O ex-estrategista da Casa Branca Steve Bannon afirmou que agentes federais de imigração deveriam atuar próximos aos locais de votação nas eleições legislativas de novembro. A declaração acendeu um alerta entre autoridades eleitorais sobre o risco de interferência do governo federal no processo eleitoral americano. Embora não ocupe cargo oficial, Bannon segue como uma das figuras mais influentes da extrema direita e mantém proximidade com o presidente Donald Trump.
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Segundo o jornal The Guardian, as declarações foram feitas em meio a novas investidas do presidente americano contra o sistema eleitoral, marcadas pela repetição de alegações falsas de fraude e pela defesa da federalização das eleições, hoje organizadas por estados e municípios.
Nesta semana, Trump voltou a afirmar que o governo federal “deveria assumir o controle da votação”, sustentando, sem provas, que o Partido Democrata teria se beneficiado de votos de imigrantes em situação irregular, tese já desmentida reiteradas vezes por autoridades eleitorais e tribunais.
Em seu programa War Room, Bannon reforçou essa narrativa ao dizer que o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) estaria presente nos locais de votação. Para especialistas e gestores eleitorais, a eventual presença ostensiva de agentes de imigração representa um fator de intimidação, com potencial de afastar eleitores, inclusive cidadãos americanos e residentes legais.
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A atuação de forças de segurança em zonas eleitorais é historicamente vista com cautela nos Estados Unidos e, em alguns estados, está sujeita a restrições legais. O receio é que ações desse tipo afetem a liberdade do voto, sobretudo em áreas de maioria democrata.
A preocupação ganhou força após iniciativas recentes do governo Trump para ampliar sua influência sobre o processo eleitoral. Uma ordem executiva editada pelo presidente tentou impor a exigência de comprovação de cidadania para votar, mas foi parcialmente barrada pela Justiça, que reafirmou a competência dos estados na condução das eleições. Propostas semelhantes no Congresso também não avançaram.
Em Minnesota, onde milhares de agentes federais foram deslocados nas últimas semanas, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, apresentou exigências ao governo estadual como condição para a redução do efetivo, incluindo o acesso aos registros de eleitores.
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O Departamento de Justiça já move ações judiciais para obter esses dados em outros estados, enfrentando resistência de autoridades locais, que alegam riscos à privacidade e à segurança das informações.
Para autoridades eleitorais, as declarações de Bannon reforçam o temor de que a pauta migratória seja usada como instrumento de pressão política durante o processo eleitoral, ampliando tensões institucionais às vésperas das eleições de meio de mandato.
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