Incêndio em Hong Kong: Veja antes e depois de condomínio devastado pelo fogo na China
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O fogo atingiu, em novembro de 2025, sete das oito torres do complexo Wang Fuk Court, localizado no distrito de Tai Po, no norte da região semiautônoma chinesa.
À época do incêndio, os edifícios passavam por reformas. As estruturas estavam envoltas por andaimes tradicionais de bambu e cobertas por redes plásticas, elementos que podem ter contribuído para a rápida propagação das chamas.
As autoridades “apresentaram hoje acusações contra sete pessoas e duas empresas por 25 crimes, entre eles homicídio culposo, conspiração para fraudar, lavagem de dinheiro, tentativa de obstrução da Justiça e evasão fiscal”, informou o governo de Hong Kong em comunicado.
Incêndio em Hong Kong
AFP
Entre os acusados estão diretores e inspetores de uma empresa de consultoria responsável pela supervisão das obras, além do principal empreiteiro encarregado da reforma do complexo residencial.
Investigação aponta falhas graves nos sistemas de segurança
As audiências públicas conduzidas por uma comissão independente criada para apurar as circunstâncias da tragédia revelaram uma sucessão de falhas nos mecanismos destinados a proteger os moradores em caso de incêndio.
Segundo o advogado Victor Dawes, que atua perante a comissão, praticamente todos os sistemas de segurança projetados para salvar vidas deixaram de funcionar “devido a erros humanos”.
O sistema de alarme contra incêndios de sete dos oito edifícios havia sido desativado durante o período das reformas.
A falha “reduziu consideravelmente o tempo de que os moradores dispunham para evacuar”, afirmou Dawes durante os depoimentos.
As conclusões da comissão reforçaram os questionamentos sobre a condução das obras e sobre o cumprimento das normas de segurança em um dos conjuntos residenciais mais populosos da região.
Cigarro teria provocado o início das chamas
Segundo a equipe responsável pela investigação técnica do incêndio, um cigarro aceso entrou em contato com materiais inflamáveis utilizados nas obras, dando início ao fogo.
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A presença dos andaimes de bambu e das redes plásticas que envolviam as torres é apontada como um dos fatores que favoreceram a rápida disseminação das chamas pelo complexo.
O incêndio deixou milhares de pessoas desabrigadas. Após a destruição dos apartamentos, muitos moradores precisaram ser transferidos para moradias temporárias enquanto aguardam soluções habitacionais definitivas.
O caso provocou forte comoção em Hong Kong e ampliou o debate sobre os padrões de segurança adotados em reformas de edifícios residenciais na cidade, onde o uso de andaimes de bambu ainda é uma prática comum no setor da construção civil.







