A Comissão de Segurança do Parlamento do Irã aprovou planos iniciais para impor pedágio ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento de 20% do petróleo comercializado no mundo, informou a agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), nesta terça-feira. O plano, que também prevê a proibição da passagem de navios dos Estados Unidos e de Israel, formalizaria um sistema de cobrança que já havia sido implementado informalmente pela IRGC no Estreito, com tarifas de até US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,4 milhões) por viagem.
Enquanto isso, segundo autoridades locais, ataques aéreos americano-israelenses atingiram instalações militares na região estratégica de Isfahã e deixaram “fora de serviço” uma central de dessalinização na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, além de terem danificado uma das maiores empresas farmacêuticas do Irã. A capital iraniana, de acordo com a agência Fars, enfrentou queda de energia “em algumas áreas” nesta terça. Teerã, por sua vez, retaliou com uma ofensiva contra o centro de Israel, e países do Golfo afirmaram que interceptaram mísseis iranianos.
WSJ: Trump diz a assessores que está disposto a encerrar guerra contra Irã sem reabrir Estreito de Ormuz
Veja: Irã cobra até US$ 2 milhões para passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz e exige dados de tripulação e carga
Os ataques ocorrem um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar obliterar a Ilha de Kharg, instalações elétricas e de petróleo e usinas de dessalinização do Irã, caso um acordo não seja alcançado “em breve”. No entanto, as mensagens da Casa Branca sobre um possível fim para o conflito são ambíguas. Segundo o Wall Street Journal, Trump disse a seus assessores que optará pela diplomacia em vez de uma ação militar para conseguir a reabertura do Estreito de Ormuz.
A passagem tornou-se um dos principais pontos de tensão do conflito. Nas últimas semanas, o Irã atacou embarcações na região, enquanto Washington exige que Teerã permita a livre circulação de navios de todas as nações. Para que o pedágio entre em vigor, o Parlamento iraniano ainda precisa aprovar a medida em plenário, segundo a Fars. Ainda assim, uma ação unilateral do Irã não a tornaria legal e poderia isolar ainda mais o país no cenário internacional.
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Apesar dos esforços diplomáticos de países do Oriente Médio, a guerra, por ora, não dá sinais de distensão após mais de um mês de hostilidades que paralisaram a economia global e deixaram milhares de mortos.
Nesta terça-feira, segundo a agência de notícias iraniana Isna, que citou uma fonte do Ministério da Saúde local, vários ataques deixaram “fora de serviço” uma central de dessalinização na ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, causando danos que não serão possíveis de resolver “em curto prazo”.
A agência Fars relatou bombardeios em “áreas militares” de Isfahã, que abriga um dos três locais de enriquecimento de urânio bombardeados pelos EUA durante a guerra 12 dias entre Irã e Israel, em junho do ano passado. Citando um oficial militar americano, o New York Times disse que os EUA bombardearam um depósito de munições em Isfahã com bombas antibunker de 907kg. Acredita-se que uma parte do urânio enriquecido do Irã esteja armazenada na cidade estratégica, e os EUA sugeriram que poderiam apreendê-lo com forças terrestres.
GBU-57/B Massive Ordnance Penetrator (MOP) dos EUA
Força Aérea dos EUA
No X, o governo iraniano afirmou que ataques coordenados entre EUA e Israel atingiram, também nesta terça, “uma das maiores empresas produtoras de medicamentos especializados, anticancerígenos e anestésicos”. A mídia estatal informou que a Grande Hosseiniya, um centro religioso xiita, foi danificada em Zanjan, no noroeste do país, onde quatro pessoas morreram.
Retaliação iraniana
Como faz desde o início da guerra, o Irã retaliou. Segundo a agência Reuters, o bairro residencial de Petah Tikva, perto de Tel Aviv, no centro de Israel, foi atingido por destroços de mísseis, que deixaram carros pegando fogo. Um jornalista da AFP ouviu pelo menos 10 explosões sobre Jerusalém, após um alerta sobre mísseis iranianos emitido pelo Exército israelense.
Veja mapa: Com mais tropas americanas a caminho, Irã fortalece defesas no Golfo e se prepara para invasão em terra
Em Dubai, explosões continuaram sendo ouvidas na manhã desta terça-feira e, segundo o governo, detritos resultantes de uma interceptação causaram “danos materiais e ferimentos leves em quatro cidadãos asiáticos”. Nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Defesa, os Emirados Árabes Unidos interceptaram oito mísseis balísticos, quatro mísseis de cruzeiro e 36 drones lançados pelo Irã.
Lançamento de mísseis iranianos contra Israel e bases americanas nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait
IRIB TV via AFP
Na segunda-feira, um ataque iraniano provocou um incêndio em um petroleiro kuwaitiano no Porto de Dubai. A Kuwait Petroleum Corp, proprietária do navio, afirmou que o ataque causou incêndio e danos ao casco, e as autoridades locais informaram que a situação foi controlada, sem vazamento de óleo e sem feridos entre a tripulação.
Também nesta terça, a Arábia Saudita afirmou ter repelido oito mísseis balísticos, sem especificar sua origem, e relatou dois feridos após abater um drone no sudeste da capital saudita, Riad. A base militar Príncipe Sultan, onde um ataque iraniano feriu 12 soldados americanos na semana passada, fica na região. O Exército do Kuwait também disse ter interceptado drones e mísseis, mas não especificou a origem.
(Com AFP e New York Times)
Enquanto isso, segundo autoridades locais, ataques aéreos americano-israelenses atingiram instalações militares na região estratégica de Isfahã e deixaram “fora de serviço” uma central de dessalinização na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, além de terem danificado uma das maiores empresas farmacêuticas do Irã. A capital iraniana, de acordo com a agência Fars, enfrentou queda de energia “em algumas áreas” nesta terça. Teerã, por sua vez, retaliou com uma ofensiva contra o centro de Israel, e países do Golfo afirmaram que interceptaram mísseis iranianos.
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Os ataques ocorrem um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar obliterar a Ilha de Kharg, instalações elétricas e de petróleo e usinas de dessalinização do Irã, caso um acordo não seja alcançado “em breve”. No entanto, as mensagens da Casa Branca sobre um possível fim para o conflito são ambíguas. Segundo o Wall Street Journal, Trump disse a seus assessores que optará pela diplomacia em vez de uma ação militar para conseguir a reabertura do Estreito de Ormuz.
A passagem tornou-se um dos principais pontos de tensão do conflito. Nas últimas semanas, o Irã atacou embarcações na região, enquanto Washington exige que Teerã permita a livre circulação de navios de todas as nações. Para que o pedágio entre em vigor, o Parlamento iraniano ainda precisa aprovar a medida em plenário, segundo a Fars. Ainda assim, uma ação unilateral do Irã não a tornaria legal e poderia isolar ainda mais o país no cenário internacional.
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Apesar dos esforços diplomáticos de países do Oriente Médio, a guerra, por ora, não dá sinais de distensão após mais de um mês de hostilidades que paralisaram a economia global e deixaram milhares de mortos.
Nesta terça-feira, segundo a agência de notícias iraniana Isna, que citou uma fonte do Ministério da Saúde local, vários ataques deixaram “fora de serviço” uma central de dessalinização na ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, causando danos que não serão possíveis de resolver “em curto prazo”.
A agência Fars relatou bombardeios em “áreas militares” de Isfahã, que abriga um dos três locais de enriquecimento de urânio bombardeados pelos EUA durante a guerra 12 dias entre Irã e Israel, em junho do ano passado. Citando um oficial militar americano, o New York Times disse que os EUA bombardearam um depósito de munições em Isfahã com bombas antibunker de 907kg. Acredita-se que uma parte do urânio enriquecido do Irã esteja armazenada na cidade estratégica, e os EUA sugeriram que poderiam apreendê-lo com forças terrestres.
GBU-57/B Massive Ordnance Penetrator (MOP) dos EUA
Força Aérea dos EUA
No X, o governo iraniano afirmou que ataques coordenados entre EUA e Israel atingiram, também nesta terça, “uma das maiores empresas produtoras de medicamentos especializados, anticancerígenos e anestésicos”. A mídia estatal informou que a Grande Hosseiniya, um centro religioso xiita, foi danificada em Zanjan, no noroeste do país, onde quatro pessoas morreram.
Retaliação iraniana
Como faz desde o início da guerra, o Irã retaliou. Segundo a agência Reuters, o bairro residencial de Petah Tikva, perto de Tel Aviv, no centro de Israel, foi atingido por destroços de mísseis, que deixaram carros pegando fogo. Um jornalista da AFP ouviu pelo menos 10 explosões sobre Jerusalém, após um alerta sobre mísseis iranianos emitido pelo Exército israelense.
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Em Dubai, explosões continuaram sendo ouvidas na manhã desta terça-feira e, segundo o governo, detritos resultantes de uma interceptação causaram “danos materiais e ferimentos leves em quatro cidadãos asiáticos”. Nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Defesa, os Emirados Árabes Unidos interceptaram oito mísseis balísticos, quatro mísseis de cruzeiro e 36 drones lançados pelo Irã.
Lançamento de mísseis iranianos contra Israel e bases americanas nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait
IRIB TV via AFP
Na segunda-feira, um ataque iraniano provocou um incêndio em um petroleiro kuwaitiano no Porto de Dubai. A Kuwait Petroleum Corp, proprietária do navio, afirmou que o ataque causou incêndio e danos ao casco, e as autoridades locais informaram que a situação foi controlada, sem vazamento de óleo e sem feridos entre a tripulação.
Também nesta terça, a Arábia Saudita afirmou ter repelido oito mísseis balísticos, sem especificar sua origem, e relatou dois feridos após abater um drone no sudeste da capital saudita, Riad. A base militar Príncipe Sultan, onde um ataque iraniano feriu 12 soldados americanos na semana passada, fica na região. O Exército do Kuwait também disse ter interceptado drones e mísseis, mas não especificou a origem.
(Com AFP e New York Times)









