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Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Conselho de Ética e Decoro Parlamentar durante reunião

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados reúne-se nesta terça-feira (9), às 9 horas, no plenário 11, para ouvir os deputados acusados de adotar conduta incompatível com o decoro parlamentar durante a ocupação do Plenário, no início de agosto, e testemunhas do caso.

Serão ouvidos os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) e pessoas indicadas por eles e pelo relator, o deputado Moses Rodrigues (União-CE). As representações (REP 24/25, REP 25/25 e REP 27/25) contra os parlamentares foram reunidas e são analisadas em conjunto.

 

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Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Conselho de Ética reunido

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados realiza duas reuniões na próxima terça-feira (30).

A primeira reunião será realizada às 11 horas, em plenário a ser definido, para apreciar os seguintes pareceres preliminares:

  • do deputado Delegado Fábio Costa (PP-AL), apresentado à REP 2/26, do Psol, contra o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP);

O partido reclama que, durante o tempo em que o parlamentar presidiu a Comissão de Segurança Pública da Câmara, ele desrespeitou a atuação dos deputados do Psol que compunham o colegiado.

  • do deputado Moses Rodrigues (União-CE), apresentado à REP 5/26, do PL, contra o deputado Rogério Correia (PT-MG);

O partido acusa Correia de publicar uma imagem manipulada por inteligência artificial que simulava um encontro entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e empresários do setor financeiro.

  • do deputado Moses Rodrigues, apresentado à REP 6/26, também do PL, contra Rogério Correia;

O partido acusa Correia de agredir fisicamente os deputados Alfredo Gaspar (União-AL) e Luiz Lima durante a reunião da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.

  • do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), apresentado à REP 8/26, do Missão, contra a deputada Erika Hilton (Psol-SP);

O partido reclama de postagem de Erika Hilton nas redes sociais, que teria usado termos ofensivos, como “imbeCIS” e “esgoto da sociedade”, para criticar opositores políticos.

O Missão afirma que a mensagem é ofensiva e discriminatória contra mulheres cisgênero (aquelas cuja identidade de gênero corresponde ao sexo biológico).

Nessa fase da tramitação, o conselho analisa os pareceres sobre a admissibilidade das representações.

Depoimento de testemunhas
A segunda reunião será realizada às 16 horas, no plenário 11, para vai ouvir testemunhas no processo movido contra o deputado André Janones (Avante-MG) pelo PL (REP 8/25).

O partido acusa Janones de ter pedido a devolução de parte do salário de servidores para beneficiar sua campanha.

Foram convocados para prestar depoimento:

  • o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho;
  • a prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes Ferreira; e
  • os ex-assessores de André Janones, Cefas Luiz e Alisson Alves Camargos.

As testemunhas foram indicadas pelo relator do processo, deputado Fausto Santos Jr. (União-AM).

Uma recém-nascida foi encontrada morta em um monte de lixo de um centro de triagem de resíduos em Rowley Regis, na região de West Midlands, na Inglaterra. O caso, divulgado nesta sexta-feira, mobiliza a polícia britânica, que faz um apelo público para localizar a família da criança, considerada a principal preocupação das autoridades neste momento.
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Segundo a Polícia de West Midlands, o corpo da bebê foi encontrado por volta do meio-dia desta quarta-feira dentro de uma carga de resíduos levada por uma empresa privada de coleta até uma área industrial na Station Road. Os investigadores acreditam que a recém-nascida foi transportada inadvertidamente junto com o lixo durante a operação de coleta.
A empresa atua em diferentes regiões, incluindo West Midlands, Staffordshire, Warwickshire e West Mercia, mas, segundo a polícia, não há indícios de envolvimento da companhia na morte da criança.
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A investigação busca identificar a bebê, esclarecer as circunstâncias da morte e localizar a mãe. A chefe da investigação, inspetora Kylie Westlake, afirmou que equipes analisam imagens de câmeras de segurança e mantêm contato com hospitais, mas reforçou que a prioridade é garantir que a mulher receba ajuda.
— Embora ainda não saibamos o que aconteceu, sabemos que há uma mãe precisando de ajuda, e ela é nossa prioridade absoluta neste momento — disse a investigadora, em comunicado divulgado pela polícia.
Segundo os investigadores, todas as informações serão tratadas com sensibilidade, uma vez que a prioridade é encontrar os familiares da criança.
Uma mulher deu à luz enquanto era resgatada dos escombros deixados pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira. Segundo relatos compartilhados nas redes sociais, ela entrou em trabalho de parto durante a operação de salvamento e contou com a ajuda de socorristas, voluntários e moradores da região para trazer o bebê ao mundo. Mãe e recém-nascido foram colocados em segurança.
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O nascimento em meio à tragédia rapidamente se espalhou pelas redes venezuelanas, onde o vídeo do momento vem sendo compartilhado como um símbolo de esperança diante da devastação provocada pelos tremores.
Veja o vídeo:
Mulher dá à luz no meio dos escombros na Venezuela
A cena ocorre em meio aos esforços de resgate após os dois terremotos que atingiram o país. O primeiro abalo, de magnitude 7,2, foi registrado às 18h04 de quarta-feira (19h04 no horário de Brasília), a cerca de 200 quilômetros a oeste de Caracas. Pouco depois, um segundo terremoto, de magnitude 7,5, atingiu uma área próxima ao primeiro epicentro. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), trata-se do mais forte terremoto registrado na Venezuela desde 1900, quando um tremor de magnitude estimada em 7,7 provocou danos consideráveis no litoral do país.
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Nesta sexta-feira, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que o número de mortos subiu para 589, enquanto milhares de pessoas seguem afetadas pelo desastre. Equipes de emergência continuam as buscas por sobreviventes sob os escombros, especialmente nas áreas mais atingidas.
— Lamentavelmente, já temos 589 pessoas falecidas — disse Delcy durante uma reunião com comandantes militares e representantes civis venezuelanos, exibida pela televisão estatal do país nesta sexta. — Não dormimos um minuto sequer em nossos esforços para salvar vidas.
Forte terremoto atinge a Venezuela
A comunidade internacional também intensificou o apoio às operações humanitárias. Ao menos 17 países enviaram equipes de resgate, especialistas e ajuda de emergência para a Venezuela, enquanto a ONU e diversas nações anunciaram assistência às vítimas e aos esforços de reconstrução.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram pedaços de destroços despencando da Citic Tower, o prédio mais alto de Pequim, após um avião de pequeno porte atingir o arranha-céu nesta sexta-feira. O incidente ocorreu por volta das 18h no horário local (7h em Brasília), e provocou evacuações. O número de vítimas ainda é desconhecido.
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As imagens registram fragmentos caindo de dezenas de andares da torre sobre calçadas e áreas verdes ao redor do edifício, enquanto pessoas correm para se proteger nas ruas do distrito financeiro da capital chinesa.
Vídeos mostram destroços caindo após avião de pequeno porte atingir prédio mais alto de Pequim
Reprodução/X
Outros vídeos e fotografias mostram janelas quebradas e o que aparenta ser a cauda da aeronave presa à estrutura do edifício. O impacto ocorreu na Citic Tower, também conhecida como China Zun. Inaugurado em 2018, o arranha-céu tem 528 metros de altura e é considerado um dos principais marcos arquitetônicos de Pequim.
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Uma ocupante do prédio, identificada apenas pelo sobrenome Lin, afirmou ao South China Morning Post que foi evacuada às pressas por volta das 18h.
— Saí correndo sem minha carteira de identidade nem minha bolsa.
Outra testemunha, que trabalha em um prédio próximo, relatou ao jornal que ouviu um forte estrondo por volta das 17h40, mas não viu o momento da colisão.
O arranha-céu abriga a sede do Citic Group, um dos maiores conglomerados financeiros estatais da China. A região, conhecida pelo intenso tráfego de veículos, foi isolada pelas autoridades após o acidente.
Na noite desta sexta-feira (ao longo da manhã no Brasil), havia forte presença policial no entorno do edifício.
Pelo menos uma das principais vias da região foi bloqueada com grades metálicas móveis, segundo o The New York Times, enquanto uma viatura permaneceu estacionada no local com as luzes de emergência acionadas. Também havia cerca de 20 viaturas policiais nas proximidades da sede da China Central Television (CCTV), edifício localizado em frente à Citic Tower.
A polícia também isolou as ruas ao redor do local, dispersou a multidão e manteve um forte esquema de segurança na região.
Diversas ambulâncias foram vistas estacionadas nas proximidades do edifício.
Segundo uma testemunha identificada apenas pelo sobrenome Zhang, funcionário de uma academia próxima, o avião atingiu o prédio por volta das 18h no horário local, enquanto ele caminhava com amigos pela região.
Zhang afirmou ainda que uma mulher com um ferimento na cabeça foi levada por uma ambulância pouco depois da colisão. O relato, no entanto, ainda não havia sido verificado de forma independente.
Até o momento, as autoridades chinesas não informaram se houve vítimas, quantas pessoas estavam a bordo da aeronave, qual era sua origem ou quais circunstâncias levaram ao acidente.
Um avião de pequeno porte atingiu a Citic Tower, o prédio mais alto de Pequim, nesta sexta-feira, provocando a queda de grandes pedaços de destroços e partes da aeronave sobre as ruas do distrito financeiro da capital chinesa. O incidente ocorreu por volta das 18h locais (7h da manhã no Brasil). O número de vítimas ainda é desconhecido.
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Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram fragmentos despencando de dezenas de andares do arranha-céu.
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Imagens também mostram janelas quebradas e o que aparenta ser a cauda do avião. O impacto ocorreu na Citic Tower, também conhecida como China Zun, inaugurada em 2018 e considerada um dos principais marcos arquitetônicos de Pequim.
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O arranha-céu fica no distrito financeiro da cidade e abriga a sede do Citic Group, um dos maiores conglomerados financeiros estatais da China. A região, conhecida pelo intenso tráfego de veículos, foi isolada pelas autoridades após o acidente.
Na noite desta sexta-feira, havia forte presença policial no entorno do edifício.
Pelo menos uma das principais vias da região foi bloqueada com grades metálicas móveis, segundo o The New York Times, enquanto uma viatura permaneceu estacionada no local com as luzes de emergência acionadas. Também havia cerca de 20 viaturas policiais nas proximidades da sede da China Central Television (CCTV), edifício localizado em frente à Citic Tower.
Segundo uma testemunha identificada apenas pelo sobrenome Zhang, funcionário de uma academia próxima, o avião atingiu o prédio por volta das 18h, no horário local (7h no Brasil), enquanto ele caminhava com amigos pela região.
Zhang afirmou ainda que uma mulher com um ferimento na cabeça foi levada por uma ambulância pouco depois da colisão. O relato, no entanto, ainda não havia sido verificado de forma independente.
Até o momento, as autoridades chinesas não divulgaram informações oficiais sobre as causas do acidente nem sobre o número de vítimas.
Amparo del Giudice escava com as próprias mãos uma montanha de escombros em busca do filho, uma das vítimas dos terremotos mais devastadores da Venezuela desde 1900. A história dela é uma entre as tantas tragédias provocadas pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o norte do país na quarta-feira, com menos de um minuto de intervalo. O balanço oficial aponta pelo menos 589 mortos, embora haja temor de que o número final de vítimas chegue aos milhares.
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Desesperada com a demora na chegada das equipes de resgate, Amparo cavava com as próprias mãos enquanto chorava e gritava inconsolavelmente em um bairro de La Guaira, a região mais atingida pelos terremotos.
— São muitas pedras e com as mãos não dá — exclama, impotente, sentada a poucos metros do local onde acredita que o filho esteja: — Não tem nem água — reclama, ao lamentar a falta de ajuda do governo.
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Alessandro del Giudice, de 23 anos, voltou a vestir seu capacete de bombeiro voluntário para ajudar a avó a encontrar algum sinal de vida do pai.
— Ele está aí — soluça.
mulher procura entre os escombros de um prédio que desabou enquanto tenta recuperar seus pertences após um terremoto em Catia La Mar, no estado de La Guaira, a cerca de 30 quilômetros a noroeste de Caracas, em 25 de junho de 2026
AFP
La Guaira, com cerca de 25 mil habitantes e localizada a 40 quilômetros de Caracas, abriga o Aeroporto Internacional de Maiquetía e é o destino de praia preferido dos moradores da capital.
A maioria dos edifícios altos com piscina ficou danificada em Los Corales, bairro de classe média onde a família Del Giudice busca notícias do desaparecido.
‘Família Pérez, vivos’
A presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro, visitou na quinta-feira a região, declarada pelo governo como “zona de desastre”. A AFP também constatou saques em áreas atingidas.
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Nuvens de poeira ainda pairam entre edifícios de luxo com vista para o mar do Caribe, reduzidos a montanhas de escombros.
Grande parte das construções ao longo da costa tornou-se inabitável, enquanto outras desapareceram completamente. A principal rodovia que corta La Guaira ficou rachada em vários trechos.
Dois hotéis cinco estrelas estão entre as estruturas que desabaram.
Equipes de resgate e voluntários escalavam montanhas de escombros do que antes eram prédios de até 15 andares. Gritos com os nomes dos desaparecidos ecoavam entre enormes paredes rachadas.
“Família Pérez, vivos”, diz a inscrição na lateral de uma casa que parece ter sido arrancada do chão.
Há estruturas destruídas e rostos marcados pelo desespero por todos os lados.
As réplicas continuam sendo registradas, e alguns edifícios gravemente danificados rangem a cada novo tremor.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira que a contagem de mortos nos terremotos que atingiram o país na noite de quarta-feira subiu para 589
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— Lamentavelmente, já temos 589 pessoas falecidas — disse Delcy durante uma reunião com comandantes militares e representantes civis venezuelanos, exibida pela televisão estatal
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Militares e equipes técnicas de Brasil, Estados Unidos, incluindo El Salvador, México e Suíça — em um total de 17 países — chegaram a Caracas nas últimas horas, somando-se a uma corrida contra o relógio liderada por bombeiros e civis venezuelanos para localizar sobreviventes sob as toneladas de concreto que ruíram na noite de quarta. Especialistas em resgate com vítimas soterradas definem o período de 48 a 72 horas após o incidente como uma janela com maior probabilidade de encontrar pessoas com vida. O Comando Sul das Forças Armadas dos EUA divulgaram uma imagem do general Kevin J. Jarrard no país, anunciando que ele será o responsável por coordenar as ações das Forças Armadas americanas em apoio às operações humanitárias.
Retroescavadeiras e equipes com cães-farejadores foram flagradas trabalhando durante a madrugada em Caracas, onde os impactos foram extensos. Em La Guaira, departamento a norte da capital, foram mais de 100 edifícios que caíram em decorrência dos tremores, segundo fontes venezuelanas — com um número potencial de milhares de vítimas: os Serviços Geológicos dos EUA (USGS, na sigla em inglês) indicaram probabilidade de 39% que o número total de vítimas ficasse entre mil e 10 mil.
Ofertas de apoio chegaram de diversas partes do mundo, com Suíça, Espanha, França, Portugal e México entre os países que enviaram especialistas e equipes de resgate. China, Índia, Brasil e o Irã, devastado pela guerra, também ofereceram ajuda, enquanto o papa Leão XIV enviou uma primeira contribuição de 100 mil euros (cerca de US$ 114.050). O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar “profundamente entristecido” com a tragédia, enquanto a organização prometeu prestar assistência à Venezuela.
Equipe de resgate com cães-farejadores holandesa embarca rumo à Venezuela para auxiliar em resgates
Rob Engelaar/ANP/AFP
Embora o balanço oficial permaneça em 235 mortos e 4,3 mil feridos, plataformas on-line criadas para localizar desaparecidos somam milhares de registros. Não há confirmação se os listados estão soterrados ou apenas perderam comunicação com suas famílias em razão do caos. O presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, informou na quinta-feira que mais de 200 pessoas estariam sob os destroços — um número que é questionado por observadores, enquanto as vítimas são identificadas.
Autoridades diplomáticas em Portugal e Espanha confirmaram nesta sexta-feira que nove cidadãos portugueses e três espanhóis morreram nos terremotos, além de 155 cidadãos cujo paradeiro é desconhecido — 99 espanhóis e 56 lusitanos. Cidadãos venezuelanos relatam uma busca incessante por parentes.
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— Ele está aqui — disse entre entre lágrimas Alessandro del Giudice, um jovem de 23 anos que tentava encontrar o pai sob uma montanha de escombros em La Guaira, ouvido pela AFP, enquanto sua avó, Amparo, tentava retirar as ruínas com as próprias mãos.
Em uma entrevista à TV pública do país, o vice-presidente setorial de Obras Públicas e Serviços da Venezuela, Juan José Ramírez, explicou que as operações estão sendo realizadas com diversos tipos de maquinário e fez um pedido à população para que permita que as equipes especializadas de proteção civil realizem o trabalho técnico.
— Muitas vezes, voluntários que tentam ajudar podem, na verdade, piorar a situação — disse Ramírez, apontando que a prioridade é “salvar vidas”. (Com AFP)
Autoridades da Crimeia anexada pela Rússia declararam nesta sexta-feira uma situação de emergência em nível regional diante do aumento dos ataques aéreos ucranianos contra a península. Segundo o governador instalado por Moscou, Serguei Aksionov, a medida tem como objetivo acelerar a resposta das autoridades e garantir o funcionamento dos setores essenciais.
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O anúncio ocorre em meio à escassez de combustível e aos cortes de energia provocados pelos ataques ucranianos às cadeias logísticas e às instalações petrolíferas na Crimeia, no restante da Ucrânia ocupada pela Rússia e no sul do território russo. Em mensagem no Telegram, Aksionov escreveu que “foi tomada a decisão (…) de assinar decretos declarando situação de emergência em nível regional na República da Crimeia e na cidade de Sebastopol”.
Segundo o governador, a situação de emergência permitirá uma “rápida resolução das questões relacionadas à garantia do funcionamento estável de todos os setores”. Um dia antes, ele havia reconhecido que a Crimeia “está passando por um momento difícil” e que “a situação do combustível é a mais complicada”, acrescentando:
“Não posso dizer exatamente quanto tempo isso levará, nem divulgar publicamente o plano de ação específico. No entanto, estamos tomando medidas”, disse, admitindo que a Rússia não consegue proteger totalmente a península. “Infelizmente (…) não existem sistemas de defesa aérea no mundo que sejam absolutamente perfeitos em termos de segurança e eficácia”.
A medida foi anunciada após a Ucrânia intensificar os ataques aéreos que, segundo Kiev, são uma resposta aos bombardeios quase diários da Rússia contra civis e infraestrutura energética ucraniana desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. O Ministério da Defesa da Rússia informou nesta sexta-feira que suas defesas aéreas derrubaram 660 drones ucranianos durante a noite, incluindo aparelhos que sobrevoavam Moscou e a Crimeia anexada, um dos maiores números registrados desde o início da guerra.
A Ucrânia tem concentrado seus ataques em instalações russas de processamento e exportação de petróleo, numa tentativa de reduzir uma importante fonte de receita do Kremlin para financiar o esforço de guerra. Na semana passada, um ataque ucraniano provocou um grande incêndio em uma refinaria no sudeste de Moscou, cobrindo os subúrbios da capital com densas colunas de fumaça preta.
Em entrevista por telefone à AFP, uma moradora de Moscou que passava férias em Feodosia, na costa sudeste da Crimeia, disse que “todos estão com medo: moradores e visitantes”. Após um ataque ocorrido durante a madrugada, ela relatou:
— Tivemos medo de nunca mais acordar, rezamos a noite inteira. O céu parecia Star Wars.
Apesar da guerra, que matou dezenas de milhares de pessoas e devastou extensas áreas da Ucrânia, a Crimeia continua sendo um destino turístico popular entre os russos. Na segunda-feira, o Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou que os ataques de suas forças estavam “encerrando a temporada de praia na Crimeia”. Ao listar ofensivas contra depósitos de petróleo, estações compressoras de gás e sistemas de defesa aérea, o ministério escreveu nas redes sociais que “a previsão para os turistas é desfavorável”.
A Rússia anexou a Crimeia em 2014, movimento que não é reconhecido pela maior parte da comunidade internacional, incluindo muitos aliados de Moscou. O território às margens do Mar Negro é considerado estratégico pelo presidente Vladimir Putin, que classificou a anexação como uma vitória histórica e, desde então, destinou recursos para a península. A Ucrânia sustenta que a Crimeia é parte inalienável de seu território e afirma que jamais abrirá mão dela formalmente.
Em atualização.
A Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), agência da ONU, suspendeu na quinta-feira o plano de evacuação de mais de 11 mil marinheiros e centenas de embarcações retidos no Golfo Pérsico após um navio cargueiro ser atingido no Estreito de Ormuz. O ataque ocorreu poucas horas depois de o Irã advertir que embarcações não deveriam utilizar uma rota organizada pela ONU sem autorização de Teerã.
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Segundo uma autoridade americana ouvida pela agência americana Associated Press sob anonimato, o navio foi atingido por um drone iraniano operado pela Guarda Revolucionária. O diretor-geral da IMO, Arsenio Dominguez, disse que a operação de retirada de embarcações ficará suspensa até que a agência possa confirmar as garantias de segurança para os navios que permanecem na região.
“Sempre reiterei que a segurança dos marítimos continua sendo a principal prioridade. Portanto, para garantir uma abordagem coordenada e a segurança da navegação, o plano de evacuação será suspenso até que haja maior clareza sobre a situação”, disse ele em nota.
A embarcação atingida foi o Ever Lovely, um porta-contêineres de bandeira de Singapura pertencente à Evergreen. Segundo a empresa, o navio seguia a rota recomendada pelo centro britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), próxima à costa de Omã, quando foi atingido. Os danos foram limitados, os tripulantes permaneceram em segurança e que a embarcação conseguiu completar a travessia, disse.
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O ataque ocorreu poucas horas depois de a Guarda Revolucionária alertar que embarcações não deveriam utilizar a rota organizada pela IMO e por Omã. Em nota divulgada pela agência estatal IRNA, o braço naval da Guarda afirmou que a única rota autorizada para atravessar o Estreito de Ormuz é a declarada pela República Islâmica e classificou a alternativa criada durante o conflito como “inaceitável e perigosa”.
“O tráfego de embarcações fora dessas rotas é extremamente perigoso e proibido. Os infratores serão tratados adequadamente”, acrescentou.
Após o ataque, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão criado pelo governo iraniano para controlar a navegação na região, afirmou que embarcações que transitarem fora das rotas autorizadas não terão garantia de passagem segura. No X, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou que a segurança da navegação no Estreito de Ormuz não pode ser garantida por “acordos vagos, sistemas paralelos de navegação ou processos de tomada de decisão que excluam o Irã como Estado costeiro”.
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O ataque evidenciou uma das principais ambiguidades do memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerã. Embora o presidente americano, Donald Trump, tenha declarado que o estreito está aberto à navegação irrestrita, o acordo não define claramente quem terá autoridade para regulamentar a passagem. O entendimento prevê um período de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear iraniano e outras medidas destinadas a encerrar a guerra iniciada após ataques americanos e israelenses contra o Irã em fevereiro.
Em visita ao Golfo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos estão comprometidos com a nova rota organizada por Omã e pela IMO e que garantirão que embarcações possam atravessar o estreito sem cobrança de tarifas.
Após reunião com ministros das Relações Exteriores do Conselho de Cooperação do Golfo, os EUA e os seis países do bloco divulgaram uma declaração conjunta defendendo a navegação “livre, incondicional e irrestrita” pelo Estreito de Ormuz e rejeitando qualquer tentativa de um país exercer controle sobre a hidrovia estratégica.
— Não há nada neste acordo que comprometa, de qualquer forma, a segurança, a estabilidade ou a prosperidade de qualquer um de nossos parceiros na região do Golfo — afirmou Rubio durante a reunião.
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O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde, antes da guerra, transitava cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializados globalmente. Após os ataques contra o Irã, Teerã fechou na prática a hidrovia e afirmou ter instalado minas no corredor central utilizado tradicionalmente pelos navios. Pelo menos uma mina já foi avistada na região. A rota alternativa criada por Omã e pela IMO acompanha a costa omanense.
Embora o fluxo de embarcações tenha aumentado nas últimas semanas, o movimento continua abaixo dos níveis anteriores ao conflito. Segundo a Lloyd’s List Intelligence, 125 embarcações atravessaram o estreito na última semana, contra 33 na semana anterior.
Dados da S&P Global apontam que a quarta-feira registrou 78 travessias, o maior número desde o início da guerra, mas ainda inferior à média diária anterior ao conflito, de mais de 130. Ainda assim, os mercados reagiram com relativa tranquilidade à escalada das tensões. Embora os preços do petróleo tenham subido logo após o ataque ao Ever Lovely, voltaram a cair diante da continuidade da circulação de navios-tanque. O barril do Brent recuou para cerca de US$ 73, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) passou a ser negociado entre US$ 69 e US$ 70, níveis próximos aos registrados antes do início da guerra.
(Com New York Times)
Dois irmãos proprietários de uma funerária no estado do Colorado, nos Estados Unidos, foram presos quase um ano após investigadores encontrarem 24 corpos em diferentes estágios de decomposição escondidos em um cômodo da empresa. Brian Cotter e Christopher Cotter respondem a mais de 125 acusações estaduais, entre elas abuso de cadáver, falsificação e furto, segundo o Ministério Público local.
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Os corpos foram descobertos durante uma inspeção surpresa realizada em agosto do ano passado na funerária Davis Mortuary, na cidade de Pueblo, pelo Escritório de Serviços de Ciências Funerárias e Mortuárias do Colorado. Durante a fiscalização, os inspetores seguiram um forte odor de decomposição até uma porta bloqueada por um painel de papelão.
Depois que o painel foi retirado, Brian Cotter pediu que os inspetores não entrassem no cômodo. Mesmo assim, a equipe prosseguiu com a inspeção e encontrou, segundo registros estaduais, “vários corpos em diferentes estágios de decomposição”.
Brian Cotter informou aos inspetores que alguns dos restos mortais aguardavam cremação havia até 15 anos. Dos 24 corpos encontrados, 19 já haviam sido identificados no momento citado pelas autoridades.
Investigação apura entrega de cinzas erradas
Brian Cotter atuava como legista do condado de Pueblo e renunciou ao cargo pouco depois da descoberta dos corpos, segundo o Conselho de Comissários do Condado de Pueblo.
As investigações também levantaram a possibilidade de que algumas famílias tenham recebido cinzas que não pertenciam a seus parentes. Durante a inspeção, Brian Cotter afirmou aos fiscais que poderia ter entregue restos cremados incorretos aos familiares.
— As evidências descobertas durante esta investigação revelam um completo desrespeito à dignidade dos falecidos e uma profunda traição à confiança depositada na Davis Mortuary pelas famílias de nossa comunidade — afirmou Armando Saldate, diretor do Departamento de Investigação do Colorado.
Um juiz do condado de Pueblo fixou fiança de US$ 1 milhão para cada um dos irmãos.
Funerária funciona desde 1905
O site da Davis Mortuary permanecia no ar e informava que a empresa familiar atende moradores de Pueblo e região desde 1905. A funerária afirma ter inaugurado o primeiro crematório do sul do Colorado em 1971 e informa que Brian e Christopher Cotter adquiriram o negócio em 1989.
Na apresentação dos proprietários, o site dizia: “Brian e Chris Cotter são capazes de atender seus amigos e vizinhos de toda a região com uma compaixão que hoje em dia às vezes é rara no setor funerário”.
Colorado registra outros casos envolvendo funerárias
O caso se soma a outras investigações envolvendo funerárias no Colorado.
Em fevereiro, Jon Hallford foi condenado a 40 anos de prisão por armazenar pelo menos 190 corpos em decomposição e entregar às famílias cinzas falsas de seus parentes. Em março, sua esposa, Carie Hallford, foi condenada a 18 anos de prisão, segundo promotores federais.
Outro caso ocorreu em 2022, quando Megan Hess e sua mãe, Shirley Koch, foram processadas por roubo e venda de partes de corpos. Megan Hess foi condenada a 20 anos de prisão em 2023, enquanto Shirley Koch recebeu pena de 15 anos, de acordo com promotores federais.

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