O Irã voltou a atacar Israel com mísseis nesta sexta-feira, ignorando as novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que falou em bombardear pontes e usinas elétricas iranianas. O exército israelense não especificou os locais atingidos. Segundo a rádio militar, houve danos em uma estação ferroviária de Tel Aviv.
Análise: Sem a ‘derrota decisiva’ esperada por Trump, Irã se vê mais empoderado do que antes da guerra
Irã aperta controle sobre Ormuz: Média diária cai de 135 navios antes de conflito para apenas seis em março
A Guarda Revolucionária, exército ideológico da república islâmica, citados pela imprensa local, afirmaram ter lançado mísseis de “longo alcance” contra Tel Aviv e contra Eilat, no sul do país.
A guerra, desencadeada há mais de um mês por operações conjuntas de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, já deixou milhares de mortos, principalmente na república islâmica e no Líbano, e não há sinais de trégua.
Trump alterna ameaças e apelos ao diálogo para que Teerã aceite um acordo de cessar-fogo.
Trump ameaça infraestrutura
O presidente americano, que prevê “duas ou três” semanas adicionais de guerra, afirmou que pode atingir alvos civis estratégicos.
“As pontes são as próximas, e depois as usinas elétricas!”, escreveu em sua rede Truth Social.
Na quinta-feira, bombardeios americanos e israelenses já haviam destruído, entre outros alvos, uma ponte em construção perto de Teerã.
“Atacar infraestruturas civis, incluindo pontes inacabadas, não fará os iranianos se renderem”, afirmou o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, em publicação no X.
Avanço no Líbano e deslocamento em massa
No Líbano, outro front da guerra, o Hezbollah voltou a lançar projéteis contra o sul de Israel durante a noite.
O país foi arrastado ao conflito após o grupo atacar Israel em resposta à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei em bombardeios israelo-americanos.
O exército israelense afirma ter atingido mais de 3.500 alvos no Líbano e “eliminado” cerca de 1.000 combatentes do Hezbollah em um mês.
Mais de um milhão de pessoas fugiram dos ataques israelenses, que também incluíram incursões no sul do país.
A diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Amy Pope, alertou para riscos “muito alarmantes” de deslocamentos massivos e prolongados.
“Há áreas no sul” do Líbano “que estão sendo completamente arrasadas” e “mesmo que a guerra termine amanhã, essa destruição permanecerá e será preciso reconstruir”, disse à AFP.
Monarquias do Golfo também seguem sob ataque do Irã, que acusa esses países de apoiar os Estados Unidos.
As consequências para a economia mundial se intensificam com o fechamento quase total do estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de 20% do petróleo e do gás globais.
Cerca de 40 países defenderam a “reabertura imediata e incondicional” da rota e acusaram o Irã de tentar “tomar como refém a economia mundial”.
Na ONU, o Bahrein apresentou um projeto de resolução para autorizar o uso da força para liberar o estreito, mas a votação foi adiada por falta de consenso no Conselho de Segurança.
Teerã advertiu contra qualquer “ação provocadora” e afirmou que a iniciativa pode agravar ainda mais a crise.
No Kuwait, um ataque com drones a uma refinaria provocou incêndios, sem registro de vítimas. Sirenes também foram acionadas no Bahrein.
O tom ofensivo de Trump, que promete levar o Irã “de volta à Idade da Pedra”, contribuiu para a alta nos preços do petróleo.
O barril do Brent, referência internacional, superou os US$ 109 na quinta-feira, antes do fechamento dos mercados por conta das celebrações da Semana Santa.
Análise: Sem a ‘derrota decisiva’ esperada por Trump, Irã se vê mais empoderado do que antes da guerra
Irã aperta controle sobre Ormuz: Média diária cai de 135 navios antes de conflito para apenas seis em março
A Guarda Revolucionária, exército ideológico da república islâmica, citados pela imprensa local, afirmaram ter lançado mísseis de “longo alcance” contra Tel Aviv e contra Eilat, no sul do país.
A guerra, desencadeada há mais de um mês por operações conjuntas de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, já deixou milhares de mortos, principalmente na república islâmica e no Líbano, e não há sinais de trégua.
Trump alterna ameaças e apelos ao diálogo para que Teerã aceite um acordo de cessar-fogo.
Trump ameaça infraestrutura
O presidente americano, que prevê “duas ou três” semanas adicionais de guerra, afirmou que pode atingir alvos civis estratégicos.
“As pontes são as próximas, e depois as usinas elétricas!”, escreveu em sua rede Truth Social.
Na quinta-feira, bombardeios americanos e israelenses já haviam destruído, entre outros alvos, uma ponte em construção perto de Teerã.
“Atacar infraestruturas civis, incluindo pontes inacabadas, não fará os iranianos se renderem”, afirmou o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, em publicação no X.
Avanço no Líbano e deslocamento em massa
No Líbano, outro front da guerra, o Hezbollah voltou a lançar projéteis contra o sul de Israel durante a noite.
O país foi arrastado ao conflito após o grupo atacar Israel em resposta à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei em bombardeios israelo-americanos.
O exército israelense afirma ter atingido mais de 3.500 alvos no Líbano e “eliminado” cerca de 1.000 combatentes do Hezbollah em um mês.
Mais de um milhão de pessoas fugiram dos ataques israelenses, que também incluíram incursões no sul do país.
A diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Amy Pope, alertou para riscos “muito alarmantes” de deslocamentos massivos e prolongados.
“Há áreas no sul” do Líbano “que estão sendo completamente arrasadas” e “mesmo que a guerra termine amanhã, essa destruição permanecerá e será preciso reconstruir”, disse à AFP.
Monarquias do Golfo também seguem sob ataque do Irã, que acusa esses países de apoiar os Estados Unidos.
As consequências para a economia mundial se intensificam com o fechamento quase total do estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de 20% do petróleo e do gás globais.
Cerca de 40 países defenderam a “reabertura imediata e incondicional” da rota e acusaram o Irã de tentar “tomar como refém a economia mundial”.
Na ONU, o Bahrein apresentou um projeto de resolução para autorizar o uso da força para liberar o estreito, mas a votação foi adiada por falta de consenso no Conselho de Segurança.
Teerã advertiu contra qualquer “ação provocadora” e afirmou que a iniciativa pode agravar ainda mais a crise.
No Kuwait, um ataque com drones a uma refinaria provocou incêndios, sem registro de vítimas. Sirenes também foram acionadas no Bahrein.
O tom ofensivo de Trump, que promete levar o Irã “de volta à Idade da Pedra”, contribuiu para a alta nos preços do petróleo.
O barril do Brent, referência internacional, superou os US$ 109 na quinta-feira, antes do fechamento dos mercados por conta das celebrações da Semana Santa.










