O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, exigiu que o chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, do país renuncie imediatamente, revelaram funcionários do Pentágono à imprensa americana. A decisão, tomada em meio à guerra contra o Irã, não foi justificada por Hegseth, que em pouco mais de um ano no cargo tenta remodelar a imagem das Forças Armadas, eliminando oficiais de alta patente no processo.
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George foi indicado ao posto pelo presidente Joe Biden, em 2023, e tinha mais um ano de mandato pela frente. Anteriormente, serviu como assessor militar para o então secretário de Defesa, Lloyd Austin, e combateu na primeira Guerra do Golfo, em 1991, e nos conflitos no Iraque (2003-2011) e Afeganistão (2001-2021). À rede CBS News, que revelou a ordem de Hegseth, uma fonte do Departamento de Defesa disse, ao se referir ao general, que “agradecemos o seu serviço, mas era hora de uma mudança na liderança do Exército”.
O Pentágono não se pronunciou oficialmente, mas oficiais das Forças Armadas declararam à CBS News que a decisão de afastar Ford está ligada à visão que o governo do presidente Donald Trump quer introduzir nas Forças Armadas.
No ano passado, Hegseth declarou que os militares americanos precisam desenvolver um “ethos guerreiro”, focado no preparo físico, na mentalidade de combate permanente e na abolição da “cultura woke”. O secretário, um veterano do Iraque famoso por suas opiniões na Fox News, recentemente disse que suas tropas não deveriam respeitar “regras de engajamento estúpidas” ou travar “guerras politicamente corretas”. Já no contexto da ofensiva no Irã, declarou que “continuaremos pressionando, continuaremos avançando, sem trégua, sem misericórdia para com nossos inimigos”.
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Além da doutrina de combate, Hegseth eliminou políticas de diversidade e inclusão, na linha do que defende Trump, e afastou oficiais de alta patente de postos de comando. A lista de cortes foi aberta com a demissão do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Charles Brown Jr., no começo do ano passado, e ampliada com a saída de militares na Marinha, Aeronáutica e Guarda Costeira. No ano passado, o chefe do Comando Sul, Alvin Halsey, deixou o posto menos de um ano depois de assumir, durante os controversos bombardeios contra barcos acusados de ligação com o narcotráfico no Caribe e no Oceano Pacífico.
A ordem para que George deixe o posto ocorre em meio ao agravamento da guerra contra o Irã, travada com o apoio de Israel. Apesar das declarações de Trump e dos comandantes militares de que as capacidades dos iranianos estão “dizimadas”, centenas de mísseis e drones continuam a atingir países do Golfo Pérsico e Israel, e o Estreito de Ormuz segue fechado há mais de um mês. A decisão também ao mesmo tempo em que o Pentágono discute planos para uma invasão por terra, no que seria uma escalada crucial na guerra.
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O Pentágono não se pronunciou oficialmente, mas oficiais das Forças Armadas declararam à CBS News que a decisão de afastar Ford está ligada à visão que o governo do presidente Donald Trump quer introduzir nas Forças Armadas.
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