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Os colombianos começaram a votar neste domingo para eleger o novo presidente do país entre Abelardo de la Espriella, candidato de extrema direita apoiado por Donald Trump, e o senador de esquerda Iván Cepeda, alinhado ao governo, em um segundo turno crucial para o processo de paz vacilante e as relações tensas com Washington. As pesquisas preveem um segundo turno acirrado, no qual Espriella, um advogado milionário de 47 anos, é o favorito. Ele vem ganhando apoio com sua retórica contra a guerrilha e chamando de “câncer” a esquerda, que está no poder pela primeira vez sob o atual presidente Gustavo Petro.
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Em segundo nas pesquisas está Cepeda, de 63 anos, um congressista veterano e filósofo aliado ao governo, que está conquistando apoio de setores populares que se beneficiam da redução da pobreza, do aumento do salário mínimo e da queda do desemprego em um dos países mais desiguais do mundo.
“Viemos com a expectativa de mudar o rumo do país. (…) A cada dia temos mais insegurança”, disse Juan Márquez à AFP antes de votar na cidade caribenha de Barranquilla, vestindo a camisa da seleção nacional de futebol que De la Espriella e seus apoiadores costumam usar.
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Petro, vestido de branco, inaugurou a votação do dia em Bogotá, que continuará até as 16h locais (18h hora de Brasília). A autoridade eleitoral espera ter os resultados algumas horas após o fechamento das urnas.
A assinatura do acordo de paz com guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2016 trouxe alguns anos de calma. Mas, uma década depois, a campanha foi marcada pela violência de grupos armados que usaram bombas, drones explosivos e assassinaram um candidato à presidência.
De la Espriella culpa Petro, a quem chama de “chefe da máfia” e ameaça levá-lo à justiça dos Estados Unidos.
O advogado, que se autodenomina “El Tigre” (O Tigre), disse que buscará o apoio de Trump e de Israel para lançar uma ofensiva de 90 dias contra a guerrilha, incluindo bombardeios e a fumigação de plantações de coca no maior produtor mundial de cocaína.
Cidadão colombiano-americano, ele se opõe às políticas de paz com as quais Petro tentou negociar com os grupos armados, obtendo pouco progresso para pôr fim a décadas de conflito armado.
Segundo analistas, essas organizações se aproveitaram da situação para se enriquecer, ganhar poder e se expandir.
Filho de um político comunista assassinado por agentes do Estado em 1994, Cepeda tem sido um defensor das vítimas do conflito e foi um dos arquitetos do acordo de “paz total” durante este governo, embora tenha declarado sua disposição em revisá-lo.
— Para o bem da Colômbia, os pobres vêm em primeiro lugar — afirma em seus discursos.
Soluções de choque
Sem possibilidade de reeleição, Petro aspira repetir o feito de levar a esquerda ao poder em um país governado por elites conservadoras há 200 anos.
O presidente conta com o apoio de outros governos de esquerda, como o do México e do Brasil, enquanto a direita, apoiada por Trump, ganha força em países como Argentina, Chile, El Salvador e Equador.
Atrás de uma urna de vidro à prova de balas e com uma saudação militar, De la Espriella se tornou um fenômeno político, utilizando inteligência artificial e concedendo entrevistas onde se vangloria de sua carreira musical e da vida luxuosa que levava na Itália antes de sua campanha.
“Ele se conecta com um eleitorado já muito cansado da insegurança e que precisa de soluções de choque”, mas também personifica um modelo “aspiracional” do “empresário que construiu sua fortuna”, afirma Luisa Lozano, especialista da Universidade de La Sabana.
Ele defende o porte livre de armas, a construção de megaprisões, a extração de petróleo com a controversa tecnologia de fraturamento hidráulico, a redução do tamanho do Estado em 40% e afirmou que o “ideal” seria dolarizar a economia.
Seus críticos argumentam que ele não tem experiência política e se revela por seus frequentes comentários sexistas e homofóbicos. Como advogado, De la Espriella defendeu paramilitares e narcotraficantes.
Polarização
A Colômbia tem sido historicamente o parceiro mais próximo dos Estados Unidos na América do Sul, e Washington investiu bilhões de dólares nas forças armadas e nos serviços de inteligência do país.
Mas as relações se deterioraram após um desentendimento entre Trump e Petro.
Trump chamou Cepeda de “marxista radical de esquerda”, e Cepeda, por sua vez, afirmou que o país não será sua “colônia”.
O senador é conhecido por ter levado o ex-presidente de direita Álvaro Uribe aos tribunais investigado por ligações com paramilitares.
“Tenho medo”, “este é um dia decisivo para o país”, diz Juan Alberto Martínez, um consultor financeiro de 51 anos em Barranquilla, em meio à polarização entre os dois lados.

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Morreu aos 94 anos Ramiro Valdés Menéndez, um dos nomes históricos da Revolução Cubana e responsável pela criação do serviço de inteligência do país. A informação foi confirmada neste domingo pelo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel.
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Em publicação na rede social X, o chefe de Estado afirmou que a morte do militar “dói profundamente” e comparou a perda à de um “pai”. Díaz-Canel destacou ainda a lealdade de Valdés à liderança dos irmãos Fidel e Raúl Castro ao longo de sua trajetória política e militar.
Valdés integrava o grupo restrito de líderes cubanos que detinham o título de “Comandante da Revolução”. Ele também foi um dos últimos sobreviventes da expedição do iate Granma, que partiu em 1956 do México em direção a Cuba e deu início à Revolução Cubana, ao lado de Fidel Castro e outros guerrilheiros.
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Durante a guerrilha contra o ditador Fulgencio Batista, Valdés atuou em posições de destaque no movimento liderado por Fidel Castro e teve ligação próxima com Ernesto “Che” Guevara, que comandava parte das ações revolucionárias.
Após a tomada do poder em 1959, Valdés se tornou uma das figuras centrais do novo governo, ocupando o Ministério do Interior e sendo responsável pela criação do serviço de inteligência cubano, conhecido como G2.
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Membro do Partido Comunista de Cuba, ele permaneceu por décadas em funções estratégicas dentro do regime, sendo frequentemente visto em aparições públicas com uniforme militar. Nos últimos anos, apoiava o governo de Díaz-Canel, primeiro presidente cubano fora da família Castro desde a revolução.
Segundo o cientista político Michael Shifter, do think tank Diálogo Interamericano, Valdés teve papel central no período mais duro da consolidação do regime cubano após 1959, marcado pelo confronto com grupos contrários à revolução.
A delegação do Irã deixou neste domingo o local onde participaria de uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos na Suíça, após o presidente Donald Trump voltar a ameaçar atacar a República Islâmica, segundo a agência estatal iraniana Irna. A saída ocorreu horas depois da chegada das equipes dos dois países a um resort à beira de um lago, onde discutiriam o conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano, os fundos iranianos congelados e a venda de petróleo do país.
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Mais cedo, o vice-presidente americano, JD Vance, disse ao chegar no resort que se tratava “uma reunião histórica”, mencionando que foram alcançados “grandes avanços nas últimas horas”. Ele lidera uma equipe de negociação que inclui os enviados especiais do presidente Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner. A equipe do Irã conta com a presença do general Mohammad Bagher Ghalibaf, seu principal negociador em conversas anteriores e presidente do Parlamento iraniano.
— A questão que temos diante de nós agora é: quanto mais podemos realizar juntos? Podemos virar uma nova página? — disse Vance, em breves comentários, no início das negociações. — Podemos mudar permanentemente as relações no Oriente Médio ou voltaremos a fazer as coisas à moda antiga, o que não é a nossa preferência, mas é certamente algo muito possível de acontecer?
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Horas antes do início das conversas, o Irã confirmou que o conflito em curso no Líbano entre Israel e o grupo militante Hezbollah será o ponto central da pauta sobre a mesa, juntamente com questões como os fundos iranianos congelados e a venda de petróleo do país.
“O regime sionista continua a violar seus compromissos no Líbano; essa questão será o principal tópico de discussão nas conversas de hoje”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em um vídeo divulgado pela agência de notícias estatal Irna. “A questão da liberação de ativos iranianos congelados ou restritos, bem como a discussão sobre a emissão das licenças necessárias para a venda de petróleo iraniano, também constarão na pauta”.
A violação do cessar-fogo no Líbano fez com que o Irã voltasse a bloquear o Estreito de Ormuz no sábado, em meio aos arranjos para a nova rodada de negociações de paz na Suíça. As Forças Armadas dos EUA, no entanto, contestaram a alegação de que o país havia fechado a passagem e afirmaram que monitoram a situação para garantir que o tráfego marítimo continue fluindo pela hidrovia.
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Três superpetroleiros carregados, com capacidade combinada para transportar 6 milhões de barris, emitiram sinais enquanto navegavam pelo canal no sábado por uma rota próxima à costa de Omã, segundo dados de rastreamento de navios. Um deles voltou a transmitir sinais automáticos no início da manhã de domingo, após alcançar o Golfo de Omã.
Neste domingo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse estar preparado para dar garantias de que não desenvolverá armas nucleares, mas sem desistir de enriquecer urânio.
“O que os Estados Unidos exigem é que o Irã não construa uma bomba atômica. Isso não é novidade, e nós também podemos declarar por escrito que não temos intenção de construir uma bomba”, afirmou o presidente, segundo seu site oficial. “No entanto, não abriremos mão do nosso direito ao enriquecimento, e o outro lado não terá escolha a não ser aceitar esse direito”.
Além de Ghalibaf, a delegação do Irã é composta pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, e pelo chefe do Banco Central, Abdolnaser Hemmati, de acordo com a TV estatal do país. A delegação paquistanesa, atuando como mediadora, também chegou neste domingo e incluiu o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o chefe do Estado-Maior do Exército, Asim Munir.
Tensão no Líbano
Mediadores do Catar também estavam presentes no resort onde o encontro vai ocorrer. Rafael Grossi, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores da Suíça, Ignazio Cassis, em um encontro paralelo.
Pelo previsto na dinâmica do encontro principal, autoridades iranianas realizariam suas próprias reuniões com mediadores paquistaneses e catarianos antes de uma reunião planejada entre quatro partes, já com os EUA.
Ataques israelenses deixaram dezenas de mortos no sábado no leste e no sul do país, mas foram interrompidos no fim do dia, quando o Exército recebeu ordens para cumprir o cessar-fogo, assim como o Hezbollah. Um soldado israelense também morreu no sábado na região.
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Neste domingo, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel afirmou que o cessar-fogo entre Israel e o Líbano é “frágil”.
— Devemos manter um alto nível de prontidão para a retomada das operações de combate, a eliminação de ameaças e uma rápida transição para novas operações, se necessário — disse o tenente-general Eyal Zamir.
Na Suíça, o vice-presidente americano afirmou que “os Estados Unidos fizeram mais para conter o conflito no Líbano do que qualquer outro governo em qualquer lugar do mundo nos últimos meses”.
— O presidente dos Estados Unidos está comprometido não apenas com a paz entre os Estados Unidos e o Irã, mas com uma paz regional, e é por isso que estamos aqui.
Nesta manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou em sua rede Truth Social uma postagem sugerindo que as violações do cessar fogo no Líbano seriam culpa apenas do Hezbollah, e ameaçou o Irã novamente.
“O Irã deve impedir imediatamente que seus intermediários muito bem pagos no Líbano causem problemas”, escreveu. “Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que com mais força!!!”
O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio com ataques a bomba contra Israel, em represália à morte do líder supremo do Irã, morto por ataques aéreos israelenses e americanos contra o Irã, o que desencadeou a guerra em 28 de fevereiro. Desde então, as operações israelenses no Líbano resultaram em 4.057 mortes, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde.
Antes de partir para a Suíça, o vice-presidente dos Estados Unidos afirmou que, apesar de tudo, a situação estava “melhorando”.
— O grande problema é que alguém começa a atirar e alguém responde, e aí você tem esse dilema de quem começou primeiro, se foi o ovo ou a galinha — disse Vance. — É preciso conseguir interromper os disparos rápido o bastante para que o cessar-fogo seja mantido. É isso que estamos tentando fazer.

(Com New York Times)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, devolveu à Polônia a Ordem da Águia Branca, a mais alta condecoração estatal do país, depois que o presidente polonês, Karol Nawrocki, decidiu retirar a honraria em meio a uma disputa politicamente carregada sobre a memória da Segunda Guerra Mundial.
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A condecoração havia sido concedida a Zelensky em 2023 pelo então presidente Andrzej Duda, em reconhecimento a serviços prestados à segurança, à resiliência e à defesa dos direitos humanos. A crise foi deflagrada depois que Kiev decidiu batizar uma unidade militar ucraniana em homenagem ao Exército Insurgente Ucraniano, conhecido pela sigla UPA, organização paramilitar que atuou nas décadas de 1940 e 1950 e é acusada pela Polônia de massacres contra poloneses durante a guerra.
Em uma publicação nas redes sociais, Zelensky afirmou que a Ordem da Águia Branca havia sido entendida por Kiev como uma homenagem ao povo ucraniano e às Forças Armadas do país.
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— Acreditávamos que a Ordem da Águia Branca, concedida em 2023, era destinada ao povo ucraniano e ao nosso exército. Foi isso que foi dito na época. Hoje, enviei a Ordem de volta ao presidente da Polônia — escreveu Zelensky. — Acredito que o futuro confirmará o respeito que os ucranianos merecem.
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A mensagem publicada por Zelensky na rede social X foi acompanhada de fotos da condecoração e de um comprovante postal indicando que ela seria enviada ao gabinete presidencial polonês.
No texto, o presidente ucraniano também reagiu ao argumento de Nawrocki de que a Ordem da Águia Branca simboliza a mais alta confiança da República da Polônia.
— Ontem, o presidente da Polônia observou que a Ordem da Águia Branca não é uma condecoração comum. É um símbolo da mais alta confiança da República da Polônia. Representa um vínculo especial com o Estado polonês e a gratidão especial do povo polonês. Um símbolo assim exige não apenas mérito, mas também respeito pelos valores que formam a base da nossa comunidade — escreveu Zelensky. — Portanto, se for considerado que esse símbolo especial pode permanecer com Catarina II, Benito Mussolini e Gerhard Schröder, então nós, na Ucrânia, não vamos discutir isso.
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Nawrocki justificou a retirada da honraria após Zelensky assinar, em 26 de maio, um decreto que batizou uma unidade das Forças de Operações Especiais da Ucrânia em referência à UPA. Para o governo polonês, a decisão de Kiev foi considerada ofensiva à memória das vítimas polonesas.
— Para a esmagadora maioria da sociedade polonesa, a UPA continua sendo, acima de tudo, uma formação responsável pelos crimes brutais cometidos contra cidadãos da República da Polônia durante a Segunda Guerra Mundial — afirmou Nawrocki, em vídeo divulgado no site oficial da Presidência polonesa.
O presidente polonês classificou a decisão ucraniana como “ultrajante”, “incompreensível” e “profundamente decepcionante”.
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— Isso fere não apenas a nossa memória histórica. Também enfraquece a confiança construída ao longo dos anos e nos últimos meses — acrescentou.
Apesar da tensão diplomática, Nawrocki afirmou que a retirada da condecoração não afetará o apoio da Polônia à Ucrânia na defesa contra a invasão russa. A Polônia tem sido uma das principais aliadas de Kiev desde o início da guerra, acolhendo centenas de milhares de refugiados ucranianos e funcionando como um importante centro logístico para a ajuda enviada ao país.
Na publicação, Zelensky disse que a Ucrânia continuará grata à Polônia pelo apoio e permanecerá aberta ao diálogo sobre os pontos de divergência histórica.
— A Ucrânia é grata ao povo polonês por seu apoio e cooperação, que desempenham um papel significativo na luta pela nossa e pela sua independência em relação à Rússia — afirmou. — A Ucrânia permanecerá aberta a todos os formatos significativos de engajamento com a Polônia, a fim de tentar evitar interpretações conflitantes dos capítulos difíceis e dolorosos do nosso passado compartilhado e garantir o devido respeito a todas as vítimas inocentes do século XX.
Zelensky também destacou que a Ucrânia continuará a se defender da agressão russa.
— A Ucrânia continuará a se defender nesta guerra desencadeada pela Rússia, e sem dúvida alcançaremos uma paz digna — escreveu. — Tenho orgulho do nosso povo e de CADA guerreiro ucraniano, dos milhões de homens e mulheres ucranianos que merecem respeito inquestionável pelo heroísmo que o povo ucraniano demonstrou ao se defender da agressão russa.
A decisão de Nawrocki provocou reações em Kiev. Autoridades ucranianas anunciaram que também devolverão honrarias estatais concedidas pela Polônia, em sinal de solidariedade a Zelensky. Kyrylo Budanov afirmou no Telegram que a decisão do presidente polonês foi “um ato hostil contra o nosso povo” e “um presente para o agressor, Moscou, que certamente o usará contra ambos os nossos países”.
Nem todos na Ucrânia, porém, apoiaram a devolução das condecorações. O ex-primeiro-ministro Arseniy Yatsenyuk escreveu no X que uma “decisão prejudicial e incorreta do atual presidente da Polônia não pode ser corrigida por outras decisões incorretas da nossa parte”.
A controvérsia reacende uma ferida histórica sensível nas relações entre Polônia e Ucrânia. Muitos ucranianos veem a UPA como uma força que lutou pela independência do país contra o Exército Vermelho soviético, a Alemanha nazista e autoridades polonesas. A bandeira vermelha e preta do grupo é usada com frequência por tropas ucranianas na linha de frente.
A Polônia, por outro lado, acusa a UPA de ter promovido um genocídio de cerca de 100 mil poloneses étnicos na Volínia, atualmente parte da Ucrânia, entre 1943 e 1945. Em 2016, o Parlamento polonês reconheceu os crimes cometidos pela organização como genocídio. Os ucranianos afirmam que formações armadas dos dois lados, incluindo a UPA e forças clandestinas polonesas, participaram de ataques e represálias que deixaram grande número de civis mortos entre poloneses e ucranianos.
A disputa ocorre em um momento delicado. A Polônia deve sediar, na próxima semana, um grande evento sobre a reconstrução da Ucrânia no pós-guerra, com expectativa de presença de Zelensky. A Ucrânia também iniciou nesta semana, em Luxemburgo, a primeira fase das negociações para adesão à União Europeia.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, rival político de Nawrocki, pediu que os dois líderes evitem ampliar a crise.
— A linha de frente está em outro lugar — escreveu Tusk nas redes sociais na sexta-feira à noite, ao afirmar que a disputa entre Polônia e Ucrânia “alegra Putin e choca os nossos aliados”.
Tusk também pediu a Zelensky e Nawrocki que “acalmem as emoções e não alimentem as tensões”.
Nos últimos meses, Polônia e Ucrânia vinham registrando avanços nas discussões sobre a exumação de vítimas polonesas. Uma reunião entre os presidentes dos dois países em Varsóvia, em dezembro, havia sido vista como sinal de progresso no processo de reconciliação histórica.
As Forças de Defesa de Israel afirmaram neste domingo ter descoberto um extenso complexo militar subterrâneo atribuído ao Hezbollah sob a aldeia de Majdal Zoun, no sul do Líbano. De acordo com um comunicado do comando militar israelense enviado ao GLOBO, a estrutura ficava a cerca de 25 metros de profundidade e tinha mais de 200 metros de comprimento.
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Segundo as FDI, o túnel abrigava quatro poços de lançamento direcionados ao território israelense e 12 câmaras subterrâneas, algumas delas usadas como dormitórios e outras para armazenar dispositivos explosivos, mísseis antitanque e veículos aéreos não tripulados, conhecidos como VANTs.
Veja vídeo:
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A operação foi conduzida por tropas da 551ª Brigada, sob comando da 91ª Divisão, na região de Majdal Zoun, aproximadamente 10 quilômetros dentro do território libanês, em conformidade com entendimentos citados pelas forças israelenses. Ainda segundo a nota oficial, os achados indicam que a aldeia havia sido fortificada e concentrava infraestrutura militar do Hezbollah.
Durante a ação, mais de 20 integrantes do Hezbollah foram mortos, de acordo com Israel. Entre eles, segundo as FDI, estavam mais de dez membros da Força Radwan, unidade de elite do grupo. O comunicado também afirma que mais de 50 pontos de infraestrutura militar foram desmantelados, incluindo postos de observação e depósitos de armas.
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As FDI sustentam que a descoberta reforça o padrão de uso de áreas civis para instalação de estruturas de combate. O complexo subterrâneo foi localizado por tropas da Unidade Yahalom, especializada em operações de engenharia e túneis.
“A descoberta deste complexo militarizado sob uma aldeia civil ilustra um contraste fundamental: enquanto o Exército de Israel trabalha para proteger a população — desenvolvendo tecnologias de defesa precisas e buscando minimizar danos civis — grupos como o Hezbollah deliberadamente ocultam infraestrutura de lançamento em áreas residenciais. Essa é a escolha que define as operações no Oriente Médio: de um lado, responsabilidade; do outro, exploração da população como escudo. A comunidade internacional deveria estar tão atenta a essas práticas quanto está às operações defensivas”, analisa o major Rafael Rozenszajn, porta-voz da reserva das FDI para países de língua portuguesa.
Em nota oficial, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que o túnel descoberto continha “centenas de armas e quatro poços de lançamento direcionados ao Estado de Israel” e que havia sido “deliberadamente localizado sob a aldeia de Majdal Zoun”. O comunicado também disse que a operação demonstraria o “modus operandi deliberado do Hezbollah de embutir infraestrutura terrorista em áreas civis”.
Um Tesla Model 3 que estaria operando com um sistema automatizado de assistência à direção invadiu uma casa em Katy, no estado americano do Texas, na noite de sexta-feira, e matou uma mulher de 76 anos que estava dentro da residência, segundo autoridades locais. O caso é investigado pelo gabinete do xerife do condado de Harris.
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De acordo com os investigadores, Michael Butler dirigia o veículo por volta das 20h, no horário local, quando não conseguiu permanecer na faixa correta de rodagem, saiu da pista e atingiu a casa, localizada em um subúrbio residencial. O motorista disse às autoridades que o Tesla estava no piloto automático, segundo o gabinete policial do condado de Harris.
“O Tesla de Butler entrou pela residência de tijolos, em alta velocidade, e atingiu M. Avila, que estava dentro da casa”, informou o gabinete do xerife em comunicado.
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A vítima foi levada de helicóptero a um hospital nas proximidades, onde morreu. Butler também ficou ferido e foi encaminhado a uma unidade de saúde de ambulância. Segundo os investigadores, ele não apresentava sinais de embriaguez e está cooperando com as autoridades. Até a tarde de sábado, nenhuma acusação havia sido formalizada.
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As circunstâncias do acidente ainda são apuradas. “Ainda estamos avaliando o que fez aquele carro não conseguir controlar a velocidade pouco antes desta batida”, disse o sargento A. Turman. “Pedimos a pessoas familiarizadas com Teslas, assim como ao motorista envolvido no carro, para ver qual foi o papel do controle do motorista sobre o carro neste acidente.”
Um vídeo obtido pela Eyewitness News mostrou o carro em alta velocidade na rua momentos antes da colisão. O vizinho Bryan Diaz contou que estava do lado de fora com a família, comemorando uma festa de aniversário, quando o acidente aconteceu.
“As crianças ficaram assustadas, e minha mãe e meus tios também”, disse Diaz. “É insano o que acabou de acontecer, especialmente bem na nossa frente.”
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Segundo ele, o Tesla parecia trafegar rapidamente antes de não conseguir parar e atingir a residência.
“Simplesmente voou direto para dentro da casa deles e tudo aconteceu muito rápido”, afirmou.
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O caso, que indica relação entre acidentes e o uso de sistemas de assistência de direção, não é inédito. Em agosto do ano passado, um júri da Flórida considerou a Tesla responsável por um acidente fatal ocorrido em 2019 envolvendo um Model S equipado com piloto automático. O veredito abriu caminho para novas ações legais contra a fabricante de veículos elétricos de Elon Musk.
Naquele caso, a empresa foi obrigada a pagar uma indenização de 210 milhões de euros às famílias das vítimas, depois que imagens das câmeras do veículo mostraram o carro avançando contra um Chevrolet Tahoe que estava estacionado. Os ocupantes do veículo acabaram morrendo.
As autoridades do Texas afirmam que a investigação sobre o acidente em Katy segue em andamento.
O vice-líder do grupo guerrilheiro Estado Maior Central (EMC), Jacob Idrobo Arredondo, conhecido como Marlon, foi morto em combate, anunciou neste domingo (21) o presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
Facção dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o EMC, liderado por Iván Mordisco, rejeitou os acordos de paz em 2016 e retomou atividade, sendo hoje uma das principais preocupações de segurança do governo.
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“Marlon, segundo em comando de Iván Mordisco, morreu em combate”, escreveu Petro na rede social X.
O guerrilheiro encurralado era o chefe do grupo no departamento de Cauca (sudoeste) e responsável por um atentado a bomba em abril que deixou cerca de 20 civis mortos naquela região.
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O presidente de esquerda disse que que a morte de Marlon foi “o golpe mais duro desferido contra as estruturas armadas da máfia no oeste da Colômbia” e que “essa organização foi derrotada”.
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, confirmou a morte de Marlon.
“Militares e policiais mataram em combate (…) Marlon, o mais perigoso assassino, terrorista e recrutador de menores do sudoeste do país”, afirmou em um vídeo no qual aparece chefes das forças de segurança.
Ele afirma que o líder guerrilheiro “estava entre os criminosos mais procurados internacionalmente e era procurado pelos Estados Unidos por tráfico de drogas e por seu papel como facilitador do tráfico de cocaína e armas com os cartéis mexicanos”.
A morte de Marlon foi anunciada na véspera do segundo turno das eleições, em que os colombianos escolherão o sucessor de Petro entre o senador de esquerda Iván Cepeda e o candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella.

Mais de 384 mil eleitores de Roraima estão aptos a irem às urnas, neste domingo (21), para escolher o chefe do Executivo estadual em mandato tampão até janeiro de 2027. A votação segue até às 17h00, no horário local, em 350 locais de votação no estado.

A eleição suplementar foi convocada após a cassação, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no último dia 30 de abril, do mandato do ex-governador Edilson Damião (União Brasil), que assumiu a vaga de Antonio Denarium após ele renunciar ao cargo.

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A chapa foi condenada no TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, devido a práticas envolvendo entrega de cestas básicas e repasses de verbas a municípios sem respeitar as regras legais, entre outras irregularidades.
 

A disputa deste domingo

No pleito deste domingo (21), disputam o mandato tampão o candidato Arthur Henrique (PL), apoiado pelo ex-governador cassado; o atual governador, Soldado Sampaio (Republicanos), que era presidente da Assembleia Legislativa e assumiu interinamente o Executivo; e a socióloga Nelita Frank (PT), da oposição local.

O candidato Arthur Henrique, ex-prefeito da capital Boa Vista (RR), entra na disputa concorrendo “sob judice”, podendo vir a ser barrada depois, mesmo que eleito. Isso porque a candidatura dele foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) com decisão do ministro Flávio Dino favorável à reclamação.

O magistrado derrubou norma do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que flexibilizou o prazo para os candidatos saírem dos cargos públicos antes do pleito, que poderia ocorrer até 24 horas após convenção partidária que definiu o nome do candidato.

Porém, Dino rejeitou esse entendimento do TRE local ao decidir que a desincompatibilização dos cargos não poderia ser flexibilizada, devendo ser respeitado o prazo de três ou seis meses previsto na Lei das Inelegibilidades.

Como ainda cabe recurso à decisão de Dino, o candidato apoiado pelo ex-governador cassado está nas urnas, mas disputa a vaga como candidato “sob judice”.

A decisão de Dino também alterou os planos do PT no estado. A legenda havia indicado a professora Antônia Pedrosa para a vaga. Porém, ela não se afastou do cargo na rede pública de ensino antes do prazo de desincompatibilização.

Por isso, em seu lugar, foi indicada a candidata Nelita Frank. Mas, na urna, ficou mantida o nome e a foto da candidata barrada Antônia Pedrosa. Segundo o TRE-RR, não houve tempo hábil para troca do nome e foto previstos nas urnas eletrônicas.  

Eleições municipais

Além dos eleitores roraimenses, os habitantes de cinco municípios do país vão às urnas escolher os prefeitos das suas cidades em eleições complementares para mandatos tampões até janeiro de 2029. Os novos pleitos foram marcos após perdas dos mandatos dos gestores eleitos em 2024.

Serão eleitos novos prefeitos(as) e vice-prefeitos (as) em Reginópolis (SP), Tuiuti (SP), Joviânia (GO), Amparo da Serra (MG) e Bonito de Minas (MG).

Em Reginópolis (SP), concorre ao cargo de prefeito João Paulo (PSD), tendo como candidato a vice-prefeito Marquinho do Gás (Podemos) e Marquinho Bastos e Fernando Inácio (União Brasil). 

Em Tuiuti (SP), disputam a prefeitura as chapas formadas por Pedrinho e Andrezão (MDB/Republicanos), Milena do Amarildo e Guinho (PSB) e Careca e Nina do Gabinete (União Brasil).

Em Joviânia (GO), concorrem Pedro Lucas, conhecido como Macaco, e Leandro da Leancellys (MDB/Agir), além de Elisberto da Retro e Rogério Potim (Podemos/PSDB).

Em Amparo da Serra (MG), disputam a prefeitura as chapas encabeçadas por Aila da Farmácia e Robertinho Bellico (Avante/Republicanos) e por Túlio Cária e Marcelino do Açougue (MDB/PRD).

Em Bonito de Minas (MG), concorrem João Neto do Sindicato e Professora Cris (Podemos/União Brasil), além de Miqueias Figueiredo e Joelma Magalhães (Republicanos/PDT).

Milhões de barris e petróleo continuaram a passar pelo Estreito de Ormuz neste fim de semana, mesmo após o Irã afirmar novamente que havia fechado a hidrovia, enquanto Washington e Teerã apresentam versões conflitantes sobre a situação do mais importante ponto de estrangulamento marítimo do mundo.
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Três superpetroleiros carregados, com capacidade combinada para transportar 6 milhões de barris, emitiram sinais enquanto navegavam pelo canal no sábado por uma rota próxima à costa de Omã, segundo dados de rastreamento de navios. Um deles voltou a transmitir sinais automáticos no início da manhã de domingo, após alcançar o Golfo de Omã.
O Gulf Sunrise, transportando cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita para o Japão, está agora atravessando o Golfo de Omã, segundo mostram seus sinais automáticos de rastreamento, após ter desaparecido das telas próximo ao ponto mais estreito do Estreito de Ormuz no sábado.
O Angola B, carregado com petróleo bruto dos Emirados Árabes Unidos, foi visto pela última vez contornando a ponta da península de Musandam — um enclave de Omã que se projeta para dentro de Ormuz — também no sábado. Já o Monaco Loyalty ainda não havia alcançado o ponto mais estreito do estreito quando desapareceu, igualmente no sábado.
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Se os três conseguirem atravessar a hidrovia, seus movimentos reforçariam a afirmação das Forças Armadas dos Estados Unidos de que conseguem proteger com sucesso a rota meridional próxima à costa de Omã, apesar de o Irã alegar que controla a passagem. Alguns outros navios também foram vistos entrando no Golfo Pérsico utilizando a mesma rota.
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O Comando Central dos EUA informou no sábado que 17 milhões de barris haviam passado pelo Estreito de Ormuz, apesar das notícias veiculadas pela mídia iraniana de que a passagem estava fechada. Um órgão de ligação entre marinhas e o setor de navegação informou, ainda no início do sábado — antes de o Irã declarar o fechamento de Ormuz —, que as embarcações poderiam transitar pelo lado omanense a qualquer hora do dia, desde que mantivessem suas localizações visíveis.
Irã e Estados Unidos disputam o controle da narrativa sobre Ormuz, enquanto negociações de paz estão programadas para ocorrer neste domingo, com a presença de autoridades de alto escalão, incluindo o vice-presidente dos EUA, JD Vance, na Suíça. Garantir a liberdade de navegação no estreito é uma das principais prioridades de Washington. O Catar informou que as negociações começariam no domingo.
Os dois adversários estão retomando o diálogo após confrontos separados no sul do Líbano entre forças israelenses e combatentes do Hezbollah apoiados pelo Irã terem atrasado o início das conversas.
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Eles estão apenas alguns dias dentro de uma janela de 60 dias para negociações, após a assinatura de um memorando de entendimento pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na quarta-feira, durante uma visita a Paris. O acordo, porém, prevê a possibilidade de prorrogação.
Dos três petroleiros, um transporta dois milhões de barris de petróleo saudita para o Japão; os outros dois carregam volumes semelhantes de petróleo bruto provenientes dos Emirados Árabes Unidos e do Catar. As informações sobre as cargas baseiam-se em dados de rastreamento marítimo compilados pela Bloomberg e pela empresa de análise Kpler.
Apesar de afirmar que Ormuz está fechado, embarcações também continuaram emitindo sinais nas proximidades da costa iraniana.
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Os navios Desh Vibhor, Desh Vaibhav e Sanmar Herald foram observados no Golfo de Omã e no Mar Arábico no domingo, após terem sido vistos pela última vez emitindo sinais enquanto tentavam atravessar o Estreito de Ormuz no fim da sexta-feira, segundo dados de rastreamento compilados pela Bloomberg. É possível que tenham concluído a travessia antes de o Irã anunciar novamente o fechamento da passagem.
Os superpetroleiros, todos indicando propriedade indiana ou cargas destinadas à Índia, transportam em conjunto cerca de seis milhões de barris de petróleo do Iraque e do Kuwait. Todos emitiram sinais nas proximidades da ilha iraniana de Qeshm Island, sugerindo que utilizaram a rota aprovada por Teerã.
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A Shipping Corporation of India, que consta como proprietária e operadora dos navios Desh Vibhor e Desh Vaibhav na base de dados Equasis, não respondeu imediatamente a e-mails solicitando comentários fora do horário comercial. A Sanmar Shipping Ltd., operadora do Sanmar Herald, também não respondeu.
As viagens desses superpetroleiros fazem parte de um número crescente de navios que também realizaram travessias em ambas as direções por esse ponto de estrangulamento energético.
Alguns poucos petroleiros vazios também foram vistos entrando no Golfo Pérsico ao longo da costa de Omã. Um deles era um grande navio transportador de gás que havia partido de Duqum, no Golfo de Omã.
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Os outros dois eram superpetroleiros de petróleo bruto que recentemente haviam entregado petróleo dos Emirados Árabes Unidos. Um dos VLCCs (navios muito grandes para transporte de petróleo bruto) chegou a transmitir sua localização de forma aberta em um dos ancoradouros do Golfo de Omã alguns dias antes.
Alguns produtores do Golfo são conhecidos por enviar navios de forma “oculta” através de Ormuz, para que as cargas possam ser transferidas para outras embarcações que aguardam na região sem chamar atenção para essas operações.
Navios transportadores de gás natural liquefeito também foram observados navegando para dentro do Golfo Pérsico, com dados de rastreamento indicando que isso teria ocorrido no fim da noite de sexta-feira.
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O aviso naval de que os navios poderiam passar pelo lado omanense com seus transponders ligados foi emitido pelo Centro Conjunto de Informação Militar (JMIC) no início da manhã de sábado — antes de a suposta notícia de que o Irã havia fechado Ormuz.
“Os navegadores são aconselhados a transitar pela rota sul de dia ou de noite com o AIS ligado, radares ativos, luzes de navegação acesas e uso normal de rádio VHF”, afirmou o JMIC, referindo-se ao sistema automático de identificação por transponders e às comunicações por rádio de alta frequência.
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O aviso do JMIC contrastou com a recomendação americana feita alguns dias antes, segundo a qual as embarcações deveriam considerar navegar por essa rota sem transmitir seus sinais de transponder. A orientação do JMIC também veio após um alerta do Paquistão no fim da sexta-feira, indicando que havia uma mina confirmada avistada na rota sul. O Paquistão é responsável por coordenar avisos de navegação na região.
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Dez dias após o desaparecimento da personal trainer Elena Katherine Moore, de 39 anos, as buscas terminaram de forma trágica. O Gabinete do Médico Legista do Condado de Lexington, na Carolina do Sul, confirmou, neste fim de semana, que o corpo encontrado em uma área de mata na região pertence à profissional, que estava desaparecida desde 12 de junho.
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Segundo as autoridades, o corpo foi localizado próximo ao cruzamento da Old Cherokee Road com a Northlake Drive, uma área próxima ao percurso percorrido por Moore antes de desaparecer. Ela foi vista pela última vez após deixar uma unidade da academia Planet Fitness, em Lexington. Imagens de segurança mostraram a personal trainer caminhando em direção a uma área arborizada após passar pela academia. O desaparecimento foi comunicado pelo marido no dia seguinte.
Imagens levantaram preocupações durante as buscas
A confirmação da morte ocorre dias após a divulgação de vídeos de segurança que mostravam Moore em aparente estado de confusão. Imagens obtidas pela NewsNation registraram a personal trainer, cerca de uma semana antes do desaparecimento, tentando entrar na residência de desconhecidos a aproximadamente 800 metros da academia que frequentava.
O morador John Moore, que não tem parentesco com a vítima, afirmou que ela parecia desorientada.
— Ela parecia realmente confusa sobre onde estava ou o que estava fazendo — disse à emissora.
A esposa dele, Sarah Burleson, relatou que, pouco depois, Elena mexeu em encomendas deixadas na casa de um vizinho e admitiu não saber o que estava fazendo.
Durante as buscas, a polícia chegou a receber informações de que Moore teria sido vista caminhando em direção a uma área de mata próxima à Lakeside Middle School. Equipes de resgate realizaram varreduras terrestres e utilizaram drones para tentar localizá-la. Nenhum indício de crime havia sido apontado pelos investigadores durante a operação.
O Gabinete do Médico Legista informou que a autópsia foi realizada neste fim de semana e que detalhes sobre a causa e as circunstâncias da morte deverão ser divulgados na segunda-feira. Até lá, as autoridades mantêm a investigação em andamento.
Amigos descreveram Moore como uma pessoa ativa e querida pela comunidade local.
— Elena é muito querida em nossa comunidade. Ela adorava atividades ao ar livre, o lago e tinha paixão pela vida — afirmou Justin Robertson ao Daily Mail.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, deve anunciar sua renúncia ao cargo nesta segunda, afirmou hoje o jornal The Guardian, em meio a pressões de seu partido para troca de liderança.
A expectativa é que o Andy Burnham, ex-secretário de Saúde e ex-prefeito da Grande Manchester, assuma a posição.
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Integrantes do governo não informam ainda a data em que a troca pode ocorrer, mas o secretário de Negócios do governo britânico diz que a “realidade política” com a impopularidade de Starmer está se impondo.
— Não quero passar a ilusão de que não há nenhum processo, nenhuma força em ação, que esteja desafiando o primeiro-ministro como líder. Isso é claro — , disse Peter Kyle em entrevista à rede de TV BBC.
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Antes dessa declaração, Starmer e aliados vinham prometendo que ele lutaria para ficar no cargo, mas a situação mudou após Burnham, que estava sem mandato político, ter vencido uma eleição suplementar em Makerfield que o colocou de volta no Parlamento.
Burnham é um dos dois nomes cotados para a substituição de Starmer, sendo o outro Wes Streeting, também ex-secretário de Saúde.

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