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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou nesta quarta-feira a onda de protestos que ocorrem no momento no México com os atos que atingiram o Brasil em junho de 2013 e sugeriu que pode haver interferência estrangeira nas mobilizações.
Durante discurso em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, Lula falou sobre a influência das “narrativas” na disputa política.
— Agora mesmo no México está acontecendo um pouco daquilo que aconteceu aqui em 2013. Todo mundo está lembrando que a reivindicação de R$ 0,20 de aumento do transporte foi o pretexto para extrema direita tomar conta das ruas utilizando verde e amarelo. Às vezes, acho que tem o dedo de alguém, às vezes nem é mexicano.
Lula revelou que vai conversar por telefone na tarde desta quarta-feira com a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

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Antes mesmo de a bola rolar para a estreia do Irã na Copa do Mundo de 2026, contra a Nova Zelândia, uma bandeira iraniana avistada nas arquibancadas do Sofi Stadium gerou controvérsia. A bandeira, que tem no centro um leão e um sol, foi abandonada pelo país após a Revolução Islâmica de 1979, mas acabou abraçada pela oposição iraniana no exílio. E apareceu na partida desta segunda-feira, apesar dos protestos do atual regime iraniano e da proibição da Fifa.
Iranianos vão ao estádio com bandeira rejeitada pelo regime e vetada pela Fifa
Embora as cores da bandeira — verde, branco e vermelho — e as faixas horizontais sigam um padrão similar desde o início do Século XX, o que está no centro dela é a causa da discórdia. Até 1979, a bandeira trazia o leão e o sol, um símbolo originado na Pérsia Antiga e com milhares de anos de história.
Após a instauração da República Islâmica, em fevereiro de 1979, o leão e o sol permaneceram temporariamente (mas sem uma coroa que representava o regime comandado pela dinastia Pahlevi). Em 1980, foi adotado o modelo atual, com o novo brasão da República e o takbir islâmico (“Allah é Grande”) escrito 22 vezes nas faixas.

É essa a bandeira usada em competições oficiais há quase 50 anos, e é a única reconhecida pela Fifa. Mas para a diáspora iraniana — são mais de 750 mil nos EUA —, ela é o símbolo de um regime que reprime sua população, mata seus dissidentes e que, hoje, não os representa. Por isso, a antiga bandeira dos tempos da dinastia Pahlevi, deposta pela revolução de 1979, predomina nos atos contra a República Islâmica no exterior.
Antes da partida desta segunda-feira, a Federação Iraniana de Futebol exigiu que a Fifa garantisse o veto à bandeira pré-revolucionária nos estádios da Copa. O presidente da federação, Mehdi Taj, afirmou que a entidade máxima do futebol é “responsável” pelo cumprimento dos protocolos, e que uma das regras é que “a bandeira oficial de um país deve estar presente no estádio”.

Já o ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donyamali, chegou a ameaçar retirar a seleção de campo em caso de atitudes consideradas desrespeitosas ao atual regime iraniano nos estádios. Ignorando as ameaças, um grupo de manifestantes se reuniu nos arredores do Sofi Stadium horas antes do jogo e, além da bandeira pré-revolucionária, exibiram fotos de Reza Pahlavi — que é filho do xá Mohammad Reza Pahlavi, deposto na revolução de 1979, e representante da oposição aos líderes islâmicos.
Processo judicial
Na última Copa, no Catar em 2022, torcedores iranianos que tentavam entrar nos estádios com a bandeira pré-revolucionária foram abordados por seguranças e não raro obrigados a abandoná-las. Em maio, a Fifa decidiu que a regra seria repetida em 2026, invocando seu Código de Conduta à torcida. Nele, a Fifa afirma que estarão proibidos materiais “que sejam de natureza política, ofensiva e/ou discriminatória”.
Atualmente, a Fifa é alvo de uma ação judicial nos Estados Unidos por ter vetado a entrada da bandeira iraniana pré-revolucionária nos estádios.
“A bandeira do Leão e do Sol é um símbolo de paz abraçado por milhões de iranianos que acreditam na liberdade, na democracia e no direito de expressar sua identidade sem medo ou censura”, disse, em comunicado, o Instituto para as Vozes da Liberdade, uma organização de oposição ao regime em Teerã, e que acionou a Justiça dos EUA para garantir o direito de levar as bandeiras aos jogos.

Para o Instituto, o veto é resultado da pressão do governo iraniano sobre a Fifa: em maio, quando a federação iraniana ameaçou se retirar do torneio devido à guerra contra EUA e Israel, uma das condições para participar era o “respeito à bandeira iraniana”.
Esse não é o único dilema da diáspora iraniana. Muitos veem o “Team Melli” (“Seleção Nacional”, em persa) como mais uma ferramenta de promoção do regime, e por isso têm se manifestado contra a seleção. Antes da partida desta segunda-feira, uma manifestante nos arredores do Sofi Stadium ergueu um cartaz com a frase “o time de futebol da república terrorista islâmica não representa o povo do Irã”, escrita em inglês.

Um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que quase metade das crianças no planeta mora em locais sujeitos a mais do que três tipos de riscos climáticos.
A organização aponta que 1,1 bilhão de meninos e meninas enfrentam ao mesmo tempo eventos como enchentes, temporais, secas, incêndios, tempestades de areia e ondas de calor.
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O número saiu de uma nova base de dados criada pelos autores do relatório, que tem como objetivo ajudar o poder público em políticas de adaptação ao clima para contemplar as necessidades da infância e da juventude.
O Relatório de Risco Climático das Crianças 2026 é acompanhado de dados locais, em que é possível mapear populações vulneráveis a esses eventos climáticos extremos com uma precisão de 10 km.
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Os dados levam em conta diversas maneiras com que a crise do clima pode afetar a vida das crianças, incluindo o acesso a saúde, educação, alimentação e saneamento básico. O clima também torna a infância mais vulnerável à perda de serviços de proteção e a violações de direitos fundamentais indica o trabalho.
Segundo Danilo Moura, especialista em clima e meio ambiente do Unicef Brasil, apesar de os impactos da mudança climática se manifestarem de maneira geral na população, o poder público precisa dar atenção especial às crianças nesse contexto.
— Quando a gente olha para a mudança do clima, a gente está olhando para um fenômeno que impacta as crianças de uma forma desproporcional — diz. — O exemplo mais simples é o dos dias com calor extremo. O impacto das altas temperaturas nas crianças pequenas, especialmente nos dois primeiros anos de vida, é muito maior do que nos adultos, porque no começo da vida, fisiologicamente, o corpo é menos capaz de lidar com o calor.
Na área da saúde, esse problema se manifesta também no espalhamento de doenças infecciosas e no impacto da poluição, dois temas indiretamente ligados ao aquecimento global, mas que também foram contemplados no relatório do Unicef.
Uma análise da Organização Mundial de Saúde (OMS) citada no relatório indica que quase 90% do impacto das doenças que serão agravadas pela crise do clima recai sobre crianças de até 5 anos.
Escolas destruídas
O relatório dá atenção especial, também, as formas com que a crise do clima atinge a educação.
“Tempestades destroem escolas e ondas de calor interrompem o aprendizado, roubando o futuro das crianças. Só em 2024, pelo menos 242 milhões de estudantes em 85 países e territórios tiveram sua escolaridade prejudicada por eventos climáticos extremos”, afirma o relatório.
— Aqui no Brasil, em 2024, mais de um milhão de crianças tiveram seus estudos interrompidos por um período longo só pelos dois principais eventos climáticos extremos daquele ano, que foram a enchente do Rio Grande do Sul e a seca na Amazônia — diz Moura.
Quando se olha para o impacto social como um todo no país, porém, o dano é muito maior. Ao todo 16 milhões de crianças brasileiras estão expostas a três ou mais riscos climáticos, como ondas de calor ou secas, o equivalente a 30% da população infantil. Olhando para dois ou mais riscos, são mais de 30 milhões de crianças.
O Brasil não figura na lista dos países onde o problema é mais preocupante, porém. Seções especiais do relatório são dedicadas a Paquistão, Iraque, Líbano, Camboja e Etiópia. O relatório também destaca o pequenos países-ilhas do mundo em desenvolvimento, sobretudo no Caribe e no Pacífico, e a região do Sahel, ao sul do deserto do Saara.
Impacto desigual
O desafio brasileiro, segundo Moura, é encontrar maneiras de atender necessidades de populações mais pobres, nas quais a crise do clima tem impacto muito maior.
— Quando a gente mapeia essas crianças que estão expostas a múltiplos riscos no território brasileiro, o que a gente vê é uma grande sobreposição com o mapa das desigualdades — diz — Nós vemos ali as crianças que moram nas periferias, que são na sua maioria, crianças negras, as crianças indígenas que vivem em comunidades rurais, as crianças quilombolas ou crianças que pertencem a outros povos e comunidades tradicionais.
Num prefácio escrito para o relatório, a diretora-executiva do Unicef, Catherine Russel, diz que a ideia é que os dados que a organização está gerando para ajudar formuladores de política a enfocarem políticas climáticas para a infância consigam dar conta das diferenças regionais mais localizadas.
“Agora podemos ver onde as crianças estão expostas a uma variedade de riscos dentro dos países com um nível de detalhamento sem precedentes”, diz. “Combinando esses dados com informações sobre o acesso e a capacidade dos serviços sociais existentes, os governos podem mapear onde as crianças estão mais vulneráveis aos impactos e estresses climáticos. Os dados deste relatório são uma ferramenta fundamental para os tomadores de decisão, ajudando-os a planejar de forma mais inteligente, agir com mais rapidez e investir de forma mais eficaz em serviços resilientes às mudanças climáticas para crianças.”
Moura afirma que os dados de populações infantis vulneráveis por tipo de evento climático poderão ser consultados em nível de estado e município, para ajudar essas duas esferas de governo a fazerem seus planejamentos.
Um aspecto preocupante do novo relatório é que todo o impacto climático sobre a infância listado ali se refere a eventos correntes. Em outras palavras, não está computado ali ainda o agravamento de situação que deve vir quando o planeta superar 1,5°C acréscimo à média da temperatura global, o que pode acontecer já na próxima década.
As Forças Armadas dos EUA indicaram que oito pessoas estavam a bordo do bombardeiro americano B-52 Stratofortress que caiu nesta segunda-feira na Califórnia, pouco depois da decolagem, acrescentando que os indícios iniciais sugerem que “não houve sobreviventes”.
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“Um bombardeiro B-52 Stratofortress da Força Aérea dos EUA, transportando oito pessoas em uma missão de teste de rotina, caiu hoje, pouco depois da decolagem, às 11h20 (horário local). Os indícios iniciais sugerem que não há sobreviventes”, disse a Base Aérea de Edwards em um comunicado.
Mais cedo, a base afirmou em comunicado que havia fechado seu aeródromo e desviaria as aeronaves que pousariam ali.
“Além disso, todos os passes de visitantes não comerciais foram suspensos até novo aviso para permitir que a instalação concentre integralmente seus esforços nas operações de resposta à emergência”, destacou.
Imagens divulgadas pela imprensa local mostraram uma enorme mancha escura na pista aérea, assim como uma coluna de fumaça. Também foram vistos veículos de assistência. A instalação militar fica no sul da Califórnia, a quase 100 km de Los Angeles.
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O B-52 Stratofortress é um bombardeiro de longo alcance fabricado pela empresa americana Boeing. É usado pela Força Aérea americana desde os anos 1950. Os Estados Unidos mobilizaram a aeronave em conflitos no Vietnã, Iraque, Afeganistão e, mais recentemente, no Irã.
O bombardeiro, que pode carregar diversas armas, incluindo bombas e mísseis de cruzeiro, tem uma envergadura de 56 metros e um comprimento de 48 metros.
O governo do Reino Unido iniciou uma operação diplomática para evitar atritos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após anunciar um pacote de restrições ao uso de redes sociais por adolescentes, incluindo a proibição para menores de 16 anos. Segundo informações do jornal britânico The Guardian, ministros do governo trabalham para impedir que a nova legislação seja interpretada como um ataque às grandes empresas de tecnologia americanas.
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De acordo com pessoas envolvidas nas negociações, a estratégia do governo segue três frentes: dialogar diretamente com as plataformas digitais, informar previamente a administração Trump sobre os planos e combater o que considera informações falsas sobre a proposta. O objetivo, segundo fontes ouvidas pelo jornal, é deixar claro que a iniciativa busca proteger crianças e adolescentes, e não atingir empresas dos Estados Unidos.
O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que a preocupação com os efeitos das redes sociais sobre os jovens é compartilhada por líderes de diversos países. Ele revelou ter conversado com Trump sobre o assunto e disse que o tema voltaria à pauta em novos encontros. Os dois devem se encontrar na cúpula do G7 em Evian esta semana. Até a noite de segunda-feira (15), porém, o presidente americano ainda não havia se manifestado publicamente sobre a proposta.
Quem reagiu foi o empresário Elon Musk, dono da rede social X. Em uma publicação, ele classificou a legislação como “um lobo em pele de cordeiro” e afirmou que o verdadeiro objetivo seria permitir ao governo britânico monitorar a população.
As regras anunciadas pelo Reino Unido vão além das adotadas recentemente pela Austrália. Além de estabelecer idade mínima para o acesso a diversas plataformas, o pacote prevê a proibição de transmissões ao vivo feitas por menores de 16 anos, impede que adultos façam contato não solicitado com crianças em sites de jogos e veta que menores de 18 anos utilizem chatbots com finalidade romântica. Serviços voltados ao público infantil, como YouTube Kids, Lego Play e Google Classroom, ficarão de fora das restrições.
O governo britânico ainda prepara novas medidas para serem apresentadas nas próximas semanas, incluindo possíveis restrições ao uso noturno das redes sociais por adolescentes de 16 e 17 anos. Ao defender a proposta, Starmer afirmou que as plataformas digitais têm contribuído para o aumento do sofrimento emocional entre jovens.
— As redes sociais estão deixando as crianças infelizes, facilitando que agressores as assediem e abusem delas e podem até estar prejudicando sua saúde mental — declarou Starmer, em uma coletiva de imprensa em Downing Street.
O Reino Unido fornecerá urânio enriquecido à Ucrânia para suas usinas nucleares e imporá novas sanções contra a Rússia, afirmou o primeiro-ministro Keir Starmer antes da sessão da cúpula do G7 na terça-feira. Denunciando os “ataques bárbaros” da Rússia contra a Ucrânia, o Reino Unido está “intensificando sua atuação” ao “cortar as receitas que alimentam a guerra de [Vladimir] Putin e garantir que a Ucrânia enfrente os invernos que se aproximam”, disse Starmer, segundo seu gabinete, referindo-se ao presidente russo.
Em atualização.
O governador do estado da Califórnia, Gavin Newsom, um dos principais nomes do Partido Democrata e apontado como possível candidato à presidência dos Estados Unidos em 2028, afirmou nesta segunda-feira que agentes federais estão investigando ele e sua esposa, Jennifer Siebel Newsom. O democrata acusa o presidente americano, Donald Trump, de usar o Departamento de Justiça para perseguir um adversário político.
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O alcance completo das investigações ainda não está claro. No entanto, assessores de Newsom afirmam que parte da apuração federal parece estar focada em sua esposa. Ex-funcionários do governador e pessoas ligadas às organizações sem fins lucrativos comandadas por Jennifer foram interrogados por agentes federais, segundo o gabinete de Newsom.
Uma pessoa familiarizada com o caso, sob condição de anonimato, confirmou que existem várias investigações federais em andamento relacionadas ao governador, incluindo uma que examina as finanças de sua esposa. A fonte, porém, contestou a alegação de Newsom de que as apurações seriam motivadas politicamente e afirmou que elas foram iniciadas por autoridades federais na Califórnia, e não por integrantes do governo em Washington.
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Democrata, Newsom classificou a investigação como uma “expedição de pesca”, expressão usada nos EUA para descrever investigações amplas em busca de possíveis irregularidades. Segundo ele, agentes federais estariam examinando “anos e anos de documentos aleatórios” e visitando amigos da família e associados do casal na tentativa de encontrar provas de um crime não especificado.
— Donald Trump não está apenas atrás de mim por causa dos meus tweets agressivos — disse Newsom em um vídeo divulgado nas redes sociais. — Ele está atrás de mim porque estou considerando concorrer à Presidência. Para me atingir, está perseguindo minha esposa.
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De acordo com o gabinete do governador, diversas pessoas ligadas ao casal foram procuradas por agentes federais na última semana. Assessores de Newsom também acreditam que registros bancários tenham sido intimados, embora afirmem não ter visto documentação formal que comprove isso.
Um porta-voz do FBI e uma representante do Departamento de Justiça se recusaram a comentar o caso. Um funcionário da Casa Branca encaminhou todos os questionamentos ao Departamento de Justiça.
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Jennifer Siebel Newsom, que se apresenta como “primeira-dama da Califórnia”, é documentarista e concentra seu trabalho nos impactos sociais do sexismo. Ela fundou a organização sem fins lucrativos Representation Project, dedicada à promoção da igualdade de gênero por meio, entre outras iniciativas, de materiais educacionais baseados em seus documentários.
Jennifer também é proprietária da produtora Girls Club Entertainment, listada como prestadora de serviços da Representation Project nas declarações fiscais da organização. Os registros mostram que a entidade realiza pagamentos anuais à empresa. Em 2024, a organização desembolsou US$ 161.250 (aproximadamente R$ 816 mil) por serviços de produção audiovisual.
Ela também é cofundadora da California Partners Project, organização sem fins lucrativos que busca ampliar a participação feminina em conselhos corporativos, reduzir a diferença salarial entre homens e mulheres e promover maior segurança digital para crianças. Parte dos financiadores da entidade possui negócios ou interesses regulatórios junto ao governo estadual.
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Há anos, críticos levantam suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo organizações ligadas a Jennifer Siebel Newsom. No entanto, não surgiram evidências públicas de irregularidades, e continua incerto quais questões específicas estão sendo investigadas pelos agentes federais.
Segundo registros apresentados à agência de ética da Califórnia, Newsom informou ter solicitado US$ 4,3 milhões (cerca de R$ 21 milhões) em doações para a California Partners Project desde 2020. Desse total, US$ 1,8 milhão (R$ 9,1 milhões) vieram de uma tribo indígena americana que possui acordo com o estado para operar um cassino no condado de Sonoma.
O gabinete do governador afirmou que a investigação representa uma nova tentativa de desgastá-lo politicamente após o processo contra sua ex-chefe de gabinete, Dana Williamson, não ter encontrado irregularidades envolvendo Newsom. Williamson se declarou culpada no mês passado por mentir ao FBI e compartilhar informações confidenciais de uma ação judicial do estado.
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Quando foi indiciada, seu advogado afirmou que agentes federais a procuraram ainda durante o governo de Joe Biden para questioná-la sobre Newsom. Segundo ele, Williamson respondeu que nunca testemunhou qualquer conduta criminosa do governador.
As investigações mais recentes sobre pessoas ligadas a Newsom e sua esposa começaram aproximadamente na mesma época em que Trump anunciou a intenção de nomear Todd Blanche para o cargo de procurador-geral dos EUA, de acordo com o gabinete do governador.
Blanche havia atuado anteriormente como advogado de defesa de Trump em três dos quatro processos criminais enfrentados pelo presidente. Atualmente procurador-geral interino, ele tem conduzido ações contra pessoas vistas como adversárias políticas de Trump.
Análise: Trump começa a encerrar a guerra que ele mesmo iniciou, mas sem cumprir seus objetivos
Newsom tem sido um crítico frequente da indicação de Blanche ao comando do Departamento de Justiça. Recentemente, chamou-o de “o homem que encobriu os arquivos Epstein” e afirmou que ele concedeu a Trump e sua família “um passe vitalício para cometer crimes fiscais”.
Em seu vídeo, o governador lembrou que Trump chegou a defender sua prisão no ano passado e disse sentir orgulho de integrar a “lista de inimigos” daqueles que enfrentam o presidente. Também acusou Trump de “vender a presidência” em troca de aprovações para campos de golfe, negócios com criptomoedas e até um jato particular.
— Vocês podem intimar meus registros. Podem me investigar. Podem me assediar — afirmou Newsom. — Coloquem meu nome em qualquer lista de inimigos que quiserem, mas deixem minha esposa e minha família fora da sua vingança pessoal.
Quase imediatamente após fechar um acordo com o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pareceu ansioso para comemorar a vitória. Ele anunciou com entusiasmo que o acordo abriria o Estreito de Ormuz, uma via navegável vital para o abastecimento energético mundial, cujo tráfego marítimo paralisado abalou a economia global. Em declaração ao jornal americano New York Times, afirmou que seus esforços salvaram Israel da extinção nuclear e tornaram o Oriente Médio mais seguro. Tudo isso lhe rendeu uma importante vitória em sua viagem à França para a cúpula do G7, onde se reunirá com líderes europeus que criticaram sua abordagem em relação à guerra. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Hauly: “Lei ajudou a barrar quase 2 mil candidaturas sujas na eleição de 2024”

A Lei da Ficha Limpa, que nasceu de iniciativa popular em 1993 e entrou em vigor em junho de 2010, completa 16 anos com alterações significativas e contestações no Supremo Tribunal Federal (STF). O texto original prevê que políticos condenados à perda dos direitos políticos não podem concorrer novamente a cargos eletivos por até 16 anos. Esse é o caso de senadores que têm mandato de 8 anos.

Um dos deputados que assinaram o projeto que deu origem à lei, o deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) afirma que somente na eleição de 2024 a lei ajudou a barrar quase 2 mil candidatos que tinham ficha suja. O parlamentar considera a norma um marco no combate à corrupção no Brasil.

“Foi um reforço legislativo que fizemos para fortalecer a legislação de combate aos corruptos, àqueles que cometem crimes de improbidade, enfim, àqueles que realmente metem a mão no jarro do dinheiro público. E o Brasil aprovou uma legislação que veio de iniciativa popular, 1,5 milhão de assinaturas foram apresentadas. E esta é uma lei que pegou. Eu acredito que hoje, nesses anos todos, próximo de 10 mil candidaturas de ficha suja foram barradas pela legislação”, disse.

Pela lei de 2010, políticos condenados por crimes como lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito não podem concorrer novamente durante todo o período restante do mandato e nos oito anos seguintes. No entanto, outra lei que entrou em vigor em 2025 reduziu o prazo em que os políticos ficam inelegíveis para, no máximo, 12 anos.

Mudanças recentes
O texto mais recente determina que o prazo de inelegibilidade começa com a condenação por um colegiado e será de oito anos a partir de então, o que antecipa a contagem de prazo e reduz o tempo em que o político fica inelegível. Se houver condenações posteriores, a soma do período em que o candidato não pode concorrer a cargos eletivos deve ser limitado a 12 anos.

No entanto, a lei mais nova prevê exceções a essa regra mais branda. Se a condenação ocorrer por crimes de maior gravidade, como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, terrorismo ou outros crimes hediondos, continua a valer a regra antiga: inelegibilidade de 8 anos contados a partir do cumprimento integral da pena.

Kayo Magalhães / Câmara dos deputados
Votação de pareceres e instauração de processos. Dep. Chico Alencar (PSOL-RJ)
Chico Alencar defende a restauração do texto de 2010

A lei aprovada em 2025 foi contestada pelo partido Rede Sustentabilidade no Supremo Tribunal Federal. A legenda alega que o mérito do texto aprovado na Câmara foi alterado pelo Senado, mas não retornou para análise dos deputados, como determina a Constituição. O partido também sustenta, no processo, que o abrandamento das regras permite o retorno de políticos condenados por crimes graves à vida pública prematuramente.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que já estava na Câmara na época da aprovação da Lei da Ficha Limpa, defende que os ministros do Supremo decidam pela restauração do texto aprovado em 2010.

“A lei é boa, é eficaz relativamente, teria que retirar e derrubar esse facilitário, inclusive o tempo de inelegibilidade, que foi reduzido recentemente através do próprio Parlamento. Eu espero que o Supremo Tribunal Federal decida com o olho num preceito constitucional, que é a integridade, que é a ética pública, que é a qualidade da representação, a partir desse princípio constitucional da impessoalidade, da publicidade, da ética, da honestidade. Espero que o STF aja nessa direção”, afirmou.

Um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes em maio deste ano suspendeu o julgamento da ação, que não tem data para recomeçar. Antes da interrupção da análise, a relatora do processo, ministra Carmem Lúcia, já havia votado a favor da manutenção da Lei da Ficha Limpa de 2010 nos principais pontos contestados pela Rede. O único ministro a votar depois da relatora foi Luiz Fux, que concordou inteiramente com o voto de Carmem Lúcia.

Uma fuga digna de cinema chamou a atenção da mídia europeia há quase um ano. No dia 17 de junho de 2025, o jovem russo Daniil Moukhametov, hoje com 22 anos, saltou de um trem em movimento para fugir do seu país e não prestar serviço militar em meio à guerra contra Ucrânia. Agora, ele teme ser devolvido ao país governado por Vladimir Putin. Depois de pedir asilo para a Finlândia e para a França, o governo francês decidiu transferir o processo para as autoridades lituanas, segundo reportagem publicada pelo jornal francês Le Monde. Segundo uma regra da União Europeia, pedidos de asilo precisam ser analisados pelo primeiro país onde o requerente entrou.
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Com seu nome na lista de pessoas proibidas de deixar o território russo por ter ignorado uma ordem de mobilização, ele decidiu que deveria fugir.
— Eu sabia que precisava deixar o país imediatamente. Percebi que, se fosse capturado, iria direto para um centro de detenção e depois seria enviado de volta para a Rússia — disse ele ao Le Monde.
Moukhametov já havia trabalhado na ferrovia como atendente de trem e eletricista ferroviário. Por isso, entendia como funcionava a viagem que vai de Adler, no sul do país, ao enclave russo de Kaliningrado, passando pelo território da Lituânia. Por conta disso, o trem não para ao passar em terras do país vizinho e também é vigiado muitas vezes por helicópteros. Ele abriu a porta com uma chave que tinha da época em que trabalhou nos trens e pulou em um momento de menor velocidade.
— Eu sabia que normalmente havia um helicóptero, mas quando pulei do trem não havia nenhum. Era noite e os outros passageiros estavam dormindo. O trem estava a cerca de 40 km/h. Claro que caí quando pulei, mas não me machuquei. Tive sorte. Na manhã seguinte, vi meu rosto nas capas dos jornais lituanos — completou.
Depois do salto, ele caminhou por uma floresta até conseguir chegar à cidade lituana de Kaunas. Agora ele está preso em Estrasburgo, na França, e aguarda uma decisão sobre o seu caso, que ganhou atenção da mídia europeia.
O seu advogado, Martin Jouvin, argumenta que o maior risco para Moukhametov não seria uma deportação direta da França para a Rússia, mas sim uma transferência para a Lituânia, que posteriormente poderia devolvê-lo às autoridades russas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (15), de encontros bilaterais com os presidentes da Suíça, Guy Parmelin, em Genebra; e da França, Emmanuel Macron, ao chegar na cidade francesa de Évian, onde participa Cúpula do G7 – fórum que reúne as sete maiores economias do mundo.

Na reunião com Macron, que durou cerca de 40 minutos, os líderes destacaram a cooperação bilateral, especialmente na área de defesa, com ênfase no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

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Trataram também do fortalecimento da cooperação entre a Guiana Francesa e o Amapá, bem como do interesse francês em apoiar o Brasil na área de supercomputadores.

Lula ainda relembrou a criação da Unitaid, organização internacional voltada à saúde global, criada em 2006 com o objetivo de ampliar o acesso de países do Sul Global a medicamentos e tecnologias da saúde.

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Suíça

No encontro com Parmelin, quando Lula estava a caminho da França, o foco da reunião foi a ampliação do comércio bilateral e a diversificação das exportações.

Segundo o Planalto, os dois presidentes concordaram que o acordo Mercosul-EFTA representa uma “oportunidade para ampliar o comércio, em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo”.


15.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o Presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Lula em reunião com Guy Parmelin – Ricardo Stuckert / PR

O EFTA reúne países europeus que estão fora da União Europeia – Suíça, Noruega, Islância e Liechtenstein.

Entre as decisões tomadas por Lula e Parmelin durante o encontro está a de expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, energia, saúde e defesa.

O presidente suíço elogiou o Brasil pela realização da COP30 e pelos avanços no combate ao desmatamento.

G7

Lula participa como convidado da Cúpula do G7, entre os dias 15 e 17 de junho. O grupo é formado por EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

Durante o encontro, ele deve defender a ampliação da ajuda internacional a países em desenvolvimento e a reforma da governança global, com ênfase em instituições como a ONU e a OMC.

Lula também participará de debates sobre crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial, abordando oportunidades e riscos da tecnologia.

A cúpula discutirá ainda temas como proteção digital de crianças, combate ao narcotráfico, migração, câncer e minerais críticos.

O presidente busca reforçar o multilateralismo em meio a tensões comerciais globais, incluindo críticas recentes dos Estados Unidos ao Brasil.

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