“Dos 24 tripulantes indianos a bordo, 21 foram resgatados até o momento e 3 estão desaparecidos”, afirmou a Chancelaria em nota, na qual também criticou a ação contra o petroleiro M/T Settebello, de bandeira de Palau. “Reiteramos nosso apelo pela imediata redução das tensões e pela conclusão das negociações em andamento para uma solução diplomática, de modo que a paz e a estabilidade possam retornar à região.”
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O encarregado de negócios da Embaixada dos EUA na Índia, Jason Meeks, também foi convocado pela Chancelaria indiana em protesto, embora não tenha ocorrido uma queixa formal pelos canais diplomáticos.
Em comunicado, o Comando Central dos EUA, responsável pelas operações no Oriente Médio, relatou que, na noite de terça-feira, o Settebello foi atingido por “munições de precisão na casa de máquinas do navio, depois que a tripulação falhou repetidamente em cumprir as instruções das forças americanas” perto da costa de Omã.
Pouco depois, a embarcação emitiu um alerta pelo rádio, relatando um incêndio a bordo. A Marinha omanense ajudou no resgate dos tripulantes. As primeiras informações diziam que duas pessoas estavam mortas, enquanto uma terceira estava desaparecida, números atualizados por Nova Délhi. A bordo havia 28 tripulantes, sendo que 24 eram indianos.
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Embora não figure em listas internacionais de sanções, o M/T Settebello — que também navegou sob o nome Hana — é citado como uma das embarcações da “frota fantasma” usada pelos iranianos para transportar burlar bloqueios e embargos ao petróleo e gás. De acordo com o portal Maritime Executive, responsáveis pelo navio dizem que ele estava parado perto da costa de Omã, aguardando instruções, mas os militares dos EUA rejeitam a versão. Dentre as centenas de navios parados nos arredores de Ormuz devido ao fechamento, um número considerável carrega petróleo iraniano aguardando compradores.
Desde a imposição do bloqueio aos portos e navios iranianos, em abril, o Comando Central dos EUA afirma ter “desabilitado” oito embarcações que, garantem os militares, descumpriram ordens para mudar de rota. A medida é uma das apostas do Pentágono para impor custos elevados a Teerã, e forçar um acerto mais palatável ao governo do presidente Donald Trump. Mas até agora, não há qualquer sinal de fissura na cúpula do regime.
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O ataque ao Settebello foi o segundo em menos de 24 horas na região do Golfo de Omã. Na noite de segunda-feira, o M/T Marivex, também de bandeira de Palau e presente na lista de sanções dos EUA, foi atacado em águas internacionais, sob alegação de que estava a caminho do Irã. A bordo havia 24 tripulantes indianos, resgatados pela Marinha de Omã e repetindo o roteiro da terça-feira.
Os bloqueios na região do Estreito de Ormuz — pelos EUA e pelo Irã —, ligados à guerra lançada por Trump em fevereiro, produziram um dos maiores choques do setor de energia em décadas. Até agora, os esforços internacionais pela liberação da passagem, por onde transitavam 20% das exportações globais de petróleo e gás, foram ineficazes, e parecem depender de um complicado acerto entre Teerã e Washington. Neste contexto, os ataques a navios civis são um complicador difícil de ignorar.
“Condeno veementemente qualquer ato de qualquer parte que coloque em risco a vida dos marítimos e a segurança da navegação internacional. Isso é simplesmente inaceitável”, disse, em comunicado, o secretário-geral da Organização Marítima Internacional, ligada à ONU, nesta quarta-feira. “Todas as ações que afetam a navegação internacional devem respeitar integralmente o direito internacional e a segurança da vida no mar. A proteção dos marítimos é uma responsabilidade compartilhada que deve permanecer primordial.”









