressionar Trump mais uma vez. Ele já adiou o início da cúpula para atender ao desejo de Trump de comparecer ao evento do Ultimate Fighting Championship (UFC) na Casa Branca, em seu aniversário de 80 anos. Além disso, Macron deverá jantar com Trump na quarta-feira à noite no Palácio de Versalhes, a luxuosa residência da realeza francesa.
Será a maneira que Macron encontrou de celebrar o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos, poucos dias depois de Trump ter marcado a data com lutas em gaiola na Casa Branca.]
Além das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, um dos temas centrais que serão debatidos no encontro é o avanço da inteligência artificial. A França convidou cerca de uma dúzia de executivos seniores do setor de tecnologia, incluindo Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, CEO da Anthropic, para discutir as mais recentes tecnologias de IA e as possíveis ameaças e oportunidades que elas oferecem. A proteção das crianças online e da infraestrutura digital também estará na agenda, mas não a tributação das gigantes digitais.
(Com New York Times)
Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 33 ficaram feridas após um ônibus despencar de um desfiladeiro de cerca de 100 metros de altura na Etiópia, de acordo com o portal britânico The Sun. O acidente aconteceu na manhã desta segunda-feira (15) em uma estrada montanhosa da região de Amhara, no norte do país.
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De acordo com a emissora estatal Amhara Media Corporation, o veículo fazia o trajeto entre a cidade de Dessie e a capital etíope, Adis Abeba, quando saiu da pista e caiu em um desfiladeiro. Entre os mortos está o motorista do ônibus.
Segundo o comandante do bombeiros Getachew Muhiye, os feridos sofreram lesões de diferentes gravidades e foram encaminhados para hospitais nas cidades de Dessie e Kombolcha.
As autoridades informaram que parte das vítimas não resistiu devido à demora no atendimento de emergência. A região onde ocorreu o acidente enfrenta carência de infraestrutura básica e de serviços de ambulância, o que obrigou moradores a utilizarem veículos particulares para transportar muitos dos sobreviventes, ainda segunda a publicação.
Ônibus que caiu de desfiladeiro na Etiópia
Reprodução / Serviço de Comunicação do Governo de Amhara
Imagens divulgadas pelo gabinete de comunicação do governo regional mostram o trecho onde ocorreu o desastre. A estrada faz uma curva acentuada em formato de “S” em uma área de relevo montanhoso considerada perigosa. O ônibus ficou completamente destruído após a queda.
As causas do acidente ainda não foram esclarecidas, e uma investigação foi aberta pelas autoridades locais.
Acidentes graves de trânsito são frequentes na Etiópia, onde problemas como estradas mal conservadas e falhas nos padrões de direção contribuem para o elevado número de vítimas.
Em dezembro de 2024, um dos acidentes mais letais da história recente do país matou 71 pessoas na região de Sidama, no sul da Etiópia. Na ocasião, um ônibus que transportava convidados de um casamento caiu em um rio. O desastre foi considerado o mais mortal registrado no país em 25 anos.
Poucos meses antes, em setembro daquele ano, outro ônibus caiu em um rio na região de Wolaita, também no sul etíope, deixando ao menos 28 mortos e 19 feridos graves.
Estrada onde ônibus caiu na Etiópia
Reprodução / Serviço de Comunicação do Governo de Amhara
Um dia após o anúncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, governos e organizações de diferentes regiões do mundo reagiram com manifestações de apoio, enquanto Israel — que participou do início do conflito ao realizar ataques coordenados com Washington em fevereiro —, buscou manter distância.
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Em notas oficiais, autoridades israelenses criticaram os termos negociados por aliados americanos, antecipando que suas Forças Armadas não irão se retirar do Líbano ou de outros territórios sobre os quais avançaram desde o atentado terrorista do Hamas, em 2023. Menos de 24 horas após o anúncio, o Estado judeu lançou ataques contra o sul libanês, matando ao menos uma pessoa.
— [Netanyahu é] um sujeito muito difícil — disse o presidente americano, Donald Trump, nesta segunda-feira, criticando o premier de Israel por colocar em risco o acordo ainda em consolidação. — Para ser sincero, ele deveria ser muito grato a nós por termos feito isso. Porque, se o Irã tivesse uma arma nuclear, Israel não existiria por mais de duas horas.
No domingo, Trump afirmou que o acordo estava “concluído”, enquanto autoridades iranianas citaram “um memorando de entendimento”, acrescentando que os compromissos assumidos pelas partes começarão na sexta-feira, quando o documento deverá ser formalizado. A partir daí, entrará em vigor um cessar-fogo de pelo menos 60 dias destinado a criar condições para negociações sobre os temas pendentes.
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O premier do Paquistão, Shehbaz Sharif, reforçou que o acordo seria assinado na sexta na Suíça. Ele parabenizou ambos os lados por seu “compromisso em encontrar uma solução diplomática para o conflito”. Ainda no domingo, Sharif declarou que os dois lados se comprometeram com uma “cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes”, o que também foi enfatizado pelo Irã.
Israel
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, no entanto, afirmou que seu país não retirará tropas das áreas que ocupa no Líbano. Ele disse que seu país atacará o Irã com “grande força” caso Teerã responda aos ataques israelenses no território libanês, indicando que “Netanyahu deixou isso claro” a Trump e a outras autoridades americanas. Já o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, condenou o acordo, classificando-o como “ruim para Israel e para todo o mundo livre”.
No início do mês, Trump descreveu Netanyahu como “completamente louco” durante uma ligação telefônica, ordenando que ele não atacasse Beirute enquanto os EUA buscavam um acordo com o Irã. O premier cancelou os ataques naquele dia, mas atingiu os subúrbios ao sul da capital libanesa uma semana depois, provocando o lançamento de foguetes contra Israel a partir do Líbano e uma reprimenda pública de Trump a ambos os lados.
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No domingo, antes de Washington e Teerã anunciarem o acordo provisório, Israel voltou a atacar a capital libanesa — disparos que Trump citou como “pequenos e sem importância”. Menos de um dia depois, novos ataques deixaram uma pessoa morta no Líbano. Autoridades militares em Israel se recusaram a comentar o caso. Ao New York Times, um membro do Hezbollah pediu que moradores deslocados no sul do país adiassem qualquer retorno para suas casas até que estivesse claro que os ataques seriam encerrados.
Para analistas, Netanyahu apostou que a guerra conduzida ao lado de Trump derrubaria os líderes iranianos e fortaleceria sua posição antes das eleições em Israel, consolidando sua imagem como arquiteto de uma aliança com os Estados Unidos capaz de remodelar o Oriente Médio. Em vez disso, porém, o premier está em rota de colisão com o líder americano. Ainda que autoridades israelenses tenham tentado ser cautelosas em público, muitas consideram que o acordo preliminar é “terrível para Israel”, publicou a agência Reuters.
— Não há ninguém na liderança israelense que pense diferente, do primeiro-ministro ao chefe do Estado maior — disse uma fonte.
Reações ao acerto: Ministro de Israel fala em operação ‘sem prazo determinado’ após anúncio de acordo entre EUA e Irã
Washington afirma que, nos próximos 60 dias, negociará os termos completos de um acordo que atenda às preocupações dos EUA e de Israel, especialmente no que diz respeito ao programa nuclear iraniano. Ainda assim, autoridades israelenses disseram à Reuters que acreditam que o período de negociações previsto provavelmente será estendido para 90 dias, limitando a capacidade de Israel de realizar ações militares enquanto suas preocupações permanecem sem solução.
— Netanyahu será incapaz de vender este acordo ao público israelense — disse Jonathan Rynhold, cientista político da Universidade Bar-Ilan, próxima a Tel Aviv. — O melhor que ele pode esperar é que as partes não cheguem a um acordo definitivo e que a guerra recomece, em condições mais favoráveis para Israel, dentro de 60 dias.
Líbano e Hezbollah
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, comemorou a inclusão do país na trégua e disse esperar a implementação definitiva do acordo, enquanto o Hezbollah parabenizou o Irã pelo que descreveu como a “grande conquista” de garantir um cessar-fogo “abrangente em todas as frentes, incluindo o Líbano”. O grupo expressou “profunda gratidão” pelo “apoio inabalável do Irã ao Líbano”, citando a “insistência” para que o país seja “incluído em qualquer entendimento que leve ao fim da guerra”.
Países do golfo
O Catar expressou sua “apreciação pela determinação” de ambos os lados “por seu compromisso em avançar na resolução das divergências por meio de negociações e meios pacíficos”, com o ministro de Estado do país, Mohammad bin Abdulaziz al-Khulaifi, afirmou esperar que o acordo “sirva como catalisador para esforços mais amplos voltados à promoção da estabilidade e à resolução de questões pendentes”.
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A Arábia Saudita saudou o acordo para “encerrar as operações militares e iniciar negociações detalhadas”, enquanto os Emirados Árabes Unidos enfatizaram a necessidade de “priorizar o diálogo, a diplomacia e o respeito ao direito internacional de maneira a reforçar a segurança e estabilidade na região”. O Ministério das Relações Exteriores do país pediu o “pleno cumprimento dos termos” e elogiou os esforços de Trump.
O Kuwait manifestou “calorosas boas-vindas” ao memorando de entendimento e elogiou o papel desempenhado por Paquistão e Catar na contribuição “para aproximar posições e criar as condições para alcançar esse importante entendimento”.
Europa e ONU
Em declaração conjunta, Reino Unido, França, Alemanha e Itália destacaram que “o Irã jamais deve adquirir uma arma nuclear”, acrescentando que estão “prontos para trabalhar com Estados Unidos, Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para esse fim”. Por sua vez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a prioridade agora é a “implementação rápida e integral” do acordo e que a “liberdade de navegação deve ser restabelecida”.
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O premier britânico, Keir Starmer, classificou o acordo como um passo “extremamente importante” para encerrar a guerra e afirmou que “a liberdade de navegação sem cobrança de tarifas deve agora ser restabelecida” em Ormuz, oferecendo apoio a operações de remoção de minas, se necessário. Ao mesmo tempo, o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a “retomada do tráfego marítimo” como “condição indispensável para a estabilidade regional e para a economia global”.
Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz, ao saudar o acordo, disse que ele poderá abrir caminho para “uma economia global revitalizada e um Oriente Médio mais seguro”, enquanto o premier da Espanha, Pedro Sánchez, pediu que não se esqueça o custo do conflito, classificado por ele como “absurdo”. Ele destacou que mais de 7,4 mil pessoas morreram, a maioria civis, e que casas, escolas e hospitais foram destruídos.
“Um aumento generalizado dos preços e bilhões de euros em perdas, inclusive na Europa. Esse é o custo do conflito no Irã”, escreveu Sánchez, que sempre manifestou forte oposição à guerra, no X. “Vamos celebrar. Mas não vamos esquecer. E aprendamos, de uma vez por todas, que a guerra é um fracasso. O diálogo e a diplomacia são o único caminho.”
Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o acordo como um “passo crucial” rumo a uma “solução pacífica para o conflito”.
Turquia, Egito, China
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse considerar o acordo “um desenvolvimento importante para o estabelecimento da paz e da tranquilidade” na região. Ele acrescentou que seu país continuará a “apoiar todos os esforços destinados a estabelecer a paz, a estabilidade e a tranquilidade”, além de “contribuir para soluções duradouras baseadas na diplomacia e no direito internacional”.
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O Egito, por sua vez, avaliou que o acordo pode representar um “ponto de inflexão” para a paz na região. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores egípcio afirmou que o país espera que o entendimento represente o “estabelecimento de novas bases de cooperação”, além da “criação de um ambiente propício para a paz e ao impulso dos esforços diplomáticos destinados a resolver as questões regionais pendentes”.
A China também saudou o acordo, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, afirmando em entrevista coletiva:
— A China acolhe o acordo e expressa apreço pelos esforços de mediação realizados pelo Paquistão. [Também] espera que a passagem segura e livre pelo estreito seja restabelecida o mais rapidamente possível.
(Com AFP e New York Times)
Uma médica foi presa na Polônia após a descoberta de 34 fetos humanos enterrados no jardim de sua antiga residência, informaram as autoridades nesta segunda-feira (15). Magdalena H., de 57 anos, sem antecedentes criminais, é suspeita de ter utilizado os fetos para realizar experimentos e pode enfrentar uma pena de até 12 anos de prisão.
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Por enquanto, não há provas de que ela os tenha obtido por meio de abortos ilegais, segundo afirmou um porta-voz do Ministério Público.
A médica teria dito à polícia que recolheu os corpos em um hospital durante a pandemia de Covid-19 e os utilizou para investigação médica em casa, informou a TVP World, citando a Rádio Eska, mídias locais. Segundo ela, os corpos, que estavam em sacos, foram enterrados no jardim após os supostos exames.
Nas escavações foram encontrados materiais médicos no local, incluindo tubos, lâminas de microscópio e possíveis registros hospitalares, segundo a TVP World
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Ao tomar conhecimento das acusações, Magdalena não se declarou culpada, mas afirmou que “ela mesma havia levado e enterrado os fetos humanos encontrados em sua propriedade”, assim como outros resíduos médicos. O sobrenome da mulher foi omitido em conformidade com as leis de privacidade polonesas.
As acusações contra a médica incluem crimes de vilipêndio a cadáver, gestão inadequada de resíduos e abandono de materiais perigosos em local não autorizado.
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Restos mortais encontrados
Na semana passada, os promotores receberam uma denúncia de que resíduos médicos haviam sido encontrados durante obras em sua antiga casa, situada na localidade de Lutoryz, no sudeste do país. Os atuais moradores, que compraram a casa da médica, indicaram que a mulher tinha vivido ali antes de se mudarem.
Após uma busca na área, na qual participaram dezenas de policiais, sensores e cães, foram encontrados pelo menos 34 fetos enterrados no jardim. Dezenas de policiais participaram das buscas, utilizando cães farejadores e radar de penetração no solo.
— É muito provável que a mulher detida tenha utilizado esses resíduos para realizar experimentos — afirmou o porta-voz da Promotoria do distrito de Rzeszow, Krzysztof Ciechanowski.
A médica foi detida na sexta-feira e foi decretada prisão preventiva de três meses.
Seu caso desencadeou uma grande polêmica nesse país tradicionalmente católico, e muitos se perguntam como ela conseguiu obter os fetos, levando em conta que a Polônia tem uma das legislações sobre aborto mais rígidas do mundo.
Agora, as autoridades investigam se existem mais locais de sepultamento e se há cúmplices. Também é prevista análise de DNA para identificar os corpos e restos mortais encontrados no jardim.
A Rússia lançou 70 mísseis e 611 drones contra a Ucrânia durante a noite, em ataques que mataram pelo menos 11 pessoas e provocaram um incêndio na histórica Catedral da Dormição de Kiev, informou a força aérea ucraniana nesta segunda-feira. A capital foi o principal alvo da ofensiva.
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De acordo com o comunicado divulgado, as unidades de defesa aérea da Ucrânia conseguiram interceptar 50 mísseis e 582 drones.
Em Kiev, os bombardeios russos atingiram vários bairros da cidade e provocaram pelo menos cinco mortes, segundo as autoridades, que também anunciaram um balanço de 34 feridos.
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A ofensiva também atingiu a cidade de Kharkiv, no nordeste do país. Segundo o ministro do Interior, Igor Klymenko, cinco socorristas morreram durante operações de combate a incêndios provocados pelos ataques russos e outras nove pessoas ficaram feridas. Em Kherson, no sul do país, uma pessoa morreu.
Jornalistas da AFP em Kiev relataram que moradores correram para abrigos enquanto projéteis eram interceptados no céu e destroços incandescentes caíam sobre diferentes áreas da cidade.
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu nesta segunda-feira que os líderes do G7, reunidos em uma cúpula na França, aumentem a pressão sobre Moscou após a mais recente onda de ataques russos que deixou vítimas na Ucrânia.
— É muito importante que haja uma resposta dos países do G7, que agora se reúnem para sua cúpula, e que essa resposta seja decisiva e substancial: mais pressão sobre o agressor e mais apoio à defesa aérea da Ucrânia, especialmente às capacidades de defesa contra mísseis balísticos — afirmou Zelensky.
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Unesco condena danos à catedral histórica
A agência cultural das Nações Unidas condenou os ataques atribuídos por Kiev à Rússia que provocaram um incêndio na Catedral Ortodoxa da Dormição, patrimônio mundial da Unesco, localizada no complexo do Mosteiro das Cavernas de Kiev.
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Genya Savilov/AFP
O complexo foi fundado no século XI e tem grande importância para os cristãos ortodoxos, tanto na Ucrânia como na Rússia.
— O ataque teria causado danos significativos ao exterior e ao interior da Catedral da Dormição — afirmou a organização em uma publicação na rede social X. — A Unesco condena ataques contra bens culturais, instituições educacionais, estudantes, profissionais da educação e profissionais da mídia protegidos pelo direito internacional.
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O chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, classificou o episódio como um “ataque direto” ao patrimônio histórico da cidade.
Moscou afirmou que efetuou um “bombardeio maciço” durante a noite contra instalações militares em Kiev, Kharkiv e na região de Dnipropetrovsk, mas negou ter apontado contra o complexo monástico da capital.
Em janeiro, ataques russos já haviam danificado edifícios do complexo do Mosteiro das Cavernas de Kiev, segundo o Ministério da Cultura ucraniano.
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A invasão da Ucrânia pela Rússia, iniciada em fevereiro de 2022, transformou-se no maior conflito da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, deixando milhares de civis e centenas de milhares de militares mortos.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento exato em que um avião de transporte da Força Aérea Indiana perde o controle durante o pouso, sai da pista, capota e explode em uma enorme bola de fogo no estado de Assam, no nordeste da Índia. O acidente matou cinco militares que estavam a bordo da aeronave no último sábado.
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As imagens, registradas por câmeras de segurança da base aérea de Jorhat, mostram o Antonov An-32 tocando o solo aparentemente sem problemas. Poucos segundos depois, no entanto, a aeronave desvia para a esquerda, atravessa a área gramada ao lado da pista, tomba e é tomada por chamas após uma explosão.
O acidente ocorreu durante uma missão de rotina pela manhã. Segundo a Força Aérea Indiana, os cinco ocupantes morreram. As autoridades abriram uma investigação para apurar as causas da tragédia. Veja o vídeo:
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De acordo com informações divulgadas pelas autoridades militares, a aeronave envolvida era um Antonov An-32, modelo de transporte tático amplamente utilizado pela Índia em operações logísticas e missões em regiões de difícil acesso. O avião caiu nas proximidades da Base Aérea de Jorhat, em Assam.
As vítimas foram identificadas como o líder de esquadrão Prashant Singh, o tenente de voo Shubham Kumar, o sargento Jitendra Sharma e os militares Khemaram Kumawat e Danish Alam. O Ministério da Defesa da Índia prestou homenagens aos mortos e manifestou solidariedade às famílias.
Avião explodiu em bola de fogo após colisão na Índia
Reprodução | Redes Sociais
Após o acidente, a Força Aérea Indiana determinou a abertura de uma comissão de inquérito para investigar o que provocou a saída da pista e a posterior explosão da aeronave. Até o momento, as autoridades não divulgaram suspeitas sobre as causas da ocorrência e pediram que a população evite especulações enquanto a apuração estiver em andamento.
Os Estados Unidos e o Irã anunciaram no domingo um entendimento para interromper a guerra iniciada em fevereiro e reabrir o Estreito de Ormuz, mas divergências entre as partes evidenciam que o mecanismo ainda não é definitivo. Enquanto o presidente americano, Donald Trump, afirmou que um acordo foi alcançado, o Conselho de Segurança Nacional iraniano descreveu a medida como um “memorando de entendimento”.
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Detalhes completos sobre o tratado permanecem sob sigilo e, segundo ambos os governos, ele servirá como base para uma nova rodada de negociações sobre temas mais sensíveis. A diferença entre o que cada lado descreve como tendo sido alcançado ajuda a explicar por que o entendimento ainda é visto como uma etapa intermediária.
Mesmo dentro da administração americana há divergências. Nesta segunda-feira, o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que o acordo foi assinado eletronicamente no domingo, sugerindo que seus termos já estão em vigor. Trump, por sua vez, disse que uma assinatura formal ocorrerá na Suíça na sexta, e que pelo menos uma das cláusulas envolvendo a reabertura do estreito não entrará em vigor até lá.
Autoridades iranianas também afirmaram que os compromissos assumidos pelas partes começarão efetivamente na sexta-feira, quando o documento deverá ser formalizado. A partir daí, entrará em vigor um cessar-fogo de pelo menos 60 dias destinado a criar condições para negociações técnicas sobre os temas que continuam sem solução.
Questões pendentes
Entre as questões pendentes estão o programa nuclear iraniano, que esteve no centro das tensões que antecederam a guerra. Deverão ser discutidas posteriormente questões como a duração de eventuais restrições ao enriquecimento de urânio; o destino dos estoques já acumulados pelo Irã — um dos pontos mais delicados —; o futuro das instalações nucleares do país e os mecanismos de inspeção.
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Autoridades americanas vêm insistindo que Teerã precisa reduzir seus estoques de material enriquecido, hoje em níveis próximos aos necessários para a produção de uma arma nuclear. O governo iraniano, por sua vez, sustenta que não pretende desenvolver armamentos atômicos e tem defendido que qualquer solução para o estoque atual ocorra dentro do próprio país. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, confirmou que as “questões nucleares” serão tratadas apenas na próxima rodada de negociações.
Também permanecem indefinidas as discussões sobre sanções econômicas, com o Irã exigindo a liberação de recursos congelados no exterior como parte de qualquer entendimento mais amplo. Veículos de imprensa ligados ao governo iraniano afirmaram que o texto prevê a liberação de até US$ 24 bilhões em ativos atualmente bloqueados, com parte do montante sendo liberada antes do início das negociações.
Nesta segunda, porém,Vance afirmou que nenhum recurso foi liberado e que isso “não vai mudar”. Um alto funcionário americano também declarou que o Irã receberá benefícios econômicos apenas à medida que cumprir uma série de exigências estabelecidas pelos Estados Unidos. A Casa Branca tem insistido que a assinatura do memorando não resultará automaticamente em qualquer transferência de recursos para Teerã.
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As divergências aparecem ainda na questão do Estreito de Ormuz, cujo fechamento durante a guerra interrompeu uma das principais rotas energéticas do mundo. Em tempos de paz, cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito comercializados globalmente passavam pela via marítima. Segundo o entendimento anunciado, o Irã removerá minas instaladas no estreito e permitirá novamente a navegação comercial, enquanto os Estados Unidos iniciarão o desmantelamento do bloqueio naval imposto aos portos iranianos.
Mesmo nesse tema, porém, persistem diferenças de interpretação. Trump afirmou que o estreito será permanentemente livre de pedágios. Já agências estatais iranianas relataram que um adendo ao acordo permitiria a cobrança futura de taxas relacionadas a serviços marítimos. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, reconheceu que a cobrança direta de pedágios seria incompatível com o direito internacional, mas afirmou que o país pretende cobrar por serviços de navegação, segurança e apoio marítimo em cooperação com Omã.
Alcance regional
Outra área cercada de incertezas envolve o alcance regional do entendimento. O governo paquistanês e autoridades iranianas afirmaram que o cessar-fogo abrange todas as frentes do conflito, incluindo o Líbano, mas nem Israel e nem o Hezbollah participaram diretamente das negociações. Nesta segunda, autoridades israelenses já rejeitaram a possibilidade de qualquer limitação às operações militares contra o grupo libanês apoiado pelo Irã, e um ataque contra o sul do país matou ao menos uma pessoa.
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Tampouco está claro se futuras negociações abordarão outras preocupações centrais para Israel e para parte dos aliados dos EUA, como o programa de mísseis balísticos iraniano e o apoio de Teerã a grupos armados da região. Veículos estatais iranianos afirmaram que esses temas foram explicitamente retirados da pauta das negociações, mas não houve confirmação pública por parte de Washington.
(Com Bloomberg, AFP e New York Times)

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