O governo da Rússia confirmou nesta quinta-feira o bloqueio do funcionamento do WhatsApp no país. O Kremlin atribuiu a medida ao que definiu como “relutância” da Meta, controladora do aplicativo de mensagens criptografadas, em cumprir a legislação russa. A empresa, por sua vez, afirmou que Moscou avançou para “bloquear completamente” o serviço de mensagens mais popular do mundo no país e que tenta empurrar mais de 100 milhões de usuários para um aplicativo “de vigilância”, patrocinado pelo Estado.
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À rede britânica BBC, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a decisão foi tomada devido à “falta de disposição [da Meta] em cumprir as normas e a letra da legislação russa”. Ele afirmou que a empresa poderá retomar as operações se “cumprir a lei e entrar em diálogo”. Questionado sobre se as autoridades estariam forçando a migração para o Max, o aplicativo desenvolvido pelo Estado, Peskov afirmou que o “mensageiro nacional é uma alternativa”.
“Tentar isolar mais de 100 milhões de usuários de uma comunicação privada e segura é um retrocesso e só pode levar a menos segurança para as pessoas na Rússia”, disse o WhatsApp em comunicado, afirmando estar fazendo “tudo o que pode” para manter seus usuários conectados. Em agosto, a Rússia já havia restringido chamadas de voz e vídeo no WhatsApp.
O anúncio mais recente veio após a Rússia remover dos sistemas nacionais os registros técnicos que conectam plataformas como WhatsApp, YouTube e Facebook aos seus endereços IP. Esses registros funcionam como uma espécie de catálogo de endereços da internet, indicando aos dispositivos dos usuários onde encontrar um aplicativo ou site. Sem eles, os serviços não podem ser acessados dentro da Rússia, exceto por meio de uma rede privada virtual (VPN).
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O órgão regulador da internet na Rússia, Roskomnadzor, informou nesta semana que também está restringindo ainda mais o acesso ao aplicativo de mensagens Telegram, citando falta de segurança. Pertencente ao bilionário russo Pavel Durov, o Telegram é extremamente popular na Rússia e amplamente utilizado por forças russas na Ucrânia. Blogueiros pró-guerra reclamaram que a medida está prejudicando as comunicações no terreno, publicou a BBC.
“A Rússia está restringindo o acesso ao Telegram na tentativa de forçar seus cidadãos a migrarem para um aplicativo controlado pelo Estado, desenvolvido para vigilância e censura política”, afirmou Durov em comunicado publicado em sua plataforma. Outros aplicativos e serviços de mensagens ocidentais, incluindo o Snapchat, da Snap Inc., o FaceTime, da Apple Inc., além do Discord, Viber e Signal, também foram bloqueados na Rússia.
‘Superaplicativo’
Mesmo antes da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, as autoridades russas já haviam começado a trabalhar na criação de uma alternativa doméstica à internet global. Essas iniciativas ganharam ritmo durante a guerra, juntamente com a promoção da plataforma apoiada pelo Estado chamada Max. O aplicativo tem sido comparado ao WeChat, da China — um chamado “superaplicativo” que combina mensagens e serviços governamentais.
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Desde 2025, as autoridades determinaram que o Max seja pré-instalado em novos dispositivos vendidos no país. Há relatos de que funcionários do setor público, professores e estudantes vêm sendo cada vez mais obrigados a usar a plataforma, enquanto críticos argumentam que o Max não oferece criptografia de ponta a ponta, o que poderia facilitar a vigilância por parte das autoridades. A mídia estatal nega que o aplicativo seja usado para esse fim.
A agência estatal Tass informou no início do ano que o WhatsApp deve ser bloqueado permanentemente na Rússia em 2026. A Meta foi classificada como organização extremista pelo governo russo em 2022, o que levou ao bloqueio de aplicativos como Instagram e Facebook no país. Os serviços permanecem acessíveis apenas por meio de VPNs, mas o uso por cidadãos não é proibido. (Com Bloomberg e AFP)
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“Tentar isolar mais de 100 milhões de usuários de uma comunicação privada e segura é um retrocesso e só pode levar a menos segurança para as pessoas na Rússia”, disse o WhatsApp em comunicado, afirmando estar fazendo “tudo o que pode” para manter seus usuários conectados. Em agosto, a Rússia já havia restringido chamadas de voz e vídeo no WhatsApp.
O anúncio mais recente veio após a Rússia remover dos sistemas nacionais os registros técnicos que conectam plataformas como WhatsApp, YouTube e Facebook aos seus endereços IP. Esses registros funcionam como uma espécie de catálogo de endereços da internet, indicando aos dispositivos dos usuários onde encontrar um aplicativo ou site. Sem eles, os serviços não podem ser acessados dentro da Rússia, exceto por meio de uma rede privada virtual (VPN).
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O órgão regulador da internet na Rússia, Roskomnadzor, informou nesta semana que também está restringindo ainda mais o acesso ao aplicativo de mensagens Telegram, citando falta de segurança. Pertencente ao bilionário russo Pavel Durov, o Telegram é extremamente popular na Rússia e amplamente utilizado por forças russas na Ucrânia. Blogueiros pró-guerra reclamaram que a medida está prejudicando as comunicações no terreno, publicou a BBC.
“A Rússia está restringindo o acesso ao Telegram na tentativa de forçar seus cidadãos a migrarem para um aplicativo controlado pelo Estado, desenvolvido para vigilância e censura política”, afirmou Durov em comunicado publicado em sua plataforma. Outros aplicativos e serviços de mensagens ocidentais, incluindo o Snapchat, da Snap Inc., o FaceTime, da Apple Inc., além do Discord, Viber e Signal, também foram bloqueados na Rússia.
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A agência estatal Tass informou no início do ano que o WhatsApp deve ser bloqueado permanentemente na Rússia em 2026. A Meta foi classificada como organização extremista pelo governo russo em 2022, o que levou ao bloqueio de aplicativos como Instagram e Facebook no país. Os serviços permanecem acessíveis apenas por meio de VPNs, mas o uso por cidadãos não é proibido. (Com Bloomberg e AFP)










