Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Líderes políticos condenaram a onda de violência anti-imigração que tomou as ruas de Belfast e outras localidades da Irlanda do Norte após um ataque a faca ocorrido na noite de segunda-feira. Veículos foram incendiados, famílias foram retiradas de suas casas sob escolta policial e diversos imóveis sofreram danos em meio aos distúrbios que tomaram as ruas do país. Os episódios ocorreram após a acusação de um refugiado sudanês de 30 anos pelo ataque que deixou um homem gravemente ferido.
Contexto: Vídeos mostram incêndios, ônibus destruído e protestos antimigração na Irlanda do Norte
Nos EUA: Governo Trump espera terminar muro na fronteira com México até o fim de 2027
O suspeito, identificado como Hadi Alodid, foi acusado de tentativa de homicídio, porte de faca em local público e ameaças de morte contra um funcionário do sistema público de saúde britânico. Em audiência nesta quarta-feira no Tribunal de Magistrados de Belfast, ele teve a prisão preventiva mantida por quatro semanas. Alodid participou da sessão por videoconferência e contou com a assistência de um intérprete de árabe.
A vítima, identificada em tribunal como Steven Ogilvy, permanece hospitalizada. Segundo informações citadas na audiência, ele perdeu o olho esquerdo, sofreu danos no olho direito e teve ferimentos no pescoço e nas costas. O ataque ocorreu na área da Kinnaird Avenue, no norte de Belfast, na noite de segunda-feira. Um vídeo que mostra a agressão circulou amplamente nas redes sociais nas horas seguintes ao incidente.
Após o ataque, uma onda de violência se espalhou por diferentes áreas de Belfast. No leste da cidade, um ônibus foi tomado por manifestantes e incendiado. Veículos foram queimados em vias públicas, enquanto lixeiras em chamas foram usadas para bloquear ruas. O Serviço de Bombeiros do país informou ter atendido 62 ocorrências.
Depois de cobrarem pagamentos atrasado: Quatro trabalhadores rurais imigrantes são queimados vivos em carro na Itália
Diversas famílias precisaram deixar suas casas sob proteção policial. O chefe da polícia local, Jon Boutcher, afirmou que entre os resgatados havia um bebê de apenas dois meses. Policiais retiraram famílias de diferentes comunidades para levá-las a locais seguros, disse, ressaltando que “não há justificativa” para os episódios registrados e insistindo que os responsáveis pelos distúrbios serão tratados de acordo com a lei.
— Resgatamos muitas famílias. E, alías, não eram apenas famílias de comunidades étnicas minoritárias; [mas] de diversas comunidades que acabaram envolvidas nesse comportamento repugnante da noite passada — disse, antes de ser questionado sobre este ser o terceiro ano consecutivo de episódios de violência no país. — Isso vai passar.
Uma das residências atingidas pelo fogo pertence a Jamie Corrie, morador do leste de Belfast há 13 anos. À BBC, ele disse que sua casa foi destruída após um carro estacionado do lado de fora ser incendiado. Segundo Corrie, o veículo pertencia a estrangeiros que viviam ao lado. Ele afirmou que tentou alertar os responsáveis antes que o incêndio começasse, mas não conseguiu evitar a destruição do imóvel.
— Ficar ali vendo sua casa queimar é uma sensação da qual nunca vou me recuperar. — disse. — O que isso resolve? O que isso realmente faz? Incendiar carros, destruir a própria comunidade, e agora um dos seus próprios moradores acabou de perder a casa. A ruazinha era tranquila. Sei que há pessoas de várias nacionalidades ali, estrangeiros, eu entendo isso, mas… eu cuido da minha vida. Tudo naquela casa foi destruído, de cima a baixo. Havia coisas de valor sentimental que não podem ser substituídas e que nunca mais vou recuperar.
Jamie Corrie diante de sua casa destruída pelo fogo em Belfast após uma noite de violência anti-imigrante que incendiou veículos e imóveis
Paul Faith / AFP
A ministra da Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, condenou os ataques contra famílias que nada tinham a ver com o esfaqueamento, destacando que crianças e jovens famílias ficaram sem casa após os episódios de violência. Long também declarou que o debate sobre o status migratório do suspeito era irrelevante para a avaliação do crime e afirmou que o homem possuía situação migratória regularizada e autorização para permanecer no Reino Unido por cinco anos.
‘Holofote perigoso’
A primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill, classificou os ataques contra residências como “covardia repugnante” e afirmou que não existe justificativa para os episódios. Ela também descreveu o ataque a faca como “hediondo e errado”, mas alertou para tentativas de usar o caso para atacar pessoas inocentes que vivem e trabalham na região.
Já o premier britânico, Keir Starmer, afirmou que as cenas registradas em Belfast foram “chocantes e completamente inaceitáveis”. No X, ele disse que estava claro que pessoas foram alvo por causa de sua origem e afirmou que os responsáveis pelos atos de violência sentirão “todo o peso da lei”. Starmer acrescentou que conversou com líderes locais, além de representantes da polícia e dos serviços de emergência.
Initial plugin text
A deputada Claire Hanna, líder do Partido Social-Democrata e Trabalhista, comparou os acontecimentos a uma “perseguição baseada em raça”. Segundo ela, houve relatos de homens percorrendo bairros para identificar e expulsar estrangeiros. A parlamentar do Sinn Féin Deirdre Hargey afirmou que mensagens divulgadas nas redes sociais incentivaram protestos e ajudaram a mobilizar pessoas para as ruas.
Entre os que repercutiram o caso nas redes sociais esteve Tommy Robinson, ativista britânico de extrema direita cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon. Ele teria convocado manifestações após o ataque. O bilionário Elon Musk também compartilhou publicações e informações sobre locais de encontro para manifestantes.
Em abril: França e Reino Unido firmam acordo para frear fluxo migratório no Canal da Mancha
A polícia enfrentou críticas após inicialmente informar que o suspeito seria originário da Somália. Posteriormente, as autoridades corrigiram a informação e esclareceram que ele é sudanês. Suleiman Abdulahi, líder comunitário que trabalha com refugiados na Irlanda do Norte, afirmou que o erro colocou a comunidade somali sob um “holofote muito perigoso” e contribuiu para alimentar a violência contra inocentes.
A família da vítima, por sua vez, divulgou um comunicado pedindo privacidade e agradecendo às pessoas que prestaram socorro durante o ataque. Os familiares afirmaram que a rápida intervenção de moradores ajudou a salvar a vida de Ogilvy e agradeceram aos profissionais dos serviços de emergência e aos médicos e enfermeiros envolvidos. E pediram, por fim, que a população rejeite a violência:
“Estamos cientes das tensões e das discussões sobre protestos após este incidente. Queremos deixar absolutamente claro que os distúrbios ocorridos durante a noite não são bem-vindos, e que o protesto pacífico é o único caminho a seguir”, escreveram. “Temos muitos migrantes que dão uma contribuição valiosa ao nosso país, inclusive em nosso sistema de saúde e no setor de hospitalidade, e dependemos deles para o funcionamento do país. Não queremos que esta terrível tragédia seja usada para dividir as pessoas ou alimentar a hostilidade”.
(Com Bloomberg e New York Times)

Veja outras postagens

Quando Maria Moskalyova tinha 12 anos, ela desenhou mísseis sobrevoando uma bandeira russa em direção a uma mulher e uma criança que estavam ao lado de uma bandeira ucraniana. “Não a [Vladimir] Putin e à guerra”, escreveu ela sobre a bandeira russa. Moscou acabara de invadir o país vizinho, e o desenho contra a guerra mudou a vida da menina para sempre, levando-a, juntamente com seu pai solteiro, Alexei Moskalyov, a um caminho de separação, prisão e exílio. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Há um ano, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deliberava sobre a possibilidade de suspender o direito ao habeas corpus para imigrantes sem documentos, revelou uma investigação do New York Times. A proposta fazia parte de um conjunto de medidas extremas que vinham sendo consideradas pelo assessor que liderava a campanha de deportação do líder republicano, Stephen Miller. Em 29 de abril de 2025, um advogado ultraconservador que atuava como secretário da equipe da Casa Branca, Will Scharf, escreveu um memorando secreto para a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, avaliando a aplicabilidade legal da proposição. O documento indicava que a ideia não tinha fundamento constitucional que permitisse sua aplicação. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O anunciado acordo entre EUA e Irã para suspender a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz ainda não corresponde a uma garantia de paz duradoura. Com termos a serem negociados e discordâncias marcantes entre alguns dos atores interessados, o avanço do processo diplomático, por outro lado, já representa uma vitória estratégica para Teerã, que após sofrer pesados ataques parece ter arrancado concessões da maior potência militar do mundo — alcançando uma posição apontada por analistas como mais forte do que a que detinha antes do início do conflito.
Análise: EUA e Rússia interpretaram mal Irã e Ucrânia antes de atacá-los
Entenda: O que é o acordo entre EUA e Irã que suspende guerra por 60 dias e posterga negociações nucleares
— A construção do possível acordo envolve países que há um ano tratavam a revolução iraniana [de 1979] como derrotada, e que agora fazem parte de articulações para viabilizar a negociação — apontou o professor Michel Gherman, coordenador do Núcleo de Estudos Judaicos da UFRJ e pesquisador do Centro de Estudos do Antissemitismo da Universidade Hebraica de Jerusalém, em entrevista ao GLOBO. — Há uma expansão da legitimidade do Irã passando para além do Oriente Médio.
Initial plugin text
Em contraste com o tom de vitória proclamado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao anunciar no domingo que as partes chegaram a um acordo — na realidade, um memorando de entendimento que suspende por 60 dias o conflito —, os objetivos centrais indicados pelo republicano ao desencadear a guerra em 28 de fevereiro junto com Israel não foram obtidos. Trump afirmou que iria “aniquilar” as capacidades militares do Irã, mas teve que recorrer ao acordo para romper o efetivo bloqueio iraniano em Ormuz; falou em derrubar o governo iraniano, ao qual acabou dando legitimidade ao sentar para negociar por meses; falou em eliminar as ambições nucleares de Teerã, que mesmo tendo negado perseguir armas atômicas, conseguiu adiar a resolução do tema para tratativas futuras.
Embora os termos ainda não tenham sido apresentados oficialmente, analistas apontam que a parte que chegou ao conhecimento público indica um acerto positivo para Teerã. Enquanto a reabertura de Ormuz, alardeada como vitória por Trump, foi uma situação que entrou em pauta justamente por causa da guerra — o Irã só fechou o estreito como resposta ao ataque israelense-americano — , o regime iraniano parece prestes a conseguir em troca o descongelamento de bilhões de dólares em ativos financeiros bloqueados no exterior. Além do alívio financeiro, Teerã persegue o reconhecimento dos termos pelo Conselho de Segurança da ONU — algo que o acordo nuclear fechado pelo governo de Barack Obama, em 2015, não permitiu.
A avaliação sobre o encaminhamento das negociações nucleares foi alvo de críticas de analistas americanos. Em um comentário na rede social X, o ex-embaixador dos EUA em Israel e pesquisador do Atlantic Council Daniel Shapiro afirmou que Trump parecia concentrado em um acordo melhor do que o de Obama, mas que os EUA ainda estavam longe de chegar a isso.
“É possível que nenhum acordo jamais seja alcançado. É muito provável que, se um for alcançado, ele seja pior do que aquilo que poderíamos ter conseguido por meio da diplomacia antes da guerra”, disse Shapiro na publicação, acrescentando que o memorando não corresponde a qualquer acordo nuclear, e que Washington parecia “estar pagando” pela reabertura de Ormuz.
Veja reações: Comunidade internacional elogia acordo entre EUA e Irã, enquanto Israel busca manter distância
Fatores externos
Para além da negociação de prestações e contraprestações entre EUA e Irã, os termos versam também sobre atores alheios ao processo de negociações Autoridades dos dois países e do Paquistão, que atua como mediador do diálogo indireto, afirmaram que o cessar-fogo inclui também o Líbano, onde Israel ataca posições do movimento Hezbollah diariamente. Novos ataques foram registrados nesta segunda, embora em menor intensidade, enquanto integrantes de linha-dura do governo israelense rejeitaram recuar por ordem dos EUA.
Em um comentário no podcast “Conflicts of Interest” no sábado, do centro de estudos americano ACLED, a CEO da organização de pesquisa, Clionadh Raleigh, apontou que as contrapartidas associadas a países alheios como um fator a causar dificuldade de implementação em qualquer acordo alcançado.
Leia também: Trump prevê reabertura total do Estreito de Ormuz até sexta, mas especialistas alertam que remoção de minas pode levar semanas
— Grande parte dessa questão envolve como os Estados do Golfo devem agir, como Israel deve se comportar e como os outros Estados banhados pelo estreito devem agir. Nenhum deles foi formalmente incluído nesse processo — afirmou, questionando a eficácia de qualquer acordo nesse formato.
Gherman também se disse pessimista sobre qualquer avanço em questões centrais no período de 60 dias estabelecido pelo memorando para as novas negociações. Ele menciona, porém, que o alívio que a desescalada ofereceu imediatamente à economia mundial é um fator que pode inibir uma retomada de qualquer conflito de alta intensidade, no formato previamente observado na região.
— Se por um lado eu estou pessimista que este seja efetivamente um acordo de paz, é impossível que as guerras voltem nas condições que estavam — disse o professor, indicando como cenário provável para o caso de um futuro conflito, uma disputa regional entre Israel e Irã, com um escrutínio maior a eventuais impactos a economia da nação persa, por seu impacto abrangente. — É possível que a gente se depare com uma situação muito paradoxal, dos EUA apoiando o regime iraniano se Israel ameaçar atacá-lo. (Com NYT)
As 47 prefeituras do Japão planejam investir, juntas, pelo menos 5,5 bilhões de ienes, ou cerca de R$ 173 milhões, em programas destinados a atrair e integrar trabalhadores estrangeiros durante o atual ano fiscal, segundo a emissora estatal japonesa NHK. Parte dos recursos será usada para custear aulas de língua japonesa, auxílio financeiro para estudantes internacionais e até apoio na compra de eletrodomésticos para quem decidir se estabelecer no país.
Veja também: Torcida japonesa na Copa se organiza para recolher lixo; entenda nova lei de Tóquio que aplica multa de R$ 63
E mais: Entenda por que os ataques de ursos em cidades japonesas se tornou um problema que preocupa as autoridades
A iniciativa reflete uma preocupação crescente das administrações locais diante da grave escassez de mão de obra que afeta a economia japonesa. Segundo uma pesquisa privada, 441 empresas encerraram as atividades no ano fiscal de 2025 por não conseguirem contratar trabalhadores suficientes.
O problema é especialmente grave em cidades do interior e regiões rurais, onde o envelhecimento da população e a queda da taxa de natalidade reduziram drasticamente a oferta de mão de obra. Para especialistas, os trabalhadores estrangeiros tornaram-se essenciais para manter setores inteiros em funcionamento.
Além dos incentivos financeiros, diversas prefeituras estão promovendo feiras de emprego, seminários e eventos de recrutamento voltados tanto para candidatos estrangeiros quanto para empresários japoneses interessados nessas contratações. O objetivo é orientar empresas sobre os procedimentos legais de contratação, vistos de trabalho e formas de integração dos novos funcionários.
No início de maio, a cidade de Isesaki foi uma das que realizou um seminário sobre gestão de emprego estrangeiro.
“À medida que a escassez de mão de obra, especialmente entre pequenas e médias empresas, continua a crescer ano após ano, o número de trabalhadores estrangeiros empregados no Japão continua a crescer. Portanto, realizaremos um “Seminário de Gestão do Emprego Estrangeiro” voltado para empregadores que empregam ou estão considerando empregar trabalhadores estrangeiros, para aprender as regras básicas sobre emprego, condições de trabalho, saúde e segurança ocupacional para trabalhadores estrangeiros”, anunciou a prefeitura, sobre o evento.
Em Okinawa, no Japão, muitos passam dos 100 anos.
FreePik
Entre as administrações locais que mais investirão na iniciativa estão Tóquio, com cerca de US$ 5 milhões previstos, a província de Mie, com US$ 3,1 milhões, e Ehime, com aproximadamente US$ 1,6 milhão.
Segundo o pesquisador Inoue Hajime, especialista em políticas para estrangeiros do Instituto de Pesquisa do Japão ouvido pela NHK, a presença desses trabalhadores é cada vez mais indispensável, principalmente em áreas onde a falta de profissionais já compromete serviços essenciais, com destaque para as zonas rurais.
“As pessoas tendem a migrar para áreas urbanas em busca de melhores condições de vida e maiores oportunidades de renda, mas há limites para o que os governos locais possam fazer esses programas sozinhos, é importante o apoio do governo central”, destacou.
Enfermagem
Ainda segundo a NHK, a necessidade é particularmente urgente no setor de saúde. Hospitais, clínicas e instituições de atendimento a idosos enfrentam dificuldades crescentes para preencher vagas em um país que possui uma das populações mais envelhecidas do mundo. Governos locais veem a contratação de estrangeiros como uma alternativa para manter o atendimento à população.
Agricultura
A agricultura também está entre as áreas prioritárias. Regiões rurais sofrem com a falta de jovens interessados em permanecer no campo, tornando os trabalhadores estrangeiros fundamentais para atividades de plantio, colheita e processamento de alimentos.
Indústria de manufatura
É o principal empregador de trabalhadores estrangeiros no país. O setor reúne fábricas de automóveis, eletrônicos, máquinas e outros produtos industriais. A escassez de jovens japoneses levou as empresas a ampliar significativamente as contratações internacionais para manter as linhas de produção funcionando.
Serviços
A área engloba atividades como limpeza, segurança, manutenção e diversos serviços empresariais. Muitas funções exigem menor domínio do idioma japonês, o que facilita a entrada de trabalhadores estrangeiros e ajuda a suprir a falta de mão de obra local.
Comércio atacadista e varejista
Empresas do setor buscam especialmente profissionais com conhecimento de idiomas estrangeiros para atuar no atendimento ao público, na administração de estoques e em atividades corporativas. A expansão do turismo internacional também aumentou a demanda por funcionários multilíngues.
Hospedagem e alimentação
Hotéis, pousadas, restaurantes e estabelecimentos ligados ao turismo enfrentam dificuldades para preencher vagas. Além de suprir a carência de trabalhadores, estrangeiros ajudam a atender visitantes de diferentes nacionalidades e a ampliar o suporte em vários idiomas.
Construção civil
O envelhecimento dos trabalhadores do setor e a falta de jovens interessados na profissão fizeram crescer a contratação de estrangeiros. As vagas envolvem desde obras residenciais até grandes projetos de infraestrutura, exigindo treinamento específico e rigorosos protocolos de segurança devido aos riscos da atividade.
A aguardada notícia de um acordo entre Estados Unidos e Irã para a guerra no Oriente Médio provocou queda de 4,76% na cotação do barril de petróleo do tipo Brent (referência internacional), a US$ 83,17, o menor valor desde 5 de março, logo após o início do conflito. Com a queda da commodity, o dia foi de otimismo no mercado global, com fortes altas em mercados acionários de Ásia, Europa e Estados Unidos, mas os indicadores locais não acompanharam o ritmo positivo do exterior. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Antes mesmo de a bola rolar para a estreia do Irã na Copa do Mundo de 2026, contra a Nova Zelândia, uma bandeira iraniana avistada nas arquibancadas do Sofi Stadium gerou controvérsia. A bandeira, que tem no centro um leão e um sol, foi abandonada pelo país após a Revolução Islâmica de 1979, mas acabou abraçada pela oposição iraniana no exílio. E apareceu na partida desta segunda-feira, apesar dos protestos do atual regime iraniano e da proibição da Fifa.
Iranianos vão ao estádio com bandeira rejeitada pelo regime e vetada pela Fifa
Embora as cores da bandeira — verde, branco e vermelho — e as faixas horizontais sigam um padrão similar desde o início do Século XX, o que está no centro dela é a causa da discórdia. Até 1979, a bandeira trazia o leão e o sol, um símbolo originado na Pérsia Antiga e com milhares de anos de história.
Após a instauração da República Islâmica, em fevereiro de 1979, o leão e o sol permaneceram temporariamente (mas sem uma coroa que representava o regime comandado pela dinastia Pahlevi). Em 1980, foi adotado o modelo atual, com o novo brasão da República e o takbir islâmico (“Allah é Grande”) escrito 22 vezes nas faixas.

É essa a bandeira usada em competições oficiais há quase 50 anos, e é a única reconhecida pela Fifa. Mas para a diáspora iraniana — são mais de 750 mil nos EUA —, ela é o símbolo de um regime que reprime sua população, mata seus dissidentes e que, hoje, não os representa. Por isso, a antiga bandeira dos tempos da dinastia Pahlevi, deposta pela revolução de 1979, predomina nos atos contra a República Islâmica no exterior.
Antes da partida desta segunda-feira, a Federação Iraniana de Futebol exigiu que a Fifa garantisse o veto à bandeira pré-revolucionária nos estádios da Copa. O presidente da federação, Mehdi Taj, afirmou que a entidade máxima do futebol é “responsável” pelo cumprimento dos protocolos, e que uma das regras é que “a bandeira oficial de um país deve estar presente no estádio”.

Já o ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donyamali, chegou a ameaçar retirar a seleção de campo em caso de atitudes consideradas desrespeitosas ao atual regime iraniano nos estádios. Ignorando as ameaças, um grupo de manifestantes se reuniu nos arredores do Sofi Stadium horas antes do jogo e, além da bandeira pré-revolucionária, exibiram fotos de Reza Pahlavi — que é filho do xá Mohammad Reza Pahlavi, deposto na revolução de 1979, e representante da oposição aos líderes islâmicos.
Processo judicial
Na última Copa, no Catar em 2022, torcedores iranianos que tentavam entrar nos estádios com a bandeira pré-revolucionária foram abordados por seguranças e não raro obrigados a abandoná-las. Em maio, a Fifa decidiu que a regra seria repetida em 2026, invocando seu Código de Conduta à torcida. Nele, a Fifa afirma que estarão proibidos materiais “que sejam de natureza política, ofensiva e/ou discriminatória”.
Atualmente, a Fifa é alvo de uma ação judicial nos Estados Unidos por ter vetado a entrada da bandeira iraniana pré-revolucionária nos estádios.
“A bandeira do Leão e do Sol é um símbolo de paz abraçado por milhões de iranianos que acreditam na liberdade, na democracia e no direito de expressar sua identidade sem medo ou censura”, disse, em comunicado, o Instituto para as Vozes da Liberdade, uma organização de oposição ao regime em Teerã, e que acionou a Justiça dos EUA para garantir o direito de levar as bandeiras aos jogos.

Para o Instituto, o veto é resultado da pressão do governo iraniano sobre a Fifa: em maio, quando a federação iraniana ameaçou se retirar do torneio devido à guerra contra EUA e Israel, uma das condições para participar era o “respeito à bandeira iraniana”.
Esse não é o único dilema da diáspora iraniana. Muitos veem o “Team Melli” (“Seleção Nacional”, em persa) como mais uma ferramenta de promoção do regime, e por isso têm se manifestado contra a seleção. Antes da partida desta segunda-feira, uma manifestante nos arredores do Sofi Stadium ergueu um cartaz com a frase “o time de futebol da república terrorista islâmica não representa o povo do Irã”, escrita em inglês.

Um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que quase metade das crianças no planeta mora em locais sujeitos a mais do que três tipos de riscos climáticos.
A organização aponta que 1,1 bilhão de meninos e meninas enfrentam ao mesmo tempo eventos como enchentes, temporais, secas, incêndios, tempestades de areia e ondas de calor.
Bomba de carbono: Solo congelado derrete em camada profunda e deve cruzar limite perigoso antes do esperado
O número saiu de uma nova base de dados criada pelos autores do relatório, que tem como objetivo ajudar o poder público em políticas de adaptação ao clima para contemplar as necessidades da infância e da juventude.
O Relatório de Risco Climático das Crianças 2026 é acompanhado de dados locais, em que é possível mapear populações vulneráveis a esses eventos climáticos extremos com uma precisão de 10 km.
Clima e oceano: Grande Corrente do Atlântico vai perder metade da força até o fim do século, apontam estudos
Os dados levam em conta diversas maneiras com que a crise do clima pode afetar a vida das crianças, incluindo o acesso a saúde, educação, alimentação e saneamento básico. O clima também torna a infância mais vulnerável à perda de serviços de proteção e a violações de direitos fundamentais indica o trabalho.
Segundo Danilo Moura, especialista em clima e meio ambiente do Unicef Brasil, apesar de os impactos da mudança climática se manifestarem de maneira geral na população, o poder público precisa dar atenção especial às crianças nesse contexto.
— Quando a gente olha para a mudança do clima, a gente está olhando para um fenômeno que impacta as crianças de uma forma desproporcional — diz. — O exemplo mais simples é o dos dias com calor extremo. O impacto das altas temperaturas nas crianças pequenas, especialmente nos dois primeiros anos de vida, é muito maior do que nos adultos, porque no começo da vida, fisiologicamente, o corpo é menos capaz de lidar com o calor.
Na área da saúde, esse problema se manifesta também no espalhamento de doenças infecciosas e no impacto da poluição, dois temas indiretamente ligados ao aquecimento global, mas que também foram contemplados no relatório do Unicef.
Uma análise da Organização Mundial de Saúde (OMS) citada no relatório indica que quase 90% do impacto das doenças que serão agravadas pela crise do clima recai sobre crianças de até 5 anos.
Escolas destruídas
O relatório dá atenção especial, também, as formas com que a crise do clima atinge a educação.
“Tempestades destroem escolas e ondas de calor interrompem o aprendizado, roubando o futuro das crianças. Só em 2024, pelo menos 242 milhões de estudantes em 85 países e territórios tiveram sua escolaridade prejudicada por eventos climáticos extremos”, afirma o relatório.
— Aqui no Brasil, em 2024, mais de um milhão de crianças tiveram seus estudos interrompidos por um período longo só pelos dois principais eventos climáticos extremos daquele ano, que foram a enchente do Rio Grande do Sul e a seca na Amazônia — diz Moura.
Quando se olha para o impacto social como um todo no país, porém, o dano é muito maior. Ao todo 16 milhões de crianças brasileiras estão expostas a três ou mais riscos climáticos, como ondas de calor ou secas, o equivalente a 30% da população infantil. Olhando para dois ou mais riscos, são mais de 30 milhões de crianças.
O Brasil não figura na lista dos países onde o problema é mais preocupante, porém. Seções especiais do relatório são dedicadas a Paquistão, Iraque, Líbano, Camboja e Etiópia. O relatório também destaca o pequenos países-ilhas do mundo em desenvolvimento, sobretudo no Caribe e no Pacífico, e a região do Sahel, ao sul do deserto do Saara.
Impacto desigual
O desafio brasileiro, segundo Moura, é encontrar maneiras de atender necessidades de populações mais pobres, nas quais a crise do clima tem impacto muito maior.
— Quando a gente mapeia essas crianças que estão expostas a múltiplos riscos no território brasileiro, o que a gente vê é uma grande sobreposição com o mapa das desigualdades — diz — Nós vemos ali as crianças que moram nas periferias, que são na sua maioria, crianças negras, as crianças indígenas que vivem em comunidades rurais, as crianças quilombolas ou crianças que pertencem a outros povos e comunidades tradicionais.
Num prefácio escrito para o relatório, a diretora-executiva do Unicef, Catherine Russel, diz que a ideia é que os dados que a organização está gerando para ajudar formuladores de política a enfocarem políticas climáticas para a infância consigam dar conta das diferenças regionais mais localizadas.
“Agora podemos ver onde as crianças estão expostas a uma variedade de riscos dentro dos países com um nível de detalhamento sem precedentes”, diz. “Combinando esses dados com informações sobre o acesso e a capacidade dos serviços sociais existentes, os governos podem mapear onde as crianças estão mais vulneráveis aos impactos e estresses climáticos. Os dados deste relatório são uma ferramenta fundamental para os tomadores de decisão, ajudando-os a planejar de forma mais inteligente, agir com mais rapidez e investir de forma mais eficaz em serviços resilientes às mudanças climáticas para crianças.”
Moura afirma que os dados de populações infantis vulneráveis por tipo de evento climático poderão ser consultados em nível de estado e município, para ajudar essas duas esferas de governo a fazerem seus planejamentos.
Um aspecto preocupante do novo relatório é que todo o impacto climático sobre a infância listado ali se refere a eventos correntes. Em outras palavras, não está computado ali ainda o agravamento de situação que deve vir quando o planeta superar 1,5°C acréscimo à média da temperatura global, o que pode acontecer já na próxima década.
As Forças Armadas dos EUA indicaram que oito pessoas estavam a bordo do bombardeiro americano B-52 Stratofortress que caiu nesta segunda-feira na Califórnia, pouco depois da decolagem, acrescentando que os indícios iniciais sugerem que “não houve sobreviventes”.
Análise: Trump começa a encerrar a guerra que ele mesmo iniciou, mas sem cumprir seus objetivos
Entenda: Por que entendimento entre EUA e Irã ainda é um memorando e não um acordo de fato?
“Um bombardeiro B-52 Stratofortress da Força Aérea dos EUA, transportando oito pessoas em uma missão de teste de rotina, caiu hoje, pouco depois da decolagem, às 11h20 (horário local). Os indícios iniciais sugerem que não há sobreviventes”, disse a Base Aérea de Edwards em um comunicado.
Mais cedo, a base afirmou em comunicado que havia fechado seu aeródromo e desviaria as aeronaves que pousariam ali.
“Além disso, todos os passes de visitantes não comerciais foram suspensos até novo aviso para permitir que a instalação concentre integralmente seus esforços nas operações de resposta à emergência”, destacou.
Imagens divulgadas pela imprensa local mostraram uma enorme mancha escura na pista aérea, assim como uma coluna de fumaça. Também foram vistos veículos de assistência. A instalação militar fica no sul da Califórnia, a quase 100 km de Los Angeles.
Initial plugin text
O B-52 Stratofortress é um bombardeiro de longo alcance fabricado pela empresa americana Boeing. É usado pela Força Aérea americana desde os anos 1950. Os Estados Unidos mobilizaram a aeronave em conflitos no Vietnã, Iraque, Afeganistão e, mais recentemente, no Irã.
O bombardeiro, que pode carregar diversas armas, incluindo bombas e mísseis de cruzeiro, tem uma envergadura de 56 metros e um comprimento de 48 metros.
O governo do Reino Unido iniciou uma operação diplomática para evitar atritos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após anunciar um pacote de restrições ao uso de redes sociais por adolescentes, incluindo a proibição para menores de 16 anos. Segundo informações do jornal britânico The Guardian, ministros do governo trabalham para impedir que a nova legislação seja interpretada como um ataque às grandes empresas de tecnologia americanas.
Segurança em primeiro lugar: Canadá apresenta projeto de lei para proibir redes sociais para menores de 16 anos
Veja também: Reino Unido vai fornecer combustível nuclear à Ucrânia e aumentar as sanções contra a Rússia
De acordo com pessoas envolvidas nas negociações, a estratégia do governo segue três frentes: dialogar diretamente com as plataformas digitais, informar previamente a administração Trump sobre os planos e combater o que considera informações falsas sobre a proposta. O objetivo, segundo fontes ouvidas pelo jornal, é deixar claro que a iniciativa busca proteger crianças e adolescentes, e não atingir empresas dos Estados Unidos.
O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que a preocupação com os efeitos das redes sociais sobre os jovens é compartilhada por líderes de diversos países. Ele revelou ter conversado com Trump sobre o assunto e disse que o tema voltaria à pauta em novos encontros. Os dois devem se encontrar na cúpula do G7 em Evian esta semana. Até a noite de segunda-feira (15), porém, o presidente americano ainda não havia se manifestado publicamente sobre a proposta.
Quem reagiu foi o empresário Elon Musk, dono da rede social X. Em uma publicação, ele classificou a legislação como “um lobo em pele de cordeiro” e afirmou que o verdadeiro objetivo seria permitir ao governo britânico monitorar a população.
As regras anunciadas pelo Reino Unido vão além das adotadas recentemente pela Austrália. Além de estabelecer idade mínima para o acesso a diversas plataformas, o pacote prevê a proibição de transmissões ao vivo feitas por menores de 16 anos, impede que adultos façam contato não solicitado com crianças em sites de jogos e veta que menores de 18 anos utilizem chatbots com finalidade romântica. Serviços voltados ao público infantil, como YouTube Kids, Lego Play e Google Classroom, ficarão de fora das restrições.
O governo britânico ainda prepara novas medidas para serem apresentadas nas próximas semanas, incluindo possíveis restrições ao uso noturno das redes sociais por adolescentes de 16 e 17 anos. Ao defender a proposta, Starmer afirmou que as plataformas digitais têm contribuído para o aumento do sofrimento emocional entre jovens.
— As redes sociais estão deixando as crianças infelizes, facilitando que agressores as assediem e abusem delas e podem até estar prejudicando sua saúde mental — declarou Starmer, em uma coletiva de imprensa em Downing Street.
O Reino Unido fornecerá urânio enriquecido à Ucrânia para suas usinas nucleares e imporá novas sanções contra a Rússia, afirmou o primeiro-ministro Keir Starmer antes da sessão da cúpula do G7 na terça-feira. Denunciando os “ataques bárbaros” da Rússia contra a Ucrânia, o Reino Unido está “intensificando sua atuação” ao “cortar as receitas que alimentam a guerra de [Vladimir] Putin e garantir que a Ucrânia enfrente os invernos que se aproximam”, disse Starmer, segundo seu gabinete, referindo-se ao presidente russo.
Em atualização.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress