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No centro da crise provocada pela morte a tiros de dois cidadãos americanos por agentes federais em Minnesota, as agências de controle migratório ligadas ao Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês) foram as maiores beneficiadas pelo retorno do presidente Donald Trump ao comando da Casa Branca. O aparelho repressivo à imigração ilegal, incluindo os Serviços de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), garantiu um orçamento de US$ 175 bilhões (R$ 914 bilhões no câmbio atual) para os próximos quatro anos com a aprovação do “Projeto de Lei Grande e Bonito” no ano passado — um valor superior aos gastos militares anuais de todos os países do mundo em 2025, exceto EUA e China. Senadores ameaçam votar contra um novo financiamento ao DHS ainda nesta semana, o que levaria a uma paralisação do governo americano. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um levantamento publicado nesta terça-feira mostrou que quase dois milhões de militares morreram na guerra na Ucrânia, lançada pela Rússia em 2024, um dos números mais elevados de vítimas em conflitos no pós-Segunda Guerra Mundial. A maior parte das baixas vem do lado russo, cujo ritmo dos avanços em solo ucraniano se resume hoje a poucos metros por dia, e a um custo humano cada vez mais alto.
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De acordo com o estudo do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), desde a decisão do presidente Vladimir Putin de invadir o país vizinho, tomada em fevereiro de 2022, 1,2 milhão de militares russos morreram, foram feridos ou estão desaparecidos — o número de mortos é estimado em 325 mil. O ano passado foi o mais violento para as tropas, com 415 mil baixas, ou cerca de 35 mil por mês. A Rússia não atualiza seus números há mais de dois anos.
“O número de mortos russos nos campos de batalha da Ucrânia é mais de 17 vezes maior do que o número de mortos soviéticos no Afeganistão durante a década de 1980, 11 vezes maior do que durante a Primeira e a Segunda Guerras da Chechênia, nas décadas de 1990 e 2000, respectivamente, e mais de cinco vezes maior do que o total de mortos em todas as guerras russas e soviéticas combinadas desde a Segunda Guerra Mundial”, afirma o CSIS.
As estatísticas se referem apenas a combatentes, e não incluem mortes entre civis: segundo a ONU, cerca de 15 mil pessoas morreram desde 2022, mas o número real pode ser ainda maior.
Pelo lado ucraniano, estima-se cerca de 600 mil baixas, com até 140 mil mortes confirmadas. Caso a guerra siga seu curso atual, ou seja, sem acordos de paz ou pausas temporárias, o levantamento afirma que o número combinado de mortos, feridos e desaparecidos passará de dois milhões no segundo semestre de 2025.
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Nos primeiros dias da invasão, muitos no Kremlin e fora dele apostaram em uma invasão rápida, com as tropas russas avançando sem dificuldades até Kiev, onde poderiam depor o presidente Volodymyr Zelensky e instaurar um governo mais afável a Moscou. A realidade se mostrou um pouco mais complexa: o comboio de blindados e tanques russos rumo à capital ucraniana virou alvo fácil da artilharia e dos drones ucranianos, e o que se começou como uma possível intervenção relâmpago virou uma violenta guerra de trincheiras.
Para os responsáveis pelo estudo, a Rússia apostou na guerra de atrito como parte de uma estratégia para desgastar as forças ucranianas e pressionar a sociedade do país a aceitar uma capitulação. Segundo pesquisas realizadas dentro da Ucrânia, apesar do número de pessoas favoráveis a um acordo rápido ter aumentado, a maioria não quer se render.
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Conquistas de cidades importantes foram obtidas a um elevado custo humano, e nos últimos dois anos os avanços foram cada vez mais tímidos, mesmo com a diferença entre os poderios militares de Rússia e Ucrânia. Em três ofensivas estratégicas no leste ucraniano — Chasiv Yar, Kupiansk e Pokrovsk — o avanço médio diário das tropas foi de menos de 100 metros por dia. O ritmo foi mais lento do que o de um dos mais famosos episódios da Primeira Guerra Mundial, a Batalha do Somme, exemplo clássico de guerras travadas em trincheiras.
“A Rússia sofreu o maior número de baixas entre as grandes potências em qualquer guerra desde a Segunda Guerra Mundial, e seu desempenho militar tem sido fraco, com taxas de avanço historicamente lentas e pouco território conquistado nos últimos dois anos”, afirma o estudo. “Para efeito de comparação, o Exército Vermelho levou 1.394 dias após a Operação Barbarossa (a invasão alemã da União Soviética) para chegar a Berlim na Segunda Guerra Mundial. A Rússia atingiu essa marca (1.394 dias) em 19 de dezembro de 2025, mas mal havia chegado a Pokrovsk, a mais de 500 quilômetros de Kiev.”
Soldados russos erguem bandeira do país no centro de Pokrovsk, cidade estratégica na Ucrânia
Ministério da Defesa da Rússia / AFP
Longe do front, em território russo, a guerra também se faz sentir, e não apenas nos ataques com drones ucranianos. O CSIS destacou o impacto na economia, citando as sanções internacionais impostas a empresas de energia e ao sistema financeiro local, a queda no volume de investimento externo e nos níveis de produtividade, e da inflação, hoje em 5,6% ao ano, mas que esteve perto dos 10% há alguns meses. O esforço de uma economia de guerra, afirma o estudo, ajudou a manter o crescimento do PIB, mas deixou lacunas em indústrias como a de alta tecnologia e serviços.
O iminente retorno de centenas de milhares de veteranos, muitos deles criminosos condenados que foram à linha de frente em troca do perdão, já causa efeitos econômicos (na forma de pensões) e sociais, especialmente em áreas mais pobres. E embora a propaganda oficial garanta que o apoio da sociedade à guerra segue intacto, pesquisas recentes expõem o cansaço dos russos com o conflito que ainda parece longe do fim.
O excesso de velocidade foi a causa do acidente ferroviário ocorrido no México em dezembro do ano passado, que deixou 14 mortos, de acordo com as conclusões iniciais da investigação divulgadas nesta terça-feira pelas autoridades. A procuradora-geral Ernestina Godoy explicou em coletiva de imprensa que as caixas-pretas do trem mostraram que o maquinista excedeu os limites de velocidade em vários trechos da rota no sul do país.
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Uma revisão mostrou que o trem estava a 65 km/h na curva onde ocorreu o acidente, quando a velocidade máxima permitida naquele ponto era de 50 km/h, detalhou a procuradora. Ela afirmou que o trem estava funcionando corretamente e que os freios estavam operando adequadamente, já que o trem conseguiu parar sem incidentes nas estações ao longo da rota.
Como parte da investigação, foram apresentadas acusações de homicídio e lesão corporal culposa, disse Godoy, sem mencionar o maquinista, que saiu ileso do acidente. O trem, parte do chamado Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec, com 250 pessoas a bordo, havia partido de Salina Cruz, no estado mexicano de Oaxaca, na costa do Pacífico, com destino a Coatzacoalcos, no estado de Veracruz, no Golfo do México.
Trem descarrila no México
Rusvel RASGADO / AFP
O excesso de velocidade causou o descarrilamento da locomotiva e de quatro vagões próximo à comunidade de La Nixanda, em Oaxaca.
Essa ferrovia é um dos projetos de infraestrutura mais importantes do governo do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador (2018-2024), como parte de uma estratégia para impulsionar o desenvolvimento econômico no sudeste do México.
Um homem foi preso nesta terça-feira após bater em um dos veículos da comitiva do presidente argentino Javier Milei na cidade de Mar del Plata. Milei está na cidade litorânea, localizada a 400 quilômetros a sudeste de Buenos Aires, como parte de sua chamada “Turnê da Gratidão”, com a qual promete viajar por diferentes partes do país para se conectar com os eleitores que apoiaram seu governo nas eleições legislativas de 2025.
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Nesta terça-feira, ele saía de um teatro no centro da cidade após ensaiar a música que apresentaria naquela noite no show de sua ex-namorada, a comediante Fátima Flórez.
De acordo com imagens captadas por diversos veículos de imprensa, um homem se aproximou da comitiva e, em meio à multidão que aguardava para ver Milei, atingiu a lateral esquerda de um dos veículos com a mão aberta.
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As imagens não mostram se o presidente estava dentro do veículo. Segundos depois, o motorista parou o SUV, um dos membros da equipe de segurança saiu e ordenou que os outros detivessem o agressor. Uma dúzia de policiais armados cercou e algemou o homem.
A atividade mais importante de Milei na cidade será sua participação como palestrante principal em uma nova edição do La Derecha Fest, um evento que reúne figuras libertárias e apoiadores do governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá nesta terça-feira com o presidente eleito do Chile, o direitista José Antonio Kast, no Panamá. O encontro, confirmaram fontes oficiais brasileiras, foi pedido pelo chileno, que será empossado no próximo dia 11 de março.
Lula desembarcou no Panamá para participar do Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe. Kast será a primeira reunião bilateral que o presidente brasileiro terá no país. Nesta quarta-feira, Lula se reunirá com o novo presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Ainda estão pendentes pedidos dos presidentes do Equador e Guatemala.
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A relação com o Chile é importante para a política de integração regional do governo Lula, que este ano terá o desafio de se relacionar com novos governos de direita na América Latina. A pauta entre os dois países envolve investimentos, turismo recíproco e projetos de infra-estrutura, entre outros.
A intenção de Lula é trabalhar com todos os governos, independente de posições ideológicas. O pedido de reunião por parte de Kast foi bem recebido pelo governo brasileiro, que respondeu rápida e positivamente. É uma sinalização de Lula ao resto da região.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que prevê um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início de março, em Washington. A visita foi acertada em ligação realizada por Lula ao presidente americano nesta segunda-feira.
— Eu espero marcar com o presidente Trump no começo de março. Eu vou fazer uma viagem a Washington. Porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente. E eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos — disse Lula, em sua chegada à Cidade do Panamá.
Nesta terça-feira, Lula disse que é importante que Trump permita que a Venezuela cuide da “própria soberania” e que espera que a presidente Delcy Rodríguez consiga “dar conta do recado”.
— Eu conversei duas vezes com a presidente Delcy, mas não entrei em detalhe porque ela estava muito preocupada com os acontecimentos que eram muito recentes. Eu, proximamente, vou falar com a presidenta Delcy. Eu espero que ela consiga dar conta do recado. É importante que o presidente Trump permita que a Venezuela possa cuidar da sua soberania, cuidar dos interesses democráticos da Venezuela.
O presidente brasileiro afirmou que a situação venezuelana é muito recente, mas que a solução virá do povo venezuelano.
— Está tudo muito recente e eu acho que nós temos que ter um pouco de paciência, porque quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano. Não será o Brasil, não será os Estados Unidos, será a Venezuela. E nós temos que ter paciência e ajudar com que o povo venezuelano possa cuidar do seu destino.
Segundo Lula, a conversa telefônica com Trump se insere em um contexto mais amplo de discussão sobre o multilateralismo e a “democracia no mundo inteiro”. Lula conversou nesta manhã também com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com o atual presidente do Chile, Gabriel Boric. Ainda está prevista esta noite uma reunião bilateral com o presidente eleito do Chile, José Kast.
— Eu estou convencido que a gente vai voltar à normalidade logo, logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer porque isso que o povo espera de todos nós.
Lula está no Panamá a convite do presidente do país, Raul Mulino. Nesta quarta-feira, ele participa da abertura do Fórum Econômico Internacional do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe e depois terá uma reunião bilateral com Mulino.
Os donos do bar na Suíça atingido por um incêndio na madrugada de Ano Novo foram ouvidos no processo que apura o caso. A tragédia durante uma festa no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, culminou em 40 mortos e 116 feridos. Em depoimentos, os proprietários do bar Jacques Moretti, de 49 anos, e sua esposa, Jessica Moretti, de 40, apontam a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, como a responsável por iniciar o incêndio.
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Segundo registros de interrogatório vazados e vistos pelo jornal francês Le Parisien, o casal disse mais de uma vez aos promotores: “Não somos nós, são os outros”. Um dos interrogatórios durou cerca de 20 horas. Nos depoimentos, eles atribuíram, mais uma vez, a responsabilidade pelo incêndio à funcionária.
No curso das investigações, uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que Cyane usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas de faíscas, que estavam presas a garrafas de champagne que ela segurava, tocavam o teto.
Jacques Moretti, de 49 anos, um dos proprietários de uma boate suíça onde dezenas de pessoas morreram
Reprodução/Le Cosntellation bar
Essa testemunha afirmou que Cyane usou o capacete a pedido da gerente do bar, Jessica. Esse é um item promocional da Dom Perignon, marca do champagne das garrafas que ela segurava e tinham as velas de faísca presas. A jovem está entre as vítimas que morreram no incêndio.
No novo interrogatório, Jacques disse que esse era “o show da Cyane”. Segundo relatou, ele não a proibia de fazer essa apresentação.
“Eu não a obriguei a prestar atenção às instruções de segurança. Nós não percebemos o perigo. Cyane gostava de fazer aquilo – era um espetáculo, ela gostava de participar do espetáculo”, divulgou o jornal Le Parisien.
Na audiência realizada em 20 de janeiro, Jessica afirmou que “Cyane gostava de entregar essas garrafas – ela fazia isso por iniciativa própria”, destacou a publicação.
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A versão do casal contradiz o que a família da garçonete já veio a público se posicionar logo após o caso. A advogada Sophie Haenni, que representa a família de Cyane, disse que a jovem “não deveria estar servindo mesas” na noite do incêndio, mas que foi pedido para descer para ajudar no atendimento e na alta demanda de garrafas. O pedido teria vindo de Jessica. A declaração foi dada em entrevista à BBC, cerca de duas semanas após o incêndio.
— Não foi a própria Cyane que decidiu usar esse capacete, foi a pedido de seus empregadores. Ela estava apenas fazendo seu trabalho — disse Sophie Haenni à rede britânica. A advogada ainda destacou que Cyane nunca foi informada “do perigo do teto e não recebeu nenhum treinamento de segurança”.
Pessoas fogem em desespero enquanto as chamas tomam conta do bar na Suíça
Reprodução de vídeo
O teto do bar, estabelecimento que funcionava num porão, era revestido com uma espuma de isolamento acústico. O material inflamável teria propagado as chamas rapidamente.
As velas presas as garrafas que Cyane segurava encostaram no teto quando a jovem estava sobre os ombros Mateo Lesguer, de 23 anos, o DJ residente. O rapaz usava uma máscara, do personagem “V de Vingança” durante a festa. Ele também morreu no incêndio.
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De acordo com as investigações, era recorrente o uso de velas presas às garrafas de champagne, como uma forma de apresentação no estabelecimento.
“Se eu tivesse imaginado que havia o menor risco, teria proibido. Em dez anos administrando o negócio, nunca pensei que pudesse haver qualquer perigo”, disse Jessica Moretti, em depoimento conseguido pelo Le Parisien.
Jacques confirmou que a equipe não recebeu treinamento, mas afirmou que “os funcionários foram informados sobre os procedimentos a serem seguidos em caso de incêndio durante a visita guiada às instalações”. Segundo o proprietário, houve instruções para evacuar os clientes, acionar o alarme e chamar os bombeiros.
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Porta de emergência trancada
Um funcionário, que não teve a identidade divulgada, disse em depoimento que não fazia ideia onde era guardados os extintores. Jacques disse que talvez tenha esqecido de passar essa informação para o funcionário.
Outro homem que trabalhava no bar é apontado pelo casal como o responsável pela porta de saída de emergência estar trancada, o que impediu que pessoas conseguissem se salvar. Uma das que tentou sair do estabelecimento por este caminho e não conseguiu foi Cyane.
“A porta estava sempre aberta”, disse Jessica à investigação. “Não passa um dia sem que eu me pergunte por que aquela porta estava fechada naquela noite. Sempre dizíamos que a porta estava sempre aberta, e isso era dado como certo”, afirmou.
Segundo Jacques, o funcionário a teria trancado após receber uma encomenda de gelo e fechar a trava na parte superior da porta. Em entrevista ao Le Parisien, o funcionário em questão negou qualquer irregularidade e disse: “Eu não fechei uma porta que já estava trancada”.
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Casal em liberdade
Jacques e Jessica Moretti podem responder pelos crimes de “homicídio culposo, lesão corporal por negligência e incêndio criminoso por negligência” após a tragédia no bar deixar 40 mortos e 116 pessoas feridas.
No momento, eles aguardam os próximos passos em liberdade, com uso de tornozeleiras eletrônicas. Ambos são considerados com risco de fuga pelas autoridades suíças, assim, tiveram seus passaportes apreendidos e precisam se apresentar a uma delegacia de polícia a cada três dias. Eles foram autorizados a permanecer em casa para cuidar de seus dois filhos.
As investigações continuam.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira que acompanha de perto a “grande investigação” sobre o assassinato do enfermeiro Alex Pretti, morto por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis no sábado, acrescentando que quer uma apuração “honrosa e honesta” sobre o caso.
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— Quero acompanhar a investigação. Vou estar de olho nela e quero uma investigação muito honrosa e honesta. Preciso ver com meus próprios olhos — disse o presidente ao sair da Casa Branca.
Porém, o presidente novamente o culpou por portar uma arma legalmente permitida que lhe foi apreendida antes de ser fatalmente baleado.
— Não se pode entrar armado. Não se pode fazer isso — acrescentou, antes de classificar a morte de Pretti como “um incidente muito lamentável”.
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Trump não ofereceu detalhes sobre a investigação federal, mas os detalhes que surgiram até agora em documentos judiciais indicam que ela se limita a uma revisão do “uso da força”, e não a uma investigação mais ampla que examinaria se os agentes devem enfrentar acusações criminais.
Autoridades estaduais reclamaram que, inicialmente, a polícia local teve o acesso ao local e às provas negado e pediram a um juiz que obrigue o governo federal a cooperar com a investigação estadual sobre a morte de Pretti.
Trump e seus principais assessores têm enfrentado duras críticas tanto pelas ações dos agentes quanto pelas descrições feitas por funcionários do governo de que Pretti era um “terrorista doméstico” quase imediatamente após ser morto. Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto de Trump, descreveu o Pretti como um “assassino” — uma caracterização com a qual Trump disse, na terça-feira, discordar.
A ampla repercussão negativa pressionou a Casa Branca. Após a morte de Pretti, Trump enviou seu principal responsável pela fiscalização da fronteira, Tom Homan, a Minneapolis na segunda-feira e adotou um tom mais conciliatório do que o inicial, numa tentativa de amenizar a indignação nacional causada pelo segundo assassinato de um cidadão americano que protestava contra as operações militares de imigração neste mês.
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Homan se reuniu nesta terça-feira com o governador Tim Walz, de Minnesota, cujo gabinete afirmou em um comunicado que ambos “concordaram sobre a necessidade de um diálogo contínuo”. O gabinete do governador acrescentou que Walz e Homan concordaram em continuar trabalhando para alcançar os objetivos do estado: uma redução rápida das forças federais no estado e investigações imparciais sobre as mortes de Pretti e de Renee Good, uma mulher de Minneapolis morta a tiros por um outro agente do ICE no início deste mês.
Com New York Times e AFP.
Familiares de dois trinitinos que morreram no ano passado durante um ataque militar dos Estados Unidos contra uma embarcação supostamente ligada ao narcotráfico processaram o governo do presidente americano, Donald Trump, por homicídio, nesta terça-feira. Trata-se da primeira ação judicial apresentada contra o governo americano após ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico Oriental, que deixaram ao menos 125 mortos desde setembro.
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A ação foi apresentada em um tribunal federal de Massachusetts pelas famílias de Chad Joseph, de 26 anos, e Rishi Samaroo, de 41. Ambos estavam entre os seis mortos registrados em um ataque em 14 de outubro no Caribe.
Na época, Trump afirmou que “seis homens ligados ao narcotráfico” foram mortos no ataque com mísseis contra uma embarcação que supostamente transportava drogas da Venezuela para os Estados Unidos.
Até o momento, Washington não apresentou nenhuma evidência que comprove que as embarcações atacadas pertenciam a cartéis de drogas.
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“Os homicídios ilegais de pessoas no mar por ação dos Estados Unidos, incluindo o senhor Joseph e o senhor Samaroo, constituem mortes injustas e execuções extrajudiciais”, afirma a ação. “Esses assassinatos premeditados e intencionais carecem de qualquer justificativa legal plausível”, acrescenta.
O documento indica que os atos “foram simplesmente assassinatos, ordenados por indivíduos nos mais altos níveis do governo e obedecidos por oficiais militares na cadeia de comando”.
O caso foi apresentado com base na Lei de Mortes em Alto-Mar (High Seas Act), que permite reparação por mortes injustas no mar, e no Estatuto de Agravos contra Estrangeiros (Alien Tort Statute), que permite a estrangeiros apresentar ações em tribunais americanos por violações de direitos.
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Os autores da ação são representados pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e pelo Centro de Direitos Constitucionais (CCR).
Os familiares solicitam uma indenização cujo valor será determinado no julgamento.
Segundo a ação, nenhum dos dois homens tinha vínculos com cartéis de drogas e eles apenas pegaram carona para retornar a Trinidade a partir da Venezuela, onde haviam trabalhado com pesca e agricultura.
Em dezembro, a família de um colombiano morto em outro ataque apresentou uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), com sede em Washington.
A invasão da Ucrânia pela Rússia resultou em quase dois milhões de baixas militares — incluindo mortos, feridos e desaparecidos — de ambos os países, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira por uma empresa americana. As forças de Moscou suportam a maior parte das perdas, com até 325 mil mortes entre os 1,2 milhão de baixas em suas fileiras nos quase quatro anos desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
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“Nenhuma grande potência sofreu algo remotamente próximo a esse número de baixas ou mortes em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial”, observou o CSIS. “As forças russas estão avançando notavelmente devagar no campo de batalha”, acrescentou.
A Ucrânia também sofreu perdas significativas: entre 500 mil e 600 mil baixas, das quais entre 100 mil e 140 mil foram mortes, entre fevereiro de 2022 e dezembro de 2025.
“O número total de baixas russas e ucranianas pode chegar a 1,8 milhão e atingir dois milhões até a primavera de 2026”, afirmou o CSIS.
A guerra também teve um impacto severo sobre os civis. De acordo com observadores da ONU, houve mais mortes de civis na Ucrânia em 2025 do que em qualquer outro ano, exceto 2022. Mais de 2.500 civis foram mortos e cerca de 12 mil ficaram feridos no ano passado, segundo o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
A ONU verificou quase 15 mil mortes de civis desde 2022, embora o total provavelmente seja “consideravelmente maior”.

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