A promotoria de Sion e o Ministério Público, no estado de Valais, na Suíça, divulgou nesta quarta-feira (11) novos documentos da investigação sobre o incêndio que matou 41 pessoas e deixou outras 115 feridas, algumas com queimaduras graves, na boate Le Constellation, em Crans-Montana, na véspera do Ano Novo. O material reúne dezenas de fotografias do interior do local, plantas da casa noturna e trechos de imagens de câmeras de vigilância.
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As fotos mostram o porão onde o fogo começou pouco depois da meia-noite, após velas pirotécnicas presas a garrafas servidas nas mesas incendiarem os painéis de espuma do teto.
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Nesta quinta-feira (12), enquanto a investigação avançava, familiares das vítimas hostilizaram os proprietários Jacques e Jessica Moretti na chegada ao Ministério Público, em Sion, para mais um dia de interrogatório. Segundo o jornal suíço 20 Minuten, dezenas de parentes, muitos vestindo roupas com fotos de filhos e familiares mortos, se aglomeraram na entrada do prédio, lançaram insultos e tentaram se aproximar do casal, que estava acompanhado por um policial e pelo advogado. “Era uma verdadeira multidão. Eles quase não tinham proteção quando a fúria explodiu”, relatou um repórter ao veículo.
Única rota de fuga era estreita e contribuiu para as mortes
As imagens divulgadas evidenciam o interior carbonizado do porão, revestido de madeira, assim como grande parte da mobília,mesas, bancos, sofás de couro e banquetas. Garrafas, copos e baldes de gelo permanecem sobre as mesas, sugerindo a interrupção abrupta da festa. A escada que levava ao térreo, única rota de fuga, aparece estreita nas fotografias. Segundo os investigadores, 34 pessoas morreram esmagadas no pé da escada durante a tentativa de evacuação.
Outros seis corpos foram localizados próximos à porta de serviço no térreo, antes da varanda, que estava trancada na noite do incêndio. As fotos mostram a tranca posteriormente arrombada pelos socorristas. Uma 41ª vítima morreu cerca de um mês depois, já hospitalizada em decorrência das queimaduras.
O material divulgado também retrata o andar térreo e a varanda envidraçada, igualmente atingidos pelas chamas, com mesas e cadeiras viradas em meio à desordem. Em algumas imagens, objetos pessoais, como um chapéu e uma bota, aparecem espalhados pelo chão.
A Procuradoria do Cantão de Valais conduz a investigação sob a coordenação da promotora Beatrice Pilloud. Quatro pessoas são formalmente investigadas: os proprietários do restaurante, Jacques Moretti e Jessica Maric, o ex-funcionário municipal Ken Jacquemoud e o atual chefe do serviço de segurança pública de Crans-Montana, Christophe Balet. As autoridades judiciais da Itália também participam do caso, com a Procuradoria de Roma abrindo um inquérito paralelo.
As apurações iniciais apontam falhas nas inspeções de segurança contra incêndio, que não eram realizadas no local desde 2019. Balet afirmou em depoimento que o município enfrenta há anos falta de pessoal para cumprir o cronograma de fiscalizações e que, em 2025, apenas 119 das cerca de 500 inspeções previstas foram realizadas. A próxima vistoria no Le Constellation havia sido marcada apenas para 2026. Já Jacquemoud declarou que alertou repetidamente a prefeitura sobre a carência de pessoal qualificado, mas ressaltou que os painéis de espuma não faziam parte dos itens avaliados nas inspeções de rotina.
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Outros seis corpos foram localizados próximos à porta de serviço no térreo, antes da varanda, que estava trancada na noite do incêndio. As fotos mostram a tranca posteriormente arrombada pelos socorristas. Uma 41ª vítima morreu cerca de um mês depois, já hospitalizada em decorrência das queimaduras.
O material divulgado também retrata o andar térreo e a varanda envidraçada, igualmente atingidos pelas chamas, com mesas e cadeiras viradas em meio à desordem. Em algumas imagens, objetos pessoais, como um chapéu e uma bota, aparecem espalhados pelo chão.
A Procuradoria do Cantão de Valais conduz a investigação sob a coordenação da promotora Beatrice Pilloud. Quatro pessoas são formalmente investigadas: os proprietários do restaurante, Jacques Moretti e Jessica Maric, o ex-funcionário municipal Ken Jacquemoud e o atual chefe do serviço de segurança pública de Crans-Montana, Christophe Balet. As autoridades judiciais da Itália também participam do caso, com a Procuradoria de Roma abrindo um inquérito paralelo.
As apurações iniciais apontam falhas nas inspeções de segurança contra incêndio, que não eram realizadas no local desde 2019. Balet afirmou em depoimento que o município enfrenta há anos falta de pessoal para cumprir o cronograma de fiscalizações e que, em 2025, apenas 119 das cerca de 500 inspeções previstas foram realizadas. A próxima vistoria no Le Constellation havia sido marcada apenas para 2026. Já Jacquemoud declarou que alertou repetidamente a prefeitura sobre a carência de pessoal qualificado, mas ressaltou que os painéis de espuma não faziam parte dos itens avaliados nas inspeções de rotina.










