— Para a relação com o Brasil, não representa uma grande mudança. É o mesmo partido continuando no governo, no poder, e é um partido que tem uma relação histórica com o partido no poder no Brasil também— disse Patriota, que também já foi o chanceler do Brasil no governo Dilma Rousseff. — O presidente Lula mantém, por exemplo, uma relação de muita amizade com o ex-primeiro-ministro Gordon Brown, que, segundo algumas indicações, poderá assumir um papel mais importante nesse novo governo. Então, a embaixada aqui está acompanhando com muito interesse — completou, avaliando que uma definição deve ocorrer até o próximo dia 17 de julho.
Patriota participou da abertura de um painel no Brasil-UK Insurance Forum, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) em Londres.
O embaixador diz que há indicações “encorajadora” sobre o início de um possível processo de acordo comercial entre o Mercosul e o Reino Unido, após os entendimentos com a União Europeia e com a Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), bloco composto por Islândia, Lichtenstein, Noruega e Suíça.
— Fica só o Reino Unido como uma economia importante europeia fora de um regime de livre comércio. E eu vejo que, do lado Mercosul, existe vontade política, interesse por essa aproximação e tudo indica que do lado britânico também. Então, não quero me antecipar aos fatos, mas as indicações que nós recebemos são encorajadoras — salientou Patriota, que também destacou a recente parceria estratégia assinada entre Brasil e Reino Unido para os próximos cinco anos, que envolve inclusive a área ambiental.
Ele comentou ainda que os britânicos estão discutindo mais a questão do Brexit (a saída do país da União Europeia. — Até pouco tempo atrás, era um certo tabu admitir que o Brexit não tinha trazido as, vantagens esperadas. Hoje em dia, já não é mais tabu. Hoje em dia se reconhece que o Reino Unido provavelmente estaria melhor economicamente se tivesse ficado dentro da União Europeia, isso em função de muitos fatores que não são controláveis pelo Reino Unido, a guerra na Ucrânia, as pressões que ela criou, agora essa outra guerra no Irã, de modo que isso aí eu tenho certeza que será um tema assim que estará sempre nas primeiras páginas dos jornais.
(O jornalista viajou para Londres a convite da CNSeg)









