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O influenciador australiano Ronan Androgenic foi impedido de embarcar em um voo de retorno para a Austrália após passar por uma cirurgia estética na Tailândia, na última terça-feira (26). Ele só foi embarcar na quinta-feira (28). Conhecido nas redes sociais por compartilhar conteúdos sobre transformação física e cirurgias plásticas, ele registrou o episódio em vídeo e publicou as imagens nas suas redes sociais.
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Nas gravações, funcionários da companhia aérea informam ao influenciador que ele não poderia viajar devido à sua condição física. Um dos membros da equipe afirma que seu rosto parecia “muito doente”, enquanto outro aponta preocupação com seu estado geral após o procedimento realizado recentemente.
Androgenic contestou a decisão e afirmou que estava apto a viajar. Segundo ele, o inchaço visível no rosto era uma consequência normal da recuperação pós-operatória. O influenciador também alegou que possuía documentação médica que autorizava seu retorno para casa.
Apesar das explicações, a companhia manteve a decisão de impedir o embarque. O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que os vídeos da discussão entre o passageiro e a equipe do voo começaram a circular amplamente.
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Em comunicado publicado pelo site australiano News.com.au, à companhia aérea Jetstar informou que a segurança é prioridade e que seus funcionários são treinados para avaliar se passageiros apresentam condições adequadas para viajar. A empresa afirmou que pode negar o embarque quando existem preocupações relacionadas à saúde ou ao bem-estar de um cliente durante o voo.
O episódio aconteceu após Androgenic viajar para a Tailândia para realizar procedimentos estéticos. Nas imagens divulgadas por ele, é possível ver o rosto inchado e sinais evidentes da recuperação cirúrgica, condição que levou os funcionários a questionarem sua aptidão para a viagem. Nas publicações, ele questiona se poderia viajar, se tivesse chegado no voo sem a máscara de recuperação.
O influenciador é conhecido por fazer cirurgias plásticas em série e mostrar a evolução dos procedimentos em seus perfis. Ele se denomina como parte do movimento Looksmaxxing, focado em maximizar agressivamente a atratividade física, por meio de práticas extremas.
No fim de abril, ele se envolveu em outra polêmica, quando a Polícia de Queensland o prendeu por perturbação do sossego. Um vídeo que circulou nas redes sociais, mostra ele conversando com policiais que o detiveram. Segundo a revista People, Androgenic ficou banido por um mês da área de vida noturna da cidade.

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Um youtuber da Irlanda do Norte foi condenado nesta quarta-feira a cumprir ao menos 31 anos de prisão pelo assassinato da namorada grávida após montar um elaborado plano para tentar escapar da Justiça. Stephen McCullagh, de 36 anos, pregravou uma transmissão de videogame e a exibiu como se estivesse ao vivo para criar um falso álibi enquanto cometia o crime contra Natalie McNally, de 32 anos, que estava grávida de 15 semanas.
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A sentença foi anunciada pelo Tribunal da Coroa de Belfast. Ao determinar a pena, o juiz Richard Kinney classificou o assassinato como um ato “a sangue-frio e calculado”, afirmando que McCullagh planejou o crime em detalhes. Natalie foi morta em sua casa, na cidade de Lurgan, em dezembro de 2022, após sofrer múltiplos ferimentos provocados por facadas, estrangulamento e agressões físicas.
Segundo a investigação, enquanto a agressão acontecia, o canal de McCullagh no YouTube transmitia um vídeo aparentemente ao vivo dele jogando videogame. O conteúdo, porém, havia sido gravado dias antes. A estratégia permitiu que ele deixasse sua casa em Lisburn, viajasse até a residência da vítima e retornasse sem levantar suspeitas imediatas.
O plano funcionou inicialmente. Após a descoberta do corpo, McCullagh chegou a ser considerado fora da cena do crime por causa da suposta transmissão ao vivo. Ele também tentou direcionar as suspeitas para um ex-namorado de Natalie. Posteriormente, especialistas em crimes cibernéticos identificaram que o vídeo não era uma transmissão em tempo real, desmontando o álibi e levando à sua nova prisão.
As investigações revelaram ainda comportamentos considerados perturbadores pelas autoridades. Após o assassinato, McCullagh participou do velório da vítima, produziu um vídeo em homenagem a ela e chegou a se aproximar da família durante o período de luto. O juiz destacou que o réu demonstrou conhecimento forense, utilizou disfarces e tomou diversas medidas para dificultar sua identificação.
Em março deste ano, um júri considerou McCullagh culpado pelo homicídio após poucas horas de deliberação. A Justiça entendeu que o crime foi premeditado e que ele tinha plena consciência de que Natalie estava grávida no momento do assassinato.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.

“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

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“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.

“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.

“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

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“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.

“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

 

Em meio a uma onda de protestos que já dura mais de um mês e impôs bloqueios de estradas que provocam desabastecimento em algumas das principais cidades da Bolívia, os ministros da Defesa, Mauricio Salinas, e da Educação, Beatriz García, renunciaram nesta terça-feira, aumentando a pressão sobre o Gabinete do presidente Rodrigo Paz, que assumiu o cargo há menos de sete meses e é o principal alvo dos manifestantes, que exigem sua renúncia.
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Classes populares, incluindo organizações de trabalhadores, camponeses, mineradores e professores exigem medidas contra a pior crise econômica do país em quatro décadas, culpando o governo Paz de não oferecer soluções imediatas para problemas cotidianos, como os baixos salários. Também pesou contra o governo uma crise envolvendo a distribuição de combustível adulterado, que danificou milhares de veículos — que Paz prometeu indenizar, mas muitos afirmam não ter sido procurados. A política liberal do presidente — o primeiro de direita após 15 anos de governos socialistas — também é alvo de críticas.
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Autoridades da Administração Boliviana de Estradas (ABC, na sigla em espanhol) citadas pelo jornal El Día afirmaram que nesta quarta-feira havia 85 pontos de bloqueio em vias pelo país, incluindo 28 em Cochabamba e 19 em La Paz. Cidades importantes, como Potosí e Oruro também são afetadas, em menor intensidade. A polícia foi mobilizada nesta quarta-feira para retirar manifestantes que tomaram uma instalação petrolífera da estatal YPFB, no departamento de Santa Cruz.
A saída de Salinas da Defesa acontece em meio a críticas sobre a incapacidade do governo de garantir a normalidade. O governo Paz alternou entre tentativas de diálogo — rejeitadas pelos manifestantes — e uso de força policial. O governo ainda não descartou declarar estado de exceção para usar militares no controle das manifestações. A imprensa local aponta que o novo titular da pasta será Ernesto Justiniano, que ganhou o apelido de “czar antidrogas” entre 2002 e 2003.
Alguns casos destacados pela mídia boliviana começam a pressionar o governo e os manifestantes pela disrupção social. O jornal La Razón noticiou nesta quarta-feira que uma menina de 12 anos que passava por um tratamento contra o câncer morreu ao não conseguir se deslocar para La Paz, onde recebia cuidados regulares, incluindo quimioterapia. Salinas foi criticado por não garantir corredores humanitários em meio aos protestos.
Manifestantes antigovernamentais mantêm um bloqueio em uma das principais rodovias que levam à cidade de La Paz, em El Alto, Bolívia
MARVIN RECINOS/AFP
A Plaza Murillo, coração de La Paz, está guardada por policiais há semanas. O Mercado Camacho, um tradicional ponto turístico, está quase vazio. Escolas e universidades suspenderam seus itinerários presenciais e passaram a oferecer apenas aulas on-line. A insatisfação popular é alta entre quem é a favor dos protestos ou de uma repressão mais firme pelo governo.
— Nunca antes vivenciamos um mês de cerco e sequestros — disse o direitista Jorge Tuto Quiroga, derrotado por Paz nas eleições, em uma coletiva de imprensa recente. — A polícia, as forças de segurança e as Forças Armadas deveriam garantir os direitos constitucionais de todos os bolivianos, não apenas guardar dois quarteirões da Plaza Murillo.
Governo pressionado
Paz avalia estratégias para lidar com a crise. O Congresso boliviano revogou, na semana passada, uma norma que limitava o decreto de estados de exceção pelo presidente, o que permitiria a mobilização de militares nas ruas e a restrição à liberdade de reunião. Até o momento, ele se mantém reticente sobre o uso da força.
O presidente e seus aliados acusam o ex-presidente Evo Morales de incentivar as manifestações e diz que o país está diante de uma tentativa de “alterar a ordem democrática”. Em entrevista à Bloomberg no mês passado, Paz disse que há “muitos interesses internos e externos” para fazer a democracia boliviana fracassar.
Manifestantes entram em confronto com a polícia durante um protesto contra o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, em La Paz
Aizar Raldes/AFP
O chanceler boliviano, Fernando Aramayo, denunciou na terça-feira a presença de “atores estrangeiros” em reuniões de setores mobilizados como uma prova de que está em curso um “processo de desestabilização” democrática. Meios de comunicação mencionaram a presença de representantes de movimentos políticos de esquerda da Argentina nos bloqueios.
As tentativas de dirimir as pressões não conseguiram o efeito desejado até o momento. Na terça-feira, a terceira maior força no Congresso boliviano apresentou uma proposta para convocar um referendo revogatório, que permitiria que os cidadãos destituíssem Paz por meio de votação após a conclusão de metade do mandato.
O vice-presidente Edmand Lara rejeitou a proposição em um comunicado divulgado ainda na terça, classificando-a como “flagrantemente inconstitucional” e “uma tentativa de usar mecanismos democráticos para minar a própria democracia”.
Paz anunciou que faria mudanças no Gabinete — o que fez alguns analistas bolivianos afirmarem que os pedidos de renúncia de Salinas e Beatriz foram apenas uma antecipação a demissões. A intensificação da crise e o fracasso das tentativas de negociação também foram apontados como motivos para a queda da ministra da Educação, um dos rostos públicos do governo em tentativas de diálogo promovidas pela Igreja Católica, Defensoria Pública e outras organizações. Além disso, pesou o fato de os professores terem sido uma das primeiras categorias a se levantarem contra o governo. (Com AFP e Bloomberg)
Um homem foi acusado de abusar sexualmente de 361 menores por meio das redes sociais e de distribuir pornografia infantil, na Finlândia anunciaram os promotores do país nesta quarta-feira.
As vítimas tinham entre 9 e 15 anos na época dos crimes, que ocorreram entre 2019 e 2022.
Em 2022, a polícia descobriu milhares de vídeos e imagens de crianças no celular do homem durante uma busca relacionada a outro caso criminal, informou a corporação.
O homem contatava as crianças pela plataforma Snapchat. Ele pedia que elas tirassem fotos ou gravassem vídeos de si mesmas com pouca roupa ou nuas e enviassem para ele. Ele também pedia que elas praticassem atos sexuais, segundo a polícia.
De acordo com a AFP, ele admitiu parcialmente os atos.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 terá que tramitar nas comissões da Casa, sugerindo que o Senado deve melhorar o texto que chegou da Câmara dos Deputados.  

“Quero dizer, como presidente do Senado, que essa proposta vai ter que tramitar nas comissões porque as cobranças de todos os senadores sobre a presidência são que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão”, disse Alcolumbre.

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Ele quebrou o silêncio sobre a tramitação da PEC após questionamento, em plenário, do senador Styvenson Valetim (Podemos-RN), que pediu uma previsão de data para votação da matéria. 

O presidente do Senado defendeu que a PEC do fim da 6×1 seja votada “sem pressa”, ouvindo todos os setores da sociedade. Segundo ele, a definição do processo de tramitação será após reunião de líderes na próxima semana.

“Tenho certeza absoluta de que assim como outros senadores, que pensam como eu, seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância, se os senadores pudessem debater um assunto dessa envergadura com calma”, completou.

Alcolumbre criticou a pressão para analisar a PEC do fim da 6×1 e da redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas “do dia para a noite”, acrescentando que não é “a favor nem contra a PEC, mas sim “a favor do debate”.

“Não é razoável que a Câmara dos Deputados passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para o povo brasileiro, para a nação e também para os trabalhadores e para os empreendedores, e o Senado seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara”, ressaltou.

Lideranças governistas têm defendido que a proposta seja apreciada no Senado ainda em junho, sem alterações em relação ao texto que veio da Câmara. Se alterada pelo Senado, a PEC precisa voltar para nova análise dos deputados.  

Já a oposição apresentou PEC alternativa para manter a jornada de trabalho atual, abrindo possibilidade para contratos por hora trabalhada. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), é contrário a redução da jornada no Brasil. 

Alcolumbre falou ainda sobre votações em anos eleitorais. “Muitas vezes, o que é razoável não pode vir à tona por causa da eleição”, disse.

O presidente do Senado informou que vai discutir a tramitação da matéria com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), por onde o texto teria que passar, inicialmente. O relator da PEC também ainda não foi definido.

A morte do guia de montanha Emiliano Feidas e da turista uruguaia Abril Marino Pereira, de 25 anos, durante uma excursão ao glaciar Vinciguerra, na província argentina da Terra do Fogo, ganhou novos contornos de comoção após uma das últimas publicações feitas por ele nas redes sociais vir à tona. Horas antes da caminhada que terminou em tragédia, o instrutor compartilhou um vídeo refletindo sobre os desafios e aprendizados proporcionados pelas montanhas.
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“Uma das coisas mais belas sobre escalar montanhas é o tempo que isso nos dá para estarmos conosco mesmos. Muitas vezes nos vemos lutando contra nossa própria mente, contra os pensamentos que nos limitam. E muitas vezes descobrimos que somos realmente capazes de muito mais do que às vezes acreditamos ou pensamos”, disse Feidas na gravação, posteriormente inundada por mensagens de despedida após a confirmação de sua morte.
Confira:
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Publicações ganharam novo significado após a tragédia
Morador da região de Ushuaia e guia experiente, Feidas completava em 2026 uma década de atuação em atividades na neve. Dias antes do acidente, neste domingo (31), ele havia celebrado nas redes sociais seus dez anos praticando splitboard, modalidade semelhante ao snowboard, e frequentemente compartilhava paisagens, reflexões e registros de expedições pela Patagônia. Em uma de suas últimas mensagens, encerrou o texto com um convite aos seguidores: “Ouse viver uma experiência na montanha”.
O alerta sobre o desaparecimento foi dado na noite desta segunda-feira, quando a mãe do guia percebeu que ele e a turista não haviam retornado no horário previsto. A Comissão de Busca e Resgate de Ushuaia iniciou uma operação que avançou durante a madrugada sob baixa visibilidade e condições meteorológicas adversas. Os corpos foram encontrados na terça-feira (02) no topo da geleira Vinciguerra.
As primeiras informações apontam para uma possível queda em um trecho técnico da trilha, mas as circunstâncias exatas do acidente seguem sob investigação. Abril, natural de Maldonado, no Uruguai, estava de férias na Argentina e havia passado por Buenos Aires antes de seguir para Ushuaia.
As autoridades federais americanas estão investigando se o ex-deputado republicano George Santos, filho de brasileiros, se envolveu em negociação com informações privilegiadas ao apostar em um mercado de previsões sobre sua presença ou não no discurso do Estado da União do presidente Donald Trump, no final de fevereiro. Pouco antes do discurso, Santos anunciou nas redes sociais que planejava comparecer. Sua presença ou não era um tema quente entre os apostadores online do mercado de previsões Kalshi, que apostavam na lista de convidados.
“Estarei na plateia”, provocou Santos em um vídeo publicano no X.
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No entanto, Santos não compareceu ao discurso e, por volta da época do evento, a Kalshi detectou que ele havia apostado contra sua própria presença, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto, que falou sob condição de anonimato com o New York Times. A investigação sobre as negociações de Santos no mercado de previsão foi noticiada anteriormente pela National Public Radio (NPR).
A empresa encaminhou o caso ao Departamento de Justiça e à Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), órgão regulador financeiro que supervisiona os mercados de previsão, disse a pessoa.
A CFTC agora está investigando Santos, de acordo com outra pessoa, que também falou sob condição de anonimato. Não ficou imediatamente claro se o Departamento de Justiça abriu uma investigação. Santos não respondeu imediatamente a um pedido de comentário do NYT.
A investigação surge num momento em que a administração Trump está sob pressão para demonstrar que consegue fiscalizar o uso de informações privilegiadas e outros abusos nos mercados de previsão, que são lucrativos e estão em rápido crescimento. A Kalshi é uma das várias empresas de mercado de previsão com ligações ao império empresarial do presidente. No início do ano passado, a empresa nomeou Donald Trump Jr., o filho mais velho do presidente, como “consultor estratégico”.
Uma investigação do New York Times publicada no mês passado revelou que, sob a administração Trump, a CFTC, uma reguladora financeira pouco conhecida, mas crucial, decidiu repetidamente a favor dos mercados de previsão. Dois altos funcionários de carreira da agência, que questionaram a condução de casos envolvendo mercados de previsão, foram afastados para investigação, proibidos de entrar no escritório e colocados sob investigação no final do ano passado, segundo o Times. Em entrevista ao NYT, Michael S. Selig, presidente da CFTC, prometeu que os reguladores responsabilizariam os infratores.
Ex-membro republicano do Congresso de Nova York, Santos, de 37 anos, foi acusado de fraude em 2023, depois que o New York Times e outros veículos de imprensa noticiaram que ele havia mentido extensivamente sobre sua biografia. Os promotores o acusaram de mentir em formulários oficiais e roubar doadores, entre outros esquemas. Ele foi expulso da Câmara dos Deputados e, por fim, condenado a sete anos de prisão. Santos foi libertado da prisão no outono, após Trump comutar sua pena.
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Esta é a terceira investigação sobre uso de informações privilegiadas a vir à tona nas últimas semanas. No mês passado, o Departamento de Justiça e a CFTC acusaram um funcionário do Google de usar informações privilegiadas para apostar em resultados de buscas na internet.
E em abril, um membro das Forças Especiais dos EUA foi acusado de usar ilegalmente informações confidenciais do governo para apostar mais de US$ 400.000 (R$ 2 milhões) na operação para capturar Nicolás Maduro, então presidente da Venezuela.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que gostaria de um encontro com o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, que assumiu a liderança do regime teocrático após seu pai e antecessor, Ali Khamenei, ser morto em um ataque conjunto de forças americanas e israelenses no primeiro dia de guerra, em fevereiro. A declaração do republicano foi dada a um podcast do New York Post, publicado nesta quarta-feira, no qual o também afirmou que Mojtaba estaria diretamente envolvido nas tratativas para encerrar o conflito e que Teerã estaria disposto a abrir mão do desenvolver armas nucleares — algo que os iranianos dizem nunca ter buscado.
Análise: Como a estratégia de Israel no Líbano foi frustrada pelo Hezbollah e por Trump
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— Eu gostaria de conhecê-lo, e provavelmente nos encontraremos em algum momento, dependendo de como tudo se desenrolar — afirmou Trump ao podcast “Pod Force One”, acrescentando que Teerã teria concordado com termos sobre o não desenvolvimento de ogivas atômicas e avaliando as negociações como positivas.
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Não houve comentários imediatos das autoridades iranianas e não há indícios de que Mojtaba, que ficou ferido no mesmo ataque que vitimou o pai e não é visto em público desde então, esteja disposto a se encontrar com Trump. O presidente americano também comentou ao programa que não sabia a extensão dos ferimentos sofridos pelo líder supremo iraniano.
— Se você acredita nas histórias, ele está com muitas partes do corpo faltando— disse Trump.
O aceno ao encontro pessoal e às negociações vieram a público em um momento em que os dois países trocam acusações de violações do frágil cessar-fogo com ataques cruzados no Golfo. As Forças Armadas do Kuwait afirmaram que drones do Irã mataram ao menos uma pessoa no principal aeroporto internacional do país e deixaram 63 feridos. O Comando Central dos EUA (Centcom) notificou que projéteis iranianos foram disparados contra outros alvos.
Veja imagens de danos no aeroporto do Kuwait após ataque iraniano
“Dois mísseis iranianos lançados em direção ao Kuwait caíram antes de atingir o território [do Kuwait] ou se desintegraram em voo, e três mísseis lançados em direção ao Bahrein foram imediatamente interceptados”, afirmou o Centcom em nota.
A Guarda Revolucionária do Irã reconheceu um ataque a um navio ligado a Israel e aos EUA, assim como bombardeios contra um país não especificado na região e contra a Quinta Frota dos EUA estacionada no Bahrein. No entanto, de acordo com as forças iranianas, as ações foram uma resposta ao lançamento de um míssil americano contra um petroleiro iraniano no Estreito de Ormuz e ao ataque à ilha de Qeshm — esta última, que o Exército americano disse ter bombardeado em um “ataque defensivo”.
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Impasse diplomático e Líbano
A escalada de tensões ocorre em meio a um impasse diplomático, após a mídia iraniana afirmar na segunda-feira que Teerã suspendeu as negociações indiretas com Washington em razão da ofensiva israelense no Líbano — frente de guerra que o governo iraniano pretende atrelar a interrupção das hostilidades em Ormuz. Em resposta aos rumores, Trump negou na terça-feira que os contatos com Teerã tivessem sido suspensos e afirmou que eles continuavam “sem interrupção”.
O Líbano foi arrastado para a guerra quando o Hezbollah abriu uma frente contra Israel em 2 de março, em represália à morte do líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Desde então, mais de 3.465 pessoas morreram no país em consequência da ofensiva israelense. Um cessar-fogo foi anunciado em 17 de abril, mas foi violado por ambos os lados.
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Em meio a dois dias de negociações entre israelenses e libaneses em Washington, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou na terça-feira que os dois países poderiam concluir um acordo de paz “amanhã”, não fosse o Hezbollah.
No entanto, a condução da frente libanesa também evidenciou as crescentes divergências entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a respeito dessa guerra. Segundo o portal Axios, Trump proferiu uma série de insultos a Netanyahu durante um telefonema, temendo que as ameaças deste último de bombardear Beirute comprometessem as negociações com o Irã.
No podcast do New York Post, Trump enfatizou que o relacionamento com Netanyahu é positivo, mas admitiu, em alguns momentos, estar “perturbado” com os “constantes conflitos” de Israel no Líbano, e confirmou que usou palavrões repetidamente para expressar sua frustração em uma recente conversa telefônica com o premier israelense. (Com NYT e AFP)
Cinco policiais morreram na manhã desta quarta-feira após a van em que viajavam colidir com um caminhão-tanque na rodovia AP-8, no País Basco, norte da Espanha. Os agentes seguiam para um curso de treinamento quando o acidente aconteceu nas proximidades de Elgoibar, entre as cidades de Bilbao e San Sebastián.
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As vítimas integravam a Polícia Foral de Navarra, força policial da comunidade autônoma de Navarra. As identidades e idades dos cinco agentes ainda não haviam sido divulgadas pelas autoridades até a publicação desta reportagem.
O motorista do caminhão-tanque foi socorrido e levado a um hospital da região. Segundo informações preliminares, ele não corre risco de morte.
O acidente ocorreu por volta das 9h15 no horário local. Após a colisão, as autoridades interditaram a AP-8 nos dois sentidos para permitir o trabalho das equipes de resgate e a realização da perícia.
Os policiais seguiam para a Academia Basca de Polícia e Emergências, em Arkaute, quando ocorreu a batida. O centro de treinamento fica a cerca de 30 quilômetros do local do acidente.
Em declaração à imprensa local, o vice-presidente do governo de Navarra, Javier Remírez, lamentou a tragédia.
— Gostaria de transmitir, em nome do governo de Navarra, nossa mais profunda tristeza e consternação pela morte desses policiais. Nossos pensamentos estão com seus familiares, amigos e colegas. É um dia muito triste para a Polícia de Navarra. Perdemos cinco servidores públicos — afirmou.
Segundo Remírez, o ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, e o rei Felipe VI também enviaram mensagens de condolências às famílias das vítimas e à corporação.
As circunstâncias da colisão ainda estão sendo investigadas pelas autoridades espanholas.

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