O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou se o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estava vivo. A dúvida alimenta especulações sobre a saúde do aiatolá: Mojtaba foi nomeado sucessor de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, há uma semana, mas até o momento não foi visto em público em seu novo cargo.
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— Estou ouvindo que ele não está vivo e, se estiver, deveria fazer algo muito inteligente por seu país: render-se — disse Trump à NBC News em entrevista no sábado à noite, sem fornecer detalhes ou provas para sustentar sua declaração.
Os comentários do republicano aumentaram os rumores sobre a saúde de Mojtaba. Na quinta-feira, a mídia estatal iraniana divulgou uma declaração atribuída ao novo líder supremo, na qual ele ordenava que os militares continuassem bloqueando o Estreito de Ormuz, uma rota vital de transporte de petróleo e pedia que os países vizinhos do Irã fechassem as bases militares americanas usadas para atacar o país.
No entanto, a mensagem contundente veio por meio de um comunicado, lido por um apresentador de televisão, e não em um vídeo.
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Os líderes iranianos alegam que o mantêm longe dos olhos do público porque qualquer comunicação poderia revelar sua localização e colocá-lo em perigo, especulação que foi mencionada por Trump na entrevista.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em entrevista no sábado ao MS Now que não havia “nenhum problema” com o aiatolá Khamenei. Porém, na sexta-feira, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que o aiatolá havia sido “ferido e provavelmente desfigurado” durante o ataque que matou seu pai, ainda no primeiro dia do conflito, em 28 de fevereiro.
Na noite de quinta-feira, o próprio presidente Trump disse, em entrevista À Fox News, afirmar que o novo líder supremo estava “vivo de alguma forma”, mas “danificado”. Três autoridades iranianas e duas israelenses disseram ao New York Times na semana passada que o aiatolá Khamenei havia sofrido ferimentos, inclusive nas pernas, no primeiro dia da guerra.
— Há muitas acusações desse tipo — disse Araghchi, acrescentando que o aiatolá Khamenei “está cumprindo seus deveres de acordo com a Constituição e continuará a fazê-lo”.
Yusef Pezeshkia filho do presidente da República Islâmica, Masoud Pezeshkian, por sua vez, disse no último dia 11 que o novo líder está “são e salvo”.
Sem rendição
A nomeação de Mojtaba foi apontada por analistas especializados no regime iraniano como um sinal da estrutura política fundada pela Revolução Islâmica de que não vai ceder às exigências de rendição total dos adversários ocidentais.
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Filho do ex-líder supremo assassinado, Mojtaba, de 56 anos, foi mencionado como um nome de consenso entre religiosos e a Guarda Revolucionária do Irã, braço militar mais ideológico dentro do regime — mesmo contrariando o posicionamento públicos de Khamenei e de seu antecessor, Ruholla Khomeini, em contrariedade à hereditariedade de cargos.
Além do passado próximo à Guarda Revolucionária, a escolha de Mojtaba também ofereceu ao regime uma liderança que pessoalmente tem poucos motivos para dialogar ou arrefecer as tensões com os EUA, uma vez que teve o pai, a mãe e a esposa mortos no ataque inicial americano-israelense.
(Com New York Times)
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Os comentários do republicano aumentaram os rumores sobre a saúde de Mojtaba. Na quinta-feira, a mídia estatal iraniana divulgou uma declaração atribuída ao novo líder supremo, na qual ele ordenava que os militares continuassem bloqueando o Estreito de Ormuz, uma rota vital de transporte de petróleo e pedia que os países vizinhos do Irã fechassem as bases militares americanas usadas para atacar o país.
No entanto, a mensagem contundente veio por meio de um comunicado, lido por um apresentador de televisão, e não em um vídeo.
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Na noite de quinta-feira, o próprio presidente Trump disse, em entrevista À Fox News, afirmar que o novo líder supremo estava “vivo de alguma forma”, mas “danificado”. Três autoridades iranianas e duas israelenses disseram ao New York Times na semana passada que o aiatolá Khamenei havia sofrido ferimentos, inclusive nas pernas, no primeiro dia da guerra.
— Há muitas acusações desse tipo — disse Araghchi, acrescentando que o aiatolá Khamenei “está cumprindo seus deveres de acordo com a Constituição e continuará a fazê-lo”.
Yusef Pezeshkia filho do presidente da República Islâmica, Masoud Pezeshkian, por sua vez, disse no último dia 11 que o novo líder está “são e salvo”.
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(Com New York Times)








