Especialistas da ONU pediram, nesta quinta-feira, uma investigação internacional após a morte de três jornalistas libaneses em um ataque israelense, dizendo que Israel não apresentou “provas confiáveis” sobre sua suposta associação a grupos armados. O Exército israelense afirmou que um dos jornalistas mortos, Ali Shoeib, integrava o Hezbollah, mas a acusação foi contestada por autoridades libanesas e organizações internacionais.
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O Líbano foi arrastado para a guerra em 2 de março, quando o Hezbollah, movimento pró-iraniano, lançou foguetes contra Israel. O grupo afirmou agir em represália ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o país.
Os três jornalistas, entre eles Ali Shoeib, correspondente do canal Al-Manar, do Hezbollah, morreram em 28 de março em um ataque israelense no sul do país.
Os relatores especiais, embora nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, são especialistas independentes e não se expressam em nome da ONU.
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“Denunciamos firmemente o que está se tornando uma prática habitual e perigosa de Israel de mirar e matar jornalistas e, em seguida, alegar, sem apresentar provas credíveis, seu vínculo com grupos armados”, indicaram em um comunicado.
Israel também confirmou ter matado Fatima Ftouni, uma jornalista da Al-Mayadeen, um canal próximo ao Hezbollah, e seu irmão, o câmera Mohammed Ftouni, qualificando-o como “terrorista do braço militar do Hezbollah”.
Os especialistas consideram que, segundo o direito internacional humanitário, trabalhar como jornalista para um meio de comunicação ligado a um grupo armado não constitui participação direta nas hostilidades.
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O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou o ataque como “um crime flagrante” que viola normas internacionais de proteção a jornalistas. O primeiro-ministro, Nawaf Salam, também afirmou que a ofensiva representa uma violação do direito internacional humanitário.
A morte dos três profissionais ocorre em meio a uma sequência de casos semelhantes. Desde o início das hostilidades recentes entre Israel e o Hezbollah, diversos jornalistas foram mortos no sul do Líbano.
Em episódios anteriores, ataques israelenses já haviam atingido equipes de imprensa, incluindo um bombardeio em outubro de 2024 que matou três profissionais da Al-Manar e da Al Mayadeen, além da morte do jornalista da Reuters Issam Abdallah, em 2023, enquanto cobria o conflito na fronteira.
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Pelo menos 259 jornalistas e profissionais da comunicação morreram em ataques israelenses desde 2023, entre eles 210 em Gaza e 14 no Líbano.
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