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Um ônibus que transportava mais de 60 pessoas caiu de uma altura de cerca de 30 metros em uma rodovia montanhosa na Caxemira controlada pela Índia, deixando ao menos 21 mortos e dezenas de feridos. O acidente ocorreu nesta segunda-feira (20), quando o veículo, que fazia o trajeto entre as cidades de Ramnagar e Udhampur, colidiu com um tuk-tuk ao contornar uma curva acentuada.
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Após o impacto, o ônibus saiu da pista e despencou por uma encosta íngreme e rochosa até a estrada abaixo. Equipes de resgate foram acionadas e iniciaram rapidamente a retirada das vítimas. Segundo o administrador civil Prem Singh, 19 passageiros morreram no local e outros dois não resistiram após serem levados ao hospital.
Resgate e investigação
Autoridades locais estimam que até 45 pessoas ficaram feridas, incluindo ocupantes do triciclo envolvido na colisão. Parte dos sobreviventes apresenta quadro grave e foi encaminhada a diferentes unidades de saúde da região. Uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias do acidente.
Em nota publicada nas redes sociais, o primeiro-ministro Narendra Modi afirmou estar “profundamente consternado” com a tragédia. Ele anunciou a concessão de 200 mil rúpias às famílias das vítimas e desejou pronta recuperação aos feridos.
A Índia registra uma das maiores taxas de mortalidade no trânsito do mundo, com centenas de milhares de vítimas todos os anos. Episódios recentes reforçam esse cenário. Em março, sete pessoas morreram após um ônibus cair de um penhasco durante retorno de um santuário religioso, segundo o chefe de polícia Suraj Aryal ao Hindustan Times. Já em outubro, ao menos 25 passageiros morreram quando um ônibus pegou fogo após colidir com uma motocicleta, em um acidente descrito por autoridades como de rápida propagação das chamas.
A China afirmou que o Oriente Médio atravessa uma “encruzilhada crítica, em uma transição da guerra para a paz”, em meio às tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, mesmo após a prorrogação de um cessar-fogo anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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O cenário atual reúne ações militares, declarações políticas e impactos econômicos, e indica que a trégua ainda não se traduz em estabilidade duradoura na região.
Nesta quarta-feira, Trump afirmou que o país “está colapsando financeiramente” devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
“O Irã está colapsando financeiramente! Eles querem abrir imediatamente o estreito de Ormuz”, escreveu Trump na rede Truth Social, acrescentando que a república islâmica tem “fome de dinheiro”.
Tensão persiste apesar de trégua
Apesar do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, episódios de violência continuam sendo registrados. Um ataque israelense no Vale do Bekaa, no leste do Líbano, deixou um morto e dois feridos, segundo meios estatais libaneses.
No mar, a tensão também se reflete em incidentes envolvendo a navegação. Uma lancha patrulha iraniana disparou contra um navio porta-contêineres ao largo de Omã, de acordo com a agência britânica UKMTO.
A empresa Vanguard Tech informou que o navio, de bandeira liberiana, havia sido autorizado a atravessar o estreito de Ormuz, enquanto a agência iraniana Tasnim afirmou que a embarcação “ignorou os avisos das forças armadas iranianas”.
Impactos no petróleo e articulação internacional
O Estreito de Ormuz segue como ponto central da crise. Trump defendeu o bloqueio da rota e afirmou que o Irã tenta reabrir a passagem. “Eles só dizem que querem fechá-lo porque eu o bloqueei (fechado!) completamente, então só querem ‘salvar a face’”, publicou. Segundo ele, a suspensão do bloqueio inviabilizaria qualquer acordo com Teerã.
A instabilidade já afeta o mercado. Por volta das 7h15 GMT (4h15 em Brasília), o barril de petróleo Brent recuava 0,8%, para 97,71 dólares, enquanto o West Texas Intermediate caía 1,1%, para 88,73 dólares.
Diante dos riscos à navegação, o Reino Unido anunciou que sediará reuniões com militares de cerca de 30 países para discutir a criação de uma missão conjunta com a França para proteger o tráfego no estreito, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.
No campo diplomático, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, elogiou a decisão de Trump de estender o cessar-fogo e afirmou esperar avanços nas negociações.
“Espero que ambas as partes continuem respeitando o cessar-fogo e possam concluir um ‘Acordo de Paz’ abrangente em uma segunda rodada de diálogo”, disse.
Ainda assim, há sinais de dificuldade. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, não viajará ao Paquistão para conversas previstas com o Irã, e Teerã já indicou que não enviará uma delegação.
Trump afirmou que a trégua será mantida até que o Irã apresente uma proposta concreta e ordenou a continuidade do bloqueio naval aos portos iranianos.
A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou atingir a produção de petróleo de países do Golfo caso suas estruturas sejam usadas contra o país, reforçando o clima de instabilidade mesmo com iniciativas diplomáticas em andamento.
O Irã executou por enforcamento, na quarta-feira, um homem condenado por vínculos com a agência de espionagem israelense Mossad, informou o Judiciário, em meio à guerra contra Israel e os Estados Unidos.
“Mehdi Farid (…) foi enforcado esta manhã por sua ampla cooperação com o serviço terrorista de espionagem Mossad, após o caso ser examinado e a sentença final aprovada”, informou o site Mizan, ligado ao Judiciário iraniano.
Não ficou claro quando Farid foi preso nem quando ocorreu o julgamento, mas o tribunal o considerou culpado de “cooperação de inteligência e espionagem para o regime sionista”.
Execuções e contexto político
Nas últimas semanas, o Irã realizou diversas execuções de pessoas que participaram dos grandes protestos de janeiro, que, segundo as autoridades, foram instigados por Israel, Estados Unidos e grupos de oposição.
O país está em guerra com os Estados Unidos e Israel desde 28 de fevereiro, embora uma trégua esteja em vigor desde 8 de abril.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que o Irã está “colapsando financeiramente” por causa do bloqueio do estreito de Ormuz, uma rota crucial para o trânsito de petróleo.
“O Irã está colapsando financeiramente! Eles querem abrir imediatamente o estreito de Ormuz”, publicou Trump em sua rede Truth Social. Ele acrescentou que a república islâmica tem “fome de dinheiro”.
Trump havia afirmado anteriormente que Teerã declarou apoio ao fechamento da passagem para “salvar a face” diante do bloqueio americano aos portos iranianos.
Um navio porta-contêineres foi atacado por uma lancha patrulha iraniana na quarta-feira, ao largo da costa de Omã, informou a agência britânica de segurança marítima UKMTO. O incidente causou danos à embarcação, mas não deixou vítimas.
Segundo a UKMTO, o cargueiro “foi abordado por uma lancha do Corpo de Guardiões da Revolução, sem aviso prévio por rádio, que posteriormente abriu fogo contra o navio, causando danos significativos na ponte de comando”.
A agência acrescentou que “não foram registrados incêndios nem impactos ambientais” e que a tripulação está “sã e salva”.
Em meio ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos no Oriente Médio, o porta-aviões USS Abraham Lincoln recebeu neste domingo suprimentos no Mar da Arábia durante uma operação de reabastecimento vertical com o navio de apoio USNS Carl Brashear. A ação ocorre dias após relatos viralizarem nas redes sociais alegando escassez de alimentos a bordo de embarcações militares americanas — afirmação negada por autoridades dos EUA.
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As imagens do reabastecimento foram divulgadas pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM, na sigla em inglês), que realizou a ação. Segundo o comando, o porta-aviões está atualmente atuando na região, reforçando o bloqueio naval contra embarcações que tentam entrar ou sair de portos iranianos.
Envio de mantimentos via helicóptero para o porta-aviões USS Abraham Lincoln, da marinha dos EUA
Divulgação: Marinha dos Estados Unidos da América
Em publicação na rede X, o CENTCOM escreveu: “O porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN 72) recebe suprimentos durante um reabastecimento vertical no Mar da Arábia com o navio de suprimentos USNS Carl Brashear (T-AKE 7), em 18 de abril. O Abraham Lincoln está atualmente operando no Oriente Médio, impondo o bloqueio naval dos EUA a embarcações que tentam entrar e sair de portos iranianos.”
Relatos de escassez geram controvérsia
Nos últimos dias, surgiram relatos atribuídos a militares americanos e familiares indicando que as condições a bordo do USS Abraham Lincoln (CVN-72) e do USS Tripoli (LHA-7) estariam se deteriorando, com menções a baixa qualidade das refeições e falta de comida. Tripulantes teriam descrito as condições como precárias, afirmando estarem “com fome o tempo todo”.
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Imagens supostamente mostrando refeições servidas aos militares circularam amplamente em plataformas como Instagram, Facebook, X, Threads, Bluesky e Reddit. Uma das fotos atribuídas ao USS Tripoli mostraria uma tortilla com carne desfiada em uma bandeja quase vazia. Outra, ligada ao USS Abraham Lincoln, exibiria cenouras, um hambúrguer e o que foi descrito como “um bloco cinza de carne processada”.
Refeições supostamente oferecidas a militares do porta-aviões americano USS Abraham Lincoln
Reprodução: X
Após a publicação das fotos, a informação se espalhou para a internet e gerou piadas e críticas entre perfis de apoiadores e críticos do presidente americano, Donald Trump, nas redes sociais. “Não acredito que é esse lixo que damos para nossos guerreiros”, escreveu um apoiador do mandatário no X. “A aparência é horrível, mas o sabor deve ser ainda pior”, concluiu,
A autenticidade dessas imagens, no entanto, não pôde ser confirmada de forma independente. Os registros foram divulgados de forma anônima, e as fontes teriam temido represálias.
A controvérsia ganhou dimensão internacional após a Embaixada do Irã em Serra Leoa ironizar os Estados Unidos nas redes sociais. Em publicação na sexta-feira, 17 de abril, a representação diplomática compartilhou imagens alegadamente das refeições e escreveu: “Não há nada de bom na mesa para os soldados que se arriscam em nome de Israel… Mas no entanto eles certamente morrem por eles!”
Autoridades americanas reagiram rapidamente às acusações. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, classificou os relatos como “falsos” e afirmou que tanto o USS Abraham Lincoln quanto o USS Tripoli possuem suprimentos alimentares adequados.
Segundo Hegseth, todos os militares recebem refeições nutricionalmente balanceadas, e a Marinha segue rigorosos padrões de saúde e distribuição de alimentos. Ele reiterou que o bem-estar das tropas é uma prioridade e que as alegações que circulam nas redes sociais não correspondem à realidade.
Uma espécie de “bomba tectônica” pode estar desempenhando um papel crucial na sobrevivência e evolução de microrganismos que vivem sob o fundo do mar. A hipótese foi apresentada em 16 de abril de 2026, durante o encontro anual da Sociedade Sismológica da América, e propõe que processos geológicos em zonas de subducção — onde ocorrem alguns dos maiores terremotos do planeta — transportam esses organismos das profundezas de volta a regiões mais superficiais do leito oceânico.
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Esses microrganismos são descritos pelos cientistas como verdadeiras “belas adormecidas”, capazes de permanecer inativos por milhares ou até milhões de anos sob uma camada de sedimentos marinhos que pode ultrapassar um quilômetro de espessura. Durante esse longo período de dormência, sobrevivem graças a adaptações especializadas.
No entanto, para transmitir essas adaptações às próximas gerações, eles precisam eventualmente retornar às camadas mais rasas do fundo do mar, onde há condições para alimentação, crescimento e dispersão. É nesse ponto que entra o mecanismo proposto pelos pesquisadores.
Segundo Zhengze Li, doutorando da Universidade do Sul da Califórnia, o deslizamento de falhas em zonas de subducção pode impulsionar fluxos de fluidos que carregam microrganismos enterrados de volta à superfície. Modelos desenvolvidos pela equipe indicam que esse processo pode movimentar mais de 1 milhão de gigatoneladas de fluidos a cada milhão de anos, transportando até 10³⁰ células microbianas.
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Li explicou que esse “elevador microbiano” funciona em regiões onde uma placa tectônica mergulha sob outra. Nesse processo, camadas de sedimentos são raspadas da placa que desce e se acumulam contra a placa superior, formando uma espécie de cunha. Parte dos microrganismos permanece na placa descendente e segue em direção ao manto — um trajeto que os pesquisadores chamam de “viagem ao inferno”.
Outros, porém, escapam desse destino ao serem transportados para cima por meio de fraturas e falhas na cunha de sedimentos, ou ainda de forma mais difusa através dos próprios sedimentos, impulsionados pelo movimento tectônico.
Ao chegarem novamente ao fundo do mar em regiões rasas, esses microrganismos podem ser reativados. “Agora eles podem ser reativados e podem se reproduzir”, afirmou Li. “O ciclo completo — desde o soterramento e transporte com a placa em subducção até o eventual retorno — pode levar dezenas de milhões de anos ou mais.”
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Evidências diretas desse transporte de fluidos podem ser observadas em áreas conhecidas como exsudações frias no fundo do mar, onde fluidos emergem do subsolo. Esses locais também oferecem oportunidades para coleta de amostras, permitindo investigar a relação entre processos tectônicos e a vida microbiana subterrânea.
“Também podemos examinar como a atividade sísmica se relaciona com a abundância relativa de diferentes grupos microbianos, e encontramos uma correlação positiva entre energia sísmica e a abundância de microrganismos associados ao subsolo”, disse Li.
A equipe analisou essa relação na zona de subducção da Costa Rica e identificou que índices mais elevados de energia sísmica estão associados a uma maior presença de microrganismos típicos de ambientes profundos.
O fenômeno não se limita a grandes terremotos. Eventos sísmicos mais sutis, como deslizamentos lentos, tremores e movimentos assísmicos, também podem gerar perturbações suficientes para mobilizar fluidos e transportar microrganismos.
Pesquisas conduzidas por Karen Lloyd, professora de biogeoquímica microbiana na mesma universidade e coautora do estudo, identificaram diversas adaptações que permitem a sobrevivência desses organismos em longos períodos de dormência, incluindo mecanismos de reparo de DNA e enzimas capazes de degradar matéria orgânica em grandes profundidades.
Estudos genômicos indicam ainda que mutações nesses microrganismos tendem a preservar características ao longo de milhares a milhões de anos. Ainda assim, para transmitir essas adaptações e evoluir geneticamente, eles dependem de um fator essencial: aguardar que o “elevador tectônico” os leve de volta a um ambiente mais favorável à vida.
Uma família dos Estados Unidos transformou a Disney World em endereço fixo e hoje passa entre 60% e 70% do ano vivendo dentro do complexo turístico, em Orlando, a bordo de um trailer de luxo. O casal Adam e Lauren Ewing mora com os dois filhos, de 10 e 12 anos, no veículo estacionado no Fort Wilderness Resort, área de camping da Disney, segundo reportagem da revista People.
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Antes da mudança, os Ewing viviam em uma casa de cerca de 930 metros quadrados nos arredores de Athens, no estado da Geórgia. Durante a pandemia de Covid-19, decidiram comprar um motorhome e iniciar uma rotina de viagens em família pelos Estados Unidos. A vida familiar é frequentemente compartilhada em uma página do Instagram.
Com o tempo, a Disney se tornou a principal base do grupo, que também gosta de se aventurar para “caçar neve” em Utah, esquiar no Canadá e passar o verão em Vermont. Segundo Adam Ewing, o local já era especial para a família: a lua de mel do casal aconteceu no parque. Desde então, eles passaram a retornar com frequência e criaram uma rede de amizades no resort.
Apesar de viverem dentro do complexo, os dias não se resumem às atrações, apesar de possuírem ingressos anuais para os parques. Lauren afirma que a rotina inclui estudos das crianças em casa, exercícios físicos, trabalho remoto e refeições preparadas no trailer. As visitas aos parques costumam acontecer à noite ou quando recebem convidados.
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A experiência, porém, exige planejamento financeiro. De acordo com o casal, as tarifas para estacionar o trailer variam conforme a época do ano. Na última temporada de spring break, o custo chegou a cerca de US$ 300 (R$ 1,5 mil) por noite, superando US$ 8 mil (R$ 40 mil) por um período de 26 dias.
Há ainda uma regra interna do resort: após 26 dias hospedados, os visitantes precisam deixar o local por 24 horas antes de retornar. A família incorporou a exigência à rotina e usa o intervalo para deslocamentos e reorganização.
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Mesmo com os custos elevados, Adam diz que a escolha é motivada pelo desejo de aproveitar o tempo com os filhos enquanto ainda são crianças. Para ele, a prioridade é investir em experiências e memórias familiares agora, e não apenas no futuro.
— Cresci na geração em que você precisa ir para a escola, se formar na faculdade e trabalhar 40 anos para aproveitar 20 anos antes de morrer. E eu penso: ‘Não, cara, meus filhos só são pequenos uma vez. Quero aproveitar a infância deles. Quero colher os frutos do meu sucesso enquanto meus filhos ainda são pequenos o suficiente para desfrutá-lo’ — diz Adam.
Ele acrescenta:
— Não quero chegar aos 70 anos e olhar para trás dizendo: ‘Nossa, eu gostaria de ter ido àquela viagem para a Disney, ou àquela viagem de mergulho, ou àquela viagem de esqui.’ Quero fazer isso agora com meus filhos, quando temos as memórias para construir para eles.
Um vídeo que voltou a circular nas redes sociais mostra o momento em que a decolagem de um Boeing 747 arrasta turistas na areia de Maho Beach, praia localizada ao lado do Aeroporto Internacional Princess Juliana, em Sint Maarten, no Caribe. Nas imagens, pessoas que acompanhavam a manobra são derrubadas ou lançadas em direção ao mar pela força do deslocamento de ar provocado pelos motores da aeronave.
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O aeroporto é conhecido mundialmente pela curta distância entre a pista e a faixa de areia. Separados apenas por uma rua e por uma cerca, turistas costumam se reunir no local para observar pousos e decolagens de aviões de grande porte a poucos metros de altura.
A cena mostrada no vídeo ocorreu durante a partida de um jumbo da companhia aérea holandesa KLM, modelo que operou por anos na rota entre Amsterdã e Sint Maarten. O Boeing 747 deixou de voar regularmente para o destino em 2016, quando foi substituído por aeronaves menores.
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Apesar da fama turística, a área é alvo frequente de alertas de segurança. Placas instaladas no entorno do aeroporto informam que o jato de ar de aeronaves em movimento pode causar ferimentos graves ou morte.
Em 2017, uma turista de 57 anos, da Nova Zelândia, morreu após ser atingida pelo deslocamento de ar de um avião em decolagem. Segundo relatos da época, ela segurava a cerca próxima à pista, perdeu o apoio e bateu a cabeça ao ser arremessada para trás. O caso ganhou repercussão internacional e reforçou os riscos da prática conhecida como “fence surfing”, quando visitantes se posicionam junto ao alambrado para sentir a força dos motores.
Mesmo após o acidente, Maho Beach segue como um dos pontos turísticos mais visitados da ilha, atraindo curiosos e entusiastas da aviação interessados na experiência de acompanhar aeronaves em baixa altitude.
Um crocodilo-do-nilo de aproximadamente quatro metros invadiu na última sexta-feira um hotel próximo às Cataratas Vitória, em Zambeze, no Zimbábue, entrou na área de restaurante e tentou acessar a cozinha do local, assustando hóspedes e funcionários. O animal foi retirado em segurança por equipes da autoridade ambiental do país e devolvido ao rio Zambeze. Ninguém ficou ferido.
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O episódio ocorreu no A’Zambezi River Lodge, empreendimento às margens do rio. Segundo relatos publicados pela imprensa britânica, o crocodilo saiu da água e caminhou até a área interna do hotel, passando pelo restaurante. Em seguida, tentou subir o balcão que dá acesso à cozinha.
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Depois da tentativa frustrada, o animal permaneceu algum tempo sobre o balcão do buffet, descansou em uma poltrona e depois seguiu para uma área externa com espelho d’água, onde aguardou até a chegada das equipes de resgate.
Funcionários do hotel isolaram a área e impediram a aproximação de hóspedes. Agentes da Zimbabwe Parks and Wildlife Management Authority imobilizaram o réptil e o transportaram de volta ao rio Zambeze. John Richards, um turista britânico de Portsmouth que estava hospedado no hotel, disse ao jornal The Times:
— Garçons nos contaram que ele simplesmente entrou andando como se fosse um hóspede pagante e, quando não conseguiu uma mesa, foi até a recepção. Ao não encontrar ninguém ali, ele realmente tentou escalar o balcão para entrar nas cozinhas. Depois foi até uma poltrona e se deitou nela, então saiu tranquilamente para o deque onde ficam todas as mesas e, sem nada para comer no cardápio, acomodou-se em um espelho d’água na frente, onde parecia satisfeito — brincou o hóspede.
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Em nota reproduzida pela imprensa local, representantes do hotel afirmaram que a proximidade com a vida selvagem faz parte da identidade do empreendimento e que equipes são treinadas para lidar com esse tipo de ocorrência. Segundo autoridades ambientais, não é incomum que crocodilos se desloquem por terra dentro de seu habitat natural. Em uma publicação nas redes sociais, o A’Zambezi River Lodge ressaltou o bom humor da situação.
— Na sexta-feira, recebemos uma visita logo pela manhã de um hóspede inesperado no restaurante Amulonga. Ele estava verificando por que o serviço de quarto estava atrasado. Sem regras. Sem convite. Sem reserva. Este é o Zambeze, onde selvagem significa selvagem.

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