Os corpos dos dois últimos mergulhadores italianos desaparecidos em uma caverna subaquática nas Maldivas foram recuperados nesta quarta-feira (20), encerrando uma operação de buscas marcada por condições extremas e pela morte de um militar local envolvido no resgate. O grupo havia desaparecido na quinta-feira (14) durante uma expedição no atol de Vaavu, no arquipélago asiático.
Principais hipóteses: por que os cinco mergulhadores italianos morreram na caverna submarina das Maldivas
Tragédia sem fim: Membro da equipe de resgate que buscava megulhadores mortos nas Maldivas morre em operação
Segundo o porta-voz da Presidência das Maldivas, Mohameed Hussain Shareef, a retirada dos corpos foi realizada por três mergulhadores finlandeses especializados em operações técnicas, com apoio da guarda costeira e da polícia local. Os corpos serão encaminhados a um necrotério para identificação antes do processo de repatriação para a Itália.
— Depois disso, vamos coordenar com o governo italiano e iniciar o processo de repatriação dos corpos — afirmou Shareef, que também agradeceu aos especialistas finlandeses pelo “profissionalismo e liderança” durante a operação.
Os quatro corpos haviam sido localizados na segunda-feira a aproximadamente 60 metros de profundidade, região considerada duas vezes além do limite legal para mergulho recreativo nas Maldivas. Um dos corpos, de um instrutor de mergulho italiano, já havia sido encontrado fora da caverna. Outros dois foram retirados na terça-feira.
Operação enfrentou risco elevado
As autoridades locais afirmaram que os corpos estavam na parte mais profunda da caverna e praticamente juntos. A missão chegou a ser temporariamente interrompida após a morte de um mergulhador militar das Maldivas durante uma tentativa considerada arriscada de resgate. A causa da morte ainda é investigada, mas colegas relataram a possibilidade de narcose por nitrogênio ou complicações relacionadas à descompressão em grandes profundidades.
Shareef afirmou à agência Associated Press que a caverna já havia sido explorada anteriormente por especialistas locais e estrangeiros, mas destacou que as condições no local eram particularmente difíceis.
— Havia terreno complicado, correntes fortes e baixa visibilidade — disse o porta-voz, acrescentando que também havia alerta de mau tempo na região no momento da expedição.
As autoridades investigam agora se os mergulhadores adotaram todas as medidas de segurança necessárias. Embora a expedição tivesse autorização oficial, o governo afirmou que não sabia exatamente qual caverna seria explorada e que ao menos dois dos mortos não estavam incluídos na lista de pesquisadores apresentada previamente.
A operação contou com apoio da organização Divers’ Alert Network Europe, que enviou mergulhadores especializados em cavernas e mergulho técnico. Segundo a entidade, a equipe utilizou rebreathers de circuito fechado — equipamento que recicla o gás exalado e permite permanência prolongada em profundidade —, tecnologia usada em missões consideradas de alto risco.
Principais hipóteses: por que os cinco mergulhadores italianos morreram na caverna submarina das Maldivas
Tragédia sem fim: Membro da equipe de resgate que buscava megulhadores mortos nas Maldivas morre em operação
Segundo o porta-voz da Presidência das Maldivas, Mohameed Hussain Shareef, a retirada dos corpos foi realizada por três mergulhadores finlandeses especializados em operações técnicas, com apoio da guarda costeira e da polícia local. Os corpos serão encaminhados a um necrotério para identificação antes do processo de repatriação para a Itália.
— Depois disso, vamos coordenar com o governo italiano e iniciar o processo de repatriação dos corpos — afirmou Shareef, que também agradeceu aos especialistas finlandeses pelo “profissionalismo e liderança” durante a operação.
Os quatro corpos haviam sido localizados na segunda-feira a aproximadamente 60 metros de profundidade, região considerada duas vezes além do limite legal para mergulho recreativo nas Maldivas. Um dos corpos, de um instrutor de mergulho italiano, já havia sido encontrado fora da caverna. Outros dois foram retirados na terça-feira.
Operação enfrentou risco elevado
As autoridades locais afirmaram que os corpos estavam na parte mais profunda da caverna e praticamente juntos. A missão chegou a ser temporariamente interrompida após a morte de um mergulhador militar das Maldivas durante uma tentativa considerada arriscada de resgate. A causa da morte ainda é investigada, mas colegas relataram a possibilidade de narcose por nitrogênio ou complicações relacionadas à descompressão em grandes profundidades.
Shareef afirmou à agência Associated Press que a caverna já havia sido explorada anteriormente por especialistas locais e estrangeiros, mas destacou que as condições no local eram particularmente difíceis.
— Havia terreno complicado, correntes fortes e baixa visibilidade — disse o porta-voz, acrescentando que também havia alerta de mau tempo na região no momento da expedição.
As autoridades investigam agora se os mergulhadores adotaram todas as medidas de segurança necessárias. Embora a expedição tivesse autorização oficial, o governo afirmou que não sabia exatamente qual caverna seria explorada e que ao menos dois dos mortos não estavam incluídos na lista de pesquisadores apresentada previamente.
A operação contou com apoio da organização Divers’ Alert Network Europe, que enviou mergulhadores especializados em cavernas e mergulho técnico. Segundo a entidade, a equipe utilizou rebreathers de circuito fechado — equipamento que recicla o gás exalado e permite permanência prolongada em profundidade —, tecnologia usada em missões consideradas de alto risco.










