A astronauta americana Christina Koch recebeu nesta quarta-feira, na Espanha, o Prêmio Princesa das Astúrias da Concórdia de 2026. Em abril, ela se tornou a primeira mulher a participar de uma missão espacial à Lua.
Koch “contribuiu para ampliar as fronteiras da humanidade”, afirmou o júri do prêmio, concedido pela Fundação Princesa das Astúrias, vinculada à herdeira do trono da Coroa espanhola.
A astronauta, de 47 anos, contou com o apoio de “um amplo trabalho coletivo, cuja exemplaridade se projeta para todos por meio da mensagem da missão espacial Artemis II: ‘Terra, vocês são uma equipe'”, destacou a decisão do júri, lida por Adrián Barbón, presidente da região das Astúrias.
Koch integrou a missão Artemis II ao lado dos americanos Reid Wiseman e Victor Glover e do canadense Jeremy Hansen. A missão concluiu uma viagem ao redor da Lua, marcando o retorno de astronautas ao satélite natural meio século após o programa Apollo.
Após decolar da Flórida em 1º de abril, a tripulação aventurou-se mais longe no espaço do que qualquer ser humano havia ido antes. O grupo retornou dez dias depois com centenas de gigabytes de dados da primeira viagem lunar desde a última missão Apollo, em 1972.
Trajetória marcada por recordes
Nascida em Michigan em 1979 e com o sonho de se tornar astronauta desde a infância, Koch foi escolhida entre 36 candidaturas de 16 nacionalidades que concorriam ao prêmio neste ano.
Sua trajetória é “uma inspiração para as futuras gerações — sobretudo de mulheres — e um símbolo da capacidade humana de superar desafios por meio do trabalho, da colaboração e da empatia”, destacou uma nota da Fundação Princesa das Astúrias.
— Sentirei falta de estar tão próxima de tantas pessoas e de ter um propósito comum, uma missão comum, trabalhando arduamente nisso todos os dias a centenas de milhares de quilômetros de distância, junto com uma equipe em terra — afirmou Koch quando ainda participava da missão Artemis.
Primeira mulher a viajar à Lua, Koch também acumula outros marcos na exploração espacial. Em 2019, participou da primeira caminhada espacial exclusivamente feminina da história e, em 2020, estabeleceu o recorde feminino de permanência contínua no espaço, com 328 dias.
Último prêmio anunciado da edição de 2026
Criados em 1981, os Prêmios Princesa das Astúrias são considerados os mais prestigiados do mundo ibero-americano. Cada categoria é dotada de 50 mil euros e de uma escultura criada pelo artista catalão Joan Miró.
O prêmio da Concórdia foi o último dos oito galardões anunciados nesta edição.
No ano passado, a premiação foi concedida ao Museu Nacional de Antropologia do México por seu trabalho de “defesa e preservação” do patrimônio da humanidade.
Neste ano, o Prêmio Princesa das Astúrias das Artes foi atribuído à cantora americana Patti Smith. O de Comunicação e Humanidades ficou com o estúdio japonês de animação Ghibli; o de Pesquisa Científica, com os químicos britânicos David Klenerman e Shankar Balasubramanian e o biofísico francês Pascal Mayer; e o de Cooperação Internacional, com o Banco Global de Sementes de Svalbard.
Também foram premiados o historiador britânico Timothy Garton Ash, na categoria Ciências Sociais; o futebolista argentino Lionel Messi, em Esportes; e o escritor britânico Julian Barnes, em Letras.
Os prêmios serão entregues em outubro, em Oviedo, capital das Astúrias, pela princesa Leonor, herdeira do trono espanhol, e pelos reis Felipe VI e Letizia.
Koch “contribuiu para ampliar as fronteiras da humanidade”, afirmou o júri do prêmio, concedido pela Fundação Princesa das Astúrias, vinculada à herdeira do trono da Coroa espanhola.
A astronauta, de 47 anos, contou com o apoio de “um amplo trabalho coletivo, cuja exemplaridade se projeta para todos por meio da mensagem da missão espacial Artemis II: ‘Terra, vocês são uma equipe'”, destacou a decisão do júri, lida por Adrián Barbón, presidente da região das Astúrias.
Koch integrou a missão Artemis II ao lado dos americanos Reid Wiseman e Victor Glover e do canadense Jeremy Hansen. A missão concluiu uma viagem ao redor da Lua, marcando o retorno de astronautas ao satélite natural meio século após o programa Apollo.
Após decolar da Flórida em 1º de abril, a tripulação aventurou-se mais longe no espaço do que qualquer ser humano havia ido antes. O grupo retornou dez dias depois com centenas de gigabytes de dados da primeira viagem lunar desde a última missão Apollo, em 1972.
Trajetória marcada por recordes
Nascida em Michigan em 1979 e com o sonho de se tornar astronauta desde a infância, Koch foi escolhida entre 36 candidaturas de 16 nacionalidades que concorriam ao prêmio neste ano.
Sua trajetória é “uma inspiração para as futuras gerações — sobretudo de mulheres — e um símbolo da capacidade humana de superar desafios por meio do trabalho, da colaboração e da empatia”, destacou uma nota da Fundação Princesa das Astúrias.
— Sentirei falta de estar tão próxima de tantas pessoas e de ter um propósito comum, uma missão comum, trabalhando arduamente nisso todos os dias a centenas de milhares de quilômetros de distância, junto com uma equipe em terra — afirmou Koch quando ainda participava da missão Artemis.
Primeira mulher a viajar à Lua, Koch também acumula outros marcos na exploração espacial. Em 2019, participou da primeira caminhada espacial exclusivamente feminina da história e, em 2020, estabeleceu o recorde feminino de permanência contínua no espaço, com 328 dias.
Último prêmio anunciado da edição de 2026
Criados em 1981, os Prêmios Princesa das Astúrias são considerados os mais prestigiados do mundo ibero-americano. Cada categoria é dotada de 50 mil euros e de uma escultura criada pelo artista catalão Joan Miró.
O prêmio da Concórdia foi o último dos oito galardões anunciados nesta edição.
No ano passado, a premiação foi concedida ao Museu Nacional de Antropologia do México por seu trabalho de “defesa e preservação” do patrimônio da humanidade.
Neste ano, o Prêmio Princesa das Astúrias das Artes foi atribuído à cantora americana Patti Smith. O de Comunicação e Humanidades ficou com o estúdio japonês de animação Ghibli; o de Pesquisa Científica, com os químicos britânicos David Klenerman e Shankar Balasubramanian e o biofísico francês Pascal Mayer; e o de Cooperação Internacional, com o Banco Global de Sementes de Svalbard.
Também foram premiados o historiador britânico Timothy Garton Ash, na categoria Ciências Sociais; o futebolista argentino Lionel Messi, em Esportes; e o escritor britânico Julian Barnes, em Letras.
Os prêmios serão entregues em outubro, em Oviedo, capital das Astúrias, pela princesa Leonor, herdeira do trono espanhol, e pelos reis Felipe VI e Letizia.










