O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou que o Estreito de Ormuz será reaberto apenas “depois que os Estados Unidos realmente cessarem essa agressão”.
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A declaração ocorre em meio a novas tensões na região mesmo durante o cessar-fogo estabelecido em acordo entre os Estados Unidos e o Irã. No relato, a referência à “agressão” aparentemente se relaciona aos ataques de Israel no Líbano.
Em entrevista à emissora BBC, Khatibzadeh destacou que o Estreito de Ormuz esteve “aberto por milênios”, mas afirmou que essa condição mudou desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã.
O vice-ministro também declarou que o Irã pretende assegurar a navegação no local e afirmou que o país “garantirá segurança para a passagem segura”. Segundo ele, essa atuação seguirá “normas internacionais e o direito internacional”.
Apesar disso, Khatibzadeh afirmou que o Estreito de Ormuz não está em águas internacionais e que sua utilização depende “da boa vontade do Irã e de Omã”.
Controle da rota e tensões no Golfo
Durante a entrevista, o vice-ministro foi questionado se a garantia de segurança não significa que o Irã iria “cobrar uma taxa de cada navio que passe, ou ameaçar explodi-lo”.
Em resposta, o vice-ministro afirmou que o Irã deseja que o Estreito de Ormuz seja “pacífico” e definiu a passagem como uma relação de reciprocidade, uma “via de mão dupla”.
Khatibzadeh também indicou que o país não aceitará que o Golfo seja “utilizado de forma indevida por navios de guerra”.
Ponto central das negociações
Ponto central das negociações sobre um cessar-fogo temporário e, provavelmente, dos termos para o fim da guerra no Irã, a reabertura completa do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% das exportações de petróleo do mundo, é um desejo de boa parte da comunidade internacional, e chegou a ser citada na publicação em que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a trégua. Um alívio para as centenas de embarcações que aguardam o momento de cruzar a área e chegar a seus portos.
Mas se depender de Teerã, o cenário pré-Operação Fúria Épica não será retomado tão cedo. Ao longo dos 39 dias de conflito, o regime aplicou com sucesso uma estratégia planejada por décadas para o estreito, virtualmente bloqueou a passagem e agora quer exige poderes para controlar a rota, decidindo quem pode transitar e quanto deve pagar pelo “privilégio”.
Uma pequena amostra do “dedo no gatilho”, usando uma expressão da Guarda Revolucionária, veio nesta quarta-feira, quando o tráfego foi interrompido após ataques israelenses contra o Líbano, que deixaram mais de 200 mortos.
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O vice-ministro também declarou que o Irã pretende assegurar a navegação no local e afirmou que o país “garantirá segurança para a passagem segura”. Segundo ele, essa atuação seguirá “normas internacionais e o direito internacional”.
Apesar disso, Khatibzadeh afirmou que o Estreito de Ormuz não está em águas internacionais e que sua utilização depende “da boa vontade do Irã e de Omã”.
Controle da rota e tensões no Golfo
Durante a entrevista, o vice-ministro foi questionado se a garantia de segurança não significa que o Irã iria “cobrar uma taxa de cada navio que passe, ou ameaçar explodi-lo”.
Em resposta, o vice-ministro afirmou que o Irã deseja que o Estreito de Ormuz seja “pacífico” e definiu a passagem como uma relação de reciprocidade, uma “via de mão dupla”.
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Ponto central das negociações
Ponto central das negociações sobre um cessar-fogo temporário e, provavelmente, dos termos para o fim da guerra no Irã, a reabertura completa do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% das exportações de petróleo do mundo, é um desejo de boa parte da comunidade internacional, e chegou a ser citada na publicação em que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a trégua. Um alívio para as centenas de embarcações que aguardam o momento de cruzar a área e chegar a seus portos.
Mas se depender de Teerã, o cenário pré-Operação Fúria Épica não será retomado tão cedo. Ao longo dos 39 dias de conflito, o regime aplicou com sucesso uma estratégia planejada por décadas para o estreito, virtualmente bloqueou a passagem e agora quer exige poderes para controlar a rota, decidindo quem pode transitar e quanto deve pagar pelo “privilégio”.
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