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Em rios e córregos da fronteira entre os Estados Unidos e o México vive um pequeno peixe que há décadas intriga cientistas por desafiar um dos princípios mais consolidados da biologia evolutiva. Conhecida como molinésia-amazona (Poecilia formosa), a espécie é composta exclusivamente por fêmeas e se reproduz sem incorporar qualquer material genético dos machos com os quais acasala.
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A lógica da evolução sugere que organismos que se reproduzem dessa forma deveriam desaparecer com o tempo. Sem a mistura de genes proporcionada pela reprodução sexual, mutações prejudiciais tenderiam a se acumular geração após geração, enquanto a capacidade de adaptação a novos desafios ambientais seria reduzida. Mas a molinésia-amazona parece ter encontrado uma maneira de escapar dessa previsão.
Um estudo publicado na revista “Nature Ecology & Evolution” sequenciou o genoma da espécie e revelou que, ao contrário do esperado, o peixe não apresenta sinais significativos de deterioração genética. Pelo contrário: os pesquisadores encontraram níveis surpreendentes de diversidade genética, especialmente em regiões associadas ao sistema imunológico.
Como funciona a clonagem natural
A espécie utiliza uma estratégia reprodutiva conhecida como ginogênese. Embora produza descendentes geneticamente idênticos a si mesma, a fêmea ainda precisa acasalar com machos de espécies aparentadas para iniciar o desenvolvimento dos ovos. O esperma penetra na célula reprodutiva, mas seu DNA acaba completamente descartado durante o processo.
Na prática, o macho funciona apenas como um gatilho biológico. Nenhum de seus genes é transmitido para a geração seguinte. O resultado é uma população formada inteiramente por clones femininos.
— Segundo as teorias estabelecidas, essa espécie não deveria mais existir. Ela deveria ter sido extinta há muito tempo ao longo da evolução — afirmou o bioquímico Manfred Schartl, da Universidade de Würzburg, na Alemanha, um dos autores da pesquisa.
Os cientistas compararam o genoma da molinésia-amazona com o de duas espécies sexualmente reprodutivas das quais ela descende. A análise mostrou que as diferenças são pequenas e que a espécie mantém mais de 25 mil genes codificadores de proteínas. Entre as descobertas mais curiosas está a presença de genes relacionados à produção de espermatozoides e ao desenvolvimento de machos, mesmo em uma população composta apenas por fêmeas.
O segredo da sobrevivência
As estimativas indicam que a espécie surgiu entre 100 mil e 200 mil anos atrás, quando duas espécies diferentes de molinésias cruzaram e deram origem a um híbrido capaz de se reproduzir por clonagem. Considerando que uma nova geração nasce a cada três ou quatro meses, isso significa que a molinésia-amazona já atravessou cerca de meio milhão de gerações — um número muito superior ao que muitos modelos teóricos consideravam compatível com a sobrevivência de uma linhagem exclusivamente assexuada.
Para os pesquisadores, o segredo pode estar justamente em sua origem híbrida. A combinação inicial dos genomas das espécies ancestrais teria produzido um conjunto genético excepcionalmente robusto, preservando níveis elevados de heterozigose — a presença de versões diferentes de um mesmo gene — e garantindo uma resposta imunológica mais ampla contra vírus, bactérias e outros patógenos.
A descoberta levou os autores a propor uma nova explicação para a raridade de vertebrados que se reproduzem sem sexo. Em vez de considerar essas espécies evolutivamente inferiores, a chamada “hipótese da formação rara” sugere que o verdadeiro obstáculo está na origem. A criação de um híbrido geneticamente compatível, capaz de sobreviver e se reproduzir indefinidamente, seria um evento extremamente incomum.
Hoje, cerca de 50 espécies de vertebrados são conhecidas por utilizar algum tipo de reprodução assexuada, incluindo peixes, anfíbios e répteis. Nenhuma, porém, se tornou um símbolo tão marcante desse desafio às regras tradicionais da evolução quanto a molinésia-amazona.

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O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, afirmou que seu país está equipando sua Marinha com armas nucleares durante uma cerimônia de incorporação de um navio de guerra, informou a mídia estatal norte-coreana.
— Ela está se tornando uma força totalmente desenvolvida e equipada com recursos estratégicos, visto que o programa para equipar a marinha com armas nucleares está prosseguindo conforme o planejado, sem desvios — declarou Kim nesta terça-feira durante a cerimônia, segundo a agência de notícias oficial KCNA.
*Em atualização
Autoridades da Bolívia informaram que as rodovias do país foram completamente desobstruídas nesta terça-feira, três dias depois da proclamação do estado de exceção destinado a pôr fim a sete semanas de protestos contra o governo. Com a entrada em vigor da medida, o abastecimento melhorou em cidades como La Paz e a vizinha El Alto, as mais afetadas. No auge da crise, as autoridades chegaram a contabilizar até cem interrupções viárias.
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Contexto: Evo Morales declara suspensão temporária de últimos bloqueios de rodovias na Bolívia
O presidente boliviano, Rodrigo Paz, de centro-direita, decretou no sábado o estado de exceção para proibir os protestos e ordenou que policiais e militares limpassem as rodovias.
Uma mulher caminha na rodovia enquanto uma retroescavadeira passa por um bloqueio em Mazo Cruz, departamento de La Paz, Bolívia, em 20 de junho de 2026, depois que o presidente boliviano, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência
AIZAR RALDES / AFP
“Nossas estradas foram liberadas”, informou, nesta terça-feira, em sua conta no X, o ministro de Obras Públicas, Mauricio Zamora.
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Desde o início de maio, sindicatos, grupos indígenas e cultivadores de coca multiplicaram as manifestações e os bloqueios viários para exigir a renúncia de Paz, em um contexto de crise econômica, a mais grave em 40 anos.
Em uma declaração emitida nesta terça-feira, os Estados Unidos e outros 15 países do continente americano expressaram sua “profunda preocupação” com o impacto dos bloqueios e afirmaram que as tentativas de “minar e depor” o governo representavam uma “grave ameaça para a ordem constitucional e a estabilidade democrática” da Bolívia.
Bolívia: Veja o que se sabe sobre crise entre governo, indígenas e ‘cocaleiros’ que fez país decretar estado de emergência
“Apoiamos o governo boliviano eleito de acordo com a Constituição e instamos os grupos mobilizados a priorizar o diálogo e a negociação dentro do marco constitucional”, acrescentam no texto.
Vista da rodovia La Paz-Oruro depois que a tropa de choque levantou o bloqueio na estrada em Mazo Cruz, departamento de La Paz, Bolívia, em 20 de junho de 2026, depois que o presidente boliviano, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência
AIZAR RALDES / AFP
O presidente panamenho, José Raúl Mulino, afirmou, por sua vez, durante a Assembleia Geral da OEA no Panamá que o narcotráfico financia a “esquerda radical” na Bolívia.
— (O crime organizado) busca subverter a ordem constitucional por meios violentos e ilegítimos — declarou.
Entenda: Bloqueios de estradas na Bolívia diminuem após 46 dias de distúrbios, mas escassez persiste
O governo de Paz acusa o ex-presidente socialista Evo Morales (2006-2019) de ter impulsionado os protestos e de tê-los financiado com dinheiro proveniente do narcotráfico, embora não tenha apresentado provas.
Os últimos pontos de bloqueio foram extintos, após Morales declarar sua suspensão temporária na segunda-feira. Todos estavam no departamento de Cochabamba, reduto do líder indígena no centro do país.
No começo de maio, organizações sociais iniciaram uma greve e interrupções viárias para exigir a saída de Paz e protestar contra a venda de gasolina de má qualidade.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou de cerimônia de entrega de equipamento de radioterapia na tarde de hoje (23), no Hospital Santa Marcelina, na zona leste de São Paulo.

“O que está acontecendo hoje é um sonho que acalentamos há muito tempo, que o povo trabalhador tivesse acesso as coisas que todo mundo tem. A máquina que farão radioterapia aqui na zona leste é mais moderna do que aquela que eu fiz minhas 15 sessões em Brasília, que terminei agora pouco”, disse Lula, em seu discurso.

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O presidente também falou sobre medidas de atendimento voltadas para o acesso à população, por meio do Aqui Tem Mais Especialistas, com atendimento local em vãs e carretas, levando especialistas e atendimento odontológico gratuitos para perto de onde as pessoas moram e trabalham. “O que a gente quer fazer de verdade é dar ao povo brasileiro o respeito que ele tem de ter”, completou.

O aparelho entregue hoje, um acelerador linear, está entre as opções mais modernas para tratamento de pacientes com câncer. Faz parte de um pacote de 105 aparelhos contratados nos últimos 3 anos e distribuídos para todos os estados. 

No Hospital Santa Marcelina a estimativa é aumento de 30% dos atendimentos com a chegada desse equipamento, e atua com três aceleradores, de modelos mais antigos. A expectativa também é de diminuir o tempo de início do tratamento, de 45 para 10 dias. 

A instituição também firmou novos convênios com o Ministério da Saúde e receberá R$ 166,7 milhões, voltados principalmente para o atendimento a pacientes em tratamento de câncer. Na ocasião o HSM recebeu, ainda, a certificação como Hospital de Ensino Nível 1, reconhecendo seu papel de destaque em pesquisa e formação de profissionais.

No evento tiveram destaque também duas entregas simultâneas de aceleradores, nas cidades de Fortaleza (CE) e Sinop (MT), em condições semelhantes, além da assinatura de compra de 20 tomógrafos para hospitais do SUS.

O Hospital Santo Antônio, em Sinop (MT), passará a atuar como parte da estratégia nacional de descentralização da radioterapia, voltada à redução de vazios assistenciais, à diminuição do deslocamento de pacientes para grandes centros e à ampliação do acesso aos tratamentos. Localizado na região norte do estado, tem se destacado como polo regional de saúde, com  destaque no atendimento recente ao cacique Raoni. 

O equipamento que irá para Fortaleza (CE) será destinado ao Instituto do Câncer do Ceará (ICC) – Hospital Haroldo Juaçaba, que já atua no diagnóstico, tratamento e cuidados paliativos do câncer como referência para todo o  estado.

Desde 2023 foram contratados 155 aceleradores lineares, com previsão de entrega de 70 equipamentos até 2026, dos quais 44 já foram inaugurados.

 

O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta terça-feira, uma resolução que busca limitar a capacidade do presidente americano, Donald Trump, de envolver o país em um conflito militar com o Irã sem autorização do Congresso. A medida, aprovada por 50 votos a 48, com o apoio de quatro senadores de seu próprio partido, determina a retirada das forças americanas de qualquer conflito com Teerã que não tenha aval do Legislativo e representa uma rara repreensão ao republicano em um tema de segurança nacional, segundo a rede americana CNN.
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Contexto: Republicanos no Senado dos EUA contestam entendimento com Irã e querem acordo votado no Congresso
Embora tenha sido aprovada também pela Câmara dos Representantes no início deste mês, a proposta não terá força de lei por se tratar de uma “resolução concorrente”. Ainda assim, a votação representa um revés político simbólico para Trump.
Como se trata de uma resolução concorrente, o texto não precisa ser submetido à sanção presidencial e não possui caráter juridicamente vinculante.
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Os senadores republicanos Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy se uniram aos democratas para aprovar a medida. O único democrata a votar contra foi o senador John Fetterman.
A votação foi interpretada como um recado político ao presidente em meio ao debate sobre os limites dos poderes presidenciais para conduzir ações militares no exterior.
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Desde o início da guerra no Oriente Médio, a oposição vem promovendo sucessivas iniciativas para restringir os poderes militares de Trump, e o esforço passou a atrair mais apoio republicano nas últimas semanas. Pela Constituição americana, cabe ao Congresso declarar guerra. Embora a legislação permita ao presidente ordenar ações militares para responder a ameaças iminentes, a autorização do Legislativo deve ser obtida em até 60 dias.
Os democratas argumentam que o governo ultrapassou esse limite ao manter forças americanas mobilizadas na região sem autorização formal do Congresso. A Casa Branca sustenta que as operações militares foram encerradas após a entrada em vigor de um cessar-fogo.
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Pouco antes da votação, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, acusou Trump de ter conduzido o país a um conflito desnecessário.
— Os americanos pagaram o preço pela histórica pisada na bola de Trump no Irã. Trump nunca deveria ter começado (essa guerra) — afirmou.
Uma versão semelhante da resolução foi aprovada pela Câmara por 215 votos a 208. Na ocasião, quatro deputados republicanos votaram ao lado dos democratas e foram alvo de críticas públicas de Trump. Em publicação na rede Truth Social, o presidente classificou os parlamentares como “oportunistas” e afirmou que sua atitude foi “antipatriótica”.
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Os democratas “prefeririam ver nosso país fracassar antes de me conceder uma nova vitória, entre tantas outras”, disse Trump na ocasião.
Apesar do recente acordo firmado entre Washington e Teerã e da continuidade das negociações entre os dois países, alguns parlamentares defendem que o Congresso mantenha controle sobre qualquer eventual decisão de ampliar o envolvimento militar americano na região.
O senador democrata Tim Kaine, um dos principais defensores da medida, argumentou que a votação é necessária justamente em um momento de relativa estabilidade nas relações entre os dois países.
— É um bom momento para realizar essa votação e dizer: “Se realmente estamos entrando em um período de estabilidade, não devemos permitir que isso recomece sem que o Congresso participe dessa decisão” — afirmou a jornalistas na semana passada.
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Embora não tenha efeito legal imediato, a resolução aumenta a pressão política sobre a Casa Branca e evidencia divisões dentro do Partido Republicano sobre a condução da política externa e militar do governo.
Esta foi a décima vez que o Senado votou uma proposta relacionada aos poderes presidenciais em um eventual conflito com o Irã desde o início do ano. Outra resolução semelhante avançou na Casa no mês passado, mas ainda aguarda votação final enquanto os democratas trabalham para garantir apoio suficiente para sua aprovação.
(Com AFP)

O presidente Luiz Inácio Lula assinou, nesta terça (23), um decreto que transformou o Projeto “Celular Seguro” em política pública permanente. A legislação criou o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), uma plataforma para reunir informações de aparelhos roubados, furtados ou extraviados em todo o País.

“A partir desse decreto, muita coisa vai mudar na atuação do governo federal, dos governos estaduais e também muita coisa vai mudar nas pessoas que ousarem roubar um celular daqui para frente”, disse o presidente no anúncio em São Paulo.

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O presidente defendeu a medida para reduzir a violência no País.

“A gente quer punir quem rouba, a gente quer punir quem vende, a gente quer punir o crime organizado. Mas é importante que você tenha mais cuidado ao utilizar o celular porque é um patrimônio seu”.

Contra a cadeia criminosa

O secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Veloso, explicou que a iniciativa representa uma mudança na estratégia de combate aos crimes patrimoniais relacionados a dispositivos móveis. “Essa é uma nova etapa de um programa que vai combater efetivamente o roubo, furto e toda a cadeia criminosa que envolve os celulares”, disse. 

A plataforma deve reunir dados do Programa Celular Seguro, boletins de ocorrência registrados pelas Polícias Civis, operadoras de telefonia, sistemas nacionais de segurança pública, Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI) da Anatel e ABR Telecom. Inicialmente já há informações com mais de 3,3 milhões de aparelhos aptos à recuperação. 

“A plataforma é um cadastro negativo, é o Serasa dos celulares roubados”, disse o secretário. Uma das inovações do programa é o chamado “Modo Recuperação”. A ideia é que o IMEI (número de registro do aparelho) permaneça ativo e passe a ser monitorado nacionalmente. O governo explica que, quando uma nova linha telefônica for habilitada no dispositivo, o sistema identificará a utilização do aparelho e iniciará o fluxo de recuperação.

O governo poderá identificar aparelhos com registro de roubo ou furto em utilização e encaminhar notificações aos usuários para devolução voluntária e regularização da situação junto às autoridades policiais.

Ferramenta de consulta

Uma novidade é a criação de uma ferramenta pública de consulta. Isso porque, antes de adquirir um celular de terceiros, qualquer pessoa vai poder verificar, no aplicativo ou portal do Celular Seguro, se o aparelho possui algum registro de restrição.

A consulta será feita a partir do número IMEI e retornará apenas duas possibilidades: “Sem Restrição” ou “Com Restrição”. A ideia é que a recuperação dos aparelhos seja realizada pelas Polícias Civis dos estados. A tecnologia que inspira a nova fase já foi adotada no Piauí, Amazonas, Bahia e Ceará. 

Ele explicou que o trabalho é fazer a integração nacional das informações. O secretário acrescentou que há, em média, 1 milhão de celulares roubados por ano no Brasil registrados via boletim de ocorrência. Inclusive, o próprio governo considera que pode haver subnotificação. 

“O celular hoje traz identidade e aplicativos bancários, por exemplo. Ninguém vive mais sem celular (…) A gente percebeu que existe um mercado que muita gente lucra milhões com o comércio ilegal de celular roubado, com a fraude digital e com outros crimes”, afirmou. 

Consciência

A aposta do governo também é recuperar telefones roubados com o consumidor final. Com um banco de informações, as pessoas que compram celulares, de forma informal, poderão verificar se trata de um aparelho que não foi roubado ou perdido. O Banco Nacional de celulares com restrição terão informações de todas as unidades da federação. 

“Quando uma pessoa devolver um celular com restrição, estará desestimulando o crime e salvando a vida de alguém que não vai ser mais assassinado num assalto, que não vai ter mais um bem subtraído”, disse o secretário nacional de segurança pública.

 

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira, sanções contra cinco companhias cubanas afiliadas ao conglomerado empresarial Gaesa, sob controle militar, bem como contra a esposa do filho de Raúl Castro, Annalie Lilliam Rueda Cardero.
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As empresas sancionadas são Almacenes Universales, a financeira Rafin, o Banco Financiero Internacional, além de duas empresas estatais do setor da mineração: a Geominera e a Empresa Siderúrgica José Martí, conhecida popularmente como Antillana de Acero, a maior siderúrgica do país.
A Rafin e o Banco Financiero Internacional são “instituições financeiras vinculadas à Gaesa” encarregadas de “movimentar dinheiro em representação do regime”, explicou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em um comunicado.
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A Almacenes Universales é a empresa logística da Gaesa, o grande conglomerado militar-empresarial que, segundo o Departamento de Estado, é a principal fonte de recursos do Estado cubano e que também é sancionada.
“A Gaesa segue funcionando como o músculo financeiro por trás do aparato repressivo de segurança do regime cubano”, assegurou Rubio no comunicado.
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Desde o começo do ano, a pressão de Washington sobre a ilha comunista, que vive sua pior crise econômica em décadas, vem crescendo.
“O governo dos EUA, liderado por seu desonesto e mentiroso secretário de Estado, continua adotando medidas para apertar o cerco à economia de Cuba (…). O que esse indivíduo promove a partir da maior potência do mundo é um crime”, reagiu no X o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.
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Os EUA impõem, desde janeiro, um bloqueio petrolífero, que agravou os problemas energéticos na ilha.
Além disso, aumentou nas últimas semanas a lista de empresas e personalidades do regime sob sanções.
Em 5 de junho, o Departamento de Estado anunciou sanções contra o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e membros da família Castro.
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Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, líder histórico sobrevivente da Revolução de 1959, foi um dos sancionados. Rubio explicou que a esposa dele agora passa a fazer parte da lista.
Alejandro Castro Espín, de 60 anos, foi um ator-chave nas negociações secretas entre Cuba e EUA que levaram ao restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países em 2015.
Esta nova lista de sanções implica que todas estas empresas e pessoas não podem estabelecer nenhum tipo de relação econômica com pares nos EUA, nem acessar o sistema financeiro do país.
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Qualquer tipo de propriedade ou ativo nos EUA fica igualmente bloqueado.
Segundo veículos de imprensa, parte da família política de Alejandro Castro Espín reside na Flórida.
Uma mulher de 40 anos incendiou o próprio apartamento na cidade de Chelyabinsk, na região dos Urais, na Rússia, após ser convencida por golpistas de que receberia uma alta indenização do seguro, segundo o site russo Novaya Gazeta Europe. Seguindo instruções dadas por telefone, ela filmou o incêndio e compartilhou as imagens em um grupo de mensagens do prédio.
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Segundo relatos da imprensa local, o criminoso acompanhava a ação em tempo real e orientou a mulher a atear fogo na cama do apartamento. Em seguida, ele teria pedido que ela aguardasse enquanto as chamas se espalhavam pelo imóvel.
A mulher deixou o apartamento apenas quando a fumaça não a deixava mais respirar. De acordo com as informações publicadas e as falas que aparecem no vídeo, o golpista insistiu para que ela permanecesse no local mesmo com o avanço do incêndio.
“De acordo com o procedimento, precisamos esperar exatamente cinco minutos”, diz ele, na gravação.
A moradora relatou à polícia local que já havia transferido 40 mil rublos, quase R$ 3 mil, ao criminoso antes de colocar fogo no imóvel. Ela afirmou ter acreditado na promessa de que receberia uma grande quantia do seguro.
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O incêndio provocou a evacuação de pelo menos dez moradores do edifício, que ficou tomado pela fumaça. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. O apartamento da mulher, no entanto, sofreu graves danos.
O Comitê de Investigação da região abriu inquéritos por fraude e tentativa de homicídio. As autoridades passaram a tratar a atuação do golpista como uma tentativa de assassinato, diante da orientação para que a mulher permanecesse dentro do imóvel em chamas.
Após o caso, a polícia local reforçou o alerta para que moradores não sigam instruções de desconhecidos por telefone e não realizem transferências de dinheiro para pessoas que não conhecem.
Uma mulher foi flagrada por câmeras de segurança invadindo a garagem de um empresário e chutando repetidamente um carro de luxo avaliado em mais de R$ 500 mil, ou 75 mil libras. O caso aconteceu na cidade de Pembroke, no País de Gales, e causou danos a um modelo McLaren 570S estacionado na residência do proprietário. As informações são da emissora britânica BBC.
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O dono do veículo, Gareth Edwards, de 33 anos, descreveu o episódio como um “comportamento chocante” e afirmou ter ficado surpreso com o ataque. Segundo ele, os danos provocados no capô do carro devem custar entre 200 e 300 libras esterlinas, ou quase R$ 2 mil, para serem reparados. Segundo ele, os chutes deixaram dois arranhões no veículo.
As imagens registradas pelo sistema de segurança da casa mostram uma mulher caminhando pela calçada com uma sacola de compras na manhã de 16 de junho. Em seguida, ela entra na garagem da residência e desfere vários chutes na parte dianteira do esportivo amarelo.
De acordo com Edwards, o incidente ocorreu por volta das 8h45, no horário local, e foi percebido cerca de dez minutos depois. Ele afirmou que ficou “simplesmente chocado” com o ocorrido e classificou a atitude como “muito estranha” e “bizarra”.
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Proprietário de uma empresa de pintura e decoração, o empresário disse à emissora que nunca imaginou encontrar pessoas capazes de agir dessa maneira.
A Polícia de Dyfed-Powys informou ter recebido uma denúncia de dano criminoso a um veículo automotor e abriu investigação para apurar o caso.
Após o episódio, Edwards decidiu deixar o carro na casa de um amigo enquanto viaja de férias, para mantê-lo fora de vista. O proprietário não informou à BBC se conhece a mulher que aparece nas imagens de segurança.
O presidente Donald Trump compartilhou em sua rede social, a Truth Social, uma reportagem que trata as eleições na América Latina e cita que a disputa à Presidência do Brasil como próximo foco no hemisfério. O texto afirma que as eleições no Brasil estariam provocando um “intenso debate sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e sobre se a disputa será conduzida de uma forma considerada livre e justa por todos os lados”. A questão é qual a intenção do presidente americano ao compartilhar essa notícia? Há uma preocupação de que Trump tente influenciar as eleições brasileiras. Após o encontro com Lula no G7, o líder americano fez algumas declarações sobre o presidente americano ser volátil, enquanto a sua equipe fez postagens criticando a condenação de Eduardo Bolsonaro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, nesta terça-feira (23), a primeira etapa da nova rodovia na Serra das Araras, no Rio de Janeiro. O investimento total é de R$ 1,5 bilhão, via financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e faz parte do processo de modernização da Via Dutra, que liga Rio de Janeiro e São Paulo.

Durante evento em Paracambi (RJ), Lula destacou o papel do BNDES no apoio a projetos estratégicos de infraestrutura e logística.

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“Um banco de desenvolvimento serve exatamente para isso, para criar as condições de emprestar dinheiro para que as empresas possam fazer as obras que o Brasil precisa. Sabe qual é a inadimplência do BNDES? Zero. Porque só empresta dinheiro para quem tem dinheiro e para quem paga”, disse Lula.

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Piraí (RJ), 23/06/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita ao trecho reformado da BR-116 e desenlace da fita de inauguração, na Via Dutra (BR-116). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula  visita trecho reformado da BR-116 – Ricardo Stuckert/PR

Nesta fase da nova rodovia na Serra das Araras, entra em operação um trecho de quatro quilômetros da nova pista de subida, no sentido São Paulo. O objetivo do projeto é proporcionar mais segurança e fluidez ao tráfego da região, que recebe cerca de 390 mil veículos por mês, dos quais 36% são de carga.

Corredor logístico estratégico que conecta os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, as obras na Rodovia Presidente Dutra alcançaram 70% de execução, com previsão de entrega para 2027.

O projeto em toda a concessão, de 626 quilômetros, tem apoio de R$ 10,7 bilhões do BNDES. A obra gera cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos, fortalecendo a economia regional.

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