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Imagens divulgadas nos chamados “arquivos Epstein” reacenderam a controvérsia envolvendo Andrew Mountbatten-Windsor, ao serem exibidas durante audiência da Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, em Washington.
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As fotos mostram Andrew agachado ao lado de uma mulher não identificada na mansão de Jeffrey Epstein, em Nova York. O contexto em que os registros foram feitos não é conhecido.
Durante a sessão, o deputado democrata Ted Lieu afirmou que a mulher retratada seria vítima de tráfico sexual, enquadrada na Lei Federal de Proteção às Vítimas do Tráfico de Pessoas. Ele questionou a Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, sobre o motivo de Andrew nunca ter sido processado.
— Estas duas fotos são prova de um crime e mais do que suficientes para justificar uma investigação contra o ex-príncipe Andrew — declarou Lieu, de acordo com o jornal inglês Daily Mail.
Pam Bondi confirmou que o rosto da mulher foi ocultado em conformidade com as leis de proteção às vítimas, mas negou que as imagens, por si só, comprovem qualquer crime. O Departamento de Justiça dos EUA divulgou mais de três milhões de documentos relacionados a Epstein, mas nunca apresentou acusações formais contra Andrew.
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Não há confirmação pública de que Lieu tenha tido acesso a versões não editadas dos arquivos, embora parlamentares americanos tenham recebido material adicional sob confidencialidade.
As fotografias não indicam atividade criminosa explícita, e Andrew sempre negou irregularidades relacionadas a Epstein.
O governo da Rússia confirmou nesta quinta-feira o bloqueio do funcionamento do WhatsApp no país. O Kremlin atribuiu a medida ao que definiu como “relutância” da Meta, controladora do aplicativo de mensagens criptografadas, em cumprir a legislação russa. A empresa, por sua vez, afirmou que Moscou avançou para “bloquear completamente” o serviço de mensagens mais popular do mundo no país e que tenta empurrar mais de 100 milhões de usuários para um aplicativo “de vigilância”, patrocinado pelo Estado.
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À rede britânica BBC, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a decisão foi tomada devido à “falta de disposição [da Meta] em cumprir as normas e a letra da legislação russa”. Ele afirmou que a empresa poderá retomar as operações se “cumprir a lei e entrar em diálogo”. Questionado sobre se as autoridades estariam forçando a migração para o Max, o aplicativo desenvolvido pelo Estado, Peskov afirmou que o “mensageiro nacional é uma alternativa”.
“Tentar isolar mais de 100 milhões de usuários de uma comunicação privada e segura é um retrocesso e só pode levar a menos segurança para as pessoas na Rússia”, disse o WhatsApp em comunicado, afirmando estar fazendo “tudo o que pode” para manter seus usuários conectados. Em agosto, a Rússia já havia restringido chamadas de voz e vídeo no WhatsApp.
O anúncio mais recente veio após a Rússia remover dos sistemas nacionais os registros técnicos que conectam plataformas como WhatsApp, YouTube e Facebook aos seus endereços IP. Esses registros funcionam como uma espécie de catálogo de endereços da internet, indicando aos dispositivos dos usuários onde encontrar um aplicativo ou site. Sem eles, os serviços não podem ser acessados dentro da Rússia, exceto por meio de uma rede privada virtual (VPN).
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O órgão regulador da internet na Rússia, Roskomnadzor, informou nesta semana que também está restringindo ainda mais o acesso ao aplicativo de mensagens Telegram, citando falta de segurança. Pertencente ao bilionário russo Pavel Durov, o Telegram é extremamente popular na Rússia e amplamente utilizado por forças russas na Ucrânia. Blogueiros pró-guerra reclamaram que a medida está prejudicando as comunicações no terreno, publicou a BBC.
“A Rússia está restringindo o acesso ao Telegram na tentativa de forçar seus cidadãos a migrarem para um aplicativo controlado pelo Estado, desenvolvido para vigilância e censura política”, afirmou Durov em comunicado publicado em sua plataforma. Outros aplicativos e serviços de mensagens ocidentais, incluindo o Snapchat, da Snap Inc., o FaceTime, da Apple Inc., além do Discord, Viber e Signal, também foram bloqueados na Rússia.
‘Superaplicativo’
Mesmo antes da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, as autoridades russas já haviam começado a trabalhar na criação de uma alternativa doméstica à internet global. Essas iniciativas ganharam ritmo durante a guerra, juntamente com a promoção da plataforma apoiada pelo Estado chamada Max. O aplicativo tem sido comparado ao WeChat, da China — um chamado “superaplicativo” que combina mensagens e serviços governamentais.
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Desde 2025, as autoridades determinaram que o Max seja pré-instalado em novos dispositivos vendidos no país. Há relatos de que funcionários do setor público, professores e estudantes vêm sendo cada vez mais obrigados a usar a plataforma, enquanto críticos argumentam que o Max não oferece criptografia de ponta a ponta, o que poderia facilitar a vigilância por parte das autoridades. A mídia estatal nega que o aplicativo seja usado para esse fim.
A agência estatal Tass informou no início do ano que o WhatsApp deve ser bloqueado permanentemente na Rússia em 2026. A Meta foi classificada como organização extremista pelo governo russo em 2022, o que levou ao bloqueio de aplicativos como Instagram e Facebook no país. Os serviços permanecem acessíveis apenas por meio de VPNs, mas o uso por cidadãos não é proibido. (Com Bloomberg e AFP)
Uma mulher de 35 anos foi presa em Columbus, no estado de Ohio (EUA), sob suspeita de contaminar o cateter intravenoso do próprio filho enquanto ele estava internado. Tiffany Le Sueur foi detida nesta segunda-feira (9) após funcionários do Nationwide Children’s Hospital afirmarem tê-la visto injetando uma “substância estranha” no acesso venoso do bebê com o uso de uma seringa.
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De acordo com registros do Tribunal do Condado de Franklin, ela foi formalmente acusada de crime de terceiro grau por colocar criança em perigo, com agravantes de tortura e abuso cruel. A denúncia criminal, obtida pelo jornal Columbus Dispatch, detalha que a sequência de fatos teve início na sexta-feira (6), quando a equipe médica identificou indícios de possível abuso infantil e acionou a Unidade de Abuso Físico do Departamento de Polícia de Columbus.
Imagens de segurança e prisão no hospital
Segundo os autos, a polícia determinou que as visitas ao hospital passariam a ser monitoradas para garantir a segurança da criança. Dois dias depois, câmeras de segurança teriam registrado Le Sueur entrando em um banheiro com um copo e saindo com o que aparentava ser matéria fecal. Conforme o depoimento de um detetive incluído na denúncia, ela teria, em seguida, utilizado uma seringa para introduzir o material na linha intravenosa conectada à mão esquerda do bebê.
A mãe foi presa ainda nas dependências do hospital. A equipe médica prestou atendimento imediato à criança, cujo estado de saúde não foi divulgado pelo Nationwide Children’s Hospital, em razão das leis federais de privacidade médica nos Estados Unidos.
Nas redes sociais, Le Sueur havia publicado, em 24 de janeiro, uma imagem que aparentava mostrar um de seus filhos hospitalizado. Segundo seus perfis, ela tem quatro filhos e perdeu um bebê prematuro em 2022.
Le Sueur compareceu ao tribunal em 9 de fevereiro e permanece detida no Centro de Detenção James A. Karnes, conforme registros judiciais. No dia seguinte, um juiz estipulou fiança de US$ 250 mil e determinou, como condições para eventual liberdade provisória, a proibição de portar armas de fogo, consumir álcool ou drogas e manter contato com menores. A próxima audiência está marcada para 19 de fevereiro. Até o momento, não há informação sobre a constituição de defesa no processo.
Familiares das vítimas do incêndio que matou 41 pessoas na boate Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, hostilizaram nesta quinta-feira (12) os proprietários do local, Jacques e Jessica Moretti, durante a chegada do casal ao Ministério Público, em Sion, para mais um dia de interrogatório. A tragédia ocorreu na virada do Ano-Novo e deixou ainda 115 feridos.
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Segundo o jornal suíço 20 Minuten, dezenas de parentes enlutados, muitos vestindo roupas com fotos de seus filhos e parentes mortos, se aglomeraram na entrada do prédio. Ao verem os Moretti, acompanhados apenas por um policial e pelo advogado, familiares avançaram, lançaram insultos e tentaram agredi-los.
— Era uma verdadeira multidão. Eles quase não tinham proteção quando a fúria explodiu — relatou um repórter ao jornal.
Entre os manifestantes estava a família de Trystan, de 17 anos, uma das vítimas. A mãe, Vinciane Stucky, afirmou à imprensa local:
— Não perdoaremos nem esqueceremos.
O pai, Christian Podoux, cobrou responsabilidade dos donos do estabelecimento:
— Quero que ela saiba o quanto feriu pais, mães e irmãos. Ela se distanciou e deixou o Constellation enquanto jovens tentavam ajudar.
Disputa de versões e acusações
Sob supervisão judicial, os Moretti são investigados por homicídio culposo, lesão corporal culposa e incêndio criminoso culposo, crimes que podem resultar em até 20 anos de prisão. Durante cerca de 20 horas de interrogatório conduzidas por três promotores, a estratégia da defesa tem sido atribuir a responsabilidade pelo incêndio à garçonete Cyane Panine, de 24 anos, que morreu na tragédia.
Em depoimentos vazados, Jacques Moretti afirmou que a cena registrada em vídeo, na qual Cyane aparece carregando garrafas de champanhe com velas acesas, era “o show da Cyane”.
— Eu não a proibi. Não vimos o perigo. Se tivesse imaginado qualquer risco, teria proibido — disse ele aos investigadores.
A família de Cyane, no entanto, rejeita essa versão. Segundo a advogada Sophie Haenni, a funcionária apenas seguiu ordens da gerência naquela noite.
— Cyane desceu ao porão a pedido de Jessica Moretti para ajudar colegas, devido ao grande volume de pedidos. Ela nunca foi informada sobre o perigo nem recebeu treinamento de segurança — afirmou.
Testemunhas sobreviventes também contestam a defesa do casal, dizendo que Cyane foi incentivada a realizar a ação e obrigada a usar um capacete promocional que limitava sua visão. Documentos citados pela advogada indicam ainda que a jovem enfrentava jornadas exaustivas e conflitos com os empregadores, a quem teria procurado órgãos de proteção ao trabalhador.
A tragédia atingiu majoritariamente adolescentes e reuniu vítimas de 19 nacionalidades, incluindo suíços, franceses e italianos. O Ministério Público do cantão de Valais informou que o processo já reúne quase 2.000 páginas e mais de 8.500 documentos, com 263 partes civis representadas por 74 advogados.
Parte da autoestrada A1, principal ligação rodoviária entre Lisboa e Porto, em Portugal, desabou na tarde desta quarta-feira na região de Coimbra, após a ruptura parcial de um dique do rio Mondego. A força da água provocou erosão na base da estrutura, abrindo uma cratera no quilômetro 191,2, segundo a Proteção Civil.
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De acordo com jornais locais, o colapso ocorreu na zona de Casais, próximo ao pontão junto ao dique afetado. A via foi fechada preventivamente nos dois sentidos entre Coimbra Sul e Coimbra Norte ainda antes do desabamento. Não há previsão para a reabertura.
Além da cratera principal, foi identificado um segundo abatimento que desnivelou a pista no sentido Norte-Sul, algumas centenas de metros antes do ponto mais afetado. A circulação neste trecho será definitivamente interrompida enquanto técnicos realizam avaliações estruturais e levantamento de risco no sentido contrário.
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A ministra do Ambiente afirmou que o corte da A1 foi feito “por precaução”. Já o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, classificou o episódio como uma “rutura” e garantiu “mobilização máxima” para restabelecer a normalidade. As autoridades confirmaram ainda o risco de novos colapsos em outros diques da região.
A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, afirmou que cerca de 3.500 pessoas foram encaminhadas a centros de abrigo ou orientadas a deixar áreas de risco.
O responsável regional da Proteção Civil alertou para a possibilidade de transbordamento da barragem da Aguieira, a cerca de 35 km de Coimbra, o que poderia agravar o cenário de inundações.
O episódio ocorre após semanas de tempestades que atingem principalmente o centro e o sul de Portugal. Desde o fim de janeiro, chuvas intensas provocaram alagamentos, deslizamentos de terra e interrupções no fornecimento de energia. Pelo menos 15 mortes foram registradas em decorrência dos temporais.
Uma balsa que transportava passageiros virou e afundou no rio Nilo, no distrito de Shendi, localizado na província do Nilo do Norte, no Sudão. Ao menos 21 mortes foram confirmadas. O tipo de embarcação é comumente utilizado para deslocamentos locais de pessoas e, em alguns casos, de mercadorias.
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De acordo com informações da Sudan Doctors Network, divulgadas pela agência AP, ao menos 27 pessoas estavam a bordo no momento do acidente, entre elas mulheres e crianças, caracterizando um grupo de civis.
Seis pessoas sobreviveram. Até a noite desta quarta-feira, outras permaneciam desaparecidas e eram procuradas por moradores e equipes de resgate.
A Sudan Doctors Network comunicou que acompanha a situação no país em razão da guerra em curso e cobrou das autoridades a mobilização de equipes especializadas e de equipamentos adequados para acelerar as buscas pelos desaparecidos, sugerindo que a resposta inicial pode ter sido insuficiente ou lenta.
O episódio ocorre em um contexto de acidentes frequentes envolvendo embarcações superlotadas nas vias fluviais sudanesas.
A promotoria de Sion e o Ministério Público, no estado de Valais, na Suíça, divulgou nesta quarta-feira (11) novos documentos da investigação sobre o incêndio que matou 41 pessoas e deixou outras 115 feridas, algumas com queimaduras graves, na boate Le Constellation, em Crans-Montana, na véspera do Ano Novo. O material reúne dezenas de fotografias do interior do local, plantas da casa noturna e trechos de imagens de câmeras de vigilância.
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As fotos mostram o porão onde o fogo começou pouco depois da meia-noite, após velas pirotécnicas presas a garrafas servidas nas mesas incendiarem os painéis de espuma do teto.
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Nesta quinta-feira (12), enquanto a investigação avançava, familiares das vítimas hostilizaram os proprietários Jacques e Jessica Moretti na chegada ao Ministério Público, em Sion, para mais um dia de interrogatório. Segundo o jornal suíço 20 Minuten, dezenas de parentes, muitos vestindo roupas com fotos de filhos e familiares mortos, se aglomeraram na entrada do prédio, lançaram insultos e tentaram se aproximar do casal, que estava acompanhado por um policial e pelo advogado. “Era uma verdadeira multidão. Eles quase não tinham proteção quando a fúria explodiu”, relatou um repórter ao veículo.
Única rota de fuga era estreita e contribuiu para as mortes
As imagens divulgadas evidenciam o interior carbonizado do porão, revestido de madeira, assim como grande parte da mobília,mesas, bancos, sofás de couro e banquetas. Garrafas, copos e baldes de gelo permanecem sobre as mesas, sugerindo a interrupção abrupta da festa. A escada que levava ao térreo, única rota de fuga, aparece estreita nas fotografias. Segundo os investigadores, 34 pessoas morreram esmagadas no pé da escada durante a tentativa de evacuação.
Outros seis corpos foram localizados próximos à porta de serviço no térreo, antes da varanda, que estava trancada na noite do incêndio. As fotos mostram a tranca posteriormente arrombada pelos socorristas. Uma 41ª vítima morreu cerca de um mês depois, já hospitalizada em decorrência das queimaduras.
O material divulgado também retrata o andar térreo e a varanda envidraçada, igualmente atingidos pelas chamas, com mesas e cadeiras viradas em meio à desordem. Em algumas imagens, objetos pessoais, como um chapéu e uma bota, aparecem espalhados pelo chão.
A Procuradoria do Cantão de Valais conduz a investigação sob a coordenação da promotora Beatrice Pilloud. Quatro pessoas são formalmente investigadas: os proprietários do restaurante, Jacques Moretti e Jessica Maric, o ex-funcionário municipal Ken Jacquemoud e o atual chefe do serviço de segurança pública de Crans-Montana, Christophe Balet. As autoridades judiciais da Itália também participam do caso, com a Procuradoria de Roma abrindo um inquérito paralelo.
As apurações iniciais apontam falhas nas inspeções de segurança contra incêndio, que não eram realizadas no local desde 2019. Balet afirmou em depoimento que o município enfrenta há anos falta de pessoal para cumprir o cronograma de fiscalizações e que, em 2025, apenas 119 das cerca de 500 inspeções previstas foram realizadas. A próxima vistoria no Le Constellation havia sido marcada apenas para 2026. Já Jacquemoud declarou que alertou repetidamente a prefeitura sobre a carência de pessoal qualificado, mas ressaltou que os painéis de espuma não faziam parte dos itens avaliados nas inspeções de rotina.
Quase 30 estudantes do ensino médio receberam atendimento de emergência após a liberação de spray de pimenta dentro de uma sala de aula na Panorama High School, em Panorama City, subúrbio de Los Angeles. O incidente ocorreu na tarde desta quarta-feira (11) e mobilizou uma ampla operação do Corpo de Bombeiros de Los Angeles (LAFD).
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Imagens aéreas exibidas por emissoras locais mostraram ao menos dez veículos de emergência no campus, incluindo viaturas policiais. O chamado inicial indicava cinco alunos com queixas de dor de garganta e tontura, segundo comunicado do LAFD. Após avaliação detalhada, equipes de materiais perigosos confirmaram que se tratava de uma liberação acidental de spray de pimenta.
Atendimento e investigação
A escola montou um posto de triagem para avaliar os 28 alunos que estavam na sala afetada. Em atualização posterior, o LAFD informou que 14 menores foram reunidos com seus pais “em boas condições”. Nenhum estudante precisou ser levado ao hospital, e não houve registro de feridos entre os bombeiros.
O restante do campus foi temporariamente isolado enquanto as equipes verificavam as condições do ambiente. Os níveis de qualidade do ar retornaram ao normal, sem risco adicional para alunos e funcionários, de acordo com a NBC Los Angeles. Os estudantes que não foram afetados foram liberados conforme os procedimentos habituais.
Em nota obtida pela KTLA, o Distrito Escolar Unificado de Los Angeles informou que o caso está sendo investigado pela direção da escola. Segundo o comunicado, a equipe interveio após um aluno utilizar o spray dentro da sala de aula. O diretor Joe Nardulli afirmou à ABC7 que todos os pais foram notificados e ressaltou que a saúde e a segurança da comunidade escolar são prioridade.
De acordo com o Medical News Today, o spray de pimenta — feito a partir de extrato concentrado de pimenta malagueta — pode causar irritação ocular intensa, cegueira temporária, dor no peito, queimação na garganta, tontura e, em casos mais graves, perda de consciência. A substância é frequentemente utilizada como instrumento de defesa pessoal.
Até o momento, não está claro quem acionou o spray nem as circunstâncias que levaram ao episódio. A investigação segue em andamento.
A família da anestesiologista nicaraguense Helen Massiell Garay Sanchez, de 32 anos, entrou com uma ação judicial contra uma unidade da rede Dollar Tree em Miami após a médica ter sido encontrada morta dentro de um freezer da loja, em dezembro do ano passado. Os parentes pedem julgamento por júri e indenização superior a US$ 50 milhões, cerca de R$ 260 milhões, contra o gerente e a empresa.
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Segundo o processo, Sanchez entrou na loja localizada no número 968 da Southwest 8th Street na noite de 13 de dezembro, pouco antes do fechamento, às 22h, e não realizou compras. Na manhã do dia seguinte, um funcionário a encontrou nua e inconsciente em uma área restrita a empregados, dentro de um freezer.
A autópsia indicou que a causa da morte foi hipotermia ambiental, tendo o etanol como fator contribuinte. O exame toxicológico apontou nível de álcool no sangue de 0,112%, acima do limite legal de 0,08%, e não detectou presença de drogas, informou a emissora Local 10 News. De acordo com a Clínica Mayo, o consumo de álcool pode acelerar a perda de calor corporal, aumentando o risco de hipotermia.
Investigação e questionamentos
À época, a polícia de Miami afirmou que não havia indícios de crime, mas declarou não ter certeza sobre o estado mental da médica. “Não sabemos se ela entrou no congelador intencionalmente ou se foi algo completamente acidental”, disse um porta-voz à NBC 6 News. Imagens de segurança obtidas pelos investigadores, segundo relatos, mostram Sanchez entrando sozinha na área restrita.
O processo sustenta que ela teria ficado presa no freezer e que o gerente, mesmo após ser formalmente informado de seu desaparecimento, não adotou medidas adequadas para localizá-la ou prestar socorro. No início deste mês, um policial declarou à WPLG News que a porta do equipamento não estava bloqueada e possuía mecanismo interno de liberação de emergência.
Em nota enviada ao Daily Mail após o caso, a Dollar Tree afirmou estar “ciente do trágico incidente” e declarou que coopera plenamente com as autoridades. “Nossos pensamentos estão com a família e os entes queridos da pessoa envolvida”, informou a empresa.
Sanchez estava em Miami visitando parentes; os dois filhos permaneceram na Nicarágua. Familiares e amigos organizaram uma campanha na plataforma GoFundMe para custear o traslado do corpo. Na página de arrecadação, ela é descrita como mãe dedicada e profissional comprometida, especializada em cardiopatias congênitas. “Sua compaixão, habilidade e dedicação em salvar vidas jovens definiram tanto sua carreira quanto seu caráter”, diz o texto.
A Suíça realizará em 10 de junho um referendo sobre a proposta “Não a uma Suíça de 10 milhões”, iniciativa do Swiss People’s Party (SVP), partido de direita nacionalista e maior força política do país. A medida pretende limitar a população permanente a 10 milhões de habitantes e pode obrigar o governo a rever acordos estratégicos com a European Union.
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De acordo com o jornal inglês The Guardian, atualmente, a Suíça tem cerca de 9,1 milhões de habitantes. Pela proposta, o governo seria obrigado a adotar medidas restritivas já ao atingir 9,5 milhões, incluindo a limitação da entrada de imigrantes, requerentes de asilo e familiares de residentes estrangeiros. Caso a população alcance 10 milhões e não haja redução, o país teria de se retirar do acordo de livre circulação com a UE.
A livre circulação é parte fundamental dos acordos bilaterais com o bloco europeu, principal parceiro comercial da Suíça — cerca de metade das exportações do país têm como destino a UE.
O governo e as duas câmaras do Parlamento se posicionaram contra a iniciativa. Multinacionais como Roche, UBS e Nestlé também manifestaram oposição, argumentando que a proposta colocaria em risco o acesso ao mercado único europeu.
A associação empresarial Economiesuisse classificou o texto como “iniciativa do caos” e alertou que empresas suíças dependem de trabalhadores da UE e de outros países europeus. Sem essa mão de obra, haveria risco de deslocalização de negócios e perda de receita tributária.
Crescimento acelerado e divisão interna
Nos últimos dez anos, a população suíça cresceu em ritmo cerca de cinco vezes superior à média dos países vizinhos da UE, impulsionada pelo dinamismo econômico do país. Segundo dados oficiais, aproximadamente 27% dos residentes não têm cidadania suíça.
O SVP sustenta que a “explosão populacional” pressiona aluguéis, infraestrutura e serviços públicos. O partido, que lidera as eleições nacionais desde 1999, tem histórico de campanhas anti-imigração e já promoveu outras iniciativas restritivas — muitas delas rejeitadas nas urnas.
O sistema suíço de democracia direta permite que cidadãos proponham iniciativas populares mediante a coleta de 100 mil assinaturas em 18 meses. No entanto, apenas cerca de 10% dessas propostas são aprovadas.
Pesquisa realizada em dezembro indicou apoio de 48% do eleitorado à limitação populacional, evidenciando um país dividido sobre o grau de abertura necessário em um cenário global cada vez mais competitivo.

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