— Ficou muito claro que o único que tem titularidade sobre este território, nesta controvérsia territorial, é a Venezuela — afirmou Rodríguez em Haia, onde representa seu país na Corte Internacional de Justiça (CIJ), a máxima jurisdição da ONU, sede de nova rodada de audiências sobre o tema.
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Sua presença em Haia, afirmou a ex vice-presidente chavista de Nicolás Maduro, retirado do país em ação militar dos Estados Unidos em janeiro, tem como objetivo defender “os direitos históricos” sobre o que chama de “Guiana Essequiba”.
Em seu canal no Telegram, Delcy assinalou que “sempre reivindicaremos nossos direitos legítimos e históricos sobre este território”. O tema tem sido utilizado pelo chavismo para angariar apoio popular e preocupa vizinhos, inclusive, o Brasil, pelo risco de um confronto armado.
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Guiana e Venezuela mantêm complexa disputa territorial, iniciada no século XIX. O entrevero se intensificou após a ExxonMobil descobrir, em 2015, enormes campos de petróleo em alto mar, o que tornou a Guiana o país com as maiores reservas mundiais de petróleo bruto per capita.
O Essequibo abrange mais de 2/3 do território da Guiana, com 160 mil quilômetros quadrados. A Guiana sustenta que a demarcação de sua fronteira, que remonta à época colonial inglesa, foi ratificada em 1899, por um Tribunal de Arbitragem ,em Paris, e almeja que a CIJ confirme sua validade.
A Venezuela, por sua vez, afirma que um acordo assinado em 1966 com o Reino Unido, em Genebra, na Suíça — pouco antes da independência da Guiana de Londres — estabelece as bases para uma solução negociada à margem da CIJ. Por isso, sustenta que o rio Essequibo deve ser a fronteira natural entre os dois lados exatamente como o era em 1777, na época da colonização espanhola.
Delcy afirmou que seu país defende justamente “a majestade e o vigor do Acordo de Genebra”, de 1966. E apontou que aquele foi “um tratado para dar por encerrada e superada” a sentença arbitral de 1899, que qualificou de “fraudulenta”.
Desde que assumiu o poder em Caracas, Delcy realizara apenas duas outras viagens oficiais para o exterior, aos vizinhos Granada e Barbados.







