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A missão Artemis II, primeiro voo tripulado rumo à Lua em mais de 50 anos, registrou falhas no sistema de banheiro da nave Orion logo nos primeiros dias de viagem, expondo um desafio pouco visível — mas crítico — da exploração espacial.
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O equipamento, considerado um avanço em relação às missões Apollo por oferecer privacidade e tecnologia de sucção para resíduos, apresentou uma série de problemas técnicos ainda no primeiro dia após o lançamento. Entre as falhas relatadas, estão defeitos no sistema de coleta de urina, mau funcionamento de ventilação e até bloqueios causados por congelamento.
Plano B ativado
Diante das falhas, os astronautas precisaram recorrer a soluções improvisadas, como o uso de sacos especiais para coleta de urina a partir desta terça-feira, enquanto engenheiros da Nasa trabalhavam para identificar a origem do problema. O sistema para fezes apresenta funcionamento adequado.
— O sanitário continua funcionando. O problema que estamos resolvendo é o esvaziamento do tanque de águas residuais — explicou o diretor de voo, Rick Henfling, nesta terça.
Além disso, a tripulação relatou odores incomuns dentro da cápsula, o que levantou suspeitas de acúmulo de resíduos ou superaquecimento de componentes do sistema sanitário. Em um dos episódios, engenheiros acreditam que o congelamento da urina em uma saída externa tenha bloqueado o funcionamento adequado do equipamento. A astronauta Christina Koch afirmou que o chamado Sistema Universal de Gerenciamento de Resíduos estava emitindo “um cheiro de aquecedor queimando”.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elogiar o líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva hoje, horas depois do encontro dos dois na Casa Branca, em Washington, que durou três horas. O americano descreveu o petista como “um homem bom, um cara inteligente”.
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— Eu tive uma ótima reunião com o presidente do Brasil — disse Trump, em conversa com jornalistas no início da noite, referindo-se à pauta comercial como o principal tema da reunião, que incluiu um almoço. — Falamos sobre tarifas, eles (governo brasileiro) gostariam de ter um alívio das tarifas. Mas tivemos uma ótima reunião, ele é um homem bom, um cara inteligente.
Foi mais uma troca de elogios entre os dois presidentes após a reunião. Mais cedo, o presidente Donald Trump publicou em suas redes classificou as reunião como “muito boa” e não descartou novos encontro com o presidente Lula, a quem se referiu como “alguém muito dinâmico”.
Lula retribuiu em seu perfil no Instagram, compartilhando uma foto do encontro e resumindo a reunião como “muito produtiva”.
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Pelas imagens e pelos relatos de ministro do Brasil presentes ao encontro, foi uma conversa de fato produtiva e amigável. O presidente Lula reiterou diversas vezes a crescente aproximação com o presidente dos Estados Unidos e disse acreditar que Trump de fato parece “gostar” do Brasil.
Em referência às imagens, Lula disse que estimulou Trump a sorrir e completou:
— O presidente Trump rindo é melhor que de cara feia.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca
Ricardo Stuckert / PR
Lula disse ainda que o almoço foi muito agradável. Em ano de Copa do Mundo sediada por Estados Unidos, México e Canadá, Lula disse que brincou com Trump dizendo a ele para não cancelar vistos de jogadores da Seleção Brasileira de Futebol.
Essa foi a sexta visita de Lula à Casa Branca desde que foi eleito pela primeira vez em 2002. Foi também o terceiro encontro pessoal entre Lula e Trump. Os outros foram na sede da ONU, em Nova York, e em Kuala Lumpur, na Malásia. O presidente Lula viajou de volta ao Brasil ainda na noite de hoje.
Como Lula descreveu a reunião
Após permanecer por cerca de três horas na Casa Branca, em Washington, Lula e seus ministros que o acompanharam classificaram, em entrevista coletiva concedida logo após o encontro, a reunião como “muito produtiva e positiva”.
Antes de responder às perguntas dos jornalistas na embaixada do Brasil na capital americana, o petista afirmou que a conversa não evitou temas complexos, pelo contrário, segundo ele, “eles resolveram discutir assuntos que pareciam tabus”. Ainda assim, temas como o Pix e a classificação de facções criminosas como terrorismo não foram abordados.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ricardo Stuckert / PR
— Fiz a reunião, estou feliz. Volto ao Brasil mais otimista. Acho que o presidente Trump também ficou otimista e espero que as coisas comecem a avançar — disse.
Ao ser questionado se conversou com Trump sobre as reservas brasileiras de terras raras, tema de importância estratégica para o governo americano, Lula ressaltou que o Brasil “está aberto a construir parcerias internacionais com diferentes países”, sem restrições geopolíticas.
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— A única coisa que ele (Trump) precisa saber é o seguinte: o Brasil está disposto a construir parcerias onde eles quiserem construir parceria. Não há veto aos Estados Unidos, como também não há veto à China, à França, à Índia ou à Alemanha — afirmou Lula, citando particularmente a exploração de minérios críticos no Brasil com investimentos estrangeiros.
Lula fala sobre o encontro de 3 horas com Trump Presidente está na embaixada do Brasil em Washington. Trump chamou Lula de “muito dinâmico” em post na sua rede social. O brasileiro, por sua vez, postou fotos do encontro em seu perfil no Instagram.
Reprodução
O presidente brasileiro disse que, ao contrário do que aconteceu no passado com minerais como ouro e prata, por exemplo, desta vez o Brasil terá um comportamento diferente.
— Não queremos ser meros exportadores de minerais. Queremos que o Brasil seja o grande ganhador — em referência ao beneficamente e refino de minerais críticos no Brasil.
Segundo Lula, durante a conversa ele falou a Trump sobre a importância dos Estados Unidos voltarem a “ter interesse nas coisas do Brasil”, apontando que tanto Estados Unidos como a União Europeia deixaram de perceber a importância da América Latina. Para exemplificar seu ponto, ele citou uma suposta falta de interesse de empresas dos EUA em licitações de obras públicas no Brasil.
No entanto, nesse contexto global conturbado, o brasileiro defendeu os acordos comerciais fechados recentemente pelo Brasil. Na avaliação dele, acordos multilaterais são “um antídoto às políticas unilaterais” colocadas em práticas pelo governo de Trump, como as taxações impostas pela gestão do norte-americano.
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Em relação às tarifas de importação sobre produtos brasileiros nos EUA, o presidente Lula disse que reforçaram ao líder americano a vantagem dos EUA na balança comercial com o Brasil. Além disso, buscaram esclarecer que a média de tarifas do Brasil é de 2,7% para os produtos dos EUA. Entretanto, o representante de Comércio americano, Jameson Greer, presente ao encontro, parece ter atuado como o “bad cop”, o “policial mau”, do diálogo.
Apontando percentuais maiores. Diante disso, ficou acertado que as equipes dos governo Lula e Trump irão trabalhar por mais 30 dias para avançar nas negociações sobre tarifas de importação sobre produtos brasileiros que entram nos EUA.
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Crime organizado e cooperação internacional
Em relação às facções criminosas brasileiras, Lula disse que o tema não foi discutido no encontro. No entanto, o presidente brasileiro disse que o combate ao crime organizado sim foi discutido, Lula destacou que o Brasil tem expertise no assunto e sugeriu que essa seja uma ação conjunta entre diversas nações não cabendo a um ou outro país fazer isso isoladamente.
Lula acrescentou que o combate ao crime organizado precisa ser tratado de forma mais ampla e cooperativa.
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Pix, eleições e guerra no Irã
De acordo com Lula, não houve discussão sobre Pix com o presidente Trump, meio de pagamento que está sob investigação pelo governo americano sob suposto prejuízo competitivo às empresas americanas, como operadoras de cartão de crédito.
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Sobre eventual intervenção do presidente americano nas eleições brasileiras, Lula disse acreditar que Trump irá se “comportar como presidente dos Estados Unidos, deixando que os brasileiros decidam”.
E reforçou que ele, como presidente do Brasil, respeita Trump por ele ter sido eleito pelo povo dos Estados Unidos. O presidente disse ainda que os apoios eleitorais no Brasil não entram na pauta de suas conversas com nenhum presidente.
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Sobre a guerra do Irã, Lula manteve seu tom crítico e disse acreditar no diálogo. O presidente do Brasil contou ter entregue uma cópia do acordo assinado pelo Irã em 2010, articulado por Brasil e Turquia à época, como uma demonstração ao presidente dos Estados Unidos que há possibilidade de resoluções com diálogo. Segundo Lula, Trump prometeu ler hoje à noite. Lula disse ainda que os custos das guerras são altos e que a diplomacia é o caminho.
— Nós não precisamos de guerra, o mundo precisa de paz — disse.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, anunciou nesta sexta-feira (horário local) a destruição de 20 drones que se dirigiam para a capital russa desde o início da trégua unilateral de dois dias, declarada pela Rússia à meia-noite (21h GMT de quinta-feira), em comemoração à vitória na Segunda Guerra Mundial.
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“Três drones que se dirigiam para Moscou foram destruídos pelas forças de defesa aérea do Ministério da Defesa”, escreveu Sobyanin na rede social russa Max, atualizando posteriormente o número de drones abatidos durante a noite, chegando a um total de 20, segundo uma mensagem publicada à 1h44 (22h44 GMT).
Na quinta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou os aliados da Rússia contra a presença no desfile militar de 9 de maio em Moscou, que comemora o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. A Rússia celebra o Dia da Vitória todos os anos com um grande desfile na Praça Vermelha, na capital. Nesse contexto, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou um cessar-fogo unilateral com a Ucrânia para os dias 8 e 9 de maio, como parte do conflito que começou em 2022 com a invasão russa da Ucrânia.
— Recebemos mensagens de alguns países próximos à Rússia, afirmando que seus representantes planejam estar em Moscou — disse Zelensky em seu pronunciamento noturno. — É um desejo estranho… nestes dias. Não recomendamos.
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A Ucrânia havia proposto sua própria trégua a partir de 6 de maio e criticou o cessar-fogo anunciado pela Rússia como uma estratégia de propaganda para proteger o desfile militar, um evento importante no calendário nacional que exalta o patriotismo.
*Em atualização
Os Estados Unidos e o Irã trocaram disparos de mísseis e acusações nesta quinta-feira, enquanto as tensões no Estreito de Ormuz aumentavam, ameaçando o frágil cessar-fogo. As Forças Armadas iranianas afirmaram ter disparado contra navios de guerra americanos em retaliação ao ataque destes contra um petroleiro iraniano. Os militares americanos, por sua vez, disseram ter atacado instalações militares iranianas e outros alvos responsáveis por uma série de ações “não provocadas”. A escalada ocorre enquanto Washington aguarda a resposta de Teerã à proposta apresentada para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar a guerra, iniciada em 28 de fevereiro.
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Segundo o comunicado do Comando Central dos EUA (Centcom), as forças iranianas lançaram múltiplos mísseis, drones e pequenas embarcações contra três contratorpedeiros americanos que transitavam pelo estreito. Nenhum dos navios da Marinha americana foi atingido, acrescentou a nota, acrescentando que o Comando Central “não busca uma escalada”.
Em entrevista à rede ABC News, Trump reiterou que, em sua opinião, “o cessar-fogo está em vigor, está funcionando”, e que as ações desta quinta-feira foram um “tapinha com amor”. Pouco depois, na rede social Truth Social, disse que os navios da Marinha transitaram sem problemas por Ormuz, enquanto as forças iranianas foram destruídas, e usou sua versão bélica para ameaçar Teerã.
“Um país normal teria permitido a passagem desses contratorpedeiros, mas o Irã não é um país normal. Eles são liderados por LUNÁTICOS, e se tivessem a chance de usar uma arma nuclear, o fariam, sem dúvida alguma — mas nunca terão essa oportunidade e, assim como os derrotamos hoje, os derrotaremos com muito mais força e violência no futuro, se não assinarem o acordo RAPIDAMENTE!”, escreveu o presidente.
O comando militar central do Irã, Khatam al-Anbiya, por sua vez, acusou os EUA de violarem o cessar-fogo ao atingirem um petroleiro iraniano que seguia da região costeira de Jask em direção ao Estreito de Ormuz, além de outra embarcação próxima ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. De acordo com o comunicado citado pela TV estatal iraniana, forças americanas também realizaram ataques em outras áreas do sul do país “em cooperação com alguns países da região”. O Irã afirmou ainda que suas forças “imediatamente e em retaliação atacaram embarcações militares americanas”.
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Explosões atingiram a ilha de Qeshm e a cidade de Bandar Abbas, importantes centros portuários no Estreito de Ormuz, assim como a capital, Teerã, segundo a imprensa iraniana e publicações de cidadãos nas redes sociais. As explosões provocaram pânico na capital, e alguns temiam que fosse a retomada da guerra, um mês depois do início da trégua. Mais tarde, a emissora iraniana Press TV afirmou que a situação nas ilhas iranianas e nas cidades costeiras do estreito havia “voltado ao normal”. Não há relatos de vítimas ou detalhes sobre os possíveis danos.
A imprensa israelense, citando fontes dentro do governo, descartou o envolvimento do país nas ações desta quinta-feira, mas Teerã suspeita que os Emirados Árabes Unidos tenham participado. O país árabe foi um dos mais atingidos pelos drones e mísseis do Irã durante o conflito.
“Foram observados indícios de uma ação traiçoeira dos Emirados Árabes Unidos contra o cais Bahman Qeshm”, informou a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, acrescentando que, se confirmada, “os Emirados Árabes Unidos pagarão um preço alto por sua ação hostil”.
Proposta de paz pendente
A escalada dos ataques aumenta a ameaça de que o cessar-fogo, já fragilizado por ataques a navios e aos Emirados Árabes Unidos, possa ruir completamente.
Apenas algumas horas antes, três autoridades iranianas disseram que os dois países estavam debatendo uma proposta de uma página para que os Estados Unidos suspendessem o bloqueio a navios e portos iranianos, para que o Irã abrisse o estreito ao tráfego comercial irrestrito e para que cessassem os combates por 30 dias, enquanto os negociadores tentavam chegar a um acordo de paz abrangente.
Rota estratégica: Irã lança site com novo sistema para supervisionar tráfego no Estreito de Ormuz
Embora os termos não tenham sido tratados publicamente pelas autoridades envolvidas no processo, o portal americano de notícias Axios detalhou na quarta-feira que o documento de 14 pontos teria sido encaminhado aos iranianos. O Wall Street Journal detalhou o andamento das discussões, citando fontes americanas ouvidas em anonimato.
A publicação indicou que, em caso de aceite de Teerã, as negociações poderiam ser retomadas já na semana que vem em Islamabad — o Paquistão é o principal mediador da atual mesa de negociações. A República Islâmica teria manifestado abertura para discutir o programa nuclear, um dos alvos de Trump, enquanto os EUA teriam exigido que Teerã aliviasse o controle do Estreito de Ormuz. Ainda de acordo com fontes americanas ouvidas pelo jornal americano, os EUA estariam dispostos a afrouxar o bloqueio a portos iranianos pelo período de 30 dias, enquanto novas conversas seriam realizadas.
Continua sendo um gargalo, porém, o futuro do urânio enriquecido pelo Irã acima do uso civil. Estaria em discussão a possível remoção dos estoques radioativos, embora Teerã ainda se oponha à transferência do material para os EUA — a Rússia, que recebeu o urânio após o acordo de 2015, se ofereceu como local de armazenamento. Outro ponto que ainda não teria sido solucionado é o papel do Irã no futuro da supervisão do tráfego no Estreito de Ormuz.
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Há sinais de movimentação na frente negocial. O Paquistão anunciou na quarta-feira que uma intensa atividade de troca de mensagens entre EUA e Irã estava ocorrendo via mediadores. Nesta quinta, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, encontrou-se com o líder supremo Mojtaba Khamenei, em uma reunião que durou mais de duas horas, segundo a mídia iraniana. A pauta da reunião não foi discutida publicamente, mas o encontro acendeu a suspeita de que a mais alta liderança iraniana possa estar tratando sobre concessões a serem feitas para um acordo.
O conflito, que já dura três meses e levou o Irã e os Estados Unidos a implementarem bloqueios rivais em Ormuz, interrompeu uma importante rota de trânsito de petróleo, causando estragos nas cadeias de suprimentos globais e provocando uma disparada nos preços da energia.
Com agências internacionais.
Os Estados Unidos e o Irã trocaram disparos de mísseis e acusações nesta quinta-feira, enquanto as tensões no Estreito de Ormuz aumentavam, ameaçando o frágil cessar-fogo. As Forças Armadas iranianas afirmaram ter disparado contra navios de guerra americanos em retaliação ao ataque destes contra um petroleiro iraniano. Os militares americanos, por sua vez, disseram ter atacado instalações militares iranianas e outros alvos responsáveis por uma série de ações “não provocadas”. A escalada ocorre enquanto Washington aguarda a resposta de Teerã à proposta apresentada para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar a guerra, iniciada em 28 de fevereiro.
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Segundo o comunicado do Comando Central dos EUA (Centcom), as forças iranianas lançaram múltiplos mísseis, drones e pequenas embarcações contra três navios americanos que transitavam pelo estreito. Nenhum dos navios da Marinha americana foi atingido, acrescentou a nota, acrescentando que o Comando Central “não busca uma escalada”.
O comando militar central do Irã, Khatam al-Anbiya, por sua vez, acusou os EUA de violarem o cessar-fogo ao atingirem um petroleiro iraniano que seguia da região costeira de Jask em direção ao Estreito de Ormuz, além de outra embarcação próxima ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. De acordo com o comunicado citado pela TV estatal iraniana, forças americanas também realizaram ataques em outras áreas do sul do país “em cooperação com alguns países da região”. O Irã afirmou ainda que suas forças “imediatamente e em retaliação atacaram embarcações militares americanas”.
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Explosões atingiram a ilha de Qeshm e a cidade de Bandar Abbas, importantes centros portuários no Estreito de Ormuz, assim como a capital, Teerã, segundo a imprensa iraniana e publicações de cidadãos nas redes sociais.
Mais tarde, a emissora iraniana Press TV afirmou que a situação nas ilhas iranianas e nas cidades costeiras do estreito havia “voltado ao normal” após os ataques. Não há relatos de vítimas.
Proposta de paz pendente
A escalada dos ataques aumenta a ameaça de que o cessar-fogo, já fragilizado por ataques a navios e aos Emirados Árabes Unidos, possa ruir completamente.
Apenas algumas horas antes, três autoridades iranianas disseram que os dois países estavam debatendo uma proposta de uma página para que os Estados Unidos suspendessem o bloqueio a navios e portos iranianos, para que o Irã abrisse o estreito ao tráfego comercial irrestrito e para que cessassem os combates por 30 dias, enquanto os negociadores tentavam chegar a um acordo de paz abrangente.
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Até o momento, líderes iranianos não indicaram se aceitarão os termos do acordo, embora anteriormente tenham dado poucos sinais de disposição para ceder em relação ao programa nuclear do país e aceitar uma moratória no enriquecimento de urânio, exigência feita pelos EUA. Segundo uma fonte familiarizada com o assunto, o Irã deve enviar uma resposta por meio do Paquistão, que atua como mediador, nos próximos dois dias.
O conflito, que já dura três meses e levou o Irã e os Estados Unidos a implementarem bloqueios rivais no Estreito de Ormuz, interrompeu uma importante rota de trânsito de petróleo , causando estragos nas cadeias de suprimentos globais e provocando uma disparada nos preços da energia.
*Em atualização.
Com agências internacionais.
O comando militar central do Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo na guerra no Oriente Médio ao atacarem embarcações no Estreito de Ormuz, afirmando que atacaram forças americanas em retaliação.
Os EUA “alvejaram um petroleiro iraniano que seguia das águas costeiras do Irã, na região de Jask, em direção ao Estreito de Ormuz, assim como outra embarcação que entrava no Estreito de Ormuz em frente ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos”, afirmou o Khatam Al Anbiya em comunicado citado pela TV estatal, acusando os EUA de também realizarem ataques em outras áreas do sul “em cooperação com alguns países da região”.
As forças iranianas “imediatamente e em retaliação atacaram embarcações militares americanas”, acrescentou o comunicado.
*Em atualização.
Os Estados Unidos instaram o Irã, nesta quinta-feira, a libertar Narges Mohammadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, presa desde dezembro, após seus apoiadores alertarem que ela corre risco de morrer sob custódia. A ativista iraniana, de 54 anos, cumpre pena por acusações relacionadas à sua atuação política. Premiada por sua luta de décadas pelos direitos humanos no país, Mohammadi enfrenta um quadro de saúde grave, segundo familiares e apoiadores.
Contexto: Nobel da Paz Narges Mohammadi é hospitalizada no Irã após piora ‘catastrófica’
Entenda: Iraniana vencedora do Nobel da Paz está ‘entre a vida e a morte’ após hospitalização, dizem aliados
“Pedimos ao regime iraniano que a liberte agora e lhe dê os cuidados de que precisa. O mundo está observando”, escreveu Riley Barnes, subsecretário de Estado dos EUA para os Direitos Humanos, nas redes sociais.
Nos últimos 25 anos, Mohammadi foi repetidamente julgada e presa por sua campanha contra a pena de morte no Irã e o uso obrigatório do hijab para mulheres.
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Ela está detida desde dezembro após criticar as autoridades religiosas iranianas durante um funeral.
Em fevereiro deste ano, ela foi condenada a mais de sete anos de prisão, somando-se a outras sentenças anteriores que elevam seu tempo total de pena.
Análise: A tragédia da Nobel da Paz em Teerã
Segundo familiares e apoiadores, a ativista sofre de problemas cardíacos e pulmonares e teve o quadro de saúde agravado durante períodos de detenção devido ao acesso limitado a cuidados médicos adequados. Nas últimas semanas, ela teria sofrido dois ataques cardíacos.
Luta pelos direitos humanos
Ativista iraniana Narges Mohammadi ganha o Prêmio Nobel da Paz
AFP PHOTO / NARGES MOHAMMADI FOUNDATION
Mohammadi ganhou projeção internacional principalmente por seu trabalho contra a pena de morte e pela defesa dos direitos das mulheres no Irã.
Nos últimos anos, sua atuação passou a dialogar diretamente com o movimento “Mulher, Vida, Liberdade”, que ganhou força após a morte da jovem Mahsa Amini, em 2022, depois de ser detida pela polícia moral iraniana.
Relembre: Iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz, denuncia ameaças de morte
Mesmo presa, Mohammadi continuou divulgando cartas e denúncias sobre abusos cometidos dentro das prisões iranianas, incluindo relatos de violência física e psicológica contra detentas.
A concessão do Nobel da Paz, em 2023, ampliou a pressão internacional sobre Teerã e consolidou o nome de Mohammadi como um dos principais símbolos globais da resistência ao regime iraniano.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou os aliados da Rússia nesta quinta-feira contra a presença no desfile militar de 9 de maio em Moscou, que comemora o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. A Rússia celebra o Dia da Vitória todos os anos com um grande desfile na Praça Vermelha, na capital. Nesse contexto, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou um cessar-fogo unilateral com a Ucrânia para os dias 8 e 9 de maio, como parte do conflito que começou em 2022 com a invasão russa da Ucrânia.
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— Recebemos mensagens de alguns países próximos à Rússia, afirmando que seus representantes planejam estar em Moscou — disse Zelensky em seu pronunciamento noturno. — É um desejo estranho… nestes dias. Não recomendamos.
A Ucrânia havia proposto sua própria trégua a partir de 6 de maio e criticou o cessar-fogo anunciado pela Rússia como uma estratégia de propaganda para proteger o desfile militar, um evento importante no calendário nacional que exalta o patriotismo.
Zelensky acusou a Rússia, na quarta-feira, de lançar um novo ataque após a entrada em vigor de seu cessar-fogo unilateral e, em seu discurso na quinta-feira, reclamou que Moscou quer que seu país “permita que eles realizem o desfile, para que possam sair à praça em segurança por uma hora, uma vez por ano, e depois continuar matando”.
Poucos minutos antes do discurso de Zelensky, o Ministério da Defesa russo instou os moradores de Kiev a deixarem a cidade em antecipação a possíveis represálias caso a Ucrânia viole o cessar-fogo unilateral declarado para as comemorações.
“Relembramos à população civil de Kiev e ao pessoal das missões diplomáticas estrangeiras a necessidade de deixarem a cidade a tempo”, declarou o Ministério da Defesa russo em um comunicado nesta quinta-feira, prometendo uma resposta em caso de ataque ucraniano.
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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia já havia solicitado ontem que as embaixadas estrangeiras evacuassem seus funcionários e cidadãos da capital ucraniana, antecipando um possível “ataque de retaliação” caso a Ucrânia interrompesse a comemoração da vitória soviética.

Enquanto as mineradoras privadas elogiam o projeto de lei (PL) sobre minerais críticos, a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil) e especialistas no tema criticaram o texto, alegando que não tem capacidade de promover a industrialização desses minerais no Brasil, o que inclui também as terras raras.

Aprovado na Câmara dos Deputados nessa quarta-feira (6), o PL 2780 de 2024, do relator Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O texto agora segue para análise do Senado


Brasília – DF – 06/05/2026 – Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.  ( Relator, Deputado Arnaldo Jardim) Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Relator, Deputado Arnaldo Jardim, cumprimenta Hugo Motta- Lula Marques/Agência Brasil.

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Para analistas do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o PL da Câmara aprofunda o papel do Brasil como exportador de matéria-prima.

“As falas e depoimentos que tentam associar o atual PL a uma eventual reindustrialização se mostram desconectados da realidade e sem embasamento nos instrumentos incluídos na proposta”, afirma parecer do Inesc divulgado nesta quinta-feira (7). 

O Instituto concluiu que o PL se baseia na noção de que a “mão invisível do mercado” vai garantir que o Brasil desenvolva a indústria de minerais críticos, grupo de materiais essenciais para a cadeia da tecnologia de ponta, da defesa militar e da transição energética.

“O perfil de exportação do país em setores como minério de ferro, cobre, lítio, entre outros, mostram como tal pressuposto é equivocado, independentemente de quanto mais incentivos e subsídios se concedam ao setor”, diz o documento.

O Inesc cita como pontos problemáticos do texto o “acesso preferencial ao Fundo Clima”; o uso de recursos públicos para outros minerais que não os críticos; a previsão de incentivo financeiro para extração de minérios; e uma financeirização excessiva.

Para o Instituto, os incentivos para minerais não críticos e setores de extração de minérios, e não apenas a industrialização, fragilizaria o objetivo de criar uma indústria desses insumos no Brasil.

Papel das terras raras

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Apesar das grandes reservas, o Brasil produz menos de 1% do consumo global.

A posição geográfica do Brasil tem sido apontada como uma vantagem importante em um mercado em desenvolvimento que opõem China e Estados Unidos (EUA) em uma disputa pelo controle desses materiais, considerados fundamentais para áreas de tecnologia, defesa e transição energética. 

>>Terras raras, minerais estratégicos e críticos: entenda as diferenças 

Municípios Mineradores

A Amig Brasil – que reúne 63 municípios mineradores do Brasil, a maioria em Minas Gerais (MG) – manifestou “profunda preocupação” com a forma “precipitada” com que a tramitação do PL foi conduzida.  

“[O texto] ignora os municípios mineradores — justamente os entes que convivem diariamente com os impactos sociais, econômicos, ambientais e territoriais da mineração. Mais uma vez, os verdadeiros afetados foram excluídos do debate”, diz o comunicado.

A associação argumenta que o Brasil não possui uma estrutura regulatória robusta, fiscalização adequada ou capacidade institucional compatível com os riscos envolvidos na expansão da mineração de minerais críticos.

“Onde estão os mecanismos obrigatórios de industrialização local? Quem garante que os municípios não continuarão apenas exportando minério bruto enquanto absorvem destruição ambiental, pressão sobre infraestrutura pública e degradação territorial?”, diz a entidade.

A Amig ainda criticou os incentivos fiscais para o setor, que já é beneficiado pelas isenções fiscais da Lei Kandir. “A lógica tributária da mineração brasileira beneficia majoritariamente o setor exportador e penaliza municípios, estados e a própria Federação”, acrescentou a nota.

Mineradoras privadas

Por outro lado, Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que reúne as mineradoras no país, defende o texto e elogia os incentivos fiscais e de financiamento para processos de industrialização.

O presidente do Ibram Pablo Cesário disse à Agência Brasil que a aprovação na Câmara foi um passo importante para o desenvolvimento desse setor dos minerais críticos e terras raras.

“O estabelecimento de incentivos para industrialização e processamento mineral é relevante, por exemplo, na área de financiamento, a industrialização em regiões especiais, créditos fiscais, incentivos em fundo de garantia, ou alguns mecanismos de pesquisa e desenvolvimento”, explicou.

Porém, o Ibram critica mecanismos de intervenção do Estado no mercado previstos no PL, como o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE).   

“O governo passará a ter a palavra final sobre todos os investimentos no Brasil. É um volume bastante grande de autorizações que precisam ser dadas, de homologações que precisam ser aprovadas”, reclamou.

O Conselho previsto pelo PL, formado majoritariamente por indicados do Poder Executivo, tem, entre as atribuições, a de homologar mudanças de controle societário de empresas; de contratos ou parcerias internacionais; entre outras.

Industrialização duvidosa

O PL aprovado na Câmara cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) com recursos públicos da União, estimados em RS 2 bilhões, além de aportes de empresas privadas, o que poderia chegar, inicialmente, a R$ 5 bilhões.

O texto do projeto ainda prevê uma série de benefícios fiscais estimados em até outros RS 5 bilhões, a partir de 2030, tanto para minerais críticos, quanto para os minerais considerados estratégicos, por meio do Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE).

Um dos autores do estudo, o professor de geografia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), engenheiro Bruno Milanez, ressaltou à Agência Brasil que os recursos podem ser usados para minerais não críticos, assim como atividades menos elaboradas, como extração e beneficiamento, tirando recursos necessários à industrialização.

“O fundo garantidor, como um todo, é para reduzir risco de investidor. Parte dele vai poder ser direcionado para pesquisa tecnológica, mas pode ser pesquisa sobre extração. Eles podem pegar quase todo esse dinheiro e colocar em extração. E, provavelmente, é o que vai acontecer”, avalia.

O Art. 36 define para os investimentos obrigatórios em pesquisa e inovação, entre outras finalidades, o “conhecimento geofísico, mapeamento geológico, pesquisa mineral, extração, beneficiamento e transformação mineral”.

 


Unidade de Tratamento de Minérios da UTM, em Caldas

Unidade de Tratamento de Minérios da UTM, em Caldas (MG) – Camila Forlin – Divulgação INB

 

Fundo Clima

O Inesc pontuou que o PL cria um acesso preferencial ao Fundo Clima, em “outra tentativa de facilitar ainda mais o acesso das mineradoras ao crédito climático”.

“Considerando a já mencionada definição vaga dos minerais beneficiados pelo projeto de lei, esse instrumento permitiria, por exemplo, o desvio de recursos voltados para o combate às mudanças climáticas para a produção de concentrado de minério de ferro”, afirma o Instituto.

A Associação dos Municípios Mineradores também teme os efeitos ambientais da mineração de terras raras no Brasil.

“Não existe hoje qualquer vantagem econômica concreta para um município se tornar produtor de terras raras. Os impactos ambientais potenciais são enormes, a demanda hídrica é elevadíssima e a compensação financeira recebida pelos municípios é irrisória”, diz a Amig.

Financeirização

O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) critica ainda o capítulo que prevê mecanismos de financeirização que seriam prejudiciais ao país por meio de contratos de streaming e de royalties privados.

“Ambos os mecanismos tratam de novas formas de alavancagem financeira do setor, os quais, com graves riscos aos governos associados à redução na participação na forma de royalties públicos e impostos”, diz o documento.

Ainda segundo o Inesc, contratos de streaming amarram contratos que podem restringir eventual destinação de minerais críticos para indústria nacional.

“Um verdadeiro ‘tiro no pé’ de uma estratégia nacional e soberana para minerais críticos. Contratos de streaming podem facilitar e amplificar arranjos que têm como propósito adicional (além de ganhos financeiros) garantir fornecimento de minerais a baixos preços para empresas fora do país”, completa o Inesc.

ANM

Um dos autores do estudo, o professor de geografia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), engenheiro Bruno Milanez, observa que o projeto cria uma série de novas obrigações à Agência Nacional de Mineração (ANM) que, segundo ele, está subfinanciada.

“A ANM não consegue nem garantir, fiscalizar quem está pagando royalties, que é a coisa mais básica. O texto coloca a Agência, que não tem capacidade, para rastrear se o minério é de terra indígena, se é ilegal”, comentou.

A Associação dos Municípios Mineradores também expressou preocupação com a falta de capacidade da ANM para monitorar e regular o setor.

“Faltam servidores, fiscais, investimentos em tecnologia, sistemas modernos de monitoramento, estrutura operacional adequada, entre outros pontos essenciais”, diz a nota da Amig Brasil.

Os Estados Unidos aguardam a resposta do Irã à proposta apresentada por Washington para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar a guerra que já matou milhares de pessoas. Enquanto isso, as tensões seguem elevadas tanto no Golfo Pérsico quanto no Líbano, que voltou a ser alvo de ataques israelenses. Até o momento, líderes iranianos não indicaram se aceitarão os termos do acordo, embora anteriormente tenham dado poucos sinais de disposição para ceder em relação ao programa nuclear do país e aceitar uma moratória no enriquecimento de urânio, exigência feita pelos EUA.
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O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reuniu-se recentemente por quase duas horas e meia com o líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, informou nesta quinta-feira a agência estatal Mizan, sem detalhar o conteúdo das conversas nem a data do encontro.
Segundo uma fonte familiarizada com o assunto, o Irã deve enviar uma resposta por meio do Paquistão, que atua como mediador, nos próximos dois dias. O petróleo caiu fortemente desde que a proposta americana veio à tona na quarta-feira, sinalizando que parte do mercado aposta em um possível acordo.
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Israel afirmou ter matado um comandante do Hezbollah em um subúrbio ao sul de Beirute, no primeiro ataque à cidade desde o início do cessar-fogo firmado no mês passado no Líbano. O episódio demonstrou a fragilidade da trégua, considerada peça importante nos esforços de paz envolvendo Teerã.
De acordo com a fonte ouvida pela Bloomberg, Washington enviou à República Islâmica um memorando de uma página que poderia levar à reabertura estratégica do Estreito de Ormuz e ao fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Isso abriria caminho para um mês de negociações destinadas a alcançar um acordo final para encerrar o conflito, que já dura dez semanas.
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Caso as negociações avancem, as partes deverão discutir as atividades nucleares iranianas. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou repetidamente que o objetivo da guerra é impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear, intenção que o Irã sempre negou ter.
Na quarta-feira, Trump afirmou que os EUA “vão obter” o estoque iraniano de urânio altamente enriquecido como parte do acordo, embora não haja sinais de que Teerã esteja disposto a fazer essa concessão.
Mais cedo, em uma publicação nas redes sociais, Trump disse que os EUA iniciarão uma campanha de bombardeios “mais ampla e intensa” caso o Irã rejeite o plano inicial de paz, composto por 14 pontos. Apesar disso, o republicano tem recuado repetidamente de ameaças de ampliar o conflito.
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Em entrevista ao programa PBS News Hour, Trump afirmou acreditar que há “uma chance muito boa” de um acordo ser fechado, possivelmente antes da cúpula marcada com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, na próxima semana.
A agência iraniana ISNA, ligada ao Estado, afirmou que as reportagens sobre detalhes da proposta representam “especulações da mídia e construção de narrativa”, acrescentando que o enriquecimento de urânio não faz parte das discussões atuais.
Mojtaba Khamenei sucedeu seu pai, Ali Khamenei, morto em um ataque israelense no primeiro dia da guerra. Desde então, ele não apareceu em público. Na semana passada, em comunicado, afirmou que o Irã não fará concessões sobre seu programa nuclear, classificado por ele como um “patrimônio nacional” que os iranianos protegerão “a qualquer custo”.
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Outros temas pendentes incluem limites ao programa iraniano de mísseis balísticos e ao apoio do país a grupos armados aliados, como o Hezbollah, no Líbano.
Esses pontos são prioridade para Israel, cujas autoridades adotaram um tom cauteloso em relação à nova tentativa americana de encerrar a campanha militar contra o Irã. O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, disse à rádio do Exército nesta quinta-feira que “é preciso esperar e não sair fazendo declarações e manchetes” sobre um possível acordo.
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O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel mantém “coordenação próxima” com os EUA nos esforços de paz e que não haverá “surpresas”.
Os sinais de possível avanço diplomático também reduziram a tensão no mercado internacional de petróleo, após dias de volatilidade provocada pelos confrontos no Estreito de Ormuz.
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Reabrir a rota, por onde passava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes de a guerra interromper o tráfego, é um dos principais objetivos de Trump.
O presidente americano deve se reunir com Xi Jinping nos dias 14 e 15 de maio, após um encontro anterior ter sido adiado no início do conflito. Na quarta-feira, a China elevou a pressão internacional pelo fim da guerra e pela reabertura da rota marítima, dizendo ao Irã que a continuidade das hostilidades é “desaconselhável”.
Pesquisas de opinião mostram que o descontentamento dos americanos com o conflito está crescendo, a seis meses das eleições legislativas de meio de mandato, nas quais os custos de energia devem ser tema central. Segundo a Associação Americana do Automóvel (AAA), o preço da gasolina ultrapassou US$ 4,50 (cerca de R$ 22) por galão pela primeira vez desde julho de 2022.

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (7) a Medida Provisória (MP) 1327/25, que prevê, entre outros pontos, a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação para inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). O texto segue agora para análise do Senado.

O RNPC oferece benefícios a motoristas que não cometeram infrações de trânsito sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses, como descontos em tributos, pedágios, estacionamentos e seguros, além de prever a renovação sem custos da carteira de motorista.

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A medida prevê ainda que a União fixe preço para exames de aptidão física e mental e para avaliação psicológica. Os valores serão reajustados anualmente de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No parecer, o relator na comissão mista que analisou a MP, senador Renan Filho (MDB-AL), afirma que as alterações propostas modernizam o trâmite de renovação.

“As mudanças representam importante avanço no processo de modernização, racionalização e redução de custos associados ao sistema brasileiro de habilitação de condutores.”

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