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Neste 5 de fevereiro, o mundo se vê, pela primeira vez desde o final dos anos 1960, sem um tratado de controle dos arsenais estratégicos das duas maiores potências nucleares, Estados Unidos e Rússia. O Novo Start, que estabelecia limites ao número de ogivas e criava mecanismos mútuos de monitoramento e confiança, expirou sem que seus signatários firmassem um texto para suceder-lhe. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Igreja Católica Peruana espera que o Papa Leão XIV visite o Peru neste ano, país do qual se tornou cidadão em 2015 e onde trabalhou por mais de 20 anos, confirmou a Conferência Episcopal nesta quarta-feira.
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“O Papa expressou o quanto gostaria de estar no Peru, porque ama o país, e nos disse claramente que é muito provável que a visita aconteça em novembro ou, no máximo, na primeira semana de dezembro”, disse Monsenhor Carlos García, presidente da Conferência Episcopal Peruana, em uma coletiva de imprensa na qual relatou o encontro no Vaticano entre os bispos peruanos e o chefe da Igreja Católica.
García indicou que a visita de Leão XIV “é 80% certa” e que restam apenas detalhes logísticos a serem finalizados.
“Os responsáveis ​​ainda precisam processar e organizar tudo, mas ele deseja sinceramente vir ao Peru”, afirmou o bispo.
O convite oficial já foi feito pelas autoridades peruanas. O chefe da Igreja Católica, Robert Francis Prevost, de 70 anos, é originário de Chicago, nos EUA, mas viveu por mais de duas décadas no Peru, onde foi missionário e bispo de Chiclayo, no norte do país. Em 2015, naturalizou-se peruano. Prevost liderou a Diocese de Chiclayo, a 750 km ao norte de Lima, de 2015 a 2023.
Ele chegou ao Peru pela primeira vez em 1985, enquanto preparava sua tese de doutorado. No ano seguinte, partiu e retornou entre 1988 e 1998, período em que ocupou diversos cargos na Ordem de Santo Agostinho, da qual é membro. O pontífice deixou o Peru em janeiro de 2023, quando o Papa Francisco o nomeou Cardeal Prefeito do Dicastério para os Bispos e Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina.
A polícia albanesa prendeu 20 pessoas por envolvimento no contrabando de resíduos tóxicos do país balcânico para a Tailândia, informou a corporação nesta quarta-feira. As prisões ocorreram mais de um ano depois de a promotoria da cidade portuária de Durrës ter aberto investigações sobre mais de 100 contêineres de resíduos perigosos, que supostamente vieram de uma siderúrgica de propriedade turca em Elbasan.
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Anteriormente, os promotores disseram à AFP que 33 mandados de prisão haviam sido emitidos em relação a uma suposta rede de tráfico de resíduos tóxicos, incluindo agentes alfandegários e funcionários da Agência Nacional do Meio Ambiente.
“Não se tratou de um crime isolado, mas de uma série de ações ilegais com graves impactos no meio ambiente, na saúde, nas alfândegas […] e nas práticas comerciais justas”, afirmou um comunicado da promotoria divulgado nesta quarta-feira.
Os supostos crimes incluem tráfico de mercadorias proibidas, abuso de poder e lavagem de dinheiro. A polícia informou que ainda está à procura de outros 13 suspeitos, incluindo três cidadãos turcos e um alemão. As autoridades realizaram buscas nesta terça-feira depois que análises laboratoriais confirmaram que os materiais, devolvidos à Albânia em 2024, eram tóxicos, disseram os promotores.
Tailândia rejeitou carga depois que grupo ambientalista alegou que ela continha resíduos tóxicos ilegais, forçando sua devolução à Albânia
Adnan Beci/AFP
Os documentos alfandegários indicavam que a remessa transportava óxido de ferro quando saiu do país balcânico rumo à Tailândia. Mas a remessa foi rejeitada depois que um grupo ambientalista alegou que ela continha resíduos tóxicos ilegais, forçando seu retorno à Albânia.
‘Perigoso e tóxico’
A análise de amostras de resíduos, incluindo material proveniente da siderúrgica Kurum International, de propriedade turca, e de duas empresas albanesas, revelou tratar-se de poeira “perigosa e tóxica” de um “forno elétrico a arco”, afirmou o Ministério Público em comunicado. As amostras também continham material que representa um risco particular para o ambiente marinho. A constatação confirma a alegação do grupo ambientalista Basel Action Network, que motivou a devolução da remessa.
“A Kurum International tinha pleno conhecimento das normas nacionais e internacionais relativas a resíduos”, afirmaram os procuradores.
Entre os suspeitos estão cinco gerentes da Kurum International, um administrador e um contador. Os 102 contêineres, apreendidos em novembro de 2024, estão agora armazenados em segurança em um porto próximo a Durrës, segundo o comunicado. Especialistas na Albânia começaram a coletar amostras da remessa em outubro passado como parte de uma investigação sobre o contrabando de mercadorias proibidas.
Na época, os promotores disseram que haviam aberto uma investigação sobre suspeitas de contrabando e abuso de poder em cooperação com o Gabinete Europeu de Luta Antifraude. O fundador da BAN, Jim Puckett, disse que não estava claro por que a amostra havia demorado tanto para ser analisada e alertou que o material poderia ter vazado ou sido adulterado nesse período.
Os procuradores argumentaram que as autoridades albanesas não possuíam as instalações necessárias para analisar os resíduos, pelo que as amostras foram eventualmente enviadas para um laboratório italiano. Segundo ativistas ambientais, os resíduos industriais são frequentemente enviados por países ocidentais para serem processados ​​na Ásia e na África, um comércio global que, segundo estimativas, pode valer até 82 bilhões de dólares (cerca de R$ 492 bilhões) por ano.
O Irã afirmou que as negociações com os Estados Unidos ocorrerão na sexta-feira, em meio à manutenção das tensões entre os dois países após a repressão sangrenta de Teerã a protestos em todo o país no mês passado. O presidente Donald Trump manteve a pressão ao dizer que o líder supremo da República Islâmica deveria estar “muito preocupado”.
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O andamento dessas conversas foi colocado em dúvida na quarta-feira após a publicação de uma reportagem do site Axios, segundo a qual a comunicação entre Washington e Teerã estaria por um fio. O material divulgado provocou alta nos preços do petróleo e aumentou as especulações sobre uma possível ação militar dos Estados Unidos.
No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as conversas estão agora programadas para sexta-feira, em Omã. Diplomatas haviam indicado anteriormente que o encontro ocorreria na Turquia.
“As conversas nucleares com os Estados Unidos estão programadas para acontecer em Mascate. Sou grato aos nossos irmãos omanenses por providenciarem todos os arranjos necessários”, escreveu Araghchi em uma publicação na rede social X.
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De acordo com informações divulgadas pela AP, uma autoridade da Casa Branca confirmou que os Estados Unidos participarão de negociações de alto nível com o Irã em Omã.
Essa autoridade, que falou sob condição de anonimato, disse que vários líderes árabes e muçulmanos pressionaram o governo Trump, na quarta-feira, para que não abandonasse as negociações, mesmo diante da insistência de autoridades iranianas em restringir o escopo das conversas e mudar o local do encontro.
A fonte acrescentou que a Casa Branca continua “muito cética” quanto às chances de sucesso das negociações, mas concordou com a mudança de planos em respeito aos aliados da região.
Apesar disso, Trump, que reforçou significativamente a presença militar americana na região e se recusou a descartar novas ações militares, voltou a aumentar a pressão sobre o aiatolá Ali Khamenei.
— Eu digo que ele deveria estar muito preocupado, deveria mesmo — afirmou Trump em entrevista à emissora NBC News. — Como vocês sabem, eles estão negociando conosco.
Trump enviou um porta-aviões americano para a região do Oriente Médio e não descartou novas ações militares contra o Irã, como as realizadas em junho, quando instalações nucleares da República Islâmica foram destruídas.
“Coisas muito ruins”
O republicano afirmou ainda, na entrevista, que o Irã estaria planejando construir uma nova instalação nuclear.
— Ficamos sabendo disso e eu disse a eles: se fizerem isso, faremos coisas muito ruins — declarou.
A possibilidade de uma desescalada começou a ganhar forma no início da semana, quando veio a público que autoridades iranianas e americanas planejavam se reunir na sexta-feira. No entanto, desde então, diversas mensagens colocaram em dúvida a realização do encontro.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na quarta-feira que Washington está disposto a se reunir com o Irã ainda nesta semana, desde que os programas nuclear e balístico de Teerã estejam na pauta.
— Se os iranianos quiserem se reunir, estamos dispostos — afirmou Rubio, sem confirmar uma reunião para sexta-feira. — Se mudarem de ideia, também não há problema — acrescentou.
Em negociações anteriores sobre seu programa nuclear, Teerã rejeitou discutir seu armamento.
Rubio também afirmou que Washington espera discutir uma série de preocupações além da questão nuclear, incluindo os mísseis balísticos do Irã, o apoio a redes de grupos aliados na região e o “tratamento dado à própria população”.
— A liderança clerical do Irã não reflete o povo iraniano. Não conheço outro país onde exista uma diferença tão grande entre quem governa e quem vive ali — afirmou Rubio a jornalistas.
O vice-presidente JD Vance disse ao programa The Megyn Kelly Show que as negociações diplomáticas com o Irã são difíceis devido ao sistema político do país, supervisionado por Khamenei.
— É um país muito estranho para se fazer diplomacia quando você não pode nem falar com quem está no comando. Isso torna tudo muito mais complicado e a situação muito mais absurda — disse Vance, observando que Trump pode falar diretamente por telefone com líderes da Rússia, China ou Coreia do Norte.
Vance afirmou que a principal linha vermelha de Trump é impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear, argumentando que outros países da região fariam o mesmo rapidamente.
O Irã sustenta há décadas que seu programa nuclear tem fins pacíficos. No entanto, autoridades iranianas vêm, nos últimos anos, ameaçando cada vez mais buscar a bomba.
Vance disse acreditar que Trump tentará “alcançar o que for possível por meios não militares” e que, se concluir que a opção militar é a única saída, “acabará escolhendo esse caminho”.
(Com AFP)
Marius Borg Høiby, filho da princesa herdeira da Noruega, disse nesta quarta-feira (4) ao tribunal que levou uma vida repleta de excessos motivada por uma “necessidade de reconhecimento extremamente elevada” e negou as acusações de estupro.
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Filho de um relacionamento anterior ao casamento de sua mãe, Mette-Marit, com o príncipe herdeiro Haakon, em 2001, Høiby responde no julgamento, iniciado na terça-feira, ao total de 38 acusações, incluindo quatro estupros e agressões contra ex-parceiras.
O réu de 29 anos nega as acusações mais graves, em particular os estupros, e pode ser condenado a até 16 anos de prisão.
Nesta quarta-feira, ele retornou ao tribunal em Oslo. Vestindo jeans, com a camisa desabotoada por baixo de um suéter, Høiby tirou o tabaco (snus) da boca e começou a chorar.
Afirmou, entre lágrimas, que teve uma vida cheia de excessos, motivada, segundo ele, por “uma necessidade de reconhecimento extremamente elevada”.
— Eu sou conhecido em particular como o filho da minha mãe, não por outra coisa. Eu tive uma necessidade de reconhecimento extremamente elevada. Toda a minha vida. E isso se traduziu em muito sexo, muitas drogas e muito álcool — disse o réu, que afirma ter sido “perseguido” pela imprensa desde os três anos.
Maruis Borg Hoiby, filho de princesa da Noruega (à esquerda) foi preso por violência contra mulher e admitiu ter consumido cocaína e álcool antes do ataque
Lise Åserud/AFP
No segundo dia do julgamento, uma primeira suposta vítima retomou o depoimento iniciado na véspera sobre o estupro que teria sofrido após uma festa. Ela declarou acreditar que foi drogada.
Os crimes teriam ocorrido na madrugada de 19 para 20 de dezembro de 2018 na casa que Høiby dispõe na propriedade de Skaugum, onde Høiby e a princesa Mette-Marit residem, nas imediações de Oslo.
Naquela noite, eles tiveram uma breve relação sexual, a qual a suposta vítima afirma ter interrompido.
A polícia a contactou anos depois, quando descobriu gravações e imagens no celular do filho da princesa.
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As autoridades acreditam que Høiby a estuprou enquanto ela dormia. Ela não se lembra de nada, nem mesmo de ter adormecido. É como “um grande buraco negro”, disse.
— Eu não conseguia acreditar que Marius me faria algo assim. Foi uma traição e um choque — declarou.
As fotos e vídeos em questão não foram exibidos à imprensa, que tem a obrigação de não revelar a identidade das denunciantes.
— Olhem para o meu rosto. Vocês veem que estou inconsciente. Suspeito que ingeri algo sem saber. É o que eu acho, 100% — respondeu ao ser questionada se acreditava ter sido drogada.
A defesa afirmou que ela declarou o contrário em seu depoimento à polícia, quando teria afirmado não teve a sensação de ter sido drogada.
Høiby afirmou não se lembrar claramente do que aconteceu naquela noite, mas disse que as relações sexuais com ela foram consentidas.
— Não me lembro de ter tirado as fotos, mas (…) fizemos sexo totalmente acordados e de livre e espontânea vontade — disse o jovem loiro tatuado e com brincos. Segundo ele, seus pais estavam em casa na ocasião.
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Versões opostas
Os quatro supostos estupros — um deles teria sido cometido quando Høiby estava de férias com o príncipe Haakon nas ilhas Lofoten em 2023 — teriam ocorrido todos após relações consentidas, muitas vezes após festas com grande consumo de álcool, quando as vítimas não estavam em condições de se defender, segundo a acusação.
A defesa alega que todos os casos envolveram “relações sexuais normais e consentidas”.
— É um meio em que o consumo de drogas é importante, não apenas de álcool — afirmou na terça-feira a advogada de Høiby, Ellen Holager Andenæs. — O sexo ocupa um espaço muito importante no que acontece neste meio — acrescentou.
Høiby negou na terça-feira as acusações de estupro, mas reconheceu, total ou parcialmente, algumas acusações de violência, ameaças, uma infração à lei de entorpecentes e outros crimes de tráfico. Ele admitiu que transportou 3,5 quilos de maconha em 2020.
O escândalo, o maior a abalar a família real norueguesa, prejudicou a imagem da instituição no país escandinavo.
O príncipe e a princesa não comparecem ao julgamento, que deve demorar sete semanas. O palácio real confirmou que Mette-Marit adiou por tempo indeterminado uma viagem ao exterior.
Dividida entre os papéis de mãe e futura rainha, a princesa já trava outras batalhas. Além do caso do filho, Mette-Marit enfrenta o escândalo das mais de 1.000 menções ao seu nome nos arquivos publicados nos Estados Unidos sobre o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
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O empresário colombiano-venezuelano Alex Saab foi preso na Venezuela na madrugada desta quarta-feira como parte de uma operação conjunta entre autoridades americanas e venezuelanas, informou um oficial da polícia dos EUA à Reuters. Saab, que já havia sido detido nos Estados Unidos, era aliado próximo do presidente Nicolás Maduro, preso em uma operação militar dos EUA em Caracas em 3 de janeiro.
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Segundo fontes da imprensa colombiana e da agência americana, o empresário, de 54 anos, deverá ser extraditado para os EUA nos próximos dias e está sob custódia do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) enquanto autoridades decidem sobre sua transferência para os Estados Unidos.
Nascido em Barranquilla, Colômbia, e de ascendência libanesa, ganhou notoriedade internacional em 2020, quando as autoridades de Cabo Verde o prenderam a pedido de Washington. Ele foi extraditado para os Estados Unidos em outubro de 2021. Lá, foi acusado de conspiração para lavagem de centenas de milhões de dólares por meio de contratos de fornecimento de alimentos com o governo venezuelano e de pagamento de propinas a autoridades chavistas.
O empresário recebeu indulto em troca da libertação de vários americanos detidos na Venezuela em dezembro de 2023. Ao retornar à Venezuela, foi nomeado ministro da Indústria e da Produção Nacional por Maduro, cargo no qual permaneceu até o mês passado, quando foi demitido pela presidente interina, Delcy Rodríguez.
Até o momento, não há confirmação oficial dos governos venezuelano ou americano sobre as acusações exatas que podem ter levado à prisão de Saab nesta quarta-feira ou ao processo de extradição. Consultado pela Reuters, o Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
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Sua ligação com a Venezuela é conhecida desde 2000, por meio de seu envolvimento com os Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP), um programa venezuelano de distribuição de alimentos subsidiados, criado em 2016 por Maduro, que foi apontado na acusação americana contra ele.
Durante seus anos de vínculos com o chavismo, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela afirma que Saab garantiu “acordos significativos com empresas mexicanas, turcas, colombianas e de outros países” para o programa CLAP. Além disso, em 2018, o empresário foi nomeado “Enviado Especial da República Bolivariana da Venezuela”, o que o concedeu o status de diplomata pelo país sul-americano.
Na época de sua primeira prisão, Saab negou as acusações e recorreu para que fossem rejeitadas com base na imunidade diplomática. O tribunal de apelações ainda não havia se pronunciado sobre o recurso do colombiano na época da troca de prisioneiros.
Saab também enfrenta uma condenação na Itália por lavagem de dinheiro relacionada à compra de um apartamento de luxo em Roma com fundos supostamente ilícitos provenientes de operações na Venezuela, diz o jornal venezuelano Efecto Cocuyo.
As fontes americanas disseram ainda que Raul Gorrin, chefe da rede de televisão venezuelana Globovision, também foi preso na operação. Também acusado de ser testa de ferro de Maduro, o empresário foi alvo de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA por pagar propinas de até US$ 159 milhões (R$ 832 milhões) a autoridades venezuelanas.
O ex-estrategista da Casa Branca Steve Bannon afirmou que agentes federais de imigração deveriam atuar próximos aos locais de votação nas eleições legislativas de novembro. A declaração acendeu um alerta entre autoridades eleitorais sobre o risco de interferência do governo federal no processo eleitoral americano. Embora não ocupe cargo oficial, Bannon segue como uma das figuras mais influentes da extrema direita e mantém proximidade com o presidente Donald Trump.
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Segundo o jornal The Guardian, as declarações foram feitas em meio a novas investidas do presidente americano contra o sistema eleitoral, marcadas pela repetição de alegações falsas de fraude e pela defesa da federalização das eleições, hoje organizadas por estados e municípios.
Nesta semana, Trump voltou a afirmar que o governo federal “deveria assumir o controle da votação”, sustentando, sem provas, que o Partido Democrata teria se beneficiado de votos de imigrantes em situação irregular, tese já desmentida reiteradas vezes por autoridades eleitorais e tribunais.
Em seu programa War Room, Bannon reforçou essa narrativa ao dizer que o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) estaria presente nos locais de votação. Para especialistas e gestores eleitorais, a eventual presença ostensiva de agentes de imigração representa um fator de intimidação, com potencial de afastar eleitores, inclusive cidadãos americanos e residentes legais.
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A atuação de forças de segurança em zonas eleitorais é historicamente vista com cautela nos Estados Unidos e, em alguns estados, está sujeita a restrições legais. O receio é que ações desse tipo afetem a liberdade do voto, sobretudo em áreas de maioria democrata.
A preocupação ganhou força após iniciativas recentes do governo Trump para ampliar sua influência sobre o processo eleitoral. Uma ordem executiva editada pelo presidente tentou impor a exigência de comprovação de cidadania para votar, mas foi parcialmente barrada pela Justiça, que reafirmou a competência dos estados na condução das eleições. Propostas semelhantes no Congresso também não avançaram.
Em Minnesota, onde milhares de agentes federais foram deslocados nas últimas semanas, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, apresentou exigências ao governo estadual como condição para a redução do efetivo, incluindo o acesso aos registros de eleitores.
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O Departamento de Justiça já move ações judiciais para obter esses dados em outros estados, enfrentando resistência de autoridades locais, que alegam riscos à privacidade e à segurança das informações.
Para autoridades eleitorais, as declarações de Bannon reforçam o temor de que a pauta migratória seja usada como instrumento de pressão política durante o processo eleitoral, ampliando tensões institucionais às vésperas das eleições de meio de mandato.
O Panamá rejeitou nesta quarta-feira a advertência da China de que o país pagaria um “alto preço” pelo cancelamento do contrato com a empresa portuária CK Hutchison, que tem sede em Hong Kong. Na sexta-feira, o governo panamenho havia anunciado que a empresa dinamarquesa Maersk vai assumir temporariamente a operação de dois portos no Canal do Panamá que estavam sob administração da CK Hutchison, cuja concessão foi anulada na véspera pela Justiça do país localizado na América Central. A declaração pública intensificou o conflito na disputa de poder regional em curso entre Washington e Pequim.
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A Suprema Corte do Panamá invalidou os contratos da CK Hutchison na quinta-feira, após ameaças do presidente americano, Donald Trump, de recuperar a hidrovia interoceânica construída pelos Estados Unidos e cedida ao Panamá, ao alegar que ela é controlada por Pequim. O governo chinês criticou a decisão, classificando-a como “completamente absurda”, e advertiu que o Panamá pagaria um “alto preço” se não mudasse de rumo, informou a Bloomberg.
“Rejeito veementemente a declaração do Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau a respeito da decisão da Suprema Corte sobre o contrato portuário”, escreveu o presidente panamenho, José Raúl Mulino, no X, acrescentando que “o Panamá é um Estado de Direito” e respeita as decisões judiciais.
Em uma coletiva de imprensa na quarta-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, advertiu que seu país “defenderá firmemente os direitos e interesses legítimos e legais das empresas chinesas”.
Sem mencionar a China, o Ministério das Relações Exteriores do Panamá declarou posteriormente, em um comunicado à imprensa, que a decisão não é “uma decisão política ou geopolítica”, mas sim “estritamente legal”.
“Nosso país mantém uma política externa baseada no respeito mútuo, na não interferência nos assuntos internos dos Estados e na coexistência pacífica entre as nações”, enfatizou.
A crise eclodiu na última quinta-feira, quando o Tribunal anulou o contrato com a Hutchison, renovado em 2021 por 25 anos, alegando que a concessão tinha “um viés desproporcional em favor da empresa”, sem “qualquer justificativa” e “em detrimento do tesouro do Estado”.
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A disputa pelo Canal
Desde que retornou à Casa Branca, há um ano, Trump ameaçou reaver a via navegável estratégica construída pelos Estados Unidos, afirmando que ela está “sob o controle” de Pequim, embora seja administrada por uma instituição pública panamenha independente do governo.
Segundo o governo dos EUA, esse “controle” é exercido por Pequim por meio da Hutchison, que até então operava os portos nas duas entradas do canal — Balboa, no Pacífico, e Cristóbal, no Atlântico — desde 1997.
O cancelamento do contrato foi recebido com entusiasmo em Washington. O secretário de Estado Marco Rubio declarou na última sexta-feira que “os Estados Unidos estão encorajados”.
Referindo-se a essa declaração, o porta-voz chinês afirmou que “as palavras e ações dos Estados Unidos revelaram mais uma vez sua mentalidade de Guerra Fria e seu viés ideológico”.
“O mundo sabe muito bem quem está tentando tomar o Canal do Panamá à força e minando o direito internacional em nome do Estado de Direito”, declarou ele.
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Plano de recurso
Na noite de terça-feira, a Panama Ports Company (PPC), subsidiária da Hutchison, anunciou que recorrerá da decisão do tribunal panamenho em tribunais internacionais, embora não tenha especificado suas alegações.
A empresa acusa o Panamá de lhe causar “sérios prejuízos” ao anular a concessão na sequência de uma “campanha estatal” contra ela.
No entanto, o tribunal panamenho argumenta que a renovação do contrato foi realizada automaticamente, sem “aprovação” da Controladoria-Geral da União e sem “renegociação” dos termos, apesar do crescimento do setor portuário, segundo a sentença.
Após a decisão judicial, o governo panamenho anunciou que a empresa dinamarquesa Maersk assumiria temporariamente a gestão dos terminais portuários até que uma nova concessão fosse adjudicada.
A sentença ocorreu em meio a um longo processo de venda dos portos, no qual a Hutchison anunciou em março de 2025 a transferência de sua participação nos terminais panamenhos para um grupo de empresas liderado pela empresa americana BlackRock, como parte de um pacote avaliado em US$ 22,8 bilhões (R$ 119 bilhões). Os Estados Unidos, que inauguraram o canal em 1914, e a China são os principais usuários da rota, por onde passa aproximadamente 5% do comércio marítimo global.
O artista que restaurou um afresco – pintura feita diretamente sobre reboco úmido – em uma igreja no centro de Roma com semelhança à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, apagou a obra depois que ela provocou indignação.
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A história começou no sábado (1º), quando o jornal La Repubblica revelou que o rosto de uma figura alada recém-restaurada na igreja de San Lorenzo in Lucina se parecia muito com Meloni.
A própria Meloni fez um comentário bem-humorado no Instagram ao lado de seu suposto retrato, dizendo: “Não, definitivamente não me pareço com um anjo”. O artista responsável pela restauração, Bruno Valentinetti, disse ao La Repubblica ter apagado o rosto na noite de terça-feira, após um pedido da administração do Vaticano.
Antes e depois de imagem pintada em igreja na Itália com rosto de Giorgia Meloni
FILIPPO MONTEFORTE / AFP
Procurado pela AFP, o Vaticano não confirmou a informação.
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O restaurador também afirmou ao jornal que, de fato, pintou a figura para se parecer com Meloni, depois de inicialmente ter negado. “Realmente era a Meloni, mas no mesmo estilo do afresco que estava ali antes”, disse ao La Repubblica.
A igreja, situada a poucos metros do gabinete de Meloni, recebeu um grande fluxo de curiosos nos últimos dias. A agência responsável pela preservação cultural em Roma informou em comunicado nesta quarta-feira que qualquer restauração futura exigirá uma autorização “acompanhada de um esboço da imagem”.
A agência, que integra o Ministério da Cultura italiano, havia ordenado uma inspeção do afresco no sábado.
A Arábia Saudita anunciou planos para emitir passaportes para os milhões de camelos do país, a fim de gerir melhor estes animais. O reino quer desenvolver e regulamentar o setor de camelos. Além do número de registro de cada animal, o documento terá fotografias do camelo, tiradas dos lados direito e esquerdo.
O Ministério do Meio Ambiente, Água e Agricultura prometeu que a iniciativa melhorará a “produtividade, a eficiência do setor e permitirá construir uma base de dados de referência confiável sobre os camelos”.
Uma publicação do ministério nas redes sociais, na última terça-feira (3), incluía uma imagem do documento: um passaporte verde com o brasão do país e a imagem dourada de um camelo.
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O passaporte “contribuirá para organizar as operações de venda e comércio ao regulamentar a troca e o transporte, garantir a documentação oficial, proteger os direitos dos proprietários e facilitar a comprovação de propriedade”, segundo a rede estatal Al Ekhbariya.
Em 2024, o governo estimou que havia cerca de 2,2 milhões de camelos no reino. Segundo o ministério, o passaporte servirá como documento de identificação oficial e credenciado. Nele estarão vinculados dados de saúde e regulamentares verificados do animal a que pertence.
O ministério afirma que o passaporte, a ser emitido com número próprio para cada animal, funcionará como um registro de identificação completo. Constarão no documento número do microchip do camelo, nome, data de nascimento, raça, sexo, cor, local de nascimento e autoridade emissora. As fotos a serem inclusas são para garantir uma identificação precisa. As informações são da BBC.
Os camelos, há muito tempo, são um meio de transporte vital na Arábia; conferiam status a seus proprietários e alimentavam o crescimento de uma lucrativa indústria de criação.
O país também organiza concursos de beleza de camelos em festivais anuais, onde admiradores sauditas gastam centenas de milhares de dólares nos animais que participam. Como alguns fazem trapaça, nos últimos anos os organizadores intensificaram o combate às modificações cosméticas, uma prática que prosperou apesar das sanções.
Os métodos para fazer os lábios dos camelos ficarem mais caídos ou para dar às suas corcovas uma forma mais estilizada são especialmente malvistos pelas autoridades, que querem promover uma aparência natural.
Os camelos têm sido essenciais para a vida na Península Arábica durante milênios.
Uma investigação publicada em 2021 sugere que esculturas de tamanho real de camelos e cavalos entalhadas em rochas na Arábia Saudita podem ter cerca de 7 mil anos de antiguidade.

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