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Pelo menos 28 homens foram executados no Irã desde 18 de março, segundo relatos da mídia estatal iraniana levantados pelo Financial Times. O número indica que a República Islâmica intensificou o enforcamento de pessoas acusadas de se manifestarem contra o regime dos aiatolás ou de colaborarem com forças estrangeiras em meio à guerra, que já dura quase 10 semanas. Fontes ouvidas pelo FT esclarecem que mudanças na legislação favoreceram as execuções de caráter político. Desde que chegaram ao poder em 1979, os líderes da República Islâmica têm usado execuções como ferramenta de controle da população e manutenção do poder. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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Os Emirados Árabes Unidos informaram nesta sexta-feira que suas defesas aéreas interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã, horas depois de os Estados Unidos e a república islâmica trocarem tiros e tensionarem uma frágil trégua.
“As defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos estão atualmente interceptando ataques de mísseis e drones originários do Irã”, afirmou o Ministério da Defesa na rede social X, acrescentando que sons da interceptação foram ouvidos “em várias partes do país”.
David Attenborough, um dos mais célebres divulgadores científicos do mundo e referência global na conscientização sobre mudanças climáticas e preservação ambiental, completa 100 anos nesta sexta-feira. Ao longo de mais de sete décadas de carreira, o apresentador britânico transformou a forma como o público enxerga a natureza, levando imagens inéditas da vida selvagem para milhões de pessoas e ajudando a popularizar a ciência em escala global.
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Segundo pesquisas, Attenborough é a personalidade favorita dos britânicos, à frente de nomes como Paul McCartney, Elton John e David Beckham — um reflexo da admiração conquistada por sua trajetória na televisão e por sua voz marcante, que se tornou sinônimo de documentários sobre o planeta.
A reverência ao britânico ultrapassou a cultura popular e chegou à ciência: espécies animais e vegetais receberam seu nome, como a pequena aranha australiana Prethopalpus attenboroughi e a planta carnívora gigante Nepenthes attenboroughii, encontrada em Palawan, nas Filipinas.
— Ele transformou a história natural em um tema de grande público, algo que pode ser tão popular quanto o esporte ou o futebol — explica Jean-Baptiste Gouyon, professor de Comunicação Científica da University College London (UCL).
O homem que levou a natureza para dentro de casa
A carreira de Attenborough começou na BBC no início dos anos 1950. Seu talento para contar histórias, aliado a uma voz calorosa e uma curiosidade contagiante, rapidamente conquistou os telespectadores.
Desde então, nunca deixou de trabalhar — nem perdeu o entusiasmo que marcou sua trajetória, como no célebre momento em que apareceu brincando com gorilas-das-montanhas em Ruanda, em 1978.
Ao longo das décadas, percorreu o planeta registrando selvas, desertos, oceanos e espécies raramente vistas pelo grande público. Estima-se que 500 milhões de pessoas tenham assistido, em 1979, à série Life on Earth (“A Vida na Terra”), um marco na história dos documentários sobre natureza.
“Tomara que o mundo fosse duas vezes maior e que metade dele ainda permanecesse por explorar”, dizia então.
— Ele levou a natureza para dentro de nossas salas de estar. Levou-nos a lugares aonde nunca teríamos ido de outra forma. É um presente imenso — afirma Sandra Knapp, botânica e diretora de pesquisa do Museu de História Natural de Londres.
Sandra Knapp acrescenta que Attenborough representa “uma verdadeira inspiração”.
— Ele consegue tornar muito simples conceitos científicos bastante complexos — afirma.
David Attenborough
AFP
Seu impacto foi além da televisão: também ajudou a formar gerações de cientistas.
— Muitos biólogos estão onde estão porque assistiram a seus programas quando eram crianças — assegura Jean-Baptiste Gouyon.
Embora tenha formação em ciências naturais pela Universidade de Cambridge, Attenborough sempre preferiu se definir como um homem de televisão — e não como cientista.
Da celebração da vida ao alerta sobre destruição
Nomeado cavaleiro em 1985 pela rainha Elizabeth II, com quem mantinha relação de amizade, Attenborough passou, nas últimas décadas, a usar sua visibilidade para alertar sobre os danos provocados pela ação humana sobre o planeta.
Em 2025, no documentário Ocean (“Oceano”), criticou os métodos de pesca industrial adotados por países ricos e classificou a prática como “colonialismo moderno do mar”.
A contundência do alerta carrega um peso simbólico: muitos dos lugares exuberantes que ele filmou ao longo da carreira foram posteriormente degradados ou destruídos.
Apesar da fama global, Attenborough sempre rejeitou a ideia de celebridade.
— É alguém que se coloca de lado, que sempre direciona o olhar dos espectadores para aquilo que quer mostrar — destaca Jean-Baptiste Gouyon.
Mesmo aos 100 anos, ele segue ativo. Em Wild London (“A Vida Selvagem de Londres”), documentário exibido no início de 2026 pela BBC, voltou seu olhar para a surpreendente fauna da capital britânica, sua cidade natal.
Depois de uma vida dedicada a explorar o planeta, Attenborough revelou que seu lugar favorito continua sendo Richmond, subúrbio arborizado no sudoeste de Londres, onde viveu a maior parte da vida com sua esposa Jane, mãe de seus dois filhos, morta em 1997.
O fim de maio reservará um fenômeno astronômico raro e cercado de curiosidade popular: a chamada “Lua Azul”. Segundo a Nasa, o evento ocorrerá no dia 31 e poderá ser observado a olho nu em diversas partes do mundo, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.
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Apesar do nome, a Lua não ficará azul. O termo “Lua Azul” é utilizado para definir a segunda lua cheia registrada dentro de um mesmo mês do calendário — algo incomum, mas perfeitamente explicado pelo ciclo lunar.
Isso acontece porque a Lua leva cerca de 29,5 dias para completar um ciclo completo de fases. Quando uma lua cheia ocorre logo nos primeiros dias do mês, sobra tempo suficiente para que outra aconteça antes do encerramento daquele mesmo período. É exatamente o que ocorrerá em maio.
O fenômeno costuma chamar atenção justamente pelo caráter raro. Em média, a chamada Lua Azul aparece a cada dois ou três anos, o que ajudou a popularizar expressões como “uma vez a cada Lua Azul”, usada em inglês para se referir a acontecimentos incomuns.
Segundo especialistas, o evento poderá ser observado sem necessidade de telescópios ou equipamentos específicos. O ideal é procurar locais com pouca poluição luminosa, céu limpo e baixa nebulosidade, especialmente fora dos grandes centros urbanos.
O fenômeno encerra um mês movimentado para os observadores do céu. No início de maio, astrônomos e curiosos já haviam acompanhado a chuva de meteoros Eta Aquáridas, associada aos fragmentos deixados pelo famoso Cometa Halley.
No momento em que Irã e dos EUA trocam propostas para o fim do conflito lançado no final de fevereiro pelo presidente americano, Donald Trump, os iranianos ofereceram concessões em alguns pontos cruciais, como o programa nuclear, deixando claro que não querem assumir sozinhos a conta da guerra. Os 40 dias de confronto aberto, do qual Israel também fez parte, provocaram estragos estimados em US$ 270 bilhões (R$ 1,3 trilhão), soma que não inclui os impactos do bloqueio em vigor desde abril. Mas as cobranças não ficam só em Teerã.
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Um mês depois do cessar-fogo, os iranianos ainda tentam fazer uma estimativa fiel dos danos causados por toneladas de bombas lançadas no país. O desafio é hercúleo.
Americanos e israelenses alegam que portos, bases militares e unidades de produção de armamentos — especialmente de mísseis e drones — foram arrasadas. Teerã garante manter capacidades de renovar seus arsenais, mas reconhece os danos extensos. A Marinha perdeu dezenas de embarcações, algo sempre notado pela Casa Branca e pelo Pentágono, e hoje recorre principalmente a barcos de pequeno porte em ações no Estreito de Ormuz.
Unidades de produção de gás natural no campo de South Pars, o maior do mundo, foram atingidas por ataques israelenses, assim como refinarias e instalações petroquímicas perto de grandes cidades, incluindo Teerã. Estimativas oficiais apontam que os bombardeios reduziram a capacidade de exportação do setor energético em até 85%, com prejuízos de US$ 50 bilhões (R$ 247 bilhões).
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Segundo levantamento do economista Hadi Kahalzadeh, pesquisador na Universidade Brandeis, 20 mil fábricas — 20% do total do país — foram danificadas,. No setor metalúrgico, pilar da economia nacional, as perdas aproximadas são de US$ 10 bilhões (R$ 49,4 bilhões), com corte de 70% na atividade. O governo reconhece que ao menos um milhão de pessoas perderam o emprego, e Kahalzadeh alerta que até 12 milhões têm seus meios de sustento sob ameaça.
Prédios, ruas, ginásios poliesportivos, aeroportos e pontes — como a B1, entre Teerã e Karaj— foram reduzidos a escombros. As ruínas também contam a história do desastre humano da guerra. Estimativas do Crescente Vermelho revelam que 316 unidades de saúde e 763 escolas (em Minab, 156 pessoas, na maioria crianças, morreram) foram danificadas ou destruídas, além de 32 universidades, 120 museus e monumentos e dezenas de delegacias de polícia e centrais de bombeiros. Em uma cifra impossível de traduzir em termos financeiros, quase 3,7 mil pessoas morreram, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA).
Mapa de ataques contra instalações civis no Irã
Editoria de Arte
Em meados de abril, uma porta-voz de Teerã deu números preliminares: US$ 270 bilhões em danos, valor que não inclui os impactos econômicos provocados pelo bloqueio naval iniciado no mês passado. Para economistas ouvidos pelo jornal New York Times e pelo portal Iran International, ligado à oposição no exílio, o total real supera os US$ 300 bilhões (R$ 1,48 trilhão).
— Os danos geralmente precisam ser examinados em várias camadas — disse Fatemeh Mohajerani, em entrevista à agência russa RIA, antes de anunciar que seu governo não iria assumir os custos da reconstrução sozinho. — Uma das questões que nossa equipe de negociação está buscando, e que também foi abordada nas negociações de Islamabad, é a questão das reparações de guerra.
Nesta quinta-feira, em meio às negociações e ameaças de Trump sobre a retomada da guerra, um representante da linha dura do regime voltou ao tema.
— Sem dúvida, exigiremos nossos direitos e reparações, mesmo que as forças militares dos EUA retornem para casa e se retirem da região. Suportamos essa opressão por 47 anos e continuaremos trilhando o caminho da resistência — afirmou Mohsen Rezai, ex-chefe da Guarda Revolucionária, em entrevista à TV libanesa al-Mayadeen.acrescentando ser imperativo concluir as negociações com os EUA com “resultados tangíveis”.
Além de EUA e Israel, Teerã quer que seis países árabes — Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait e Jordânia — ajudem na reconstrução, alegando que apoiaram a “Operação Fúria Épica”. As seis nações, por sua vez, exigem que o Irã pague pelos estragos causados por seus mísseis e drones e acionaram as Nações Unidas. Um levantamento da consultoria Rysten Energy aponta para US$ 58 bilhões (R$ 286 bilhões) em prejuízos apenas ao setor energético da região.
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O pagamento de reparações é um dos mais antigos elementos dos conflitos armados. Nas duas Guerras Mundiais, os derrotados foram obrigados a ressarcir as nações atacadas (e os vencedores) em centenas de milhões de dólares. Em 1991, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU ordenou o Iraque a pagar US$ 52,4 bilhões (R$ 259 bilhões) em danos a pessoas, entidades e ao Estado do Kuwait, relativos à invasão no ano anterior. A dívida terminou de ser quitada em 2022.
Nem sempre há acordo. Em 2025, a Corte Europeia de Direitos Humanos condenou a Rússia a pagar € 253 milhões (R$ 1,46 bilhão) à Geórgia, relativos à invasão de 2008, decisão ignorada por Moscou. Em dezembro, governos europeus estabeleceram uma comissão para coordenar a compensação à Ucrânia pela guerra lançada em 2022. Eles querem usar os cerca de US$ 300 bilhões em ativos russos congelados no continente, uma manobra que esbarra em questões legais e políticas.
Manifestantes com imagem do Aiatolá Khomeini em 1979
Arquivo/AFP
Quatro décadas antes, em 1982, durante a Guerra Irã-Iraque, o líder supremo iraniano, o aiatolá Ruhollah Khomeini, condicionou a paz à queda de Saddam Hussein e ao pagamento de US$ 150 bilhões (US$ 513 bilhões em valores atuais, ou R$ 2,53 trilhões), mas a guerra se estendeu até 1988. Quando os dois lados chegaram a uma trégua, comparada a “um cálice de veneno” por Khomeini, ambos buscaram reparações, sem sucesso.
Nas negociações para encerrar a atual guerra, o Irã quer manter algum tipo de controle do Estreito de Ormuz, com a cobrança de pedágio, para financiar a reconstrução, assim como o descongelamento de fundos retidos no exterior, cerca de US$ 100 bilhões (R$ 494 bilhões). O americanos exigem a reabertura total da passagem: antes da guerra, transitavam por ali 20% das exportações globais de petróleo e gás, e seu fechamento causou um choque histórico nos mercados de energia. No começo da semana, Washington pausou uma operação chamada “Projeto Liberdade”, para reabrir o estreito, devido à recusa dos sauditas em permitirem o uso de seu espaço aéreo, segundo a rede NBC News.
Na quinta-feira, os dois países se acusaram mutuamente por ataques na região do Estreito de Ormuz. Os americanos dizem ter evitado ações “não provocadas” contra três embarcações da Marinha, enquanto os iranianos relataram explosões em cidades costeiras no sul do país e sobre Teerã, afirmando que os EUA violaram os termos do cessar-fogo — em comunicado, um porta-voz militar prometeu responder “de forma esmagadora a qualquer agressão, sem a menor hesitação”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elogiar o líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva hoje, horas depois do encontro dos dois na Casa Branca, em Washington, que durou três horas. O americano descreveu o petista como “um homem bom, um cara inteligente”.
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— Eu tive uma ótima reunião com o presidente do Brasil — disse Trump, em conversa com jornalistas no início da noite, referindo-se à pauta comercial como o principal tema da reunião, que incluiu um almoço. — Falamos sobre tarifas, eles (governo brasileiro) gostariam de ter um alívio das tarifas. Mas tivemos uma ótima reunião, ele é um homem bom, um cara inteligente.
Foi mais uma troca de elogios entre os dois presidentes após a reunião. Mais cedo, o presidente Donald Trump publicou em suas redes classificou as reunião como “muito boa” e não descartou novos encontro com o presidente Lula, a quem se referiu como “alguém muito dinâmico”.
Lula retribuiu em seu perfil no Instagram, compartilhando uma foto do encontro e resumindo a reunião como “muito produtiva”.
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Pelas imagens e pelos relatos de ministro do Brasil presentes ao encontro, foi uma conversa de fato produtiva e amigável. O presidente Lula reiterou diversas vezes a crescente aproximação com o presidente dos Estados Unidos e disse acreditar que Trump de fato parece “gostar” do Brasil.
Em referência às imagens, Lula disse que estimulou Trump a sorrir e completou:
— O presidente Trump rindo é melhor que de cara feia.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca
Ricardo Stuckert / PR
Lula disse ainda que o almoço foi muito agradável. Em ano de Copa do Mundo sediada por Estados Unidos, México e Canadá, Lula disse que brincou com Trump dizendo a ele para não cancelar vistos de jogadores da Seleção Brasileira de Futebol.
Essa foi a sexta visita de Lula à Casa Branca desde que foi eleito pela primeira vez em 2002. Foi também o terceiro encontro pessoal entre Lula e Trump. Os outros foram na sede da ONU, em Nova York, e em Kuala Lumpur, na Malásia. O presidente Lula viajou de volta ao Brasil ainda na noite de hoje.
Como Lula descreveu a reunião
Após permanecer por cerca de três horas na Casa Branca, em Washington, Lula e seus ministros que o acompanharam classificaram, em entrevista coletiva concedida logo após o encontro, a reunião como “muito produtiva e positiva”.
Antes de responder às perguntas dos jornalistas na embaixada do Brasil na capital americana, o petista afirmou que a conversa não evitou temas complexos, pelo contrário, segundo ele, “eles resolveram discutir assuntos que pareciam tabus”. Ainda assim, temas como o Pix e a classificação de facções criminosas como terrorismo não foram abordados.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ricardo Stuckert / PR
— Fiz a reunião, estou feliz. Volto ao Brasil mais otimista. Acho que o presidente Trump também ficou otimista e espero que as coisas comecem a avançar — disse.
Ao ser questionado se conversou com Trump sobre as reservas brasileiras de terras raras, tema de importância estratégica para o governo americano, Lula ressaltou que o Brasil “está aberto a construir parcerias internacionais com diferentes países”, sem restrições geopolíticas.
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— A única coisa que ele (Trump) precisa saber é o seguinte: o Brasil está disposto a construir parcerias onde eles quiserem construir parceria. Não há veto aos Estados Unidos, como também não há veto à China, à França, à Índia ou à Alemanha — afirmou Lula, citando particularmente a exploração de minérios críticos no Brasil com investimentos estrangeiros.
Lula fala sobre o encontro de 3 horas com Trump Presidente está na embaixada do Brasil em Washington. Trump chamou Lula de “muito dinâmico” em post na sua rede social. O brasileiro, por sua vez, postou fotos do encontro em seu perfil no Instagram.
Reprodução
O presidente brasileiro disse que, ao contrário do que aconteceu no passado com minerais como ouro e prata, por exemplo, desta vez o Brasil terá um comportamento diferente.
— Não queremos ser meros exportadores de minerais. Queremos que o Brasil seja o grande ganhador — em referência ao beneficamente e refino de minerais críticos no Brasil.
Segundo Lula, durante a conversa ele falou a Trump sobre a importância dos Estados Unidos voltarem a “ter interesse nas coisas do Brasil”, apontando que tanto Estados Unidos como a União Europeia deixaram de perceber a importância da América Latina. Para exemplificar seu ponto, ele citou uma suposta falta de interesse de empresas dos EUA em licitações de obras públicas no Brasil.
No entanto, nesse contexto global conturbado, o brasileiro defendeu os acordos comerciais fechados recentemente pelo Brasil. Na avaliação dele, acordos multilaterais são “um antídoto às políticas unilaterais” colocadas em práticas pelo governo de Trump, como as taxações impostas pela gestão do norte-americano.
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Em relação às tarifas de importação sobre produtos brasileiros nos EUA, o presidente Lula disse que reforçaram ao líder americano a vantagem dos EUA na balança comercial com o Brasil. Além disso, buscaram esclarecer que a média de tarifas do Brasil é de 2,7% para os produtos dos EUA. Entretanto, o representante de Comércio americano, Jameson Greer, presente ao encontro, parece ter atuado como o “bad cop”, o “policial mau”, do diálogo.
Apontando percentuais maiores. Diante disso, ficou acertado que as equipes dos governo Lula e Trump irão trabalhar por mais 30 dias para avançar nas negociações sobre tarifas de importação sobre produtos brasileiros que entram nos EUA.
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Em relação às facções criminosas brasileiras, Lula disse que o tema não foi discutido no encontro. No entanto, o presidente brasileiro disse que o combate ao crime organizado sim foi discutido, Lula destacou que o Brasil tem expertise no assunto e sugeriu que essa seja uma ação conjunta entre diversas nações não cabendo a um ou outro país fazer isso isoladamente.
Lula acrescentou que o combate ao crime organizado precisa ser tratado de forma mais ampla e cooperativa.
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De acordo com Lula, não houve discussão sobre Pix com o presidente Trump, meio de pagamento que está sob investigação pelo governo americano sob suposto prejuízo competitivo às empresas americanas, como operadoras de cartão de crédito.
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Sobre eventual intervenção do presidente americano nas eleições brasileiras, Lula disse acreditar que Trump irá se “comportar como presidente dos Estados Unidos, deixando que os brasileiros decidam”.
E reforçou que ele, como presidente do Brasil, respeita Trump por ele ter sido eleito pelo povo dos Estados Unidos. O presidente disse ainda que os apoios eleitorais no Brasil não entram na pauta de suas conversas com nenhum presidente.
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Sobre a guerra do Irã, Lula manteve seu tom crítico e disse acreditar no diálogo. O presidente do Brasil contou ter entregue uma cópia do acordo assinado pelo Irã em 2010, articulado por Brasil e Turquia à época, como uma demonstração ao presidente dos Estados Unidos que há possibilidade de resoluções com diálogo. Segundo Lula, Trump prometeu ler hoje à noite. Lula disse ainda que os custos das guerras são altos e que a diplomacia é o caminho.
— Nós não precisamos de guerra, o mundo precisa de paz — disse.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, anunciou nesta sexta-feira (horário local) a destruição de 20 drones que se dirigiam para a capital russa desde o início da trégua unilateral de dois dias, declarada pela Rússia à meia-noite (21h GMT de quinta-feira), em comemoração à vitória na Segunda Guerra Mundial.
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“Três drones que se dirigiam para Moscou foram destruídos pelas forças de defesa aérea do Ministério da Defesa”, escreveu Sobyanin na rede social russa Max, atualizando posteriormente o número de drones abatidos durante a noite, chegando a um total de 20, segundo uma mensagem publicada à 1h44 (22h44 GMT).
Na quinta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou os aliados da Rússia contra a presença no desfile militar de 9 de maio em Moscou, que comemora o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. A Rússia celebra o Dia da Vitória todos os anos com um grande desfile na Praça Vermelha, na capital. Nesse contexto, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou um cessar-fogo unilateral com a Ucrânia para os dias 8 e 9 de maio, como parte do conflito que começou em 2022 com a invasão russa da Ucrânia.
— Recebemos mensagens de alguns países próximos à Rússia, afirmando que seus representantes planejam estar em Moscou — disse Zelensky em seu pronunciamento noturno. — É um desejo estranho… nestes dias. Não recomendamos.
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A Ucrânia havia proposto sua própria trégua a partir de 6 de maio e criticou o cessar-fogo anunciado pela Rússia como uma estratégia de propaganda para proteger o desfile militar, um evento importante no calendário nacional que exalta o patriotismo.
*Em atualização
Os Estados Unidos e o Irã trocaram disparos de mísseis e acusações nesta quinta-feira, enquanto as tensões no Estreito de Ormuz aumentavam, ameaçando o frágil cessar-fogo. As Forças Armadas iranianas afirmaram ter disparado contra navios de guerra americanos em retaliação ao ataque destes contra um petroleiro iraniano. Os militares americanos, por sua vez, disseram ter atacado instalações militares iranianas e outros alvos responsáveis por uma série de ações “não provocadas”. A escalada ocorre enquanto Washington aguarda a resposta de Teerã à proposta apresentada para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar a guerra, iniciada em 28 de fevereiro.
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Segundo o comunicado do Comando Central dos EUA (Centcom), as forças iranianas lançaram múltiplos mísseis, drones e pequenas embarcações contra três contratorpedeiros americanos que transitavam pelo estreito. Nenhum dos navios da Marinha americana foi atingido, acrescentou a nota, acrescentando que o Comando Central “não busca uma escalada”.
Em entrevista à rede ABC News, Trump reiterou que, em sua opinião, “o cessar-fogo está em vigor, está funcionando”, e que as ações desta quinta-feira foram um “tapinha com amor”. Pouco depois, na rede social Truth Social, disse que os navios da Marinha transitaram sem problemas por Ormuz, enquanto as forças iranianas foram destruídas, e usou sua versão bélica para ameaçar Teerã.
“Um país normal teria permitido a passagem desses contratorpedeiros, mas o Irã não é um país normal. Eles são liderados por LUNÁTICOS, e se tivessem a chance de usar uma arma nuclear, o fariam, sem dúvida alguma — mas nunca terão essa oportunidade e, assim como os derrotamos hoje, os derrotaremos com muito mais força e violência no futuro, se não assinarem o acordo RAPIDAMENTE!”, escreveu o presidente.
O comando militar central do Irã, Khatam al-Anbiya, por sua vez, acusou os EUA de violarem o cessar-fogo ao atingirem um petroleiro iraniano que seguia da região costeira de Jask em direção ao Estreito de Ormuz, além de outra embarcação próxima ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. De acordo com o comunicado citado pela TV estatal iraniana, forças americanas também realizaram ataques em outras áreas do sul do país “em cooperação com alguns países da região”. O Irã afirmou ainda que suas forças “imediatamente e em retaliação atacaram embarcações militares americanas”.
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Explosões atingiram a ilha de Qeshm e a cidade de Bandar Abbas, importantes centros portuários no Estreito de Ormuz, assim como a capital, Teerã, segundo a imprensa iraniana e publicações de cidadãos nas redes sociais. As explosões provocaram pânico na capital, e alguns temiam que fosse a retomada da guerra, um mês depois do início da trégua. Mais tarde, a emissora iraniana Press TV afirmou que a situação nas ilhas iranianas e nas cidades costeiras do estreito havia “voltado ao normal”. Não há relatos de vítimas ou detalhes sobre os possíveis danos.
A imprensa israelense, citando fontes dentro do governo, descartou o envolvimento do país nas ações desta quinta-feira, mas Teerã suspeita que os Emirados Árabes Unidos tenham participado. O país árabe foi um dos mais atingidos pelos drones e mísseis do Irã durante o conflito.
“Foram observados indícios de uma ação traiçoeira dos Emirados Árabes Unidos contra o cais Bahman Qeshm”, informou a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, acrescentando que, se confirmada, “os Emirados Árabes Unidos pagarão um preço alto por sua ação hostil”.
Proposta de paz pendente
A escalada dos ataques aumenta a ameaça de que o cessar-fogo, já fragilizado por ataques a navios e aos Emirados Árabes Unidos, possa ruir completamente.
Apenas algumas horas antes, três autoridades iranianas disseram que os dois países estavam debatendo uma proposta de uma página para que os Estados Unidos suspendessem o bloqueio a navios e portos iranianos, para que o Irã abrisse o estreito ao tráfego comercial irrestrito e para que cessassem os combates por 30 dias, enquanto os negociadores tentavam chegar a um acordo de paz abrangente.
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Embora os termos não tenham sido tratados publicamente pelas autoridades envolvidas no processo, o portal americano de notícias Axios detalhou na quarta-feira que o documento de 14 pontos teria sido encaminhado aos iranianos. O Wall Street Journal detalhou o andamento das discussões, citando fontes americanas ouvidas em anonimato.
A publicação indicou que, em caso de aceite de Teerã, as negociações poderiam ser retomadas já na semana que vem em Islamabad — o Paquistão é o principal mediador da atual mesa de negociações. A República Islâmica teria manifestado abertura para discutir o programa nuclear, um dos alvos de Trump, enquanto os EUA teriam exigido que Teerã aliviasse o controle do Estreito de Ormuz. Ainda de acordo com fontes americanas ouvidas pelo jornal americano, os EUA estariam dispostos a afrouxar o bloqueio a portos iranianos pelo período de 30 dias, enquanto novas conversas seriam realizadas.
Continua sendo um gargalo, porém, o futuro do urânio enriquecido pelo Irã acima do uso civil. Estaria em discussão a possível remoção dos estoques radioativos, embora Teerã ainda se oponha à transferência do material para os EUA — a Rússia, que recebeu o urânio após o acordo de 2015, se ofereceu como local de armazenamento. Outro ponto que ainda não teria sido solucionado é o papel do Irã no futuro da supervisão do tráfego no Estreito de Ormuz.
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Há sinais de movimentação na frente negocial. O Paquistão anunciou na quarta-feira que uma intensa atividade de troca de mensagens entre EUA e Irã estava ocorrendo via mediadores. Nesta quinta, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, encontrou-se com o líder supremo Mojtaba Khamenei, em uma reunião que durou mais de duas horas, segundo a mídia iraniana. A pauta da reunião não foi discutida publicamente, mas o encontro acendeu a suspeita de que a mais alta liderança iraniana possa estar tratando sobre concessões a serem feitas para um acordo.
O conflito, que já dura três meses e levou o Irã e os Estados Unidos a implementarem bloqueios rivais em Ormuz, interrompeu uma importante rota de trânsito de petróleo, causando estragos nas cadeias de suprimentos globais e provocando uma disparada nos preços da energia.
Com agências internacionais.
Os Estados Unidos e o Irã trocaram disparos de mísseis e acusações nesta quinta-feira, enquanto as tensões no Estreito de Ormuz aumentavam, ameaçando o frágil cessar-fogo. As Forças Armadas iranianas afirmaram ter disparado contra navios de guerra americanos em retaliação ao ataque destes contra um petroleiro iraniano. Os militares americanos, por sua vez, disseram ter atacado instalações militares iranianas e outros alvos responsáveis por uma série de ações “não provocadas”. A escalada ocorre enquanto Washington aguarda a resposta de Teerã à proposta apresentada para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar a guerra, iniciada em 28 de fevereiro.
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Explosões atingiram a ilha de Qeshm e a cidade de Bandar Abbas, importantes centros portuários no Estreito de Ormuz, assim como a capital, Teerã, segundo a imprensa iraniana e publicações de cidadãos nas redes sociais.
Mais tarde, a emissora iraniana Press TV afirmou que a situação nas ilhas iranianas e nas cidades costeiras do estreito havia “voltado ao normal” após os ataques. Não há relatos de vítimas.
Proposta de paz pendente
A escalada dos ataques aumenta a ameaça de que o cessar-fogo, já fragilizado por ataques a navios e aos Emirados Árabes Unidos, possa ruir completamente.
Apenas algumas horas antes, três autoridades iranianas disseram que os dois países estavam debatendo uma proposta de uma página para que os Estados Unidos suspendessem o bloqueio a navios e portos iranianos, para que o Irã abrisse o estreito ao tráfego comercial irrestrito e para que cessassem os combates por 30 dias, enquanto os negociadores tentavam chegar a um acordo de paz abrangente.
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Até o momento, líderes iranianos não indicaram se aceitarão os termos do acordo, embora anteriormente tenham dado poucos sinais de disposição para ceder em relação ao programa nuclear do país e aceitar uma moratória no enriquecimento de urânio, exigência feita pelos EUA. Segundo uma fonte familiarizada com o assunto, o Irã deve enviar uma resposta por meio do Paquistão, que atua como mediador, nos próximos dois dias.
O conflito, que já dura três meses e levou o Irã e os Estados Unidos a implementarem bloqueios rivais no Estreito de Ormuz, interrompeu uma importante rota de trânsito de petróleo , causando estragos nas cadeias de suprimentos globais e provocando uma disparada nos preços da energia.
*Em atualização.
Com agências internacionais.
O comando militar central do Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo na guerra no Oriente Médio ao atacarem embarcações no Estreito de Ormuz, afirmando que atacaram forças americanas em retaliação.
Os EUA “alvejaram um petroleiro iraniano que seguia das águas costeiras do Irã, na região de Jask, em direção ao Estreito de Ormuz, assim como outra embarcação que entrava no Estreito de Ormuz em frente ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos”, afirmou o Khatam Al Anbiya em comunicado citado pela TV estatal, acusando os EUA de também realizarem ataques em outras áreas do sul “em cooperação com alguns países da região”.
As forças iranianas “imediatamente e em retaliação atacaram embarcações militares americanas”, acrescentou o comunicado.
*Em atualização.
Os Estados Unidos instaram o Irã, nesta quinta-feira, a libertar Narges Mohammadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, presa desde dezembro, após seus apoiadores alertarem que ela corre risco de morrer sob custódia. A ativista iraniana, de 54 anos, cumpre pena por acusações relacionadas à sua atuação política. Premiada por sua luta de décadas pelos direitos humanos no país, Mohammadi enfrenta um quadro de saúde grave, segundo familiares e apoiadores.
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“Pedimos ao regime iraniano que a liberte agora e lhe dê os cuidados de que precisa. O mundo está observando”, escreveu Riley Barnes, subsecretário de Estado dos EUA para os Direitos Humanos, nas redes sociais.
Nos últimos 25 anos, Mohammadi foi repetidamente julgada e presa por sua campanha contra a pena de morte no Irã e o uso obrigatório do hijab para mulheres.
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Ela está detida desde dezembro após criticar as autoridades religiosas iranianas durante um funeral.
Em fevereiro deste ano, ela foi condenada a mais de sete anos de prisão, somando-se a outras sentenças anteriores que elevam seu tempo total de pena.
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Segundo familiares e apoiadores, a ativista sofre de problemas cardíacos e pulmonares e teve o quadro de saúde agravado durante períodos de detenção devido ao acesso limitado a cuidados médicos adequados. Nas últimas semanas, ela teria sofrido dois ataques cardíacos.
Luta pelos direitos humanos
Ativista iraniana Narges Mohammadi ganha o Prêmio Nobel da Paz
AFP PHOTO / NARGES MOHAMMADI FOUNDATION
Mohammadi ganhou projeção internacional principalmente por seu trabalho contra a pena de morte e pela defesa dos direitos das mulheres no Irã.
Nos últimos anos, sua atuação passou a dialogar diretamente com o movimento “Mulher, Vida, Liberdade”, que ganhou força após a morte da jovem Mahsa Amini, em 2022, depois de ser detida pela polícia moral iraniana.
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Mesmo presa, Mohammadi continuou divulgando cartas e denúncias sobre abusos cometidos dentro das prisões iranianas, incluindo relatos de violência física e psicológica contra detentas.
A concessão do Nobel da Paz, em 2023, ampliou a pressão internacional sobre Teerã e consolidou o nome de Mohammadi como um dos principais símbolos globais da resistência ao regime iraniano.

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