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O Irã afirmou que as negociações com os Estados Unidos ocorrerão na sexta-feira, em meio à manutenção das tensões entre os dois países após a repressão sangrenta de Teerã a protestos em todo o país no mês passado. O presidente Donald Trump manteve a pressão ao dizer que o líder supremo da República Islâmica deveria estar “muito preocupado”.
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O andamento dessas conversas foi colocado em dúvida na quarta-feira após a publicação de uma reportagem do site Axios, segundo a qual a comunicação entre Washington e Teerã estaria por um fio. O material divulgado provocou alta nos preços do petróleo e aumentou as especulações sobre uma possível ação militar dos Estados Unidos.
No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as conversas estão agora programadas para sexta-feira, em Omã. Diplomatas haviam indicado anteriormente que o encontro ocorreria na Turquia.
“As conversas nucleares com os Estados Unidos estão programadas para acontecer em Mascate. Sou grato aos nossos irmãos omanenses por providenciarem todos os arranjos necessários”, escreveu Araghchi em uma publicação na rede social X.
‘Em legítima defesa’: EUA afirmam ter derrubado drone iraniano que se aproximou de seu porta-aviões no Oriente Médio
De acordo com informações divulgadas pela AP, uma autoridade da Casa Branca confirmou que os Estados Unidos participarão de negociações de alto nível com o Irã em Omã.
Essa autoridade, que falou sob condição de anonimato, disse que vários líderes árabes e muçulmanos pressionaram o governo Trump, na quarta-feira, para que não abandonasse as negociações, mesmo diante da insistência de autoridades iranianas em restringir o escopo das conversas e mudar o local do encontro.
A fonte acrescentou que a Casa Branca continua “muito cética” quanto às chances de sucesso das negociações, mas concordou com a mudança de planos em respeito aos aliados da região.
Apesar disso, Trump, que reforçou significativamente a presença militar americana na região e se recusou a descartar novas ações militares, voltou a aumentar a pressão sobre o aiatolá Ali Khamenei.
— Eu digo que ele deveria estar muito preocupado, deveria mesmo — afirmou Trump em entrevista à emissora NBC News. — Como vocês sabem, eles estão negociando conosco.
Trump enviou um porta-aviões americano para a região do Oriente Médio e não descartou novas ações militares contra o Irã, como as realizadas em junho, quando instalações nucleares da República Islâmica foram destruídas.
“Coisas muito ruins”
O republicano afirmou ainda, na entrevista, que o Irã estaria planejando construir uma nova instalação nuclear.
— Ficamos sabendo disso e eu disse a eles: se fizerem isso, faremos coisas muito ruins — declarou.
A possibilidade de uma desescalada começou a ganhar forma no início da semana, quando veio a público que autoridades iranianas e americanas planejavam se reunir na sexta-feira. No entanto, desde então, diversas mensagens colocaram em dúvida a realização do encontro.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na quarta-feira que Washington está disposto a se reunir com o Irã ainda nesta semana, desde que os programas nuclear e balístico de Teerã estejam na pauta.
— Se os iranianos quiserem se reunir, estamos dispostos — afirmou Rubio, sem confirmar uma reunião para sexta-feira. — Se mudarem de ideia, também não há problema — acrescentou.
Em negociações anteriores sobre seu programa nuclear, Teerã rejeitou discutir seu armamento.
Rubio também afirmou que Washington espera discutir uma série de preocupações além da questão nuclear, incluindo os mísseis balísticos do Irã, o apoio a redes de grupos aliados na região e o “tratamento dado à própria população”.
— A liderança clerical do Irã não reflete o povo iraniano. Não conheço outro país onde exista uma diferença tão grande entre quem governa e quem vive ali — afirmou Rubio a jornalistas.
O vice-presidente JD Vance disse ao programa The Megyn Kelly Show que as negociações diplomáticas com o Irã são difíceis devido ao sistema político do país, supervisionado por Khamenei.
— É um país muito estranho para se fazer diplomacia quando você não pode nem falar com quem está no comando. Isso torna tudo muito mais complicado e a situação muito mais absurda — disse Vance, observando que Trump pode falar diretamente por telefone com líderes da Rússia, China ou Coreia do Norte.
Vance afirmou que a principal linha vermelha de Trump é impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear, argumentando que outros países da região fariam o mesmo rapidamente.
O Irã sustenta há décadas que seu programa nuclear tem fins pacíficos. No entanto, autoridades iranianas vêm, nos últimos anos, ameaçando cada vez mais buscar a bomba.
Vance disse acreditar que Trump tentará “alcançar o que for possível por meios não militares” e que, se concluir que a opção militar é a única saída, “acabará escolhendo esse caminho”.
(Com AFP)

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Duas crianças francesas foram encontradas sozinhas no fim da tarde de terça-feira em uma estrada que liga Alcácer do Sal à Comporta, em Portugal. Segundo as autoridades, há indícios de que os menores tenham sido abandonados.
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Os meninos, de três e cinco anos, estavam sem qualquer documento de identificação, de acordo com informações publicadas pelo jornal português Correio da Manhã.
Segundo o relato, um morador encontrou as crianças por volta das 19h30 em uma área isolada da estrada.
Após localizar os menores, ele acionou imediatamente a Guarda Nacional Republicana (GNR). As crianças foram levadas ao posto da corporação em Alcácer do Sal.
A GNR também entrou em contato com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), responsável pelo acompanhamento do caso.
Segundo a imprensa portuguesa, as autoridades portuguesas trabalham agora para identificar os menores e esclarecer as circunstâncias em que eles foram deixados no local.
Os corpos dos dois últimos mergulhadores italianos desaparecidos em uma caverna subaquática nas Maldivas foram recuperados nesta quarta-feira (20), encerrando uma operação de buscas marcada por condições extremas e pela morte de um militar local envolvido no resgate. O grupo havia desaparecido na quinta-feira (14) durante uma expedição no atol de Vaavu, no arquipélago asiático.
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Segundo o porta-voz da Presidência das Maldivas, Mohameed Hussain Shareef, a retirada dos corpos foi realizada por três mergulhadores finlandeses especializados em operações técnicas, com apoio da guarda costeira e da polícia local. Os corpos serão encaminhados a um necrotério para identificação antes do processo de repatriação para a Itália.
— Depois disso, vamos coordenar com o governo italiano e iniciar o processo de repatriação dos corpos — afirmou Shareef, que também agradeceu aos especialistas finlandeses pelo “profissionalismo e liderança” durante a operação.
Os quatro corpos haviam sido localizados na segunda-feira a aproximadamente 60 metros de profundidade, região considerada duas vezes além do limite legal para mergulho recreativo nas Maldivas. Um dos corpos, de um instrutor de mergulho italiano, já havia sido encontrado fora da caverna. Outros dois foram retirados na terça-feira.
Operação enfrentou risco elevado
As autoridades locais afirmaram que os corpos estavam na parte mais profunda da caverna e praticamente juntos. A missão chegou a ser temporariamente interrompida após a morte de um mergulhador militar das Maldivas durante uma tentativa considerada arriscada de resgate. A causa da morte ainda é investigada, mas colegas relataram a possibilidade de narcose por nitrogênio ou complicações relacionadas à descompressão em grandes profundidades.
Shareef afirmou à agência Associated Press que a caverna já havia sido explorada anteriormente por especialistas locais e estrangeiros, mas destacou que as condições no local eram particularmente difíceis.
— Havia terreno complicado, correntes fortes e baixa visibilidade — disse o porta-voz, acrescentando que também havia alerta de mau tempo na região no momento da expedição.
As autoridades investigam agora se os mergulhadores adotaram todas as medidas de segurança necessárias. Embora a expedição tivesse autorização oficial, o governo afirmou que não sabia exatamente qual caverna seria explorada e que ao menos dois dos mortos não estavam incluídos na lista de pesquisadores apresentada previamente.
A operação contou com apoio da organização Divers’ Alert Network Europe, que enviou mergulhadores especializados em cavernas e mergulho técnico. Segundo a entidade, a equipe utilizou rebreathers de circuito fechado — equipamento que recicla o gás exalado e permite permanência prolongada em profundidade —, tecnologia usada em missões consideradas de alto risco.
Um dia de folga de estudantes do último ano do ensino médio terminou em cenas de violência e pânico na praia municipal de Narragansett, no estado de Rhode Island, nos Estados Unidos. Três pessoas foram esfaqueadas durante uma série de confusões registradas na tarde desta terça-feira (19), provocando correria entre centenas de adolescentes e banhistas. Vídeos da briga circulam nas redes sociais e mostram grupos trocando agressões enquanto diversas pessoas filmavam a movimentação com celulares.
Segundo o Departamento de Polícia de Narragansett, equipes de emergência foram acionadas por volta das 15h04 após relatos de múltiplos esfaqueamentos na praia, localizada a cerca de 51 quilômetros de Providence. As três vítimas receberam atendimento ainda no local e foram levadas para um hospital da região. O estado de saúde delas não foi divulgado.
Confira:
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De acordo com o chefe de polícia Kyle Rekas, em entrevista ao jornal local The Providence Journal, os esfaqueamentos ocorreram em meio a diferentes incidentes registrados ao longo do dia na praia. A fuga em massa dos frequentadores gerou novos tumultos e pequenos distúrbios, segundo as autoridades. A polícia informou ainda que dois adultos foram presos por conduta desordeira, resistência à prisão e obstrução da justiça, embora as detenções não tenham relação direta com os ataques a faca.
Praia conhecida pela tranquilidade
O episódio chamou atenção por ocorrer em um dos balneários mais conhecidos da região, frequentemente citado por veículos especializados em turismo como um destino familiar e tranquilo. Antes do caso, a praia costumava aparecer nas manchetes por listas de melhores praias ou por alertas envolvendo tubarões na costa.
Nas redes sociais, moradores e frequentadores reagiram com indignação diante da violência.
“É absolutamente inacreditável que tenha havido um esfaqueamento na praia de Narragansett hoje. Deveríamos poder ir à praia com nossos filhos sem nos preocupar com violência”,escreveu um usuário.
Outro internauta afirmou que a cidade “está se transformando numa terra sem lei”, enquanto um terceiro lamentou que a praia, antes conhecida por ser um lugar pacífico, tenha se tornado palco de agressões.
A praia de Narragansett Town só deve iniciar oficialmente sua temporada de funcionamento em 25 de maio. O acesso ao local custa US$ 12, e as regras do balneário incluem proibição de bebidas alcoólicas, música alta e linguagem considerada obscena. Segundo o site imobiliário Zillow, o valor médio das casas na região gira em torno de US$ 850 mil.
Uma mulher de 56 anos morreu após cair em um bueiro aberto em Midtown Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos, durante a madrugada desta terça-feira. O acidente aconteceu na esquina da East 52nd Street com a Quinta Avenida, em frente à mansão Cartier, uma das áreas mais movimentadas e luxuosas da cidade. A vítima foi identificada como Donike Gocaj, moradora de Briarcliff Manor, no condado de Westchester.
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Segundo a polícia, ela havia estacionado seu SUV na noite de segunda-feira e, ao sair do veículo, caiu cerca de três metros em uma abertura de serviço que estava sem tampa.
A concessionária Con Edison informou que analisou imagens de câmeras de segurança e concluiu que a tampa pode ter sido deslocada por um caminhão de múltiplos eixos que fez uma conversão da Quinta Avenida para a East 52nd Street.
Segundo a empresa, o veículo passou pelo local 12 minutos antes de Gocaj estacionar o carro nas proximidades.
— Estamos revisando os detalhes e, embora isso seja raro, tampas de bueiro podem ser deslocadas por veículos pesados. Nossos pensamentos permanecem com a família dela, e a segurança continua sendo nossa principal prioridade — afirmou Anne Marie Corbalis, porta-voz da Con Edison.
Autoridades municipais afirmaram que a Con Edison tinha uma autorização de obra ativa no quarteirão, embora nenhum serviço estivesse sendo realizado no momento da queda.
Jeremy Edwards, porta-voz da prefeitura de Nova York, declarou que a cidade trabalha em conjunto com a concessionária para investigar o caso.
— Todas as perguntas precisam ser feitas e respondidas para que nenhum nova-iorquino viva uma tragédia como essa novamente — afirmou.
Testemunha ouviu vítima gritar: ‘Estou morrendo’
O acidente foi presenciado por Carlton Wood, diretor de segurança contra incêndio do hotel Lotte New York Palace. Segundo ele, a mulher desapareceu poucos segundos depois de sair do carro.
— Ela deu alguns passos e simplesmente desapareceu. Aconteceu muito rápido — relatou.
Wood afirmou que correu até o local após ouvir Gocaj gritando repetidamente: “Estou morrendo.”
Segundo o relato, o buraco estava sem qualquer sinalização e a tampa havia sido deslocada para o lado. Wood disse que a vítima estava sentada em uma poça d’água, com as pernas esticadas à frente.
Ele afirmou ter se afastado para ligar para a emergência enquanto outras pessoas tentavam ajudar usando lanternas.
Um homem chegou a tentar descer na abertura para que Gocaj pudesse se segurar em suas pernas, mas a profundidade impediu o resgate. Outra pessoa levou uma escada, mas ela também não alcançava a vítima.
A polícia respondeu à ocorrência às 23h19. Segundo The New York Times, quando os socorristas chegaram, Gocaj já estava inconsciente e sem reação.
Ela foi retirada do buraco cerca de 20 minutos depois. Wood relatou que a vítima saiu “em silêncio”, “imóvel” e “coberta de fuligem”.
— Eu esperava ouvir comemorações quando a tirassem dali — afirmou: — Achei que haveria sinal de positivo.
Os socorristas realizaram compressões torácicas antes de levá-la ao NewYork-Presbyterian/Weill Cornell Medical Center, onde ela foi declarada morta.
Cidade enfrenta histórico de problemas com bueiros
Donike Gocaj também utilizava o nome Donika nas redes sociais. Ela deixa uma filha, um filho e dois netos pequenos.
A Con Edison informou possuir cerca de 285 mil poços de manutenção, caixas de serviço e galerias subterrâneas em Nova York e nos subúrbios. O local da queda era utilizado para transporte de vapor.
Segundo a imprensa local, tampas de bueiro desaparecidas são um problema recorrente na cidade. Dados indicam que o Departamento de Proteção Ambiental recebeu mais de 700 solicitações neste ano relacionadas a estruturas do sistema de esgoto.
A reportagem relembra outros episódios envolvendo galerias subterrâneas na cidade, como a morte de um homem em situação de rua encontrado em um poço de manutenção em 2019, a queda de um homem em uma galeria infestada de ratos em 2020 e uma explosão em um poço de manutenção na Times Square em 2022.
Carlton Wood afirmou ter decidido falar publicamente para evitar especulações de que a vítima estivesse distraída no momento do acidente.
— Só quero que a família dela entenda que isso foi um acidente absurdo — declarou: 1 Se ela tivesse estacionado alguns metros adiante, talvez nada disso tivesse acontecido.
Cinco turistas morreram após um aerobarco gigante capotar nas águas geladas do Lago Baikal, na Sibéria, região da Rússia conhecida por abrigar o lago de água doce mais profundo do mundo. A tragédia deixou ainda 13 sobreviventes, alguns deles com quadro de hipotermia depois de serem lançados na água a uma temperatura próxima de 2°C.
Corpo encontrado em trilha de Tóquio pode ser de novo ataque de urso; animais estariam indo para áreas urbanas
Principais hipóteses: por que os cinco mergulhadores italianos morreram na caverna submarina das Maldivas
Segundo informações divulgadas, nesta segunda-feira (19), por autoridades russas e pela agência estatal TASS, as vítimas eram quatro mulheres e um homem, supostamente moradores da região de Moscou. Entre os sobreviventes estaria um adolescente de 14 anos. Um dos passageiros resgatados foi hospitalizado com cortes graves na perna.
O acidente ocorreu nas proximidades de Turtle Rock, área turística conhecida pela paisagem natural às margens do Lago Baikal, que ultrapassa 1.500 metros de profundidade. Imagens registradas antes do naufrágio mostram a embarcação deslizando sobre o gelo, colidindo contra a superfície congelada e virando de cabeça para baixo após passar sob uma ponte. Ainda não está claro o que provocou o desequilíbrio do veículo.
Investigação aponta possível superlotação
Fontes russas atribuíram o acidente à superlotação do aerobarco, que transportava 18 pessoas, embora tivesse capacidade para apenas dez passageiros. Apesar disso, equipes de emergência afirmaram à TASS que a aeronave estava “em boas condições de funcionamento” antes da queda.
Os corpos das vítimas foram retirados da água e uma investigação criminal foi aberta para apurar as causas do acidente envolvendo o aerobarco, identificado preliminarmente como um modelo Sever-750, de fabricação russa.
O episódio reacendeu discussões sobre a segurança desse tipo de embarcação no país. Em dezembro do ano passado, um outro acidente com aerobarco ganhou repercussão após deixar ferido Viktor Khmarin, amigo próximo do presidente russo Vladimir Putin. O acidente ocorreu nos arredores de Moscou e matou Viktor Averin, apontado como um dos líderes da gangue criminosa Solntsevskaya.
Na ocasião, Khmarin, de 76 anos, sofreu hipotermia depois de nadar em águas congeladas até alcançar a margem. Uma modelo de 18 anos que também estava na embarcação teria sobrevivido rastejando sobre o gelo fino, segundo relatos da imprensa local.
Um tribunal do Paquistão condenou à morte Umar Hayat, de 23 anos, pelo assassinato da influenciadora e estrela do TikTok Sana Yousaf, de 17 anos. O caso provocou indignação em todo o país e provocou discussões sobre violência contra mulheres e ataques direcionados a criadoras de conteúdo nas redes sociais.
Sana Yousaf acumulava mais de um milhão de seguidores no TikTok e cerca de 500 mil no Instagram antes da morte. Segundo a BBC, ela era conhecida por publicar vídeos descontraídos, tendências de moda, dublagens de músicas e registros com amigos.
De acordo com a investigação, Hayat invadiu a casa da adolescente em junho do ano anterior após ter investidas rejeitadas repetidamente pela jovem.
Sana Yousaf foi morta a tiros.
Em julho, Umar Hayat confessou o crime. Segundo a reportagem da BBC, ele afirmou ter desenvolvido uma obsessão unilateral pela influenciadora após algumas interações on-line entre os dois.
O pai da vítima, Syed Yousaf Hassan, afirmou à imprensa local que a condenação representa “uma lição para todos esses criminosos na sociedade”.
Além da pena de morte, o tribunal determinou que Hayat pague 2,5 milhões de rúpias à família da influenciadora como compensação. O valor equivale a cerca de US$ 9 mil.
Investigação analisou imagens de 113 câmeras
Durante as investigações, Hayat afirmou ter viajado para Islamabad dias antes do assassinato com a intenção de desejar feliz aniversário à influenciadora.
Ainda de acordo com a BBC, Sana Yousaf recusou encontrá-lo, mas ele conseguiu chegar até a residência da jovem.
A imprensa paquistanesa informou que os dois discutiram antes do homicídio.
A polícia realizou operações em diferentes pontos da capital Islamabad e também na província de Punjab durante as buscas.
Segundo os investigadores, imagens de 113 câmeras de segurança foram analisadas ao longo da apuração.
A morte da influenciadora gerou forte repercussão nas redes sociais.
Segundo a BBC, muitas pessoas demonstraram indignação com o assassinato, enquanto outras criticaram o trabalho de Sana Yousaf como criadora de conteúdo.
Usama Khilji, diretor do grupo de defesa de direitos digitais Bolo Bhi, afirmou que os ataques partiram de uma parcela minoritária de usuários, majoritariamente homens.
Segundo ele, alguns recorreram a argumentos religiosos.
“Eles perguntam por que ela publicava todo esse conteúdo e chegam até a sugerir que a família remova as contas dela no Instagram e no TikTok porque isso aumentaria seus ‘pecados’”, declarou.
A ativista de direitos humanos Farzana Bari classificou essa reação como “misógina” e “patriarcal”.
Ela afirmou que Sana Yousaf tinha “sua própria voz”.
Farzana Bari acrescentou que o debate nas redes sociais evidencia como essas plataformas se tornaram “um lugar muito ameaçador para criadoras de conteúdo mulheres” no Paquistão.
O Japão começará a vender enguias totalmente criadas em cativeiro em uma iniciativa apresentada como inédita no mundo e vista por pesquisadores como uma tentativa de reduzir a pressão sobre populações selvagens da espécie, ameaçadas de extinção.
O lançamento ocorrerá a partir de 29 de maio em lojas de departamento de Tóquio e em outros pontos de venda, incluindo plataformas on-line.
Segundo autoridades japonesas, cientistas vêm tentando há mais de uma década tornar viável a reprodução do peixe em laboratório, após conseguirem pela primeira vez, em 2010, criar enguias a partir de ovos em ambiente controlado.
O principal desafio era o custo.
— Com inúmeros pequenos avanços tecnológicos, o custo agora é de cerca de 1.800 ienes (11 dólares) por filhote de enguia, abaixo de mais de 1 milhão de ienes nas fases iniciais e de cerca de 40 mil ienes em 2016 — afirmou à AFP Yasutaka Okamoto, responsável pela promoção da aquicultura na agência nacional de pesca do Japão.
Apesar da redução, o valor ainda é de três a quatro vezes superior ao de filhotes capturados na natureza.
— Mas acreditamos que já é hora de testar a reação do mercado — declarou Okamoto.
O projeto reúne pesquisadores do governo japonês, universidades e empresas privadas.
Enguia é símbolo da culinária japonesa
A enguia é consumida em diversos países, mas ocupa um lugar especial na culinária japonesa, onde é conhecida como “unagi”.
Tradicionalmente, o peixe é servido grelhado no estilo “kabayaki”, coberto por um molho espesso e adocicado.
— Se o povo [japonês] não gostasse tanto de enguias, não nos esforçaríamos tanto para pesquisar como cultivá-las — afirmou Okamoto.
A empresa Yamada Suisan, responsável pela comercialização do produto, classificou o lançamento como uma estreia mundial e “um passo muito significativo rumo à futura comercialização de enguias totalmente criadas em cativeiro”.
Segundo a companhia, duas enguias preparadas no estilo kabayaki serão vendidas por cerca de 9 mil ienes, o equivalente a US$ 57.
Pesquisadores alertam que as populações de enguias vêm diminuindo em várias partes do mundo devido a fatores ligados à atividade humana, como poluição dos rios, destruição de áreas úmidas, hidrelétricas e pesca intensiva.
A enguia japonesa e a americana estão classificadas como espécies ameaçadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Já a enguia europeia aparece na categoria de risco crítico de extinção.
A Guarda Revolucionária do Irã, o exército ideológico, prometeu nesta quarta-feira estender a guerra “além da região” do Oriente Médio caso os Estados Unidos e Israel ataquem o país novamente.
“Se a agressão contra o Irã se repetir, a prometida guerra regional desta vez se estenderá muito além da região, e nossos golpes devastadores os esmagarão”, afirmou a Guarda em um comunicado publicado em seu site, Sepah News.
Um bebê de cinco meses morreu após ser atacado por um cachorro na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. O caso aconteceu na quinta-feira (14), no condado de Anderson, e segue sob investigação das autoridades locais. A vítima foi identificada como Dean Everett Gross.
Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Anderson, policiais foram acionados por volta das 13h para atender a uma ocorrência de ataque de cachorro em uma residência. Dean e outro adulto ficaram feridos antes de o animal fugir do local. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a raça do cachorro nem sobre quem seria o proprietário do animal.
De acordo com a emissora local Fox Carolina, o cachorro foi encontrado posteriormente nas proximidades do Lago Cater, capturado e encaminhado ao Anderson County PAWS, órgão responsável pelo controle animal da região. Dean foi socorrido em estado grave e levado de helicóptero para um hospital em Greenville, mas morreu na sexta-feira.
O Gabinete do Médico Legista do Condado de Anderson informou que a criança sofreu múltiplos traumatismos. A morte foi classificada como acidental. Já o adulto ferido teve lesões graves, recebeu atendimento médico e teve alta. A identidade dessa pessoa não foi divulgada.
Família relata comoção após tragédia
Em uma campanha criada no GoFundMe, os pais da criança, Thomas e Natalie Gross, descreveram o filho como um “tesouro” para a família. A publicação afirma que Dean era “muito amado” e que levava alegria às pessoas ao seu redor.
“O espírito alegre e a doce presença de Dean tocavam os corações de sua família e amigos todos os dias”, diz o texto da arrecadação virtual.
A campanha já havia arrecadado mais de US$ 44,8 mil até a tarde de segunda-feira. Em outra mensagem publicada nas redes sociais, Miller Gross, irmão de Thomas, lamentou a morte do sobrinho.
“Meu querido irmãozinho e minha cunhada perderam um verdadeiro anjinho em uma tragédia terrível e inimaginável. Dean era um garotinho doce e feliz”, escreveu ele no Facebook.
Dias antes do ataque, Natalie, que é professora de espanhol, havia celebrado o primeiro Dia das Mães ao lado do filho. Em publicação no Instagram, Thomas homenageou a esposa.
“Feliz Dia das Mães para o amor da minha vida. Sou muito grato por ter mais um motivo para celebrar uma pessoa tão especial e linda. Você é verdadeiramente a mãe mais intuitiva e amorosa de todos os tempos”, escreveu.
As autoridades locais afirmaram que as circunstâncias do ataque continuam sendo apuradas.
A China concordou em trabalhar com os Estados Unidos para reduzir as tarifas que afetam dezenas de bilhões de dólares em mercadorias de ambos os lados, de acordo com um comunicado oficial chinês divulgado na quarta-feira, poucos dias após a visita do presidente Donald Trump a Pequim.
As duas maiores economias do mundo passaram grande parte de 2025 envolvidas em uma guerra comercial cada vez mais intensa, até que os dois líderes chegaram a uma trégua de um ano durante sua reunião na Coreia do Sul, em outubro. Como resultado da cúpula da semana passada, foi estabelecido um conselho comercial, sob cujos auspícios “ambos os lados concordaram em princípio em discutir um acordo-quadro para a redução recíproca de tarifas sobre produtos de escala equivalente”, de acordo com o comunicado distribuído pelo Ministério do Comércio chinês.
Os cortes tarifários planejados afetarão mercadorias avaliadas em “US$ 30.000 ou mais para cada lado”, acrescentou o documento, que foi publicado online e atribuído a um funcionário anônimo. A China espera que “os Estados Unidos honrem os compromissos” assumidos durante a recente rodada de negociações, afirmou o Ministério do Comércio, e pediu a prorrogação dos acordos de trégua comercial firmados no ano passado.
O Ministério do Comércio também anunciou que o gigante asiático irá restabelecer os registros de alguns exportadores de carne bovina dos EUA, que expiraram no ano passado, no auge das tensões com Washington. Confirmando outro resultado da cúpula Xi-Trump, o ministério informou que a China comprará 200 aeronaves da gigante aeroespacial americana Boeing, embora não tenha especificado o modelo.
Veículos de imprensa americanos já haviam noticiado há meses que Pequim estava prestes a fazer um grande pedido à Boeing, que incluiria 500 aeronaves 737 MAX de corredor único e cerca de 100 aeronaves 787 Dreamliner e 777.
Em relação ao fornecimento de elementos de terras raras, um setor crucial dominado pela China e sujeito a severas restrições à exportação implementadas no ano passado, o comunicado não forneceu muitos detalhes. “Ambas as partes trabalharão juntas para estudar e resolver as preocupações legítimas e legais de cada uma”, disse ele.

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