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Um micro-ônibus escolar foi atingido por um trem nesta terça-feira (26) no norte da Bélgica, em uma colisão “extremamente violenta” que deixou quatro mortos, incluindo dois menores. O acidente ocorreu no povoado de Buggenhout, em Flandres, em “um cruzamento”, declarou à AFP Frédéric Sacré, porta-voz da Infrabel, administradora da rede ferroviária belga.
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A colisão ocorreu “por volta das 8h08 [hora local, 6h08 GMT]”. Um micro-ônibus foi atingido por um trem que deveria fazer uma parada na estação seguinte, situada a cerca de um quilômetro, afirmou.
— O impacto foi extremamente violento — assegurou.
No total, sete menores viajavam no ônibus. Todos estavam matriculados em um centro para crianças com transtornos de conduta e do espectro autista. Dois deles, de 12 e 15 anos, morreram, assim como o motorista e seu acompanhante, anunciou a porta-voz do Ministério Público de Flandres Oriental, Lisa De Wilde.
Os outros cinco foram levados ao hospital com ferimentos graves e em estado crítico. “No entanto, neste momento seu estado é estável”, informou em uma entrevista coletiva.
Micro-ônibus escolar colidiu com trem em Buggenhout, Bélgica, deixando quatro mortos, incluindo dois adolescentes
John Thys / AFP
Nenhum passageiro do trem ficou ferido.
O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, declarou-se “profundamente chocado” com este “terrível acidente”. “Meus pensamentos estão com as famílias afetadas”, escreveu na rede social X.
Cancela ‘fechada’
As circunstâncias do incidente continuam confusas. Segundo a Infrabel, empresa gestora da rede, o micro-ônibus avançou no cruzamento, cuja barreira estava abaixada e com o semáforo vermelho.
— A cancela estava fechada, temos câmeras técnicas que mostram isso — indicou Frédéric Sacré, porta-voz da Infrabel.
O trem que o atingiu circulava a cerca de 120 km/h e se preparava para iniciar a frenagem ao se aproximar de uma estação situada aproximadamente um quilômetro adiante.
O micro-ônibus foi “projetado cerca de quinze metros contra um poste metálico que sustentava alguns cabos do cruzamento”, acrescentou o porta-voz da Infrabel.
O ministro do Interior, Bernard Quintin, lamentou este “acidente trágico” em Buggenhout, localidade flamenga situada a cerca de 20 quilômetros de Bruxelas.
“Meus pensamentos estão com as vítimas e seus familiares. Desejo muita força aos feridos”, escreveu Quintin.
Ele também elogiou a rápida mobilização dos serviços de resgate no local.
A chefe da União Europeia, Ursula von der Leyen, também expressou suas “mais profundas condolências às famílias das vítimas” deste acidente.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil poderia estar “muito melhor”, caso a população não tivesse sido influenciada, no período eleitoral, por mentiras contadas por políticos descompromissados com a população pobre.

A declaração foi feita durante a entrega de 576 moradias do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em Manaus, no Residencial Morar Melhor, localizado no bairro Tarumã-Açu. Com o investimento de R$ 92,16 milhões, o empreendimento deverá beneficiar 2 mil pessoas.

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Segundo Lula, pessoas como as que estavam no público, beneficiadas pelo MCMV, são frequentemente tratadas como “invisíveis” por grande parte dos políticos.

Partindo dessa premissa, o presidente defendeu que eleitores tenham “maturidade e seriedade”, distinguindo verdades de mentiras ao decidir o futuro do país. Nesse sentido, ele alertou sobre a disseminação de informações falsas usando inteligência artificial nas redes sociais.


Manaus (AL), 26/05/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita a unidade habitacional do Conjunto 15 do Residencial Morar Melhor, do Programa Minha Casa, Minha Vida, no Residencial Morar Melhor. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Residencial Morar Melhor, do Programa Minha Casa, Minha Vida, em Manaus – Ricardo Stuckert/PR

“O Brasil é um país que já poderia estar muito melhor. Não fica porque, de vez em quando, a gente elege alguém que não tem nenhum compromisso com nada. São pessoas que exercem o mandato de presidente, pessoas que nunca conversaram com vocês, pessoas que nunca viram vocês e que tampouco ligam para o povo pobre”, discursou o presidente.

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Maturidade e seriedade

Na avaliação de Lula, o povo pobre só ganha importância para essa gente em época de eleições.

“É importante que vocês saibam que, na hora de decidir o destino desse país, dessa cidade, desse estado, vocês têm que se comportar com muita maturidade e com muita seriedade. Não dá para a gente continuar acreditando nas mentiras contadas 24 horas por dia no celular”, argumentou.

“Agora inventaram uma coisa chamada Inteligência Artificial, que é muito boa para a saúde, para a educação, para a ciência e a tecnologia. É muito boa para muita coisa. Mas eu acho que não presta para eleição, porque a inteligência artificial pode contar muita mentira através do telefone celular. Então vamos ter muita responsabilidade, porque esse país precisa de gente séria”, complementou.

O presidente russo, Vladimir Putin, assinou na segunda-feira um decreto concedendo o perdão de dívidas a novos recrutas militares, enquanto Moscou continua os esforços para fortalecer suas forças armadas em meio à invasão da Ucrânia. No mesmo dia, Putin promulgou uma legislação que prevê a possibilidade de intervenção militar em países terceiros onde a liberdade de cidadãos russos esteja ameaçada.
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O decreto cancelará dívidas de até 10 milhões de rublos (cerca de US$ 139 mil ou R$ 695 mil) para aqueles que se alistarem no Exército, em uma nova tentativa de atrair mais homens para o campo de batalha na Ucrânia. Os russos que assinaram um contrato militar após 1º de maio deste ano, assim como seus cônjuges, poderão usufruir do alívio financeiro. As dívidas também devem ter sido contraídas antes de 1º de maio e o contrato deve ter duração mínima de um ano e estar destinado a “cumprir as tarefas da operação militar especial”, termo usado pelo Kremlin para se referir à guerra contra a Ucrânia.
O governo russo oferece salários atraentes para homens que se alistam para participar da ofensiva contra a Ucrânia. Este decreto é a mais recente medida de apoio econômico às tropas, com a economia do país em estado de guerra há quatro anos. Putin também defendeu a reintegração social dos veteranos da guerra na Ucrânia, pedindo que os combatentes que retornam recebam cargos profissionais de alto nível em seu país.
Pessoas sentam-se em um sofá na rua em frente ao prédio danificado do Museu Nacional Ucraniano de Chernobyl, após os ataques russos em Kiev, em 26 de maio de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia.
Tetiana DZHAFAROVA / AFP
Uso das forças armadas no exterior
Na segunda-feira, Putin também sancionou uma lei que permite o envio das forças armadas do país para proteger cidadãos russos que enfrentam processos judiciais em outros países, informou a Bloomberg.
A lei permitiria que Moscou interviesse militarmente em países terceiros onde a liberdade de cidadãos russos esteja ameaçada por processos judiciais ou prisões realizadas sem a permissão da Rússia ou fora do direito internacional. As forças armadas também poderiam ser usadas em casos em que russos forem detidos por ordem de órgãos judiciais internacionais cuja jurisdição não é reconhecida pela Rússia.
Não está imediatamente claro em que circunstâncias o Kremlin invocaria a lei. Enviar o exército a um país estrangeiro para libertar alguém da prisão pode desencadear um conflito militar com esse Estado.
O chefe da comissão de defesa do parlamento russo, Andrey Kartapolov, afirmou que a legislação permitiria que Moscou interviesse em casos como o do arquiteto russo Alexander Butyagin.
Butyagin foi preso em dezembro de 2015 na Polônia a pedido de Kiev por realizar escavações na Crimeia, território “anexado” ilegalmente pela Rússia da Ucrânia em 2014. Ele foi libertado em abril como parte de uma troca de prisioneiros entre a Ucrânia e a Rússia.
(com AFP e Bloomberg)
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta terça-feira que os países do Golfo não serão mais um “escudo” para bases militares dos Estados Unidos na região, um dia após as Forças Armadas americanas lançarem um ataque contra embarcações e bases de lançamento de mísseis iranianas no sul do país. A mensagem do aiatolá, transmitida em um comunicado na TV estatal que não mostrou o líder da revolução islâmica, ocorre em um momento de renovadas tensões entre os países, que trocam ameaças de romper o frágil cessar-fogo em vigor desde abril em meio a negociações de um acordo de paz.
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A manifestação de Mojtaba foi divulgada por ocasião da festividade muçulmana do Sacrifício (Eid al Adha), um dia após um funcionário do Ministério da Saúde iraniano afirmar que os ferimentos sofridos pelo líder supremo no ataque americano-israelense de 28 de fevereiro, que matou Ali Khamenei, pai e ex-líder supremo, foram apenas “superficiais”. A liderança ainda não fez nenhuma aparição pública, o que levou autoridades dos EUA, incluindo o secretário de Defesa Pete Hegseth, a afirmarem que ele estaria “ferido e desfigurado”.
Um porta-voz do ministério iraniano afirmou na segunda que Mojtaba “entrou na sala de cirurgia junto com outros feridos”, mas que além de “ferimentos superficiais no rosto, na cabeça e nas pernas”, “nada grave ocorreu”. O funcionário rejeitou que tenha sido realizado procedimento de amputação, referindo-se a “um ou dois pontos de sutura”.
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“O que está claro é que as engrenagens do tempo não voltarão atrás e que os países da região não servirão mais de escudo para as bases americanas”, disse Mojtaba no texto, acrescentando que Washington estaria perdendo influência no Golfo, “afastando-se a cada dia que passa do ‘status’ que tinham” antes do início do conflito.
O comunicado do aiatolá acompanha o tom de desafio de outras autoridades iranianas. O ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi acusou Washington de violar o acordo cessar-fogo vigente desde abril com os ataques de segunda-feira, que o Comando Central dos EUA (Centcom) classificou como uma operação “de autodefesa” na região do Estreito de Ormuz, a fim de proteger tropas americanas de ameaças. A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou responder com força a qualquer bombardeio.
“Sem dúvida, a República Islâmica do Irã não deixará nenhum ato de vandalismo impune e não hesitará em defender a integridade do país”, apontou a chancelaria iraniana em um comunicado.
Embora Teerã tenha sofrido os danos mais intensos provocados pela guerra, incluindo a destruição de grande parte de suas capacidades militares e a eliminação de lideranças políticas e militares, as ações iranianas tiveram um efeito mais profundo do que o revelado pelas autoridades ocidentais no decorrer do conflito. Mísseis, foguetes e drones iranianos atingiram ao menos 228 bases e equipamentos militares dos EUA na região, segundo uma investigação do Washington Post.
No fim de semana, o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que as Forças Armadas iranianas foram reconstruídas durante o cessar-fogo, ameaçando fortes ações militares fortes se o conflito for retomado. A Guarda Revolucionária afirmou ter interceptado um drone MQ-9 americano nesta terça.
Bases militares dos EUA atingidas pelo Irã no Oriente Médio
Arte/O Globo, com Planet Labs PBC/AFP
Diplomacia sob fogo
A ação militar americana de segunda-feira não foi a primeira denunciada por Teerã como uma violação do cessar-fogo. No início de maio, forças americanas atingiram instalações militares iranianas após ataques considerados “não provocados” contra navios de guerra dos EUA que transitavam pela região. A agressão atual, porém, acontece em um momento delicado das negociações de paz, que os dois países deram sinais de que está progredindo, embora apontem que ainda há gargalos a serem superados.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que os países alcançaram entendimentos sobre muitas questões no âmbito de suas conversas sobre um acordo para encerrar a guerra, mas advertiu que um texto final ainda não é iminente. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que um acordo ainda era possível, apesar de novos ataques americanos. O presidente dos EUA, Donald Trump, agendou um encontro em Camp David com integrantes do Gabinete de governo na quarta-feira, em meio à expectativa de um acerto.
— Houve algumas conversas no Catar hoje, então vamos ver se conseguimos avançar. Há muita discussão de um lado para o outro sobre a redação específica do documento inicial, então vai levar alguns dias — disse Rubio em Jaipur, durante uma visita oficial à Índia. — O presidente expressou seu desejo de conseguir. Ele ou vai fazer um bom acordo ou não vai ter acordo.
Trump acenou com a possibilidade de um encerramento do conflito no fim de semana, ao afirmar que “grande parte de um acordo” havia sido negociado sob mediação do Paquistão. No entanto, o próprio presidente precisou recuar ainda no domingo, após ser alvo de críticas de republicanos e democratas, que questionaram os supostos termos. Em sua defesa, o presidente americano disse que o texto não estava pronto, e que não iria “se precipitar”.
Em uma publicação na Truth Social no fim de semana, Trump sugeriu que qualquer plano deveria incluir a adesão obrigatória de países de maioria muçulmana do Oriente Médio e regiões próximas aos Acordos de Abraão, mecanismo criado em seu primeiro mandato para a normalização dos laços com Israel. O Irã exige que o Líbano seja alcançado pelo cessar-fogo, algo rejeitado por Israel, que continua a bombardear o Hezbollah.
Sinais de Teerã
Internamente, o regime iraniano tem tentado passar uma imagem de coesão social e força após os danos sofridos no conflito. O aparato governamental intensificou uma campanha de sufocamento de dissidências internas, o que fez o país se tornar o segundo país do mundo com mais execuções de presos, e incitou a participação civil na defesa da unidade nacional, promovendo treinamentos ao uso de fuzil em espaços públicos.
Autoridades iranianas anunciaram a execução de um homem condenado por espionagem para o serviço de inteligência israelense Mossad nesta terça-feira, o mais recente de uma série de casos semelhantes desde 28 de fevereiro.
Em contrapartida, o governo deu um sinal à população civil de uma possível reabertura. O país começou a restabelecer o acesso à internet, bloqueado por 88 dias segundo o monitor da NetBlocks, tornando-se “o mais longo bloqueio nacional da internet na história moderna”. (Com NYT e AFP)
Arquivo pessoal/redes sociais
Ex-deputado Luiz Freire

Morreu no último domingo (24), aos 69 anos, o ex-deputado federal constituinte Luiz Freire. Ele era filho do ex-senador Marcos Freire, um dos principais nomes do MDB em Pernambuco. O ex-deputado lutava contra um câncer de fígado desde 2021 e estava internado em Brasília.

Formado em arquitetura pela Universidade de Brasília (UnB), Freire foi presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). A trajetória política dele começou em 1982, no então PMDB, quando foi eleito deputado estadual por Pernambuco.

Em 1987, tornou-se deputado federal e participou da Assembleia Nacional Constituinte como membro da subcomissão que tratou da organização dos municípios no texto da Constituição Federal. Na Câmara dos Deputados, atuou principalmente em debates ligados aos municípios e à descentralização administrativa.

Em 1988, foi eleito prefeito de Olinda pelo PMDB, com 49.755 votos. Após deixar a política, Freire atuou como empresário no setor hoteleiro.

Um raro meteoro verde cruzou o céu noturno sobre o vulcão Mayon, nas Filipinas, e chamou atenção de cientistas e moradores ao criar uma cena incomum atrás de um dos vulcões mais ativos do país. O fenômeno foi registrado às 22h33 desta segunda-feira (25), no horário local, por uma câmera do Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (PHIVOLCS) instalada na região de Lignon Hill.
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As imagens mostram o objeto brilhante descendo sobre a encosta norte do vulcão, conhecido mundialmente pelo formato cônico quase perfeitamente simétrico. Inicialmente, houve suspeitas de que o meteoro pudesse ter atingido a área do Mayon, localizado a cerca de 330 quilômetros de Manila. Após análises sísmicas, de infrassom e de vídeo, no entanto, o PHIVOLCS informou que o corpo celeste se desintegrou ainda na atmosfera.
Assista:
Câmera registra momento em que meteoro risca céu sobre vulcão nas Filipinas
Cena impressiona moradores e internautas
A combinação entre o meteoro luminoso e a intensa atividade vulcânica rapidamente viralizou nas redes sociais, onde muitos compararam a cena a um cenário de fim do mundo.
“Que vídeo incrível! Um meteoro cruzando o céu bem em cima de um vulcão em erupção? O universo deu um show esta noite. A natureza é demais!”, escreveu um usuário.
Outro comentou sobre o aspecto dramático da imagem: “Legal, mas também com uma vibe apocalíptica”.
Um terceiro internauta associou o episódio a antigas narrativas mitológicas: “Imagine que você é uma tribo ancestral rezando para o deus vulcão furioso e, de repente, um meteoro cai bem ao lado. Esse tipo de coisa cria mitos e lendas”.
O Monte Mayon vem apresentando atividade frequente nos últimos meses. No início de maio, mais de 300 famílias precisaram deixar suas casas após o colapso de depósitos de lava provocar fluxos piroclásticos e grande emissão de cinzas. Desde janeiro, o vulcão registra erupções leves intermitentes.
As autoridades filipinas mantêm o alerta vulcânico no nível 3, em uma escala de cinco, e seguem proibindo o acesso à zona de perigo permanente de seis quilômetros ao redor da cratera devido ao risco de explosões repentinas, fluxos de lava e queda de rochas.

O governo federal publicou nesta terça-feira (25) a medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo.

A iniciativa faz parte do programa Move Brasil, lançado no dia 19 de maioe os recursos vão ser repassados pelo Ministério da Fazenda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vai operacionalizar a medida.

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A medida provisória está em vigor e segue agora para apreciação do Congresso Nacional. A expectativa do governo é que sejam comercializados, no mínimo, 200 mil carros.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, será informado se poderá participar do programa. 

A partir do dia 18 de junho, quem recebeu a confirmação de participação no programa poderá procurar as concessionárias e instituições financeiras para análise de crédito.

Um pedido de vista do deputado Maurício Macron (PL-RS) adiou a votação do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a jornada de trabalho 6X1. O texto, apresentado nessa segunda-feira (25) na comissão especial que analisa a PEC, prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Com o pedido de vista, o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), marcou reunião para debate e votação da proposta nesta quarta-feira (27). 

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O parecer apresentado por Prates, que modifica o artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho normal não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

O texto também determina dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto “sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie.”

Transição

O relator rejeitou as emendas de deputados da oposição que previam uma transição de 10 anos para a redução da jornada e compensação para os empregadores,, manutenção das 44 horas para serviços essenciais e compensação econômica a empresas para aprovar o fim da escala 6×1.

O relatório apresentado prevê uma transição para a implementação da nova jornada de trabalho em dois períodos. A medida foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O primeiro período de transição será 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, com a duração do trabalho normal passando de 44 para 42 horas semanais.

Doze meses após a entrada em vigor da mudança para 42 horas, a duração do trabalho será reduzida em duas horas, ficando nas 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê, entretanto, a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

A medida é prevista no artigo 3º do texto, que determina que decorridos 60 dias da publicação da emenda constitucional, “ficarão sem efeito as cláusulas de convenções e acordos coletivos de trabalho sobre duração do trabalho e repouso semanal remunerado incompatíveis com as disposições dessa emenda.”

Ao defender a redução da jornada, Prates reconheceu que a medida representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, “cujas consequências econômicas de curto prazo devem ser consideradas”.

O relator citou as críticas de empregadores de que manter o mesmo salário para uma quantidade menor de horas de trabalho implica aumento direto e imediato no custo do trabalho por hora efetivamente trabalhada, mas argumentou que a redução gradual da jornada é o mecanismo para reduzir eventuais riscos.

“Com a implementação progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, defendeu.

O parecer diz ainda que uma lei ordinária poderá dispor sobre as hipóteses e condições em que a duração do trabalho e os dias de repouso semanal remunerado poderão observar regimes diferenciados, a exemplo dos trabalhadores com jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento.

“Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão, inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”, diz o texto.

Além disso, as novas regras não se aplicam a jornadas de trabalho já fixadas em patamar igual ou inferior a 40 horas semanais.

Ainda de acordo com o parecer, lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias, condicionadas à manutenção de níveis de emprego, “de mitigação dos impactos decorrentes desta emenda constitucional”, para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Segundo o relator, o apoio aos empreendimentos de menor porte deve operar como instrumento de transição ordenada, preservando a coerência entre o regime de mitigação e os objetivos de proteção ao trabalho.

“A vinculação das medidas de mitigação à manutenção dos níveis de emprego reflete a premissa de que o tratamento diferenciado conferido a esse segmento deve servir à preservação dos postos de trabalho  existentes”, afirmou.

Em resumo, a proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60 dias:

      – o início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso; 

       -a jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. 

Em 14 meses:

     – jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2. 

Pejotização

Outro ponto do texto diz que as novas regras não se aplicam aos empregados com diploma de nível superior, que percebam remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, atualmente em R$ 8.475,55.

Nesses casos a redução só ocorrerá por liberalidade do empregador ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

O texto deixa explícito que a exceção não se aplica aos empregados públicos da administração direta e indireta de quaisquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Segundo o relator, a medida se aplica aos trabalhadores por ele classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”.

Para Prates, a medida enfrenta o fenômeno da “pejotização”, no qual trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas.

“Em muitos casos, o motivo pelo qual esses trabalhadores optam pela formalização como pessoa jurídica não é somente para escapar ao controle de jornada, mas sim porque o regime atualmente existente não oferece a flexibilidade compatível com a natureza de suas atividades”, afirmou.

“Essa medida é importante para modernizar as relações laborais de profissionais hipersuficientes, combatendo diretamente o fenômeno da ‘pejotização’, que prejudica substancialmente o financiamento da Previdência Social”, acrescentou.

Contratos com a administração pública

Nos casos de contratos celebrados pela administração pública direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que se encontrem vigentes na entrada em vigor das mudanças e cuja execução envolva emprego direto de mão de obra, a redução da duração do trabalho será aplicada “após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, conforme o regime jurídico aplicável, a ser formalizado no prazo máximo de 12 meses contado da publicação desta emenda constitucional.”

A medida se aplica aos contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas, de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada.

Nesses casos, os empregados desses contratos passam a ser abrangidos pela nova jornada na data da formalização do aditamento ou ao final do prazo final de 12 meses previsto para a realização do aditamento.

“Os contratos aditados no prazo de 60 dias da data de publicação desta emenda constitucional deverão observar as disposições sobre redução da duração do trabalho normal e incremento do repouso semanal remunerado a partir do respectivo início das vigências instituídas nesta emenda”, diz o texto.

A polícia do distrito de Tha Luang, na província de Lop Buri, na Tailândia, recorreu a um disfarce pouco convencional para prender um suspeito de tráfico de metanfetamina durante um festival de dança. Seis agentes — cinco homens e uma mulher — vestiram roupas coloridas com lantejoulas e se passaram por integrantes de um grupo feminino de dança para se aproximar do alvo.
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O suspeito, identificado como Mekha Fa-wap-wap, foi detido com mais de 53 comprimidos de metanfetamina e cerca de 200 sacos plásticos que, segundo as autoridades, seriam usados para armazenar e vender drogas. A polícia também apreendeu um celular que teria sido utilizado para administrar uma operação ilegal de jogos de azar online.

Fa-wap-wap foi acusado de posse de narcóticos de categoria um com finalidade de venda e de operar uma máquina caça-níquel online ilegal. Ele permanece sob custódia enquanto as investigações continuam.
Após a prisão, os agentes, ainda usando os vestidos coloridos e brilhantes, posaram para fotos atrás do suspeito algemado na delegacia. A operação foi liderada pelo coronel Panthep Panadi. Nas imagens divulgadas, os policiais aparecem tentando conter o riso diante da cena incomum.
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“Não queríamos sair para prendê-lo, é um desperdício do aluguel da fantasia”, dizia a legenda da foto compartilhada pela polícia tailandesa na sexta-feira.

A Polícia Federal está nas ruas do Rio de Janeiro nesta manhã de terça-feira (26) com a Operação Compliance Zero e investiga possíveis crimes financeiros envolvendo recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).

A PF investiga aplicações de R$ 2,01 bilhões a partir de 2024 em fundos do Banco Master, instituição suspeita de fraudes financeiras e que foi liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025.

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Na época em que essas aplicações foram feitas, a Rioprevidência estava sob gestão do então governador Cláudio Castro. Castro renunciou ao mandato este ano e está inelegível.

A investigação desta manhã é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes de R$ 970 milhões em Letras Financeiras também do Banco Master entre 2023 e 2024.

A ação da PF, apura ao todo cerca de R$ 3 bilhões transferidos pela Rioprevidência.

A polícia de Utah, nos Estados Unidos, intensificou nesta semana as buscas por dois irmãos pequenos desaparecidos após o pai, identificado como Stephen “Dane” Richman, de 46 anos, não devolvê-los à mãe durante uma troca de custódia. Segundo documentos obtidos pela emissora local Fox 13, investigadores localizaram o homem na região de San Diego, próxima à fronteira com o México, aumentando a suspeita de que ele possa ter deixado o país.
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As crianças, Will, de um ano, e Wesley Richman, ainda bebê, não são vistas desde 16 de maio. O caso ganhou repercussão após a mãe dos meninos, Lizzie Tomich, publicar um vídeo nas redes sociais pedindo ajuda para encontrá-los. O desaparecimento levou as autoridades a emitirem um Alerta Amber, mecanismo utilizado nos EUA em casos de sequestro ou desaparecimento infantil considerados de alto risco.
De acordo com Tomich, o pai das crianças deveria devolvê-las no sábado, conforme o acordo temporário de guarda compartilhada, mas não apareceu no local combinado. Dias antes, ela afirma ter descoberto que Richman havia dispensado o advogado, abandonado o emprego e esvaziado a própria casa.
“Entrei em contato imediatamente, ligando e mandando mensagens, mas ele não respondeu. Quando a polícia chegou à residência, a casa estava vazia e várias coisas haviam sido retiradas. Foi quando percebemos que algo estava errado” relatou a mãe nas redes.
Dane Stephen Richman, de 46 anos, não compareceu à audiência de troca de custódia com a mãe dos meninos
Redes sociais
Investigação aponta planejamento da fuga
A advogada da família, Brittany Skinner, afirmou que Richman não tinha autorização judicial para deixar o estado com os filhos sem consentimento prévio da mãe ou da Justiça. Segundo ela, os investigadores concluíram que o homem demonstrava intenção clara de fugir.
“Ele pediu demissão, vendeu quase todos os pertences e saiu levando praticamente tudo o que tinha. Estamos pedindo ajuda pública para trazer essas crianças para casa”, afirmou à imprensa americana.
As autoridades alertaram que os meninos podem estar em “perigo iminente”, citando relatos sobre depressão severa e dificuldades financeiras enfrentadas pelo pai. A polícia acredita que ele esteja dirigindo um Toyota Camry preto 2025, com placa de Utah A561HL, embora exista a possibilidade de o veículo estar utilizando uma placa temporária.
Will é descrito pelas autoridades como uma criança de cabelos loiros ou ruivos e olhos azuis. Wesley também possui cabelos claros e olhos azuis. Em um novo apelo público, Tomich pediu que moradores e motoristas acionem imediatamente a polícia em caso de avistamento.
“Sinto muita falta dos meus bebês. Eles são o meu mundo. Por favor, me ajudem a encontrá-los”, escreveu a mãe nas redes sociais.

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