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Um ataque de Israel atingiu o subúrbio sul de Beirute na noite de domingo, informaram meios de comunicação libaneses, depois que o Exército israelense emitiu pela manhã uma ordem de evacuação que abrangia vários bairros da região. Na região de Sidon, no sul do país, um alto dirigente do Hamas teria sido morto em um ataque israelense, segundo uma fonte do grupo palestino ouvida pela AFP. O Hamas é aliado do movimento libanês pró-iraniano Hezbollah.
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A agência oficial de notícias libanesa Agence Nationale d’Information informou que uma pessoa morreu em um ataque israelense contra um apartamento em um edifício residencial na cidade de Sidon. De acordo com uma fonte do Hamas que pediu anonimato, o morto seria Wisam Taha, identificado como um alto dirigente do movimento palestino.
Também neste domingo, meios de comunicação libaneses relataram que um bombardeio israelense atingiu os subúrbios do sul de Beirute durante a noite. O ataque ocorreu após o Exército de Israel emitir pela manhã uma ordem de evacuação que abrangia vários bairros da região.
Correspondentes da AFP na capital libanesa disseram ter ouvido uma forte explosão, a mais recente em uma série de ataques contra o reduto do Hezbollah no sul de Beirute. O Exército israelense também renovou o alerta de evacuação para os subúrbios da área, que têm sido alvo de ataques repetidos nas últimas duas semanas.
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No sul do Líbano, capacetes azuis da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) disseram ter sido alvo de disparos três vezes neste domingo, “provavelmente por grupos armados não estatais”. Dois dias antes, outro posto da missão havia sido atingido por tiros que a agência Ani atribuiu a Israel.
A Ani informou ainda que o Exército israelense realizou bombardeios contra regiões do sul e do leste do Líbano. Ao mesmo tempo, o Hezbollah afirmou ter conduzido uma série de ataques contra alvos em Israel e contra tropas israelenses posicionadas no sul do território libanês.
Segundo autoridades libanesas, o número de mortos pelos ataques israelenses subiu para 850. Mais de 830 mil pessoas se registraram como deslocadas, incluindo cerca de 130 mil que estão abrigadas em refúgios coletivos.
O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah, aliado do Irã, lançou ataques contra Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, morto dois dias antes em bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.
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Israel respondeu com bombardeios contra o país vizinho e incursões terrestres em áreas de fronteira. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, negou neste domingo que estejam previstas negociações diretas com o Líbano para encerrar o conflito.
— A resposta é não — afirmou a jornalistas ao ser questionado sobre a possibilidade de diálogo.
Uma fonte libanesa havia declarado no sábado que negociações estavam “na agenda” e que os preparativos para a formação de uma delegação estavam “em curso”, mas ressaltou que seria necessário “um compromisso israelense em favor de uma trégua ou de um cessar-fogo”.
O governo do Reino Unido estuda enviar drones de varredura de minas ao Estreito de Ormuz para ajudar a reabrir a rota marítima estratégica, enquanto avalia com cautela um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que aliados enviem navios à região. Segundo autoridades britânicas ouvidas pelo jornal The Guardian, há receio de que o envio de embarcações possa intensificar a crise com o Irã.
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A proposta em discussão prevê o uso de drones aéreos capazes de localizar e detonar minas marítimas de forma segura, o que permitiria a retomada do fluxo de exportações de petróleo pela via. Funcionários do governo afirmaram, no entanto, que despachar navios, como sugeriu Trump no fim de semana, poderia agravar a situação diante do caráter volátil do conflito.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, deve anunciar na segunda-feira um pacote de dezenas de milhões de libras para apoiar consumidores afetados pela alta dos preços da energia. Em entrevista coletiva em Downing Street, ele também deve destacar a necessidade de reduzir a escalada da crise no Oriente Médio.
— Continuaremos trabalhando por uma solução rápida para a situação no Oriente Médio. Não há dúvida de que o fim da guerra é a maneira mais rápida de reduzir o custo de vida — dirá Starmer, segundo trechos antecipados de seu discurso.
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Em entrevista à BBC no domingo, o secretário de Energia, Ed Miliband, afirmou que reabrir o Estreito de Ormuz é uma prioridade e indicou que o envio de drones pode ser uma das formas de contribuição britânica.
— É muito importante que consigamos reabrir o Estreito de Ormuz. Há diferentes maneiras pelas quais poderíamos contribuir, inclusive com drones de caça a minas — disse. — Todas essas opções estão sendo analisadas em conjunto com nossos aliados. Qualquer medida que possa ajudar a reabrir o estreito está sendo considerada — acrescentou.
O anúncio do Irã de que passaria a atacar navios que utilizem o estreito — por onde normalmente circula cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — fez os preços do barril saltarem de cerca de US$ 65 para mais de US$ 100. Economistas projetam que a alta pode provocar inflação maior e crescimento econômico menor neste ano, embora o impacto dependa da duração do conflito.
Mapa mostra onder fica o Estreito de Ormuz
Arte O Globo
A crise também aumentou as tensões entre Trump e Starmer. A relação entre os dois líderes já havia sido abalada após o primeiro-ministro britânico recusar autorização para que os Estados Unidos utilizassem bases no Reino Unido no lançamento do ataque inicial contra Teerã. Na semana passada, Trump afirmou que ofertas recentes de ajuda britânica haviam chegado “um pouco tarde demais”. No fim de semana, porém, mudou o tom e pediu publicamente que diversos países enviassem navios à região.
“Esperamos que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros países afetados por essa restrição artificial enviem navios para a área, para que o Estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça por parte de uma nação que foi totalmente decapitada”, escreveu Trump na rede Truth Social.
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Starmer conversou por telefone com Trump na noite deste domingo. Após o contato, Downing Street informou que os dois líderes discutiram a situação no Oriente Médio e os impactos do fechamento do Estreito de Ormuz sobre o transporte marítimo internacional.
Reações cautelosas
Autoridades de países citados por Trump, como Japão, China e Coreia do Sul, avaliam o pedido americano. Takayuki Kobayashi, um político sênior do governista Partido Liberal Democrata do Japão, afirmou neste domingo que a solicitação deve ser analisada “com cautela”.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que o governo está “explorando várias medidas sob diferentes perspectivas para proteger seus cidadãos e garantir a segurança das rotas de transporte de energia”.
No Reino Unido, autoridades dizem estar abertas a contribuir, mas demonstram ceticismo quanto ao envio de navios ao Estreito, tanto pela condição atual da Marinha britânica quanto pelas possíveis consequências estratégicas da medida.
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O destróier HMS Dragon, da classe Type 45, deixou Portsmouth na semana passada com destino a Chipre e poderia ser redirecionado ao Oriente Médio. Fontes do governo disseram ao Guardian, porém, que o navio deve levar ao menos mais uma semana para chegar a Chipre, o que atrasaria ainda mais uma eventual operação no Estreito de Ormuz.
Ao mesmo tempo, o último navio britânico especializado em varredura de minas na região, o HMS Middleton, deixou o Bahrein para manutenção poucos dias antes do início da guerra. A decisão agora é alvo de debate interno sobre se o país se preparou adequadamente para o conflito.
Autoridades britânicas demonstram maior otimismo quanto ao uso de drones de varredura de minas, capazes de provocar a detonação controlada de explosivos ao imitar o movimento de embarcações. O governo também considera enviar drones antiaéreos Octopus, atualmente produzidos para a Ucrânia, mas que poderiam ser empregados no Golfo.
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Enquanto avalia suas opções, o governo Starmer enfrenta críticas do Partido Conservador por, segundo a oposição, não aumentar os gastos militares com rapidez suficiente. Em discurso na semana passada, a líder conservadora Kemi Badenoch afirmou que ministros estão demorando para cumprir a promessa de elevar os investimentos em defesa para 2,5% do Produto Interno Bruto até 2027.
Dados internos do Ministério da Defesa obtidos pelo Guardian indicam, no entanto, que investimentos em defesa antimísseis e sistemas antidrones caíram nos últimos anos do governo conservador.
Segundo os números, os gastos com defesa antimísseis baseada em terra caíram de £158 milhões em 2021-2022 para £49,4 milhões em 2023-2024. Já os investimentos em sistemas antidrones recuaram de £22,4 milhões em 2021 para £18,1 milhões em 2023, enquanto o número de navios de caça a minas foi reduzido de 16 para sete desde que os conservadores chegaram ao poder. Um porta-voz do Ministério da Defesa afirmou que os gastos militares aumentaram sob o atual governo e destacou investimentos em novas tecnologias.
— Esse investimento vai fortalecer nossas defesas, inclusive em tecnologias emergentes como o laser Dragonfire, que será instalado em destróieres Type 45 a partir de 2027 — afirmou.
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou neste domingo que disse ao presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, ser “inaceitável” atingir interesses franceses, depois que um drone de concepção iraniana matou um soldado francês na região do Curdistão, no Iraque.
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“Pedi que ele ponha fim imediato aos ataques inaceitáveis que o Irã está realizando contra países da região, seja diretamente ou por meio de grupos aliados, como no Líbano e no Iraque”, escreveu Macron no X. “Lembrei que a França atua estritamente em caráter defensivo para proteger seus interesses e os de seus parceiros regionais, além de garantir a liberdade de navegação, e que é inaceitável que nosso país seja alvo de ataques”.
Na quinta-feira, um militar francês morreu e outros cinco ficaram feridos em um ataque com drones em uma base usada em conjunto com forças curdas no Iraque. Foi a primeira morte de militares do país europeu desde o início da guerra envolvendo Irã, Israel e EUA, e ocorre em meio a mobilizações “defensivas” de Paris na região.
“O sargento Arnaud Frion, do 7º Batalhão de Caçadores Alpinos em Varces, morreu lutando pela França durante um ataque na região de Erbil, no Iraque. À sua família e aos seus camaradas de armas, expresso as mais profundas condolências e a solidariedade da nação”, escreveu Macron na rede social X. “Este ataque contra as nossas forças, que estão engajadas na luta contra o Estado Islâmico desde 2015, é inaceitável.”
Centenas de militares franceses estão baseados na região como parte da coalizão internacional criada contra o grupo terrorista Estado Islãmico, que chegou ao seu auge por volta de 2015, mas que hoje se resume a bolsões no Iraque e Síria, sem o mesmo poder de outrora.
“A presença deles no Iraque se dá estritamente no âmbito da luta contra o terrorismo. A guerra no Irã não justifica tais ataques”, escreveu.
Forças italianas também estão nos arredores de Erbil, capital do Curdistão iraquiano, participando de treinamentos e orientação técnica — uma instalação usada por elas na região foi atacada na quarta-feira, sem deixar feridos, em uma ação que a Itália considerou ser “deliberada”. Desde o início da guerra, bases usadas pelos EUA e países europeus na área, além de estruturas de milícias curdas iranianas, têm sido bombardeadas com frequência pelo Irã e por grupos aliados.
A extrema-direita liderava neste domingo o primeiro turno das eleições municipais em várias cidades do sul da França, segundo as primeiras estimativas do pleito, que também poderia ver Paris se inclinar para a direita após 25 anos de administração da esquerda. Embora as eleições municipais costumem seguir lógicas locais, com chapas não partidárias na maioria das 35 mil localidades francesas, a votação permite medir o peso dos partidos antes da eleição presidencial de 2027. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O candidato à Presidência do Peru pelo Partido dos Trabalhadores e Empreendedores (PTE), Napoleón Becerra, morreu em um acidente de trânsito quando se dirigia para um ato de campanha, confirmaram autoridades locais neste domingo (15).
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Becerra era presidente do partido de centro e aparecia nas últimas posições nas pesquisas entre os mais de 30 candidatos que disputarão as eleições no próximo 12 de abril.
As pesquisas situam Rafael López Aliaga à frente nas intenções de voto. O acidente ocorreu nas proximidades da cidade de Ayacucho, no sul do Peru, quando o carro em que o candidato viajava capotou por causas que estão sendo investigadas.
“O candidato Becerra já morreu”, disse à emissora RPP Balvin Huamani, prefeito do distrito de Pilpichaca.
Segundo seu relato, ele mesmo levou Becerra, de 61 anos, para um posto de saúde, onde o candidato teve a morte confirmada. O Juizado Nacional das Eleições (JNE) lamentou o falecimento de Becerra, e desejou a pronta recuperação das três pessoas que o acompanhavam e que ficaram feridas no acidente.
Pelo menos oito pessoas ficaram feridas em Israel neste domingo após os ataques com mísseis e drones do Irã, dos quais alguns continham munições de fragmentação, de acordo com as autoridades israelenses. As Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) lançaram uma nova onda de ataques “em grande escala” ao Irã, que respondeu com ofensivas em Tel Aviv e contra alvos americanos e israelenses em países vizinhos, na terceira semana da guerra no Oriente Médio, que segue sem sinal de cessar-fogo.
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Após a nova onda de ataques contra, segundo as IDF, o “oeste do Irã”, Teerã afirmou ter lançado, “em legítima defesa”, ataques “poderosos” com drones contra quartéis-generais e centros de segurança israelenses. A polícia de Israel, segundo o jornal Haaretz, informou que houve vários locais atingidos por bombas de fragmentação na região metropolitana de Tel Aviv, que deixaram oito pessoas feridas. Já de acordo com a emissora israelense Canal 12, estilhaços de um míssil iraniano danificaram um prédio que abrigava diplomatas americanos em Israel.
Durante uma visita a uma cidade no norte de Israel, onde as autoridades afirmaram que um ataque com mísseis iranianos danificou gravemente uma habitação e feriu dezenas de pessoas, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, acusou o Irã de atacar áreas civis.
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— Enquanto estamos visando objetivos militares, o regime iraniano está visando civis — disse o ministro. — Todas as vítimas de mísseis iranianos são civis. Isso é, sem dúvida, um crime de guerra.
Segundo o Haaretz, 250 mísseis balísticos foram disparados pelo Irã contra Israel até a última sexta-feira. De acordo com uma contagem da AFP, 12 pessoas morreram em Israel atingidas por mísseis ou destroços desde o início da guerra. Já as IDF afirmaram ter realizado mais de 7 mil ataques contra o país desde o início da guerra.
Também neste domingo, em entrevista à rede americana CNN, o porta-voz das IDF, general Effie Defrin, afirmou que Israel planeja estender sua campanha contra o Irã por, pelo menos, mais três semanas. A declaração do general foi acompanhada por uma aprovação do governo israelense de um pacote de mais de R$ 4 bilhões para compras militares de “emergência”.
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— Temos milhares de alvos pela frente. Estamos prontos, em coordenação com nossos aliados americanos, com planos que vão pelo menos até o feriado judaico da Páscoa, daqui a cerca de três semanas — disse o general. — E temos planos mais abrangentes para as três semanas seguintes.
O Papa Leão XIV renovou, neste domingo (15), o seu apelo à paz no Oriente Médio, ao fim da guerra e à reabertura do diálogo. Durante oração semanal do Angelus no Vaticano, o pontífice americano reconheceu o sofrimento dos povos da região, descrevendo as agressões como uma “violência atroz” e pedindo um cessar-fogo. A guerra entra no seu 16º dia, após ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
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— Milhares de pessoas inocentes foram mortas e inúmeras outras foram forçadas a fugir das suas casas. Renovo a minha proximidade a todos aqueles que perderam entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e áreas residenciais — afirmou o Pontífice, acrescentando: — Em nome dos cristãos do Oriente Médio e de todas as mulheres e homens de boa vontade, dirijo-me aos responsáveis ​​por este conflito. Cessar fogo! Que sejam reabertos os caminhos do diálogo! A violência nunca poderá levar à justiça, à estabilidade e à paz que as pessoas esperam.
O Papa também mencionou a situação no Líbano, onde Israel reabriu a frente de guerra com o Hezbollah, como um motivo particular de preocupação. Na última terça-feira, Beirute pediu ajuda à Santa Sé para proteger e preservar a presença dos cristãos no sul do país, na fronteira com o território israelense. A região tem sido atingida por bombardeios constantes que causaram uma enorme crise humanitária.
As declarações de Leão XVI mostram como o primeiro Papa americano tem andado numa corda bamba ao tentar equilibrar pronunciamentos contundentes pela paz e ensinamentos cristãos, ao mesmo tempo em que não deseja deflagrar um confronto direto com o presidente dos EUA, Donald Trump.
De volta à tradição
Quatro fontes do Vaticano informaram ao Washington Post que o Papa não tem interesse em uma resposta mais dura ao republicano, como o fez quando classificou a política americana de perseguição aos imigrantes como “desumana”.
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Para se ter um exemplo, durante a invasão à Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro, em janeiro, Leão XVI fez um apelo à “diplomacia” e disse estar preocupado com os acontecimentos no país caribenho, mas sem citar Trump ou os EUA nominalmente.
Na prática, enquanto o Pontífice apresenta-se como um unificador, construtor de pontes e contra a polarização, sem pender para um lado, os cardeais e bispos americanos falam sobre o conflito com mais firmeza. Uma estratégia diplomática nem um pouco inovadora, tradicionalmente adotada pelos papas.
A intenção é fazer com que as igrejas nacionais tomem a frente na mensagem aos seus governantes. O cardeal Robert McElroy, maior autoridade da Igreja em Washington, descreveu que a guerra não era “moralmente legítima” e nem “justa”. Já o cardeal Blade J. Cupich, arcebispo de Chicago e confidente de Leão XIV, descreveu o confronto iniciado no último dia 28 como “repugnante”.
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Secretário de Estado do Vaticano e porta-voz do Papa, Pietro Parolin, observou que, “se os Estados fossem reconhecidos como tendo o direito à ‘guerra preventiva’, o mundo inteiro correria o risco de ser incendiado”.
No caso da Venezuela, três clérigos católicos de mais alto escalão dos EUA afirmaram que o “fundamento moral das ações da América” no mundo tinha sido posto em xeque. Quanto aos imigrantes, uma conferência com bispos de diferentes posicionamentos votou, por 215 a 5, pela aprovação de um comunicado sobre os imigrantes nos EUA. No documento, os bispos disseram que “se opõem à deportação em massa indiscriminada de pessoas” e que oram “pelo fim da retórica desumanizadora e da violência, seja direcionada a imigrantes ou às forças da lei”.
Francisco na contramão
O único Papa a ir na contramão foi Francisco, que morreu em abril de 2025. Durante uma entrevista ao Corriere della Sera sobre a guerra na Ucrânia, o argentino disse que a “irritação” da Rússia pode ter sido provocada pelos “latidos da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] na [sua] porta”, embora tenha criticado a “brutalidade” das forças do Kremlin.
Quanto a guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, iniciada em outubro de 2023, o Papa jesuíta descreveu o conflito como “massacre” e até como “terrorismo”, além de receber os parentes de reféns israelenses em Gaza e prisioneiros palestinos em Israel no Vaticano.
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Também criticou Trump diretamente em 2016, quando ainda concorria ao primeiro mandato, insinuando que o magnata “não era cristão” por conta de suas promessas de campanha que, não muito diferentes das feitas no segundo mandato, incluíam o aumento das deportações e a construção de um muro na fronteira com o México.
Antes da posse de Leão XVI, uma conta com o nome do Papa no X criticava repetidamente o governo Trump. O Vaticano até o momento não confirmou ou negou se o perfil pertencia ao Pontífice. Questionado sobre as mensagens da conta e a forma como o Pontífice se manifesta hoje, o arcebispo de Chicago, Blade J. Cupich, afirmou:
— Ninguém deveria se surpreender com a diferença entre o que foi dito antes e o que é dito agora. Ele agora é Leão XIV, o que representa um papel diferente.
Problemas para o Vaticano
Na visão de Massimo Faggioli, professor do Trinity College Dublin, especialistas no assunto podem perceber esse movimento de deixar a “Igreja americana falar por ele”, mas destaca também efeitos colaterais para a Santa Sé:
— Algumas pessoas podem dizer: ‘Ele não menciona os Estados Unidos porque é americano’. Isso é um novo problema para o Vaticano — afirmou ao Post.
Uma das quatro fontes disse ao jornal americano que, de fato, algumas pessoas mais à esquerda consideram Leão XVI “diplomático demais” e que podem sentir até “nostalgia” do que classificou como “uma abordagem direta do Papa Francisco”.
— Mas ele não quer aumentar a polarização e a maneira como se expressa torna mais difícil atacar o Papa. Talvez não seja simples para a mídia apresentar esse tipo de previsão — disse, acrescentando: — Mas, se você ler seus discursos, verá que ele tem um ponto de vista forte. Pessoas intelectuais entenderão o que ele está dizendo e contra o que ele se posiciona.
O Papa tem uma visita agendada no dia 4 de julho, data em que se comemora a Independência dos EUA, à ilha de Lampedusa, frequentemente o primeiro ponto de chegada de migrantes da África que tentam entrar na Europa em barcos precários. A região foi a primeira viagem apostólica feita por Francisco em julho de 2013.
As autoridades do Vaticano afirmaram que interpretar a escolha por Lampedusa e a data da viagem como uma mensagem contrária ao governo americano “é simplesmente errado”. Um das fontes descreveu como “outra maneira de ser americano”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou se o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estava vivo. A dúvida alimenta especulações sobre a saúde do aiatolá: Mojtaba foi nomeado sucessor de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, há uma semana, mas até o momento não foi visto em público em seu novo cargo.
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— Estou ouvindo que ele não está vivo e, se estiver, deveria fazer algo muito inteligente por seu país: render-se — disse Trump à NBC News em entrevista no sábado à noite, sem fornecer detalhes ou provas para sustentar sua declaração.
Os comentários do republicano aumentaram os rumores sobre a saúde de Mojtaba. Na quinta-feira, a mídia estatal iraniana divulgou uma declaração atribuída ao novo líder supremo, na qual ele ordenava que os militares continuassem bloqueando o Estreito de Ormuz, uma rota vital de transporte de petróleo e pedia que os países vizinhos do Irã fechassem as bases militares americanas usadas para atacar o país.
No entanto, a mensagem contundente veio por meio de um comunicado, lido por um apresentador de televisão, e não em um vídeo.
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Os líderes iranianos alegam que o mantêm longe dos olhos do público porque qualquer comunicação poderia revelar sua localização e colocá-lo em perigo, especulação que foi mencionada por Trump na entrevista.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em entrevista no sábado ao MS Now que não havia “nenhum problema” com o aiatolá Khamenei. Porém, na sexta-feira, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que o aiatolá havia sido “ferido e provavelmente desfigurado” durante o ataque que matou seu pai, ainda no primeiro dia do conflito, em 28 de fevereiro.
Na noite de quinta-feira, o próprio presidente Trump disse, em entrevista À Fox News, afirmar que o novo líder supremo estava “vivo de alguma forma”, mas “danificado”. Três autoridades iranianas e duas israelenses disseram ao New York Times na semana passada que o aiatolá Khamenei havia sofrido ferimentos, inclusive nas pernas, no primeiro dia da guerra.
— Há muitas acusações desse tipo — disse Araghchi, acrescentando que o aiatolá Khamenei “está cumprindo seus deveres de acordo com a Constituição e continuará a fazê-lo”.
Yusef Pezeshkia filho do presidente da República Islâmica, Masoud Pezeshkian, por sua vez, disse no último dia 11 que o novo líder está “são e salvo”.
Sem rendição
A nomeação de Mojtaba foi apontada por analistas especializados no regime iraniano como um sinal da estrutura política fundada pela Revolução Islâmica de que não vai ceder às exigências de rendição total dos adversários ocidentais.
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Filho do ex-líder supremo assassinado, Mojtaba, de 56 anos, foi mencionado como um nome de consenso entre religiosos e a Guarda Revolucionária do Irã, braço militar mais ideológico dentro do regime — mesmo contrariando o posicionamento públicos de Khamenei e de seu antecessor, Ruholla Khomeini, em contrariedade à hereditariedade de cargos.
Além do passado próximo à Guarda Revolucionária, a escolha de Mojtaba também ofereceu ao regime uma liderança que pessoalmente tem poucos motivos para dialogar ou arrefecer as tensões com os EUA, uma vez que teve o pai, a mãe e a esposa mortos no ataque inicial americano-israelense.
(Com New York Times)
Brendan Carr, presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, ameaçou no sábado revogar as licenças das emissoras caso não “corrijam o rumo” da cobertura jornalística sobre a guerra no Irã. Trata-se da mais recente ação de Carr na campanha para erradicar o que ele considera um viés liberal nas transmissões.
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Após a guerra entrar na terceira semana, Carr acusou, em publicação nas suas redes sociais, as emissoras de “divulgarem boatos e distorções de notícias” e as alertou para “corrigirem o rumo antes que suas licenças precisem ser renovadas”.
“As emissoras devem operar em prol do interesse público e, caso não o façam, perderão suas licenças”, escreveu o presidente da FCC.
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Carr compartilhou uma publicação do presidente dos EUA, Donald Trump, no Truth Social, que criticava a cobertura da mídia americana sobre a guerra. Trump se referia a uma reportagem do Wall Street Journal que noticiava o ataque a cinco aviões-tanque americanos na Arábia Saudita, alegando que a manchete era “intencionalmente enganosa”. Na publicação, o presidente disse que parece que o jornal quer que os Estados Unidos percam a guerra.
Em tom semelhante, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, fez uma longa reclamação sobre a cobertura da rede CNN, durante uma coletiva de imprensa na última sexta-feira, dizendo que ansiava pelo dia em que a emissora fosse controlada pelo bilionário David Ellison, proprietário da Paramount Skydance. Hegseth, também criticou os veículos de imprensa por uma cobertura da guerra que, segundo ele, “faz o presidente parecer mal”.
Pete Hegseth fala sobre ação militar dos EUA no Irã, no Pentágono, em 2 de março de 2026; conflito se intensifica no Oriente Médio
Brendan Smialowski/AFP
Com uma relação amigável com Trump, Ellison busca adquirir a Warner Bros — negócio que, se concretizado, colocará a CNN sob o seu controle. No jornalismo americano, Ellison é conhecido por reformular a liderança da CBS News, onde nomeou repórteres mais conservadores.
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A ofensiva retórica do governo Trump contra a imprensa ocorre num momento delicado para a Casa Branca. Pesquisas apontam baixo apoio popular à guerra, enquanto o governo tenta impedir os esforços do Irã para bloquear o Estreito de Ormuz, em meio à disparada dos preços globais do petróleo.
‘Intimidar a imprensa livre’
Desde que assumiu a presidência da FCC, no início do segundo mandato de Trump, Carr tem levantado regularmente a possibilidade de confiscar as licenças das emissoras devido a várias decisões de programação nas principais redes de televisão, cujas estações próprias e afiliadas precisam de licenças da instituição para operar. Essas licenças, no entanto, não se aplicam a canais a cabo, serviços de streaming ou veículos impressos.
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Mas especialistas em regulamentação da mídia afirmam que o processo de cassação de licenças de emissoras é complexo e extremamente oneroso por natureza. A principal lei nacional sobre Comunicação proíbe o governo de usar regulamentações para censurar.
Parlamentares democratas e defensores da liberdade de expressão rapidamente condenaram a ameaça de Carr, classificando-a como uma violação da Primeira Emenda. Nas redes sociais, a senadora Elizabeth Warren, de Massachusetts, classificou a ação como “típica de regimes autoritários”, enquanto o senador Mark Kelly, do Arizona, afirmou que, “quando nossa nação está em guerra, é fundamental que a imprensa tenha liberdade para noticiar sem interferência do governo”.
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A Fundação para os Direitos Individuais e a Expressão, que defende o direito à liberdade de expressão, afirmou que o mandato de Carr como presidente da FCC “foi marcado por sua descarada disposição em intimidar e ameaçar nossa imprensa livre”. A fundação classificou a ameaça de Carr, em comunicado, como “chocante e perigosa”.
Mesmo antes de iniciar seu segundo mandato, Trump pediu que a FCC “impusesse as multas e punições máximas” à CBS por suposto “comportamento ilegal” ao editar uma entrevista do programa 60 Minutes com a candidata democrata à presidência em 2024, Kamala Harris.
Em setembro do ano passado, o programa “Jimmy Kimmel Live!”, da ABC, foi temporariamente retirado do ar depois que Carr questionou alguns comentários do apresentador. Após os comentários de Carr sobre Kimmel, a Nexstar Media Group, maior proprietária de estações locais de TV dos EUA, retirou o programa de suas 32 emissoras afiliadas à ABC. A Sinclair Inc. também suspendeu o programa em suas afiliadas da rede. Ambas as empresas voltaram a exibi-lo no fim de setembro.
Carr também sugeriu que a FCC investigasse o programa de entrevistas “The View”, também da ABC, por seu conteúdo político. Em fevereiro, o apresentador Stephen Colbert criticou duramente o presidente da FCC e afirmou que sua emissora, a CBS, o havia impedido de exibir uma entrevista com um candidato democrata à vaga no Senado dos EUA. Segundo Colbert, a medida foi determinada por conta das novas diretrizes da FCC sobre igualdade de tempo de antena para candidatos políticos.
Cassação de licenças
A FCC não licencia diretamente as grandes redes nacionais de televisão e, portanto, não pode aplicar sanções diretamente contra elas. Quem possui as licenças da agência são as emissoras locais, incluindo estações pertencentes às próprias redes ou afiliadas independentes, que são legalmente responsáveis por cumprir as regras da comissão.
Revogar licenças por causa de conteúdo que desagrade ao governo representaria uma expansão sem precedentes dos poderes da FCC, e algumas tentativas nesse sentido já foram contestadas com sucesso na Justiça.
As autoridades iranianas prenderam pelo menos 20 pessoas no noroeste do país por suspeita de cooperação com Israel, informou a agência de notícias local Tasnim neste domingo (15). As detenções ocorrem mais de duas semanas após o início da guerra no Oriente Médio, iniciada por uma ação conjunta entre Israel e EUA contra o Irã.
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As prisões foram realizadas durante operações em redes ligadas a Israel na província do Azerbaijão Ocidental, informou a agência de notícias Fars, citando o procurador provincial azerbaijano Hossein Majidi. “Vinte pessoas foram presas e detidas” depois de se descobrir que estavam “enviando detalhes de locais militares, policiais e de segurança ao inimigo sionista”, acrescentou.
As autoridades realizaram ataques abrangentes em todo o Irã, prendendo nos últimos dias centenas de pessoas suspeitas de cooperar com Israel e os Estados Unidos, informou a mídia local. O conflito começou em 28 de fevereiro com ataques em conjunto de EUA e Israel que mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, provocando a retaliação iraniana.
Além disso, as prisões também ocorrem em meio a uma forte restrição digital no Irã. Desde janeiro, o governo impôs um amplo bloqueio de internet para conter protestos e controlar a circulação de informações, enquanto tenta impedir o uso de sistemas de conexão via satélite, consideradas ilegais no país, para driblar a censura estatal.
Outras detenções
Neste domingo, a agência de notícias oficial IRNA informou a prisão de uma pessoa que estaria enviando informações ao canal de TV Iran International, com sede em Londres e com quem o Irã rompeu relações por ser “afiliada ao regime sionista”.
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O relatório, que cita o comandante da polícia da província de Qazvin, no norte, afirma que o indivíduo utilizava um terminal Starlink, uma tecnologia proibida no Irã. Na sexta-feira, um homem de 37 anos foi preso acusado de operar uma rede ilegal de internet via satélite utilizando o mesmo sistema. Segundo autoridades locais, o suspeito teria criado um esquema para vender acesso à internet sem filtros em diferentes regiões do país.
De acordo com informações divulgadas pela polícia da Fars Province, o homem de 37 anos foi detido na cidade de Shiraz após investigação que identificou a existência de uma rede que fornecia conexão alternativa à rede controlada pelo governo iraniano.
O país persa foi isolado digitalmente do resto do mundo por um apagão total da Internet desde o início da guerra no Médio Oriente. Para contornar essas restrições, alguns iranianos recorreram aos terminais Starlink da empresa norte-americana SpaceX, que se conectam à Internet através de satélites.

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