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A lista divulgada pelo CPJ segue com a Rússia, com 27 jornalistas presos, dos quais cinco eram ucranianos; depois Belarus, com 25, e Azerbaijão com 24.
O número de 2025 é um dos mais altos já registrados pelo CPJ desde que começou seu censo em 1992, abaixo do número máximo de 384 jornalistas presos por seu trabalho no fim de 2024. Já se passou mais de uma década desde a última vez em que menos de 200 jornalistas estavam presos.
Gráfico mostra número de jornalistas presos pelo mundo desde 1992
CPJ
“Estes números recordes refletem o autoritarismo e o aumento dos conflitos armados no mundo todo”, assinalou o CPJ no relatório. A ONG, com sede em Nova York, indicou que quase metade dos jornalistas presos não havia sido condenada por nenhum crime. Daqueles que tinham sido sentenciados, mais de um terço cumpria penas de prisão superiores a cinco anos.
Segundo o CPJ, a maioria dos jornalistas — 61% dos profissionais presos em todo o mundo — continua sendo encarcerada por acusações classificadas como “anti-Estado”, que incluem imputações de terrorismo ou de recebimento de recursos de governos estrangeiros. A cobertura política segue sendo a área com maior probabilidade de levar à prisão de jornalistas, superando temas como direitos humanos, corrupção ou guerra.
O relatório aponta que mais de um terço dos 330 jornalistas incluídos no censo de 2025 cumpre penas superiores a cinco anos. Quase metade nunca chegou a ser condenada e, desse grupo, 26% permanecem presos há cinco anos ou mais sem sentença, o que o órgão classifica como um tipo de detenção que “viola o direito internacional”, exige “julgamentos justos e sem atrasos indevidos”.
Resultados por continente
A região com mais jornalistas detidos no mundo em 2025 foi a Ásia (110), seguida da Europa e Ásia Central (96), Oriente Médio e Norte da África (76), África (42) e Américas (6)
O CPJ destacou, no entanto, que o baixo número no continente americano “oculta uma tendência de perseguição política contra jornalistas que informam sobre corrupção”.
Em 1º de dezembro, a Venezuela tinha três jornalistas detidos, mas, segundo informado, ao menos dois foram libertados após a captura do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas em 3 de janeiro. Na Guatemala, José Rubén Zamora, vencedor do Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa do CPJ, em 1995, continuava detido arbitrariamente.
Os Estados Unidos detiveram o jornalista salvadorenho Mario Guevara em junho, depois que ele cobriu um protesto contra o presidente Donald Trump, mas foi deportado por sua situação migratória antes da realização do censo do CPJ em 1º de dezembro.
Quase um terço dos jornalistas detidos havia sofrido “maus-tratos”, incluindo 20% com denúncias de tortura ou espancamentos. Desde 1992, o Irã registrou a maior incidência de torturas e espancamentos, seguido por Israel e Egito.
Segundo o relatório, os dados de prisões incluem profissionais mantidos sob custódia por governos ou por seus agentes e abrange diferentes situações, como prisão domiciliar, alistamento forçado ou licença médica sob vigilância. Jornalistas sequestrados ou desaparecidos por atores não estatais — como quadrilhas criminosas ou grupos militantes — não são incluídos nesse banco de dados; esses casos são classificados como “Missing” (desaparecidos).







