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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta segunda-feira, por telefone, com o líder americano Donald Trump por cerca de 50 minutos. A ligação ocorre em meio às negociações para ampliar as isenções de setores brasileiros ao tarifaço e à proposta americana para que o Brasil integra o controverso Conselho da Paz, iniciativa dos Estados Unidos que reuniria líderes para mediar uma solução para o conflito em Gaza.
Os dois líderes tocaram em ao menos cinco pontos importantes da agenda bilateral, de acordo com comunicado do Palácio do Planalto.
1.Visita de Lula a Washington
Ambos alinharam uma visita oficial de Lula aos Estados Unidos em fevereiro, a ser realizada depois da viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul. A data definitiva ainda não foi divulgada.
Seria o terceiro encontro pessoal entre os dois presidentes desde que Trump assumiu seu segundo mandato, e o segundo em solo americano. Os dois tiveram um breve encontro, de aproximadamente um minuto, nos bastidores da Assembleia Geral da ONU em setembro, logo após o discurso de Lula e imediatamente antes da fala de Trump no evento.
Em novembro de 2025, a pedido do governo do Brasil, Trump voltou a se encontrar com Lula, dessa vez na Malásia, onde os dois participaram como convidados da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), bloco que reúne economias do Sudeste Asiático.
2. Conselho da Paz e a posição crítica do Brasil
Na conversa, Lula comentou o convite para a participação do Brasil no que os EUA denominaram Conselho da Paz e “propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina”, segundo o comunicado oficial.
Ainda assim, Lula reforçou na conversa a importância de uma reforma da ONU e do Conselho de Segurança, demandas históricas da diplomacia brasileira. O Conselho da Paz é considerado controverso por ser uma entidade paralela e independente em relação à ONU e que, de certa forma, esvaziaria a organização multilateral em um de seus momentos mais críticos. A proposta é capitaneada por Trump, um crítico contumaz da ONU e do multilateralismo.
Segundo o comunicado do Planalto, Lula “reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”.
Na semana passada, durante um discurso a militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), Lula chegou a criticar a iniciativa de Trump.
— Vocês estão acompanhando e percebendo que nós estamos vivendo um momento muito crítico na política mundial. O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo. Está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada. E ao invés de a gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que eu fui presidente (pela primeira vez) em 2003, reforma da ONU com a entrada de novos países (no Conselho de Segurança), com a entrada de México, do Brasil, de países africanos, o que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU e que ele sozinho é o dono da ONU — disse Lula.
O presidente brasilei também afirmou, na ocasição, que tem conversado com líderes de outros países na tentativa de fortalecer o multilateralismo. Antes de conversar com Trump, nas últimas três semanas, Lula falou com chefes de Estado ou de Governo de China, Rússia, Índia, Turquia, Panamá, Portugal, Espanha, México, Canadá e Colômbia.
Lula tem sido explícito em reafirmar a necessidade de que qualquer participação seja coerente com os princípios de inclusão e de respeito ao direito internacional e à solução de dois estados para o conflito israelo-palestino.
3. Vene­zue­la e estabilidade regional
Os dois líderes também conversaram a respeito da situação política da Venezuela após a derrocada do ex-ditador Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos, em 3 de janeiro. A vice de Maduro, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência com o apoio dos Estados Unidos, apesar de publicamente manter uma retórica crítica à intervenção militar.
Embora tenha recebido menos destaque na narrativa oficial sobre o telefonema, o comunicado do Planalto confirma que ambos “trocaram impressões sobre a situação na Venezuela”. Lula é um crítico de primeira hora da intervenção militar americana na Venezuela. O presidente brasileiro condenou, em diversas ocasiões, a ação que resultou na captura de Maduro.
Apesar de já ter sido próximo do chavismo e do madurismo, Lula marcou distância de Nicolás Maduro nos últimos anos. Um dos sinais mais evidentes disso foi o não reconhecimento, por parte do Brasil, da vitória do líder venezuelano nas eleições presidenciais de 2024 no país.
No comunicado sobre a ligação entre Trump e Lula, o presidente brasileiro teria ressaltado a necessidade de “preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”.
Na semana passada, Lula afirmou estar “indignado com o que aconteceu na Venezuela”, em referência à intervenção militar no país caribenho. Maduro e a esposa, a deputada Cilia Flores, estão presos em Nova York, onde respondem à Justiça americana por suposto envolvimento com o narcotráfico.
— Sinceramente, eu fico toda noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Eu não consigo acreditar. O Maduro sabia que tinha 15 mil soldados americanos no Mar do Caribe. Ele sabia que todo dia tinha uma ameaça. Ou seja, os caras entram à noite na Venezuela, vão num forte, que é um quartel, onde morava o Maduro, e levam o Maduro embora. E ninguém soube que o Maduro foi embora. Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América do Sul. Aqui é um território de paz — disse Lula durante discurso a militantes do MST em Salvador.
4. Tarifaço e relação comercial
No diálogo entre Lula e Trump, o presidente brasileiro voltou a falar sobre o tarifaço de 50% sobre exportações brasileiras imposto desde agosto pelo governo americano. Embora posteriormente Trump tenha ampliado a lista de exceções à tarifa, a sobretaxa ainda castiga grandes exportadores brasileiros, sobretudo nos setores industriais, como os de máquinas e equipamentos, calçados, madeira e pescados. O Brasil tem pleiteado uma trégua temporária do tarifaço enquanto negocia um acordo comercial com os americanos, mas a proposta até o momento não foi aceita.
“Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”, diz o comunicado do Planalto.
“Os presidentes trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias. O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo”, diz a nota oficial.
A balança comercial permanece marcada por assimetrias: os EUA mantêm um superávit considerável. Em 2025, os americanos exportaram US$ 7,5 bilhões a mais do que importaram do Brasil, de acordo com dados oficiais.
5. Cooperação contra o crime
Outro tema da conversa foi a segurança, mais especificamente o combate ao crime organizado. Conforme comunicado oficial, Lula “reiterou proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado”, com foco em lavagem de dinheiro, tráfico de armas e intercâmbio de dados financeiros. A ideia, segundo a nota, foi “bem recebida pelo presidente norte-americano”.
A cooperação anticrime tem sido um tema sensível da agenda bilateral Brasil-EUA. Enquanto os americanos ampliam designações de grupos transnacionais e cartéis como organizações terroristas, o Brasil é contrário a classificar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas. A objeção decorre, em grande medida, da preocupação de que esse enquadramento abra margem à aplicação de sanções americanas ou restrições financeiras a atores brasileiros.
Uma paisagem que parece saída de filme, ou até mesmo uma pintura. Uma pequena aldeia cercada por montanhas na Itália tem sido um destino cada vez mais comum de visitantes em busca de fazer fotos e vídeos. A movimentação de centenas de turistas ao mesmo tempo, no entanto, tem desagradado os moradores de Funes. Na tentativa de conter essa onda de forasteiros, foram instaladas barreiras ao redor da vila.
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Funes fica numa região de vale, com cerca de 2.500 habitantes, e é formado por seus pequenos vilarejos. O local fica em Tirol do Sul, no norte de Itália. A calmaria da pequena região mudou após viralizar nas redes sociais, ferramenta que tem levado milhões de pessoas a visitarem lugares antes pacatos, mudando completamente a rotina local.
Funes, na Itália, tem atraído cada vez mais turistas, o que tem incomodado moradores locais
Pexels
Com centenas de visitantes, houve aumento de descarte de lixo, congestionamentos nos estreitos caminhos para chegar e sair e até invasões de propriedade. Essa desarmonia levou até a confrontos entre turistas e moradores locais, destacou o jornal inglês Daily Mail.
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Para tentar restringir o número de visitantes, foram instaladas barreiras em caminhos de acesso. Essa medida durou entre maio e novembro do ano passado. Só é permitido o acesso a turistas com reservar em hotéis. A iniciativa teve apoio da prefeitura, que, com isso, espera ver surtir algum efeito. Em alguns pontos, ainda é possível apreciar a vista, mas sem se aproximar. A região é cercada por cordas e fitas que não devem ser ultrapassadas.
Moradores instalam barreiras nos acessos a Funes, um vilarejo na Itália, para conter a entrada de centenas de turistas
Reprodução / Facebook / Zonella Carlo Alberto
O jornal italiano Corriere falou sobre essas mudanças. Essa forma de tentar impedir o acesso já estava implementada há três anos, mas os visitantes conseguiam formas de burlar. As novas barreiras estão em pontos estratégicos, contando com funcionários para vigiar o acesso. Outra medida será o aumento no valor do preço do estacionamento.
— Eles querem essa foto a todo custo. Não estamos mais vivendo — disse a chefe do departamento de assistência social do conselho, Roswitha Moret Niederwolfsgruber, em entrevista ao jornal inglês The Times. Ela ainda criticou os desrespeitos às leis locais, como invasão de jardins e estacionamento irregular.
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As novas medidas visam a evitar conflitos e excessos na região. O controle de visitantes ajudaria a manter a organização local, sem impactar negativamente a rotina dos moradores.
Funes, na Itália, fica numa região de vale, com pequenos vilarejos
Pexels
Além das redes sociais, uma forma que acelerou a ida de turistas para Funes foi a imagem de uma igreja local com a paisagem montanhosa que foi impressa em cartões SIM por uma operadora de telefonia chinesa, em 2005. O mesmo aconteceu com Seceda, outro vale em Tirol do Sul, após uma foto ser exibida durante uma apresentação do iPhone 15, em 2023, lembro o Daily Mail.
O porta-aviões americano USS Abraham Lincoln e sua escolta chegaram ao Oriente Médio, anunciou o Exército dos Estados Unidos nesta segunda-feira, reforçando sua presença na região em meio ao aumento das tensões com o Irã. O porta-aviões e seus navios acompanhantes foram enviados do Mar da China Meridional em direção à região enquanto o Irã reprimia manifestações de protesto em massa. Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda não tenha anunciado uma ação militar contra Teerã, ele insiste que todas as opções permanecem em aberto.
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“O Grupo de Ataque do Porta-aviões Abraham Lincoln está atualmente em missão no Oriente Médio para promover a segurança e a estabilidade regional”, afirmou o Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pelas operações no Oriente Médio e em partes da Ásia Central.
Na última quinta-feira, Trump afirmou, pela primeira vez, que estava “enviando uma grande força” da Marinha americana ao Golfo Pérsico para monitorar o Irã “de perto”. Em resposta, o comandante da Guarda Revolucionária, general Mohammad Pakpour, alertou “erros de cálculo” e afirmou que a força estava “com o dedo no gatilho”. O presidente americano ameaçou reiteradamente um ataque ao país em resposta à repressão do regime contra a onda de protestos, mas recuou após afirmar que Teerã havia suspendido as execuções de manifestantes.
As manifestações que abalaram a República Islâmica do Irã começaram no final de dezembro em protesto contra o custo de vida, mas evoluíram para um movimento contra o regime teocrático estabelecido após a revolução de 1979. Um grupo de direitos humanos com sede nos EUA afirmou nesta segunda-feira ter confirmado a morte de quase 6 mil pessoas durante as manifestações violentamente reprimidas no Irã.
Trump advertiu repetidamente o Irã de que, se matasse manifestantes, os Estados Unidos interviriam militarmente, e também incentivou os iranianos a assumirem o controle das instituições estatais. “A ajuda está a caminho”, disse ele.
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Mas o presidente americano não ordenou ataques, observando que Teerã havia suspendido mais de 800 execuções devido à pressão de Washington. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, alertou contra qualquer possível intervenção e disse que o Irã tinha “confiança em suas próprias capacidades”.
— A chegada de um navio de guerra desse tipo não afetará a determinação e a seriedade do Irã em defender a nação — disse ele, em uma aparente referência ao USS Abraham Lincoln.
Apesar do aparente recuo de retórica do presidente americano, Donald Trump — que reiteradamente condicionou um ataque à morte de manifestantes, dizendo que os ajudaria — Washington insiste com a mobilização militar na região. De acordo com o jornal americano Wall Street Journal (WSJ), o presidente americano considera os recursos navais “decisivos”, enquanto o Irã parece escalar a repressão aos protestos, que duraram quase três semanas e deixaram milhares de mortos, confiscando bens, fechando empresas e processando pessoas que, segundo o regime, teriam atuado na incitação às manifestações.
Esses deslocamentos levaram assessores do Pentágono e da Casa Branca a aprimorarem um conjunto de opções para Trump, incluindo algumas que visam derrubar o regime iraniano. Autoridades, ainda de acordo com o WSJ, também estão elaborando opções mais moderadas, que poderiam incluir ataques a instalações da Guarda Revolucionária Islâmica.
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Mais ameaças
O Ministério da Saúde do Irã recomendou, nesta segunda-feira, que os feridos nos protestos procurassem atendimento hospitalar, enquanto organizações de direitos humanos acusam as forças de segurança de deter manifestantes em instalações médicas.
Organizações de direitos humanos acusam as autoridades de matar milhares de pessoas em uma repressão sem precedentes e sob um bloqueio da internet, enquanto o Irã afirma que a violência foi causada por “manifestantes violentos” incitados pelos Estados Unidos e por Israel.
“Nossa recomendação ao público é que, caso sofra qualquer tipo de ferimento, não tente tratá-lo em casa e não hesite em procurar atendimento médico”, declarou o Ministério da Saúde em um comunicado transmitido pela televisão estatal.
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Organizações de direitos humanos acusaram as forças de segurança iranianas de disparar rifles e espingardas carregadas com balas de borracha diretamente contra a cabeça e o tronco dos manifestantes durante a repressão, e de invadir centros médicos e residências para identificar os manifestantes com base em seus ferimentos e prendê-los.
“Alguns feridos foram detidos antes de receberem tratamento médico, outros durante o próprio tratamento e alguns imediatamente após receberem alta, sendo levados para locais desconhecidos”, afirmou o Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI), com sede nos EUA, em um relatório publicado na sexta-feira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente americano, Donald Trump, e sugeriu a ele que a proposta de atuação do Conselho da Paz criado pelos Estados Unidos, com adesão de cerca de 35 países até agora, restrinja-se apenas à Faixa de Gaza.
Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, a conversou aconteceu às 11h desta segunda-feira e durou cerca de 50 minutos. Na ligação, os líderes abordaram “temas relacionados à relação bilateral e à agenda global.”
Ao falar sobre sobre o convite formulado pelos EUA para que o Brasil participe do Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina.
“Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”, diz a assessoria.
Embora o território palestino tenha sido citado por Trump como foco central do novo órgão, Gaza não aparece explicitamente no texto do estatuto. Durante a ligação, os dois presidentes combinaram uma visita de Lula a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro. A data exata ainda será definida em breve, segundo o Planalto.
Segundo apurou O GLOBO, se o escopo for reduzido à situação em Gaza, as chances de o Brasil aderir aumentariam, afirmam auxiliares do presidente Lula. Nas palavras de um interlocutor, o Brasil não quer dar um “cheque em branco” a Trump, o que poderia contribuir para agravar o quadro de debilidade da ONU.
Em entrevista ao GLOBO na semana passada, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, afirmou que ainda não há clareza suficiente sobre a natureza e as implicações do convite para integrar o Conselho da Paz de Trump. Segundo ele, o texto da carta é confuso “porque começa a falar de uma coisa e depois vai se alargando no documento anexo”, e representa, na prática, uma revogação da ONU — sobretudo na área de paz e segurança — o que seria “inaceitável”.
Reforma da ONU
Em Brasília, a avaliação é que a proposta de Trump reacende o debate sobre a necessidade de reforma da ONU, em especial do Conselho de Segurança. Segundo interlocutores, ou mudanças na ONU são implementadas ou iniciativas como as do presidente americano tendem a ganhar ainda mais espaço em um mundo no qual o multilateralismo está em xeque.
De acordo com um importante integrante do governo Lula, o novo conselho anunciado por Trump expôs limites da atual governança internacional, reforçando uma posição histórica da diplomacia brasileira: a ampliação do número de membros permanentes do órgão responsável pela paz e pela segurança globais.
Atualmente, apenas cinco países são membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia, Estados Unidos, França, China e Reino Unido. O Brasil defende a ampliação da participação de nações emergentes nesse colegiado. Para esses interlocutores, apenas um sistema multilateral fortalecido, representativo e legítimo é capaz de responder de forma eficaz aos conflitos contemporâneos — objetivo que, na avaliação do Palácio do Planalto, não é alcançado por iniciativas unilaterais ou pouco flexíveis.
Autoridades portuguesas anunciaram a apreensão de aproximadamente nove toneladas de cocaína a bordo de uma embarcação semissubmersível interceptada ao largo do arquipélago de Açores. A bordo do submarino, que partiu da América Latina, havia três colombianos e um venezuelano. “Esta é a maior apreensão de cocaína já realizada em Portugal”, declarou nesta segunda-feira uma porta-voz da polícia judiciária.
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Segundo a polícia, o navio foi interceptado “nos últimos dias” a 230 milhas náuticas (cerca de 430 km) de Açores, com a colaboração da Marinha e da Força Aérea portuguesas, assim como das autoridades americanas e britânicas.
A operação foi realizada em condições meteorológicas adversas e o navio afundou com 35 dos 300 fardos de droga que transportava, informou a polícia.
Policiais ao lado de pacotes de cocaína apreendidos em um semissubmersível interceptado ao largo do arquipélago dos Açores
Polícia portuguesa / AFP
Desde a morte do enfermeiro Alex Pretti, baleado por um agente federal durante um protesto em Minneapolis no último sábado, integrantes do governo de Donald Trump passaram a sugerir que o manifestante não deveria estar armado, apesar de a Segunda Emenda à Constituição americana, segundo grupos armamentistas, “proteger o direito dos americanos de portar armas durante manifestações”. Autoridades estaduais e federais apresentaram versões diferentes sobre a morte de Pretti. A Casa Branca afirma que o enfermeiro portava uma arma e representava um perigo para os policiais, mas nenhuma testemunha ou vídeo do momento comprova a alegação. No domingo, o presidente Trump disse que seu governo estava “analisando tudo”, mas evitou dizer se o agente federal que matou Pretti agiu de forma apropriada.
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Os republicanos, que culpam Pretti por sua própria morte, enfrentam, agora, resistência de um setor que é tradicionalmente alinhado com o Partido Republicano: grupos defensores do direito às armas de fogo.
— A primeira coisa que os políticos querem fazer é culpar as armas — disse Taylor Rhodes , porta-voz da Associação Nacional pelos Direitos às Armas, ao jornal americano Wall Street Journal (WSJ).
Para os defensores da Segunda Emenda, a discussão em torno da morte de Pretti se cruza com um argumento que eles defendem há muito tempo: os proprietários de armas têm o direito constitucional de portar suas armas em público.
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A Associação Nacional de Rifles (NRA, na sigla em inglês), que normalmente se alinha com Trump, juntou-se a outros grupos armamentista dos EUA para pedir uma “investigação completa” por parte do governo sobre o episódio. “Vozes públicas responsáveis ​​deveriam aguardar uma investigação completa, e não fazer generalizações e demonizar cidadãos cumpridores da lei”, afirmou a NRA.
O comunicado da associação foi uma resposta aos comentários do assistente do procurador dos EUA para o Distrito Central da Califórnia, Bill Essayli. “Se você se aproximar de um policial armado, há uma grande probabilidade de que eles estejam legalmente justificados em atirar em você”, escreveu ele nas redes sociais, no dia da morte de Pretti. Horas depois, após críticas, Essayli acrescentou: “Meu comentário se referia a agitadores que abordam policiais armados e se recusam a desarmar”.
Em entrevista à emissora americana Fox News no domingo, o diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que era ilegal levar armas “para qualquer tipo de protesto que você queira”.
— Você não pode levar uma arma de fogo carregada. É simples assim — disse Patel. — Você não tem o direito de infringir a lei e incitar a violência.
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A organização Gun Owners of America, um grupo de defesa dos direitos dos proprietários de armas, classificou a declaração de Patel como “completamente incorreta em relação à lei de Minnesota” e afirmou que “a Segunda Emenda protege o direito dos americanos de portar armas durante protestos”. “Um direito que o governo federal não deve infringir”, pontuou o grupo.
Ofensiva contra imigração
Pela segunda vez neste mês, agentes federais estiveram envolvidos episódios fatais em Minneapolis, ligados a repressão à imigração ilegal promovida pela agência de Imigração e Alfândega (ICE) e ordenada por Trump.
Diante disso, os diretores executivos de algumas das empresas mais reconhecidas de Minnesota, como a Target, Best Buy, General Mills e Cargill, divulgaram uma carta pública pedindo uma “desescalada imediata das tensões” no estado. A carta não chega a condenar os assassinatos, mas marca a primeira vez que um setor regional influente se manifesta sobre a turbulência em Minneapolis.
“Diante das trágicas notícias de ontem (referindo-se à morte de Pretti), apelamos para uma imediata redução das tensões e para que as autoridades estaduais, locais e federais trabalhem em conjunto para encontrar soluções reais”, afirma a carta.
Imagens feitas por testemunhas registraram os momentos que antecederam o disparo contra Pretti no sábado.
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Defensores da Segunda Emenda já saíram em defesa de pessoas armadas em protestos. Eles se mobilizaram em apoio a Kyle Rittenhouse, que foi absolvido das acusações de matar duas pessoas e ferir outra durante os protestos de 2020 em Wisconsin. Pretti, que participou ativamente das manifestações após o assassinato de George Floyd em 2020, portava arma há vários anos, segundo sua ex-esposa, ouvida pelo WSJ.
Em depoimento: Testemunhas afirmam que homem morto por agentes federais nos EUA não empunhava arma
O Departamento de Segurança Interna dos EUA divulgou a imagem de uma arma que, segundo o governo, pertencia a Pretti e afirmou que ele representava uma ameaça aos agentes. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, disse que os agentes dispararam o que ela chamou de “tiros defensivos” enquanto tentavam desarmar o manifestante.
— Eles responderam de acordo com o treinamento recebido e agiram para defender a vida do policial e a das pessoas ao redor. E eu não conheço nenhum manifestante pacífico que apareça com uma arma e munição em vez de um cartaz — disse Noem.
O governador de Minnesota, Tim Walz, classificou a versão dos fatos apresentada pelo governo Trump como “absurda” e “mentirosas”. Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, comparou a operação federal a uma invasão e acusou o ICE de “tentar apresentar isso como uma ação de autodefesa”.
(Com New York Times)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que enviaria seu “czar” anti-imigração, Tom Homan, ao estado de Minnesota, em meio à crescente tensão após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, baleado por agentes federais de imigração na cidade de Minneapolis, no último sábado.
Acompanhe o caso: Autoridades de Minnesota entram na Justiça para tentar impedir destruição de provas após morte de americano por agentes federais
Cronologia: Vídeos que mostram abordagem de agentes federais que levou à morte de americano contradizem versão do governo Trump
“Estou enviando Tom Homan para Minnesota esta noite”, escreveu Trump em sua rede Truth Social nesta manhã. “Ele não tem experiência nessa região, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. Tom é firme, mas justo, e se reportará diretamente a mim”.
A decisão surge em um momento em que alguns assessores do presidente americano expressaram, em conversas privadas, preocupação com o fato de a situação cada vez mais instável em Minneapolis estar se tornando um problema político para a Casa Branca.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, escreveu nas redes sociais que Homan administraria as operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) no estado e coordenaria a investigação do governo sobre fraudes no estado.
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Versões conflitantes
Em entrevista telefônica de cinco minutos concedida ao Wall Street Journal no domingo, Trump, evitou dizer se o agente federal que matou Pretti em Minneapolis agiu de forma apropriada, e afirmou que o governo está revisando o caso. Trump também sinalizou que agentes federais de imigração poderão deixar a região “em algum momento”, sem indicar prazo.
O episódio ocorreu na manhã de sábado, quando o Pretti foi morto por um oficial da Patrulha de Fronteiras em Minneapolis. O americano, que era enfermeiro de terapia intensiva, filmava a atuação dos agentes quando foi baleado e morto no local. Desde então, membros do governo têm defendido publicamente o agente. Trump foi questionado duas vezes se o oficial havia agido corretamente, mas não respondeu diretamente:
— Estamos olhando, estamos revisando tudo e vamos chegar a uma conclusão — disse o republicano, criticando Pretti por portar uma arma durante o protesto, embora testemunhas afirmem que o enfermeiro não empunhava a pistola quando se aproximou dos agentes. — Eu não gosto de nenhum ataque a tiros. Eu não gosto disso. Mas também não gosto quando alguém vai a um protesto carregando uma arma muito poderosa, totalmente carregada, com dois carregadores cheios de munição. Isso também não fica bem.
Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), Pretti carregava uma pistola semiautomática calibre 9 milímetros. O órgão afirmou que o incidente começou depois que o homem abordou os agentes com a arma de fogo, e que eles tentaram desarmá-lo. No entanto, imagens do momento contradizem a versão do governo e mostram que o homem segurava um telefone na mão enquanto se aproximava dos agentes. Ele também não parece ter tentado sacar a arma.
Cronologia mostra abordagem de agentes federais que levou à morte de Alex Pretti
Disputa entre autoridades
À medida que imagens gravadas anteontem em Minneapolis contradiziam a versão apresentada pelo governo Trump sobre a morte de Pretti, cresciam ontem as desconfianças entre autoridades estaduais de Minnesota e o governo federal. Investigadores e promotores do estado americano entraram com ações na justiça para que agências federais sejam obrigadas a manter intactas evidências coletadas no local do incidente — o que demonstra um temor de ocultação ou destruição de provas enquanto autoridades locais afirmam ter sido impedidas de investigar o caso.
O bloqueio seria o segundo em três semanas. Na apuração da morte da americana Renee Good, de 37 anos, atingida por três tiros durante uma abordagem do ICE em 7 de janeiro, autoridades de Minnesota também requisitaram o trabalho conjunto de seu Departamento de Investigação Criminal (DIC) com o governo federal, mas não obtiveram acesso a fatos e provas cruciais.
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Anteontem, o juiz federal Eric Tostrud, indicado ao cargo por Trump, emitiu uma decisão de caráter liminar proibindo autoridades federais de “destruir ou alterar” as evidências sobre a morte de Pretti. A petição foi apresentada pelo procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, que argumentou que agentes federais cometeram erros “estarrecedores” após os disparos, o que indicaria que “o governo federal pode continuar a reter — e a deixar de proteger — provas”.
Em uma entrevista coletiva ontem, Ellison comparou o caso de Pretti com a morte de Good, cuja apuração federal não resultou em qualquer medida contra o autor dos disparos. Segundo o procurador, antes era impensável cogitar que seria necessário entrar com uma ação na justiça para demandar uma investigação justa e completa.
(Com AFP e New York Times)
Mais de mil pessoas foram evacuadas na Sicília após o desabamento de um trecho de aproximadamente quatro quilômetros de um penhasco durante uma tempestade que atingiu a região nos últimos dias. O incidente ocorreu nas proximidades da cidade montanhosa de Niscemi, no sul da Itália, segundo autoridades locais.
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O deslizamento de terra aconteceu no sábado, dia 25, e não deixou mortos nem feridos, de acordo com o balanço preliminar divulgado pelas autoridades. Ainda assim, o risco de novos desabamentos levou à retirada preventiva de moradores, já que diversas casas ficaram perigosamente posicionadas na borda do precipício.
Veja:
Mais de mil pessoas são evacuadas após deslizamento de terra na Sicília
— A situação continua a piorar porque novos desabamentos foram registrados — afirmou o prefeito Massimiliano Conti à imprensa local, neste domingo. Segundo ele, o solo segue cedendo em razão das chuvas intensas que encharcaram a área.
Imagens captadas no domingo por equipes de vídeo mostram o momento em que uma estreita faixa vertical do penhasco desmorona, provocando o colapso de um prédio que já estava parcialmente destruído. Em outra cena, a parte dianteira de um carro aparece suspensa no ar, com os pneus dianteiros projetados para fora da borda do penhasco.
O deslizamento também cobriu a estrada que dá acesso à cidade, dificultando a circulação e o trabalho das equipes de emergência.
A introdução de uma nova carruagem de classe premium nos trens de alta velocidade TGV INOUI, da estatal francesa SNCF, desencadeou uma forte polêmica no país ao restringir o acesso de crianças com menos de 12 anos. A medida, em vigor desde 8 de janeiro, vem sendo criticada por autoridades públicas, especialistas em infância e usuários, que classificam a iniciativa como discriminatória e simbólica de um movimento crescente por espaços “sem crianças”.
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Batizada de Optimum, a nova classe substituiu o antigo serviço Business Première em diversas ligações de e para Paris. Segundo a SNCF, a proposta oferece bilhetes flexíveis, atendimento personalizado e uma “carruagem de primeira classe exclusiva”, pensada para garantir “privacidade” e “acesso a um espaço tranquilo e reservado a bordo”. Para assegurar o “máximo conforto”, a empresa estipulou que crianças não são permitidas nesse espaço.
Na prática, a restrição gerou reação imediata. Em uma sexta-feira recente, a viagem entre Paris e Lyon custava 132 euros na primeira classe tradicional e 180 euros na opção Optimum Plus — versão disponível apenas nessa rota, que inclui anfitrião pessoal e serviço de refeições no assento. O valor mais alto, aliado à exclusão de crianças, intensificou o debate público.
Nas redes sociais, o tema foi rapidamente associado ao chamado movimento “No Kids”, que defende ambientes livres da presença infantil. “Diante da pressão do #NoKids, a SNCF não deve ceder”, escreveu Sarah El Haïry, alta-comissária para a Infância no Ministério da Saúde, Assuntos Sociais e Trabalho da França, em publicação no Instagram. Para ela, a mensagem transmitida pela nova classe é preocupante.
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A empresária Stéphanie d’Esclaibes, criadora do podcast Les Adultes de Demain (“Os Adultos de Amanhã”), afirmou à rádio RTL Soir que “a decisão da empresa ferroviária equivale, de fato, a uma discriminação direta contra as crianças”. Embora reconheça a necessidade de silêncio para quem viaja a trabalho, ponderou que isso não deveria ocorrer “à custa de um grupo social”. “Esta é também uma oportunidade para repensar os espaços destinados às crianças e às famílias”, disse.
Críticas semelhantes vieram da ensaísta Naïma M’Faddel, que escreveu na rede X: “A SNCF inventa uma classe ‘Optimum’… sem crianças”. Segundo ela, “num país preocupado com sua taxa de natalidade, este sinal é desastroso”. Em 2023, a França registrou mais mortes do que nascimentos pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ao recomendar o livro Yes Kids, de Gabrielle Cluzel, M’Faddel reforçou: “Criança é vida”.
Diante da repercussão negativa, a SNCF Voyageurs divulgou um vídeo para responder à controvérsia. Uma porta-voz explicou que a classe Optimum “está aberta a todos os passageiros com 12 anos ou mais, tal como já acontecia com a oferta Business Première”. Segundo a empresa, os assentos Optimum representam apenas 8% dos lugares disponíveis nos trens durante a semana, o que deixaria 92% acessíveis a todos os passageiros — percentual que chega a 100% nos fins de semana.
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“Posso até dizer que estamos sob pressão há anos para restringir o acesso das crianças a determinadas zonas dos nossos trens. Sempre recusamos fazê-lo”, afirmou a representante da SNCF, ressaltando que os serviços da empresa “são pensados para todos e, naturalmente, para as famílias”.
De acordo com o jornal Le Monde, apenas 39 lugares por composição — em trens que podem transportar entre 500 e mil passageiros — são destinados à classe Optimum Plus na ligação Paris–Lyon, rota escolhida por concentrar cerca de 40% de passageiros em viagens profissionais. Ainda assim, a controvérsia reacendeu um debate mais amplo na França sobre o lugar das crianças no espaço público, tema que tem ganhado visibilidade em meio a mudanças sociais e demográficas no país.
Israel afirmou que os restos mortais do último refém em Gaza foram recuperados, abrindo caminho para a próxima fase do cessar-fogo que interrompeu a guerra entre Israel e o Hamas. O anúncio, feito nesta segunda-feira, ocorreu um dia depois de o governo israelense dizer que os militares estavam conduzindo uma “operação de grande escala” em um cemitério no norte de Gaza para localizar os restos mortais de Ran Gvili.
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A devolução de todos os reféns remanescentes, vivos ou mortos, tem sido uma parte central da primeira fase do cessar-fogo em Gaza, e a família de Gvili havia pedido ao governo de Israel que não avançasse para a segunda fase até que seus restos mortais fossem localizados e devolvidos.
Israel e o Hamas vinham sendo pressionados por mediadores do cessar-fogo, incluindo Washington, a avançar para a segunda fase da trégua mediada pelos Estados Unidos, que entrou em vigor em 10 de outubro. Israel havia acusado repetidamente o Hamas de demorar para recuperar o último refém. O grupo terrorista, por sua vez, disse que havia fornecido todas as informações de que dispunha sobre os restos mortais de Gvili e acusou Israel de obstruir os esforços de busca em áreas de Gaza sob controle militar israelense.
Os militares israelenses haviam afirmado que a operação de grande escala para localizar os restos mortais de Gvili ocorria “na área da Linha Amarela”, que divide o território.
O acordo de cessar-fogo tem como objetivo encerrar a guerra desencadeada pelo ataque liderado pelo Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas e resultou no sequestro de 251 reféns. Gvili, um policial de 24 anos conhecido carinhosamente como “Rani”, foi morto enquanto combatia militantes do Hamas durante o ataque.
Antes da recuperação dos restos mortais de Gvili, 20 reféns vivos e os restos mortais de outros 27 já haviam sido devolvidos a Israel desde o início do cessar-fogo, mais recentemente no começo de dezembro. Em troca, Israel liberou os corpos de centenas de palestinos para Gaza.
A próxima fase do plano de cessar-fogo, composto por 20 pontos, prevê a criação de uma força internacional de estabilização, a formação de um governo palestino tecnocrático e o desarmamento do Hamas.
Em atualização.

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