“Entra-se e retira-se”, afirmou o líder israelense ao ser perguntado sobre como o urânio poderia ser removido.
Netanyahu afirmou que o presidente americano, Donald Trump, mantinha uma postura semelhante. “Não vou tratar de meios militares aqui, mas o que o presidente Trump me disse é: ‘Quero entrar lá’.”
Essa declaração contrasta com a postura pública de Trump. O republicano de 79 anos enfrenta crescente pressão interna para encerrar a guerra com o Irã e insiste em que o programa nuclear de Teerã já foi contido.
Em entrevista exibida neste domingo, Trump declarou que o Irã já está “militarmente derrotado” e insistiu em que o urânio poderia ser retirado “quando quisermos”.
“Vamos conseguir em algum momento, quando quisermos. Vamos mantê-lo sob vigilância”, disse à jornalista americana Sharyl Attkisson, que tem um programa no YouTube. “Está muito bem vigiado. Se alguém se aproximasse do local, saberíamos e os faríamos voar pelos ares.”
Ao ser consultado pela CBS sobre como as reservas de urânio do Irã poderiam ser extraídas, Netanyahu respondeu que preferiria um acordo. “Acho que é fisicamente possível. Esse não é o problema. Se um acordo for alcançado, entra-se e retira-se — por que não? Essa é a melhor maneira.”
Diante da insistência sobre se há opções militares para confiscar o urânio oculto, Netanyahu declarou: “Não vou falar sobre nossas possibilidades militares, nossos planos nem nada do gênero. Não vou estabelecer um cronograma, mas direi que se trata de uma missão de suma importância”, acrescentou.
Além da questão ainda não resolvida das reservas de urânio, o líder israelense apontou que outros objetivos da guerra ainda não foram cumpridos. “Ainda há grupos apoiados pelo Irã, assim como seus mísseis balísticos, que eles continuam querendo fabricar. Certamente reduzimos grande parte dessa capacidade, mas tudo isso ainda existe e há trabalho a fazer”, afirmou ao 60 Minutes.







