O empresário colombiano-venezuelano Alex Saab foi preso na Venezuela na madrugada desta quarta-feira como parte de uma operação conjunta entre autoridades americanas e venezuelanas, informou um oficial da polícia dos EUA à Reuters. Saab, que já havia sido detido nos Estados Unidos, era aliado próximo do presidente Nicolás Maduro, preso em uma operação militar dos EUA em Caracas em 3 de janeiro.
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Segundo fontes da imprensa colombiana e da agência americana, o empresário, de 54 anos, deverá ser extraditado para os EUA nos próximos dias e está sob custódia do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) enquanto autoridades decidem sobre sua transferência para os Estados Unidos.
Nascido em Barranquilla, Colômbia, e de ascendência libanesa, ganhou notoriedade internacional em 2020, quando as autoridades de Cabo Verde o prenderam a pedido de Washington. Ele foi extraditado para os Estados Unidos em outubro de 2021. Lá, foi acusado de conspiração para lavagem de centenas de milhões de dólares por meio de contratos de fornecimento de alimentos com o governo venezuelano e de pagamento de propinas a autoridades chavistas.
O empresário recebeu indulto em troca da libertação de vários americanos detidos na Venezuela em dezembro de 2023. Ao retornar à Venezuela, foi nomeado ministro da Indústria e da Produção Nacional por Maduro, cargo no qual permaneceu até o mês passado, quando foi demitido pela presidente interina, Delcy Rodríguez.
Até o momento, não há confirmação oficial dos governos venezuelano ou americano sobre as acusações exatas que podem ter levado à prisão de Saab nesta quarta-feira ou ao processo de extradição. Consultado pela Reuters, o Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
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Sua ligação com a Venezuela é conhecida desde 2000, por meio de seu envolvimento com os Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP), um programa venezuelano de distribuição de alimentos subsidiados, criado em 2016 por Maduro, que foi apontado na acusação americana contra ele.
Durante seus anos de vínculos com o chavismo, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela afirma que Saab garantiu “acordos significativos com empresas mexicanas, turcas, colombianas e de outros países” para o programa CLAP. Além disso, em 2018, o empresário foi nomeado “Enviado Especial da República Bolivariana da Venezuela”, o que o concedeu o status de diplomata pelo país sul-americano.
Na época de sua primeira prisão, Saab negou as acusações e recorreu para que fossem rejeitadas com base na imunidade diplomática. O tribunal de apelações ainda não havia se pronunciado sobre o recurso do colombiano na época da troca de prisioneiros.
Saab também enfrenta uma condenação na Itália por lavagem de dinheiro relacionada à compra de um apartamento de luxo em Roma com fundos supostamente ilícitos provenientes de operações na Venezuela, diz o jornal venezuelano Efecto Cocuyo.
As fontes americanas disseram ainda que Raul Gorrin, chefe da rede de televisão venezuelana Globovision, também foi preso na operação. Também acusado de ser testa de ferro de Maduro, o empresário foi alvo de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA por pagar propinas de até US$ 159 milhões (R$ 832 milhões) a autoridades venezuelanas.
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Segundo fontes da imprensa colombiana e da agência americana, o empresário, de 54 anos, deverá ser extraditado para os EUA nos próximos dias e está sob custódia do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) enquanto autoridades decidem sobre sua transferência para os Estados Unidos.
Nascido em Barranquilla, Colômbia, e de ascendência libanesa, ganhou notoriedade internacional em 2020, quando as autoridades de Cabo Verde o prenderam a pedido de Washington. Ele foi extraditado para os Estados Unidos em outubro de 2021. Lá, foi acusado de conspiração para lavagem de centenas de milhões de dólares por meio de contratos de fornecimento de alimentos com o governo venezuelano e de pagamento de propinas a autoridades chavistas.
O empresário recebeu indulto em troca da libertação de vários americanos detidos na Venezuela em dezembro de 2023. Ao retornar à Venezuela, foi nomeado ministro da Indústria e da Produção Nacional por Maduro, cargo no qual permaneceu até o mês passado, quando foi demitido pela presidente interina, Delcy Rodríguez.
Até o momento, não há confirmação oficial dos governos venezuelano ou americano sobre as acusações exatas que podem ter levado à prisão de Saab nesta quarta-feira ou ao processo de extradição. Consultado pela Reuters, o Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
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Sua ligação com a Venezuela é conhecida desde 2000, por meio de seu envolvimento com os Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP), um programa venezuelano de distribuição de alimentos subsidiados, criado em 2016 por Maduro, que foi apontado na acusação americana contra ele.
Durante seus anos de vínculos com o chavismo, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela afirma que Saab garantiu “acordos significativos com empresas mexicanas, turcas, colombianas e de outros países” para o programa CLAP. Além disso, em 2018, o empresário foi nomeado “Enviado Especial da República Bolivariana da Venezuela”, o que o concedeu o status de diplomata pelo país sul-americano.
Na época de sua primeira prisão, Saab negou as acusações e recorreu para que fossem rejeitadas com base na imunidade diplomática. O tribunal de apelações ainda não havia se pronunciado sobre o recurso do colombiano na época da troca de prisioneiros.
Saab também enfrenta uma condenação na Itália por lavagem de dinheiro relacionada à compra de um apartamento de luxo em Roma com fundos supostamente ilícitos provenientes de operações na Venezuela, diz o jornal venezuelano Efecto Cocuyo.
As fontes americanas disseram ainda que Raul Gorrin, chefe da rede de televisão venezuelana Globovision, também foi preso na operação. Também acusado de ser testa de ferro de Maduro, o empresário foi alvo de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA por pagar propinas de até US$ 159 milhões (R$ 832 milhões) a autoridades venezuelanas.










